Transcrição do vídeo (revisada)
Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.
Olá, bom dia, bom dia, bom dia a todos e todas espalhados pelo Brasil, pelo mundo. Papo das 9, quando a gente pergunta de onde você é, é impressionante onde vocês estão espalhados por aí. Sejam todos muito bem-vindos a mais uma edição ao vivaço, direto do meu cafofo, aqui em Laranjeiras, Rio de Janeiro. E eu preciso começar o papo das 9 num papo reto aqui com vocês. É meu dever fazer isso, porque se a gente tá trabalhando nesse período pós pandemia, resiliência psíquica e emocional, isso tem muito a ver com a turbulência do mundo. E a turbulência do mundo está se agravando. E nós somos testemunhas da história. Isso é muito sério.
Existem momentos da história em que certas ocorrências provocam um abalo sísmico na compreensão da nossa realidade, do mundo, como a gente se acostumou a ver, e do novo mundo que se desenha a partir de certos eventos. Eu vou resumir bem resumidamente porque eu tô falando isso e isso é muito, isso desperta diferentes sentimentos e emoções. Quer dizer, há angústia, ansiedade, mas há também uma certa excitação, porque a coisa tá andando numa direção que a gente não sabe bem qual é.
E nesse momento, então vamos lá, recapitulando para vocês entenderem porque que o Papo das 9 hoje tá sincronizado em sintonia com um momento importante da história, que foi muito bem resumido pelo chefe de estado do Canadá, que está no Fórum Econômico Mundial em Davôz, na Suíça. Davôz é o epicentro desse terremoto geopolítico. Vou tentar passar para vocês. O líder do Canadá declarou que vivemos um período que não é de transição, mas de ruptura. E nós temos o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, realizando dois movimentos que confirmam essa ruptura. O primeiro deles é ratificar o desejo de invadir a Groenlândia. Aí o que que isso significa?
A Groenlândia vinculada à Dinamarca faz parte da OTAN, organização do Tratado do Atlântico Norte que foi criada décadas atrás no pós-guerra para fazer frente ao chamado Pacto de Varsovia. Então era Guerra Fria, de um lado os aliados dos Estados Unidos, do outro lado a União Soviética. A OTAN, portanto, tem uma história. Essa história está sendo colapsada, rompida a partir da decisão surpreendente de um dos membros da OTAN de atacar outro membro da OTAN, algo que não tava previsto. Isso embaralha as cartas de uma maneira que a Europa, o Velho continente jamais conseguiu prever.
A outra ruptura se dá a partir de uma proposta esquisitíssima, do meu ponto de vista, que Trump determina a criação, ele determina a criação de um conselho da paz. Chamou inclusive o presidente do Brasil, que ainda não deu resposta, reunindo países vários que ele, Donald Trump entende que devem participar. Israel, Rússia, Turquia, Argentina. Ele juntou um grupo de países ali para debater soluções para conflitos. Qual é a armadilha que tá embutida aí? É que isso é entendido por vários analistas como sabotagem, uma tentativa de enfraquecer o seu tiro de misericórdia da Organização das Nações Unidas. a ONU foi criada também após a Segunda Guerra Mundial.
Então, o desenho geopolítico do mundo, a forma como a gente pensa, entende o planeta, tá sendo ruída, tá sendo desconfigurada. E isso a partir de alguém que foi ou tá sendo eh exposto de uma forma muito eh visceral. por analistas de peso. Um deles é o Thomas Friedman do New York Times, que hoje na edição do jornalão americano, na manchete da coluna dele, ele diz assim: "Trump's politics are not America first, they are me first." Traduzindo, "as políticas de Trump não são na direção do America first. América em primeiro lugar são na direção do eu first". >> [risadas] >> Eu, em primeiro lugar, eu achei essa definição espetacular. Não é America first, é me first.
Ele toma as decisões contrariando aliados no mundo, aliados políticos dentro dos Estados Unidos e o próprio partido republicano. Então, eu tô falando isso para você ficar ligado. Acho importante você entender que você é testemunha da história. A história está acontecendo agora. Eu acessei um texto, eu não costumo fazer isso aqui no papo das os textos que eu acho interessantes, mas são apócrifos, não tem a fonte discriminada, ou se tem a fonte discriminada, eu não conheço a fonte, eu prefiro guardar comigo.
Eu não não dou publicidade, mas esse eu vou dar porque o texto, embora eu não tenha a fonte, me parece bem eh a ideia parece bem estruturada e eu vou compartilhar com vocês apenas para vocês refletirem. Vocês não precisam concordar. É um texto que diz o seguinte: Donald Trump não é o vilão da humanidade. Ah, a culpa é do Trump. O texto sugere, eu vou fazer um resumo criminoso aqui, que Trump, na verdade, ou figuras como Trump, foi assim que o texto diz, de tempos em tempos, invariavelmente em períodos de transição, transição de cultura, transição de mentalidade, transição de pensamento.
Quando a humanidade tá subindo degraus, os períodos de transição abrem espaço para o aparecimento de pessoas que tem esse perfil, que são elas espelham, elas são catalisadoras do que é o antigo arcaico retrógrado, o ameaçador, aquilo que representa um vetor contrário à direção que se pretende seguir. É como se fosse assim uma um uma tentativa de frear o que parece inevitável, que é o avanço que a humanidade precisa dar em várias direções, né?
Então essa esse momento de transição também seria marcado e isso aconteceria de tempos em tempos por alguém que espelha exatamente valores e princípios que já teriam sido ah compreendidos como retrógrados, como não codjuvantes de um processo evolutivo, estrito senso. que Trump significaria exatamente esse essa tentativa de fazer um freio de contenção. Não queremos cooperação internacional, não queremos entender a ciência como avalista da tomada de decisão naquilo que importa priorizar. Não queremos os direitos civis, não queremos que pessoas diferentes da gente tenham voz e vez. Não gostamos de democracia, liberdade de imprensa, justiça livre, Ministério Público atuante.
Não queremos ser incomodados nas nossas pretensões. Aí vem o Thomas Friedman e resume isso na coluna de hoje do New York Times. As políticas de Trump não são America first, são me first. Eu achei genial isso. Isso é uma bela sacada. Deixa eu trazer outro bizu aqui para vocês antes da gente começar o papo das evocando sabedoria de mensagens edificantes. Olha que coisa interessante, cara. Eu não acredito no acaso, então eu vou embarcar nessa onda também. Eh, aonde o bicho tá pegando nesse exato momento? Trump determinado a invadir Groenlândia, que faz parte, digamos assim, do grupo de países, Groenlândia vinculada a Dinamarca, da Europa.
A Europa tem suas regras de convivência, União Europeia e tem a organização do Tratado do Atlântico Norte ao tanque é a unidade militar de defesa. Os Estados Unidos fazem parte da OTAN, como já disse, quando o Trump diz, "Vou invadir a Groenlândia". Ele tá no mesmo condomínio da OTAN, tá brigando com o vizinho. Mal comparando, é isso que tá acontecendo. Não é para brigar com o teu vizinho de porta, cara. É encrenca. Mas enfim, o que é a Groenlândia? Aí que eu queria chegar. Aí eu fui fazer pesquisa. A Groenlândia tá naquela parte gelada ao norte do planeta ártico. O degelo da Groenlândia ocorre numa velocidade que surpreende os próprios cientistas.
Em maio do ano passado, a velocidade do degelo ocorreu 17 vezes acima da média histórica. Olha o que que tá acontecendo no planeta por conta do aquecimento global. Vou repetir. Maio do ano passado, há menos de um ano, nós tivemos o degelo medido na Groenlândia 17 vezes acima da média histórica. Bom, aí você vai dizer: "É, bom, acontece, faz parte". Só que a Groenlândia é o maior contribuinte por esse degelo monumental da elevação do nível do mar. Aí acessei outra pesquisa na Nature dando conta de que nos últimos 50 anos a Groenlândia contribuiu para que a elevação do nível do mar ocorresse meia polegada a mais. Aí você vai dizer meia polegada não é nada, cara.
No intervalo de 50 anos é uma tsunami e isso tá escalando. Vamos lá. Elevação do nível do mar significa ameaça as zonas costeiras do planeta, inclusive dos Estados Unidos que tem a costa leste e a costa oeste. Estados Unidos tem a linha costeira que dá pro Atlântico, a linha costeira que dá pro Pacífico. Elevação do nível do mar é do mar dos oceanos todos.
Então, quando você começa a fazer prospecção de cenário dizendo, se a gente não enfrentar aquecimento global, o degelo continua e a gente vai se dar mal, porque elevação do nível do mar em zonas costeiras, na prática, significa inviabilizar ocupação territorial, moradia, empreendimentos imobiliários, estruturas de lazer e entretenimento, ocupação do litoral. Eu moro numa cidade costeira. Se você for ver como o Rio de Janeiro depende, aliás, todas as cidades costeiras, a gente tá em alta temporada. Ariane tá na Paraíba lá em Campina Grande. Confirma aí, Ariane. João Pessoa tá lá, alta estação, muitos turistas. Você movimenta economia. Por quê? Porque tem praia. Tem praia.
Mudar o nível do mar abala, é um abalocismo com estruturas econômicas, sociais, de inúmeros países. Então, aonde eu quero chegar? Hoje, temos o Fórum Econômico Mundial em Davos. Davas, na Suíça. Trump é esperado, quer invadir a Groenlândia, quer evitar aqui China e Rússia, ele é paranóico com isso. Paranóico. Negócio dele é, não pode ter China, não pode ter R. sai daqui. Isso aqui é meu. Se se eu não ocupar, outro ocupa. Ele tem uma ideia fixa com isso. Só que ele é o presidente dos Estados Unidos, presidente legitimamente eleito. É sempre bom lembrar. Não adianta a gente ficar dizendo, ele tá e eh débil mental, ele tá agindo de forma insana, ele não tá no juízo perfeito.
Pela lei, ele é o presidente e tem a caneta. Enquanto ele não for interrompido ou pela justiça de lá ou pelo Congresso de lá, né? Ah, mas ele tá com a menor taxa de popularidade para um presidente dos Estados Unidos no início de um segundo ano, né? tá com 38% de aprovação. É pouco, é muito pouco, mas isso não faz com que ele perca o poder ainda não. Então veja, nós estamos falando que o mundo elegeu como prioridade, agora não dá para ser diferente. Que que a gente faz com esse cara que parece, com todo respeito, um hipopótamo numa loja de cristais, né? qualquer movimento dele quebra prato, porcelana, ih, quebra tudo. Tá. É aquela situação.
O governador da Califórnia ontem, que é do partido democrata em oposição a Trump, a Califórnia é o estado mais populoso e rico dos Estados Unidos. Ele disse assim, quando alguém, ele estava na Europa, não sei se ainda está, em Davos, na Suíça. Aí perguntaram pra ele Como é que a gente consegue Deter o avanço de Trump Sobre a Groenlândia com diplomacia O governador da da Califórnia olhou pro repar fal diplomacia. Trump é um T-Rex. Se você não acasalar com ele, ele te devora. Olha que frase forte de um conterrâneo de Trump, governador da Califórnia, falando exatamente sobre diplomacia nessa altura do campeonato. Olha a situação.
Repórter perguntou: "Não é com diplomacia, a diplomacia pode fazer algo". Aí o governador da Califa: "Diplomacia Trump é um T-Rex". T-Rex é aquele dinossauro que ficou popular no filme do Spelber, né? Vale dos Dinossauros, sei lá o nome. Jurassic Park. Jurassic Park. O Tiranossauro Rex. Aí o governador da Califórnia falou: "Ele é um TX. Se você não acasalar com ele, ele te devora". Cara, é uma coisa impressionante essa declaração e que mostra o nível de, eu diria, eh, tensão geopolítica. Antes de ler aqui a abertura dos nossos trabalhos com minuto de sabedoria, eu tô tentando aqui para quem acessou agora o papo, a história está acontecendo nesse momento.
Nós estamos vendo estruturas de 60, 70 anos atrás do pós-guerra, pós Segunda Guerra Mundial, os países entendem que o caminho não é a lei da força, é da diplomacia, criam a Organização das Nações Unidas. Aí tem a Guerra Free. Então, de um lado tem OTAN, do outro lado tinha o Pacto de Varsóvia. Com o desmoronamento da União Soviética deixou de existir Pacto de Varsóvia, mas a OTAN continuou. A OTAN tá sendo implodida a partir da decisão de Trump invadir a Groenlândia. Eita mundo bom. Eita. Vamos que vamos. Se liga na missão.
Aí você vai dizer: "Meu Deus, meu Deus, o que está acontecendo com o planeta?" planeta tá como sempre esteve esse a natureza, o meio ambiente, Deus, as estruturas que sustentam o universo seguem perenes, não estão nem aí pro rebuliço que a nossa espécie tá causando. Do ponto de vista espiritual, eu vou repetir aqui para isso, o papo das ve existe. Eu tô falando com vocês, eu também tô falando para mim. Quando a gente se prepara para fazer o papo, eu tô me preparando individualmente. Isso me ajuda também. O fato, assim me parece é que nós não estamos vivendo esse momento nesse planeta, nessa encarnação, por acaso.
Nesse sentido, quando eu penso nesses termos, eu me sinto privilegiado, porque nós estamos no momento da história, onde nós temos a chance de fazermos algo em favor do coletivo, aconteça o que aconteça lá fora, cuida bem da casinha. A casinha é o teu, tua intimidade, teu psiquismo, teu lado emocional, tua saúde física, mental, espiritual. Cuida bem de você. Presta atenção em como você pode, no mínimo, não atrapalhar a vibração dos outros, que ninguém tá 100%. Ninguém tá totalmente bem. A gente pergunta, né, por condicionamento, né, na vida social.
Você chega para pessoas diz assim: "E aí, tudo bem?" Quando é alguém amigo próximo de mim e pergunta aí: "E aí, André, tudo bem?" Eu falo: "Bom, se eu disser que tá tudo bem, me interna". [risadas] Que é uma brincadeira. Tipo assim, estamos passando por momentos de turbulência. Eu, como espírita reconheço isso claramente como um período previsto pela doutrina no século XIX, especialmente nos dois capítulos finais do livro A Gênese. O mundo não vai acabar, mas o período é de É uma interpretação minha, por favor, não coloquem isso na conta de Kardec, pelo amor de Deus. Nós estamos passando por um momento de saneamento básico geral, separação do joio e do trigo.
Se você quiser usar uma passagem bíblica, nós estamos passando por uma situação de turbulência no enfrentamento direto de ideias opostas, aonde há rusgas e aonde há tensão. Mas a humanidade precisa avançar do ponto de vista ético, moral, de valores e princípios. O despertador tá tocando. É bom que a gente desperte. É bom que a gente tenha olhos de ver parafraseando Cristo, a gente perceba que esta é uma condição evolutiva que não vale só pra Terra, vale pro universo inteiro.
E o Trump pode ser considerado, quem acompanha o Papo das 9 já me viu falando aqui lá atrás que eu falei assim: "Eu acho que o Trump é um acelerador de partícula que ele agita, ele tumultua, ele traz muitos problemas de várias ordens de grandeza, mas a gente se depara com situações que a gente precisa enfrentar sem hipocrisia, de forma assertiva e direta. O que serão os Estados Unidos depois de Trump? Porque o Trump passa. O Trump tá de passagem. A pergunta é: depois dele, como será o mundo? A concertação entre os países? Como é que cada país se posiciona? Que valor daremos depois de Trump? A paz, a harmonia, a diplomacia, a ONU.
Eu já tô olhando um pouco lá paraa frente, mas vamos que vamos. Vamos por aqui. Que tal? Vamos nessa. Eita, senhor. Hoje, olha, vamos pedir aqui ajuda. Já tô com tô com minuto de sabedoria na cabeça, olha. que a gente possa de alguma forma hoje se nutrir de alguma ideia presente nesse livro. Então, que os amigos espirituais estejam presentes e que eu possa aqui abrir na página indicada paraa nossa reflexão nessa manhã, no entendimento de que quando a gente faz esse exercício de coração aberto, pedindo sinceramente ajuda do alto, não nos falta a boa intuição e a abertura diretiva assertiva na página indicada para essa manhã.
Então, que eu possa ser uma ferramenta útil, um meio adequado, um instrumento bem maleável e aberto às boas intuições. Hoje, epa, 2008. E o que diz? Tenha dinamismo em sua vida. Não fique aí parado de braços cruzados. Não são as ideias bonitas que valem, são as ações práticas. Os pés não caminham. Os pés que não caminham criam raízes. A vida é luta. Não espere que os necessitados o venham procurar. Vá visitá-los em seus tugúrios. Leve uma palavra de conforto, um sorriso de compreensão, um pensamento de ternura. Nossa, essa mensagem tem como sempre, né, várias possibilidades da gente refletir.
Eu vou compartilhar apenas e tão somente a minha forma de entender, que não resume as várias possibilidades de entendimento e interpretação. A gente abre falando, não fique aí parado de braços cruzados. É o que a gente tá falando. Não adianta ficar no queixume, na reclamação, na lamúria, né? Ai, que mundo é esse? Ai, que situação terrível. Ai que não vai ter jeito. Ai que o mundo vai acabar. Pelo amor de Deus. Pelo amor de Deus. Então pastorino tá dando, do meu ponto de vista, a interpretação é minha aqui, um uma um sacolejo, né? Eu ia falar um freio de arrumação. Olha, se liga na missão. E ele complementa dizendo que vida é luta.
Porque veja, a palavra luta, dependendo do contexto, frase em que você coloca a palavrinha luta, ela tem uma conotação positiva ou negativa. luta pode instigar conflito, embate, violência no sentido tóxico, né, da luta pela luta, que não é a questão aqui. Quando o pastorino diz, penso eu, vida é luta, ele como se convertido ao espiritismo, intelectual, poliglota, escritor, professor, alguém com essa envergadura, intelecto moral. Eu tenho que referenciar aqui a biografia do pastorino. Ele fala com autoridade que vida é luta.
É porque no mundo de provas e expiações, você seguir o caminho que o teu coração aponta na direção da reforma íntima, de tentar ser uma pessoa melhor, de não se incomodar com provocações gratuitas, com gente que te calunia, te difama, te prejudica. Você foca no que você sabe ser o certo e faz aquilo que você entende que é o necessário. Você vai estar num processo, obviamente solitário, em boa parte dos casos, que causa estranhamento. Mesmo quando você se engaja num grupo voluntário que tá fazendo um trabalho bacana com crianças no orfanato, idosos num asilo, servindo alimentação e dando agasalho pra população em situação de rua, cuidando de animais abandonados.
Vai ter gente na tua família, no círculo de amizades, que vai estranhar e vai dizer: "Pô, mas você tá se privando de contato com a tua própria família, com teus amigos, para ficar ajudando a quem não vai te ajudar, ajudando desinteressadamente, quem não tem como retribuir o que você tá fazendo, pessoas estranhas. Se você é voluntário, me diz aí, você já não passou por isso?" estranhamento, inclusive às vezes do próprio cônjuge, assim, pô, você vai ficar aí fazendo isso e eu como é que fico? Então é luta, luta no sentido do enfrentamento. A gente não vai ter, como diz aquele ditado, gente, não é um ditado do Rio, é um ditado brasileiro.
Mas aqui eu me lembro na minha infância ou pré-adolescência se falava muito isso. Quer moleza, senta no pudim. Quer moleza, senta no pudim. Não tem moleza. Pra gente que já viveu algum tempo, já dobrou o meio lá do caminho, né? O cabo da Boa Esperança. Tô fazendo sentinha, cara. fazendo sentinha em julho. Eu já não tenho direito de cometer certos erros que eu deveria ter aprendido a lição lá atrás ou ajustado o foco para perceber melhor as circunstâncias de situações como essa que eu tô falando. Eh, nunca foi fácil ser cristão, muito menos espírita. Quem se diz cristão ou espírita ou evangélico, católico, budista, umbandista, candoblecista, muçulmano, judeu, segue uma linha de fé.
Ou você que não tem religião nenhuma, mas tem lá suas convicções no campo da espiritualidade, isso vai demandar algum consumo de tempo, energia na direção do que eu vou chamar arbitrariamente aqui de exercícios espirituais. É algo que não tá colado, não tá casado, com expectativas de [aplausos] remuneração material, prosperidade material, trabalho material, não é? Hashag é outra coisa. Hashag é outra coisa. Você tá buscando uma realização espiritual. Te prepara. É luta. É luta. Luta contra você mesmo. Luta contra contra o teu lado que tá querendo fazer as coisas como sempre se fez. Você não tem nada a ganhar com isso, é só chateação. A vida é luta.
E aí ele sugere ações no bem, ele sugere a abdicação de você, se abdicar em certos momentos apenas dos seus interesses pessoais e e fazer algo em prol do coletivo. Isso nas coisas mais banais e nas coisas mais importantes. Você vai paraa praia, eu tava falando de praia agora há pouco, elevação do nível do mar. Aí você tá atento ao lixinho que você gera. Aí você leva da praia o teu lixinho. Aí você fala: "Cara, mas a praia tá emporcalhada". Em vez de você ficar reclamando, ficar malmorado, falando mal de todo mundo que não tem educação e macula o lugar que lhe permitiu uma experiência sensorial aprasível, gostosa, de contato com a natureza e deixou lá lixo. Coleta o lixo à tua volta.
Eu faço isso, eh, sem questionar. Não tô nem aí. Tô nem aí. Vida que segue. Tô dando um exemplo bobo, né? Da mesma forma, você descobre que tem alguém ou uma instituição que faz um trabalho bem legal, embora não seja perto de você, e você não conhece pessoalmente, mas você tem boas referências e você sabe que tá fazendo bom uso dos parcos recursos para fazer aquele projeto de caridade. Ajuda da maneira possível. Ah, mas eu não tô com dinheiro sobrando. Usa tua rede para mostrar que aquele trabalho acontece e faça a tua parte.
Eu, sinceramente entendo que quando a gente tava falando aqui de um mundo que tá sendo desconstruído, que a história está acontecendo agora e a gente tá repaginando sistemas geopolíticos, instituições, a importância da diplomacia para resolver problema. Até que a lei da força voltou a se impor. É um mundo que tá sendo reconfigurado e você nesse mundo. Então, manter o eixo identificando o que importa, definindo a búsola ética, moral, que precisa tá acionada para você não se perder no labirinto. Sabe aquele terremoto que todo mundo fica com um pouco de vertigem, né? É quase uma labirintite.
Você fala: "Cara, tá tudo tremendo, eu não sei para que lado eu vou." Pois bem, eu já tive no Japão, que é um lugar que tem choque de placa tectônica. O Japão é um país relativamente pequeno, mas situado numa área do mundo que tem terremoto todo dia. É que nem todo terremoto é percebido, mas todo dia os sismógrafos do Japão apontam tremor de terra. Todo dia, todo dia temo. O japonês no terremoto é cultural, ele não se desespera. Ele foi treinado, tem os treinamentos regulares. Quando houver terremoto, o que que você tem que fazer? É correr para fora de casa. Se não der tempo, é ficar debaixo de uma mesa que tem a maior rigidez ou debaixo do vão da porta. É, é impressionante.
Então, a minha sugestão aqui vem na direção, vem na direção de um aprendizado que o tempo traz pra gente. Não seja o desesperado do terremoto. A Terra tremeu. Se você tá trabalhando intimamente equilíbrio, serenidade, pacificando o teu coração, de alguma forma buscando um eixo, um ponto de equilíbrio, a ancoragem do teu lado emocional. Olha, eu tô aqui fazendo o meu, o que extrapola a minha competência, eu entrego a Deus. Mas eu tô aqui alinhado. Eu compararia isso a sabedoria do japonês no terremoto. Ele sabe o que fazer e de que jeito fazer.
Então, nesse abalo sísmico que tá bagunçando a geopolítica internacional, como eu já falei, não seja o turista que visita o Japão no meio de um terremoto, não seja aquele que tem minimamente o treinamento, tem no mínimo condicionamento. Eu sei como lidar durante a tempestade. Eu sei qual é o procedimento certo durante o terremoto. Aqui no Rio de Janeiro, quando tem risco de afogamento, o mar tá meio agitado e tem a que a gente chama de boca. Você já ouviu falar dessa? A boca é quando você tá no rasinho, na praia, mas tem uma correnteza na direção do mar que te puxa para fora.
E é um fluxo importante de água que nem salvavidas treinado, por vezes consegue sair da boca, mas o salva-avidas tem treinamento. O que que o treinamento ensina quando você tá na boca? Não reme contra esse fluxo que te puxa pro mar aberto. Você vai cansar e não vai conseguir chegar à areia. Deixa aquilo levar. Até o momento que chega o momento que a força da boca se dilui. Essa correnteza no caminho oposto a da areia da praia deixa de te puxar. Esse é o momento de você buscar outro ponto da praia, da orla, aonde não haja essa correnteza e volte pra areia. ou que você tenha fôlego para pedir ajuda. Ah, pode me buscar aqui. [risadas] Eu já passei por um.
A boca é uma coisa meio perturbadora, a gente tem que ter informação, não se desesperar e buscar o eixo. Muito bem. Deixa eu sugerir aqui uma leitura que é um livro que eu tô lendo. Ganha de presente é da Célia Arribas. No princípio era o verbo espíritas e espiritismos no Brasil, no plural, editora Comênius. Eu recomendo por quê? A Célia é historiadora e socióloga da USP, Universidade de São Paulo, escreveu um livro chamado, Afinal, Espiritismo é Religião. Ela tem pedigria acadêmico.
Eh, e ela traz, eu tô achando bem interessante, tô no iniciozinho, tô na página 81 ainda, mas tô gostando da maneira criteriosa, baseada em eh bibliografia que ela compartilha, a historiografia do movimento espírita no Brasil. a gente fala de espiritismo ou fala de movimento espírita, parece que é uma coisa monolídica que tem só uma vertente, uma forma de pensar, uma forma de agir. Não. Razão pela qual o título fala espíritas e espiritismos no Brasil. O que me chamou atenção, o que despertou meu interesse pela leitura. Acho que é uma obra, tô falando aqui para Patota que se interessa pelo assunto. Tem espíritas e simpatizantes do espiritismo, principalmente.
O Papo das é ecumênico, ele não tem o viés proselitista, mas tem muito espírita que acompanha a gente aqui. Então já fica a dica, porque é bem interessante uma abordagem histórica, né, de como cada pessoa, cada instituição, cada médium, cada obra, cada momento determinou ajustes, mudanças nesse tabuleiro, nesse mosaico do que a gente se acostumou a falar de movimento espírita no Brasil. Tá bom, fica a dica. Prefácio do Reginaldo Prand. No princípio era o verbo espíritas e espiritismos no Brasil. Parabéns, Célia, Dora, todo mundo da Comênius. Muito bom. Seguindo em frente, eh, que que eu gostaria de recomendar para vocês?
É uma recomendação, ela não vale nada porque eu não sou nenhuma autoridade para fazer qualquer recomendação, mas o Papo das 9, a gente tem um momento ou de fazer doações ou um toque que a gente pretende dar. Existem momentos na vida que a gente precisa ter a noção do quanto as situações externas têm o poder de debilitar a nossa autoestima, a nossa esperança, a nossa força de vontade. E esses momentos são os momentos da turbulência que eu reportei há pouco. turbulência por razões familiares, por razões econômicas, razões de saúde ou um noticiário pesado que você por vezes percebe que tá intoxicando você, você tá se sentindo mal. Eu entendo isso mesmo.
E por entender isso, eu acho que todos nós temos que ter a noção do que precisamos fazer em favor do nosso equilíbrio. Equilíbrio é a palavra chave, cara. Assim, equilíbrio é tudo, porque nenhum de nós está livre de dor e sofrimento. Mas quando a gente experimenta dor e sofrimento com equilíbrio, um equilíbrio mínimo, equilíbrio que remete à sensatez, à serenidade. Equilíbrio, sensatez e serenidade precisam ser cultivados, exercitados. A gente precisa se preparar para sermos equilibrados. A gente precisa investir algum tempo no exercício do equilíbrio. Então, busque a melhor maneira de se condicionar no dia a dia, na busca de uma posição de equilíbrio. Vou dar um exemplo bobo.
Eu sempre gosto de dar exemplo para não ficar na retórica, no blá blá blá. Este que vos falo, eu já declarei isso em público, tá muito impressionado com a neurose urbana refletida no trânsito caótico, que no Rio de Janeiro é o Faroeste Cabôclo, é terra sem lei. É uma coisa inacreditável a progressão das situações de desrespeito no trânsito em todos os sentidos. Eu já me percebi uma pessoa que precisa se cuidar antes de pegar ao volante. Por quê? Se eu estiver no modo invigilante, eu rapidamente me vejo entrosadíssimo [risadas] com o estresse do trânsito. E isso consome preciosa energia. Preciosa energia. Então, o que que eu comecei a fazer?
Tá dando, é um exercício permanente, tá dando certo. Antes de sair de casa, se eu vou usar o automóvel, eu faço uma prece no escurinho da garagem, dentro do carro, pedindo que eu, com muita tranquilidade e serenidade, independentemente do que aconteça ao derredor, eu esteja numa posição de equilíbrio e que eu possa responder da forma mais tranquila e serena aos estímulos eventualmente muito negativos do lado de fora. Vocês entendem o que eu tô falando? Nós estamos aqui, precisa, isso é reforma íntima, isso é autoconhecimento. Você precisa reconhecer quais são os seus pontos mais frágeis ou vulneráveis e de alguma forma trabalhar isso dentro de você.
Você tem um vizinho, você tem um colega de trabalho que te apoquenta, que quando chega perto você já tá em estado de ih condiciona, toma dianteira, cumprimenta a pessoa e tudo bem, boa tarde, como vai? E não é hipocrisia, eh, de alguma forma tenta vibrar algo positivo para aquela pessoa não dissimular. são estratégias. Eu acho que a gente precisa fazer a nossa parte em nosso favor e em favor dos outros. Isso conta muito. Bom, ontem eu falei com a Ariane antes, eu esqueci, foi culpa minha, de mandar uma pergunta no stories para vocês. Então, combinado seria a Ariane se houvesse perguntas de vocês aí. Opa, e ela mandou. Valeu, Ariane.
Mandou algumas perguntas que vocês generosamente mandaram aqui durante o papo. Então lá vai. Vamos nessa. Maria de Lourdes Batista 5284. André, você acredita que Trump vai chegar em Davos? Eh, eu tô nesse momento com vocês, não sei quais são as notícias de momento, de agora, que teriam interrompido, atrapalhado a ida dele, a da voz. Então, com base na tua pergunta, eu tô supondo que houve algum embaraço, não tenho como responder. Tá bom, Lourdes. El Rosa 2. André, ouvi recentemente uma entrevista do Aroldo Dutra, que é um estudioso da Bíblia hebraica, que segundo as escrituras, Jesus voltará a encarnar na Terra. Você acha isso também? Aroldo? Sim.
Eh, Aroldo é um amigo, um parceiro, um estudioso. Eh, não vou comentar os estudos do Haroldo, porque ele, obviamente, para afirmar o que você tá dizendo que ele afirma, ele não vai falar de orelhada, ele não vai chutar, ele não vai especular. Eu, sinceramente, vou ser muito franco com você, não, não é a minha área de interesse, minha como jornalista espírita, as minhas áreas de interesse vão mais, como você sabe, na direção da prevenção do suicídio. Eh, meio ambiente, clima, saúde mental, eh, a questão dos animais me interessa muito. é reforma íntima. A gente não ficar preocupado quando é que vai se dar a transição planetária, já começou, vai terminar, vai ser 2046, 2062.
Eu não tô nem aí para isso. Eu tô preocupado com o reloginho de cada um. Como é que você tá cuidando da tua transição? Então, se Jesus vai voltar ou não, eu não pesquisei o assunto. Eh, segundo você, Aroldo, tá dizendo que ele volta, OK? Então, que para os estudiosos que se interessam por esse tema poderá ser algo bem interessante. Eu sinceramente fico imaginando Jesus voltando e se deparando com o que a gente tá vivendo mais de 2000 anos depois da passagem dele pela terra. Não deve ser nada fácil. Nada fácil. O que fizeram em nome de Jesus?
Aqui no Rio, em nome de Jesus, existem algumas tradições cristãs neopentecostais que estão destruindo terreiros e perseguindo seguidores da Umbanda e do candomblé. Eu acho isso completamente anticristão. Isso não tem nada a ver com Jesus, nada. NAD da nada. Enfim. Gigi 19, comente sobre essa nova onda de corrupção que surge no Brasil. INSS master. Nova onda. Vamos lá. Sempre houve corrupção no Brasil. Brasil, colônia, primeiro império, segundo império, primeira república, nova república. Corrupção não é novidade. sobre INSS, eu acho de uma covardia absurda bocanharem os rendimentos de aposentados e pensionistas no Brasil usando as ferramentas que deveriam estar sendo vigiadas com muito investimento para não haver qualquer fraude com esse débito automático na conta do aposentado e pensionista, sem a permissão dele.
Um escândalo. Banco Master, tudo indica que tem muita gente poderosa com rabo presos. Tudo indica. Não sou eu que tô falando. Em diferentes instâncias do judiciário, dos órgãos de controle como TCU, do Congresso Nacional, né? empresários, investidores, banqueiros. É, é enorme a probabilidade de ter gente enrolada com esse escândalo que autoridades da República ligadas ao Ministério da Fazenda supõe que tudo indica será o maior escândalo financeiro da história do Brasil pelos valores envolvidos. Comentei, você pediu. É isso que eu penso. Cristiane Souza. Opa, Cristiane, minha amiga Canoas, Rio Grande do Sul. Beijinho para você e paraa sua mamãe.
André, o que você tem a dizer do recorde de feminicídio? Falta política pública eficiente? Olha, esse é um assunto que toca muito assim, assim, mexe comigo de uma forma muito intensa, porque ano passado a gente teve esse recorde, foram quatro feminicídios por dia. Feminicídio não é homicídio de mulher. Ponto. Feminicídio é homicídio de mulher por ser mulher, por estar numa condição eh de inferioridade numa relação aonde o homem, de forma covarde e brutal elimina a mulher, a ex-mulher, a namorada, a ex-namorada, ou uma estranha que cruzou o caminho daquele camarada e ele sendo homem se julga no direito de oprimi-la, torturá-la, violentá-la, matá-la e fazer o que ele acha que pode fazer.
Você pergunta se as políticas públicas são suficientes. Houve muitos avanços nas políticas públicas, mas eu respondendo a sua pergunta, com os recursos que eu disponível de informação, eu não sou um especialista, mas que eu tenho sobre esse tema que me interessa, eu entendo que as escolas públicas e privadas desde cedo deveriam e não não seria opcional, deveria ser compulsório, obrigatório, trabalhar pedagogicamente em atividades lúdicas com a garotada miúda e com informações relevantes com a garotada com mais idades. Conteúdos que promovam igualdade de gênero, esvaziando qualquer resquício do machismo ou da herança tóxica da sociedade patriarcal nessa garotada.
Ou seja, o ideal seria que os meninos saíssem da escola completamente instruídos, tendo compreendido totalmente o absurdo que é você entender que a mulher, por ser mulher, é inferior, deve existir apenas para saciar e satisfazer suas vontades e qualquer É contraponto. Qualquer outra opinião que a mulher manifeste em relação ao que você pensa, o que você acha, não seja entendido como ofensa a você. Isso precisa ser trabalhado na escola, viu, Cristiane? Na escola desde cedo, menino e menina, como é que vocês precisam se respeitar? E os meninos não podem olhar paraa menina como se fosse menor, menos digna de direitos, menos, ah, eu diria menos. [risadas] É disso que se trata.
É perturbadora a violência masculina é perturbadora. E eu preciso dizer para vocês, porque é uma questão aqui de eh tradição do Papa das Novas. Eu não eu não eu não finjo ser quem eu não sou. Sou eu com todas as minhas imperfeições. Eu não tô aqui construindo uma imagem que não é a minha. Eu entendo que todo homem, sem exceção, e eu me incluo nesse grupo numeroso de homens no Brasil. Ser homem no Brasil significa ter em alguma dosagem o veneno do machismo e do patriarcado tóxico. Vou repetir para ficar bem claro. Ser homem, eu tô falando do meu país, mas não é exclusividade do Brasil.
Ser homem nesse país significa portar em maior ou menor dose na corrente sanguínea as toxinas do machismo e do que há de mais tóxico na sociedade patriarcal. Então é um trabalho, caiu o tablet aqui, é um trabalho que a gente precisa fazer todo santo dia. A Cláudia me ajuda muito sendo um espelho dos resquícios desse veneno que todos nós homens temos na nossa corrente sanguínea. É importante dizer isso, porque não adianta você ficar falando e não adianta falar criticamente contra o machismo estrutural, eh as manifestações explícitas de de respeito à mulher.
A gente precisa denunciar quando a gente testemunha a violência contra a mulher, denunciar ligando pra polícia, reconhecer quando alguém vem e diz assim: "Você viu o que você acabou de falar? Você achou graça daquela piada, né? Você viu o que que essa piada traz de componente machista? É eliminar. E isso não é só paraa mulher, se você me permite, tá? Cristian, eu acho que isso se espraia na direção de quem tem outra orientação sexual, porque essa história de achar que o certo é serossexual e quem é homossexual, bissexual, transexual ou travestir, o que seja, é alguém que, por isso é inferior a você, não há nada mais distante da realidade espiritual.
Não se mede evolução ética, moral, espiritual pela orientação sexual da pessoa. Não tem muito o que falar. É isso. O que tem de heterossexual por aí que tem uma imagem na sociedade de pessoa de bem que pratica caridade, que faz isso, que faz aquilo. Só que veladamente trai o a companheira, pula a cerca, contamina a companheira com doença venéria. Aí você vai dizer: "Ah, me que é porque eu sou homem. Porque veja, não faz tanto tempo assim. Vocês tinha aqui no Brasil, inclusive usava-se um nome bonito, Garsonier. Era um imóvel que os homens ou um grupo de homens amiguinhos alugava ou comprava para ser o abatedouro. Olha que expressão machista da sociedade patriarcal. para você levar lá a namoradinha da vez, transar com ela e depois nunca mais querer saber dela.
É disso que eu tô falando. Isso tá é a cultura que ainda deixa sequelas, se ramifica e se expande dependendo da música. Existem músicas que reforçam o machismo estrutural. Existem famílias aonde as mães acuadas, aturdidas, amedrontadas, são vítimas do açoite com palavras por palavras, xingamentos, comentários depreciativos ou surras, né? E deixa eu pegar aqui o tablet que eu quero encerrar o papo dando um número importante aqui de telefone. Eh, mulheres que não conseguem, é muito difícil sair do julgo desse marido terrível que é o seu inimigo íntimo, né? É o seu inimigo íntimo. Então, essas mulheres precisam de ajuda e a gente pode ajudar. a gente pode ajudar eh estimulando, por exemplo, a ligar pro 180, que é central de atendimento à mulher, serviço gratuito de utilidade pública, 24 horas por dia e que haverá ali alguma informação que poderá encorajar essa mulher a perceber o risco que ela corre, inclusive de vida, como mesmo dependendo do marido, existem Em alguns lugares do Brasil está mais avançado, em outros menos, mas a gente precisa, essa é a política pública, Cristiano, que precisa talvez ser mais turbinada, que é de garantir a assistência material mesmo às mulheres e suas seus filhos, para que eles tenham um lugar para ficar enquanto aquela situação não se resolve.
Enfim, meus amigos, Papo das 9 chegando ao fim. Agradeço muito a Ariane pelo apoio logístico hoje, pegando as perguntas por aí, foram ótimas. E deixa eu dizer uma coisa, hoje eu vou tirar a partir de hoje, né, uns dias de férias recolhido em algum lugar distante do Burburinho, porque eu preciso também aproveitar o recesso da Pontifícia Universidade Católica, o recesso do Cidades e Soluções que tá na temporada de reprises para aproveitar um pouquinho para fazer o meu recesso. Não teremos o papo das 9 na próxima sexta-feira. Não teremos o papo das 9 no próximo domingo. A quarta-feira da semana que vem tá em aberto. A gente vai informar vocês se eu já estaria de volta.
De qualquer maneira, ó, força, coragem e fé. Sigamos em frente com coragem para ser quem você é. Papo das 9 fica gravado no YouTube, é acessível no Spotify e no Instagram. Nós depois da transmissão ao vivo, desarmamos e pulverizamos a memória desse papo. Fica com Deus, tudo de bom. Até a próxima.


