Relacionados

A arte de seguir em frente – novo livro | Papo das 9 #930

CLIQUE PARA ASSISTIR

Transcrição do vídeo (gerada automaticamente)

Transcrição automática das legendas do YouTube, sem revisão humana. Pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Olá, minhas amigas, meus amigos. Muito bom dia. Esse papo das é gravado porque neste exato momento estou em Campos dos Goitacazes. Na hora que o Papa das 9 foi ao ar, estarei no Norte Fluminense. 4 horas de viagem de estrada até Campos dos Goitacazes, participando de palestras, eventos literários, razão pela qual hoje, excepcionalmente estamos deixando aqui gravadinho o papo no YouTube e eu achei que deveria ocupar esse espaço porque prometi a vocês em papos anteriores que só falaria do novo livro quando ele tivesse em mãos. E o novo livro chegou, é bonitinho, é pequenininho. Chama-se A arte de Seguir em frente. Olha o tamanhozinho dele. Lembra outro livro que vocês conhecem?

A arte de seguir em frente tem 100 mensagens curtas, textos bem resumidos, extraídos de obras anteriores minhas, postagens específicas que já publiquei em redes sociais, especialmente o Instagram e outras minha lavra, visando apenas esse projeto editorial. A ideia original do livro foi da equipe da Candeia, da editora, que fez essa, digamos, proposta de reunir ideias, sínteses, ideias bem resumidinhas que pudessem ser inspiradoras, pudessem ser instigantes do ponto de vista de quem lê, eventualmente ao acaso, abre uma página e encontra uma informação que possa eventualmente ser útil.

Vocês sabem, do meu ponto de vista, Minutos de Sabedoria de Carlos Torres Pastorino é uma obra seminal insuperável. Ele é o Papa, ele é o mestre nesse eh projeto editorial reducionista, né? E o reducionista não é a uma palavra que reduza a ordem de grandeza de um projeto assim. é reducionista na capacidade, eu já falei várias vezes, de síntese, que é um exercício muito duro, muito demandante de energia para você tentar, em poucas palavras, dar o recado. O o eu vou falar um pouquinho da obra, vou ler algumas mensagens aqui, mas antes eu preciso categorizar a definição dela.

Eh, a arte de seguir em frente é um título que eu já usei depois de muitas palestras que fiz, perdi a conta sobre resiliência mental, eh, necessidade da gente ressignificar dor em sofrimento, sempre no contexto de um livro que eu lancei há 10 anos chamado Viver a Melhor Opção, a prevenção do suicídio no Brasil e no mundo. Muito bem. Ah, certa vez eu achei que devia mudar o título da palestra, que era só viver a melhor opção. Viver é a melhor opção. Falei a arte de seguir em frente. Eu achei que era interessante como me soava esse título. E agora no livro eu achei que ele era muito apropriado, porque em resumo todas as mensagens reunidas aqui instigam o caminhar.

Inclusive na capa, a gente colocou aqui um poste com várias setinhas indicando caminhos, porque o caminho o caminho quem faz é a gente, a caminhada é nossa, né? E as escolhas resumem o grande sentido da existência. A gente vai lento e progressivamente aprendendo a realizar escolhas. Obviamente a gente vai fazer, é o que se deseja, as melhores escolhas possíveis. Isso nem sempre acontece, porque nós somos ainda muito imperfeitos e limitados. Mas quais seriam as melhores escolhas? E por que a gente pode dizer que essas escolhas seriam de fato as melhores? Então, a arte de seguir em frente é um título que eu acho muito apropriado pro conteúdo do novo livro.

Outra, quando a gente fala de arte, eu até achei por bem pegar aqui mais uma vez o significado, porque viver é uma arte, né? A gente não é robô, a gente não é autôm. Nós somos complexos e a maneira como a gente filtra as informações, elabora o pensamento e toma decisão é muito singular. Cada um de nós, de fato, é único nessa maneira de viver. Como a gente responde aos estímulos externos, como a gente reage a situações às mais diversas e distintas possíveis. Então, o que que é arte? Arte é uma definição, é uma forma de expressão humana, um processo criativo que resulta em obras e atividades que comunicam ideias, sentimentos, crenças e emoções.

Eu adorei inserir no título do livro essa ideia de que seguir em frente a uma arte vai demandar um exercício criativo, vai demandar um trabalho interno, esse autoburilamento, esse processamento constante. Eu adoro a palavra ruminância. A gente vai, levanta a sacó, a porreira e dá volta por cima, que é um samba das antigas. E você veja como essa ideia de que a gente precisa, apesar de tudo e de todos, apesar de todos os reveses, apesar da incompreensão alheia, apesar dos ataques eventuais que são desferidos de maneira por vezes, injusta contra nós, né? Eh, por que que em situações difíceis de saúde, por que que com o emocional em frangalhos por uma um revés no campo amoroso?

Por que que diante da agonia do mundo que experimenta tantas situações de tensão que podem remeter a alguma desesperança, algum pessimismo para quem tem já uma inclinação para isso? Por que que apesar disso tudo eu deveria seguir em frente? Essa é uma questão matricial do livrinho. Então, a arte de seguir em frente vai por aí, né? a capacidade de usar o meu colorido, porque cada um de nós tem o seu colorido. Tem uma palavra que eu acho que eu acho que tem origem no México e que é muito popular em língua inglesa, nos vizinhos do norte, os Estados Unidos, que é mojo. Mojo, mojo. M O jo eu vou até pegar a definição, mas primeiro vou arriscar dar a minha.

Mio é o teu molho, é o teu tempero, é é o teu estrunf, é aquilo que te acompanha em vida e explica quem você é do jeito que você é, que é algo só seu. Será que eu acertei a definição? Modo. What's modo? Ah, tem pode ter diferentes significados aqui. Modeo pode se referir ao charme pessoal, poder ou influência que uma pessoa exerce sobre outras, poder pessoal. Então, é algo que diz respeito à tua energia no mundo. Não é poder de exercitar o poder, é o poder de você ser quem se é, que é um tema presente no livro. A gente não tentar copiar modelos, a gente não se medir pela régua dos outros, a gente tentar buscar e isso requer alguma coragem. o nosso caminho.

Você pode escolher a seta errada dizendo para onde eu vou, que isso aqui tem um postezinho com as setinhas, tá na capinha do livro. Prontovô, para que lá doô é algo que a gente quando pode terceirizar essa decisão é melhor que você diz assim: "Eu não tenho ônus escolha e se alguém escolheu por mim, depois se der errado, a culpa não foi minha". Essa é uma percepção que eu tenho que muita gente não gosta de realizar escolhas, teme a responsabilidade do processo. Só que no, digamos nesse movimento evolutivo que todos nós estamos inseridos, faz parte do processo um aprendizado sobre quais escolhas fazem sentido para mim.

E se elas se revelarem à frente erradas, isso não é demérito, isso não é deshonroso, isso não é vechatório. É porque a vida é assim e a gente aprende quando a gente envereda por um caminho que não se revelou, mas acertado. É um conhecimento que fica estocado. Isso não é retrocesso, isso é acúmulo de conhecimento. É preciso dizer isso, é preciso afirmar isso. Então, a arte de seguir em frente traz esses conteúdos e por em mensagenzinhas que são curtinhas? Aí temos novamente de fazer a a deferência muito especial ao mestre Carlos Torres Pastorino, porque quando ele lançou Minutos de Sabedoria, já contamos essa história, ela tá documentada no meu livro anterior, Sabedoria no dia a dia.

O mundo era bem diferente do ponto de vista, principalmente das tecnologias midiáticas e o mundo era menos apressado. Interessante pensar sobre isso. Pastorino resolveu fazer um livro com mensagens bem curtinhas. Para mim é referência nesse mercado editorial com mensagens curtas num mundo que tinha tempo para ler mais. Não tínhamos tantas distrações, motivos para nos dispersarmos, né? Havia, portanto, um tempo que corria mais devagar. 60 anos depois, o tempo tá voando. As pessoas estão muito dispersas, distraídas e pouco disponíveis para uma imersão numa leitura mais robusta. É horrível reconhecer isso. E o Brasil é um dos países que menos lê.

Nesse continente a gente tá fazendo comparações, não é, com a Europa, Estados Unidos, Canadá, China, se lê muito, não. A gente tá falando aqui com os vizinhos. O argentino lê mais, o uruguaio lê mais, o chileno lê mais. O Brasil tem essa dificuldade de encontrar motivo para ler. Óbvio que a gente não tá querendo substituir as leituras mais, eu diria, consistentes do ponto de vista de eh conteúdos resolvidos ocupando mais espaço.

Não é substituir por livrinho, mas os livrinhos com essas mensagens curtas, do meu ponto de vista, cumprem uma função muito importante no mundo corrido, disperso, distraído, por vezes alienado, de hoje no Brasil em particular, porque a partir de leituras eventualmente rápidas e curtas, pode-se dar ensejo a uma curiosidade pode se instigar um desejo de aprofundar um conhecimento que não está resumido em qualquer livrinho de mensagens rápidas, que as mensagens rápidas elas não têm a pretensão de trazer um conhecimento robusto. São pistas, indicadores, caminhos, setas, para onde eventualmente aquela mensagem inspira você a seguir o resto da caminhada é contigo.

Eu, pelo menos, tenho esse pensamento sobre a função dos livros, do gênero, né? Eh, há uma um estigma do ah, isso é autoajuda. Eu também tenho minhas críticas a literatura de autoajuda, para ser bem sincero, quando a gente, por vezes, não presta atenção nisso que eu tô falando. Aajuda é fundamental. Ela pode ser o divisor entre a vida e a morte. Ela pode ser a leitura certa no momento certo para quem tá vivendo uma crise, quem tá passando por um momento de muita turbulência e não tá por vezes nem eh mentalmente pronto para fazer uma leitura mais consistente. Isso acontece. Essas leituras mais rápidas podem ser interessantes em certos contextos. de indisponibilidade paraa leitura de uma forma geral, um momento que você tá procurando ali alguma coisa que possa dar uma resposta rápida em algum nível de questionamento, mas não vou colocar isso como uma panaceia.

Eu preciso ser honesto, absolutamente franco com vocês. Ah, a solução então tá em você abrir ao acaso ou abrir ler em em sequência livros rapidinhos que vão me dar tudo que eu preciso. Não, eles não dão tudo que você precisa. Nada dá tudo que você precisa. E as leituras mais consistentes estão na frente, no potencial de darem, seja um apetite, responder a uma fome de conhecimento, de sabedoria, de informações que remetem ao transcendente, ao místico. Mas o livrinho tem a sua função, penso eu. Bom, então vou ler algumas mensagens aqui para vocês de alguma forma captarem a vibe, né? Captarem a vibe.

Vocês veem que que eu gosto das cores que vão do amarelo ao dourado, assim, essa corarecrista, essa cor budista. Eu gosto da energia dessa corio de tijolo, né? Isso aqui para mim toca fundo na minha energia, no meu model. Primeiro capítulo, digamos, primeiro capítulo, a primeira mensagenzinha curtinha. Não vou ler todas as 100, não. Pode ficar tranquilo aí. Estamos chamando aqui de atento aos sinais. Atento aos sinais. A vida não é obra do acaso, um acidente de percurso, algo desprovido de um sentido mais profundo que nos alcança e nos conecta com tudo o que vai à volta.

Importa estar atento aos sinais, às pistas que cada momento da existência pode nos trazer em situações inusitadas, encontros inesperados e tudo que puder nos ajudar a seguir em frente. Fique ligado. Essa é a primeira mensagem do livrinho. Quem acompanha o papo das nove já me viu falando algo literalmente nesses termos. Não é algo que remeta a uma ou outra religião. É uma mensagem que faz sentido para diferentes tradições espirituais, que nós não estamos plugados na vida por acaso, que a vida não é um acidente de percurso e que literalmente tudo que nos acontece está impregnado. Eu adoro esse pensamento porque para mim ele faz muito sentido de um significado orientador.

Olha as plaquinhas de novo. Para onde eu vou? Então, as situações mais imprevistas, inusitadas, pessoas estranhas que se aproximam de você para falar alguma coisa, situações desagradáveis, por vezes que a gente preferia que não acontecessem. rigorosamente tudo está inserido num contexto de aprendizagem num nível muito profundo. Então, atento aos sinais. É porque não estamos aqui eh aleatoriamente, né? Deus não joga dados. A gente não tá, eu diria, livre, leve, solto na existência, como se isso daqui fosse algo desconectado de uma inteligência cósmica universal. Isso é muito profundo. Muitos livros de sabedoria se debruçam longamente e maravilhosamente sobre esse assunto.

Aqui a gente procurou resumir em dois parágrafos grandes uma ideia. A síntese de uma visão de mundo pode não ser a sua, não tem problema, mas a informação ela foi de alguma forma passada. Falando em formação passada, eu já vou aqui para outra mensagem que em certa medida dialoga uma música do Chico Boarque em forma de samba enredo, que é o Vai Passar, vai passar nessa avenida o Samba Popular.

E o Chico Boarque quando compôs essa música tava falando exatamente da passagem de um período um tanto cinzento, sombrio, da perda das liberdades individuais nos anos de chumbo para uma nova era da história da nossa república, com as liberdades individuais, a liberdade de imprensa, liberdade de opinião, né, que isso a gente por um tempo não foi possível nesse país e as gerações mais jovens não sabem disso, mas eu só tô fazendo a conexão do título. Vai passar com o que tá do lado de dentro aqui, se me permitem. Cheirinho bom, coisa nova. Eh, não importa o tamanho do problema que o aflige neste momento, da dor e do sofrimento que oprimem o seu peito, que estilhaçam o seu coração.

Seja qual for a situação que enfrenta, lembre-se que todos nós dispomos de recursos preciosos para lidar com os problemas mais difíceis e dar a volta por cima. Evite o desespero e confie na ação do tempo. Isso também passa, dizia Chico Xavier. Isso tem muito, mas muito a ver com o problema do desespero, da angústia e da ansiedade que remetem a uma crise que todos nós, em mais de um momento da vida, já passamos e que em alguns de nós que vivenciamos essa crise, esses momentos muito difíceis, Como é bom ter alguém do lado que diga: "Vai passar, tá doendo porque tem que doer, tem o seu motivo para doer." Mas confia no tempo, confia em você para na hora certa prosseguir no seu caminho.

Isso vai passar, porque tudo passa. E como é bom a gente ter a lembrança de que tudo passa, né? nos meus estudos sobre depressão, eh, eu fiquei muito entretido com os especialistas quando dizem: "O maior drama do depressivo é não ver a luz no fim do túnel, é não perceber uma saída, razão pela qual o diagnóstico da depressão, né, transtorno de humor, tecnicamente falando, vai demandar tratamento e atendimento às depressões. leves podem até dispensar uso de antidepressivo, mas a gente precisa se cercar de cuidados eventualmente medicamentosos e terapêuticos, psiquiatra, psicólogo, orientações, cuidados, porque é algo que demanda atenção, é compreensível, portanto, do ponto de vista da saúde mental, quem se debruça sobre esse assunto, quem é especialista nessa área de que envolve nosso psiquismo, que envolve as patologias, transtornos, males que assolam a mente, que a gente tenha a devida orientação e recomendação e vai passar.

Ainda que o transtorno de humor não tem uma cura definitiva, tem tratamento, é possível ter qualidade de vida. Essa é uma informação que precisa chegar às pessoas. Então vai passar, vai passar esse essa sensação de desamparo, de abandono. E e uma tendência que muitos de nós t é de se isolar na nossa dor. Ninguém tá sentindo o que eu tô sentindo. Por que que isso tá acontecendo comigo? A gente tá num mundo com mais de 8 bilhões de encarnados e a população de desencarnados, segundo os espíritas, é ainda maior. O que não falta é sofrimento no atacado e no varejo.

E aqui, com todo respeito à tua dor, porque eu também tenho meus momentos de muita dor e e a minha dor, eu preciso que ela seja respeitada, porque não importa o tamanho dela, ela tá machucando. Então, quem não tá na minha pele não tá no direito de julgar a dor que eu sinto e o que eu quero para mim, eu quero pros outros. Ninguém tá aqui julgando tamanho, intensidade de dor, mas a gente precisa lembrar. Vale para mim e vale para vocês. Há sempre alguém vivenciando uma situação muito mais difícil do que a nossa. Então, não é uma boa estratégia a gente se isolar e se refugiar na nossa dor só percebendo o que nos machuca, nos castiga, sabe? não é uma boa, porque a gente se desconecta de uma realidade.

Essa realidade, ela é didática, ela é pedagógica, ela nos ensina a lidar com situações que a gente precisa descobrir a melhor maneira, o melhor caminho, qual é a setinha, vai passar falando em situações indesejadas, que é o título de outra mensagem aqui, ó, situações indesejadas novo livrinho, A arte de seguir em frente, que é pra frente que se anda. Sempre existirão problemas, obstáculos e limitações. O que muda é a nossa capacidade de lidar com as situações indesejadas. É melhor entender os percalços da vida como convites à evolução, sem nos deixarmos abater, desfrutando ao máximo dos momentos felizes, das pessoas queridas, das oportunidades de sermos pessoas melhores e mais justas.

Estamos aqui para isso, não é mesmo? Então, mais uma vez, e eu quando escrevo, esse é um exercício jornalístico que remete a compaixão cristã. No jornalismo, qual é? Eu digo isso pros meus alunos na PUC há 21 anos. Como é que a gente reconhece um bom texto jornalístico? Nossa, essa matéria tá ótima, muito bem escrita. que que como ficou legal. Se coloque no lugar de quem vai ler se for na mídia impressa, ver se for na televisão, na internet, ouvir se for no rádio. Você quando está do outro lado, gostou do resultado, aquilo te fez bem ou aquilo faz sentido, aquilo te entusiasmou, aquilo deu o recado bem dado? Porque a ideia é essa.

Quando a gente escreve um gênero de livro como esse, com essa função, as palavras precisam fazer sentido primeiro pra gente. Aquilo precisa est apontando um caminho para que a gente não deixe de seguir a nossa bússola. Não deixe de confiar na vida, prestando atenção aos sinais e entendendo que é paraa frente que se anda. Os textos têm que aquecer primeiro o coração de quem tá lá falando pros outros. Se isso não está acontecendo, se essa conexão não tá posta, os textos estão desprovidos de alma. Então, lembrar que sempre teremos problemas, obstáculos e limitações é algo que por vezes pode causar um desalento. Ai, meu Deus do céu, mas eu nunca vou deixar de ter problema. Não.

A questão é o que muda é a nossa capacidade de lidar com as situações indesejadas. E a recomendação é melhor entender os percalços da vida como convites à evolução, sem a gente se deixar abater, desfrutando ao máximo dos momentos felizes e das pessoas queridas, das oportunidades de sermos melhores e mais justos. Então, é uma ideia, é um caminho, é para onde a gente realmente deseja que se vá. A gente tá compartilhando sentimentos, utopias, visões de mundo e de universo, até visões de Deus. Mas como se dá no papo das ve, não é um livro proselitista que tenta regimentar crentes fiéis para uma determinada linha. filosófica, espiritualista ou religiosa, em respeito a quem tem diferentes crenças ou nenhuma crença.

Portanto, aqui tá mais, eu diria, condensada a ideia, as ideias filosóficas, né? aqui mais uma vez, porque é uma causa de vida minha nessa encarnação. Gente, diante do suicídio como caso de saúde pública no Brasil e no mundo, sempre que a gente tá se comunicando a respeito da vida, do sentido da vida, do propósito da existência, é sempre para mim muito importante me posicionar trazendo alguma informação sobre o que significa a interrupção abrupta e violenta desse esse projeto. Então, um dos capítulos se chama a saída. Existe saída. Precipitar o fim da jornada jamais significou alívio ou solução para quem buscou ali uma saída. Se a noite se revelar dolorosa e angustiante, aguarde o amanhecer.

Ele certamente trará novas respostas, novas disposições para enfrentar os mesmos problemas. Quem sabe esperar nunca se arrepende. Viver é a melhor opção. Então, quando esse trecho foi inserido no livro de um pensamento meu em obras anteriores ou postado numa rede social ou da minha lavra inédita aqui, porque agora a gente não sabe referenciar das 100 mensagens, de onde veio, o que e de que jeito. Algumas sim, outras não. Essa, por exemplo, eu eu tenho minhas dúvidas. Eh, o que eu acho importante aqui, qual foi qual é o sentido? é desarmar a bomba relógio de quem se vê encarcerado na própria dor. Porque isso é muito importante. É muito importante.

E lembrar que ao tentar calar essa dor, que é o que um suicida faz, ele não quer se matar. O suicida quer calar uma dor. É muito importante a gente deixar claro que esta maneira de tentar calar uma dor não haverá de resultar em um benefício real, concreto, mensurável, como se se deseja. A ideia é procurar ajuda de outras maneiras. A ideia, de fato, é recorrer aos serviços terapêuticos, eventualmente medicamentosos. e a gente prosseguir, seguir em frente dentro desse projeto ou dessa visão de projeto existencial, a dor extrema que leva alguns a flirtarem com a ideia do suicídio, ela não tá descontextualizada de outras questões. E a gente não veio à vida para desistir da vida.

A gente veio à vida nessa resolução física para se conhecer, descobrir quem nós somos, rapidamente nos depararmos com as nossas limitações e imperfeições e isso alavancar, estimular, projetar o caminho que haverá de apontar numa direção que faça sentido. Eu tô toda hora mostrando, não é o livro, não, é as são as plaquinhas aqui. As plaquinhas. Para que lado eu vou e de que jeito? E as portas se abrem, tudo passa. Eu falei, tudo passa. A vida tem essa conotação, eu diria, de sucessão de eventos melhores ou piores, auspiciosos e alviçareiros ou sombrios e lodacentos, né? A vida é isso. A vida a gente vai e volta, vai e volta.

Agora, tal qual o capitão de um navio que pega os períodos de calmaria dos oceanos e também pega as tempestades, quanto mais experiência ele adquire, quanto mais ele tá aberto pro conhecimento que a tempestade traz e também acalmaria, melhor adaptado, ele estará para as situações distintas. Ele saberá navegar, singrar os mares que não estão oferecendo risco. E da mesma forma a melhor maneira de lidar com uma tempestade.

Quando a gente tá aberto para aprendizado, quando a gente deixa [Música] fluir a emoção negativa causada por um revés, um obstáculo, e aquilo de alguma forma aponta um caminho como se fosse uma boia de salvação, como se fosse um refúgio, como se fosse algo que naquele momento faz toda a diferença. A gente deve aprender com essa dor que aponta uma saída, aponta um caminho, portas que se abrem. É outra mensagem do livrinho, a arte de seguir em frente. Nem sempre as coisas são tão complicadas quando parecem. Quanto parecem. O que nos machuca também nos fortalece. Tudo depende da forma como lidamos com essa experiência.

Refletir sobre as situações difíceis da vida pode nos ajudar a seguir em frente. Quando uma porta se fecha para nós, há sempre outra que se abre, diz o ditado popular. Repare como isso pode estar acontecendo exatamente agora. É mais um texto para induzir a reflexão sobre que que eu faço com meu desconforto existencial, emocional, espiritual, que tá me dilacer, tá me castigando. Como é que eu lido com isso? E é interessante quando a gente escreveu aqui, nem sempre as coisas são tão complicadas quanto parecem. Eu não tô falando só da minha experiência pessoal quando, mas também da da proximidade com o centro de valorização da vida, o CVV, que eu conheço desde 1999.

Sou sou voluntário colaborador porque o desabafo é algo tão interessante da gente ver os resultados imediatos de um desabafavo. Quer dizer, a pessoa que tem a chance de botar para fora o que ele causa desconforto, explicar, falar assim: "Ai, tá acontecendo isso, isso, isso, isso, isso e aquilo. Eu não sei direito como eu devo proceder. Eu tô sofrendo, eu tô isso, tô aquilo. Gente, eh, eu sempre digo aqui que eu não gosto de generalizar nada, mas eu tô quase me contradizendo quando o assunto é desabafo. Dificilmente.

Eu realmente não conheço ninguém que numa situação de desabafo sincero, que você coloca o coração para fora, que você nem mede as palavras, você faz a ligação direta, a conexão com a dor e essa dor é exposta e você vai lá e fala. E tem alguém o escutando, porque isso é importante. Tem alguém te escutando, alguém de preferência que não o julgue, alguém de preferência que não venha com receitinha depois de te ouvir desabafado, o que você deve fazer e de que jeito. Presta atenção que eu vou te dizer que que você vai fazer. E alguém que não tá olhando o relógio toda hora para dizer: "Eu vou escutar mais um minuto". Passou de um minuto, eu já vou encerrar o papo que já deu. Não.

Quando a pessoa escuta de verdade, quando ela não julga, quando ela não mede o tempo e quando ela não traz receitinha de bolo para livrar você do desconforto que você precisa ter a iniciativa de buscar o caminho, você pode até pedir ajuda para alguém. Aí esse alguém estaria em tese autorizado a falar algo. Mas a função primeira do desabafo é terapêutico. Desabafo salva vidas. O desabafo descomprime o peito. O desabafo aponta um caminho. Então, nem sempre as coisas são tão complicadas quanto parecem. É um dos efeitos do desabafo. Sabe aquele monstro que tava dilacerando suas víceras? Aí você diz: "Eu vou botar esse monstro para fora, vou desabafar". Aí aparece um uma joaninha.

Você se surpreende e fala: "Nossa, antes de desabafar eu tava tão obnubilado, eu adoro essa palavra enrolada do português, tava tão obnubilado. E de repente as coisas ficaram menos, eu diria, torturantes, né? Os fatores torturantes se dissiparam um pouquinho, arrefeceu a energia dessa dor. Não é que ela desapareceu, ela deixou de fazer sangrar como tava antes. Ou é outra possibilidade. A dor continua latejando, mas você fica um pouco mais sereno porque ao desabafar você teve um melhor diagnóstico, uma visão mais acurada e lúcida do que tá acontecendo. Aquilo foi explicitado por você, para você. E isso faz toda a diferença.

Eu tenho muitas psicólogas e psicólogos que nos acompanham aqui no papo das 9 e me dão retorno e gostam. Quando eu falo bem da psicologia, não pode ser diferente, porque eu já passei por quatro ou cinco terapeutas na minha vida, sempre com a visão de que a psicologia é uma ferramenta utilíssima no processo do autoconhecimento. E com eles aprendi de diferentes linhas, com esses terapeutas, que o momento mágico do processo terapêutico é acatar-se. E acatar-se é a capacidade que o analisando, né, aquele que tá estabelecendo essa parceria com o terapeuta, o que estamos falando aqui é entre nós.

E você, com o seu conhecimento psicológico, psicanalítico, você vai me dar pistas sobre como eu devo processar os meus problemas. Porque o bom psicólogo é esse que não dá mastigadinho assim de cara qual é o problema, não. Vai fazendo perguntas, vai gerando algumas inquietações, vai fazendo até algumas provocações para você alcançar esse estado de autocompreensão. É acatar. Eu estou agora pronto para descobrir por mim, com a ajuda do terapeuta, o que me angustia. o que me incomoda, o que me atrapalha, o que me atrasa a vida. Então, veja, mais uma vez, a gente menospreza por vezes um poder que cada um de nós possui para seguir em frente, se livrando das armadilhas.

E aí no livrinho, na sequência, eu tô abrindo as páginas aqui de algumas das mensagens. Qual é o risco da gente se, eu diria, se enrolar com a própria dor? É quando a gente descamba pro lado da mágoa. Lidando com a mágoa é outro capítulozinho, né? Não vou nem chamar de capítulo. É outra, digamos, é outro, outra fagulha de pensamento que pode Deus queira. Esse é o propósito do novo. É um saudável gatilho para reconfigurar o software, o comando mental, não permitindo que a mágoa siga em frente. Então, que que foi escrito aqui por mim? A mágoa é uma ferida aberta no peito que exige atenção para não se transformar em algo pior.

Quando não inspira o desejo de vingança, pode infectar a alma com o vírus da amargura por tempo indeterminado. Liberte-se de um sentimento que não lhe pertence. O que aconteceu ficou para trás. O que virá pela frente exige um coração leve o suficiente para abrigar um novo projeto. Assim, eu fico pensando às vezes que eu já fiquei magoado. Que que eu gostaria de ouvir? Eu escrevi o que eu gostaria de ouvir. Eu escrevi o que para mim expressa uma verdade para mim, no sentido da impropriedade da gente dar nutriente pra mágoa. Porque a mágoa significa turbinar a dor e tornar inesquecível o agente da dor. Isso é um pesadelo, né? É um é um círculo vicioso.

Você fica ali refém das circunstâncias o tempo todo. E isso pode derivar, portanto, como disse, para coisas ainda piores do que a mágoa em si, que é o desejo de vingança, que seria aí algo muito complicado do ponto de vista da lei dos homens e das leis de Deus. Deus não é justiceiro. Deus é justiça. A justiça de Deus não falha. A dos homens falha. A do a de Deus não falha. Portanto, se alguém agiu de má fé te prejudicando, fazendo você sofrer, deixando você realmente numa situação de penúria, né, material ou moral, sentimental, o que seja, você tem todos os motivos para se sentir muito magoado ou magoado. Ninguém lhe tira esse direito de ter essa primeira resposta.

Agora, o que acontece daí para frente é assunto teu. que caminho, que placa você vai seguir, qual direção? Então, mais uma vez, a gente com muito respeito, tá invadindo o espaço aéreo de sentimentos e de situações que nós, quando eu falo nós, é porque eu, a Cláudia vez por ano fala assim: "Como assim nós?" Porque a Cláudia é agnóstica, né? Eu falo: "Eu sou espírita". Até o brinco falando assim: "Meu amor, é que a gente não tá sozinho nunca".

Então assim, um projeto editorial ele traz um, é o meu pensamento, não tenho nenhuma informação de bastidor sobre esse livrinho, mas a minha crença é de que, de fato, até se plasmar na matéria um livro com esse contexto, existe um processo que envolve encarnados e desencarnados, né? Bom, espero que vocês estejam gostando do enredo do Ateir em frente. Já já eu falo mais um pouco sobre aspectos concretos de lançamento do livro, o precinho do livro, a destinação dos direitos autorais do livro, tudo isso a gente vai passar aqui no final do papo. Deixa eu falar um pouquinho mais sobre as mensagens, eh, porque é interessante, eh, os imprevistos, né?

Eh, eh, eu gostaria de ter sempre a consciência de que aquilo que parece inusitado, aquilo que me parece impróprio, porque não tava no script, não tava no roteiro, por que que aconteceu aquilo daquele jeito? Quando a gente procura modelar expectativas, projetos, planos, situações da vida dentro de algo maior, aonde o acaso no estado bruto não é a regra, não existe, a gente ressignifica também os imprevistos. Imprevistos acontecem e nem sempre são agradáveis. Mas será que podem realmente ser chamados de imprevistos? Seria havido uma sucessão de eventos aleatórios regidos pelo acaso? Ou haveria uma força superior que precipita certas ocorrências positivas e negativas em nosso favor?

Ressignificar os eventos que acontecem em nossas vidas é um exercício de espiritualidade e transcendência. Pense e aja conforme o que acredita. Isso faz toda a diferença. Mais à frente, interessante, eu tô abrindo aqui meio ao acaso e as mensagens vão se sucedendo, talvez numa linha de raciocínio, pelo menos assim me parece. mestre do seu destino. Isso é muito importante. Eu acho. Mais uma vez, a gente não deveria renunciar a capacidade e a responsabilidade que temos de conduzir as nossas vidas e sermos, de fato, eu diria, bons condutores de nós mesmos. A marcha evolutiva consumiu milênios de rodagem por todos os reinos da natureza para que pudéssemos chegar até aqui.

Libertos da prevalência do instinto no reino animal. Alcançamos o reino ominal dotados de razão, intelecto superior e noção de Deus. é onde nós estamos hoje. Chegou a hora de fazermos bom uso dos recursos adquiridos, escolhendo com cuidado e discernimento qual caminho nos convém. Que privilégio sermos os mestres dos nossos destinos, os capitães das nossas almas. Gente, todo o livro vai na direção do A arte de seguir em frente. Todos os fragmentos de pensamento, sintetizando uma ideia que me parece relevante, importante, remetem a necessidade de prosseguir, de seguir em frente. E aí o desapego é fundamental. É outra mensagem que eu tô abrindo aqui no mundo da matéria.

Você sabe, a gente tá muito deslumbrado ainda com o que nos parece fundamental e que a gente atribui enorme valor no campo da matéria. Então, vamos lá. Não somos donos de nada nem de ninguém. Deste mundo só levamos a nossa própria consciência, tão leve quanto a nossa capacidade de fluir na direção das coisas essenciais. Só os laços de amor são imperecíveis. O resto é memória, experiência e aprendizado. Tá aqui mais uma mensagenzinha do livro. Eu já vou chegando ao final do papo das 9. Disse que quando o novo livro chegasse, eu falaria sobre ele. Então, estamos iniciando a semana de divulgação da existência desse livro.

Eh, teremos no próximo sábado às 10 da manhã no Centro Espírita Leon Deni em Bento Ribeiro. A presença do livro lá, falarei sobre ele no sábado que vem e o lançamento oficial com um livro. E eu espero com muita gente que queira dar o ar da graça para me dar um abraço. A gente dá um uma dedicatória muito especial. vai acontecer domingo que vem, das 2 às 4 da tarde, lá no Rio Centro, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no pavilhão azul, no estande da editora Boa Nova. Aí você vai dizer qualquer coisa assim: "Mas eu não sou do Rio, nesse dia eu não posso, não sei o que, como é que eu faço?" Então, deixa eu dar aqui o expediente a partir de agora.

Nesse exato momento que essa live tá indo ao ar, porque não é ao vivo, porque estou em Campos dos Goitacazes, realizando lá os meus trabalhos agendados. Eh, inclusive hoje, domingo, no momento que essa live tá indo ao ar, eu tô eh na instituição espírita Jesus Cristo, das mais longevas e prestigiadas do Norte Fluminense, falando sobre, estamos na semana do meio ambiente, alerta vermelho no planeta azul, mas vamos lá. O novo livro, o novo livrinho, ele tá disponível desde já. para quem queira acessá-lo na boanovatudojo.net. Você vai lá no site boanova.net e você vai encontrar as coordenadas para obter o livro. Preço de capa R$ 35. Na internet, no site da boa nova, desconto de 20%, 28 R$ 28. entrega na sua casa 100% dos direitos autorais.

É importante dizer isso. Isso está assinalado na quarta capa. 100% dos direitos autorais dessa obra serão destinados à Escola Espírita Joana de Angeles em Japeri, no estado do Rio de Janeiro, na Baixada Fluminense. A escola que a gente ama de coração, conhece desde 1987, mantém 400 alunos numa área sofrida, desassistida, de baixa renda. De graça, esses 400 alunos têm uniforme, cinco refeições por dia, ensino de primeira com professores remunerados, com carteira assinada. Um lugar maravilho. Eu adoro a escola espírita Joana de Anjo de que tem placa fotovoltaica, tem biodigestor tratando o esgoto e transformando em biogás. Estão fazendo agora uma horta comunitária. Gente, a união faz a força.

Todos os meus livros tiveram 100% dos direitos autorais cedidos para alguma instituição filantrópica ou voluntária. Chegou a vez de tentar ajudar através do livro. R$ 28 no site da boanova.net. A instituição que eu frequento. Demorou, mas chegou. É que a gente já de alguma forma atua ou ajuda de outras formas, através de livro a primeira vez. Então vai aqui. Olha, um beijo para todos e todas. Espero que seja algo que faça sentido para quem adquirir a obra, tá?

E que a gente continue fazendo da vida uma oportunidade de nos tornarmos pessoas melhores, mais sábias, mais sensatas, lúcidas, que aprendam a curtir demais o lado bom da vida e a não entregar os pontos nos reveses, nos momentos dolorosos, com a facilidade com que alguns de nós, por vezes, faz esse movimento. É preciso tocar a vida com arte, a arte de frente. Fiquem com Deus. Força, coragem fé em frente sempre. Boa semana.

Mais vistos