Minutos de sabedoria
176
Indicação de leitura
Não quero falar sobre isso. Autor: Terrence Real
Sugestão de reflexão
Pense sobre o que está por trás do tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil.
Transcrição do vídeo (gerada automaticamente)
Transcrição automática das legendas do YouTube, sem revisão humana. Pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.
Aê, tá começando mais um papo das ao vivaço, direto do meu cafo em Laranjeiras. O Papo das que já tem mais de 5 anos, foi criado durante a pandemia. A gente aqui tem o objetivo de promover a saúde psíquica e emocional. Eu sou jornalista, meu nome é André Trigueiro. Se você tá chegando aqui pela primeira vez, seja bem-vindo. Você que já é freguesa ou freguês do Papo das Nov, que bom revê-la ou revê-lo. O papo hoje tá recheado de informação e eu espero de reflexões que sejam realmente úteis e pertinentes porque a gente vive no mundo, especialmente nesse momento da história que tá sendo muito emocionante, né? Se é que me entende, tem ironia. eh uma turbulência internacional.
E aqui no Brasil também não faltam motivos pra gente prestar atenção na maneira como certas pessoas públicas se postam diante do maior ataque desferido pela única superpotência Estados Unidos, a maior potência militar econômica do planeta. que obviamente disfere contra a soberania do Brasil um duro golpe que a partir de hoje começa a vigorar o tarifaço de 50% imposto à carne, às ao café, às frutas, aos calçados. Então, a minha solidariedade, e digo isso de coração mesmo, a todos os trabalhadores, os empreendedores, todas as pessoas físicas ou jurídicas duramente castigadas por um tarifaço absurdo por motivação política, que é algo que remete ao imperialismo.
Depois você pesquisa o sentido da palavra imperialismo, você vai ver que Donald Trump pratica o imperialismo. E eu não tô entrando no mérito aqui das convicções políticas ou ideológicas dele. Isso é assunto dele. Quando ele invade o espaço aéreo de outro país dizendo isso daí não tá certo. Por que que ele não faz isso com aliados de primeira hora dele? Arábia Saudita, que é um regime monástico, um regime totalitário, em que os oponentes são trucidados, né, em que as mulheres não têm as liberdades que países ocidentais têm e por aí vai. E aí fica lá uma um relacionamento lá com o príncipe saudita, como se fosse uma coisa, uma lua de mel. É um sectarismo, sabe? uma forma de ver o mundo que nós não cansamos de denunciar, mas eu não vou falar disso agora.
A gente vai agora abrir o livrinho na página mais indicada para a nossa reflexão essa manhã de quarta-feira, já estamos em agosto. Para onde nos leva que os amigos invisíveis que eu possa ser uma ferramenta útil, um meio adequado, um instrumento maleável para o propósito mais nobre de uma reflexão sadia, oportuna, que qualifique a nossa sintonia nesse planeta sem juízo. Opa! 176. Convença-se de que o mundo não é um parque de recreio, é um ambiente de trabalho, não é um feriado que nos tenha sido dado para repousar, mas um curso de aprendizado intensivo. Procure, pois, aprender o máximo, aplicando a sua vida o maior mandamento.
Nome a todos indistintamente e verá a facilidade morar dentro de seu coração. Viva dando um exemplo vivo de amor em todas as suas ações. O que me chama atenção aqui são basicamente duas coisas, duas ideias centrais da mensagem 176. A primeira delas, não viemos ao mundo a passeio. Essa máxima é muito muito espírita, mas não apenas. Não viemos ao mundo a passeio. A gente não veio aqui apenas e tão somente para curtir a vida doidado. Lazer, entretenimento, prazer físico, né? Assim, isso faz parte da vida.
Existem os momentos em que a gente vai curtir a vida doidado, sim, mas o sentido maior da existência, a razão pela qual estamos aqui, é o que sugere a mensagem, não é do nascimento até o óbito, até o colapso orgânico. Que que você veio fazer na vida? Eu viia curtir. Eu quero só alegria, só prazer, só felicidade. Bom, ah, há um contraponto importante do ponto de vista, eu diria, espiritual, né? Porque a vida não é um acidente de percurso. A vida tem um propósito e a gente tá aqui para realizar algo. Esse algo vai além da diversão, do prazer e do entretenimento, muito além. Estamos aqui para avançar na cenda evolutiva. Estamos aqui para aprender a sermos pessoas melhores.
Estamos aqui para entender os sinais, aproveitar as oportunidades, fazer a melhor leitura das circunstâncias e de alguma forma nos desafiar positivamente em relação àquilo que a nossa consciência revela que precisa ser objeto de atenção e cuidado. Tô fazendo um resumo do que me parece fazer muito sentido na mensagem 176 do Pastorino.
A gente aprende na dor, a gente aprende na alegria, a gente aprende com o exemplo dos outros, a gente aprende quando vai buscar informação qualificada através de uma leitura, de um curso, no dia a dia, as questões envolvendo o nosso relacionamento com outras pessoas, de que maneira, de forma inusitada nós nos deparamos com situações que a gente percebe claramente que a gente ainda não tá pronto para lidar da melhor melhor maneira com certos imprevistos. Tudo isso é escola, tudo isso é aprendizado, tudo isso é um curso intensivo que nos eh reporta Carlos Torres, pastor, tá dado o recado e ele fala do amor.
Aí aquele amor no sentido cristão que a maioria dos cristãos, nós ainda não aplicamos mais de 20 séculos depois da passagem do Mestre por aqui, que segundo os evangelistas resumiu o seu entendimento do que há de mais importante pra humanidade assimilar. Ama a Deus sobre todas as coisas, ao próximo como a si mesmo. E aí a gente começa a se enroscar, né? a gente começa a deturpar, a gente começa a postergar, né? E eu acho que a gente eh tem um encontro marcado com a verdade. Com a verdade, porque ou a morte existe ou não existe. Se a morte não existe, o que encontraremos do lado de lá? Deus existe ou não existe? Se Deus existe, que Deus é esse? E que que direção a divindade nos aponta?
São questões assim filosóficas, mas que são, eu diria, muito definidoras de rumo. E cada um é livre para pensar no que quiser, acreditar no que bem entender, ou não pensar em nada e não acreditar em nada. Aqui nesse espaço, quem nos acompanha sabe que nós estamos sugerindo, com muito respeito, seja qual for a tradição filosófica ou religiosa, é sempre importante acreditar que a vida não se resume a esse plano, ao que o o os sensores do corpo, né? Eu acredito no que eu vejo, São Tomé. Só o que as coisas só fazem sentido quando os meus sentidos se apropriam dessas coisas. do que tá fora da minha capacidade de perceber sensorialmente não existe.
Nós estamos aqui exatamente na contramão dessa visão. Eu vou resumir com exemplo bem prático que qualquer criança entende. Eu tô fazendo agora a transmissão ao vivaço via Instagram, via YouTube, por ondas eletromagnéticas que vocês aí não estão vendo. Eu tô gerando nesse instante da minha casa, no Rio de Janeiro, ondas eletromagnéticas. que o celular de vocês, o laptop, o PC, o notebook de vocês tá captando. Aí você diz assim: "Mas eu não tô vendo nada". Como é que o áudio e o vídeo do André direto do cafo dele em Laranjeiras estão chegando aqui? Estão chegando por aquilo que você não consegue ver? Mas existe, existe. E nenhum materialista haverá de negar. Você não consegue ver, mas existe.
Então fica ligado, nem tudo aquilo que você consegue perceber sensorialmente inexiste. Olha isso. Esse papo vai longe. Não vou mais nessa direção. Quero agradecer a minha amiga do Rio Grande do Sul, de Canoas. Cristiane, amiga do Papo das Nove, desde o início, faz parte do grupo. Tem um grupo que se formou lá na época da pandemia, a partir do papo das. Olha que canequinha bacana. Ela mandou para mim, vai tá ao contrário. As letras aqui tá escrito quase 60 anos. Obrigado por lembrar, né, Cristiane? Mas ela colocou aqui, olha, um microfone, uma bateria. A minha bateria tinha essa cor, tá? Só para você saber. Televisão e um tripé com celular. Que que é isso daqui?
Isso aqui é um resumo de vários aspectos importantes da minha vida, né? Quer dizer, minha função na área da comunicação, microfone, a bateria que tocou meu coração muito tempo, eu sou um percussionista, as baquetas estão aqui ainda, a mão é nervosa para batucar. Meu trabalho na TV aberta e TV fechada ou por assinatura e o nosso trabalho voluntário aqui na internet. Adorei. Quase 60 anos. Obrigado por lembrar. Eita, Deus. Eu quando era pequeno, 60 anos era velho. Ah, 60 anos eu já vou estar assim, cara. Eu vou fazer 60 anos ano que vem, bicho. Eu tô aqui me sentindo, claro, não sou mais jovem, né? O corpo pesa mais do que na época dos 20, dos 30 e poucos, né? Mas a gente tá aqui, cara, ó.
Ih, vamos que vamos. Eh, e vamos para onde? Ah, sim. Sugestão de leitura. Eu já fiz aqui uma vez, vou fazer de novo. Um livro que eu acho que precisa ser conhecido. Fala de depressão masculina. Não quero falar sobre isso. É o nome do livro que tem o subtítulo Como superar o legado da depressão masculina do Terence Real. Quem é esse cara? Ele é terapeuta familiar, palestrante e autor de renome internacional. fundou Relational Life Institute e é autor do bestseller Nós How can I get fruit to you in the new rules of marriage? Que que diz o livro? Os problemas considerados comuns aos homens. Dificuldade em estabelecer intimidade, compulsão por trabalho, abuso de álcool.
Comportamentos abusivos e agressivos são, na verdade, segundo o autor, tentativas de fugir da depressão. Com esses comportamentos. Contudo, eles apenas ferem aqueles que os cercam, passando adiante o legado de violência e transmitindo a condição para os filhos. Então, o autor se propõe a ensinar os homens como evocar a própria dor, buscar a cura, restaurar relacionamentos e interromper o círculo vicioso do abuso. Eu acho muito importante, sabe por que que eu tô recomendando? Porque daqui a pouco, mês que vem, tem setembro amarelo, o mês da prevenção do suicídio. 80% dos suicídios no Brasil e no mundo. É interessante essa combinação das estatísticas. Elas são absolutamente convergentes.
80% dos suicídios no Brasil, 80% dos suicídios no mundo são cometidos por homens. Olha que coisa, homens. Então, tem alguma questão de gênero envolvendo essa dor que leva a criatura, no caso os homens, a eh flertar com a ideia do autoestermínio, que é uma violência monumental. Para vocês pensarem nisso, é possível que vocês conheçam algum homem da família, do círculo de trabalho, do círculo de amizades, que esteja passando por momentos difíceis e tenha muita dificuldade em admitir que precisa de ajuda. Porque eu já disse aqui, estado depressivo não é sinônimo de depressão. Estado depressivo é da vida. Todos nós temos altos e baixos. Existem momentos da vida que nós estamos depressivos.
E você tá com depressão? Não, eu tô com estado depressivo. Isso não é uma patologia, isso não é algo que vai demandar uso de medicação. Eh, eu posso eh vou lidar com esse momento de tristeza que é mais aguda, mas que o tempo cura e resolve. Isso é do jogo, isso é da vida. Todos nós passamos por isso. Agora, existe a depressão, que é um transtorno de humor, altera bioquímica do cérebro, atrapalha as sinapses cerebrais, é a tristeza persistente. Passou de uma semana ou 10 dias, procure ajuda especializada. Quem? Psicólogo, um psiquiatra. Ah, mas eu não tenho plano de saúde nem dinheiro. As escolas de psicologia ou de psiquiatria e também de psicanálise oferecem atendimento gratuito.
Informe-se, né? Existem os CAPS, os centros de atenção psicossocial. Em alguns lugares do Brasil funciona muito bem, outros lugares se recente de recursos humanos e materiais adequados. A gente precisa avançar muito na área da saúde mental no Brasil. É uma opinião que não é minha, que não sou especialista no assunto, mas tenho boas fontes. Então, a gente precisa tá atento. 80% dos suicídios são cometidos por homem. Não quero falar sobre isso. É uma, o título traz uma frase pronta que muitos de nós, homens, quando alguém vem assim, você tá seria legal você procurar um especialista? Poxa, você tá com comportamento assim, tá esquisito, a gente tá percebendo que você tá fora do teu eixo.
Aí a pessoa, por vezes, responde eh abruptamente, de maneira deselegante. Não quero falar sobre isso. Então é complicado. E informação salva vidas. Isso aí eu venho dizendo há muitos anos. A informação salva vidas. E não custa fazer a nossa parte em favor daquele, no caso, homem, que eventualmente está passando por um momento difícil, tá refratário a uma conversa, dá o livro, vendo o que vai dar. O não você já tem, como diz o ditado, que eu acho um barato isso. O não você já tem. O não, você já tem. Bom, deixa eu falar aqui muito rapidamente uma impressão. É raro eu falar aqui sobre assuntos que versam sobre política, mas hoje eu vou abrir uma exceção porque eu preciso fazer isso.
Hoje começa a aplicação de uma tarifa recorde aplicada no mundo inteiro pelo governo Trump. Só o Brasil tá sendo tarifado em 50%, apesar da nossa balança comercial com os Estados Unidos operar no déficit. Ou seja, não faz sentido aplicar qualquer tarifa. Segundo o Ministério da Fazenda, acima de 10%, já é exagero. 50% por motivação política. É o que diz com todas as letras o atual presidente dos Estados Unidos. Ele fere a nossa soberania.
Não se trata que, independentemente da tua corrente política, da sua visão, eh, sobre se o processo contra aqueles que planejaram o golpe de estado é justo ou não é justo, se um ministro do Supremo Tribunal Federal abusa ou não abusa dos seus poderes, tudo isso, esses questionamentos são legítimos. Nós estamos numa democracia. Você pode ir pra rua e protestar contra tudo isso. Você pode fazer pressão aqui contra isso. É assunto nosso, doméstico.
Quando o presidente de outro país impõe tarifas punindo severamente, no caso do Trump, 50% de tarifa para a carne brasileira, para o café brasileiro, para as frutas brasileiras, para os calçados brasileiros, isso é de uma violência institucional inominável. Eu só tô aqui compartilhando a minha opinião perante um governo que tem muitas questões controversas e polêmicas, mas essa mexeu com o nosso direito enquanto país soberano, a autoafirmação do Brasil, seguindo a sua Constituição, aonde os poderes, os três poderes são autônomos. É sério isso? É muito sério. Eu também fico um tanto perplexo e me entendam bem.
Eu vou, tô manifestando opiniões, não sou dono da verdade, mas eu preciso dizer o seguinte e com todas as letras, eh, nós não podemos normatizar isso, porque aí você tá legitimando o imperialismo, você tá legitimando o suposto direito de um presidente de ocasião de uma nação militarmente mais poderosa oprimir outros países por motivos políticos. Isso não faz sentido. Não faz sentido no século XX. Não faz sentido. Então, se você normiza a invasão do nosso espaço aéreo, da nossa autonomia, é direito seu, mas é meu dever me manifestar nas minhas redes. E aonde na Globo News me chamam para falar, eu falo isso. Eu não tô falando aqui. Se liga no que tá acontecendo. Quem cala consente.
O Brasil não pode calar. A gente não pode dizer sim, senhor, como alguns políticos brasileiros aqui e nos Estados Unidos estão fazendo, o que para mim é uma completa deshonra do exercício da função. Mas eu não quero entrar por aí. Já dei o recado. É apenas para você pensar no assunto e ver como você aí que tá me escutando se posiciona em relação a algo que nos atinge enquanto país. Violentamente. Violentamente é uma violência mesmo. Bom, deixa eu chegar aqui e colocar a pergunta que foi feita no stories do Instagram e Mr. Anderson trouxe para nosotros as perguntas feitas pores nesses períodos turbulentos.
Muitos de nós respondemos com medo, o medo que vem da incerteza e que se soma outros medos que eventualmente já se manifestaram nas nossas vidas. Então, a pergunta tem a ver com um sentimento chamado medo. Que espaço o medo ocupa na sua vida? Acho uma pergunta bem pertinente. Que espaço medo ocupa na sua vida? Mr. Anderson separou seis amigas e amigos aqui do papo que mandaram suas perguntas. Agradeço a todos que mandaram suas reflexões, suas perguntas. Isso é muito importante. Vinícius Reis, tem uma música do Lenine que diz que o medo é a medida da indecisão. Que acha da afirmação? Lenine é meu parceiro, meu amigo ambientalista, né? Eh, ele cuida de orquídeas, né?
Eu sempre confundo orquídea com bromélia, mas é orquídea. Nasceu na área do Recife, aonde o mangue predomina. Ele tem uma relação forte com esse bioma dos manguezais. Quando o Lenine diz o medo é a medida da indecisão, é uma afirmação, eu diria, definitiva. É, é fato, porque o medo determina uma paralisia. O medo nos eh constrange, ele gera uma um impedimento, né? Eu não tô à vontade para realizar esse movimento. Eu não quero fazer isso. Eu não quero seguir nessa direção. Então, eh, é a medida da indecisão faz parte. é uma uma leitura de um dos muitos medos que nos ocorrem, porque a palavra medo enseja uma reflexão mais ampla, penso eu, do ponto de vista instintivo.
Nós somos animais, nós somos egressos do reino animal, evoluímos, conquistamos a consciência, o livre arbítrio, a razão. Mas o medo no reino animal, ele tem um componente instintivo. Aonde nós não temos a certeza de que aquilo nos convém, é como se soberanamente o instinto determinasse o freio de mão. Se você não sabe exatamente o que vai encontrar, fica aí. É o medo do desconhecido, né? Ocorre que por vezes, e isso não é simples, isso tem uma complexidade, existem medos que atrapalham. Eles não são em favor da nossa qualidade de vida. Alguns medos são em favor da nossa resiliência, da nossa sobrevivência, da nossa qualidade de vida. A gente deve respeitar certos medos.
Outros medos, provavelmente tem componentes patológicos, né? Eh, pavor, pavor, o medo exagerado de algo e eventualmente você não tem uma explicação para dar. Eu conheci certa vez uma pessoa que tinha um verdadeiro pânico de barata. Pânico. Qualquer barata gerava uma reação assim exagerada. A pessoa saia correndo, gritava. E é interessante porque ela fez terapia e descobriu que a barata em si não era a razão do medo. associação psicológica, quer dizer, o psiquismo dela, na verdade, simbolicamente reagia a barata a partir da associação que o inconsciente dela fazia da barata com outras questões mal resolvidas nela, como se a barata fosse o símbolo de questões muito muito apavorantes para ela, que ela não tava resolvendo. algo por aí, se eu bem entendi o enredo, que eu achei interessantíssimo, porque ela própria relatou isso.
Então, veja, há medos e medos, pode ser indecisão, pode ser indecisão, mas pode ser outras coisas também. Beijo aqui pro meu querido Lenine. Camila Shaffer, quem cresce com mais segurança financeira e emocional tem menos medo. Isso é uma boa pergunta. Eh, vamos lá. Não dá para afirmar isso. Aliás, é possível que a pessoa que tem muita segurança financeira possa desenvolver um pavor de perder dinheiro. Ela possa ser uma pessoa que não tenha se protegido da avareza, da ganância. E ela começa a ter medo de perder aquilo que se ela perdesse uma parcela daquela riqueza, ela estaria ainda assim numa condição excepcionalmente boa num planeta aonde há tanta fome, miséria e pobreza.
Então, existem pessoas bem aquiadas materialmente que conseguem desenvolver medo da perda do seu patrimônio. A segurança emocional também eh não é um fator definitivo de proteção. Você pode ter uma pessoa que cresceu numa família onde ela recebeu muito amor, muito carinho, muito afeto, a segurança emocional. E ela, por outras razões, desencadeia um processo em que esse medo, por vezes patológico, aparece. Aí você vai dizer: "Mas como isso é possível?" Bom, várias explicações possíveis. Dependendo de que fonte você beber, você vai encontrar respostas. Para nós espíritas, a reencarnação é um dos fatores possíveis, um dos fatores possíveis que possam explicar. Vou dar um exemplo aqui.
Uma pessoa que tem claustrofobia, ela não consegue ficar num quarto fechado ou entra no avião, ela fica o tempo todo agoniada porque não tem por onde sair, que o avião levantou voo. Agora eu tenho que ficar preso aqui. Isso pode ter várias razões, como eu já disse, várias. Uma delas, do ponto de vista da rastreabilidade da causa, né? Você vai tentar abrir o leque. Você poderá encontrar uma pessoa que numa vida anterior padeceu uma profunda agonia no ambiente fechado como presidiário, solitária por muito tempo. Ou ela foi enterrada viva, ou ela e sucumbiu numa avalanche e ficou várias horas presa debaixo dos escombros.
Então veja, para quem é reencarnacionista, essas emoções, esses sentimentos, eles são do passado, mas eles ficam arquivados na alma. Então é possível, não é um um determinismo, é possível que por razões várias o que tá arquivado aflore e determine uma reação que momentaneamente parece sem sentido ou sem explicação, tá bom? É isso que eu tô falando. Tem literatura quando você pesquisa TVP, terapia de vidas passadas, quando por indução ou hipnose, eu sou completamente contra a hipnose, aprendi a ser contra com os especialistas. Assisti já a conferência sobre isso. Terapia de vida passada, debate entre quem hipnotiza e quem faz por indução.
Hipnose é entregar a chave da tua caixa preta para alguém entrar. Indução é uma forma do terapeuta permitir que você acesse espontaneamente as memórias das vidas passadas e deverão aflorar aquelas memórias que estão demandando algum tipo de análise ou atenção. Tá bom? Eh, Marice DF, redes sociais espalhando medo como ferramenta de domínio. Como despertar as pessoas? Bom, várias formas de despertar as pessoas. A primeira, o dever que pai, mãe ou responsáveis têm de definir com muito critério o momento que você vai dar pro seu filho, paraa sua filha ou para quem tá sob sua tutela legal, né? O acesso à internet, nem digo rede social.
Por exemplo, muitos especialistas dizem que antes dos 16 anos não é recomendável que o adolescente, principalmente as crianças, crianças e adolescentes, acessem rede social e quando o fizerem isso acontecer sobre a regência e a vigilância dos pais. É disso que se trata. Então sim, o medo é interessante essa reflexão do medo, né? Porque, por exemplo, isso já foi muito trabalhado, assuntado e divulgado. O Instagram, o Instagram modificou regras do aplicativo a partir do momento em que percebeu uma disputa de narrativas envolvendo a própria aparência de quem tá no Instagram ou o número de seguidores.
Então o Instagram começou a estar mais atento aos impactos disso sobre o psiquismo da garotada tetin, os teenagers, os adolescentes. Então você começa a atribuir muito valor a coisas realmente desimportantes. A vida é muito mais do que rede social. Agora, quando você passa 10, 12, 14, 16 horas por dia com o celular ligado, acessando rede social, quando você permite que seu filho, criança ou adolescente durma com celular debaixo do travesseiro, acordou de madrugada e fica vendo as telas, né? Isso vai determinando problemas já que já inspiraram a literatura médica.
Há uma intercorrência entre tempo de tela e depressão e as quadrilhas digitais que promovem assédio e coersão de jovens imaturinados, que aceitam postar nudes, que aceitam brincadeirinhas, que depois determinam uma condição de poder. da pessoa mal intencionada que eu já tô sabendo isso sobre você. Se você não fizer o que eu tô te mandando, eu vou divulgar isso sobre você para todo mundo. Tem que se proteger disso, cara. Isso gera medo, sim. Medo de ficar refém de bandido, de criminoso, que atua nas redes sociais pela falta de regulação no Brasil.
E são os congressistas, deputados federais e senadores, que puxaram freio de mão confundindo liberdade de expressão com crimes digitais, liberdade de agressão, não faz sentido. Giovana Mendes pergunta: "Uma pessoa muito medrosa, qual a chance de ser premonição, obsessão ou lembrança de vidas passadas?" Olha, bom, você tá perguntando pro espírita, tudo isso tá no pacote. Por isso que eu tô falando, medo não é um sentimento que deveria ser banalizado e a gente apressadamente atribuísse uma causa. A pessoa tem medo por causa disso. Ou se não é isso, é aquilo.
E por isso que quando você diz uma pessoa muito medrosa, eu não sei, aí tem a força das palavras, eu não conheço a pessoa, mas quando a gente diz o fulano é muito medroso se é muito medroso, temos aí algo fora de um padrão de serenidade, equilíbrio e conforto, que medo todos temos. Muito medo é algo que opera ou se resolve fora daquela faixa de equilíbrio, serenidade e conforto. Procure ajuda. Procure ajuda especializada, assistência psicológica. Não dá para ficar racionalizando. É que nem depressão. Depressão, a pessoa pode ter consciência. Eu tenho depressão, isso não é o suficiente. A consciência não resolve o problema da depressão.
Numa depressão leve, é possível até que você consiga, na linha do tempo, sempre com ajuda de terapeutas, de profissionais, sem medicação, seguir em frente. Depressão moderada ou grave, invariavelmente haverá o intercurso aí de uma medicação e de uma assistência. Eu não, eu não consigo ver por tudo que eu li, os relatórios que eu acessei, as entrevistas que eu fiz, essa saída mágica, como se houvesse um atalho e a gente reluta em procurar ajuda. O maior drama do depressivo é não enxergar luz no fim do turno. Ele não acredita. Então, a gente precisa ter esse cuidado no manejo da situação. Cuidado no manejo da situação.
Maria e José de Campinas, por que temos medo se já temos um roteiro pronto, será falta de fé? Olha, Maria José, cada um tem a sua opinião e ninguém aqui é o dono da verdade, mas a gente não tem o roteiro pronto. Eh, parte importante da vida, da gente, de cada um, é definida a partir das escolhas que a gente faz a cada minuto. Vou saio de casa agora ou não saio. Assisto esse filme ou não assisto. Aceito esse emprego ou não aceito? Vou para lá ou vou para cá? O tempo todo a gente tá escolhendo o que que eu vou comer, que horas eu vou dormir, com quem eu converso hoje, quem que eu devo procurar, quanto tempo eu vou consagrar este assunto ou outro. A vida é feita de escolha.
Esse roteiro não tá pronto não, Mari ou Mari, desculpa, eu não sei qual é a entonação. Eh, a vida é feita de destino e livre arbítrio. Tem coisas da vida que vão acontecer e a gente não sabe. E é melhor às vezes nem saber. E não é contra nós, em nosso favor, mesmo quando se trata de experiências dolorosas. A dor, ela tem efeitos incríveis do ponto de vista de desdobrar aspectos da existência que permaneceriam adormecidos se não houvesse um agulhão da dor imprevista. Agora, livre arbítrio faz parte, não tem roteiro pronto. A vida estaria muito chata se a gente dissesse assim: "O roteiro tá estabelecido, só tem que fluir." Não, nós estamos aqui, Deus delega, Deus terceiriza. Adoro falar isso.
Para quem acredita em Deus, Deus bota lá agora é contigo. Faz o teu, faz o teu aí. Ajuda-te que o céu te ajudará. Tá? Eh, não tô dizendo que é o que eu tô falando, eu tô respondendo ao que você falou. E quando você fala de roteiro pronto, eu amoramente tenho outro ponto de vista, mas não tenho a palavra final, nem a prevalência da verdade inquestionável, tá? Mari José ou Mari José de Campinas, tá bom, querida? O roteiro tá sendo feito a cada momento, tá? Livre arbítrio. Livre arbítrio. Son Silva 23. Como não viver com medo nos dias de hoje? Bom, vamos lá. Que medo estamos falando? Voltamos ao ponto inicial aqui.
Se você disser: "Eu moro numa área conflitada, muitas questões de segurança pública aqui, todo mundo tem que ficar ligado, eu vou entender o medo, né? Quando a gente consome informação invariavelmente só mostrando problema, impasses, disputas, troca de farpas, guerras. Se você só consome informação que remete a desesperança, você tá botando para dentro de você, você tá se alimentando da desesperança. E obviamente o medo tá aí. Eu acho que a gente precisa o o vigiai e orai do Cristo, ele é sábio porque ele estabelece uma condição pra gente ter qualidade de vida, que é prestar atenção com muito carinho, muito amor no que vai dentro. Vigiai, presta atenção. Que sentimento te move? Por quê? autoanálise, autorreflexão e o orai, porque a oração ela tem um componente terapêutico incrível, porque quando a gente melhora a nossa sintonia, a gente melhora tudo.
A gente melhora assim, isso que eu tô falando já não é só no campo religioso. A ciência da Terra mape estuda, publica em periódicos internacionais como pessoas de fé que oram ou elas conseguem reduzir ou anular uma morbidade, uma doença, ou ainda que não consigam se desvencilhar de uma doença, enfrentam isso com extrema galhardia, serenidade, lucidez, autoestima, coragem. A vibração muda. Então, o vigiai e orai do Cristo, a meu ver, ele tá presente numa reflexão sobre o medo. Eu me lembro aqui dos relatos históricos, não apenas da literatura espírita, dos primeiros cristãos perseguidos, supliciados. Na antiga Roma era um espetáculo ver o cristão ser devorado por leões ou queimado vivo.
Aí você tinha uma condição para não ser morto na arena, né? Renuncie à tua fé. Esses primeiros cristãos deixaram um legado poderoso de convicção, firmeza. A morte não existe. Eu vou seguir as pegadas do mestre. Eu não tenho por renunciar minha fé, né? Pensa nisso. Eles não sentiram medo. Claro que eles sentiram medo. São humanos. Aonde? Em que gaveta esse medo ficou? é a questão. Não foi na principal gaveta, não foi numa numa posição de destaque. Esse medo, em certa medida, ficou em segundo plano. Então, veja, nós temos um poder e a gente precisa fazer uso desse poder para deixar o nosso medo numa situação de controle.
Se eu não consigo sozinho lidar com esse medo, se eu não estabeleço uma relação de controle mínimo desse medo, talvez esteja na hora de eu procurar ajuda. E não é feio pedir ajuda. Não é feio pedir ajuda, principalmente homens. Lembra do livro que eu tô recomendando hoje? Não quero falar sobre isso. Como superar o legado da depressão masculina? Homem, machismo é terrível pro homem. Porque ele precisa se afirmar perante os outros como alguém que é machochô. Eu sou super homem, isso aí não me atinge. Eu sou é mais. Aí você vê que 80% dos casos consumados de suicídio no Brasil e no mundo são cometidos por homens. Assim, homem é ser humano, cara. Homem é ser humano. Que isso?
Ele tem medo, ele sofre. Vabeneces Mr. Anderson já traz o segundo bloco de perguntas. Paulo Roberto, o ditado aqui se faz, aqui se paga é verdadeiro? Olha, é um ditado popular que para você dizer assim, é verdadeiro, eu tô supondo o seguinte, que toda pessoa que realiza algo negativo, algo ruim, né, vai responder, seja perante as leis de Deus, seja perante as leis dos homens. aqui. Bom, me dá vontade de dizer aqui é uma fagulha no tempo. A visão espírita do tempo de vida na Terra é de uma fagulha. A vida passa muito rápido. Não no relógio que a gente tem aqui do Cronos, no tempo espiritual. Deus Cronos, né? O Deus do tempo. É o tempo de da espiritualidade. Outro quadrante espaço-tempo.
O tempo passa rápido. Então, é possível que uma pessoa cometa vários crimes numa encarnação que ela não tenha aqui o tempo em que a lei de causa efeito determina das respostas que virão a partir dessas ações infelizes. É uma questão filosófica. Eu sinceramente penso que o aqui se faz, aqui se paga é verdadeiro, principalmente na dimensão da consciência. Porque na hora de dormir, de fechar os olhos e pegar no sono, um assassino, um estuprador, um corrupto, inveterado, né, qualquer assim entendido pelo Código Penal dos Homens, e aqueles que cometem crimes que não estão tipificados no Código Penal, mas são crimes aos olhos de Deus, Tá?
A consciência ela é um fator importante pra gente dimensionar. A lei de causa efeito já está em vigor. Quando a consciência lateja, já temos um processo de sofrimento, talvez ainda numa num nível ah muito superficial, mas já está em curso. Eu diria, o desconforto causado pelos desarranjos, pelos crimes, pelo sofrimento. a dor que foram impostos por esse nessa situação. Gerváo Neto, meu amigo de Campos dos Goitacazes, bom dia. O papo das entrou na minha vida em um momento de muito medo, a pandemia. Cada vez mais acho que a energia do medo é contagiosa. Amigo André, o que acha? Olha, você tem razão. Eu vou dar um exemplo, aliás, vou dar dois.
Você já ficou preso, Gervaso, em algum elevador cheio? em que as pessoas ficam juntas, por vezes até sem luz, sem saber por quanto tempo permanecerão naquela situação indesejável. Repare que quanto mais cheio o elevador, maior a probabilidade de alguém ou mais uma pessoa manifestar rápido o medo de ficar ali muito tempo. E esse medo, a pessoa começa a falar: "Ah, eu não queria estar aqui. Ah, eu preciso sair daqui. Eu preciso sair daqui agora. Eu não tô aguentando isso aqui." Isso contagia. Isso contagia, né? Eu já contei essa história aqui. Eu conheço o o responsável pelo plano de evacuação da cidade de Angra dos Reis em caso de acidente nuclear nas usinas de Angra 1 ou Angra 2.
Tá, professor Moacir Duarte, professor doutor, já foi da COP, foi meu professor no curso de pós-graduação em gestão ambiental na área de riscos ambientais. Qual é a história que ele contou? Pra gente planejar o plano de evacuação, eu contratei duas psicólogas para fazer parte da equipe para elas me ajudarem. A população de Angra é de quantas pessoas? X. Na hora que só há o alarme da fuga, tem que todo mundo sair. Quantas dessas pessoas que moram em Angra vão surtar, vão entrar em pânico nos primeiros segundos do alarme? Percebe? É aquela pessoa no elevador que não esperou muito tempo, já tá dizendo: "Eu preciso sair daqui, eu não tô aguentando ficar aqui".
Então você tem que calibrar o plano de evacuação de acordo com esse contingente de pessoas que entra, digamos, nesse estado de pânico rapidamente pelo efeito contágio. Elas não podem contagiar as outras. Você tem que ter a resposta rápida, providenciar os ônibus, as rotas de saída, as pessoas na rua dizendo: "Calma, vamos pegar para cá, vamos seguir para lá". Então, Gervasio, existe sim uma situação. Cada caso é um caso, cada grupo é um grupo. Você pode ter no elevador uma pessoa que é psicóloga ali e já tem a ferramenta para dizer: "Calma, minha irmã, tô aqui com você, vai dar tudo certo, você vai ver, a gente vai sair daqui rapidinho. Respira fundo comigo." Vamos lá. Vamos junto. Isso.
Muito bem. de novo. É, cada caso é um caso, cada situação tem a sua especificidade. Agora, existe o efeito de contágio e a gente precisa estar atento a isso, bem atento. Eh, Marilene Leite de Setúbalo, Portugal, Portugal, ao vivo direto, em direto. direto pelo telemóvel lá de Portugal. Toda vez que falo assim de Portugal me lembro me lembro do melhor que eu já comi na minha existência atual, que eu comi mancheias de delícia em colher. Você já comeu pudim ou mousse de chocolate? O vacalhau que chegou à mesa em Leiria, num restaurante que um amigo meu me levou. Era possível comer o vacalhau com a colher, uma coisa inacreditável.
André, uma das armas da extrema direita é a disseminação do medo e do ódio pelo diferente como forma de controle. Como é possível combater sem impor a nossa visão? Marilene, Setuba, Portugal. Portugal, que em eleições recentes permitiu que ascendesse ao poder um líder de direita que tem um discurso igualmente muito agressivo em relação a imigrantes, também imigrantes brasileiros.
Eh, você colocou muito bem, não é uma questão fácil de resolver, mas eu diria o seguinte: é muito importante que as leis do país preservem o país do arroubo autoritário, totalitário, intransigente, intolerante, que a extrema direita ou a extrema esquerda Qualquer movimento extremista que tem a pretensão de chegar ao poder precisa ser claramente denunciada e enfrentada pelas instituições. É a minha opinião. Aqui no Brasil, a Constituição Brasileira de 1988 poderosas ferramentas de diluição do extremismo. Do contrário, pessoas com perfil autoritário que chegaram ao poder fariam rigorosamente tudo o que lhes apresse. E elas não conseguiram. Nem aqui.
Trump nos Estados Unidos está desafiando ali no limite, no limite do entendimento da Constituição Americana o que um presidente da República pode ou não pode. Agora, eu fico muito orgulhoso, muito feliz de ver tantos analistas prestigiados dos Estados Unidos, analistas políticos, dizendo que a democracia brasileira, ao contrário do que se pensava até Trump chegar no poder nesse segundo mandato, é muito mais qualificada e madura do que a democracia dos Estados Unidos. Não é perfeita. Temos muitas falhas, muitos erros, muitos problemas, muitos desafios. Mas nós aqui temos justiça eleitoral. Os Estados Unidos não t aqui. Um presidente não pode fazer qualquer coisa. nos Estados Unidos, como disse Trump, tá ali no limar da inconstitucionalidade.
E aí, para concluir, porque a tua pergunta é tão bem formulada e tão seja tantas reflexões, um um uma estratégia dos extremistas para sabotar a democracia de dentro para fora a partir do sistema democrático, é ter o amplo domínio dos três poderes. No caso aqui do Brasil, a eleição do ano que vem será muito determinante nesse sentido, porque vamos escolher senadores. Os o Senado Federal tem o poder de votar leis que mudam as regras do Supremo Tribunal Federal, que é o último bastião.
Eu diria que os extremistas, no caso do Brasil, não chegaram para ter o amplo domínio a partir da interpretação jurídica, que não considere um problema ações negacionistas, ações que afrontam direitos, ações que afrontam a Constituição. Você vai entender de outro jeito. a Constituição, a Carta Magna. Fica ligado em quem vocês vão votar ano que vem em todos os cargos, principalmente Senado Federal. Muito importante. Muito importante. Bom, estuposto, ora, pois, vou aqui a me despedir, lembrando o que está acontecendo nesse momento em Genebra, na Suíça. Mais uma rodada de negociações da ONU. mais de 180 países lá representados discutindo medidas que façam ou result.
Eu vou atualizar para vocês a situação. O mundo tá produzindo 400 milhões de toneladas de plásticos descartáveis. menos de 10% chega a ser reciclado. O resto, boa parte desse lixo plástico vai parar nos oceanos. Os animais marinhos estão entalados de plástico para tudo que é lado e nós estamos sofrendo os efeitos do microplástico. É uma questão de saúde, não é só ambiental. Muito importante prestar atenção no que tá acontecendo em Genebra. Qual é o posicionamento do Brasil?
Essa semana, um dia antes do início dessa conferência da ONU, a prestigiada revista de saúde britânica, The Lancet, centenária, publicou um artigo assinado por 12 pesquisadores de 12 países diferentes, que eles afirmam, em resumo, que os plásticos representam um perigo grave, crescente e subestimado para a saúde humana e planetária. a nossa saúde, através da farofa plástica invisível, do microplástico, depois que ele se degrada e fica invisível aos olhos, ele existe, ele entra no corpo, ele já foi encontrado no útero materno, no fígado, na corrente sanguínea, no sistema nervoso e já estão surgindo os primeiros trabalhos denunciando a conexão entre doenças degenerativas e a inflamação no nosso corpo causada pelo microplástico em certos lugares.
Razão pela qual eu encerro o papo das 9, renovando o meu pedido, para não dizer apelo, para você discriminar o plástico descartável de uso único. Parabéns, por exemplo, pro ação da cidadania contra fome aqui do Rio de Janeiro, que distribui milhares de quentinhas todos os dias para a população em situação de rua. E o marmitex deles não é de isopor, não é de plástico, é de um papelão impermeável com uma camadinha de poliuretano. Menos plástico na vida da gente, faz toda a diferença. Boicote sempre que possível. Só use o que tiver de fato utilidade serventin na hora de descartar. Presta atenção para isso não ir pro lugar errado. Eu tenho meus 59 anos.
Eu sou da época que não tinha sacola plástica em tudo que é canto, como tem hoje. Supermercado, feira livre, frut. Tudo que é lugar tem sacola plástica, feira livre, tudo. Eh, e a gente era feliz. Adoro sacola de papel. Aqui na padaria da minha rua vou comprar pão. Todo domingo eu vou lá porque a Cláudia tem um pãozinho lá de domingo que ela gosta. Vamos lá. Tem a sacola parda de papel. É essa que eu pego. A menina do caixin não é culpa dela já vai enfiando a sacola de papel numa sacola plástica. Faz sentido isso? Não. Eu digo, querida, não. Não, tadinha. Já é automático. Ela sempre, ela nem olha a cara do cliente. Eu boto a mão assim.
Não, eu não quero contribuir pro lixo plástico desse planeta. Eu faço meu discurso, né? Eu faço o meu discurso. Amém. Sem medo de ser feliz, sigamos em frente. Sem medo de ser feliz. Na hora que bater o desconforto, na hora que bater agonia, lembra do salmo de Davi? O Senhor é meu pastor e não me faltará. Não é o nada me faltará. Tradução correta. E não me faltará o pastor que não abandona o seu rebanho. Fiquem com Deus. Tudo de bom. Até sexta-feira, se Deus quiser. Valeu.


