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Salvem o licenciamento ambiental! | Papo das 9 #922

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Olá, como vão vocês? Bom dia. Quarta-feira tá começando mais um papo das 9 ao vivoço, direto do meu cafo verde solar em laranjeiras. Como estão vocês no meio dessa semana aqui no Rio de Janeiro? Calor, sol forte, céu azul, mas a gente já percebe um pouquinho as nuances do inverno que se aproxima, porque esse calor em outro período do ano seria simplesmente estorricante. Estorricante, como dizem nós, como dizemos nós cariocas puxando o S pro X. Choco, show de bola. Ainda tem. Eu acho engraçado quando a gente fala suviando, né? Choc, show de bola. Se é o carioca exaltado. Enésima potência do Puxando pro X. E, I Recife tá chovendo bastante. Tem gente de Viçosa, Ceará, dando bom dia. I Panema.

Ah, ó, outra pessoa de do Recife aqui falando que tá chovendo muito no Recife, ó. Vamos que vamos. Começando por onde? Por onde a gente sempre começa. Você que tá caindo de para-quedas aqui, esse papo das 9 ao vivaço existe há mais de 5 anos, foi criado durante a pandemia. A nossa função aqui é promover resiliência psíquica e emocional ao movimento de manada insano, as ondas de ansiedade, angústia, perturbação espiritual a partir do compartilhamento de informações que possam nos ajudar a encontrar uma centralidade, um eixo, um ponto de equilíbrio para que a nossa jornada seja mais, eu diria, lúcida. lúcida, consciente, possível. É disso que se trata. Vamos pedir ajuda ao livrinho.

Olha o livrinho todo bombardeado aqui, ó. Todo castigado. Eita! Por isso que eu gosto cada vez mais dele. Mensagens do nosso querido Carlos Torres Pastorino, nosso companheiro aqui desde o início, pedindo, evocando aqui a presença dos amigos invisíveis que se compadecem de nós e nos ajudam. A seguir em frente, inspirando a abertura do livrinho na página indicada para a reflexão breve dessa manhã. Eu peço sempre que eu seja um instrumento maleável, uma ferramenta útil, um meio adequado para esse propósito e que a gente possa então, [Música] opa, 178. Foi aqui que eu abri. Eu não vou fingir que não foi aqui, foi aqui que eu abri. Que que diz aqui? Não se deixe abater pela tristeza.

Todas as dores terminam. Aguarde que o tempo com suas mãos cheias de bálsamo traga o alívio. A ação do tempo é infalível e nos guia suavemente pelo caminho certo, aliviando nossas dores, assim como a brisa leve abranda o calor do verão. Mais depressa do que supõe, você terá resposta na consolação que necessita. Eu achei interessante, eu falei há pouco antes de abrir o livro que o dia tá muito quente, mas que nós temos aqui as nuances, né, do inverno abrando, um calor que poderia ser estorricante. Ainda puxei pelo S do carioca aqui que vira X. E a mensagem fala: "Assim como a brisa leve abrando o calor do verão." Meus amigos, minhas amigas, vamos lá. O que que me ocorre aqui?

Todas as vezes que pastorino fala a palavra tempo, e foram duas vezes nessa curta mensagem, tempo com T maiúsculo, isso tem uma um significado. Ele tá exaltando o tempo como uma variável fundamental das diretrizes do universo. O tempo, o a compreensão filosófica do tempo é uma conquista do espírito imortal. Quando a gente se depara com a nossa impermanência, tudo passa o tempo todo. Nós também estamos de passagem por esse planeta. Então, se tudo passa o tempo todo, significa que eu não deveria construir apego. Apego, porque o apego vai gerar sofrimento.

Ah, André, mas eu adoro a minha casa, adoro meus filhos, adoro meu trabalho, adoro meus amigos, eu não consigo me imaginar sem isso, não consigo me imaginar sem aquilo. Olha, apego não é indiferença, apego não é desimportância. Apego é a gente ter essa consciência de que estamos transitando pela vida como viajantes. Por mais aprasível que seja a experiência, ela é temporária e ela é rica de aprendizado e ela deveria, penso eu, ser entendida assim. Eu estou aqui, portanto, nos momentos de muita alegria, felicidade, que eu estou vivendo aquela epifania assim, me sentindo completamente envolvido num momento radiante de luz. Aproveita com a consciência de que isso passa.

Da mesma forma quando estivermos nos sentindo péssimos, péssimos, que é como pastorino diz aqui, não se deixa bater pela tristeza, todas as dores terminam. Aí ele fala: "Aguarde que o tempo com suas mãos cheias de bálsamo traga o alívio." Assim como a alegria esfuziante, a tristeza também é passageira. A angústia, a ansiedade, o desespero não deveriam ser retroalimentados pelo nosso pensamento em vigilante, como se a gente se visse congelado naquele tempo que não passa, porque tudo que dói demora a passar, tudo que alegra passa rápido. Então, nos momentos difíceis, a gente acha que tá ali, ah, já passou, já durou muito isso, por quanto tempo eu ainda vou ficar enredado nessa história?

Nossa, eu tô aqui há muito tempo, gente. O tempo traz, eu diria, na sua resolução passageira, né? Tudo passa. O tempo nos ensina que essa dinâmica da passagem das experiências, dos estados de espírito, dos sentimentos, alegria, tristeza, euforia, perturbação, regozijismo e deleite, angústia e ansiedade, tudo muda. Ah, André, mas aí como é que a gente fica aí nessa, eu diria, nesse carrossel sem conseguir se se desvencilhar desse dessa roda da vida.

Toda vez que a gente exercita a consciência, a lucidez e busca as respostas fundamentais sobre o que é a vida, o que é a morte, o quem somos nós, de onde nós viemos, para onde nós vamos, quando você reserva uma parte do seu tempo para investigar aspectos fundamentais da vida, essas experiências elas vão sendo também modificadas, tanto a alegria intensa quanto a tristeza za devastadora deixam de terísticas que nós, enquanto espíritos imperfeitos, realizamos, compreendemos. A gente começa a entender de forma diferente. Eu chamo isso de sabedoria. A sabedoria de usufruir, de degustar, de aprender, de se enriquecer com os altos e baixos da vida, sabendo que eles são passageiros.

Então, enquanto estivermos transitando por um momento delicado, sensível, complicado, sabedoria, isso vai passar. E eu tenho aqui o consolo, né, de saber que o que hoje me perturba, hoje me angustia, amanhã vai ser diferente. Semana que vem bem diferente. Daqui a um mês, um ano, uma década, isso vira outra coisa. Eu não posso ser prisioneiro do factual. Aconteceu hoje, me devastou. Não quero mais saber de nada. Tô chutando balde para o planeta que eu quero descer. Não, não. Isso é sabedoria.

Para mim, a tradução de sabedoria é saber atravessar diferentes momentos da vida com lucidez, consciência, serenidade, sabendo que tanto os momentos luminosos que você gostaria que não deixassem de existir nem de experimentar, quantos momentos dolorosos eles passam. A compreensão da dinâmica do tempo nos enriquece. e nos habilita a enxergar a realidade de uma forma muito mais interessante. É a minha interpretação que não é a melhor, não é inquestionável, não precisa ser igual à sua. Cada um de nós, quando abre uma mensagenzinha de um livro qualquer de mensagens edificantes, o que é saudável a gente defende aqui desde a primeira edição do Papo das Nove.

Qualquer livro com edificantes precisa ser compreendido como um nutriente espiritual robusto para você passar por esse mundo das ilusões, esse mundo das matérias degradáveis, perecíveis, né? Esse mundo em que o corpo da gente vai se transformando e a gente do nascimento ao desencarne, isso se dá numa fração muito reduzida de tempo. O tempo passa rápido. Eu eu eu tava caminhando com a Cláudia domingo, a gente viu um senhor de idade aqui pertinho de casa. A gente caminhando, aí ele tava com uma camiseta com uns dizeres assim. O tempo passa rápido mesmo. Não, a vida não é o tempo. A vida passa rápido mesmo.

Ele sendo uma pessoa de idade com uma camiseta dizendo: "A vida passa rápido mesmo", tem um brutal atestado de credibilidade, porque ele tá dizendo com quilometragem de vida como o tempo da existência é muito rápido, fugaz. Então que a gente aproveite, absorva, metabolize sem uma amplitude emocional exagerada. Não vou ficar radiante, eufórico, como se fosse assim algo absolutamente fantástico e quisesse permanecer nesse estado de espírito pra vida inteira. Também não vou ficar mergulhado no lodassa de uma tristeza com seus motivos, suas razões o tempo todo, porque o tempo passa e a gente precisa lidar com essa dinâmica do tempo, com a devida lucidez, consciência e sabedoria, penso eu.

Sugestão de leitura para hoje. Sugestão de leitura para hoje. Dada a repercussão que teve na semana passada, as lives que fiz sobre o desencarne de Divaldo e principalmente a live de domingo passado, quem não viu, eu sugiro que assista, porque fizemos uma reflexão sobre o que significam os grandes médiuns para o movimento espírita. E com a passagem de Chico Edivaldo, como fica esse movimento espírita? Eh, fizemos aqui algumas digressões, algumas reflexões abertas, obviamente sem a pretensão de estar compartilhando verdades absolutas. Isso nunca fizemos aqui. E recomendei, recomendei não, referenciei no meu estudo três obras diferentes.

Uma delas eu vou hoje recomendar expressamente, chama-se O livro dos Médiuns. é a obra, eu diria, mais bem fundamentada, detalhada, que explica o fenômeno mediúnico, ou seja, o que é ser um sensitivo, as diferentes categorias de mediunidade, quem tem a percepção mediúnica deve fazer o quê para se precaver de percalços indesejáveis, eventualmente bastante incômodos e dolorosos? assédio a partir de uma sintonia invigilante com desencarnados que não são propriamente confiáveis. Vamos colocar nesses termos. Então, a luz do Espiritismo médium, ele não é alguém aquiado com um dom divino. Ele não é um santo por ser médium.

Médium é um sensitivo que, na maioria absoluta dos casos vem com essa capacidade de perceber o plano espiritual para trabalhar em favor do bem, do próximo, exercitando a caridade, emprestando suas anteninhas para consolar, para promover tratamentos eventualmente de cura, para comunicar o que precisa ser passado informações relevantes que venham do plano espiritual nas devidas condições de segurança, sem fraude, sem mistificação, sem superstição, sem idolatria. No livro dos espíritos, nós temos nas obras básicas de Kardec essa pergunta sobre se os médiuns, a pergunta reporta a condição de perfeição, né? Se os médiuns são perfeitos. E a resposta da espiritualidade maior é bem taxativa.

Não, quando muito, bons médiuns, mas perfeitos não. Então, nós estamos vivendo num planeta e numa era da humanidade, numa fase da humanidade em que a gente muito rapidamente se deslumbra com uma pessoa que possui recursos mediúnicos como se fosse um semideus digno de idolatria, quando na verdade é uma pessoa que precisa estudar, se proteger, ter, digamos, uma vida minimamente regrada para não ser suscetível ou vulnerável ao assédio de quem sabe que essa criatura percebe a dimensão espiritual e ela não ser joguete, ela não ser instrumento do desequilíbrio, não ser vulnerável a ações predatórias. Médium é ferramenta, médium é instrumento, médium é falível, médium é imperfeito.

Então, sugiro para quem seja ou quem não é espírita, o livro dos médiuns, uma boa obra referencial para nós espíritos. Seguindo em frente, eu vou aqui fazer uma sugestão de da atenção de vocês. Aqui é um papo das 9, remetendo à nossa cidadania. Eh, há um projeto que está sendo apreciado no Senado Federal, que já veio ruim da Câmara dos Deputados. O Senado conseguiu piorar um projeto de lei que flexibiliza o licenciamento ambiental. Muito rapidamente, eu quero dizer que está marcado para hoje ou está marcada a votação desse projeto que tramitou a jato no Senado.

Ontem pela manhã, aprovado por votação simbólica na Comissão de Meio Ambiente, à tarde, aprovado por votação simbólica na comissão de agricultura e que na prática, segundo pessoas que eu reputo como seríssimas, instituições que eu reputo como de enorme credibilidade, já denunciaram. é um projeto que ameaça o meio ambiente e a saúde ao afrouxar, mas assim desmesuradamente o processo de licenciamento ambiental. Eu vou explicar em 30 segundos o que que é licenciamento ambiental. pela legislação brasileira em atendimento à Constituição Federal, certos empreendimentos com enorme potencial impactante, poluente, que pode interferir na biodiversidade, na saúde humana, também precisam ser licenciados.

Licenciamento não é vetar. Licenciamento é eventualmente até vetar, não foi autorizado, mas via de regra, o licenciamento promove melhorias no projeto, atenuando os impactos a partir de condições. Esse projeto, esse projeto poderá ser licenciado desde que faça-se desse jeito ou daquele. Isso está sendo depredado a jato no Senado Federal. Fiquem de olho. Democracia Panela de Pressão. Informe-se. Eu acessei uma nota técnica de 100 páginas do Observatório do Clima lançado na última sexta-feira. Acessei a nota técnica do Instituto Socioambiental para citar apenas duas organizações seríssimas que estão escandalizadas com que o parlamento brasileiro tá operando, tratorando.

E isso representa risco para nós. Eu vou dar apenas um exemplo de um jabuti, uma emenda jabuti, apresentada ontem por um ex-governador do Mato Grosso, hoje senador Jaime Campos da União Brasil do Mato Grosso, que a emenda, na prática, destrói as mais importantes medidas protetivas da Mata Atlântica. A Mata Atlântica é o bioma mais devastado do Brasil e por essa emenda tornar seía possível licenciar empreendimentos nas áreas mais protegidas da Mata Atlântica, que são de vegetação primária ou secundária, aquelas florestas mais densas, robustas, fechadas, de onde vem a água que abastece aproximadamente 100 milhões de brasileiros.

Essas encostas verdes na Mata Atlântica tem as nascentes e mananciais que provê de água aproximadamente 100 milhões de brasileiros. Não só isso. Essa vegetação, a partir de um dilúvio, de um evento climático extremo que tem ocorrido com maior frequência e intensidade, aonde tem área verde, você tem menor risco de deslizamento de terra ou de pedra. Bem entendido o que propõe essa emenda.

Desconfigurando a lei da Mata Atlântica, você torna a Mata Atlântica mais vulnerável a projetos que passariam a ser licenciados pelos municípios, que é o ente federativo mais, eu diria, a maior parte dos municípios brasileiros sequer tem secretaria do meio ambiente, muito menos órgão licenciador com competência técnica para isso. E os municípios são mais vulneráveis à ação de grandes empresas e corporações. um grande projeto imobiliário, um grande projeto minerário, né? Uma indústria que se queira fazer, mas tem que ser ali que é pertinho da água. A gente precisa de água. Mas ali era protegida pela lei da Matatã. Não, mas agora vocês podem licenciar. vocês quem o prefeito antes precisava da da licença do estado com anuência do IBAMA, porque Mata Atlântica tem valor paraa nossa saúde e pra biodiversidade.

Fica ligado, tá prevista a votação hoje. Você sabe em quem você votou pro pro Senado? liga pro teu senador, pergunta qual é a opinião dele, veja se você concorda com a opinião dele, porque democracia é panela de pressão, a gente precisa se posicionar. minha opinião. Seguindo em frente. Deixa eu falar para vocês. Ontem eu compartilhei no meu na página do Instagram um vídeo de 2 minutos do Papa Leão 14 dirigido a um grupo de 150 reitores católicos e não católicos que estão reunidos no Rio de Janeiro, exatamente na universidade onde eu dou aula há 21 anos. São reitores que estão muito identificados com a encíclica Laudata Laudatu do Papa Francisco, já desencarnado.

A primeira reunião desses reitores foi em 2023 na Santa Sé com o Papa Francisco à frente e esses reitores articularam um projeto que no Rio de Janeiro vai ganhar visibilidade mundial. E esse vídeo do Papa endossa esse movimento, olha que bonito, o perdão da dívida externa dos países pobres, mas não é que a dívida desapareça. O que se deve, em vez de pagar pro credor, pro país rico que emprestou, esse dinheiro deverá ser investido na proteção da biodiversidade. Não é bonito isso? Um país pobre que se endividou tá devendo. Devo não nego, pago quando puder. Essa dívida tá me atrapalhando a vida. A ideia desse grupo de reitores chancelado pelo Vaticano.

E nesse vídeo Papa Leão 14 assina embaixo também, encoraja os reitores. No sábado eles vão fazer um chamado global pedindo que esse movimento ganhe corpo, escala, musculatura. É preciso perdoar a dívida externa dos países pobres e que o dinheiro que eles devem seja aí tem que ter uma boa fiscalização investido em medidas protetivas da biodiversidade. Eu acho isso fantástico, acho isso urgente. E eu compartilhei lá o vídeo do papo. Quem quiser dar um confere, tá lá na página do Instagram.

Eh, também, graças a Deus, com muita demora, a comunidade internacional começa a se dar conta da barbárie que está ocorrendo em Gaza sob o pretexto de contra-atacar a organização terrorista Ramás, que primeiro invadiu Israel e promoveu o sequestro de israelenses e uma matança de israelenses em território israelense. O governo Netaniarro é se excede e promove óbitos, fome na população civil de Gaza. A Europa já se manifestou claramente. O Brasil já chamou isso de genocídio há muito tempo. Ontem o embaixador, ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, chamou de carne ficina o que tá acontecendo em Gaza. Então, é outra questão do nosso tempo.

Transição planetária, período de turbulência, ajustes vibracionais, esse olhar sistêmico espírita e que outras correntes espiritualistas também entendem que essa é essa é uma era de transição. Portanto, uma era de chaqualho, sabe, de questões que afloram de uma maneira, por vezes, dolorosa demais, insuportável. A gente precisa se posicionar. Eu já falei isso aqui. A gente tá vivendo uma era em que ter opinião significa pagar um preço caro nas redes sociais, né? Você tem qualquer opinião, prepare-se. Alguém haverá de dar vazão ao seu ódio, destilando sua ira patológica contra você. Isso acontece direto. Eu já acho que eu já criei imunidade aqui em relação a esses ataques gratuitos.

Obviamente ninguém é imune à crítica. A crítica inspirada no ódio e que por vezes propaga calúnia de informação é passível de crime, é passível de processo porque é crime. Aliás, eu queria abrir um parênteses aqui. Descobri ontem com a ajuda de uma amiga do Papo das Nove, do meio espírita de Juiz de Fora, Andreia, que tinha uma página no Facebook fake minha. Aí depois eu descobri que tinha duas páginas. Então, deixa eu dar uma dica aqui preciosa para quem acompanha meu trabalho, eventualmente não tem a informação de como eh deve distinguir se sou eu ou não. Não basta botar uma foto minha e botar o meu nome para ser eu, tá, gente?

Ó, assim, eu já perdi a conta de quantas páginas, especialmente no Facebook, foram abertas com meu nome e minha imagem. Então, a minha sugestão é a seguinte: se você for procurado por alguém que se diz André Trigueiro, porque a tática é essa, você abre uma página usando o nome e a imagem de outro e você começa a enviar para seguidores do André Real sugestão assim: "Oi, tudo bem? Oi, como vai? É a tática. Então eu não faço isso. Eu posso me comunicar com as pessoas que fazem contato comigo, mas é raríssimo. Eu não me lembro da última vez que eu fiz assim, do nada eu vou, uma pessoa que me segue, eu vou falar: "Oi, tudo bem? Como vai?" Não, não vai rolar isso. Não é natural que seja assim.

Então, quem faz clone faz isso. Eu não faço isso. Segundo, constatada a fraude, denuncie, porque a obrigação do Facebook, aliás, as páginas que a gente denunciou, acho que já saíram do A, porque são fraudulentas, tá bom? Proteja-se das fraudes. Proteja-se das fraudes. Amém. Vamos lá, Mr. Anderson, que está conosco direto da plataforma Planalto da Borborema. Mr. Anderson está lá mandando já perguntas. Eu peço desculpas porque ontem, por falha minha, eu deixei de publicar no stories do Instagram a pergunta que inspiraria, digamos, uma um debate nosso aqui sobre um tema qualquer. Não foi possível, falha minha. Então, Mr.

Anderson generosamente tá trazendo perguntas não respondidas no papo das 9 da última sexta-feira e novas perguntas que vocês estão mandando para mim. Olha a Lúcia Freire falando aqui. André, já mandaram para mim mensagem que eu achei que era você atribuindo a você falando: "Oi, tudo bem? Não sou eu. Previna. Se eu já sou imperfeito, meu clone é pior ainda, cara. Se eu já não sou flor que se cheira, imagina meu clone. Coisa boa com você não vai querer. Então vamos lá. Mateus Mariano pergunta: "Quando teremos notícias da reencarnação de Emanuel? Mateus, não sei e você muito franco com você. Não estou à procura dessa informação.

Eu acho que Emanuel quando reencarnar haverá de fazer o que ele achar que deve. E pelo nível evolutivo, pelo nível de, eu diria, o coeficiente ético e moral dele, haverá de fazer coisas boas. Agora, eu ficar rastreando, veja, a vida passa rápido, falamos disso há pouco. Eu vou perder meu tempo querendo saber onde se Emanuel já reencarnou, onde reencarnou, o que que ele tá fazendo. Eu preciso saber que que eu preciso fazer para chegar no nível do Emanuel, cara. Com todo respeito, eu quero saber o que eu preciso fazer nessa vida, consagrar meu tempo e energia, em vez de ficar fuçando assim: "Ah, onde é que tá emano? Alô, já reencarnou, cadê você? Não, eu quero saber cadê você.

Não, eu não quero saber. Cadê o irmão? Claro, se alguém falar, OK, ouvi. Ótimo, bom para ele, que ele seja bem-sucedido. Eu torço por uma excelente encarnação do Emanuel, que faça o melhor de coração. Quero que ele seja muito bem-sucedido. Agora, o que que eu preciso fazer não é descobrir onde tá emano, é descobrir onde eu tô e que que eu preciso fazer para evoluir. Todo respeito, pelo amor de Deus. A gente, Fabiana Santos, a mediunidade pode se manifestar mais tarde na vida, na idade madura? Pode. Quando o assunto é mediunidade, pode muita coisa acontecer e isso que você falou também. OK. André 15923. Com a regeneração do planeta, a mediunidade ostensiva será um dom.

Olha, do ponto de vista da doutrina espírita, à medida que a gente evolui ética e moralmente, à medida que a gente vai se assonhe agora eu quis falar uma palavra difícil, me dei mal, a assonhear-se, né? Ih, vou tentar essa palavra, não. A gente vai se sofisticando o nosso conhecimento sobre o que é o espírito imortal e realizando as escolhas certas. O processo de espiritualização do ser implica numa maior sensibilidade na conexão com o plano espiritual. Então sim, a tendência medida que a gente evolui é qualificar as anteninhas. Sabe aquela rádio que só pega? Nem existe mais rádio AM, né? atestado de velho.

De repente você começa a pegar a frequência do FM, de repente você começa a pegar ondas curtas, sabe? A gente vai sim, André, meu xará. Os espíritas acreditam nisso. Adriana Correia de Porto Alegre, buenas. André, no teu sentir, o que seria passar com mínimo de dignidade pelas provas e expiações pessoais? O crescimento dói. Crescimento dói. A gente pode crescer sem dor. Neste mundinho de provas e expressões em que nós estamos, nós não somos, eu vou repetir a expressão já usada hoje aqui, que eu adoro, acho engraçada, espirituosa. Nós não somos flor que se cheire.

Então, nós somos ou pertencemos a uma categoria de espíritos que no mundo de provas e expiações deveria entender a importância da dor, não como algo que atenta contra você, mas algo que pode trazer informações úteis no seu processo evolutivo. Então, mas o crescimento de uma forma geral dói. Mesmo a pessoa muito espiritualizada, ela exercitar o desapego, entender a impermanência, bancar as próprias escolhas, ser quem você é. Tudo isso é crescimento e tudo dói. Tudo isso é crescimento. E tudo isso em algum momento não é a porta estreita que nos falou Jesus. Jesus quando reproduziu através de uma parábola que a maioria prefere a porta larga, mas é a porta estreita o caminho da salvação.

O que disse Jesus 20 séculos atrás, não é uma porta confortável. A porta estreita é aquela porta que a gente não se sente muito bem passando, que ela é estreitinha, mas é por ali que a gente deve passar. Tá bom, Adriana? Andreia Brum, se for minha amiga da rádio MEC, vai um beijinho. Se não for, beijinho também. Comecei minha carreira na rádio Ministério da Educação por concurso. Repórter. Muito me aflige a crescente deturpação em redes sociais dos fundamentos e mensagens do Espiritismo. Qual a sua opinião a respeito, André?

Estudar a doutrina dos espíritos reduz drasticamente o risco da gente embarcar nas canoas furadas dessa visão sectária, uma doutrinação rígida que discrimina quem não tiver no meu caminho, na minha corrente de fé. Quem não tiver comigo é contra mim. Este que tem um pensamento diferente do meu sobre espiritismo, aí reproduz, penso eu, psiquicamente, prováveis encarnações anteriores em que a igreja determinou um banho de sangue na inquisição, nas guerras santas, perseguindo herees e infiéis. Para mim é apenas uma opinião, não tô afirmando nada, é uma opinião.

Existem também, não apenas no movimento espírita, inquisidores ou pessoas de coração muito duro, enrijecido, que se dizem cristãs, e que perseguem com prazer aqueles que têm um pensamento divergente, como se o pensamento divergente não tivesse a perspectiva da riqueza do debate. Porque nenhum de nós detém a razão sobretudo. Nenhum de nós detém a verdade absoluta. A troca de informações e de opiniões nos enriquece, mas há quem não pense assim. E pior, persiga, demonstrando publicamente também nas redes sociais intolerância, preconceito. Intolerância e preconceito são da família do ódio, tá, Andreia? Força, coragem e fé. Siga em frente. Ignore. Ignore. Siga o seu caminho.

Ah, o movimento espírita assim denominado, ele preconiza o quê? que cada um que acessa a doutrina acessa uma informação e é livre para a partir dela realizar os seus caminhos, as suas escolhas. Não somos uma religião convencional, não temos uma hierarquia sacerdotal, nós temos livre arbítrio e autonomia de voo. Ora, meu Deus. Regiane Barbosa, André, muito se falou que não vão encarnar mais os espíritos tão evoluídos como Chico e Divaldo. O que você acha? Gratidão sempre de Sorocaba. Eu não tenho condições de responder essa pergunta. Como é que eu, André, vou aferir com todas as letras que este ou aquele espírito não haverá mais de reencarnar na Terra? Que autoridade eu tenho para dizer isso?

Quem sou eu para dizer isso? Não tenho resposta. Aliás, eu gostaria muito que a gente especulasse menos sobre esses gêneros de assunto. Vai na mesma direção da pergunta que me foi feita sobre notícias sobre a reencarnação de Emanuel. Eu respeito quem tem essa curiosidade, quem faz essa pesquisa. Tudo bem, eu não tenho essa curiosidade, eu não vou fazer essa pesquisa porque a minha, eu diria, determinação nessa vida é consagrar meu tempo e minha energia na direção da redução de erros que eu cometo como espírito imperfeito, otimizando o meu tempo e minha energia nesse plano para evoluir. Cara, é por aí que eu vou. Essas especulações que eu respeito não encontram ressonância no meu coração.

O que eu desejo para Chico e Divaldo é que eles e tem construir essa convicção, que eles alcancem no plano espiritual todas as bênçãos, que eles alcancem todas as recompensas espirituais de luz, afeto, carinho, amor, por todo o bem que eles realizaram nesse plano. Isso tá colocado. Da minha expectativa é essa, que eles recebam melhor, porque não foi fácil nem para um, nem para outro ser serem quem foram, né? Não foi fácil. Tá bom. Eh, sigamos. Renata Rizo pergunta: "Como lidar com a tristeza ao ver nosso animalzinho cada vez mais perto do fim?" Esse é o típico exemplo do exercício do desapego.

Todos nós estaremos mais próximos do fim no ciclo orgânico, porque o corpo físico de qualquer criatura neste plano vai lenta e progressivamente colapsando até o momento em que desencarnam. Então sugiro a você para não dar uma resposta lugar comum do ponto de vista do entendimento e da compreensão, de que a gente precisa lidar com essa dor da perda e a gente se apega muito aos animais, é compreensível isso, uma parte da família, mas é um bom exercício da nossa espiritualidade por qualquer corrente de fé ou nenhuma corrente religiosa.

Exercita a tua espiritualidade, celebra o tempo que você teve com esse animalzinho, como foi um tempo bem aproveitado e que ele tem o direito, como você também tem, diante de um corpo adoecido, o que vai se enfraquecendo lentamente, vai se degradando, vai se tornando mais complicada a existência. Que que a gente deseja? Saúde e paz. Quando ocorrer o desencarne, ele vai ocorrer. Que a gente lembre disso. Livrou-se de um corpo que estava muito debilitado e cumpriu a jornada que estava estabelecida na Terra e tive o privilégio de usufruir dessa experiência com esse animalzinho adorável. É a minha opinião, Renata. Tá, já chorei muito com bichinho que, principalmente cachorro, já tive vários.

As duas últimas cadelas idosas adotadas aqui no Rio de Janeiro. Viveram três, quatro anos com a gente, cada uma delas, uma de cada vez. Foi muito doloroso. A gente a gente já adotou sabendo que o fim estava próximo e a gente se apega rápido, não tem jeito. Mas a gente tem a consciência. fiz o meu melhor. Espero que esse restinho de vida, sem estar num depósito de animais, Eh, sem estar num criadouro, que a Suípa tem muita dignidade no tratamento, faz o possível. É preciso dizer. Eu gosto muito do trabalho realizado pela SUIP.

Agora, como as prefeituras, não apenas do Rio, não fazem o dever de casa para acolher os animais, como é a atribuição da prefeitura, até para o controle de zonoses, a gente precisa acolher no sentido de você ter o encaminhamento devido a lugares aonde haja o apoio explícito do município para o cuidado desses animais, com vacinação, esterilização, Alimentação adequada, banho. É, Alisson de Goiás. André, meu pai desencarnou há quase 3 anos. Ele era obsecado por minha mãe, quase obsessivo. Achamos que ele ainda está preso nesse plano. Será? Não sei como responder essa pergunta. Quando a gente fala que alguém desencarnou, significa que alguém apenas deixou de ocupar o corpo físico.

Essa pessoa continua sendo quem ela é no plano espiritual. Espero que o seu pai no plano espiritual tenha tido nesses três anos a condição perceber que qualquer comportamento obsessivo é ruim para quem é portador dessa obsessão e para quem é alvo dessa obsessão. Então, o máximo que eu posso dizer aqui, sem saber exatamente o que tá acontecendo agora, é que sua mãe, se estiver sentindo algum desconforto, algum incômodo, estiver associando isso ao seu pai, ela procure ajuda. Não sei se ela é espírita ou não é.

Nas casas espíritas existe esse tipo de assistência, trabalhos de desobsessão, passe mediúnico, atendimento fraterno, pedido para frequentar a casa durante pelo menos quatro semanas, quatro. Aí cada casa tem a sua regrinha, mas algumas palestras públicas para entender o que significa plano espiritual. Porque tem gente que cai de para-quedas no centro espírita pedindo ajuda, mas é uma pessoa que não tem informação básica sobre esse assunto. Qualquer coisa que seja dita pode causar um trauma. Ela pode falar: "Nossa, mas eu morro de medo de qualquer film, sabe aquele Ghostbusters? Pessoa vê Ghostbusters na televisão, fica com medo de filme para criança que tem fantasminha.

Aí vai no centro espírita, não vai entrar num trabalho de desobsessão. Você tem que preparar essa pessoa, ela tem que frequentar algumas palestras públicas. Existe uma literatura indicada para ela começar a entender do que se trata. Esse é o cuidado que a casa espírita normalmente tem com os neófitos. Quem tá chegando pela primeira vez, olha, não sei nada de espiritismo. Eu tô chegando aqui para ver o que que é. Tem um cuidado que precisa existir aí. Tá. Olha o Gerváo Neto aí, gente, meu amigo de Campos dos Goitacazes, onde estaremos na feira do livre numa palestra que daremos na instituição espírita do Gervázio daqui aproximadamente duas ou três semanas.

Eu não tô com calendário aqui, mas vou falar disso aqui no momento oportuno. Alô Norte Fluminense. Alô Campos dos Goitacazes, Macaé, São João da Barra, esse povo aí de cima. Fronteira com o Espírito Santo, divisa com o Espírito Santo, povo do Espírito Santo que quiser dar um chega na feira do livro de Campos dos Goitacazes e no isso no sábado e no domingo estarei na feira com o grande professor Artur Sofiate, meu amigo, parceiro. E no domingo estaremos realizando uma tarefa, um trabalho ligado ao movimento espírita. Falarei disso oportunamente. O Gervasio pergunta: "Bom dia, amigo. Pode falar um pouco sobre os laços familiares na visão espírita?

Família é um tema riquíssimo na abordagem espírita. Por quê? Porque os laços consanguíneos não se dão por obra do acaso. Então o grupamento familiar na nossa crença se dá a partir de arranjos que antecedem à encarnação e você terá diferentes resoluções de agrupamento familiar. Você terá certamente amigos de outras vidas, terá pessoas da sua confiança, pessoas dos seus laços de afeto e de amor próximos. Poderá ter pessoas que você, a tua família está acolhendo generosamente por outras questões, ficarão esses entes familiares envolvidos nesses laços de afeto, de carinho, de amor, de familiares consanguíneos que carregam o mesmo sobrenome, vivem no mesmo lugar para apressar a jornada evolutiva.

E teremos, por fim, pessoas com as quais antipatizamos em outras existências e que serão acolhidas no seio familiar para que haja, isso é lindo, uma condição de aproximação, harmonização, construção de uma rota convergente de interesses. A gente não concorda com tudo. A gente não torce pro mesmo time, não gosta da mesma música, não reza pro mesmo Deus. Mas somos irmãos e eu te respeito e te amo por isso. Então, família, família, papai, mamãe, titães tem uma uma música dessa que eu acho engraçadinha. Portanto, família, é o que nós espíritas também acreditamos, esse núcleo social que prepara cada um de nós para a vida em sociedade.

A parte mais nobre da educação se dá dentro de casa de 0 a 7 anos pela influência principalmente de pais ou responsáveis, mais até do que a escola. Então, a família para o espírito imortal é estratégica. O desenrolar da existência nessa encarnação será mais ou menos interessante, mais ou menos produtivo, mais ou menos alviçareiro, usando uma palavra antiga que eu adoro, em função desses primeiros anos, né? Sim. Embora. Mr. Anderson trazendo perguntas. Lá vamos no bloco três. Carol de Jaraguá do Sul, Santa Catarina. André, bom dia. Perdi minha vozinha no sábado com 86 anos. Estamos devastados. Como lidar com essa dor? Olha, Carol, eu já perdi minhas duas vovós, papai e mamãe.

Eu já perdi familiares muito próximos e queridos. Então eu vou falar com base na minha experiência, sem querer dizer que com você vai funcionar. Primeiro, a dor machuca mesmo, não tem uma solução tópica. Vá na farmácia e compre um remedinho antiperda de entes queridos. Não existe. Aliás, tem gente que se dopa para driblar a dor e a emenda sai pior do que o soneto. Essa dor da perda precisa ser metabolizada, ela precisa ser curtida. A isso se dá o nome de luto. Então já vou respondendo. Carol, permita-se o luto, permita-se a tristeza. Ela tem sua razão de ser. Enxergando o que vem depois. Falamos aqui na página de abertura do Minuto de Sabedoria sobre o tempo.

O tempo que determina que tudo passe. Agora você pergunta: "Como lidar com essa dor? Essa dor tem o seu tempo. A gente não sabe qual é. Eu não sei. Você também não. O tempo dirá. Procurando sempre minha sugestão, lembrar que todos estamos de passagem. 86 anos a sua vozinha viveu, graças a Deus, uma vida bem vivida. A média no Brasil é de 74, 75 anos no máximo. Ela viveu, graças a Deus, 86. O privilégio da tua família e você terem curtido a sua vozinha, né? você não diz o nome dela aqui. Eh, é um privilégio. É um privilégio. Então, eu procurar ver também quando possível. A dor, ela vai ter o tempo dela de ir lenta e progressivamente se diluindo, né?

Se transformando numa saudade gostosa e depois numa lembrança alegre, querida. Dê tempo ao tempo, espera, vai passar. Enquanto isso, permita-se o luto, tá? O luto não é aquela luto da tradição católica. Não, eu vou aqui chorar todo dia porque tem que ser assim, eu vou usar preto todo dia porque tem que ser assim. Não, não, não, não, não. Eu tô luto tecnicamente falando, já falamos muito disso aqui no papo das, é a aceitação da dor da perda e é respeitar essa tristeza porque ela tem a sua razão de ser. Ah, por quanto tempo? Cada um tem a sua maneira de lidar com a dor da perda. Cada um haverá de ter um tempo para sublimar isso. Tá bom?

Assim, meus sentimentos para você, assim, uma uma irradiação de um abraço fraterno que eu tô te dando daqui. Um abraço fraterno, tá? E a sua vozinha onde estiver, que ela esteja amparada, matando as saudades dos entes que partiram antes dela, da mamãezinha dela, da sua bisa, do seu bisavô, dos amigos dela. Ela deve estar num momento, penso eu, bem interessante, viu? Bem interessante. Sem prejuízo da saudade dos que ficaram. Realidade roubada, que é o pseudônimo de uma amiga que eu conheci, que acompanha o Papo das 9, na feira do livro desse São Paulo já há uns 4 anos, né, André? Há pessoas que estão se relacionando com a inteligência artificial, namorando e até casando.

Você acha que acontece isso porque as pessoas não acreditam mais nas outras? Isso daí entrou num território que eu não tenho segurança de transitar, mas vai um pouco na linha também dos bebês reborn, né? Quer dizer, quando você constrói laços íntimos de relacionamento com um bonequinho de bebê ou com uma inteligência artificial que nada mais é do que um subproduto digital que não tem coração nem mente, porque do ponto de vista espírita, a mente é uma inteligência que faz a regência do comando cerebral muito sofisticada. A inteligência artificial, na verdade, é uma é resultante de uma programação de software. Você tem um relacionamento íntimo, né, namorando e casando. Vamos lá.

A gente pode colocar isso na conta de uma brutal eh solidão ou uma dificuldade de se relacionar com outras pessoas de verdade, porque a inteligência artificial haverá de ser moldada para não te decepcionar. É que nem cuidar de pet ou de bebê reborne. Você não vai ter decepção porque aquilo é reativo ao teu estímulo sem riscos de frustração. Um cachorrinho é absolutamente fiel. O bebê reborne é um é borracha, desculpa, é um pedaço de borracha com cabelo e adornos. E a inteligência artificial é programada para te satisfazer. Pô, aquilo não é uma relação humana, é uma relação em outros termos.

Eu, sinceramente, como disse, não me sinto à vontade de criticar, de julgar ou de apontar os caminhos na área do nosso psiquismo que eventualmente podem aludir a saúde mental, eventualmente podem resvalar em algum tipo de patologia que vai demandar cuidados. Aí eu preciso estudar melhor esse assunto. Mas claramente é o sinal dos tempos, né? Isso não tá acontecendo por acaso. E isso revela, a meu ver, uma enorme dificuldade da gente se relacionar entre nós, ter amigos, familiares ou construir relacionamentos saudáveis, afetivos, aonde você não fica idealizando o príncipe encantado, nem o homem quer casar com uma princesa perfeita.

Essa quantidade de casamentos desfeitos depois de meses ou pouco tempo de convivência, por vezes, não sempre, tem origem em expectativas surreais ou irreais, melhor dizendo, que vem da pessoa perfeita. Ah, encontrei a pessoa perfeita para mim. Aí você idealiza, aí você acha que essa pessoa não vai ter manifestações de imperfeição. Aí quando vem a manifestação de imperfeição, você logo diz assim: "Não quero você, que eu queria a perfeição. Você me decepcionou". como se a decepção, a frustração não tivessem lugar em relacionamentos amorosos, que eu diria de muita intensidade e qualidade. Então, cada um com seu cada um, cada um que se relacione da forma que achar que deve.

Eu apenas acho um absurdo aqui. Vou colocar quando você leva, não sei se essa história é real. A Cláudia me chamou atenção, cuidado, porque a gente não conseguiu confirmar essa história que viralizou. Então, eu tô colocando isso como apenas uma história que carece de checagem, que uma mulher levou um bebê reborne para um ambulatório público pedindo passagem para cuidar desse bebê na frente de outras pessoas de verdade que estariam na fila. E aí o médico olhou, viu que não tava respirando, porque bebê reborne não respira, né? E quando descobriu ficou muito contrariado dizendo: "A senhora tá colocando uma boneca na frente de crianças que precisam de atendimento".

Eu não sei se essa história é real, mas ela revela um risco da gente perder um pouco a noção da realidade, né? transferindo para objetos inanimados, um afeto, um carinho e um amor que na verdade podem estar podem ser resultado de uma dor muito muito intensa, mas não necessariamente é uma possibilidade. Como disse, eu não sou especialista. Emília Matos pergunta: "Por que precisamos de sofrimento para evoluir?" Não precisamos de sofrimento para evoluir. Acontece que sem o sofrimento, boa parte de nós nesse planeta de provas e expiações, estaríamos hoje numa praia deserta na rede, tomando água de coco, não querendo saber de outra coisa. Para evoluir é preciso vencer as imperfeições.

Para vencer as imperfeições, a gente tem que se degladiar com a gente mesmo. E isso não é confortável. Não é confortável dobrar o próprio egoísmo, orgulho, vaidade, cobiça, ganância, luxúria, não é confortável, não dá prazer sublimar as nossas imperfeições. Essa é a razão pela qual nesse planeta, no nível evolutivo em que nos encontramos, a dor e o sofrimento, sim, são boa parte dos casos decorrentes das escolhas infelizes que fazemos ou das escolhas acertadas que implicam no exercício do desapego, da espiritualização do ser, da noção da própria impermanência. E tudo isso é um aprendizado que não é sempre confortável.

É, a jornada evolutiva é muito interessante, emocionante, mas que traz desafios que a gente precisa estar atento. Meus amigos, quero agradecer a presença de todas e todos. Papo das Novas está chegando ao fim. Se eu não respondi a sua pergunta, me desculpe, o relógio avança. Estaremos aqui na sexta-feira e eu torço para que você passe por esse dia de meu Deus. Aí onde você está, com lucidez, temperança, serenidade, equilíbrio, consciência, sabendo que existe uma força superior que lhe ama profundamente, que lhe conhece melhor do que você mesmo, que lhe protege, lhe ampara e lhe inspira, e que, especialmente nos momentos difíceis, está completamente disponível e acessível a você.

Se você se dispuser a conectar, a fazer esse exercício de sintonia, fiquem com Deus, tudo de bom. Até a próxima, se Deus quiser.

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