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Que espaço as coisas desimportantes ocupam na sua vida? | Papo das 9 #1032

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Trabalhadoras e trabalhadores do meu Brasil, muito bom dia. Feliz dia do trabalho, primeiro de maio a todos os trabalhadores do Brasil e do mundo. Essa categoria, eu não tenho dúvida alguma em dizer que em sua imensa maioria é explorada. Avançamos muito, são conquistas importantes. Eu me lembro da Luzia, que trabalhou muitos anos na casa dos meus pais, desde que eu era pequenininho. Era uma segunda mãe para mim, até ela ficar bem velhinha, já desencarnou. A gente, eu e Daniel, íamos visitá-la onde ela morava, distante aqui de onde a gente está. Pelo menos uma vez por ano a gente ia almoçar com ela. Era uma pessoa da minha família. Digo isso sem pestanejar.

E Luzia, Lembra-se de Getúlio Vargas, quando instituiu salário mínimo, carteira de trabalho. Isso passou despercebido na memória de quem viveu aquele tempo, digamos, uma mudança de percepção da classe dirigente sobre a necessidade de você emprestar dignidade ao trabalho. e em pleno século XXI é preciso, é forçoso reconhecer muitos muitos avanços nos direitos trabalhistas, mas eu preciso dizer, a gente ainda vê o testemunha no dia a dia horrores em relação à situação de muitos trabalhadores.

Primeiro que o salário mínimo no Brasil, com todo respeito, isso não é uma opinião minha, ele não deveria ser considerado um salário mínimo real, porque este valor não é suficiente para uma pessoa viver com dignidade. Esse é um ponto. O outro ponto é inacreditável o debate em torno da escala 6 por1. Aliás, no Congresso, quem mais se opõe à escala seis por um é quem menos trabalha, né? a vossas excelências, mas tem gente no congresso que finge que trabalha e quando bate ponto são duas ou três vezes no máximo por semana o que é algo assintoso para a maioria dos dos brasileiros que trabalha a duras penas. Nós temos situações assim de exploração visível. Eu vou dar aqui a dos aplicativos, tá?

Para quem trabalha em aplicativo de transporte, eh, sabe que tá rodando muito para ganhar pouco e quem inventou o aplicativo fica com a maior parte do percentual da corrida. Quem trabalha com aplicativo de entrega e trabalha normalmente eh pilotando motos. É algo que eu tenho muita dificuldade em entender, como a gente ainda vive num mundo em que a pessoa para ganhar dinheiro precisa fazer o máximo de entregas no menor intervalo de tempo possível, o que representa risco para si própria e para os outros, sem nenhuma cobertura efetiva, sem nenhuma, se algo de ruim lhe acontece, essa pessoa fica exposta a uma situação eh de penúria. De penúria.

Então, os desafios da classe trabalhadora [risos] prosseguem, os desafios prosseguem e a história nos ensina, a regra costuma ser quem emprega, os empregadores, digamos assim, os patrões que em certos regimes, em certos países são massacrados por uma carga tributária monumental. tal e encargos trabalhistas que no final da história não estimulam a geração de emprego. É preciso reconhecer isso. Por outro lado, o posicionamento de uma parte expressiva dos empregadores, dos patrões, dos empresários, de quem tá no andar de cima, é a de não lidar bem com propostas de aumento salarial, de mudança de escala de trabalho.

Então, nós temos ainda uma situação que requer atenção pra gente promover a desejada justiça social, a desejada igualdade social. Me permitam, tô manifestando aqui uma opinião que não é propriedade de nenhuma nenhum partido político, é uma ideologia que vem de longe, de longe. E a gente vai falar um pouco sobre isso também. Eh, portanto, quero saudar aqui também as donas de casa, assim denominadas, porque elas também são trabalhadoras. E eu não teria aqui qualquer hesitação em dizer que na maioria absoluta dos casos são as que mais trabalham e as menos são as menos reconhecidas. Não tem salário, não tem 13º, não tem direito a férias e tem que dar conta da casa.

E não raro quando a situação dessa cultura machista, que eu já falei tanto nos últimos nas últimas edições do Papo das, a mulher quando trabalha ainda tem que dar conta das tarefas de casa, da educação dos filhos e o maridão vai ali dizer: "Não, isso é contigo, isso é com você. Isso é muito perturbador, que ainda ocorra no século XXI. Já falamos aqui que o ideal, penso eu, numa relação conjugal é que homens e mulheres dividam tarefas e sejam solidários um com o outro na busca por uma rotina. rotina aonde ninguém fique sacrificado por ser homem ou por ser mulher. que haja ali uma justa divisão de tarefas, penso eu.

Bom, eh, o trabalho voluntário, eu também quero saudar todos os voluntários, porque você pergunta para alguém, você é voluntário em alguma instituição ou deixa eu fazer outra consideração, fulano trabalha perguntando se é trabalho remunerado. Aí a pessoa diz: "Não, não, ele só é só voluntário daquela instituição". Desculpa, se alguém falar isso para mim, eu interrompo e falo: "Você vai me desculpar, mas eu acho que você tá menosprezando. O trabalho realizado pelo voluntário. Então, o trabalho voluntário, ele tem um mérito, uma nobreza, uma importância, uma urgência [roncando] monumental.

O trabalho voluntário sustenta projetos, obras, instituições sem as quais a gente estaria numa situação muito mais difícil. Portanto, o trabalho voluntário também precisa ser lembrado no dia do trabalho, porque ele é trabalho. Não é porque não é um trabalho formal do ponto de vista de ter carteira assinada ou ter uma remuneração estabelecida como patrão. Não, o voluntário tá lá porque ele quer e ele do tempo energia, por vezes dinheiro em prol de uma instituição, de um projeto, de uma obra, de uma causa que lhe pareça importante. E isso tem valor e isso tá inserido no universo do trabalho.

Por último, mais ou menos importante lembrar que trabalho para nós espíritas é uma uma das leis morais do universo. Você pode fazer essa essa relação da palavra trabalho com todo o universo em movimento, aonde tudo o que existe opera uma função, realiza um trabalho. Na área da ecologia é fantástico quando a gente chama de cadeia alimentar ou cadeia ecológica. Cada pequeno ser, por mais desprezível que seja, cumpre uma função em favor da resiliência do todo. [limpa a garganta] Então é trabalho. Uma formiguinha trabalha, uma abelha trabalha uma barata, um rato, um pombo, um javali. [risos] Todos os animais, todos os insetos, todos os vegetais, eles realizam funções e essas funções são complementares.

Existe, portanto, um entrelaçamento, um vínculo entre todos os fenômenos do universo. Eles são, eles interagem, eles determinam essa teia da vida, que é nome de um livro de um ecólogo chamado Fritjof Capra, The Web of Life. Bem interessante essa, né? Então, olha, trabalho é um assunto. Eu acho que até que eu vou dedicar o domingo, tô cogitando aqui. Se você concorda, manda uma mensagem para mim aí, seja no Instagram, seja no YouTube, se vocês acham que o Papo das 9 especial de domingo deveria fazer uma digressão assim bem detalhada e cuidadosa sobre uma visão espiritualizada do trabalho.

Saindo da caretice, da moldura do trabalho: apenas só é trabalhador quem é remunerado, de preferência com carteira assinada. Pera aí, trabalho vai longe. Tô vendo pessoal dizendo sim, sim, sim. Legal. Sim, concordo. Obrigado. Tô inclinado a fazer isso. Se pintar uma ideia melhor que eu acho difícil, que eu tô de plantão hoje no dia do trabalho. Eu vou te contar, ser jornalista é uma delícia. Porque você tem, tem que ter muita vocação. Graças a Deus eu tenho, né? Porque você trabalha feriado, trabalha no novo, trabalha Natal, trabalha carnaval, trabalha Páscoa, trabalha no dia do trabalho. Tem escala, né? Você folga um eh fim de semana ou folga um feriado, tão escalas distintas.

Você trabalha no teu aniversário, graças a Deus temos chefias sensíveis aonde eu trabalho, que não raro o camarada pede assim: "Ah, meu aniversário eu não queria trabalhar não, [risos] às vezes dá certo." Vamos lá. Simbora. Cartão azul para você. Olha, olha o árbitro para o jogo. Cartão azul para você. Azul de sabedoria. Vamos nessa. Pedindo aqui a bênção, pedindo ai clareza mental, lucidez espiritual, pedindo a paz que contém a nossa inquietação com tantos descalabros que ocorrem no Brasil e no mundo. Tanta gente iludida no campo da política, no campo dos negócios, os senhores da guerra. Eita!

Olha, a prece de manhã é gratidão por tudo e pelo amor de Deus inspira a mudança que precisa ter lugar na direção de outra forma de fazer política, outra forma de fazer negócios, outra forma de operar. A geopolítica internacional, a relação entre os países. Pelo amor de Deus, vamos mudar, muda, muda, muda, muda, muda, muda, muda. E vamos aqui buscar o fermento da mudança, que é o sentido mais profundo da mudança do ponto de vista ético e moral. Nas pílulas de sabedoria de mestre Pastorino, dou-lhe uma, dou-lhe duas, que eu seja uma ferramenta útil, um meio adequado, um instrumento fiel para abrir hoje na página mais indicada pro estudo dessa manhã. Onde vamos? Deus aqui, que bonitinho.

Mensagem 31. Veja na criança o futuro da humanidade. Mantenha-se, por isso, solidário com os trabalhos que visem a beneficiá-las. Lembre-se de que cada criança pode ser um filho querido do seu coração. Colabore na recuperação das crianças desajustadas, sobretudo mediante seu exemplo dignificante e nobre. Em todos os setores, a criança é sempre o futuro e por isso precisa ser atentamente ajudada em suas necessidades. Nossa, tanta coisa que veio na minha cabeça lendo essa mensagem. A primeira delas foi uma visita a uma instituição aqui na Ilha do Governador, o Degase, aonde adolescentes são levados por serem infratores.

Eles não podem ser presos, eles são apreendidos em instituições que têm o pressuposto de promover a ressocialização. Eu fiz entrevista com vários desses jovens. As histórias são invariavelmente muito tristes e tem em comum, via de regra, lares desajustados, pais drogados, pai ou padrasto que espanca a criança, mãe omissa ou dependente química, tem de tudo para todos os gostos. Mas eu não encontrei nenhum adolescente ali. Daqui a pouco eu falo das crianças, mas a primeira imagem que eu fiz associada à mensagem foi do Degase. Nenhum desses eh adolescentes tem uma história bonita para contar dentro de casa. Então, começa por aí a história.

Quando a gente fala de criança, a gente tá falando, aí eu vou evocar aqui a memória de um livro que eu adoro do Hermínio Miranda, já desencarnado, um grande intelectual, um grande pensador, trabalhador espírita, exímio conhecedor do idioma inglês, fez várias traduções importantes pro português e autor de livros importantes e referenciais, entre os quais Nossos Filhos São Espíritos. Então, do ponto de vista espírita, e Hermínio Miranda coloca isso de uma forma muito didática, uma criança que vem ao mundo por intermédio de uma família, de uma mãe inseminada pelo pai, é uma um espírito [suspira] imortal como eu e vocês e que tem uma nova chance.

E essa nova chance é oferecida a partir da reencarnação para quem acredita. Se eu não acredita, tudo bem. Mas mesmo para, digamos assim, a criança, seja você reencarnacionista ou não, quando vem ao mundo, ela vem pronta para aprender o que é ser gente. Ela vem como uma esponja, absorvendo todas as informações à sua volta, boas e ruins. nesse período de 0 a 6, 0 a 7 anos os estudos na área da pedagogia mostram que é o período mais fértil de absorção de informação ela aprende rápido a criança aprende com muita facilidade razão razão pela qual os pais ou responsáveis são estrategicamente as pessoas mais fundamentais na educação dessa criança, muito mais do que a escola, porque elas passam mais tempo com os pais e elas são as os o o pai e a mãe ou o responsável que tá ali são as referências primeiras.

Na escola temos o complemento, mas em relação à instrução, à capacitação, mas a educação de princípios e valores, forjando caráter, isso é dentro de casa. E quando esse lar tá desestruturado, fica tudo muito mais difícil. Então, o pastorino tá dizendo, "Veja na criança o futuro da humanidade", porque o preconceito, o ódio e a intolerância ensinados. O feminicídio praticado por um homem no futuro, não raro Ele foi objeto, ele foi considerado algo possível dentro de um conjunto conjunto de informações que essa criança recebeu lá atrás e não teve ali pai, mãe ou responsável com o cuidado de educá-la para ser um homem de verdade.

Um homem de verdade não vai enxergar na mulher um ser omisso, submisso, subserviente. Um homem de verdade vai encontrar na mulher uma aliada, uma parceira, uma pessoa que, como você, merece respeito, uma pessoa que, como você, é imperfeita. Ninguém aqui tá em condição, ninguém mesmo, independente de gênero, de dizer o jeito certo é esse, o jeito certo é aquele. A gente tá, ó, todo dia aprendendo a ser gente e tem que aprender isso respeitando quem tá perto. Então, é muito triste quando a gente vê crianças que desde cedo tem as piores informações possíveis e vão ser moldadas. replicando hábitos, comportamentos, formas de pensar e de sentir que são equivocadas do ponto de vista ético e moral.

Percebe? Então, quando a gente abre na página, na mensagem 31, veja na criança o futuro da humanidade. Mantenha-se, por isso, solidário com os trabalhos que visem a beneficiá-las. A gente precisa ter mais protagonismo na defesa de uma educação de qualidade a todos os brasileiros, não apenas aqueles que são abastados economicamente, que tem as condições de matricular em creches ou escolas particulares e depois em cursinhos que vão preparar pro melhor Enem possível para depois ingressar numa faculdade pública. É um país desigual na largada quando a gente acha que a boa educação é direito de quem tem dinheiro.

Quem não tem dinheiro que se vire com escolas públicas por vezes pavorosas do ponto de vista estrutural ou das baixas condições dos trabalhadores. Olha o primeiro de maio aí da área da educação. professores mal remunerados, corpo docente desestimulado, funcionários das escolas, eu estou falando do camarada da limpeza, eu estou falando da merendeira, eu estou falando do cara da portaria, que não estão ali também percebendo a ordem de grandeza de estar vinculado a uma instituição de ensino. Então a gente precisa, não é porque eu sou filho de pai e mãe professores, que eu adoro dizer isso porque eu tenho orgulho de ter essa linhagem profissional, porque eu também há 22 anos sou professor.

Mas a gente precisa se dar conta, não há saída fora da educação. Aí você é cristão. Jesus era o Rabi. Rabi é o mestre dos mestres. Jesus ensinou por parábolas. Isso não é para qualquer um. você tem uma mensagem de cunho moral elevado que eh é compreensível, é inteligível para qualquer pessoa e ela vai entender o que você tá querendo dizer quando conta uma historinha. A historinha parece inocente. De repente ali tem eh uma intenção de promover uma educação moral.

Darcy Ribeiro, que eu homenageio, que foi indigenista, foi antropólogo, foi o criador da Universidade de Brasília, UnB, tem uma frase célebre que diz: ‘A crise da educação no Brasil não é uma crise, é um projeto.’ Ou seja, Darcy Ribeiro, e eu concordo com ele, não é acidental, não é objeto do acaso que os pobres não tenham no Brasil o acesso à boa educação que os ricos tenham, para mim já disse aqui várias vezes esse esse país só será considerado um país justo quando a gente promover educação em tempo integral para ricos e pobres, pretos, brancos, indígenas, pardos, a cor de pele que for. em todo o Brasil, com quatro ou cinco refeições por dia, bons professores, bem remunerados, com uma estrutura, não tô falando de luxo, mas uma estrutura física decente dentro da escola e a escola seja um lugar aonde você promova o conhecimento sem que aquilo seja um fardo, nem para os professores, muito menos para os alunos.

Então, eu milito em torno do direito de cada brasileirinho, cada brasileirinha, ter acesso ao melhor ensino possível em tempo integral e sonho com o dia que o filho do rico e o filho do pobre estudem na na mesma escola e que a gente consiga fazer o que todos os países desenvolvidos fizeram. Você pega a lista lá, por exemplo, da OCDE, que é uma lista de países industrializados, ricos, desenvolvidos, ver qual é o nível educacional desse país bem melhor do que o do Brasil portanto, Portanto, não é possível a gente falar de país desenvolvido, país rico, aonde haja tanta deficiência no aprendizado, nas avaliações internacionais que medem a qualidade do ensino, o Brasil não tá bem ranqueado.

Aliás, a gente não tá bem ranqueado, inclusive na comparação com países do nosso continente. Isso é muito doloroso e a gente precisa dar esse salto. A gente já tá no século XXI, velho. Vai esperar o século XXII? E, enquanto isso, temos escolas que fingem que ensinam e alunos que fingem que aprendem. Quer ver uma coisa? Eu poderia ir longe com isso. Eu moro na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, ocupada de uma forma assintosa por milicianos e traficantes que dominam territórios. E aí E aí você entra nesses lugares, como eu entro o tempo todo, tô entrando, obviamente com os devidos cuidados e para fazer reportagem. Eh, o que que a gente vê? Crianças zanzando pela rua em horário escolar.

Agora, o horário escolar que é curto, não é horário integral. Em boa parte das comunidades, não é? Então, quando ela não tá na escola, ela tá na rua. Zanzando. É o pior lugar para uma criança hoje em dia estar. Por quê? Mais cedo ou mais tarde, ela vai ser assediada, vai ser abordada por alguém que vai recrutá-la para trabalhar em algum serviço ilegal, criminoso, ilícito. E essa criança provavelmente haverá de aceitar, em boa parte dos casos aceita, porque vê ali a chance de ganhar um dinheirinho e ter um tênis legal, ter uma roupinha que ela acha bacana.

Ela se sente, a palavra não é boa, mas é a que me ocorre: prestigiada, a partir de utensílios que ela passa a ostentar e que lhe dão, lhe conferem, um sinal de status. Essa criança não, essa garotada não pode estar na rua zanzando. Desculpa. Escola em tempo integral. E aí o tempo da escola também não pode ser a falsa escola em tempo integral, que aí falta professor. A criança fica zanzando dentro da escola também sem ter o que fazer. Cabeça vazia, morada do diabo. E a criança não pode ficar com a cabeça vazia no período em que ela tá lá cheia de energia, cheia de fluido vital, cheia de vontade de fazer um monte de coisa, né? Toda criança se julga imortal porque ela é repleta de energia.

É uma usina hidrelétrica em forma de gente, em miniatura. E aí, para onde é que vai essa energia? É, vamos lá. Seguindo em frente, saindo, sem sair totalmente do tema, mas recomendando um livro hoje, que é um livro escrito por um filósofo humanista, psicanalista, Top Chamado Eric Fromm você já ouviu falar desse livro? esse livro do meu ponto de vista é um clássico ter ou ser eu já comentei algumas vezes como esse livro na época em que eu li faz faz tempo. Isso faz tempo. Ai ai. Esse livro mexeu muito comigo, né? Porque em bom português, se eu tivesse que resumir, ele traz pra gente a noção do que é o modo ser e o modo ter.

Quando você orienta sua vida procurando investir no ser, quando você orienta sua vida investindo no modo ter, e que diferença tem uma coisa em relação à outra? Aqui na orelha o livro é apresentado assim: ‘Alternativa exclusiva e grave.

Eis o que propõe Erich Fromm para o surgimento do homem e da mulher da humanidade, o homem pleno no contexto do humanismo radical que constitui a sua obra.’ Tendo por isso, tendo por mais de meio século vivido no coração da sociedade próspera, presenciado e estudado profundamente suas contradições conflituosas e angustiantes, chega à conclusão de que um ponto de partida se impõe para o restabelecimento da essência humana, o esvaziamento total do indivíduo, material e espiritual. A ética do seu humanismo modela-se não tanto na doutrina da primitiva comunidade judaica e no misticismo dos primeiros cristãos, porém na presença iluminadora de patriarcas e santos que a encarnavam.

Então, eh, eu vou aqui nominar, eu gosto de revelar um livro a partir do nome dos capítulos. Introdução: A Grande Promessa, Seu Fracasso e Novas Alternativas. Erich Fromm é de uma época em que nós tivemos o apogeu do industrialismo e da prosperidade do pós-guerra, e ele percebe as limitações e as fragilidades do ideário desse novo mundo. E aí vem a primeira do livro, compreensão da diferença entre ser e ter. Ter e ser na experiência cotidiana Ter e ser no Velho e Novo Testamento E nos escritos de Mestre Eckhart O que o modo ter O que é o modo ser Outros Outros aspectos de ter e ser. Aí a última parte do livro, o novo homem e a nova sociedade. Religião, caráter e sociedade.

Condições para mudança humana e aspectos no novo homem. da nova sociedade Recomendo Ter ou ser Prepare o seu coração para uma chacoalhada boa Porque Porque na sociedade de consumo, iludidos pela matéria, ambicionando a acumulação de bens e posses para poder dizer: "Eu sou feliz agora que eu tenho muito". Esse livro funciona como um antídoto a essa ilusão. Um antídoto. Sem prejuízo de você no mundo da matéria ter o amparo da matéria para fazer o que lhe pareça importante. O que ele tá falando não é viver uma vida monástica, eh, privado de certos confortos ou facilidades que a matéria possa dar. Não é por aí a história.

A história é o que que tá em jogo quando você se programa para longo de uma existência focar apenas no que é descartável e perecível. Se liga na missão. ão ã ão. Se liga na missão. Agora, sugestão, dica que a gente vai dar aqui hoje, aproveitando que primeiro de maio, feriado no Brasil, em boa parte do mundo que festeja o dia do trabalho em primeiro de maio, não são todos os países, nós vamos sugerir que você avalie a conveniência de dedicar parte do seu tempo para o trabalho voluntário. Voluntário. O que é o trabalho voluntário?

É aquele que você escolhe, como disse, podem ser 15 minutos por semana, meia hora, 1 hora, 3 horas, 10 horas, você quem sabe, sem remuneração, sem a preocupação de se autopromover, porque isso é meio patético até você usar mão de obra voluntária para cacifar. likes e curtidas. Isso não é legal por várias razões, não é o propósito do trabalho voluntário, com todo respeito, o trabalho voluntário é aquele que vai permitir que você se sinta útil, sem esperar qualquer retribuição ou remuneração, fazendo a diferença em alguma tarefa, em algum ofício, em algum trabalho que, graças a você, tem uma amplitude maior, tem uma ressonância, um alcance maior.

Pode ser um trabalho em favor do seu semelhante, pessoas em situação de rua, mães abandonadas pelos maridos que criam os filhos sozinhos e e querem aprender um ofício, um trabalho para serem terem a subsistência, né? você se engajar em favor de uma causa animal e militar em favor dessa causa e se engajar e e realizar tarefas nessa direção, em favor do meio ambiente, em favor de moradia digna, em favor da paz. um pacifista, militar em favor da paz, eh, fazer um curso de mediação. É bonito isso. Tem curso de mediação, cara, de você aparar arestas aonde haja conflitos. O Ministério Público tem isso. Organizações como Viva Rio aqui no Rio de Janeiro se especializaram no trabalho de mediação.

Não é fácil, não. Pode ser mediação que evita, por exemplo, que um casal ou que sócios numa empresa cheguem à justiça. Você faz a mediação para tentar buscar um acordo. Tudo isso, olha lá, CVV. Prevenção do suicídio, apoio emocional é um belo trabalho, né? São tantas fraternidades sem fronteiras, tantas organizações que a gente conhece por aí e que precisam de quê? Voluntário. Voluntário. Porque a gente, por vezes, né, se empolga no discurso, se declara publicamente alguém que tem essa sensibilidade, mas aí passa o pente fino e a gente não se debruçou. sobre o que mais interessa. Eu já falei aqui para quem é cristão, isso o que eu vou dizer provavelmente faz sentido.

Jesus não seria tão importante na história da humanidade, não dividiria o calendário em antes de Cristo, depois de Cristo. Estamos no ano 2026 depois de Cristo, do nascimento de Jesus. Se ele não praticasse, se ele não defendeu por palavras. Então, nesse dia do trabalho, eu sugiro a todos que verifiquem se é possível, se te apetece a ideia de fazer uma avaliação e verificar, será que tá na hora, por exemplo, vou dar um exemplo aqui aparentemente bobo, mas é serviço voluntário. Você quer organizar a coleta seletiva de resíduos no seu condomínio. E você vai fazer isso eh, procurando sensibilizar os seus vizinhos, procurando sugerir ao síndico a pauta desse debate numa reunião de condomínio.

Você vai fazer a ponte ou com a prefeitura, se ela coleta os recicláveis para passar no condomínio, ou uma cooperativa de catadores que faça coleta regularmente quando o condomínio organizar essa rotina. Isso é trabalho. Isso é trabalho. Aí você vai dizer: "Mas eu não tô ganhando nada com isso. Eu tô fazendo isso porque eu acho que é certo. Bem-vindo [risos] ao voluntariado raiz. É isso. Você não tá fazendo para ganhar dinheiro. Você não tá fazendo para se projetar socialmente. Você tá fazendo porque você entende que aquele caminho é o certo. Olha outro trabalho bonito, Capelaria, Capelania, Capelão, Capelania Hospitalar. hospitalar, visitar as pessoas que estão adoecidas, acamadas e que muitas vezes não recebem visitas, né?

Enfim, o que não falta é trabalho na área do voluntariado. E esse trabalho, amigo, a gente diz aqui formalmente, não é para ter remuneração, mas eu menti, faltei com a verdade. Esse trabalho tem remuneração, mas não é o dinheiro que você conhece. A remuneração é outra. Você tá se transformando numa pessoa melhor, fazendo outras pessoas melhores. Isso não tem preço e isso se volta em seu favor. Lei de ação e reação é isso. Todo bem que você realiza se volta para você. Todo mal que você promove se volta contra você. É uma lei da física. Então, o voluntariado ainda ganha de brinde o voluntário uma condição emocional, psíquica, espiritual mais favorável.

Veja que eu deixei isso por último, porque eu acho que isso é por último mesmo, mas isso acontece assim, quando você procura se sentir útil no lugar onde você está, fazendo algo que não pressupõe uma vantagem financeira, isso não é pouca coisa, isso é meritório. Meritório, muito meritório. Vamos seguir em frente. Alô, alô, Câmbio. Chamando Campina Grande. Dona Ariane não descansa. É isso mesmo, dona Ariane. Você também tá aí dando força e cobertura ao Papo das 9. Deixa eu checar se dona Ariane mandou. Mandou ou não mandou? Bom, não tô achando aqui, então eu vou procurar lá. Vou procurar lá aonde? Lá nos stories do Instagram, onde eu fiz uma pergunta para vocês. Que pergunta foi? Vamos lá.

Vamos lá. Que espaço as coisas desimportantes ocupam na sua vida? Olha que perguntinha, sapeca. que espaço as coisas desimportantes ocupam na sua vida. Que é uma coisa interessante. Uma outra pergunta correlata a essa, será que a vida só é feita de coisas importantes? Não, a gente faz um monte de coisas desimportantes. Então, a gente se ocupar de coisas desimportantes não é algo propriamente ruim. A pergunta feita foi: que espaço isso ocupa na sua vida? Porque aí sim a gente poderá eventualmente chegar à conclusão de que as coisas desimportantes ocupam mais espaço do que a gente imaginava, mais espaço do que essas coisas desimportantes merecem. Esse foi o propósito da pergunta da provocação.

Eu vou aqui passar o rodo no conjunto de questões levantadas por vocês. Por exemplo, a Marisa Underline Nunes diz assim: ‘Quando a vida está muito ocupada com coisas importantes, não há espaço para coisas inúteis.’ Bela reflexão. De fato, quando você se programa e se ocupa de coisas úteis importantes, não vai sobrar tempo para você eh ficar lá imerso no que é absolutamente desimportante. Bingo. Concordo totalmente. Eh, Lisboa agro. Por que nos apegamos a opinião dos outros? Acordamos bem e de repente uma opinião tira do eixo. Olha, é engraçada essa questão, engraçada do ponto de vista da curiosidade, porque eu acho que isso guarda relação com o estudo da obsessão.

Os espíritas quando falam de obsessão estão falando de o assédio de um desencarnado. Não apenas desencarnado, tem obsessão entre pessoas, isso vai longe. Autoobsessão. Mas quando a gente fala da obsessão de desencarnados sobre encarnados, essa obsessão ela só costuma causar de fato danos quando o encarnado está receptivo. Quando há ali, invariavelmente por um sentimento de culpa, baixa estima, a porteira fica aberta e esse tipo de assédio pode ter lugar. Então eu diria o mesmo, Lisboa Agro. Quando você se apega à opinião do outro, você tá dando valor ao outro. A pergunta é: esse outro tem valor para a opinião dele ser tão, eventualmente, devastadora quando uma posição sua?

Ou seja, será que não há aí um problema que não é do outro Um problema nosso, quando a gente, diante da opinião que não é igual a nossa Nós nos fragilizamos, eventualmente nos ressentimos ressentimos. Será que o outro não tem o direito de discordar da gente? Será que a gente tá sempre certo? São questões. Não, não é para tirar do eixo a opinião assim, uma opinião de outra pessoa que você se apega, que é o verbo que você tá usando. Por que nos apegamos? Para que você não tem que se apegar à opinião do outro? Apego é uma palavra ruim, né? Apego. Você pode ter afeto, carinho, amor, deseja est junto. Agora, apego revela, a meu ver, uma situação hostil para quem sente isso, né?

A gente tem que exercitar o espiritualmente. O desapego. É um exercício importante da gente ter no dia a dia. Ponto um, ponto dois, a opinião do outro, é opinião do outro. Você tem a sua e a vida segue. não precisa sair do eixo por causa disso Sônia Fajardo Reis André, é medo da solidão e de se ver como é Que nos faz procurar coisas desimportantes? Não sei dizer Sônia, pode ser mas não diria que isso é uma é uma regra absoluta. Aí é uma questão psicológica que a gente teria que ter o cuidado, penso eu, de avaliar caso a caso. Isso pode ser uma rota de fuga. Eu ter na minha rotina uma sucessão de coisas desimportantes para fazer.

Isso pode ser uma rota de fuga no sentido de você não tá prestando atenção em você no que são as grandes questões existenciais que você deveria estar em algum momento do dia, todo dia, prestando alguma atenção. Conhece-te a ti mesmo, reforma íntima, né? Então, sim, faz sentido, mas dizer que sempre é assim, eu já tenho minhas dúvidas. Acho que não. Heloísa ponto Arneiro pergunta: ‘O que é desimportante?’ Ótima pergunta filosófica, raiz. Cada um haverá de elencar para si o que lhe pareça desimportante. Eu quando perguntei, obviamente eu estava colocando assuntos desimportantes em contraposição aos assuntos essenciais. Os assuntos essenciais poderiam ser resumidos em três perguntas.

Quem sou eu? de onde eu vim, para onde eu vou, mas principalmente quem sou eu. O autoconhecimento é, digamos, várias filosofias, correntes de pensamento vão convergir na mesma direção da importância de você saber quem você é e se situar melhor no universo que você tá inserido, né? Isso é um assunto importante, penso eu. Talvez o mais importante, mas é uma opinião. Agora, o que é desimportante é o que gravita em torno de você e que você coloca em primeiro lugar, sem que você, se tiver o ensejo de fazer uma reflexão honesta, haverá de concluir que aquilo que você dispensa tanta, tanto tempo e energia não é tão importante quanto você imaginava. Tá bom, Eloía? Boa pergunta.

Jana Cardoso pergunta assim, como identificar que algo é desimportante se assume um protagonismo que machuca a questão assumir o protagonismo baseado em que nem tudo que tem protagonismo na vida da gente hoje mereceria, após uma análise honesta, corajosa, a condição de importante. O que que eu tô querendo dizer? Quando você pergunta assim: "Como identificar que algo é desimportante?" Se assume um protagonismo que machuca. Será que aquilo que tem protagonismo e nos machuca é de fato importante? Pergunta número um. Pergunta número dois. Em sendo realmente importante, mas me machuca, essa dor é evitável ou inevitável? É a pergunta número dois. Questão número três.

Se é uma dor inevitável, inevitável, perda de um ente querido, diagnóstico de uma doença muito ruim que a gente vai ter um tempo para enfrentar ou ela ela não é curável, perda do emprego, eh fim de um relacionamento amoroso, o que seja, é eh é uma algo que não se consegue desvencilhar num passe de mágica. Haverá aí um processo em que essa dor precisa ser elaborada, ela precisa ser curtida, ela precisa ser, portanto, maturada dentro da gente pra gente seguir em frente depois. Isso vai pedir passagem, isso vai pedir protagonismo e isso faz parte da vida. A gente não tá aqui nesse planeta para passar por uma existência idealizando uma vida sem dor e sofrimento. A dor e o sofrimento fazem parte.

A questão não é se vai acontecer problema, vai acontecer problema. A questão é: estarei eu diante de mais um problema que vai me causar eventualmente dor ou sofrimento? Entende? A questão não é se vai doer. Vai doer. A questão é como lidarei com a dor? Deu para entender assim o que eu tô querendo dizer e eu não sou dono da verdade. Márcio Campos em “Amor de Índio”. Beto Guedes canta aspas. Tudo o que move é sagrado. Fecha aspas. Como ser neste caos? Nossa, que pergunta profunda. Eu não sei se eu tenho roupa para responder essa questão, mas eu diria que a gente tá aqui, como disse, na condição de aprendiz, aprender a ser.

E como todo aprendiz, a gente vai eh se deparar com situações indesejáveis, situações que a gente preferia não passar, situações que vão causar desconforto, mas são situações que ajudam a gente a crescer. entende? Tudo que move é sagrado na direção da luz. Agora, para alcançar a luz, a gente atravessa trechos da estrada onde há trevas, [risos] usando uma retórica bíblica, né? onde há trevas. O caminho da luz não é todo iluminado. A luz tá lá. E eu estou pelo menos ciente de que a direção é essa. Isso já é uma conquista espiritual, monumental. Agora, até alcançar simbolicamente a luz, eu haverei de passar por trechos trevosos, entende? Quer dizer, as trevas fazem parte.

Não haveria luz se não houvessem as trevas. Pensa nisso. Tem aquela música do Lulu, né, das antigas. Não existiria som se não houvesse o silêncio. [canto] Não haveria luz se não fosse a escuridão. A vida é mesmo assim. Dia e noite não e sim. [canto] Eu te amo calado, como quem ouve uma sinfonia de silêncio e de luz. medo e desejo Somos feitos de silêncio e som Tem coisas que eu não sei dizer Cristina Matias 21. Tudo o que é fútil pode ser considerado desimportante? Eu já não compro roupas, só reformo. Olha, Cristina, vamos pra pergunta que foi feita aqui antes, que eu acho bem interessante, da Heloísa Arneiro: ‘O que é desimportante?’ Cada um haverá de ter um critério de avaliação.

O que você, Cristina, acha fútil, por lógica, é desimportante ou tem uma probabilidade enorme de ser desimportante. Então, cada um que faça uma avaliação criteriosa do que é relevante e do que é irrelevante, do que é urgente e prioritário e do que pode esperar. Aí o livre arbítrio é isso, tá? Que é uma expressão que a gente no movimento, na doutrina espírita, a gente entende como crucial para perceber como se desenrola o processo evolutivo. A vida é feita de escolhas. A gente escolhe o tempo todo. Eu escolhi estar aqui com vocês no feriado. É uma escolha. Ninguém me obrigou. E as escolhas definem destino.

Então, se é fútil ou não é, se é importante ou não é, é uma escolha que eu defendo, é o meu pensamento pessoal, que cada um chegue à própria conclusão do que é ou não é importante, é ou não é, usando a palavra que você empregou aqui, fútil, tá bom? Maria Lúcia Moura faz uma pergunta aqui meio enigmática. Seria desimportante sempre tentar resolver problemas de adultos disfuncionais? Af, ela bota AFF. Essa é uma questão muito delicada e muito pessoal. Eu não sei em que circunstâncias você, que que você tá vivendo no dia a dia para fazer uma pergunta dessa. O que seria um adulto disfuncional? É uma pessoa que não tem… É uma pessoa considerada deficiente intelectual?

Isso entra numa outra questão muito importante e delicada, que é o papel de parentes, de amigos, darem suporte, ajudarem pessoas que têm limitações de ordem física, intelectual. Isso é o certo, isso é o desejável. Agora, se você tá ironizando o disfuncional, falando de alguém que optou por ser disfuncional, aí temos outra questão de ordem ética, que é até quando você vai bancar a ama seca de quem não merece esse tipo de assistência ou por ter esse tipo de assistência não faz o dever de casa, né? Não faz o que deve fazer. Rafael de Titi. Coisas desimportantes são armazenadas no subconsciente. Faz-se uma higiene mental diária.

Olha, a meditação tem também essa função de remover detritos mentais repletos de ideias desimportantes, né, que ocupam espaço no HD. Aí a máquina não trabalha bem, aí você tem que fazer a remoção dos detritos. Sabe aquela coisa de você reduzir a carga de informação que tá na memória do smartphone, na memória do PC, do tablet, onde você tem informação acumulada? Essa informação acumulada rouba energia para tá guardado ali, tá consumindo energia. É como uma geladeira muito cheia. O motorzinho fica lá, ó, para gelar tudo. Então, esvaziar a geladeira, não deixar ela saturada de coisa, reduz o consumo de energia. Guardada a proporção, seria uma analogia possível com a nossa mente.

Ela opera melhor no modo leveza, e a meditação promove a leveza da mente. Tati Melinho diz assim: "André, por que damos tanta importância ao que não deveria ser importante?" Porque somos aprendizes da vida. Nós estamos aprendendo a viver. Nós estamos aprendendo a ter consciência da vida. Então, a gente não pode cobrar de um aluno do jardim de infância o conhecimento que um aluno de doutorado da universidade tem. Nós espiritualmente estamos ainda muito a quem desse potencial que nos aguarda pacientemente. Chegaremos lá. É a luz que eu falei, ó. A luz tá para lá.

Para alcançar esse estágio luminoso de consciência, de soma de virtudes, zero imperfeição, tem uma estrada aí pela frente, tem uma estrada longa. Mas nós estamos caminhando, já estivemos em situação mais deplorável. Terezinha Márcia, ou Márcia Terezinha, não sei se inverteu aqui. Tudo bem. Ela diz assim: ‘Hoje, com 72 anos, aposentada, tudo tem significado e importância. Eu pedi descanso.’ Que assim seja. O seu, a sua vontade é soberana. Lembrando que a gente pode descansar a mente, o coração de certas questões ou até o corpo da gente, mas isso não significa que a gente consiga descansar o espírito, porque o espírito não tem 72 anos, viu Terezinha? Você sabe disso, né?

Tem a Terezinha menina aí, tem a Terezinha adolescente, aí tem a Terezinha jovem, nós temos diferentes facetas reunidas no mesmo ser, são diferentes características da nossa personalidade. Então, com certeza, com 72 anos, a gente vai abdicar de certas coisas que a gente diz, já isso aí eu já dei, já deu, não me interessa mais. Eu tô priorizando mais o consumo de tempo e energia. Agora haverá lados ou aspectos da sua existência. Eu não lhe conheço, me perdoe. Aqui eu vou vou arriscar um palpite. Aspectos aí da tua vida que você continuará certamente interessada, empolgada, sabe? A mente excitada assim por algo que lhe motive, que lhe desperte curiosidade.

Isso é saudável, inclusive pra gente lidar com a progressão da idade, né? Cláudia Barros 0302, André, seria egoísmo ir largando pelo caminho coisas e pessoas que só te pesam? Ela é da Tijuca. Olha, vamos… Olha, vamos lá. Cada caso é um caso e cada circunstância tem a sua especificidade. Eu não posso dizer assim: "É isso aí, quem tá pesando larga e toca o barco." A vida seria tão simples se a gente, todo mundo que por algum motivo pesa usando a expressão que você empregou na nossa vida, a gente se largasse. você não consegue se desfazer com tanta facilidade de pessoas que pesam ou no ambiente de trabalho, ou na vizinhança, ou em casa.

Então, veja, por vezes o que a gente reclama de ser peso é o peso que nós precisamos aprender [roncando] a carregar. E por vezes é um peso extra. Você não tem nenhuma necessidade de carregar esse peso. É o que se convencionou chamar, que eu acho essa palavra até engraçada, livramento. Você diz assim: "Caramba, caiu a ficha. Só agora eu tô me dando conta de que eu não preciso mais seguir nessa direção. Então, cada caso é um caso. Eu fico aqui meio no escuro, entendeu, Cláudia? para dar uma resposta ampla, geral e restrita, que caiba para todas as situações. Não é possível, tá? Recoutinho, se deixar de me importar com o que não está no meu controle, estarei me tornando egoísta?

Ai gente, que perguntas boas que vocês fazem, que me deixam aqui no estado pré-piração, porque eu são perguntas muito abrangentes e profundas e obviamente com as minhas limitações, eu vou tentar eh dar uma opinião. O ideal é que a gente se aperceba de que de fato a maior parte das ocorrências que temos consciência na nossa vida, nós não temos o controle. E obviamente em função disso, quando você abdica do desejo de controlar, você não tá sendo egoísta, você tá reconhecendo uma realidade inexorável. Isso é sabedoria. Se eu não tenho controle sobre a maior parte das coisas que ocorrem na minha vida, eu não vou me estressar porque eu não consigo controlar. Isso não é egoísmo.

Agora, eu não consigo controlar a ocupação israelense em Gaza e na Cisjordânia, nos termos em que isso está acontecendo. Eu não vou me importar? Eu não consigo controlar o bombardeio implacável contra civis inocentes em países como Ucrânia, como Irã e como se deu em Gaza. Eu não tenho controle sobre isso. Então eu não quero nem saber? Eu vou deixar de me importar? Não. Não é a resposta para mim. Pode ser para você, não é para mim. Então veja, entende o que eu tô?

Eu tô dizendo, eu tô dizendo o seguinte, é ótimo quando a gente se dá conta em algum momento da vida que a gente não tem ou não deve ter a pretensão de controlar tudo, porque isso gera problemas e distúrbios graves, isso consome muita energia. Agora, isso não significa, então, que eu não devo me importar com nada, que eu não tenha controle, não é por aí também, penso eu. Meus amigos, minhas amigas, chegando ao fim, mais um Papo das 9. Muito obrigado aqui muita gente, né, no feriadão aí comparecendo, chegando junto. Obrigado pela companhia de vocês. Domingo estaremos de volta 9 da manhã ao vivo, direto do meu cafo em Laranjeiras. Eu trabalho hoje na TV, trabalho amanhã.

Folga no dia do trabalho é para quem pode, não é para quem quer. Tá bom? Fiquem com Deus, tudo de bom. Valeu,

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