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Quando falta bom senso aos poderosos | Papo das 9 #923

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Olá você, tudo bem? Tá começando mais um papo das 9 ao vivaço, direto do meu cafo em Laranjeiras. Sejam todos bem-vindos. Estamos há mais de 5 anos no ar ocupando um espaço da melhor forma que eu consigo, com muita clareza, transparência, tentando fazer um trabalho voluntário aqui de promoção da saúde psíquica e emocional também e de compartilhamento de informações que sejam minimamente úteis para você realizar as melhores escolhas possíveis no seu dia a dia. Esse é o papel da informação. a informação que capacita o cidadão, a cidadã ter, digamos, maior melhores condições de navegabilidade quando você aplica o seu Waz espiritual e você de alguma maneira processando uma base de informações adequada, uma massa crítica bem fermentada, penso eu, a gente eleva a capacidade de realizar as escolhas mais importantes no dia a dia, em diferentes circunstâncias, situações, áreas de interesse, né?

E eu tô muito preocupado, a gente vai falar um pouco sobre isso, em relação a uma toada que tem sido percebida de tomada de decisão por governos e parlamentos no Brasil e no mundo que são absurdamente equivocadas, né? A gente vai refletir um pouco sobre isso. equivocadas do ponto de vista de você, sem fazer muito esforço, conseguir demonstrar a impropriedade, a a falta de visão cuidadosa e ética sobre as consequências das decisões que estão sendo tomadas, provavelmente precipitadas pela cobiça, pela ganância, pela tentativa de no curtíssimo prazo, otimizar resultados sem usar a melhor régua de medição para aferir se esse é o melhor caminho. Sim, eu tô tentando aqui enxugar.

Eu tô falando das decisões tomadas no Brasil, na Venezuela, eh em Israel, nos Estados Unidos, pela Rússia. São situações distintas, circunstâncias diferentes, mas que a gente vai ver assim os poderosos, aqueles que detém poder, que tem a caneta na mão, comandam, eu diria, os destinos das nações, precisam ter muita responsabilidade, cuidado, ética, transparência, porque tem muita coisa em jogo, né, sempre. Mas vamos, vamos, vamos começar. Olha aí o povo chegando. Deixa eu dizer uma coisa. Hoje é aniversário do Mr. Anderson e ele está de folga. Beijo aqui pro meu amigo Anderson, nosso anjo da guarda virtual, que hoje estará de folga. que ele receba aqui o nosso carinho, fluidos de paz, amor, cura, equilíbrio, vapo e que a gente se vire sozinho.

Será que eu vou me comportar bem sozinho sem o Anderson aqui dando aquela escora? Será que a gente consegue? Eu não vou conseguir pegar as perguntas, não vai ter a mediação do Anderson. Quando chegar o momento das perguntas, a gente vê o que que faz aqui. Se vocês mandam as perguntas daí, eu pego daqui. Como é que a gente vai fazer? Eu não sei. A gente vai dar um jeito. Então, vamos lá.

Minutor de sabedoria, abrindo o livrinho com mensagens edificantes, pedindo ajuda aos amigos invisíveis para que estejam por perto, nos acudam, nos amparem, que a gente consiga estabelecer a melhor sintonia com esses amigos no sentido de que ele reconheçam o propósito mais nobre desse momento do Papo das Noves, quando a gente abre ao acaso uma página e que essa página seja mais adequada, cirúrgica, pela razão que for para nós coletivamente hoje, que que nós coletivamente, que aí a conta é mais difícil, penso eu, mas eles tiram de letra. Se é uma página para uma pessoa, OK?

Se você tá pensando num grupo que tá sintonizado, aí eu não sei nem como eles fazem, mas aí é uma questão que eles vão resolver. Então que eu seja um meio adequado, uma ferramenta útil, um instrumento fiel. A abertura dessa página, onde for, e ela vai abrir aonde? Abriu aqui. 165. Que maravilha. Adorei esse tema. Isso ali é a primeira linha de relance assim. O homem não pode viver isolado. É o homem a mulher, é a humanidade, tá? O homem não pode viver isolado. Lembre-se de que cada compheiro de jornada é um amigo que o ajuda e a quem você precisa também ajudar. A cooperação existe entre todas as coisas criadas.

Procure você também cooperar com tudo e com todos em benefício da própria terra que o acolhe bondosamente, permitindo sua evolução. Ajude sempre e jamais desanime. Eu acho isso tão lindo assim, porque tem tantas camadas de análise desse texto breve, mas profundo filosoficamente, que remete a uma ética existencial. Ninguém deveria se posicionar na vida de forma encapsulada, isolada, como se fosse um ente à parte. Nenhum homem é uma ilha. Alguém já o disse. Então, nós estamos absolutamente interconectados, somos interdependentes e interagimos o tempo todo. Ter consciência disso é fundamental. Só que esta consciência remete a uma outra.

Há uma ética existencial que nos precipita na direção das decisões em favor do próximo e do coletivo. É como se fôssemos uma célula de um corpo maior. E essa célula microscópica, ela precisa se perceber como parte do todo. Porque quando essa célula se rebela, quando ela se transforma em outra coisa, ela adoece ela dá ensejo ou pode dar ensejo ao início de um processo cancerígeno. Quando você vai conversar com o cancerologista, ele vai explicar o que é câncer. Ele provavelmente numa linguagem poética, pode dizer assim: "É a rebeldia de uma célula que se deteriora. em prejuízo do coletivo, né? Então, nós estamos aqui refletindo juntos sobre uma mensagem que essa mensagem 165.

O homem não pode viver isolado. A gente precisa ter essa consciência de que a nossa passagem por esse planeta, tendo você religião ou não, acreditando em Deus ou não, ela se torna tão mais interessante, emocionante, eivada de sentido, de significado, bem lastreada e fundamentada numa Autoimagem de alguém que, por mais simples que seja, do ponto de vista do raio de alcance, do seu trabalho, da sua ação, do que você faz ou deixa de fazer, você é absolutamente fundamental para o equilíbrio e a harmonia do todo. Nós não podemos ter a ilusão de que somos autossuficientes, que não precisamos uns dos outros e que o planeta tá aqui para me servir, porque ele abre espaço para falar. Olha que lindo.

Procure você também cooperar com tudo e com todos em benefício da própria terra que o acolhe bondosamente, permitindo sua evolução. Esse livro tem mais de 60 anos. O movimento ambientalista, ele era muito raro efeito, não se tinha percepção de uma crise ambiental e climática escalando como nós temos hoje. E Pastorino já falava eh ressintetizando essas mensagens de sabedoria, que nós devemos ter esse sentimento assim de pertencimento. A terra é a nossa casa no universo. Como disse o Papa Francisco há exatos 10 anos atrás, em maio de 2015, quando ele assinou a encíclica lá, o Datos. A nossa casa comum. É a casa comum. Nós estamos na mesma casa. ou se preferir, você pode dizer: "Isso aqui é o nosso condomínio." A gente tem que se entender dentro do condomínio em benefício do próprio condomínio.

Então, sendo a nossa casa comum, a a dimensão ética da existência, quando você diz assim: "Eu não tô aqui sozinho, ninguém vive sozinho totalmente, ninguém, não é nem sozinho, a palavra é isolado." O isolacionismo ele fratura um princípio caro à natureza. É disso que estamos falando. Tudo que eu falei até aqui é para chegar nesse ponto. Você não consegue renegar a própria natureza. Você pode se não concordar com a natureza. Você pode dizer assim: "Não concordo com nada disso. Eu não concordo com a existência do sol e a importância dele pra vida. Eu não concordo com as marés. Eu não concordo com a fotossíntese. Eu não concordo com o fato da Terra girar em torno do Sol.

Eu não concordo com nada disso. É direito seu. Só que isso é a natureza. É uma força superior que sustenta o universo. Não é inteligente não concordar. Não se trata de concordar ou não concordar. Se trata conhecer, perceber como isso funciona e ajustar o seu compasso, o seu ritmo. Assim, as escolhas que são importantes para você, quando elas combinam com as leis da natureza, você vai longe. Quando você teimosamente não reconhece o que é a natureza, as leis da natureza, e você se posiciona contra isso daí é direito seu. Não vai ser fácil. Olha que eu tô sendo bem cuidadoso com as palavras. Não vai ser nada fácil.

Então, a metáfora que eu adoro, já disse aqui no nosso encontro das 9 da manhã várias vezes, a metáfora do velejador. O velejador, por princípio, só considerará, só vai conseguir cumprir o seu objetivo se ele entender a dinâmica do vento e a vela ser posicionada, eles chamam de caçar o vento para você se deslocar. Se você não tiver curiosidade em saber como funciona a corrente dos ventos, tem dia que venta mais forte, tem dia que venta menos, até quando venta fraco, construir o conhecimento sobre como otimizar resultado caçando, né, caçando esse vento na posição mais favorável ao deslocamento do barco.

O velejador precisa conhecer a dinâmica dos ventos, que é uma lei da natureza, para alcançar o seu objetivo, que é se deslocar, singrando os mares na direção que ele quer alcançar. Então veja, nós aqui precisamos reconhecer que é impossível viver isoladamente, que precisamos ter gratidão por estarmos inseridos nesse formigueiro humano. Dependemos dele visceralmente. O que você come, o que você veste, onde você mora, tudo que você precisa para ter um mínimo de qualidade de vida depende do trabalho de terceiros. E as leis da natureza precisam ser compreendidas para você operar a sua rotina em sintonia, sinergicamente com essas leis. Nós estamos nesse planeta.

Esse planeta é a nossa casa no universo. Não há planeta B, não há plano B. E há mais de 60 anos atrás, pastorino disse: "Procure você também cooperar com tudo e com todos em benefício da própria terra que o acolhe bondosamente, permitindo sua evolução. É um discurso que tem um viés também, penso eu, ambientalista. Viva pastorino! Viva pastorino! Olê olê! Olê! Pastorino padorino. Olê, olê olê. Hora de indicar um livro. Vocês vão entender porque eu vou indicar este livro. Galileu, Galileu e os negadores da ciência. Mário Lívio, autor de Deus é matemático. Bom, ele é um astrofísico, tá gente? Para quem quiser saber quem é Mário Lívio, astrofísico internacionalmente conhecido, fala de Galileu.

Você se lembra de já ter estudado algo sobre Galileu? Galileu Galilei, século X7. Galileu, que por alguns é considerado justamente o pai da astronomia, da percepção assim da, né, do comportamento dos astros, etc. Ele descobre o que se convencionou chamar de teoria helocêntrica, que é aquela que diz que revela que não é o o universo não gira em torno da Terra como a religião católica predominante, poderosa, determinava. Tudo gira em torno da Terra. Aí vem Galileu, só que não. Nós giramos em torno do sol. Sabe o que que aconteceu com ele por afrontar um dogma da igreja? Algo que não era passível de qualquer outra leitura, senão o que a igreja determinava que fosse? Foi preso, cara.

Galileu Galilei foi preso, passou os últimos dias de sua vida detido por ser alguém que afirmou que a Terra gira em torno do Sol. Aí você vai dizer, André, que que você tá falando desse livro hoje? Bom, primeiro, a história é lindíssima, mostrando assim o suplício que era você fazer ciência em tempos sombrios, em que achismo era, digamos, a norma e o dogma do poder constituído da igreja predominava sobre qualquer outra percepção da realidade, ainda aqui fundamentada pela ciência, porque Galileu percebeu claramente três séculos depois da morte de Galileu, a igreja reconheceu que estava errada. Levaram 300 anos. A igreja levou 300 anos para dizer: "É, eu tava errado.

Não é bem assim como sem comprovar, por uma questão de fé, entendi que não era a Terra que girava em torno do Sol, mas todo o universo girava em torno da Terra". Pois bem, eu tô sugerindo a leitura, deixa ou de qualquer outro livro que mostre o papel da ciência na vida da gente para exaltar o absurdo do texto que foi aprovado na noite de quarta-feira no Senado Federal, demolindo as medidas mais importantes, protetivas, do meio ambiente, do clima, das bacias hidrográficas, dos povos originais, das unidades de conservação.

Os senadores transformaram um texto que já era ruim da Câmara dos Deputados num texto horroroso no Senado Federal, que na prática promove a demolição do licenciamento ambiental. E isso não foi fundamentado em ciência. E isso me lembra o dogma da igreja. A ideia de agilizar o licenciamento não é ruim. A ideia de tentar padronizar as leis estaduais num grande código nacional de licenciamento não é ruim. Portanto, fazer ajustes na lei é algo interessante. O que aconteceu foi um escândalo.

Nós tivemos no Senado Federal a mãe de todas as boiadas passando por lá, permitindo um conjunto de novas regras que na prática vulnerabilizam o Brasil para ocorrências lamentáveis, como aqui testemunhamos na década de 1970, o advento de Cubatão, o vale da morte. Cubatão, próximo de São Paulo, na Baixada ali Santista, aquela área enorme que tem ali de praia, Cubatão virou o lugar mais poluído do mundo. Destruíram a serra do mar, todas as águas altamente contaminadas, o ar irrespirável, a saúde da população minada, bebês anencéfalos toda hora aparecendo numa proporção, segundo os epidemiologistas, muito acima do que seria uma média razoável da OMS.

Então, tivemos o escândalo de Cubatão a partir da farra das instalações industriais não reguladas, não calibradas para permitir sim que haja produção industrial sem, digamos, uma carga de poluentes do ar, das águas, da terra, que aconteceu um outro Outro exemplo interessante, pesquisem, não não se fiem no que eu tô falando não, porque tudo isso é pesquisa. Hidraelétrica de Balbina, na região norte do Brasil. Pesquisem sobre o que foi Balbina. Construíram uma hidrelétrica na floresta. Não havia, não houve na época o cuidado de você qualificar o projeto, porque licenciamento é isso, você apresenta o projeto, aí o órgão licenciador vai dizer, vamos dar uma olhada aqui, e aí vai fazer sugestões.

Esse projeto para sair, você não vai poder fazer desse jeito, porque esse jeito aqui a gente mediu, a gente aferiu, a gente se fez simulações, a gente chegou à conclusão de que isso daqui é problema. É problema pro meio ambiente, é problema paraa saúde. No caso de Balbina, construíram uma hidrelétrica, não havia licenciamento como como temos hoje. E licenciamento, por vezes, não é respeitado, né? Depois ainda tem a novela de cumprir o que tá escrito, mas isso é outra história. Tem que ter regulação. Balbina, pesquisem o que que é. É o é o maior vchame da engenharia brasileira. construíram uma hidrelétrica na floresta que não se paga, não consegue gerar energia suficiente para justificar o investimento que foi.

Inundar uma floresta primária mata virgem inteira, uma destruição monumental da biodiversidade para não gerar energia como se esperava. Gastamos dinheiro público lá. Licenciamento qualifica projeto, reduz riscos para saúde e o meio ambiente. O projeto aprovado no Senado, entre inúmeros outros pecadilhos que eu já denunciei na Globo News. Falamos isso exaustivamente nas minhas redes sociais. Eu não quero repetir aqui tudo que eu já falei, inclusive quarta-feira falamos disso. Ele exclui, não tem uma vez no texto aprovado a palavra clima. A gente tá na maior crise climática da história da humanidade. Daqui a menos de 6 meses, o Brasil vai sediar a COP 30 em Belém, que é a conferência do clima.

Não falam clima. Destruíram a lei da da Mata Atlântica. Eu falei disso quarta-feira. presidente do Senado, Davi Columbre, deu a enorme contribuição dele para esse essa tragédia, esse escândalo, eh, colocando o texto que foi aprovado com uma emenda dele, que eu tô aqui com a cópia da emenda, tá lá dois, três parágrafos, criando um licenciamento fake, né? Um licenciamento express. O governante de ocasião diz: "Esse projeto que eu quero do meu governo é estratégico". Basta dizer que é estratégico. Vai ter um conselho lá que o o governo cria para dizer se é estratégico ou não é. Se for estratégico, passa pela porta larga.

Você não vai ter um licenciamento no nos termos que esse projeto vai ou deveria demandar. Ele tem prazo de um ano para ser aprovado e e estudo de impacto ambiental, relatório de impacto ambiental. Isso daí não vai ameaçar o status de projeto estratégico. Isso é uma aberração. Isso vai ser claramente judicializado. Sabe por quê? Porque o Brasil tem uma Constituição. A Constituição Brasileira determina o quê? No artigo 225 todos os requisitos constitucionais que remetem a proteção do meio ambiente, da biodiversidade, do clima. Eu conheço e tenho a honra de ter amigo o redator do artigo 225 da Constituição, Fábio Feldman. Foi eleito por São Paulo, deputado constitucionalista.

Ele foi o principal responsável pela redação do artigo 225. Depois virou secretário de meio ambiente no governo Mário Covas. Depois falou: "Não quero mais saber de política, vou tocar minha vida longe disso". E tá aí vciferando. Ele é muito elegante, muito cordial, muito tranquilo, mas ele assinou um artigo publicado semana passada junto com uma ex-presidente do IBAMA, hoje diretora técnica do Observatório do Clima, Suili Araújo. Se você quiser ler esse artigo, vai lá, olha, bota assim: licenciamento Fábio Feldman Sueli Araújo, na internet você vai ver o artigo que ele escreveu com ela, você vai compreender o tamanho da encrenca.

Aí eu tô sugerindo Galileus Negadores da Ciência para todos os senadores que votaram sim em favor desse projeto. Aliás, eu coloquei no stories a lista dos senadores que votaram sim e a lista dos senadores que votaram não. Caso você tenha interesse em saber como o seu senador aí pode ser até não ser o que você votou, mas é do seu estado, como é que ele votou? Negaram a ciência. Negaram a ciência. Um vexame no século XX. Aí você vai perguntar, por que que eles fizeram então desse jeito, André?

Eu vou dizer, bom, eh, uma hipótese, não todos, mas provavelmente alguns deles negligenciaram o bom senso, que vem da análise não apressada, não assodada dos fatos apurados por diferentes grupos que se debruçam nessa área do conhecimento, porque tem nota técnica do Ministério do Meio Ambiente, do Observatório do Clima, da Fundação Osvaldo Cruz, que é referência em saúde pública, nota técnica do Instituto Socioambiental, nota técnica da Transparência Internacional, apontando e elencando pormenorizadamente os reveses causados por essa legislação infame que o Senado tá querendo já que já determinou que segui em frente. Então, negar a ciência custa caro.

Custou caro para quem não quis se vacinar durante a pandemia. muitos defensores da de medicações que não foram feitas para lidar com a COVID-19 e que foram propaladas pelo poder presidencial à época, né? Cloroquina. Nossa Senhora Jesus, as pessoas se entupindo de cloroquina. Aí faltou cloroquina para combater os efeitos da malária, porque aí a cloroquina é eficaz contra a malária. A cloroquina não é eficaz contra a COVID. Quem é que diz isso? Ciência. E o que é ciência? É quem observa, mede, checa, chega a uma conclusão. A ciência não é dona da verdade absoluta. A ciência faz as perguntas certas e ela faz as recomendações com base nos estudos. Tem que estudar, cara.

Você não vai ficar, sabe, ao arrepio de qualquer, eu diria, base sólida de conhecimento, ficar dizendo cerveja cura, coceira de mosquito, xixi, cura. Como é que é o nome daquela erupção que aparece assim de repente? Esqueci o nome, cara. uma inflamação que parece uma espinha inflamada. Tem um nome isso que eu esqueci agora. Eu quando era adolescente, passando férias em João Pessoa, tinha um primo que tava se formando em medicina, Bi Gabriel, ele eh alguém na família tava com furúnculo. Furúnculo. Isso. Obrigado, Gislei. Aí era pegadinha, sabe? Essa coisa de adolescente, coisa tal.

Alguém falou para um outro primo que tava com furunco, falou assim: "Quando você for no banheiro fazer xixi, mija em cima do furunculo que passa". Gente, assim, é irresponsável. É irresponsável. É impressionante a quantidade de pessoas que cai no conto do vigário. Ah, porque o sabe que o clássico é assim: Disseram que, falaram que, ouvi dizer que, aí você vai perguntando, mas quem falou, aonde você viu isso? Invariavelmente as respostas envzadas são no WhatsApp. Mandaram para mim no WhatsApp. Aí você olha paraa pessoa e fala: "Você checou essa informação ou essa informação que passaram pelo WhatsApp já traz a fonte, a origem disso que tá sendo dito?" Ah, não reparei.

Ah, não, não tem a fonte não. Mas quem mandou para mim é meu amigo. Com todo respeito, eu digo de coração aqui para vocês, vocês não têm noção do tamanho do problema causado pela invigilância das pessoas quando tomam como verdadeiro o que não tem nenhum vínculo com a realidade. Eu acho isso terrível quando começo a fazer dentro da área do espiritismo, você pega um determinado presidente da República e todo o seu ministério começa a falar: "Esse aqui foi Dom Pedro I, esse aqui foi a Imperatriz Leopoldina, esse daqui foi José Bonifácio, esse daqui foi não sei quem".

Aí as pessoas replicam isso, falam assim: "Olha só, descobrimos a origem espiritual, né, a encarnação anterior de quem hoje ocupa o poder." Aí você fala: "Quem disse isso? Quem tá dizendo isso? Com base em quê?" E aí as pessoas vão replicando e aí vira verdade. É a pósverdade, como se diz. Então isso vem de longe. A tentativa de manipular, a tentativa de calar, a tentativa de ludibriar. Galileu, Galilei e os negadores da [Música] ciência. Amém. Recomendamos enfaticamente diante das circunstâncias trevosas que o Brasil encara de demolição sistemática das medidas protetivas do meio ambiente do clima. Amém.

Que não haja, Senhor, espaço para a fraude, a mistificação ou interesses poderosos de certos grupos econômicos que influenciam no Parlamento. Amém. Se aprovar esse texto na Câmara dos Deputados, vai à sanção presidencial. Se houver veto, a lei, o congresso poderá derrubar o veto e isso será de fato lei. Este é o pior cenário possível. Como é que se reverte isso? É disso que eu tô falando agora. Esse é o momento do papo das 9 que eu preciso aqui reportar a vocês apenas uma opinião. Vocês não precisam concordar comigo. Eu tô na área ambiental, cara. Eu tô, eu tenho que fazer essa conta direito. É de eu cobri a Rio 92, já são 33 anos.

Então eu tô há mais de 30 anos cobrindo de perto área ambiental no Brasil e no mundo. Viajei a trabalho para mostrar as questões ambientais e climáticas em países como China, Alemanha, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos. Eu trabalho nessa área aqui no Brasil, Amazônia, Pantanal, Rio Grande do Sul, durante a tragédia, os lugares do Brasil, onde as coisas acontecem, a gente tá ligado, a gente vai lá ver de perto. Obviamente, na minha profissão, a gente precisa ter muita fonte, então a gente tá ligado. Ah, André, então você o que você falar não tem erro, não. Não é isso. Sou imperfeito, sou limitado.

Tenho que dizer para vocês que tudo que eu venho a falar aqui, que chame a atenção de vocês, é saudável que vocês pesquisem para ver se o que eu tô falando tá bem fundamentado. A, o meu compromisso comigo, antes de ser com vocês, é compartilhar informações que eu tenha checado e eu tenho a segurança de compartilhar. posto, esse projeto que foi aprovado no Senado, ele atenta contra a nossa saúde, contra o meio ambiente e contra o clima. Portanto, é muita coisa ruim. O que que vai acontecer agora depende de nós. E aí eu vou evocar esse essa sugestão. Nós precisamos exercer a nossa cidadania.

Cidadania é justamente, olha que legal, a mensagem do pastorino falava que ninguém vive isolado, que nós estamos vivendo em comunidade, somos seres sociais, interdependentes. A gente abriu a página hoje falando de um assunto que guarda a relação com o que eu vou dizer agora. Nós precisamos exercer a nossa cidadania, que significa estar atento a direitos que são de cada um de nós e direitos coletivos. Esse projeto Construir a convicção, ele afronta direitos individuais e coletivos. Ele não respeita limites que estão demarcados pela boa ciência.

Ele permite que a cobiça, a ganância de certos grupos econômicos não éticos, não sensíveis ao meio ambiente, ao clima, ao direito dos povos indígenas, à resiliência das bacias hidrográficas. O Brasil tá secando. Esse projeto permite que empreendimentos que são muito demandantes de muita água ocorram sem a devida vigilância ou certificação técnica dos órgãos responsáveis. É preciso dizer isso. Eu preciso falar isso. Como é que vira o jogo? Democracia é panela de pressão. Se você não pressionar o seu deputado em Brasília ou não perguntar para ele como é que você tá posicionado em relação a isso. Estamos de olho. Ano que vem tem eleição. Estamos de olho. Como é que você se posiciona?

Ah, ouvi dizer que esse projeto é ruim. Que que você tem a dizer sobre ele? manda pro seu deputado os links das notas técnicas que eu já citei aqui hoje, já citei na quarta-feira. As notas técnicas são públicas, estão disponíveis nas redes sociais das instituições que eu falei. Se você não se posicionar, não adianta ficar lá assim: "Ai, vamos rezar para isso não acontecer". Claro que você pode rezar para isso não acontecer. Só que Deus, como eu canso de dizer aqui, é o meu entendimento da divindade, Deus delega, Deus terceiriza. O que Deus quer da gente, entre outras coisas, é coragem de fazer a nossa parte. Se cada um fizer a sua parte, a gente consegue algo melhor.

Enquanto reza, vai fazendo aquele provérbio africano que virou um mantra do papo das enquanto reza, vai fazendo. Faça a sua parte. Eu eu sou de uma época que tinha muita manifestação de rua, protesto, as pessoas iam pra rua, isso reverberava, isso mudava voto. Petição online, até onde eu sei, não muda voto. Ah, é importante, tem o seu valor, mas não muda voto. Não muda o mundo, não muda a realidade hostil. A gente precisa pensar a parte que nos cabe enquanto estamos aqui no nosso tempo, nesse país. O que me cabe fazer enquanto eu estiver vivo? como brasileiro ou imigrante que vive aqui e tem direitos. O que está ao meu alcance fazer em favor desse projeto ou contra? cada um que pense com a própria cabeça, mas saiba, de uma forma ou de outra, esse projeto abala as estruturas do nosso país.

Você pode achar que até para melhor, direito seu. Eu tô convencido, mas assim, drasticamente convencido de que esse projeto não é adequado. E eu acho que a gente precisa dizer isso com todas as letras. Por quê? Porque quem cala consente. Porque quando a gente fica na moita, fica na toca, ou como disse a mensagem aberta ao acaso hoje do pastorino, ninguém vive isoladamente. Ninguém vive isoladamente. Ah, eu tô aqui no meu cantinho, não quero me meter com o bedelho nisso não. OK. Livre arbítrio é isso também. Arcarás com as consequências, né? Eu li, eu vi hoje uma reportagem falando que o preço do café disparou, já tava caro, nova majoração dos preços. Aí você vai correr atrás do porquê.

Tem a questão climática. Aí você adora o café, como é que fica? Você tá se mobilizando contra as medidas irresponsáveis que agravam a crise climática? Isso vai bater no teu bolso. Quanto mais crise climática, maior o preço do que a gente gosta de consumir como alimento que vem do campo. O campo é muito sensível ao clima, então vai pesar no teu bolso. Aí você fala: "Ah, mas isso é um absurdo. Cadê o governo? Quem elege governo, presidente, quem elege senador, deputado federal, deputado estadual, governador, prefeito, vereador, somos nós. Ano que vem tem eleição. Antes disso tem a Câmara dos Deputados recebendo o projeto do Senado horroroso sobre esse assunto.

A pergunta é: o que você estaria disposto a fazer pros deputados federais apreciarem esse tema sem negar a ciência? Eita, senhor. Século XX, pelo amor de Deus. Pensei que eu fosse reencarnar encontrando um mundo mais consciente dos riscos que a cobiça, a ganância causam. Foi a cobice e a ganância que determinaram a maior tragédia minerária da história dos do mundo ocorrida em Minas Gerais com rompimento da barragem do Fundão em Mariana. Não foi acidente, foi crime da Vale. E aí você vai ver o projeto que aprovaram no Senado. O licenciamento de barragem de mineradora deixa de ser contemplado como algo digno de um estudo de impacto ambiental. É autolicenciamento. Que que você acha disso?

Porque eu tenho opinião sobre isso, eu manifesto publicamente essa opinião. Vamos em frente. Como disse, hoje não temos Mr. Anderson, porque Mr. Anderson está fazendo aniversário. Então, eu quero saber se vocês têm alguma pergunta que eu possa capturar rápido aqui pelos meus pelas minhas lentes. Enquanto vocês eventualmente mandam perguntas, eu tenho que ficar esperto aqui. É para para ver se alguém pergunta alguma coisa. Enquanto não pergunta, deixa eu dizer uma coisa aqui.

Olha só, nós tivemos tragicamente o assassinato de um casal de namorados que pretendia consagrar laços de matrimônio, vamos colocar assim, o Washington, um casal de israelenses que, inclusive funcionários da embaixada, né, de Israel em Washington, nos Estados Unidos. Eh, eles foram assassinados por um militante pró Palestina, horrorizado com o ataque das forças militares de Israel contra civis palestinos. É um assunto muito duro, mas eu preciso me posicionar aqui para fermentar ideias que a gente precisa ter sobre senso de justiça. É abominável que qualquer vida humana seja subtraída pela razão que for, na minha opinião, a vida sagrada.

Dois, é uma covardia, é um crime igualmente nominável tentar fazer justiça, muito entre aspas, cometendo duplo homicídio, né, matando dois jovens por serem jailenses, como se ser israelense fosse um crime e como se todo israelense fosse a favor do que tá acontecendo hoje. a partir dos ataques brutais das forças militares israelenses contra civis palestinos. Ah, André, mas você tá de um lado ou do outro? Esse pensamento binário, eu não, graças a Deus, eu evoluí já o suficiente para não ter um pensamento assim. É lado A ou lado B? Não, não, não, não, não. Vai além. Nós condenamos o antissemitismo, o preconceito contra judeus. Condeno publicamente o preconceito contra judeus.

Como me posiciono criticamente e duramente contra a covardia e os crimes de guerra cometidos pelo governo Netaniarro contra civis palestinos. Uma coisa não exclui a outra. O antissemitismo não deve prosperar, embora seja uma consequência verificada globalmente a partir das ações de de Netaniar, que é um criminoso de guerra. É um criminoso de guerra. Então a gente precisa, tão criminoso quanto o Ramais, o grupo terrorista palestino e Netaniarro se utilizam dos mesmos artifícios para obter os resultados que julgam ser os mais interessantes, mas infligem regras internacionais, leis inter até para uma guerra tem regra ou deveria ter. Existe essas regras não estão sendo respeitadas.

Então eu tô me posicionando aqui contra qualquer manifestação de preconceito contra israelenses ou contra judeus. Não, não, não faz sentido. Bem como o silêncio do mundo diante da crise humanitária na Palestina é algo abominável. O que tá acontecendo lá em pleno ano da graça de 2025 é algo chocante que não deveria prosseguir por mais um segundo. Não faz sentido. Eh, outra coisa horrorosa, gente, eu preciso falar sobre isso, que hoje não temos Mr. Anderson, tá fazendo aniversário. É, vocês viram o que que o presidente Trump fez com o presidente da África do Sul no salão oval da Casa Branca? Era um encontro de chefes de estado. Existe todo um protocolo, uma ética que Trump não respeita.

Não respeitou contra o presidente da Ucrânia, o Vladimir Zelensk. E foi também delicado contra o chefe de estado do Canadá quando esteve na salinha. A salinha oval, a sala oval da Casa Branca virou a sala de bullying. Quem senta lá com o Trump leva cacetada. Pois bem, eu vou resumir para quem não viu essa história. Aconteceu essa semana. Trump recebe o presidente da África do Sul. Papo vai, papo vem dentro de um protocolo de cordialidade, como deve ser. Trump manda apagar as luzes do salão oval. Turn off the light. E aí exibe fotos de cadáveres sendo sepultados em algum lugar que Trump diz ser África do Sul, homens brancos, fazendeiros trucidados pelo racismo dos negros.

Isso no país do apart que Nelson Mandela libertou a maioria negra do julgo da minoria branca Africaner que dominava e segregava oficialmente. Trump diz: "Pergunta pro presidente da África do Sul. Eu quero que o senhor explique essa barbárie cometida contra brancos na África do Sul. O camarada fica surpreso, ele fala: "Eu não tô entendendo. Eu queria que o senhor me dissesse de onde vieram essas imagens. Eu não as conheço. E Trump insiste, insiste nessa tese de que há racismo que resulta em barbárie contra brancos na África do Sul. Crime de racismo. Pois bem, constrangimento enorme. E aí o que que aconteceu, gente? A gente precisa falar isso.

A agência de notícias Heinters ontem publicamente diz: "É fake news do presidente dos estados". Eles nos usaram esse termo. Falou assim: "Usaram imagens que nós fizemos não na África do Sul, no Congo". em meio à guerra civil que ocorre por lá entre diferentes etnias, não tem nada a ver com a África do Sul. Essas imagens não fazem sentido no contexto em que Trump trouxe cobrando do presidente da África do Sul o que que tá acontecendo no teu país. Explica essas fotos. Aí vem a agência de notícias Reuters. Essas fotos não são da África do Sul. Essas fotos são do Congo.

Esse Trump, eu não tenho palavras assim para definir o constrangimento que ele impõe a um país que merece respeito, como todo o país, que são os Estados Unidos. É inacreditável. É inacreditável. Bom, isto posto eh posto qu estamos sem Mr. Anderson hoje. Me reserva aqui o direito de não vou enrolar nunca. Papo das 9 não é para enrolar. Não tem nenhum compromisso de terminar esse papo com uma hora de duração. Uma hora costuma ser o tempo e sempre apertadinho pra gente dar conta do recado. Isto posto, eu vou me despedir de vocês. Lembrando que domingão tem papo das 9 especial 9 da E domingão.

Pera aí, eu vou deixar esse papo das 9 gravado que domingo eu estarei no evento beneficente lá pros lados de Cetiba. É, se você tiver um tema, portanto, o papo das 9 de domingo, eu já digo aqui, em havendo condições de eu deixar gravado, esse o meu projeto, vai ficar disponível no YouTube, apenas no meu canal, no YouTube, como ficará arquivado a partir de agora este papo de hoje, desejo a vocês uma sexta-feira luminosa com muita serenidade. muita lucidez, a consciência tranquila a partir do apaziguamento íntimo, a identificação das demandas, que que eu preciso fazer, como fazer, quando fazer, de que jeito fazer. Pare, pense, olhe que seria já bem, tá? Vai, vai no teu ritmo que você vai bem.

Descubra qual é o seu ritmo. Vai no teu ritmo que você vai bem. Tudo de bom. Fiquem com Deus. Até domingão, se Deus quiser.

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