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Por que o n⁰ de espíritas diminuiu? | Papo das 9 #931

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Here I am. Love Banda de rock alemã. Scorpion Rocking Rio. 85. cantando aqui. Estou eu, amor. É como um furacão. E aí, pessoal, saudade de vocês. Ao vivo é sempre melhor, cara. Ao vivo é sempre melhor. Tem uma eletricidade, né? tem uma energia diferente, porque é aqui e agora é o real, é o concreto. A vida se resolve no aqui, no agora. E o papo das é assim, a gente tá aqui inteiro numa proposta de comunicação que já tem mais de 5 anos, de conexão direta pelas redes digitais, promovendo resiliência psíquica, emocional. começou na pandemia, a pandemia terminou e a gente teve uma conjuntura de maior vulnerabilidade do ponto de vista dessa como é que fica a vida diante da conjuntura brasileira, internacional.

Eu percebi que mesmo não fazendo mais como fiz no início durante mais de um ano, todo dia o papo das 9, todo dia, a ideia aqui é nos três dias que temos fazermos o melhor a nosso alcance, fazendo da comunicação uma ferramenta útil de harmonização, equilíbrio, lucidez, sensatez, promoção de valores e princípios que coloque que a humanidade num patamar diferenciado, que a gente tenha mais recursos para tocar a vida, entendendo a existência como uma oportunidade sagrada da gente avançar, avançar. Eh, na largada aqui, quero agradecer ao povo de Campos dos Goitacazes, porque foi muito especial. Estivemos sábado e domingo em Campos dos Goitacazes do Norte Fluminense.

4 horas de viagem de carro para ir, 4 horas de viagem de carro para voltar. Bienal do Livre de Campos, Arena lotada, não tinha lugar para sentar. Um debate incrível com meu amigo, grande professor, pesquisador acadêmico, Artur Sofiat, estava lá acompanhado da sua esposa. Foi lindo. Campos, uma cidade que tá lá historicamente ligada ao petróleo, historicamente vinculado a um período muito duro de canaviais e escravidão, né? né, uma uma questão colonial assim, o eh uma história marcada fortemente pelo uso da terra com mão de obra escrava e um uma pujança que se deteriorou. Depois veio o petróleo.

Mas os roleo, é a impressão que eu tenho, não tô afirmando uma verdade absoluta, não serviram até hoje para que Campos encontrasse uma rota inteligente, auspiciosa de desenvolvimento. É um caso, possivelmente, eu não quero afirmar, mas é um caso típico de desperdício de oportunidade que o petróleo nos áureos tempos ofereceu para você descobrir rotas de desenvolvimento inteligentes descarbonizadas. Eu tô pegando dinheiro do petróleo para alavancar projeto de desenvolvimento não vinculado a combustível fóssil. Campos deixou essa oportunidade até onde me foi possível chegar, passar. E é impressionante o nível da plateia que tava lá.

Então, olha, muito obrigado, sabe, pela presença, pelo retorno. Fizeram perguntas, participaram ativamente. E aí no domingo na escola Jesus Cristo foi outro momento muito especial, dois encontros em sequência. o primeiro deles com os trabalhadores da casa discutindo o que nós vamos debater aqui hoje, porque que o espiritismo encolheu, né, segundo o censo 2022, em relação ao censo 2010, né, a gente perdeu número de adeptos oficialmente. Fizemos esse debate internamente com os trabalhadores da casa, foi muito interessante, muito interessante. depois aberto ao público e mais uma vez casa pinhada de gente, eh, a gente fez o debate sobre alerta vermelho no planeta azul e a parte que nos cabe enquanto espíritas, né, era uma casa espírita das mais importantes do Brasil em termos de história, porque Chico Xavier esteve por lá amigo do fundador da casa já desencarnado.

O filho do fundador da casa está lá até hoje. E tivemos uma mensagem ditada por Emanuel quando Chico, na década de 1940, 50, lá esteve a mensagem intitulada Repara a natureza. Essa mensagem estava inédita. foi descoberta pelo pesquisador Oceano Vieira de Melo, que fez chegar a mim para entendeu que eu era uma pessoa de confiança para receber e publicar. E eu publiquei na segunda ou terceira edição do livro Espiritismo e eu fiz a palestra no lugar aonde Chico participava de reuniões, né? Então, eu fiquei muito, me senti muito acolhido, muito amparado. Eu fiz várias novas amizades e fortaleci em mim a estima e essa sensação de bemquerença com pessoas que eu já tinha alguma relação, né?

Então, agradeço, viu, a todos os que possibilitaram jornada, do meu ponto de vista, muito prolífica, muito bem-sucedida em campos dos goitacazes. Bom, vamos nessa. Olha, o papo hoje tá turbinando. Se liga na missão. Roda a vinheta. Minuto de sabedoria. E ah, pedindo aqui o amparo e ajuda, a inspiração dos amigos invisíveis para que a gente possa abrir a mensagem mais indicada para a nossa reflexão essa manhã. Que eu seja, portanto, um instrumento maleável, uma ferramenta útil, o meio adequado para esse propósito da gente pensar junto, saídas, soluções, para onde vamos, de que jeito, que que é importante atentar nesse momento? 2 3 4. Olha a mensagem que veio.

Quem alimenta o ódio atira fogo ao próprio coração? Escreveu André Luiz. Se alguém o magoou, se o ofendeu com calúnias, não o imite repetindo os mesmos erros. Coloque-se acima dele, sabendo relevar. E procure esquecer, porque o pensamento negativo da raiva atrai para nós a onda de maldade que nosso infeliz adversário lança contra nós. Para ser feliz, saiba relevar e esquecer. Olha, é impressionante, né? os tempos difíceis que enfrentamos em nível internacional, em nível local, pelo espírito de impaciência, beligerância, ehm, a gente sempre querendo se priorizar em tudo do seu jeito, no seu tempo. E isso gera atrito, isso gera animosidade, né?

Então, a gente vai reverberando ondas de intolerância. impaciência, beligerância. E a gente vai quando cutucado, quando, segundo a mensagem, se alguém nos magoa, se alguém nos calunia, a primeira espontânea resposta que se dá é devolver, entre aspas, a gentileza. Ah, é, você vai ver agora o que te espera, né? Esse é um condicionamento que vem de várias encarnações passadas. Para quem é reencarnacionista, faz sentido o que eu tô dizendo. Se você não é, não tem problema. Nós temos um condicionamento. Condicionamento é uma palavra muito boa, porque é quase um automatismo. Você aprendeu a fazer assim e não é só nessa vida.

Isso é algo que eventualmente é latente, é inato, é um comportamento que, como disse, veio pronto. E se é assim, quando a gente fala também inspirado pela doutrina dos espíritos em reforma íntima, a gente tá fazando de um processo de autodepuração. Autodepuração. Eu percebo que eu tenho esses gatilhos, essas respostas prontas, esse automatismo. A pergunta é: isso me convém? Porque o que essa mensagem tá sugerindo na prática é que a gente ofereça outro caminho para esse sentimento que não é bom, que ele tá falando da raiva, pensamento negativo da raiva, o pensamento negativo da raiva. Portanto, não é uma boa companheira a raiva.

A raiva nos precipita por caminhos que podem nos custar muito caro. E a gente tem uma enorme dificuldade na condição de atingido por uma injustiça de nos vitimizarmos e, na condição de vítimas, sustentarmos moralmente para nós o suposto direito de retaliar, devolver o mal que alguém direcionou a você, né? Isso explica boa parte do estacionamento na linha do tempo de espíritos que poderiam estar em melhor situação, situações melhor resolvidas, mas que vão eh se perpetuando, porque a gente não aprende a lição e a tentação de retaliar. Eu vou me vingar. Ele, eu vou devolver a mesma moeda. Você vai espera para ver que que vai te acontecer. Você não, você não devia ter mexido comigo.

Eu dou um boi para não entrar numa briga e uma boiada para não sair. Aí tem orgulho, né? A pessoa diz assim: "Ó, eu sou do bem, eu sou da paz". Você já viu quantas pessoas do bem tem por aí? Eu sou uma pessoa do bem. Impressionante. Eu sou cristão. Só que essa pessoa tem um ímpeto violento, né? E ela sempre haverá de descobrir um argumento para sustentar uma retaliação, uma vingança, um contra-ataque, né? E o que o pastorino tá falando aqui, citando na largada do texto, veja, essa é uma editora católica, a vozes que imprime há décadas o minuto de sabedoria. Ninguém da voz achou um problema. Eu eu eu acho curioso e acho o máximo isso. O pessoal da voz sabe quem é André Luiz.

André Luiz é um autor espiritual que editou mensagens preferencialmente para o Francisco Cândido Xavier. E a Igreja Editora Vozes Católica não não estimula a mediunidade, diz que não é para mexer com o espírito, né? Não é reencarnacionista e por aí vai. Não tem problema. Cada um com seu cada um. E também não tem problema. a editora Vozes publicar uma ideia de alguém chamado André Luiz, que na mensagem ninguém diz que é um espírito desencarnado que adotou um pseudônimo para se comunicar com Francisco Câido Xavier. Aí é demais. Aí não vai dizer isso na nota de rodapé, não. Eu me divirto.

Eu eu acho interessante porque o que interessa é a ideia, é o valor moral, é o conteúdo elevado que a mensagem tem. Parabéns, editora Vozes, por ter deixa falar. Pastorina é espírita, mas ele tá falando algo que é caro a todos nós. E o que que o André Luiz disse abrindo a mensagem? Quem alimenta o ódio atira fogo ao próprio coração. Quem alimenta o ódio atira fogo ao próprio coração. Nós estamos nesta fase evolutiva, no planeta do jeito que tá com essa turbulência, sendo instigados a fazer as melhores escolhas na direção contrária à inflamabilidade do ódio, né? Indignação, sim, posicionamento contra a violência em diferentes níveis e situações. Sim. Mas a raiva, ela não é uma uma boa aliada.

A raiva não edifica, não nos eleva e não sustenta a boa luta, que a luta precisa ter lugar em favor de um mundo melhor e mais justo. Mas a luta inspirada na raiva, ela já perdeu. É uma luta que você já perdeu. Ainda que você consuma a vingança, você ficará vinculado, refém da lei de causa efeito. Ah, mas ele me fez mal. Eu fui o efeito, a causa. Não, ainda tem esse argumento. Às vezes as pessoas dizem: "Deixa que eu vou dar o troco porque se tem lei de causa efeito, o efeito sou eu." Não, você não se meta nisso. A pessoa que te prejudicou já vai colher o que semeou, de preferência sem a sua intervenção, porque você tem que tocar tua vida. Toca tua vida. Justiça é diferente de justiceiro.

Fazer justiça é o lema do justiceiro e o justiceiro é um criminoso. Bom, deixa eu falar então. Sugestão de leitura. Hoje vocês vão me dar licença porque o livrinho chegou e eu vou falar dele. Olha aí o livrinho, literalmente o livrinho. Primeiro livrinho do gênero que eu tô lançando. A ideia foi da editora, né? O Ricardo Pinfield fez contato, falou: "André, vamos na Bienal". Falou lá atrás, no ano passado, já tava essa. Eu falei: "Cara, eu não vou na Bienal do Rio". com sem ter um novo livro. Não faz sentido para mim, não.

Mas deixa eu falar, a gente tá aqui com o projeto editorial que a gente queria que você desse uma olhada, porque a ideia seria fazer um garimpo, uma edição de frases ou ideias resumidas em poucas linhas que você já postou em rede social ou que apareceram em livros. já publicados seus. Falei, bom, vou dar uma olhada nisso. Manda para mim. Obviamente eu achei que a o texto original não estava pronto para um projeto editorial, porque uma coisa é você escrever numa rede social, escrever num livro, um capítulo maior e tirar um um fragmento. Aquele fragmento nem sempre vai se resolver bem, então ele precisa ser lapidado. E esse trabalho aconteceu e virou um livro.

Eu achei que devia dar ensejo a esse projeto, entre outras razões, porque é uma oportunidade a mais de ajudar uma instituição que tá no meu coração, que é a Escola Espírita Joana de Angeles em Japeri, na Baixada Fluminense, que é uma obra que vem da década de 1980, Dona Terezinha Oliveira, que eu tive o prazer de conhecer, o centro que eu frequento em Copacabana, Joana deângeles, dá suporte à escola espírita Joana de Angeles em Japer Hoje com 240 alunos, várias refeições por dia, contando com lanches, mais refeição, algo em torno de cinco refeições por dia, professores contratados com carteira assinada, portanto tem um investimento, uniforme de graça, alimento, manutenção da escola, professores com carteira assinada, uma escola que traz um projeto pedagógico muito arrojado e bonito.

Não é uma escola laica, segue os parâmetros curriculares do MEC, mas os princípios e os valores são inspirados na doutrina espírita no sentido da importância do amor, do afeto, do carinho, do respeito, da fraternidade, da compaixão, da honestidade. O caráter e a personalidade forjados desde a infância para serem cidadãos de bem. E a escola tem biodigestor para tratar o esgoto e transformar em biogás, placa fotovoltaica, tá construindo uma horta comunitária, precisa de ajuda. 100% dos direitos autorais estão indo pra escola espírita Joana de Angeles. O nome do livro é arte de seguir em frente.

É bonitinho essa corzinha de tijolo que eu adoro entre o abóbora e o laranja, essa cor da indumentária dos budistas tibetanos, do povo do Hare Krishna, essa cor solar, essa cor, sabe, do dia. Eu adoro essa cor, é a minha energia. E aí a gente fez a lapidação dos textos. São 100 mensagens. Obviamente não tenho nenhuma pretensão de chegar minimamente perto ao mestre pastorino. Para mim, ele é o número um, disparado pela capacidade de síntese, pela profundidade de cada palavra, cada sílaba. A pretensão do livrinho é trazer mensagens, obviamente rápidas, curtas, que possam ensejar as melhores escolhas.

A arte de seguir em frente é um título que foi inspirado numa palestra das muitas que fiz sobre prevenção do suicídio, mas eu já tinha necessidade de mudar o título da palestra, porque era tudo assim: viver é a melhor opção, a prevenção do suicídio, não, vamos lá um título mais instigante, a arte de seguir em frente. Foi primeira vez que eu concebi esse título foi para nominar palestra sobre prevenção do suicídio. Aí veio a ideia de falar. Vocês estão vendo aqui que tem um poste com várias setinhas, é uma placa apontando várias direções. Propósito do livro vai por aí, né? Que cada ideia, olha aqui, abri por acaso na mensagem 29 intitulada Movimento de Manada.

Eu começo a mensagem replicando uma frase que eu adoro do pensador e filósofo hindu Gidu Krishna Murte. Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente, dizia o filósofo indiano Krishna Murti. É um convite para resistirmos a uma cultura opressora que banaliza a existência e violenta os reais interesses de cada um. Não é fácil descobrir quem se é, pensar com a própria cabeça e realizar as próprias escolhas. Evite o movimento de manada. Descubra para que lado aponta a sua bússola. Então, veja, são mensagens curtas que estimulam a realização do ser, do ser em sua plenitude, para que a gente consiga fazer o melhor em nosso favor.

E quem ganha com isso são as pessoas próximas, é o planeta que nos abriga. Quando a gente realiza o melhor ao nosso alcance, os benefícios são múltiplos e justifica-se uma encarnação. É uma encarnação ganha. Esse é o propósito do livro. Então, o que que vai acontecer? Olha só, eu já vou aproveitar o ensejo aqui para dar o expediente do próximo final de semana, sábado, 10 da manhã, Centro Espírita Leon Deni em Bento Ribeiro. Fácil de chegar, lugar grande, enorme, formigueiro, humano por lá. 10 da manhã estarei no Celde falando do livrinho. Vai ser muito legal.

Eu sempre fui muito bem recebido no Centro Espírita Leão Deni, muitos amigos por lá e fico muito grato de ter surgido a oportunidade com o livrinho na mão novo de falar sobre essa obra no Celt. Todos convidados. 10 da manhã, sábado, domingão. Aí é o lançamento oficial, assim, estaremos na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no Rio Centro. Lançando das 2 da tarde, às 4 da tarde, portanto, estarei lá 2 horas fazendo o quê? Quem tiver por lá e quiser levar o livrinho e quiser bater um papo, bater uma foto, uma dedicatória, eu estarei lá à disposição, como se diz, a merc. A merc é muito antigo, né? Eu tô ficando velho, cara.

Então estarei a mercer, como diria Mich Kardec, la voitura, o carro la botella, la garrafa, vot, abre o seu coração. Jesu tricoler de laquer. Sou tricolor de coração. Vamos lá. brincadeiras do colégio quando a gente tentou e não aproveitou devidamente a chance de aprender francês. Estarei domingo, domingão, na Bienal do Livro do Rio, das 2 às 4 da tarde, a Mercedes, quem por lá estiver, aonde? No estande da boa nova editora que fica no pavilhão azul. Isso já já ajuda você a chegar. Se você quiser saber o endereço certinho dentro do pavilhão azul do estande da boa nova editora, rua J72, olha que coisa. Mas chegando lá, onde é que é o o stande da boa nova editora no pavilhão azul?

Estarei por lá de 2 às 4 no domingão. Vabene aí você diz assim: "André, não consigo nem ir ao Celd, muito menos na Bienal, porque eu não tô no Rio de Janeiro, porque eu tô cuidando aqui da minha mãe ou eu tô com os meus filhos e a programação vai ser um aniversário, o que seja, tem problema. Você conseguiria, se desejar, obter o livro a partir da internet no site da Boa Nova Editora, que é simples, boanovatudojunto.net. Você vai lá, você vai encontrar o livro com 20% de desconto, totalizando R$ 28. O livrinho tem precinho, viu, gente? O livrinho tem precinho. Então, boanova.net, R$ 28 o exemplar. E o livro chega até você e eu agradeço em nome da Escola Espírita Joana de Anjelo.

Eu sempre peço para todos os editores, todos os livros que eu lancei até hoje, tiveram 100% dos direitos autorais cedidos para uma instituição filantrópica, uma instituição eh vinculada a alguma obra social de caridade. Então veja, eu sempre peço pros editores assim, peço não, eu falo assim, camarada, eu quero que seja feito assim, porque a gente que não vai ganhar um centavo com a obra tem direito a pedir ou exigir alguma coisa. E que que eu exijo? Deixe claro para todos a destinação dos recursos referentes ao autor. É a minha forma de ajudar ou corroborar, apoiar além daquilo que normalmente cada um de nós já faz e sinalizar a importância. Dai de graça aquilo que de graça recebestes, né?

Quer dizer, eu sou muito grato à vida, eu sou muito grato por ter saúde, por fazer o que eu faço, né? Eu tenho o privilégio de escolher o que eu faço. Isso aqui é um desdobramento de um trabalho que eu faço de coração. Eu espero sinceramente que as 100 mensagens que estão aqui de alguma forma da maneira como você achar que deve lendo de cabo a rabo em sequência ou abrindo ao acaso que possa inspirar. Eu vou encerrar aqui. Abrir ao acaso mensagem 59. As palavras determinam fatores de cura ou de adocimento. Quanto maior o repertório de palavras positivas e inspiradoras de alguém, maior será o efeito terapêutico desse banquete de fonemas.

Muda-se o campo eletromagnético de um lugar em que as palavras expressas com amor irradiam ondas de alegria, conforto e esperança. Seja cuidadoso com as palavras. Tá lá. Olha o livrinho aí, gente. A arte de seguir em frente com as setinhas na capa apontando caminhos. Caminhos. Que maravilha. Ricardo e amigos lá da editora, obrigado, tá? Obrigado a todo mundo que se debruçou sobre o projeto, que seja útil, que possa de alguma forma ajudar, né? Que possa de alguma forma ajudar, como me ajudou fazer o livro. É engraçado isso. A gente se debruça sobre esse tipo de trabalho, de comunicação com esse recorte, com essa intenção e isso mobiliza a gente. Mobiliza a gente.

Bom, falei do novo livro, falei da das opções para você se encontrar com o autor sábado e domingo ou encomendar o livro pela boanova.net. Agora, deixa eu falar uma coisa. É o momento do papo das 9 que a gente sugere aqui algum tipo de reflexão, algum tipo de atitude, algum tipo de abordagem. Eu tô muito chocado com uma notícia que tá reverberando desde ontem, que nós no Brasil continuamos testemunhando uma violência brutal contra mulheres. O Brasil alcançou no ano passado um indicador preocupante de quatro mulheres assassinadas por dia. Os estupros também aumentaram. Foram 1459 assassinatos. Quando você fala feminicídio, o pressuposto é que a mulher foi assassinada por ser mulher. Percebe?

Quer dizer, houve ali um crime de gênero, que é algo muito característico de sociedades machistas, aonde os homens se sentem donos, proprietários da mulher ou da ex-mulher, da namorada ou da ex-namorada, vigiam seus passos, cercam seus movimentos, ameaçam, intimidam, quando tem filho aí na história, essas essa situação se torna ainda mais delicada. As medidas protetivas solicitadas à justiça, por vezes, funcionam e intimidam os homens.

É importante dizer porque o homem que faz isso com mulher é frouxo, engrossa a voz com a mulher e afina quando vem um homem bater um papo com ele e diz assim: "Você não vai fazer Se você continuar fazendo isso, eu vou te denunciar, eu vou te prender ou eu vou te impedir. Quatro feminicídios por dia. É muito gente assim, que que eu preciso falar? E como homem, como homem, eu preciso falar algumas coisas. Primeiro, sabe aquele ditado que diz: "Briga de marido e mulher, ninguém bota a colher?" Esse ditado caducou de velho, ele não faz sentido. Inform-se. briga de marido e mulher, dependendo da maneira como um atrito, uma violência, invariavelmente, o homem agredindo a mulher pode resultar em danos físicos irreversíveis, como se deu com Maria da Penha, que concebeu a Lei Maria da Penha, sequelas graves ou óbito, como os quatro assassinatos por dia registrados no ano passado por femin Então, minha sugestão, se você é testemunha de agressões, denuncie.

Denuncie, faça a sua parte. Se você conhece alguém que está passando por esse problema e não sabe o que fazer porque diz que ele vai me matar, ele disse que vai matar minha mãe, ele disse que vai matar meus filhos, eu tô acuada, eu não sei o que fazer. Claro que isso são argumentos que a gente precisa estar atento, mas o que eu sugiro é que você seja uma boa aliada, companheira, amiga. Ouça os desabafos e procure aconselhar. Exige um serviço telefônico gratuito 24 horas por dia, que é o 100. 24 horas por dia, 7 dias por semana, central de atendimento à mulher. Não custa estimular a pessoa a fazer essa ligação.

É guardado o sigilo, tira-se todas as dúvidas e isso pode servir de estímulo para que essa mulher se proteja. Porque como disse, quando a mulher diz assim, eu não tenho o que fazer porque ele me ameaçou, ameaçou meus filhos, ameaçou minha mãe, quem quer que seja, a gente compreende Não é pouca coisa. ocorre que homem covarde faz isso mesmo. E quando a gente consegue de alguma forma buscar os direitos dessa mãe ou dessa companheira ou ex-companheira, na maioria dos casos há sucesso no sentido de afastar esta pessoa, no sentido de constrangê-la e inibi-la a não avançar na direção desta mulher.

É uma situação difícil, ninguém disse que é fácil, não é simples fazer esse movimento, mas é necessário. É necessário. Então, que a gente não se omita. O Brasil é um país muito violento e a violência é maior contra as mulheres. O que que nós, brasileiros e brasileiras podemos fazer em favor daquelas mulheres que estão padecendo o inferno na terra por estarem na mira de homens extremamente covardes e violentos? Essa é a pergunta que eu queria fazer aqui, que a gente tenha o bom senso de procurar os meios ao nosso alcance, são muitos, para impedir a ocorrência de uma violência ainda maior. É duro, gente, que tempo. Mundo de regeneração, penso eu, aí eu tô falando de espiritismo.

Não é o mundo livre do cometimento de certos crimes ou violências, mas não haverá quatro. feminicídios por dia no Brasil, nem nenhum lugar do mundo. É uma estatística horrorosa. E isso registrado, fora o que não é registrado, né? Bom, vamos lá. Vamos dar sequência aqui a pergunta que foi feita no stories no Instagram, pegando carona nos dados sobre religião do último censo, 2022. O último senso trouxe informações interessantíssimas sobre espíritas no Brasil, varonil. E o que aconteceu com os espíritas no Brasil, Varonil? Vamos aos dados do censo. Em 2010, no censo anterior, 2,1% da população brasileira se declararam ao ao IBGE espíritas.

12 anos depois, em 2022, esse número caiu 0,3 poncentual. Hoje somos 1,8% da população. Muito bem. Neste último fim de semana, vários confrades espíritas gravaram ou fizeram ao vivo a exposição de motivos pelos quais isso teria acontecido. Um dos debates eu fui convidado, mas eu tava voltando de Campos dos Goitacazes e não deu tempo de participar. Então, se você procurar, você vai achar várias análises por aí, várias, todas respeitáveis, todas. nenhuma base, penso eu, em dados bem fundamentados cientificamente, o que não é um problema, porque custa caro fazer pesquisa qualitativa. A pesquisa do IBG foi quantitativa. Você pergunta, a pessoa responde, tem religião? Tenho. Qual? X, Y, Z.

Ninguém vai perguntar: "Você mudou de religião? Você é feliz na sua religião? Você frequenta o templo? terreiro, a igreja, a sinagoga, o centro espírito. Ninguém pergunta. A pergunta é direta. Tem religião? Tem. Qual? Acabou. Não temos uma pesquisa qualitativa refinando esses dados. Portanto, tudo que se de eh todas as especulações, todas as teses sobre por que perdemos, segundo IBGE, adeptos nas fileiras do espiritismo ligado a Kardec. Porque muitos médiuns de terreiro, um bando candomblé também se declaram espíritas, tem uma elasticidade semântica, mas o IBG separou quem é espírita e quem é um bandista e candobista. Achei desrespeitoso misturar um bandista e candoblecista no mesmo item.

Eu acho que deveria ser separado. Eu não entendi porque foi junto. A pesquisa poderia ter sido melhor. É só uma observação. Eu não sou estatístico, não sou demógrafo. Haverá de ter uma explicação para isso, mas eu acho que deve separar. E aí, vamos lá. A população de umbandistas e candomblecistas assim juntos, no censo, triplicou, A população de espíritas caiu um pouquinho, a de católicos caiu, mas num ritmo menor do que no período anterior. A de evangélicos cresceu, mas cresceu no ritmo menor em relação ao período anterior. Muito bem. Por que que isso aconteceu? Aí eu perguntei isso. Eu perguntei isso na nos stories do Instagram. Mr. Anderson fez a seleção aqui das perguntas.

Então vamos lá. Cristiane Arruda perguntou: "Será que deixar de frequentar o centro é deixar de ser espírita? Cristiane, não. Ser espírita é algo pessoal que independe da sua, eu diria, opção ou não, de frequentar um centro espírita. Quando você se declara espírita, você se declara alguém que acredita, penso eu, no conjunto de informações que a doutrina dos espíritos traz. Haverá quem diga, para ser espírita de verdade, você precisa ir além da afinidade e precisa ter alguma prática, mas não é frequentando o centro, é promovendo em si mesma ou si mesmo a reforma íntima. Frequentar centro não faz de você espírita. Tá bom? É a resposta que eu teria para dar do Vasconcelos.

Será que muitos de nós ainda não somos espíritas católicos? Essa é uma pergunta interessante que fala do sincretismo do Brasil, né? Porque o Brasil é um país fantástico. Por quê? Porque você vai ter o judeu que na hora que o bicho pega vai no terreiro do candomblé. Você vai ter o católico que na hora que o bicho pega vai assistir uma palestra pública no centro espírita para tomar um passe e uma aguinha fludificada. Você vai ter igualmente o candomblecista e o bandista, eles não têm nenhum problema com isso.

Eu acho isso bem interessante, que estudam Kardec, especialmente o livro dos médiuns, porque tanto no candomblé quanto na Umbanda, a prática da mediunidade, ela vai inspirar certos cuidados que o espiritismo, de forma muito assertiva a partir de Kardec dá orientações muito claras, muito interessantes para você ser um sensitivo, cuidadoso, resguardado, protegido. antenado com o que é conveniente, o que não é conveniente fazer com base exatamente nos ensinos da doutrina espírita. Mas quem você é? Sou um bandista. Quem você é? Sou candobista. Tem nenhum problema.

Agora, quando você fala especificamente de espírita católico, me dá vontade de dizer o seguinte: a maioria absoluta de nós espíritas é egressa do catolicismo. O Brasil já teve como religião oficial catolicismo. A gente já teve quase 100% da população brasileira, tô falando lá período pré-republicano, início da república, católicos, né? E aí você vai tendo o crescimento do número de espíritas a partir dessa migração predominantemente do catolicismo para o espiritismo. E aí o que que ocorre que é interessante? Algumas instituições espíritas reproduzem um ambiente católico. Que que é um ambiente católico? músicas sacras, louvores ou cânticos católicos, ou um ambiente onde não há o cultivo da alegria.

Porque assim como se dá com outras tradições, o catolicismo tem várias vertentes. Por exemplo, a renovação carismática, ela celebra a vida com alegria, com música, coisa e tal. Mas assim me parece, a maior parte das correntes católicas tem uma relação com a fé mais contrita, mais reclusa e por vezes resvalando naquela história da culpa, do pecado original, aquela história que nos causa, por vezes, pelo menos causou a mim, na minha fase católica, um exercício de contrição, não de expansão. OK? Então, quando você fala espíritas católicos, muitos centros espíritas replicam um ambiente de maior contrição. E isso causa problemas, penso eu, especialmente junto aos jovens.

Porque espíritas que já são mais velhos não gostam de música no centro porque atrapalha a vibração. Eu já ouvi isso várias vezes. Música ao vivo, bateria baixa, guitarra, saxofone, teclado. Não, isso vai atrapalhar a vibração. O que me parece um erro, porque a música eleva, você pode ter um repertório musical ao vivo com esses instrumentos muito inspirador. Os evangélicos adoram música e estão crescendo. Os católicos aprenderam, penso eu, a abrir espaço também para jovens que promovem ambientes alegres. para cima. Isso pode ser também algo que esteja por trás eventualmente dessa dificuldade do movimento espírita em placar interesse, curiosidade, adesão, frequência do segmento mais jovem.

É uma hipótese. Tá bom, Du mei_line Marina, você acha que o espiritismo não se preocupa em atrair fiéis, porque essa não é a característica da doutrina? Olha, vamos lá. Evidentemente, penso eu, nós não estamos disputando fiéis no mercado da fé. A gente não mede a qualidade da fé pelo número de adeptos. E a gente não tá em cima de um caixote em praça pública com megafone, chamando toda hora as pessoas que estão passando pela rua para irem ao centro espírita, né? Portanto, nós temos uma visão, eu diria, mais eh, eu ia falar low profile, mas eu quero falar em português, menos agressiva do ponto de vista do arrastamento de fiéis ou de potenciais novos espíritas.

Nós temos o cuidado de respeitar a fé alheia. Isso faz muita diferença. Nós não nos consideramos o único caminho que leva a Deus. Isso também faz muita diferença, mas nós sim nos consideramos uma excelente ferramenta de encontro consigo mesmo, com o sentido da vida, com Deus, com a alegria, com a paz e com a felicidade. Razão pela qual a gente investe na divulgação. A divulgação espírita é muito bem-vinda, é um preceito caro para nós. A divulgação faz sentido, mas a maneira como você se comporta no exercício proselitista, né? Eu vou tentar te convencer, eu quero te convencer, eu vou ficar no teu pé. Você tá com a vida toda errada porque você não é espírita.

Tua vida tá andando para trás porque você não é espírita. Você não consegue implacar nada na tua existência porque você não é espírita. Isso não faz parte mesmo da nossa rotina. Isso não faz sentido para nós.

Então penso eu, Marina, nós não estamos disputando fiéis, mas nós precisamos atentar para o risco desses números irem decrescendo o número de adeptos do espiritismo no Brasil, se a gente não prestar atenção como é que a gente se apresenta para curiosos, para quem vem pela primeira vez ao centro espírita, para quem manifesta curiosidade em relação as obras Para quem é dentro uma instituição espírita à procura de conforto, de acolhimento, de informação útil, como é que a gente tá se comunicando, que que a gente tá oferecendo para essas pessoas? Essa é uma questão chave para mim, para compreender esse número de 2022 inferior ao número de 2010, comparando os censos.

Nagais pergunta: "Muitos simpatizam, mas não se declaram espíritas por medo do preconceito?" Esse preconceito, penso eu, já foi muito pior. Hoje, 2025, uma pessoa dizer que é espírita e que estuda Kardec é bem diferente do que o que ocorria nessas circunstâncias algumas décadas atrás. É diferente, por exemplo, dos nossos irmãos umbandistas e candobistas, de quem eu sou muito solidário e tô sempre junto no cometimento de violências brutais contra o direito deles professarem as fé a fé que eles têm. Então, não vejo mais esse cenário de maneira ostensiva aqui ou ali, em certos lugares do Brasil, porque o Brasil é muito grande.

A realidade do Brasil não é de cidades grandes ou de médio porte, de cidades pequenas. Então, existem cidades do Brasil em que, provavelmente, uma pessoa que se diga espírita pode sim ser alvo de preconceito. Isso ainda acontece. não é a regra em números absolutos, como já foi, mas eu acho que a grande questão não passa por aí. Não dá pra gente colocar na conta do preconceito decréscimo do número de pessoas que se dizem espíritas em relação ao senso anterior. Fabi_line APCE: A causa será o afastamento da espiritualidade ou aumento da visão materialista? O ver para crer? Sua pergunta tem várias nuances aí.

Primeiro, isso vale para todas as religiões, não apenas paraa religião espírita, que é uma filosofia espiritualista com aspecto religioso. O que você tá falando, sabe aquela história, os times entram em campo, partida de futebol, o gramado é horroroso. Aí no final do jogo, um dos técnicos diz assim: "É, o jogo não foi bom, o gramado tava horrível, a nossa equipe não conseguiu render nesse gramado." Aí o repórter pode dizer: "É, mas o gramado também prejudicou o adversário, né? Se o gramado não é bom, não é bom para todo mundo que entrou em campo.

Então você dizer: "Ah, mas o materialismo, ah, mas esse afastamento da espiritualidade, o ver para crer, não prejudicou o espiritismo, prejudicou todo mundo. Prejudicou todo mundo que tá buscando o viés. transcendente, místico, né? Penso eu. Agora, gente, eu vou compartilhar algumas opiniões aqui que já são conhecidas de quem me acompanha por aí dando palestra ou nas lives. Aliás, eu já escrevi sobre isso também. Eu vou dar aqui apenas algumas opiniões. Sim.

Eh, a polarização política de 2019 para cá causou fraturas expostas em instituições espíritas que deshonraram Kardec abrindo espaço no púlpito da casa para proselitismo político partidário, se transformaram em núcleos ideológicos do ponto de vista político, causando enorme estrago nos frequentadores da casa e nos novos frequentadores. Eu digo isso com toda segurança. Isso aconteceu por ética, eu nem vou falar nomes de instituição espalhados ou espalhadas pelo Brasil. Esses relatos me chegaram durante eh o Papo das 9. Tem gente que se comunica aqui falando, aconteceu comigo, eu fui no centro tal, aconteceu isso. Eu recebo mensagens em reservadas assim, eh, que reportam essa situação.

Eu converso com colegas que são escritores, palestrantes, que viajam pelo Brasil e me contam as histórias. Então isto claramente causou o enfraquecimento do espiritismo através de instituições que o representam e que falharam fragorosamente ao não separar o joio do trigo. Se você se entusiasma pela política partidária, se você se envolve com a política profissional formal, isso não é um problema. O problema é quando você traz para dentro do centro espírita o proselitismo partidário, político, ideológico. Você confundi os papéis, isso não é honesto, não é justo. Isso sabota a credibilidade da instituição espírita, que não existe para fazer política partidária.

O espiritismo não existe para isso. Um outro ponto, assim me parece é a questão de como a gente talvez não esteja dialogando bem com jovens. Como eu já falei, são muitos relatos de pessoas que percebem o envelhecimento da instituição com dirigentes igualmente idosos. Por vezes é difícil para um dirigente passar o bastão, porque ninguém quer descascar esse abacaxi de pagar boleto, de manter a instituição de pé, de administrar ego de médium, de lidar com o dissenso de uma forma por vezes não ética. Então, é muito difícil administrar uma casa espírita. Isso se compreende, isso poderia explicar como muitos dirigentes de maior idade vão ficando no cargo, porque ninguém quer pegar aquilo ali.

Agora existem lugares que de fato não estimulam a sucessão. novas lideranças, abrir espaço pro jovem participar, dar ideias, promover inovações, ajustar tudo, gente, ajustar a pauta da palestra pública, ajustar eh a forma como se divulga evento, ajustar o trabalho de mocidade, fazer com que o jovem tenha mais protagonismo, mais voz, participe mais das discussões que envolvem a instituição, né? Tudo isso tá no pacote. Claro que tá. Uma outra questão que me parece importante, né, é a gente entender o seguinte. A gente precisa aprender com os erros e a gente precisa ver o que que o vizinho, o que que os outros estão fazendo na hora de manter uma agremiação religiosa pujante.

Por exemplo, é problema pedir dinheiro na casa espírita? Ah, mas a gente faz tudo de graça, como deve ser, é o certo. Só que a gente tá na matéria, a gente tá no mundo material, por vezes, não é? Penso eu, é absolutamente necessário deixar claro. Olha, gente, a situação da casa é muito difícil. A obra social que a gente mantém carece de doações, de recursos materiais. Por favor, ajudem. Aceitamos doações, queremos dinheiro. Não é feio. Jesus, os apóstolos nas suas andanças naquela parte do mundo, tinha lá a necessidade da ajuda material. Eles pediam recursos.

Claro que existem algumas agremiações cristãs, algumas denominações cristãs que fizeram do pedido de recurso algo, eu diria, que soa como a parte mais importante, né? Olha aí, não esquece da sacolinha, vamos ajudar. Isso às vezes de forma bastante assertiva. E por vezes, segundo eu já pedi para vocês estudarem esse assunto, a teologia da prosperidade, algumas denominações cristãs deixam muito claro que para Deus prestar atenção em você, para Deus te dar saúde e para Deus te dar dinheiro, você tem que comparecer agora com a nossa caixinha. Eu não tô exagerando, eu tô reportando fatos e não tô criticando, eu tô observando.

Então, o espiritismo não faz isso, mas a gente não vai fingir que existe a demanda de recursos materiais, porque senão a gente vai viver naquela situação pré-falimentar, goteira, infiltração, os móveis caindo aos pedaços, não tem dinheiro para descupinizar. O banheiro tá em petição de miséria. É, não dá vontade de frequentar uma casa assim. Alguns que estão chegando pela primeira vez fala: "Ih, eu acho que tem lugar melhor". Ah, é preconceito. Não é a pessoa dizendo: "Eu queria estar num lugar que eu me sinta bem, um lugar que me dê também a sensação de bem-estar". Algumas pessoas têm essa esse nível de exigência e a gente vai compreender. Claro que sim.

Então, a questão de deixar claro a necessidade de sustentar aquela instituição com recursos tá colocada, penso eu, e aprender como é que acolhe pessoas que estão chegando pela primeira vez. Muitas denominações evangélicas, eu já prestei atenção porque eu já entrei em tempo para ver como é que é. Jornalista é uma raça curiosa. Eu quero ver como é que eles fazem. Você bota o pé dentro de uma igreja evangélica, são várias, centenas, talvez milhares de denominações evangélicas, uma diferente da outra. Não vou generalizar nada, muito menos isso, mas você já é alvo de um membro da casa ali que já chega. Olá, muito boa tarde, primeira vez aqui e essa pessoa já tá instruída para fazer uma recepção.

Sabe aquela história do receptivo? Alguém chegou, fez perguntas para mim e me ajudou a entender o que acontece ali. E foi muito simpático. Foi me deixou já um uma um panfletinho com os horários das atividades da casa. Me levou até um lugar onde eu pudesse ficar muito à vontade. Fica à vontade, se quiser sair, tudo bem, mas aqui tá em casa, isso também conta. Bom, estamos nos chegando ao final de mais uma edição especialíssima do Papo das Nov. Lembrando que estamos de livro novo. Amém. Arte de seguir em frente passando pela sua tela.

Se você quiser adquirir o livrinho comigo direto, duas oportunidades nesse fim de semana, sábado, Centro Espírita Leondeni em Bento Ribeiro, 10 da manhã, domingo, Bienal do Livre do Rio de Janeiro, Rio Centro, 2 às 4 da tarde deste domingo no Rio Centro, lá no pavilhão azul, no estande da editora Boa Nova. Aí você diz assim: "André, não tô no Rio. André, não vai dar para ir. Que que eu faço? Eu queria ver o livrinho 100% dos direitos autorais paraa escola espírita Joana de Angeles. Vai na internet, clica lá em boanova.net. Aí você vai procurar, tá lá na primeira página, onde tá o livrinho, a arte de seguir em frente. Lá tem o preço do livrinho que vira precinho.

O livrinho já é baratinho, com 20% de desconto vai para R$ 28. E estamos aí. Hei, hei, estamos aí. Que der vier. Hei, hei, estamos aí. que der e vier e fazer a verdadeira mensagem. Estou a fim de trazer, a fim de trazer, a fim de trazer a verdadeira mensagem. A fim de fazer, a fim de fazer. Hei, hei, estamos aí pro que der vi. Hei, hei. Ótima quarta-feira. Fiquem com Deus, que dê tudo certo por aí. Sigamos em frente com força, coragem. féro. Tá bom, tudo de bom.

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