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Viver é a melhor opção! | Papo das 9 #964

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Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

O nome que a gente batizou aqui, o papo de hoje é Viver a Melhor opção, que é o nome do livro que eu lancei exatos 15 anos e que consumou um trabalho iniciado em 1999 de um engajamento meu pessoal. Com a questão da valorização da vida e a prevenção do suicídio. 1999, gente, isso se deu a partir de uma informação mediúnica, uma média muito querida, próxima a mim. Que eh [Música] passou a comunicação direta de uma pessoa que depois se identificou como sendo um irmão meu consanguíneo de outras vidas no plural, mais uma existência como irmão. E.

Ele me fez lembrar, pelo menos ele reportou que nós havíamos combinado antes da atual encarnação minha que realizaríamos um trabalho voltado para a questão do suicídio. Cuidando de jovens que se precipitaram, retornando precocemente à pátria espiritual através do autoestermínio e eu por aqui tentando de alguma forma mobilizar recursos, esforços, tempo, energia na prevenção do suicídio. Não. Era um assunto que estava no meu radar e devo dizer que não era um assunto que me apetecia.

Entretanto, eu chequei essa informação com outros médiuns, especialmente na época de Valdo Pereira Franco, que confirmou a autenticidade do comunicado, razão pela qual resolvi cumprir a minha parte nesse acordo com o Marcelo. Ribeiro, esse irmão. Eh, e desde então me envolvi em múltiplas tarefas ligadas ao Centro de Valorização da Vida, o CVV. Abrindo espaço na mídia para debater a prevenção do suicídio nos termos da Organização Mundial da Saúde, que desde o ano de 2000 formalmente pede a jornalistas e comunicadores, de uma forma geral que. Ajudem a divulgar informações que permitam a prevenção do suicídio, né?

E é curioso, a primeira palestra que eu fiz na vida em Centro Espírita foi sobre esse tema. Não foi fácil, não foi simples. Fiquei muito emocionado e tocado. E isso depois fluiu, que aliás era uma palavra que o Marcelo Ribeiro dizia assim: "Eh, a vida tem que fluir, você tem que não é uma obrigação sua, é algo que vem do teu coração, é algo que tem lugar." Mais tarde eu entendi quais eram as engrenagens que foram mobilizadas para me vincular esse trabalho. Mas o que importa dizer hoje é que eu comecei a perceber com muita clareza de que falar de prevenção do suicídio é falar da vida, da valorização da vida, do sentido da vida. Por que a gente precisa entender a vida apesar dos pesares,.

Apesar das muitas complicações, dores, sofrimentos, perdas, decepções, mágoas, tudo, né? Problemas graves de saúde, o que seja. Nós devemos entender a vida como uma oportunidade benfazja, sagrada, ímpar, de busca por algo luminoso, algo que faça diferença para nós, ainda que mais à. Frente, não necessariamente na atual existência. É, é interessante essa visão de buscar a felicidade nas pequenas coisas, de valorizar as oportunidades, de sentir graça, humor, alegria, os. Encontros fortuitos, às vezes inesperados, que permitem essa curtição da existência. Eu vou compartilhar hoje de forma sintética o que me parece mais relevante e que tá.

Presente no livro Viver a Melhor Opção, que a Ludde a prevenção do suicídio. Eu vou começar falando da informação. A informação pode salvar vidas. E na área da saúde pública, a gente precisa entender que informação é a condição. Fundamental para você reduzir estatísticas de doenças, morbidades, males de qualquer natureza. Então você vai ver os profissionais de saúde muito preocupados e eles contam com a ajuda de. Jornalistas, comunicadores, radialistas, blogueiros, youtubers, influencers, o que seja. Eh que a gente consiga divulgar um pacote básico de informações que ajude a inflexionar a curva estatística apurada pela epidemiologia sobre tentativas de suicídio e suicídio.

Informação salva a vida de que jeito? Quando você, ainda no capítulo da saúde pública, de uma forma mais ampla, eh fala abertamente sobre como reduzir eh doenças transmitidas por mosquitos, como. Reduzir vulnerabilidade a problemas cardíacos, ao risco de derrames, AVCs, tuberculose, anseníase, aides, doenças sexualmente transmissíveis, o que seja. Informação ajuda a gente a se proteger de problemas que podem resultar em óbito. Isso é fácil da gente demonstrar e constatar. E isso vale para suicídio. Embora o suicídio não seja uma doença. O suicídio. É a culminância de um processo doloroso de percepção da pessoa de que ela sozinha não tá conseguindo dar conta de uma determinada dor.

Entra em campo a saúde pública, entram em campo os. Especialistas. E eu fico muito feliz de estar aqui com vocês, com muita segurança de compartilhar algumas informações que não são da minha lavra, mas são informações que dizem respeito ao universo da psicologia, da psiquiatria e da. Suicidologia, que estão mapeando intensamente as possíveis causas e o que é possível fazer para reduzir riscos. Então a gente começa aqui lembrando, por exemplo, que. Não existe o estereótipo do suicida, porque a gente rotula tudo, né? Você olha uma pessoa, você já descreve ela como se tivesse um dom [Música] um raio X, de saber que essa pessoa é assim, ó,.

Assado, não foi com a cara e você já desconstrói a pessoa. Essa daí tem cara de quem fez isso, aquilo, tem esse perfil. É um horror. A gente rotula tudo o tempo todo. São os estereótipos. Não existem estereótipos relacionados. Ao suicida. Qualquer pessoa, tecnicamente falando, dentro dessa área que fez essa imersão sobre o fenômeno do suicídio, todos nós podemos ter uma situação de vulnerabilidade psíquica e emocional. Grave, séria, aonde a ideiação suicida possa aparecer. É claro que isso tem um conjunto de fatores associados de ordem genética, biológica, cultural,. Ambiental.

Ou seja, nós somos seres complexos e há uma eventual combinação de fatores que podem deixar a gente numa situação de dificuldade para lidar com uma. Determinada dor ou desconforto profundo. Não é simples. Portanto, evitem as generalizações e evitem as respostas simples, porque se você é daqueles ou daquelas que, ah, isso tá muito complicado, não quero saber, ok, é melhor então não saber do que e ficar. Propagando por aí aquilo que não tem o amparo da boa ciência quando a gente fala de prevenção do suicídio. Bom, então, fugir dos estereótipos significa não achar que uma pessoa, por exemplo, que seja religiosa e não importa qual.

Seja a linha de fé dela, são pessoas absolutamente imunes a ideiação suicida, vamos chamar assim, a a flertar com a ideia do autoestermínio. Não. O autoesttermínio acontece em fileiras religiosas, por. Vezes envolvendo até pessoas que têm uma função sacerdotal, uma pessoa que tem alguma projeção numa determinada linha de fé. Isso não significa que a fé delas não seja robusta, que elas não tenham de fato fé em Deus. É importante deixar. Isso claro, viu, gente? Eh, eu já mencionei aqui várias vezes duas ou três entrevistas que eu fiz com o padre Fábio de Melo, que passou por mausbo bocados após uma síndrome do pânico. Ele teve um ataque de pânico que depois virou uma depressão profunda. E.

Nesse período ele ficou muito, muito para baixo e teve a ideiação suicida e pediu desligamento da igreja. O bispo ligado a ele não permitiu que isso acontecesse dizendo: "Você é humano, vai buscar tratamento". E o padre Fábio ficou muito constrangido porque ele já tinha pensado em buscar tratamento, mas ele achava que isso não era cabível no sentido de que sendo ele um sacerdote, um padre, portanto, fazendo a mediação entre Deus e os fiéis, não seria adequado. Ele buscar tratamento. Porque se ele, sendo um padre não estava conseguindo se sentir bem, por que que um psiquiatra teria esse poder? Ele a por preconceito ele disse isso, não quis procurar ajuda, levou uma dura do bispo,.

Resolveu procurar ajuda. E ao procurar ajuda, ele se salvou, né? E eu perguntei para ele, eu já falei isso algumas vezes aqui, é sempre bom repisar, eh, padre, o senhor é um homem de fé, o senhor é um sacerdote. Onde é que estava o seu Deus na hora que o senhor mais. Precisou dele? E o padre Fábio de Melo deu uma resposta que eu nunca esqueci, que foi muito de bate pronto. Ele tava com aquilo bem introjetado assim na experiência pessoal dele. Ele disse: "Deus estava onde sempre esteve. Eu é que não consegui acessá-lo". Então, primeira questão que eu tô trazendo aqui, separa a questão da fé da questão humana que é suscetível eventualmente a abalos que vão demandar ajuda não religiosa apenas.

A religião sempre é. Bom ou boa. Ela sempre funciona como uma ferramenta de apoio. Ela de fato, segundo algumas pesquisas, reduz riscos na média da população. Pessoas que tenham fé, elas de fato conseguem reduzir riscos de se perder naquele labirinto aonde aquela dor te leva. Mas ninguém, tecnicamente falando, tá totalmente blindado de uma situação como essa que vai requerer ajuda especializada. Padre, padre Fábio agiu certo, procurou ajuda especializada. É, a grande síntese do setembro amarelo é não deixe de procurar ajuda quando isso ocorrer. Se essa situação ocorrer com você.

Uma outra, um outro estereótipo que é muito eh comum num país como o Brasil, machista, né, sociedade patriarcal, aonde militares, sejam eles policiais,. Bombeiros ou das forças armadas, é aonde a estatística de tentativa de suicídio é na média, acima da média da população em geral. Isso porque tem o acesso às armas. É o que a Organização. Mundial da Saúde chama de acesso aos meios, ou seja, ter uma arma por perto, embora uma relação profissional, a pessoa foi treinada para usar aquela arma, suponho também tem o traquejo do uso, como usar, quando. Usar, etc.

Mas no momento de fragilidade enorme, psíquica, emocional, acometida essa pessoa de alguma psicopatologia grave, essa arma não é um bom negócio tê-la por. Perto. Bom, eh, o que que eu quero dizer que é um falso? É um é um estereótipo que precisa ser desconstruído. Os militares eles passam por um treinamento duro porque são treinados, são forjados na bravura, na valentinha e na coragem para enfrentar toda sorte de problemas. E isso, por vezes, cria o mito do super homem. Eu tô aqui para combater todos os males que afligem a sociedade, todas as ameaças com aquele arremate machista, por vezes, não vou generalizar, eu sou é macho, eu nasci com aquilo. Roxo.

E quando são acometidos de psicopatologias que vão demandar ajuda, né? É uma depressão, que é o transtorno de humor, um transtorno de personalidade, um ataque de pânico ou qualquer outra. Anomalia que balança a pessoa e ela vai precisar de ajuda, porque ela não é um bom negócio você procurar lidar sozinho com isso. Isso vai requerer um atendimento especializado. O que que acontece? Essas pessoas, esses militares forjados na bravura, na Valentina e na Coragem e que por vezes tem a autoimagem de estarem blindados e podem suportar tudo,.

Deixam de procurar ajuda dentro da corporação, ajuda psicológica ou psiquiátrica, porque tem medo que os colegas saibam, que alguém ali na corporação saiba, porque acha que isso é um sinal de absoluta fraqueza, que é um. Problema de caráter, é um problema moral, é um problema de eh que ele poderia resolver se quisesse. Só que ele não entende naquele momento, não não parece entender que isso não é uma questão de escolha. Ah, eu vou escolher não ter depressão agora. Fechar para balanço hoje. Tirar esse domingo para não ter mais depressão. Eu vou tirar esse domingo para não ter mais ataque de pânico. Eu vou tirar esse domingo para não ter transtorno de personalidade ou qualquer coisa assim.

Não é assim que funciona. Não é assim que funciona. Desculpa. E dá ruim. Então tem que procurar ajuda. Isso tá mudando, tá gente? Graças a Deus. dentro das forças e dentro da Polícia Militar, dentro do Corpo de Bombeiros, há um trabalho interno dos comandantes no sentido de atenuar essa premissa horrorosa, machista,. Que é empoderada no treinamento dos militares. Não vai dar certo. Muito bem. Eh, saindo, portanto, dos estereótipos que eu peguei do da pessoa de fé ou da pessoa que é militar. E lembrando, olha que coisa, 80% dos casos de suicídio no Brasil e no mundo são do sexo masculino, né? Você veja a dificuldade do homem lidar com a dor e o sofrimento. É uma coisa a se pensar.

Eu não vou me deter hoje aqui, mas sabe essa história do homem não chora, engole o choro. Tu é homem. Homem que é homem não chora e não sofre. Só que homem e mulher são seres humanos e gênero não define uma capacidade que nenhum ser humano tem de ser imune à dor. Não existe isso. Não. Existe. Sinto muito. Não existe. Então procure ajuda, né? Eu de público já disse aqui várias vezes, eu já tive eh aproximadamente cinco vezes em processo de terapia e estou novamente. E eu. Entendo a terapia como um processo muito interessante de autoconhecimento, algo que você precisa entender que não é só para ajudar você a sair do buraco.

A terapia também tem uma função de ajudar você a se encontrar em momentos da vida. Que você acha que alguém de fora pode dar uma força legal, sabe? dá uma força sendo um espelho no no processo, né, da troca das perguntas certeiras, da análise dos. Sonhos e da condição eh que um profissional na área da psicologia tem de oferecer caminhos, rotas ou fazer provocações que ajudem. Isto posto, quais são os fatores de risco? para você ficar ligado, porque a a uma das coisas mais legais assim desse trabalho que promove a valorização da vida e a prevenção do suicídio é que a gente se sinta todos nós, principalmente.

Aqueles que não são da área da saúde pública, porque quem é da área da saúde pública traz isso como missão. Agora, quem não é formalmente da área da saúde, eu não sou formalmente da área da saúde, mas eu me entendo e gostaria que todos nós nos entendêssemos como agentes de saúde informais. Eu não. Tenho diploma, eu não fiz treinamento, mas eu tenho informação. Por exemplo, doença transmitida por mosqueto. Você não é agente sanitário, muito menos agente de saúde, mas você sabe que uma poça de água limpa vira maternidade de mosquito. E no Brasil, doença transmitida por mosquito pode matar dengue, zica, malária, febre. Amarela, chicungunha. Ih, as pessoas morrem com picada de mosquito.

Então, você pode ser um agente de saúde informal quando não permite que o empoamento de água limpa ocorra na tua casa, no teu quintal, na tua rua. E se o. Vizinho d mole, você vai lá e denuncia, fala com ele. Escuta, essa piscina aí, cara. Os caras abandonam a casa, a piscina fica aí, vira um foco pra cidade. Não pode ter isso. Agente de saúde informal, é como eu me sinto. Eu gostaria que vocês se sentissem assim também, incorporando a questão da valorização da vida. Então, vamos lá. Sinais que uma de que uma pessoa possa realizar uma tentativa de. Suicídio. Nem sempre esses sinais são evidentes ou quase nunca.

Então, é é falsa a tese de que sempre que uma pessoa tá flertando com a ideia de se matar, ela vai mostrar isso de alguma. Forma. Nem sempre. Ponto um. Ponto dois, quando ela mostra alguma coisa, isso não é batata. Não é uma coisa que você vai dizer: "Ah, cravei, deu mete". Não, eu vou dar um exemplo. Uma pessoa que de repente se mostra avessa a vida social, fica mais reclusa, encapsulada, não interage socialmente, não conversa sobre ela, fica mais muda, um olhar mais fosco, apagado, sem. Brilho, de peixe morto. Essa pessoa pode ter vários motivos para fazer isso, vários que não estão relacionados a ideia de se desconectar da vida, tá?

Mas no checklist das várias possibilidades, coloca lá, essa pessoa tá em crise pessoal e eventualmente tá flertando com a ideia de desaparecer, vamos dizer, de calar essa dor. Porque essa ideia de que a pessoa quer se matar, não, ela não quer se matar, ela. Quer calar uma dor. É nesse sentido que a gente reforça aqui o estoque de informações dizendo: "É possível ajudar quem esteja passando por isso". Mesmo que essa pessoa não acredite, mesmo que ela não veja a luz no fim do túnel. Nós vivemos um tempo em que, graças a Deus é possível com assistência, com atendimento certeiro, com paciência. As pessoas às vezes querem resolver um problema, por.

Exemplo, como depressão, como se busca uma na farmácia uma droga, uma um comprimido para livrar de uma dor de cabeça. Não funciona assim. Não é assim que funciona, mas funciona dando tempo ao tempo. Então, eh, os sinais quando acontecem, a gente precisa ter, e essa palavra eu ouvi de 10 entre 10 especialistas top. Que eu ouvi, é acolhimento. A palavra chave é acolhimento, não é recriminação, porque por aí vai ter gente. Por exemplo, quando um filho ou uma filha eh. Diz pro pai ou pra mãe assim: "Tô cansado da vida, não quero mais saber de nada não. Eu não tenho ânimo mais para seguir em frente, qualquer coisa assim".

Aí o pai ou a mãe decifram aquilo, interpretam aquilo como uma declaração que pode trazer, embutida a declaração, uma possível. Ideação suicida. Qual é a palavra-chave? É acolhimento não é recriminação, porque haverá quem recrimine dizendo assim: "Tá maluca, eu dou tudo que você precisa, eu pago tuas contas, você tem a melhor escola, não te falta comida no. Prato, olha quanta gente passando fome, você tem amigos, você tem uma família que te ama, vamos parar de Olha o machismo presente por vezes. Vamos parar de frescura. É, aí para com isso. A gente tá aqui para. Viver. Não quero mais você falando essa besteira, essa bobagem. A a a criatura se abre, surge a possibilidade de uma conversa.

Essa conversa sem recriminação, sem estigma, sem. Acusações, ela poderia chegar a bom termo no sentido dessa pessoa abrir seu coração e você com muito tato, muito cuidado, acolher essa dor. Eu não, eu não tô na tua pele, eu não sei o que você tá sentindo, mas eu queria tanto te ajudar. Eu ouvi dizer que tem gente que pode ajudar numa hora dessa. Aí a pessoa diz: "Eu não quero procurar ninguém, eu não acredito em psicoterapia, não quero saber nada disso, não quero tomar remédio, não.

Quero nada disso." E você com paciência dizendo assim: "É uma ideia, não tô dizendo que tem que ser assim, mas eu tô falando de uma atitude acolhedora e amorosa." Você dizer: "OK, então vamos fazer o seguinte, a gente conversa daqui a uma semana, se você ainda tiver assim, eu posso retomar esse papo contigo pra gente ver o que faz ou diz pra pessoa: "OK, eu entendo que. Você não acredita que você não tá a fim de fazer nenhum tipo de visita a um especialista, um psicólogo, um psiquiatra. Você não quer fazer isso por você. Eu já entendi. Então faz por mim. Você sabe que eu te amo, que eu te quero bem. Se você não quer fazer por você, faz por mim.

Ainda que você não acredite, vai lá sem acreditar, mas vai, vai por mim, vê no que que vai dar isso daí. Eu conheço algumas histórias de pessoas que foram a contragosto procurar ajuda na terapia, chegaram para ficar mudas lá dentro, queriam falar com o terapeuta e saíram de lá querendo voltar. Sério, conheço alguns casos assim. Então, é interessante o caminho do amor, né? Quando você consegue sinalizar pra pessoa, eu eu eu tô aqui para porque eu quero ver você bem e eu sei que você é dona do seu nariz, que você quer fazer a coisa de acordo. Com os seus valores e princípios.

Eu não quero invadir teu espaço aéreo, mas eu tô vendo que você tá em sofrimento e eu sei que a gente pode tentar resolver isso de um jeito que vale a pena tentar. Muito bem. Outra coisa importante, isso é a Organização Mundial da Saúde. Eh, quando você tem, por exemplo, uma pessoa que publica numa rede social uma frase que sugere assim um desalento profundo, um desânimo total e o o risco, de repente de est desinteressado da vida. De uma forma bem radicalizada, ou uma pessoa, como diz, que fala alguma coisa. Que quem tá por perto, opa, essa pessoa não tá bem, tá precisando de ajuda. A gente pode achar num primeiro momento que aquilo é drama.

Ah, a pessoa fala sempre, ela fala e não pensa, depois ela diz: "Não, não é nada disso". A Organização Mundial da Saúde diz que não devemos desprezar, ainda que seja uma fala exagerada, dramática, se falou e o que falou tá gravado, você fala assim: "Opa, isso não é não é algo que uma pessoa que esteja, eu diria,. Minimamente em equilíbrio ou serena, dissesse: Não, não é um desconforto, é algo mais. Tá no gradiente ali, uma oitava assim. Muito bem. A gente tem que prestar atenção, por mais que você diga, eu acho que isso daí foi exagero, dramático. Pessoa que fez assim uma declaração apimentada, mas não é o que ela tá sentindo. convém não arriscar, convém.

Chamar para uma conversa, bater um papo, conquistar a confiança, retomar ali uma liga de intimidade e tentar rastrear se aquilo de fato tem origem em algo consistente do ponto de vista de uma dor profunda. Eh, vou falar agora de um dos fatores de risco associados ao suicídio, que é a depressão. Sempre gosto de lembrar que depressão não é sinônimo de estado depressivo. Não são a mesma coisa. Estado depressivo todos nós temos, já tivemos e vamos continuar tendo, porque faz parte da vida. Faz parte da vida o desânimo, o desalento, a tristeza. A vida tem bons e maus momentos. Às vezes, esses maus momentos duram mais do que a gente gostaria. Isso não necessariamente é depressão.

Isso pode ser estado depressivo. A perda do ente querido deixa a gente em estado depressivo. A perda do emprego, a perda. Da saúde, uma desilusão amorosa, o que seja, claro que você vai ficar triste. E é claro que a vida é uma sucessão de momentos, como disse, bons e ruins. E os momentos ruins não são prazerosos. Então veja, a gente tem que, eu eu diria saber lidar com os momentos ruins. Não dá pra gente comprar que isso é sociedade de. Consumo com seus pacotes de propaganda de margarina, família sempre feliz, tudo bem, é tudo alegria, tudo maravilhoso o tempo todo. Não é, a vida não é assim.

Os filmes de Hollywood que tem Final Feliz sempre, a gente fica às vezes mimeticamente tendo essa expectativa de que se a minha vida não é não é boa como a do personagem da novela ou do filme ou da minissérie, eu eu sou um fracassado, eu não consigo. Resolver minhas coisas, sabe? A gente fica ali às vezes comprando eh gato por le. Você acha que o sentido da vida é ser feliz o tempo todo? Ninguém é feliz o tempo todo. Ninguém. Então é fake news. A gente tem que saber. O problema não é o sofrimento e a dor. O grande desafio é como lidar com a dor e o sofrimento. E aí,. Eh, quando a gente fala de estado depressivo, é importante você procurar respostas aonde você achar que faz sentido.

Eu, por exemplo, encontrei com 21 anos de idade o espiritismo. Para mim fez sentido. Eu poderia ter encontrado em outra tradição, em outra religião, em outra corrente filosófica. Você vai ter por aí um cardápio generoso. De explicações para a dor e o sofrimento. E quando fizer sentido para você, entenda isso como um tesouro, porque isso vai ser útil pro resto da tua vida. Portanto, vou dar aqui um testemunho sem nenhuma tentativa de converter, de ser proselitista. Eu. Reconheço o valor de todas as tradições religiosas. Eu tenho amigos, sinceramente, é um privilégio, de todas as tradições, as mais importantes, e vejo neles a alegria da fé deles em outra corrente que não é espírita.

Então, não é uma exclusividade do espiritismo. Eu só eu só quero dar esse testemunho que eu acho importante. Eu aprendi na doutrina espírita, é um aprendizado constante, não tá pronto, é um aprendizado diário, a lidar melhor com a dor e o sofrimento,. Porque eles são inevitáveis, eles fazem parte da vida. E eu considero isso um tesouro. Eu acho que esse é um conhecimento que me liberta, é um conhecimento que me traz uma possibilidade de tocar a vida muito rica e interessante,. O que não faz de mim alguém imune a dor e o sofrimento, como já disse. Muito bem. Então, estado depressivo é da vida. A tristeza faz parte da vida. não se iludir em relação a qualquer corrente de fé, qualquer posicionamento na tua vida que o blinde, que livre você totalmente dos.

Infortúnios, das decepções, né, das situações que levam você, por vezes a perceber-se magoado, amargurado. Você, ih, tô para baixo hoje. É, faz parte. A vida é. Assim. Agora, como você lida com os momentos ruins? É o que eu acho que você deveria, se me permite, buscar do seu jeito, indo na direção que você quiser, respostas. Respostas. Procure, buscai achareis, né? Procure, não tenha pressa, veja o que cada tradição, que cada corrente, porque não precisa estar na religião. Tem gente que acredita em Deus e não tem religião. Tem gente que vai buscar não nas religiões, mas em nas filosofias, nos filósofos, né? É interessante isso. Aonde você vai buscar respostas? Eu acho isso muito importante.

Eu acho que a gente tá aqui para isso, para ser sincero, no nosso nível evolutivo, a gente tá aqui para procurar respostas. Não desperdice a vida sem fazer as perguntas essenciais. Quem sou eu? De onde eu vim e para onde eu vou? São perguntas essenciais, mas vamos lá. Estado depressivo é isso aí. E depressão. Depressão é hashtag outra coisa. Depressão é transtorno de humor. Transtorno de humor é coisa séria. Transtorno de humor é um abalo na bioquímica do cérebro, um retardo, um delay nas sinapses cerebrais, na passagem das informações entre os neurônios. Então temos uma questão aí. Que o depressivo ele meio que anda com freio de mal puxado.

Ele tá ali numa situação muito difícil e dolorosa, de uma dor difícil de lidar. Cada depressão é uma história. Existem diferentes níveis de depressão, a gente não vai generalizar, mas a depressão, também chamada de tristeza persistente, depois de uma semana ou 10 dias em que você tá percebendo. Essa dor que oprime teu peito, que estilhaça teu coração, que prejudica o teu apetite, a qualidade do teu sono, as relações interpessoais, as trocas, o teu rendimento no trabalho, as tarefas. Usuais do dia a dia que ficam mais pesadas e difíceis de fazer. Tudo isso pode corroborar na direção do diagnóstico de uma depressão, precisa procurar ajuda. Normalmente é o psiquiatra.

Existe alguns psicólogos que. Também estão habilitados a fazer esse diagnóstico. É, a depressão pode ser leve, não precisa fazer uso de antidepressivo, que é a substância que vai ajudar a emprestar maior agilidade à sinapses cerebrais. Antidepressivo não cura a depressão. Antidepressivo ajuda você a. Caminhar. É pra frente que se anda. Ah, eu tô triste ainda, mas eu tô andando. Tô seguindo em frente, tô fazendo minhas coisas. Ah, mas eu ainda tô sofrendo. Mas você tá andando, você tá seguindo em frente, você tá fazendo as tuas coisas. Quer dizer, o antidepressivo te dá um up. Depressão leve, normalmente você não precisa fazer uso de antidepressivo.

Depressões moderadas ou graves, normalmente há a indicação de alguma substância que precisa ser escolhida a dedo pelo especialista na dosagem específica. E isso pode se modificar na. Linha do tempo, mudando a marca ou a dosagem. É. É preciso haver essa troca, é preciso ter paciência. É um processo. Calma, vai dar certo. Tenha paciência. Eh, cada depressão é uma história. Não dá pra gente dizer: "Ah, eu já sei como é que é a depressão, que eu já tive, então eu sei como você tá se sentindo. Eu sei como é que é." Você sabe até a página dois. Eu gosto porque cada um tem uma história.

Eu entrevistei pessoas eh dessa área que assistem depressivos e eu gostei particularmente de algumas delas que disseram: "Cada depressivo que eu atendo tem a sua história e a sua depressão". Não existem. Duas depressões iguais. Não existem duas formas de lidar com a depressão que sejam idênticas. Portanto, não existem rotas terapêuticas que a gente vai dizer que são sempre as mesmas, com a mesma mesmo protocolo de. Resposta. Cada um de nós é um universo. Feliz daquele que ao estar com depressão, procura um especialista que tem esse olhar e essa sensibilidade para perceber você, eu vou tentar entender como seu psiquismo, como o teu metabolismo, como você funciona para.

Verificar a melhor maneira de assisti-lo e tratá-lo, tá bom? Eh, portanto, a depressão não tem cura, mas tem tratamento. Isso é muito interessante. Eh, e ainda que já tenham descoberto que existe transmissão genética, existe o gene da depressão,. Não é batata que os descendentes vão ter depressão. E, eu já disse isso aqui, na minha família, nós temos essa hereditariedade, vamos dizer assim, essa carga genética da depressão, tá? Eh, eu nunca tive depressão diagnosticada, nem o meu irmão. O que significa que a carga genética da depressão, ela não é determinista no sentido de dizer: "Vai, Clod, te prepara que vai. Rolar". Não.

Ah, eu já falei aqui, a gente, nós somos complexos, nós temos questões no campo da saúde mental que precisam ser bem compreendidas pra gente não cair naquela generalização que emborrece o debate sobre esse assunto. A gente tem. Que ter respeito por quem é pesquisador, cientista, quem publica artigos em revistas especializadas, periódicos internacionais. Não adianta você ir no Google uma ferramenta de bu, já sei o que é depressão, sabe nada. Você você viu lá uma definição, pô. A gente tem. Que confiar em quem estuda e se debruça sobre esse tema. Bom, vamos lá.

Eh, a maioria absoluta das pessoas que tem depressão profunda, a maioria absoluta, eu tô falando de mais de 95 a 96%, numas das pesquisas que eu já acessei,. Não flerta. com a ideiação suicida, não realiza tentativas de suicídio. Então, a gente tem que ter esse cuidado assim de reconhecer que precisa procurar ajuda especializada e familiares e amigos de quem está. Passando por um momento muito difícil precisam ser também os agentes de saúde informais. tem que ajudar, porque a pior coisa do mundo é uma pessoa, é uma pessoa que está com depressão diagnosticada, mas dentro de casa os familiares não. Entendem porque não estão vendo a depressão.

Quando tem uma pessoa que fraturou a perna, caiu de moto, ficou toda arranhada, toda lanhada, você tá vendo o sofrimento ali é visível. A depressão não é visível. Então, por ignorância, muita gente acha que depressão é porque a pessoa escolheu, ela não tem força de vontade. Tem gente que diz isso, você não tá tendo força de vontade. Não, não tem a ver com força de vontade, tem a ver com ajuda. Precisa de ajuda. Vai, vai estudar, vai se informar. Eu, hein? A gente fica, isso pesa porque a pessoa tá precisando ali de retomar o prumo, né? E vem alguém falando: "Levanta daí, pô". Embora eu vá dizer aqui uma coisa que eu acho importante.

Claro que o profissional de saúde especializado na área da saúde mental tem que ser, como disse várias vezes, eh procurado e você tem que procurar essa ajuda mesmo. Agora,. O profissional de saúde vai até ali no que lhe compete. Tem a outra parte que é com a gente. O quê? por exemplo, eh, o que você tá fazendo em favor da tua saúde mental? Isso não é assunto do médico, isso é assunto teu no dia a dia. O médico não tá no teu lado o tempo todo. Então, ouvir boas músicas que te colocam para cima, música que deixa a tua alma leve, eh, procurar os lugares que te inspiram, paisagens ou lugares que t um significado emocional importante para você, que te fortalecem, te elevam.

Procurar pessoas que sejam agradáveis, sejam engraçadas, sejam pessoas boas, sejam pessoas que você gosta de estar por perto, pela razão que for, essas pessoas ajudam a gente a seguir em frente. Seja criterioso em relação à. Programação que você tá acessando na televisão, no canal de streaming, os livros, as revistas, o material que você tá acessando na internet, as redes sociais, o que você tá consumindo, não é assunto do teu médico, é assunto teu. E isso ajuda o atrapalhe o teu processo de. Robustecimento da vontade de viver. Portanto, faça a sua parte, cara. Claro, tem que procurar ajuda. Ajuda é fundamental, mas você tem a tua parte aí que tem que ser levado em conta.

Bom, eu vou resumir aqui eh muito rapidamente algumas questões espíritas, tá? Sobre suicídio. Todas as religiões grandes do Oriente ou do Ocidente eh entendem que o suicídio é um equívoco, porque contraria as leis de Deus. O espiritismo, entretanto, vai além porque através da comunicação. Mediúnica com credibilidade, evitando o risco de fraude, mistificação ou animismo, quando se identifica que é uma fonte fidedigna, isso requer estudo, isso requer cuidado, nós vamos ver esse descortinar da. Realidade espiritual. E de fato, em nenhuma hipótese, o suicídio significa um alívio ou a solução para os problemas que a pessoa pretendeu quando realizou o autoestermínio.

Então, viver sim é a melhor opção. Problemas enfrentados pelo suicida. Eh, e cada caso é um caso. É importante deixar claro isso. Quando você vai no livro o céu e o inferno, quando o Kardec setoriza diferentes estados de desencarnados na erraticidade, né, quando faz a passagem, tem o capítulo. Dos suicidas, são nove, salvo engano, pessoas diferentes que se manifestam por evocação. Século XIX, isso. E aí são nove histórias diferentes e nove relatos distintos sobre o que que elas estão sentindo no plano espiritual. Então veja, é falsa tese de que todo suicida terá a mesma experiência que André Luiz no livro.

Nosso Lar, porque esse é um indicador do baixo índice de estudo de muitos espíritas que leram o nosso lar, não leram mais nada. E aí acho que é ali, ó, tá no umbral, tá sofrendo, vai passar um tempão ali comendo pão que o diabo amassou. Cada caso é um caso, o suicídio ele ele haverá de determinar após o colapso orgânico. Claramente um desconforto, claramente um sofrimento e uma dor adicional pelas razões que eu vou explicar daqui a pouco. Mas cada caso tem a sua singularidade. Isso vai depender do teu passado espiritual, do que você realizou na vida pregressa antes do autoestermínio, dos laços de amizade, de amor, da semeadura mais ou menos luminosa que você deixou,. Né?

São várias as situações, várias que vão determinar diferentes estados de maior ou menor aflição na erraticidade. Agora, o espiritismo traz uma notícia fantástica. Isso. Toda vez que a gente tá sofrendo, o relógio demora a passar os ponteiros do relógio. Quando a gente tá feliz, a hora passa rápido. Quando a gente tá sofrendo, o relógio fica travado. Então, o o suicida tem a impressão que aquilo não vai não passa, não passa, mas vai. Passar. Quer dizer, o espiritismo ele traz uma informação que precisa ser lembrada pelos oradores e palestrantes. Eh, haverá uma outra chance, haverá uma outra oportunidade para retomar o prumo e seguir sua jornada espiritual. Isso é fabuloso.

O espiritismo fala de luz no fim do túnel é o tempo todo. Isso é maravilhão existem penas eternas na visão espírita. Não existem penas eternas. Bom, vamos lá. Então o grosso modo, muito resumidamente, nós temos a dificuldade do suicida se perceber liberto da dor que motivou o autoestermínio. Por quê? que ele tá. Impactando familiares e amigos com a notícia da sua passagem por esse meio. E essa dor alcança o suicida, porque pensamento e sentimento tem força e direção. Então tem um um agravante aí que é a dor que você acabou causando as pessoas que gostam de você. Isso te alcança. Segundo ponto, existe uma dificuldade, isso é dito por eh.

Isso tá na literatura espírita, memórias de um suicido, Ivone Pereira, uma dificuldade de você se desvencilhar rápido dos lihames materiais porque não tava na tua hora, porque tudo na vida tem um momento certo de acontecer, principalmente o nosso desencarne. Quando você precipita o retorno à pata espiritual, rasga-se um contrato, você ainda tem estoque de fluido vital dentro do teu corpo, ligando teu corpo, teu espírito, você precipita o retorno a um estoque residual de fluído vital que haverá de. Determinar magneticamente a sensação ainda do corpo físico, embora você esteja tecnicamente morto do ponto de vista orgânico. Então, não é prazeroso.

Eh, nós temos sequelas espirituais, dependendo do ferimento que você se impôs para determinar o colapso orgânico. Uma pessoa que, por exemplo, dispara um projetil ou um projétil eh contra o centro do sistema nervoso,. Aquele ferimento não é só orgânico, ele também alcança o perespírito, que é o molde das encarnações futuras. Então, não são todos os casos, mas em boa parte dos casos de idiot loucura, eh, quem reencarna, reencarna, portanto, trazendo essa sequela no perespírito causado pela pelo suicídio numa vida anterior, porque o corpo vira um dreno,. Um fio terra desse ferimento no perespírito, que é a forma do corpo físico.

Então, enfizema não associado a tavagismo, doenças respiratórias severas, não é para todos os casos. Em boa parte dos casos, pode estar associado a uma a um auto extermínio causado por afogamento. Em águas doces de rio ou salgadas do mar, saturou os alvéolos pulmonares de água. Aquele abalo, alcance o perespírito, problemas respiratórios na vida posterior. Então veja, nós temos aqui vários motivos para dizer que é melhor ficar. A vida é a melhor opção, viver é a melhor opção, porque a dor. Passa, a impulsividade, as pessoas que não sabem e não querem saber como sofrer, são intolerantes à dor e ao sofrimento. Existe isso também, a impulsividade.

A pessoa que de zero a 10 explode, eh, entra numa faixa de insanidade, sabe? a pessoa fica alterada e é ela representa risco para si própria e às vezes pros outros. Quando ela tá nesse estado alterado, é aquele camarada que matou alguém, aí é preso em flagrante, vai pra delegacia e diz assim: "Eu não sei no que eu tava pensando. Eu tava, eu nem me lembro direito o que aconteceu." Às vezes tem gente que diz assim: "Eu ouvi uma voz, tem de tudo. A pessoa não assume que foi ela que deu o tiro, foi ela que fez o cometeu o crime." Então, veja, a impulsividade ela precisa ser diagnosticada também. as. Pessoas que surtam e entram em parafuso e leva um tempo até acalmar.

Esse período de fervura representa risco para ela e eventualmente para os outros. Eh, a gente tem que ter muito não estigmatizar o suicida, porque você em outra encarnação pode ter se matado. E se você tá aqui hoje como eu tô, é porque você provavelmente recebeu ajuda, apoio. Lembra de Jesus? A gente gosta de falar, Jesus para os cristãos é o nosso modelo e guia. Eh, Jesus não tinha o dedo em riste para apontar o defeito dos outros ou as imperfeições dos outros ou as falhas cometidas pelos outros. O gesto de Jesus. Não era com dedo em riste, era com a mão espalmada. Vem, vem.

Então, a gente que se diz cristão, é muito fácil acusar quem comete suicídios, quem pratica aborto, quem isso, quem aquilo. É lamentável que um cristão tenha esse gesto, porque o legado de Jesus foi do amor, da compreensão, do acolhimento, da. Compaixão, da empatia, da forma com que você acolhe quem tá em sofrimento. Então, pro reencarnacionista é particularmente traiçoeira e arriscada a acusação feita a outro pela razão que for. Esse é um assassino, é um homicida,. Esse suicida é um criminoso aos olhos de Deus e por aí vai. E você, quem foi no passado? Você se garante? Você realmente tá seguro ou segura de dizer que você sempre foi perfeitinho, perfeitinha? Ah, eu nunca faria isso.

Nunca faria isso nessa vida. E olhe lá, talvez faça. E. Nas vidas anteriores como é que foi? Na boa, a gente tem que ter esse cuidado. É uma é uma ética. Então, se você é palestrante, orador espírita, tiver na casa espírita fazendo palestra sobre suicídio, deixe claro. Isso daí não significa alível solução, mas a luz no fim do túnel. Porque Deus a todos nós acolhe. Deus é amor. Deus não nos julga. Nós somos, graças ao Bom Pai, alvos de um amor constante, deliberado, intencional a nós dirigido. Esse amor nos salva e ele no tempo certo, sempre. Haverá de nos envolver de uma maneira que a gente retoma o prumo e segue em frente.

E se a gente tá neste exato momento em dificuldades para seguir em frente pela razão que for, procure ajuda. Fica também a dica para procurar,. Se achar que deve, o CVV, Centro de Valorização da Vida, que não faz um serviço terapêutico, médico, nada disso. CVV não tá nem, não é uma expertise do CV fazer atendimento. CVV escuta, porque às vezes um desabafo faz toda a diferença. 188 CBV ou chat, para quem preferir fazer assim, que é o cbv.org.br. Meus amigos, vou deixar salvo hoje no Instagram porque o YouTube não deu certo, tá bom? Excepcionalmente hoje deixarei aqui a live salva no Instagram. Fiquem com Deus, tudo de bom. Até quarta-feira, se Deus quiser. Viver é a melhor opção.

Viver é a melhor opção. Não.

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