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Por trás da alegria, a sujeira do réveillon | Papo das 9 #991

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Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Será que tem áudio? Vocês podem me dar um retorno para dizer se tem áudio. Áudio. Tão ouvindo bem o que eu tô falando? Porque a gente aqui no Papo das 9 teve problemas nos últimos dias em relação a áudio de YouTube. Tô muito curioso. Olá, sejam todos bem-vindos ao primeiro papo das 9 al Vivaço, direto do meu CAFOF em Laranjeiras, no Rio de Janeiro, nessa sexta-feira abafada por aqui. E eu na largada pergunto aos amigos do YouTube se hoje tá dando para escutar o que eu tô falando, porque forças estranhas [risadas] determinaram problemas do áudio nas últimas transmissões do YouTube. Instagram tá bombando. Tá ótimo. Áudio, tá ótimo. Obrigado, Grazoiro. Maravilha. Que bom. Ai, que bom. áudio perfeito.

Que maravilha começar o ano com áudio perfeito no YouTube. Muita coisa pra gente conversar hoje, viu? Nesse primeiro dia de 2026. Eu vou fazer uma breve digressão, depois a gente vai abrir a página de sabedoria ao acaso para começar o ano. Eu ia falar com o pé direito, depois eu pensei em falar com os dois pés. Isso deu uma polêmica danada que eu não quero ressuscitar, porque eu acho isso uma bobagem. Ai, ai, ai. Eu também talvez fale disso depois. Uma bobagem. As pessoas estão procurando pelo em ovo. É uma coisa inacreditável. Mas vamos lá.

Eu quero falar um pouco sobre a festa do réveillon e a minha, eu vou manifestar apenas uma opinião, não tem nenhum problema se vocês tiverem outras sensibilidades em relação ao assunto. Eu sou do Rio de Janeiro, cidade praiana, e exatamente por aqui eu vi o florescer de uma festa que tinha outra conotação exatamente na passagem do ano. E eu aprendi com os meus amigos da Umbanda e do candomblé, isso tá bem fundamentado, que a tradição do Ano Novo, usando roupas brancas, indo praia dar os pulinhos sobre as ondas, levando flores paraemjar ou levar uma oferenda pedindo um ano melhor.

Tudo isso nasceu aqui no Rio de Janeiro lá pela década de 1950, a partir da iniciativa de um sacerdote da Umbanda, Tata Tancredo, que teve a ideia, isso, gente, debaixo de muita perseguição, intolerância e preconceito, a ideia do Tata Tancredo foi realizar uma grande manifestação pacífica, positiva de gratidão. Exatamente na passagem do ano na praia, sem incomodar ninguém, as praias vazias. Imagina dia 31 de dezembro, quem é que iria praia? Eles iam pra praia, diferentes terreiros, realizar seus rituais, eh, gratuitamente, atendendo a quem fosse à praia, pedir uma um contato com o médium, pedir algum tipo de descarrego, passe.

Isso aconteceu durante décadas no Rio de Janeiro, sem eh muito estardalhaço, sem chamar muita atenção. Eu me lembro disso. Eu vou fazer 60 anos em julho, eu peguei essa época. Era algo curioso assim, eh, de uma maioria católica um tanto, eh, receosa de ser vista na praia, porque eu quero ver o que que o médium vai falar para mim. Não quero tomar um passe, mas será que alguém da minha paróquia vai ver? [risadas] Tem essas coisas. O Brasil tem um sincretismo, tem uma uma coisa maravilhosa de você sem abdicar da tua tradição, respeitar as outras.

Mas enfim, o que eu quero dizer é que na década de 1980, um hotel de Copacabana teve a ideia de, exatamente na virada do ano, promover o que seria um primeiro foguetório organizado, mais deslumbrante, com cara de espetáculo. Aí as pessoas começaram a querer ir pra praia, pelo menos no momento da virada, para ver o foguetório desse hotel. Tá ali pertinho do Leme, entre Leme e Copacabana. E isso deu certo porque começou a juntar a gente para ver o fogretório que foi alvo de algum cuidado investimento. E outros hotéis da Orla entenderam que valeria a pena sistematizar essa rotina na virada do ano, investindo na queima de fogos.

Pronto, nasce o espetáculo do réveillon na praia com queima de fogos e com as pessoas usando o branco, dando pulinho nas onas e levando flor. Misturou um pouco de tudo. E aí nós tivemos aqui no Rio de Janeiro o florescimento de um gênero de evento que se espalhou pelo Brasil. Se espalhou pelo Brasil. Quer dizer, o Brasil, em certa medida, se inspirou nesse modelo de festa que só faz crescer a do Rio de Janeiro no final do ano passado, que foi anteontem, eh ganhou um certificado do Guinness, o maior réveillon do mundo, etc.

Eh, bom, o que que eu queria falar é que ah, eu fico muito triste, me reservo o direito de ficar triste, não é de hoje, quando vejo que quando uma multidão em qualquer lugar do Brasil, e não apenas nas praias, mas eu tô falando das praias porque aí a gente tem um contingente bem numeroso de brasileiros e turistas estrangeiros que vão paraa praia para ter essa experiência. Deixam na praia lixo. Eu não consigo entender isso com toda a franqueza. E é gente que sabe que tá fazendo uma coisa que não é legal. Eu preciso afirmar isso. Ah, não tá nem aí. Não, não, não sabe lá, lá dentro da cachola sabe que praia não é lugar para deixar lixo.

E aí nós tivemos aqui no Rio de Janeiro uma declaração que passou meio despercebida ontem pelo presidente da Companhia Municipal de Limpeza Urbana, Jorge Arrais, que disse que do ano passado para esse houve o incremento de mais 30% de lixo nas praias de um ano pro outro, sendo que não houve um aumento de 30% de pessoas. As praias estão lotadas como sempre estiveram nos últimos anos, mas aumentou 30% o volume de lixo. E aí o que que me vem na cabeça, cara? Tem algo errado aí que a gente precisa ter consciência. 1250 toneladas retiradas das praias do Rio pela Companhia Municipal de Limpeza Urbana paga pelo contribuinte.

É um dinheiro que eu tô pagando a partir do imposto municipal e PTU para ter mais de 500 garis acordando de madrugada para nas primeiras horas da manhã do dia primeiro fazer aquela operação limpeza, coletando lixo onde ele não deveria estar. E me permita dizer, isso é algo inexplicável para mim do ponto de vista de que aquela desculpa velha esfarrapada de dizer: "Ah, mas não tinha lixeira perto, cara. Não é só lixeira, é contêiner, é papeleira, é o diabo. Tem várias várias eh eh formas de você descartar o seu lixo na areia até o calçadão. Agora, na hipótese, vamos colocar isso, na hipótese de você não ter encontrado lixeira, a pergunta é: isso lhe dá o direito de jogar na areia, na calçada?

Ah, não tinha, não vi. Tava tudo cheio de lixo. Eu não vou ficar carregando isso. Vai, vai ficar carregando isso, porque isso é o teu lixo. Leva praia antes do reve uma sacola onde você coloca os seus resíduos. Isso é simples, isso é o certo, isso é cidadania na veia. Essa é a razão pela qual eu tenho evitado passar reveão na praia nos últimos anos. Eu não quero testemunhar isso e outras coisas assim que me deixa um pouco triste. No momento que eu quero usufruir, eu não quero passar um ano novo, mas é uma coisa minha, correndo o risco de ficar estressado, tenso, preocupado, angustiado.

Não, eu que eu vou procurar, se eu tenho como me programar, eu vou procurar um lugar que me remeta a uma serenidade, uma paz de espírito, com alegria. Eu posso até fazer uma festa ou participar de uma festa, mas eu não quero ver tamanha desconsideração com o lugar que você escolheu a dedo para desejar um mundo melhor, um mundo com mais paz, um ano maravilhoso. Aí a pessoa sai da praia deixando o quê? Seu lixo. Bom, #prontofalei. Acho isso um absurdo e vou continuar achando um absurdo. Tem uma frase do Cristian Murti que é emblemática aqui, das preferidas minhas no Papo das 9 do filósofo hindu Krishna Murti. Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente.

E cobrei da prefeitura que se empenhe para não fazer do Rio de Janeiro uma cidade não só digna do livro dos recordes por ter o maior réveillon do mundo, mas que também não entre no livro dos recordes por ter o reveião mais porcalhão do mundo. 1250 toneladas de lixo nas praias. Que que é isso? Vai começar o ano assim? Dá um tempo, pelo amor de Deus. Exemplo de incivilidade, de desprezo e de respeito pelos outros e pelo meio ambiente. Aí você começa, falando: "Eu quero o melhor para todo mundo, paz e amor." E cadê o teu lixo? Tá aí na areia. E que que você vai fazer com ele? Ah, depois limpam. Vou confidenciar uma coisa para vocês.

Na universidade onde eu dou aula aqui no Rio, há 22 anos na PUC. Por vezes isso não acontece só na PUC. Com certeza. Estou afirmando isso. Tem algum aluno distraído que eu termino a aula, o aluno deixa lá o copinho de refrigerante ou de mate, uma garrafinha na carteira ou no chão acoplado a carteira. Eu falo assim: "Ô, ô, ô, é teu?" "Ah, é, professor." Então, leva pro lugar certo. Imagina, eu dou aula de jornalismo ambiental. A criatura passou comigo, pelo menos são dois tempos. Eh, de 50 minutos vai dar 2 horas e não aprendeu nada. Não, ó, isso aí é teu. Tem uma cultura às vezes do serviçal.

Tô pagando imposto, alguém vem e resolve esse problema que eu não vou fazer, não vou ter o trabalho de colocar esse resíduo na lixeira. Vai, vai ter o trabalho e se possível não seja na lixeira. Coloque isso no lugar certo, que é o reaproveitamento dos materiais. Para encerrar, que eu podia ficar a manhã toda falando com vocês desse assunto, porque eu fico realmente indignado. Eh, quando a gente fala nas praias do Rio de Janeiro, foram coletadas 1250 toneladas de resíduos por conta do réveillon, para pensar que resíduo é esse?

É um resíduo leve, é embalagem normalmente plástica ou de papel, porque o vidro não é permitido, vai ter um vidro residual de alguém que conseguiu passar pelas barreiras. Trabalho bem feito pela pela polícia de não permitir entrada nem de morteiro, nem de objetos perfuro cortantes, nem de vidro. Eh, é embalagem leve, cara, para você fazer 1250 toneladas. 1250 toneladas Bale São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro. Desculpa nós aqui nessa cidade, em tantas outras do Brasil, teve uma outra lá no Rio Grande do Sul que teve imagem que viralizou, Capão da Canoa, Rio Grande do Sul, uma lixarada. Aí o povo que tá no Recife, Salvador, aonde tem festa em público, Brasil inteiro, né, gente?

E não só no litoral, a quantidade alixarada, pelo amor de Deus, para, para. Como é que você vai querer um ano melhor começando jogando lixo no lugar errado? Para, pensa 10 segundos para você pensar aí. Como é que você quer começar um ano melhor, desejando paz, prosperidade, alegria, saúde para todo mundo, jogando o lixo no lugar errado. Para e pensa no que você tá fazendo, criatura consciência. E não é só uma questão, preciso colocar isso, não é só uma questão do que diz a lei, das regras, o código de posturas municipais. Não é só uma questão de educação para com outro que tá ocupando espaço público, certo? E o espaço público é a zeladoria do espaço público é a responsabilidade de cada um.

Eu tô falando de questão espiritual, cara. Eu escrevi um livro em 2008 chamado Espiritismo e ecologia. Eu faço uma longa digressão sobre isso. Jogar tem várias questões problemáticas do ponto de vista espiritual que diz respeito ao meio ambiente. Uma delas é jogar lixo no lugar errado. Ah, não. Isso é uma questão espiritual. Porque quem joga lixo no lugar errado, ao demonstrar desrespeito, desapreço, insensibilidade para com o meio ambiente, para com o espaço público e o direito dos outros, tá dando uma demonstração tácita do seu nível evolutivo. Do seu nível evolutivo. Ah, mas eu sou uma pessoa de bem. [risadas] Bom, antes da pessoa se defender ou se vitimizar, é sempre bom lembrar, a gente precisa ter consciência da gravidade que um simples gesto revela desse dessa incivilidade para não repetir palavras que eu já usei aqui.

Depois desse começar 2026 no papo das 9 ao vivaço, sentando a mamona, passando a régua, chutando o balde. [risadas] É, cara, a gente tá aqui para ser muito sincerida. Não dá para passar pano para isso não. E as prefeituras tem que fazer campanha antes do réveillon. Vá, curta a festa, prestigie, mas não esqueça, leve uma sacolinha para levar o seu resíduo. Se não quiser levar sacolinha, presta atenção que a gente tem os pontos aqui já identificados para você depositar o seu resíduo. Alô, porque lixo é assunto de prefeito, tá? No Brasil inteiro, resíduo e assunto de prefeito.

É responsabilidade dos prefeitos organizarem, se quiserem, uma festa de réveillon, lembrando a encrenca que é o lixo no lugar errado, porque a coleta do resíduo no lugar errado custa mais. As pessoas também, cara, tem isso. Você fazer a coleta regular de resíduo, se as pessoas colocassem sempre na na lixeira, no contêiner, no lugar que for, vai ter um custo, vai, mas é um custo pequeno, porque é só virar a lixeira lá no no caminhãozinho. Alguma coisa você tem que fazer pescaria de resíduo, imagina uma quilômetros de praia no Rio de Janeiro com 500 garis, fazendo o quê? Deixa eu pegar o lixo aqui da dona Maria, do seu Antônio, do seu Jorge, do seu Galipo, sei lá. [risadas] Eu tô pegando o lixo dos outros aqui.

Não faz sentido. Não sei por que que eu falei em Galipo. Tô com a história do Banco Central e Banco Master, cara. O Banco Master me, eu tô fazendo associação de resíduo na praia com Banco Master. E não é por acaso. O meu inconsciente tá lá. E o senhor Galipolo aí entra como gari varrendo a sujeira dos outros do Banco Master. E aí tem gente no STF querendo sigilo na investigação, né, Sor Tofle? Aí não dá. Mas enfim, vamos lá. Começando o ano, André, você tá começou o ano. Como é que é? Pistola que a garotada usa essa gíria, né, pô? O André começou o ano pistola. Pistola é da p virada. Então vamos lá, vamos harmonizar. Vamos harmonizar. Simbora. Preciso falar uma coisa com vocês.

Que 2026 seja um ano de sintonia, seja um ano de serenidade pra gente reconhecer o que importa para a expansão da nossa consciência. Qual será a primeira página aberta por nós aqui no primeiro dia de 2026?

Então eu peço aqui ajuda, inspiração, assistência, amiga, desses que não nos faltam, nossos amigos espirituais, nossos amigos invisíveis, que mesmo reconhecendo as nossas muitas limitações, imperfeições, reconhecendo que há mais pessoas participando nesse nosso encontro virtual há mais de 5 anos, não se furtam me apoiar com alguma mensagem edificante que eu vou pegar aqui do livrinho abrindo ao acaso entre aspas, que eu seja então um meio adequado, uma ferramenta útil, um instrumento confiável para esse trabalho. Para onde vamos? Para onde vamos? Opa, 216. Expulse de seu espírito todas as lembranças tristes. Será que remoer os erros vai conseguir sarar o mal que já houve? Não.

Quanto mais revolver em seu coração as tristezas do passado, mais vai sofrer sem resultado nenhum. Dirija sua mente às recordações alegres, aos momentos felizes, aos fatos agradáveis do passado. Acenda a luz para que as trevas desapareçam. É uma mensagem profundamente associada ao processo, eu diria, de autodepuração e governança mental, emocional, espiritual de cada um. Assim me parece.

Eu tô me lembrando de uma frase do espírito Joana de Angeles, psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco numa das obras presentes na série psicológica, assinada por ela, quando ela diz que nós podemos criar uma depressão, é o que eu tô me lembrando aqui, porque a tristeza faz parte e a tristeza tem o seu componente pedagógico. A tristeza, ela nos ensina a elaborar dentro de nós as frustrações, lidar com as impossibilidades, porque a vida não é feita só de alegria, prosperidade, eh os projetos que vão vão dar sempre certo, as escolhas que são sempre bem feitas, não. A frustração ela faz parte e a tristeza tem lugar.

Então, não é fingir que não existem momentos difíceis, não é evitar o sentimento de frustração, tristeza ou desapontamento, porque eles fazem parte da vida. Senão a gente entra numa patologia chamada felicidade tóxica. tá tudo bem o tempo todo, quando na verdade as coisas não estão bem o tempo todo. Então elaborar dentro da gente o espaço que as frustrações, as tristezas, os arrependimentos ocupam. O que o Pastorino tá dizendo é que a gente tem esse cuidado com as lembranças tristes, porque muitos de nós, por diferentes razões, em diferentes momentos, evocamos lembranças tristes e ali, por vezes, vamos ficando e aquilo pode determinar alguma sequela. aquilo pode ter alguma consequência, nada favorável à nossa resiliência psíquica, emocional.

Vamos dar um exemplo. Vamos dar um exemplo. Senão eu fico aqui fazendo, repetindo afirmações que a gente já leu, ouviu, de quem entende do riscado. Perda dos entes queridos é uma dor enorme. É um buraco que se abre no coração. É uma sensação de vazio que demora algum tempo ou nunca se fecha totalmente, né? Quando se trata da perda de um filho, de uma filha, é aquele são aqueles momentos assim do dia do aniversário, lembrança durante o Natal, que seja que aquilo volta. E isso também faz parte. Cada um lida com essa dor de uma forma. Agora, aonde eu quero chegar é quando a gente por invigilância não consegue se libertar daquela dor e se torna refém dela.

E a gente não procura ajuda quando se percebe numa situação que a gente não encontra a luz no fim do túnel, não tem saída. A gente precisa procurar ajuda. Eu já procurei ajuda várias vezes eh na terapia, nas leituras, procurando pessoas que eu sei que podem me ajudar com sua visão, sua sabedoria. A gente tá aqui para procurar ajuda nos momentos difíceis, não é chafurdar numa dor que tá demorando a passar e começa a fazer parte da nossa vida de uma maneira que atrapalha a nossa jornada evolutiva. É isso que eu quero falar. Então, isso é muito individual, é muito de cada um. Não tem receita, não tem cartilha, não tem uma regra geral.

Mas o que me parece é que Pastorino tá dizendo aqui, será que remoer os erros vai conseguir sarar o mal que já houve? Cara, deixa o passado para trás. Passado já foi, não tem o que fazer. É história daqui paraa frente é onde a gente tem a chance de ir reescrevendo, reconfigurando, repaginando, replanejando, redefinindo. Cada dia é um renascer da A gente renasce a cada dia. cada dia uma nova oportunidade que a gente tem de se posicionar diante das questões que estão colocadas. Isso é a vida. E quanto mais a gente conseguir realizar esse movimento com altivez, com coragem, com saúde, determinação, alguma disciplina, entende? Ah, eu tô num momento difícil já faz um tempão.

É uma tristeza persistente. Não, cara, eu já falei aqui, qual é a diferença de tristeza para depressão? Tristeza faz parte, sempre vai fazer parte. A gente não tem que ter medo de estar triste. A tristeza vem e vai. A tristeza persistente quando dura mais de uma semana, 10 dias, e você percebe que você tá sofrendo de um jeito muito desconfortável, uma coisa que tá abalando estruturas, tá comprometendo sono, apetite, relações interpessoais, capacidade de interagir com as pessoas de uma maneira leve. Procure ajuda. Procure ajuda. Terapia, psicanálise, psicólogo, psiquiatra. Ah, mas eu não tenho plano de saúde ou plano de saúde não cobre. Ah, mas eu não tenho dinheiro para pagar consulta.

Buscai e acharei. muitos os serviços gratuitos em favor da saúde mental de quem não pode pagar por um especialista na área condizente com esse tipo de terapia de de assistência, especialmente nas Sociedade Brasileira de Psiquiatria ou de Psicanálise, as escolas de psiquiatria, as escolas de psicologia tem serviços gratuitos também, fora fora os centros de assistência psicossociais, os CAPS que existem para isso e fazem parte do SUS. Eu tô aqui fazendo uma digressão exatamente sobre a necessidade da gente seguir em frente. Essa página do Pastorino dialoga com a o título do meu último livrinho, a arte de seguir em frente. É preciso seguir em frente. Ah, mas eu não tô legal.

Bem-vindo ao time que é numeroso. Difícil imaginar alguém que esteja 100% bem. a gente vai administrando diferentes tipos de problema. A meta não é tá livre de 100% dos problemas, porque isso não é desse mundo. Aliás, as pessoas que aparentam não ter problema nenhum sempre despertaram em mim alguma desconfiança, porque é impossível uma pessoa estar 100% livre de algum problema, de alguma agonia, de algum incômodo, de algum desconforto que seja importante. ocorre que a gente vai substituindo os incômodos, os desconfortos e os problemas. E isso é vida. A vida é isso. Já falei aqui do ponto de vista, por exemplo, espírita, que é a minha praia dentro do universo da fé.

O espiritismo não promete acabar com a dor e o sofrimento. Eu acho isso o máximo. O que as pessoas encontram numa instituição espírita séria, responsável, não é essa promessa. Você vai deixar de sofrer, você vai parar de sofrer. Não. É um convite para você se informar, buscar informação. Existe literatura, existem cursos interessantes pra gente aprender a lidar com a dor e o sofrimento. Não é impedir a ocorrência de dor e sofrimento. É como lidar. Eu acho isso muito, eu André, acho isso muito interessante. Não que você não possa encontrar conforto espiritual em outra tradição ou mesmo sem ter qualquer religião, descobrir um caminho que para você faça sentido. Faz sentido para mim isso aqui.

Me encontrei. Ótimo. Esse objetivo. Esse objetivo. Bom, seguindo em frente, eh, voltando, mas eu prometo falar menos sobre esse assunto. A questão que me deixou horrorizado mais uma vez nos reveillons, em várias partes do Brasil, a começar pelo meu Rio de Janeiro, da tsunami de lixo, que foi abandonada displicentemente, irresponsavelmente nas praias, foi um dos últimos livros que eu recomendei no ano passado. vai ser o primeiro desse ano. A reboque do réveillon, escrito por dois amigos meus, mas eu não tô sendo camarada com os meus amigos, é que são amigos que já se distinguiam no universo dos ativistas preocupados com a questão dos resíduos antes de serem meus amigos.

Eu tô falando da Fe Cortez e do Wagner Andrade. Menos um lixo para uma vida mais saudável. Eu recomendo expressamente, editora Senac, recomendo expressamente isso aqui, gente, é o beabá mastigadinho sobre o que que a gente deve considerar lixo, como é que a gente entende a destinação inteligente dos resíduos, por que seria legal promover a coleta seletiva e acelerar a reciclagem de lixo seco, que é papel, papelão, vidro, plásticos e metais. Por que que isso deve ser retirado? Não é para jogar misturado na lixeira com outros resíduos. Isso é reciclável. Isso precisa ser separado. E o que que seria o lixo orgânico? O que é compostagem?

Que diferença faz eu encontrar um destino inteligente para os meus resíduos orgânicos? Olha que legal como resolução de ano novo, você pelo menos tentar, se você não conseguir por uma razão qualquer, não tenho nada a ver com isso, mas meu pedido para vocês, eu tive vários retornos aqui nesses 5 anos, fazer 6 anos agora em março de papo das 9. Quantas pessoas, cara, eu fico muito orgulhoso disso e às vezes eu encontro essas pessoas na rua assim, olha, preciso te dizer uma coisa. O que que foi? Comecei a separar o lixo por tua causa do papo das de tanto que você falou nisso. Tem muita gente também que foi ser voluntária do CVV.

Eu tenho um orgulho porque a conquista é de vocês, é o mérito é todo de vocês. Eu sou apenas um mensageiro de alguma informação que pode dar um clique e a pessoa, opa, isso faz sentido para mim. Isso para mim bateu de um jeito legal. Experimenta fazer esse movimento. E se você quiser mais informação sobre o assunto, tá aqui, ó. Menos um lixo para uma vida mais sustentável. Fé Cortez. Wagner com W Andrade, editora Senac. Olha que barato. Na quarta capa. Ninguém precisa fazer tudo, mas todo mundo pode fazer alguma coisa. Sensacional. Uma frase que eu coloquei numa postagem na última semana de 2025 nas minhas redes sociais, eh, não é possível fazer um mundo diferente com pessoas indiferentes.

A gente precisa fazer a nossa parte, cara. Ah, mas deixa o que tá mal resolvido, o que te incomoda porque revela um nível de eh um apart. A pessoa não tem consciência, ela se apartou da própria consciência. Ela tenta anestesiar essa consciência de alguma forma, porque a consciência tá lá, mas ela tenta, ah, isso é bobagem, depois vem aí alguém limpa. Deixa o lado mal resolvido do mundo fora dessa conversa. O papo é eu e vocês aqui. O que que me cabe fazer? Eu faço a minha parte e a vida segue. OK. Deixa eu dizer que eu fiquei muito impressionado.

Então, para encerrar aqui, antes de falar do que eu fiquei impressionado, que eu vou dizer para vocês o que eu fiquei impressionado, tem nada a ver com revenon, nada a ver com resíduo, é outra história. Mas antes, para fechar, minha sugestão, Valeu, Dani, meu irmãozinho. Daniel falando aqui, o som funcionou, me ajudou ontem a recuperar o som do YouTube. Eh, o que o que que eu acho que a gente poderia refletir nessa virada do ano? Educação começa dentro de casa. Não só educação ambiental, tá gente? educação baseado em princípios e valores que ajudam a gente a ver florescer desde a infância uma criaturinha que como pai ou como a mãe é imperfeita, tem seus problemas, suas incoerências, seus momentos infelizes, mas educação começa dentro de casa a partir do firme propósito de pais ou responsáveis de ensinar por palavras e principalmente pelo exemplo e pela atitude.

Não adianta o menino ou a menina aprender na escola a importância de não jogar lixo no chão se o pai, a mãe ou o responsável jogam lixo no chão. Fato medido, pesquisado e confirmado pela literatura na área da pedagogia. O exemplo é de assim contundente. Eu já disse aqui mais uma vez, Jesus não seria quem foi se ficasse apenas na falação, nas preleções, nos sermões. Jesus foi quem foi, porque ele praticou o que disse. Então, volta para cá. educação, escolher a escola aonde seu filho ou seu neto vão estudar, se certificar do projeto pedagógico dessa escola, ver se de fato essa escola tem a capacidade de melhor preparar essa criança ou adolescente, se for mudar de escola, para encarar um mundo que tem seus desafios e a gente precisa reconhecer os para enfrentá-los.

Não dá para uma criança ou um adolescente sair da escola hoje analfabeto ambiental, analfabeto climático ou replicando preconceito, intolerância, discriminando os outros por, orientação sexual ou credo. Não faz sentido que isso a partir da casa da gente ou a partir da escola onde essa garotada está não seja trabalhado, burilado, exemplificado. Não adianta. Isso passa rápido. O tempo da escola passa rápido, mas é um tempo que não volta mais. [aplausos] e dentro de casa, principalmente de 0 a 7 anos, que é o momento mágico da aprendizagem, da memorização dos exemplos, do que tá sendo passado do lado de fora.

Então, uma responsabilidade primeiro de pais ou responsáveis, depois de professores, educar para o mundo melhor e mais justo. Tô falando isso na largada de 2026. Educação continua sendo, não tem outro caminho, não tem atalho aí. Ah, eu vou educar meu filho pro meu filho ser rico. Olha que pensamento imbecil. Mas tem muita gente por aí que diz: "Eu quero que o meu filho seja uma pessoa bem-sucedida". Aí você só tá enxergando o lado material. Eu quero que seja uma pessoa rica, uma pessoa de sucesso, uma pessoa bem-sucedida. gente, para, pensa que que você realmente deseja pro seu filho ou para sua filha, que seja feliz, que realize boas escolhas em favor de si próprio ou de si própria e que juntando a fome com a vontade de comer.

Se você conseguir trabalhar com o que você gosta e ganhar dinheiro, bingo, chegamos a um objetivo que seria bem interessante. Agora, eventualmente vai ter muita gente, eu conheço gente por aí feliz que conscientemente não realizou as escolhas do ponto de vista financeiro mais interessantes, porque trabalham no campo, por exemplo, das artes. ator, atriz, músico, pintor, artista plástico, escultor. Aí você vai dizer: "Ecolheu isso para ser rico?" não escolheu porque o coração falou mais alto.

E se você se destacar nesse campo, você chega lá, como em todas as áreas do saber e do conhecimento, a gente vai ver que não há preço que pague o fato de você trabalhar com o que gosta e tendo a chance de subsistir com dignidade. Prosperidade não é não é um palavrão, não, tá valendo. Mas se você só coloca prosperidade material como meta, como diria Kardec, Jesuir desolê, estou desolado porque isso de fato enche barriga, mas não enche a alma. E a alma, a nutrição espiritual tem o seu lugar. Muita gente tá muito bem fornida, gente abastada. Também conheço vários exemplos. gente que não tem com o que se preocupar nessa encarnação. Eu tenho muito mais do que eu preciso.

Entretanto, eu tô vivendo uma vida miserável. Em que sentido? Não sou feliz, não tenho paz, vivo uma profunda agonia, não sei porque que eu tô assim. Sensação de vazio brutal, não tô fluindo. É mais frequente do que você imagina esse problema. Virando aqui de Pato Paganço, eu fiquei muito, muito impressionado com uma reportagem hoje no jornal Globo do meu colega Henrique Barbie. A dor do outro é o nome da matéria. O título organização une israelenses e palestinos em luto para buscar um caminho para paz. Eu vou resumir o enredo. Duas personagens, duas mães que perderam seus filhos em situações de conflito.

A mãe do palestino e a mãe do israelense perderam seus filhos em momentos diferentes por conta da tensão, da beligerância, das hostilidades entre governo israelense e as lideranças palestinas mais recentemente tutelados os palestinos pelo Ramas, que é um grupo terrorista. Então vamos lá. O que que me chamou atenção? Elana e Laila. Elana, a mãe israelense que perdeu seu filho. Laila, a mãe Palestina que perdeu seu filho, decidiram atuar no The Parent Circle Families Forum, uma organização israelense Palestina formada por mais de 800 enlutados de ambos os lados que perderam algum familiar direto nos conflitos.

E aí um dos pacifistas que ajudam a tocar o trabalho dessa organização diz: "Nosso trabalho tem duas frentes. Uma é educacional, na qual vamos as escolas promover. Eu tava falando de escola agora a pouco, princípios, valores, educação. Nosso trabalho tem duas frentes. Uma é educacional, na qual vamos às escolas, promovemos colônias de férias e encontros com jovens. para mostrar que existe outra forma de olhar o conflito sem que seja pelo ódio e pela violência. A outra forma é de engajamento público com manifestações e ações pela solução de dois estados sem nenhum vínculo partidário, mas com a defesa de um futuro de coexistência.

Eu tô falando isso porque não é desprezível o número de israelenses e palestinos que estão saturados, exauridos, esgotados, muito cansados de viverem num pedaço pequenininho do mundo que tá dividido por dois. A parte palestina bem menor, densamente povoada, destroçada nos últimos 2 anos. Nos últimos dias, o governo de Israel, tendo à frente Benjamim Etaniar, determinou a expulsão de dezenas de organizações humanitárias, inclusive médicos sem fronteiras, mas não apenas. chotou, o que para mim significa risco ainda maior paraa população palestina que tem a partir desse abandono imposto pelo governo israelense as organizações humanitárias uma situação muito mais aflitiva do que já é, e não é pouco.

Veja, a gente tava falando agora a pouco da página do Pastorino que tá dizendo: "Expulse de seu espírito todas as lembranças tristes. Será que remoer os erros vai conseguir sarar o mal que já houve?" Não, a página de abertura aberta ao acaso hoje na abertura do Papo das 9 dialoga com a reportagem com a qual encerra o papo das 9 de hoje. Lembrando dessa organização. Quem quiser acessar, quem quiser conferir, tá na página 17 do primeiro caderno do Globo, organização unisraelenses e palestinos em luto para buscar um caminho para paz. Mães que perderam os filhos, cara, foi o exemplo que eu dei também aqui da de uma dor que teima em não passar.

Elas deixaram para trás uma eventual, um sentimento profundamente hostil e generalizante, dizendo: "Meu filho ou minha minha filha morreu porque do outro lado alguém permitiu isso. Foi o agente da morte precoce." Então, em vez de você ficar retroalimentando ódio e querendo se vingar o resto da tua existência, elas se uniram. São 800 palestinos israelenses numa única organização fazendo um trabalho em favor da paz, reafirmando que dois estados é a única solução. A coexistência de palestinos israelenses é a única solução, não tem outra. Fiquei muito impressionado. A reportagem tá muito bem feita. E com ela me despeço desejando a todos mais uma vez um feliz ano novo.

Que haja muita determinação de cada um de nós de descobrir caminhos inovadores, revolucionários em nossas vidas. Porque a gente não veio para esse mundo para sermos sempre os mesmos. Nós viemos a esse mundo para nos modificarmos, para melhor. Há muito o que aprender, há muito o que superar, há muito o que fazer. Então, que a gente se lance em caminhos ou realizando escolhas que nos dêem prazer, que façam você se sentir mais pleno ou plena. Cuide bem de você, da sua saúde. Cuide bem das pessoas próximas de você, familiares, amigos, colegas de trabalho, vizinhos. Cuide bem do planetinha que te acolhe e que não merece essa lixarada abandonada na areia, no réveillon. Ó, vamos fazer diferente.

Fiquem com Deus. Até a próxima, se Deus quiser. Valeu. Lembrando que no Spotify nós estamos compartilhando o Papo das 9as lá tem o Papo das 9 diet. 6 minutos, 7 minutos em que a gente faz uma um resumo da ópera. Fiquem com Deus. Tudo de bom. Valeu,

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