Patriotismo tóxico

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Esta foi uma pergunta respondida durante o Papo das 9, que acontece nas quartas, sextas e domingos, às 09h no meu canal no YouTube.

Transcrição do vídeo (gerada automaticamente)

Transcrição automática das legendas do YouTube, sem revisão humana. Pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Como impedir que a polarização leve ao patriotismo tóxico? Não dá para impedir, isso já aconteceu. E os radicais existem no mundo inteiro. Os extremistas de diversas cores e tendências existem no mundo inteiro. Graças a Deus, pelo menos hoje no Brasil, eles não são maioria.

Então, a gente vai ter uma maioria que se autointitula de centro. Aí tem um povo que se diz de direita, um povo que se diz de esquerda. E os extremistas de esquerda e os extremistas de direita constituem uma minoria estatística, o que é uma ótima notícia, porque esse povo é tóxico, é intragável, eles odeiam quem pensa diferente, eles estigmatizam quem pensa diferente, eles perseguem quem pensa diferente. E eles, por vezes, ousam eh burlar a nossa inteligência declarando-se democratas. Eles se traem ao afirmarem-se democratas.

Eles caem em contradição explícita quando se declaram democratas. O extremismo não se coaduna com democracia. O extremismo é uma palavra muito muito dura, muito feia. É uma palavra que traz riscos. riscos na cultura de paz, numa convivência sadia, na capacidade da gente escutar o outro, na capacidade de pensar a política como a arte do debate e da negociação possível, envolvendo quem pensa diferente.

Nós somos todos diferentes uns dos outros. Não há solução que não passe por um acordo, um pacto, uma negociação. A política é esse óleo lubrificante da engrenagem da convivência possível. M.