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O Espiritismo depende de grandes médiuns? | Papo das 9 #920

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Bom dia. Bom dia. Muito bom dia a todas e todos que acompanham a partir de agora ao vivaço direto do meu cafo e laranjeiras num dia maravilhoso de sol, céu azul, calorzinho aqui na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Sejam todos bem-vindos. quem tá caindo de para-quedas pela primeira vez aqui para ver o que que esse cara tá falando, quem é esse cara, que papo das 9 é esse.

E para você que já nos acompanha aqui há algum tempo, eu queria começar hoje do fundo do meu coração agradecendo as muitas mensagens, manifestações de carinho, amizade que vocês fizeram chegar a mim na última quarta-feira, depois que tivemos, né, a uma manifestação aqui espontânea de carinho com as lembranças de Divaldo Pereira Franco, né? Eh, que nos deixou depois de 98 anos muito bem vividos, nós tivemos aqui espontaneamente, repito, a recordação de como a figura de Divaldo já tava de alguma forma interagindo com a minha antes de eu nascer, através da minha família. contei essa história de uma tia minha de Curitiba.

Eh, falamos, digamos assim, de encontros com esse grande médium, de como ele estava sempre disponível para orientar, ajudar, esclarecer e foi determinante em movimentos importantes da minha vida, como, por exemplo, chancelando um contato mediúnico com um espírito chamado Marcelo Ribeiro, que foi diretamente responsável pela força que deu na direção de um comprometimento de minha parte em favor da causa da prevenção do suicídio, tá? Então é sobre isso que falamos, foi muito bonito, foi muito intenso. Obviamente eu tava muito emocionado.

Trata-se de uma pessoa muito querida e a prece final, que era a prece final da maior parte das conferências de Divaldo, uma oração da gratidão, uma oração do agradecimento de autoria de Amélia Rodrigues, que através da psicografia de Edivaldo deixou esse legado belíssimo dessa linda prece. Eu fiquei muito, muito, muito emocionado e agradeço a compreensão de vocês. Tô tento controlar essa emoção porque eu realmente acho que a gente deve primar pelo equilíbrio, pela serenidade e mesmo quando a gente tá tomado por uma forte emoção, não deixar aquilo de repente tomar conta e a gente não ter mais as rédias, né, da da nossa eh transmissão para um monte de gente que tá assistindo.

O problema não é chorar nem se emocionar. O problema é a gente não ter a contenção. Não estando na transmissão, eu vou me permitir chorar o que eu tiver que chorar aqui, eu tenho que dar o meu recado. Então, foi o que aconteceu. Tentei fazer isso da melhor maneira possível, honrando a memória do do Divaldo. E vamos em frente com minutos de sabedoria, cabrão. Que passa? pedindo ajuda aqui aos amigos invisíveis que estão sempre por perto, que eles nos ajudem, nos inspirem, promovam a abertura ao acaso da página indicada para o estudo dessa manhã. Com isso, estamos tentando aqui estimular a sua disponibilidade para todo dia, se possível, no horário que melhor convier a você. qualquer livro com alguma mensagem de sabedoria que você possa acessar, ler em voz alta e meditar sobre o que tá ali, tá bom?

Então vamos lá. Para onde vamos? Que eu seja um instrumento maleável, uma ferramenta útil, um meio adequado para esse propósito. Abrimos aonde? Olha aqui. 80 80. Não se irrite contra aqueles que o caluniam. São benfeitores seus que lhe estão sempre chamando atenção para seus erros reais e possíveis. Siga à frente. A dor é o adubo que faz crescer em nós a produção evolutiva. O arado que rasga o seio da terra. é aquele que permite a colheita abundante e as lágrimas fertilizam o nosso coração, tornando possível um progresso maior.

Gente, o pastorinos nunca deixe de me surpreender pela poesia que impregna uma mensagem de sabedoria voltada para as pessoas que se irritam contra a calúnia e a difamação. dias atrás vocês testemunharam aqui numa outra mensagem que foi aberta e que eu fiz a associação com uma irritação causada a mim, por uma calúnia endereçada a mim, por detratores que são haters e eu não sei se são espíritas ou não, mas que em redes espíritas fazem ilações passíveis de processo na justiça por calúnia e difamação.

Naquela oportunidade, eu falei que no podcast Recomeçar Espírita, aliás, um beijo aqui pro Éder, beijo aqui pro Thago, para Deísson, que foram os proponentes do convite que eu aceitei para bater um papo longo de 1 hora meia, tá lá no no canal deles no YouTube. Eu recomendo quem quiser acessar as informações que foram compartilhadas por lá e ali apareceu o povo que vem, não é com crítica, porque o que o pastorino diz aqui é que mesmo os caluniadores trazem algum tipo de ensinamento em função da dor que causam, em função do incôm cômodo e desconforto que causam.

Mas as críticas são bem-vindas porque elas podem ser verdadeiras, elas podem ser pistas paraa nossa reforma íntima e nós nem sempre percebemos quando estamos errando, estamos nos excedendo, estamos fazendo alguma análise ou avaliação que não é bem calibrada ou bem fundamentada. Até aí tudo bem. Calúnia é outra coisa. Calúnia é você falseando a verdade impor alguém a pecha de algo que essa pessoa não é. A crítica que foi feita lá é que eu seria abortista. Eu já falei sobre isso.

Eu suponho que esses haters eh tenham entendido que a minha posição contra a prisão de mulheres abortistas, que tem espírita que defende isso, eu não defendo porque eu sou cristão e não consigo imaginar Jesus determinando a prisão de uma mulher que cometeu aborto. Como se fosse uma delícia cometer aborto, como se fosse uma coisa assim, quero ou não quero cometer aborto hoje? Quem quem quem nunca se colocou, e isso é compaixão, no lugar de uma mulher que vive, por vezes uma pressão tremenda por um uma gravidez indesejada, quem julga o outro sem sentar na pele do outro não é cristão.

Então a gente, por ser cristão, eu não concordo com a prisão de mulheres abortistas, o que não faz de mim um abortista. Certo? E quando critiquei como jornalista no ano passado um projeto que considero completamente equivocado, para não dizer infame, de um deputado de bancada evangélica, eh hoje líder do maior partido da Câmara, eh, que é aqui do Rio de Janeiro e é pastor, ele sugeriu que mulheres que cometessem aborto seriam presas e cumpririam pena por tempo superior. a de quem pratica ou foi flagrado praticando estupro. O estuprador teria uma pena menor do que a mulher que cometeu aborto. Eu na televisão, obviamente, me manifestei com todas as letras contra essa aberração.

Será que estão me chamando de abortista? Tão me chamando não, um ou dois. Então, o que na verdade me deu aqui vontade de falar, não se irrite contra aqueles que o caluniam. É o que pastorino sugere, que a gente transforme dor em luz, que a gente transforme eh eu diria, a indignação que tem a sua razão de ser em algo que nos eleve e que a gente não vibre na frequência de quem destila o ódio. Eu acho que essa é a é o recado subliminar, penso eu. Então, tá aqui mensagem 80 do livro Minutos de Sabedoria.

Lembrando que há pessoas que eu reputo como muito sérias e responsáveis, inclusive no meio espírita, que não se furtam em constituir advogados, que notificam as pessoas que fazem da prática da ilação, da calúnia, da difamação, notificando essas pessoas judicialmente. Tem muita gente qualificada por aí que faz isso na maior tranquilidade, constitui advogado para notificar a pessoa judicialmente, pedindo que ela se retrate publicamente de imediato, do contrário, será alvo de um processo por calúnia de formação, que são crimes tipificados no Código Penal.

Ainda não fiz isso, mas não deixo de considerar a possibilidade, inclusive para cobrar uma indenização e doar essa indenização para uma instituição de caridade, uma instituição filantrópica, né, eventualmente ligada ao acolhimento de mulheres que estejam em conflito por conta de uma gravidez indesejada. Existem instituições espíritas que fazem isso, tentando oferecer a melhor estrutura possível, aconselhamento psicológico, exame pré-natal, ajuda material, fazer o que é possível, respeitando a decisão da pessoa. Muito bem. Qual é o livro que vou sugerir para hoje? Amém.

Na semana da perda de um grande amigo, eu vou sugerir o livro de uma colega jornalista, responsável por uma biografia muito bem feita de Divaldo Franco, que virou roteiro do filme sobre a vida e a obra dele, Divaldo Franco da Ana Land, a trajetória de um dos maiores médiuns de todos os tempos. Ana Land é historiadora pela Universidade de São Paulo, a USP. Atuou como jornalista no grupo Folha, no Jornal da Tarde e no Valor Econômico. Desde dezembro de 2013 dirige a Bela Editora. É um livro assim, eu vou eu vou ser corporativista, tá? Vou puxar a sardinha aqui pro meu lado. Obrigação de jornalista é escrever bem. Se ele não escreve bem, ele morre de fome.

São dois predicados que o jornalismo precisa ter: boa escrita e ter credibilidade, senão fica difícil você viver disso. Ana Landes escreveu um livro que não por acaso Divaldo chancelou e disse: "OK, que vai ter livro, me perdoem a franqueza, escritos por quem idolatra o personagem". A idolatria é uma péssima companhia em qualquer circunstância, principalmente no movimento espírita. A gente vai falar sobre isso mais tarde. Aliás, eu tô querendo falar sobre isso no papo especial de domingo, se você achar uma boa ideia. Como a idolatria nos afasta da verdade, da realidade das pessoas que a gente idolatra.

Então, a Ana Land, ela, me parece se distanciou do personagem Divaldo, sem consagrar a ele adjetivos que outros, eventualmente biógrafos que idolatram Divaldo vão saturar o texto de adjetivos. É o máximo, é perfeito, é um santo. Não, a Ana Land não vai por aí. Aliás, Divaldo foi o primeiro a se reconhecer como imperfeito, porque ele foi imperfeito, como Chico Xavier foi imperfeito, como eu sou imperfeito, como você é imperfeito. Então, encarnou nesse planeta salvo, mestres e avatares, Jesus, espírito perfeito. Espírito perfeito é aquele que já zerou a cota. Já zerou a cota.

A gente tem que ter esse cuidado, muito cuidado e prestar atenção no que Chico e Edivaldo falaram para citar apenas esses dois médiuns. Eles foram os primeiros, os primeiros a dizer: "Eu não sou perfeito". As pessoas não acreditavam. É a história de uma pessoa que merece atenção pelo exemplo, pelo legado, pela dedicação, pela abnegação, pelo sacrifício pessoal, pela seriedade com que abraçou a própria missão, que não foi simples, não foi fácil, demandou dele uma capacidade recorrente de superação. tá muito bem registrado. Razão pela qual recomendamos, eu li o livro prazerosamente. O filme do Divaldo é um filme muito interessante.

Também gostei de ter, na verdade houve uma cena do filme que é no final, não quero dar spoiler, quando o Divaldo aparece num teatro municipal cheio aqui no Rio e agradece, faz um cumprimento essa filmagem. Houve uma convocação, venha assistir a uma palestra do Divaldo e participe como figurante. Eu tava lá também naquela plateia, eu e Cláudia. E aí foi engraçado o dia que o diretor falou: "Atenção, hein? O Divaldo vai entrar e vocês, por favor, [Risadas] aplaudam". O Divaldo fez a cena umas duas ou três vezes tímido. Ele pediu desculpa. Desculpa, o diretor. Vamos fazer de novo aí, o Edivaldo, me perdoe. Aí vialda abri a cortina fal: "Aê! Foi muito engraçado, cara. Eu achei muito legal.

Tá recomendado. Então, você já leu esse livro? É um bom livro. É um bom livro. Sugiro que vocês não percam a chance de conhecer esse personagem que nos deixou depois de 98 anos de existência, né? 98, gente, de uma vida. O Divaldo, como eu disse na live de quarta-feira, ele não parava, era hotel, aeroporto, palestra, hotel, aeroporto, seminário, hotel, aeroporto, workshop, hotel, aeroporto, mansão do caminho, vai descansar não. Reunião mediúnica, psicografia, participação nas atividades da casa, reuniões, atendimento fraterno. É assim, não, não é brincadeira, não é brincadeira. É difícil. A gente se colocava, eu às vezes cansado do trabalho na televisão, na nas aulas, plantão fim de semana.

Aí eu encontrava o Divaldo num evento desses aí, fim de semana, vendo ele lá, ó, nos trinqu disposto aqueles seminários gigantescos, um senhor de idade em pé segurando o rojão ali, ó. Tô segurando aqui o meu cajado, né? Tem Deus me sustentando aqui para seguir em frente na minha missão. Uma vez eu perguntei para ele, eu não disse isso quarta-feira, porque tem uma frase da Joana falando do limite, aliás, o livro dos espíritos também aborda esse tema. Qual é o limite do trabalho? É o esgotamento, é, é o cansaço. E eu falei, mas Divaldo, é o esgotamento, a gente tem que ficar esgotado para Não, não, não. A frase não era bem essa, o limite do trabalho é o esgotamento.

A frase remetia ao limite das forças físicas. E para mim limite das forças físicas é o esgotamento. Aí eu perguntei para ele, vem cá, a gente tem que se sentir assim depalperado para perceber que demos o que tínhamos que dar. Esse é o limite das forças físicas. El falou: "Não, o objetivo não é o colapso orgânico, o objetivo não é o esgotamento no nível máximo. O objetivo é você fazer o que precisa ser feito, respeitando seus limites sempre. Foi um esclarecimento importante para mim, né? Muito importante. Bom, eh, aí vem um monte de, eu não vou ficar falando de novo de tudo que eu já vi e ouvi. Então, tá dado o recado do livro. Deixa eu sugerir aqui qual é a reflexão de hoje.

A gente tem esse momento aqui. Vamos ajudar quem? Qual é a a ecodica espiritual? O que que a gente pode pensar e refletir? Eu vou compartilhar com vocês aqui o que eu gostaria de ouvir hoje se eu tivesse assistindo uma live com alguém com esse perfil como o meu. Que que eu gostaria de ouvir de mim mesmo? Para mim, eu acho o seguinte, toda vez que a gente passa pela experiência da perda de uma pessoa querida, um amigo, uma alguém da família, a gente tem muito clara a ideia da finitude.

É algo que a acende, aquece em nós a ideia da finitude, porque todo mundo sabe que um dia não estará mais aqui, mas a gente não, quando a gente perde o ente querido, a gente tem essa noção com muita, muita, epidermicamente falando, é muito clara essa impressão. Então, que a gente de alguma forma, meus amigos, refletindo sobre afinitude, que a gente se dê conta do quão importante é fazer o que nos cabe fazer nessa vida, enquanto temos tempo, saúde, força física. Como é importante a partir da dor da perda de um ente querido, a gente se lembrar de que a gente não tem todo o tempo para fazer tudo aquilo que a gente sabe que é importante paraa nossa jornada evolutiva. Percebe?

A gente precisa, na minha opinião, as meditações ajudam nisso. Abrir uma vez por dia um livro com mensagens de sabedoria ajuda nisso. Lembrar da nossa finitude. Ah, mas eu eu fico deprimido que eu tenho medo da morte. Eu não quero lembrar que eu morro. A morte não existe. A gente tá aqui de passagem. Lagarta vira borboleta. A vida continua. A questão é: quem sou eu? de onde eu vim, para onde eu vou e o que que eu tô fazendo aqui são as questões fundamentais da existência, perguntas que remetem aos sábios da antiguidade: quem sou eu? De onde eu vim? Para onde eu vou? E isso ajuda a gente a se posicionar de uma forma mais lúcida, consciente, relevando o que não tem importância, né?

O Murrica que nos deixou, aliás, a despedida do Murrica em Montevidel, o cortejo que fizeram pelas ruas de Montevidel, eu recebi um vídeo de um amigo que a amiga dele tava na rua em Montevidel e gravou de smartphone a passagem. Eram quatro cavalos numa carroça simples, levando um um caixão simples, atravessando as ruas de Montevidel e o povo na rua, ó. O Murrica foi realmente um sábio, né? um sábio. E esse reconhecimento também é muito bonito. E ele falava isso. Eu não quero fazer isso nem aquilo porque eu não tenho tempo para ficar me dispersando em relação à aquilo que não agrega, aquilo que não me me acrescenta.

Eu devo dizer que meus, daqui a pouco eu tô fazendo 59 anos, portanto eu já sou quase um provecto idoso. Eh, eu devo dizer que à medida que a gente envelhece, a gente vai ficando muito mais seletivo em relação ao que você deseja fazer, que uso você faz do teu tempo e da tua energia que já não são tão abundantes. Um bom português, eu já passei do meio da ponte. Então, que você faça as melhores escolhas de forma consciente. O que te convém, o que faz a diferença para você, o que você ainda não realizou e deseja realizar. Por que certos programas que eram muito atraentes e interessantes na juventude hoje talvez não sejam? E você não tem que ficar culpado por isso.

A gente muda e as nossas escolhas também mudam. Aceitar isso ou trabalhar isso na cabeça da gente faz toda a diferença, penso eu. Vamos agora, então, vamos agora fazer aqui a abordagem de um tema que eu já disse. Eu tô querendo trabalhar esse assunto no domingo no papo das 9 especial. Domingo é sempre um papo das 9 especial, cabrão. Dizer pro Ah, Mr. Anderson já mandou aqui, ó. Vamos lá. Qual foi a pergunta que a gente mandou ontem, no dia seguinte, a a a notícia da passagem de Divaldo. Portanto, ontem foi o dia do enterro do Divaldo, né, em Salvador. A pergunta foi: "O espiritismo depende de grandes médiuns? Foi a pergunta que eu fiz. Eu li todas as mensagens enviadas por vocês no stories.

Achei muito interessante assim, uma diversidade de opiniões, de posicionamentos. Achei muito. Eu, olha, sério, vocês não sabem o bem que vocês me fazem compartilhando dessa forma e outras, porque eu leio as mensagens, eu não consigo respondê-las todas, inclusive aquelas que ficam no YouTube, coisas e tal, eu leio. Mas não, eu não faria outra coisa se fosse responder a cada uma. Eu acho injusto responder a uma e não responder outra. Vocês trazem uma riqueza de informação e de pontos de vista que eu só quero agradecer porque isso me enriquece demais. Então, Mr. Anderson selecionou seis perguntas alusivas a esse tema. O O Joãoes de Belém do Pará.

Devemos acreditar, estudar, crer e ter fé e não depender dos médiuns. É o que ele pergunta. Vamos lá. A palavra dependência é muito forte. O espiritismo nasce do fenômeno mediúnico a partir da comunicação de espíritos superiores. Essas mensagens foram reunidas e editadas por um dos maiores pedagogos da história da França. No século XIX, ele resolve investigar o fenômeno das mesas girantes, que sugere que tem uma inteligência movimentando objetos. E por que que essas inteligências invisíveis estão movimentando objetos? chega-se nas mensagens e Kardec descobre que os espíritos intencionalmente pretenderam chamar a atenção para comunicar uma doutrina, um conjunto de informações que reportam princípios, valores inspirados no cristianismo, no evangelho de Jesus e que avançam na direção da compreensão do que seja o universo e as leis que regem a vida, a morte e por aí vai.

Portanto, veja aonde eu quero chegar, João. O Espiritismo nasce das comunicações mediúnicas. A mediunidade existe desde que a humanidade surgiu nesse planeta. Agora, nós não dependemos de grandes médiuns para fazermos enquanto espíritas aquilo que precisamos fazer. Qualquer médium com sinceridade de propósito ou que seja um veículo confiável, o médium eventualmente é uma pessoa que a gente até vai criticar dizendo: "Poxa, mas essa pessoa ela tem um comportamento que eu não acho adequado, ela realiza escolhas que eu acho erráticas, mas ela pode vir com a missão de ser um médium e dos bons." E a espiritualidade faz uso dessa pessoa para trazer alguma informação.

Portanto, respondendo à sua pergunta, quando você diz assim: "Devemos acreditar, estudar, crer e ter fé e não depender, se diz dos médiuns, não. Os médiuns vão afiançar uma comunicação com o plano espiritual nos termos que o livro dos médiuns de Kardec sugere. para evitarmos fraudes, mistificações e animismo. O espiritismo valida comunicação com o plano espiritual, tomados os devidos cuidados, mas não há dependência. Você pode ser um estudioso da doutrina e se beneficiar enormemente do conhecimento que tá lá, sem a necessidade de ter uma mensagem, testemunhar um fenômeno. Mas o que você tá lendo a partir do espiritismo tem origem no fenômeno mediúnico quando se trata das obras básicas.

Agora, você vai ter na literatura espírita livros que não são psicografados. Leon Den seria o plano B caso Kardec não desse conta do recado por alguma razão. Espiritualidade não brinca em serviço. Haverá alguém que vai ocupar essa função de codificador. Leão Deni, um pensador, escritor, referencial paraa doutrina. Não, não se trata, até onde eu sei, de obra psicografada. É ele, Leon Denir. OK. Renata Évora pergunta: "É possível levar o movimento espírita sem a sensibilidade aflorada dos grandes médiuns?" Renata, a gente vai se debruçar sobre esse tema no domingo. Eu já tomei a decisão. Vou falar sobre isso. Vou falar sobre isso.

Você pergunta se é possível que o movimento espírita leve, evolua, siga em frente, sem a sensibilidade aflorada dos grandes médiuns. Eu suponho que sim. E acho, e não sou o único que pensa assim, outros pensadores, escritores, oradores, espíritas, entendem? É uma possibilidade, a gente não vai cravar. Os grandes médiuns no Brasil, eles cumpriram uma função importante de disseminação da mensagem, aferindo credibilidade ao fenômeno. Essa missão foi cumprida. Estamos agora, provavelmente vivendo uma outra fase, uma outra etapa da história do espiritismo no Brasil e no mundo.

O fenômeno já não é a condição para você descobrir que o espiritismo existe, é confiável e pode ser algo que você adote na sua vida para promover a reforma íntima. Essa é uma questão interessante. Precisamos ter grandes médiuns. É uma pergunta, foi a pergunta que eu formulei de outra forma. Eu não vejo essa necessidade. Necessidade não sou nada. Claro que eu não sou contra haver grandes médiuns. A questão de depender dos grandes médiuns é que foi colocado. E eu não acho que a gente tenha esse nível de dependência para ser bem franco.

Agora, a mediunidade sempre existiu e sempre existirá e ela bem empregada, objeto de muito cuidado por parte do sensitivo para se precaver de armadilhas, estudar, ter uma boa companhia espiritual. que permita que o trabalho mediúnico ocorra da melhor maneira possível, com a maior credibilidade possível. Eu acho isso absolutamente fundamental. Denise o1, a geração de espíritas comprometidos e fiéis está envelhecendo. Como será o futuro? Temos a questão da renovação do centro espírita.

Existem lideranças que estão há muito tempo em posições de comando, ou porque ninguém quer pegar a administração da instituição, vai segurando você porque ninguém tá fim ou porque essa liderança consegue promover a própria sucessão. E isso pode ser um problema. Tudo na vida é movimento e a gente precisa aprender a passar o bastão e promover renovação, eh, ajustar rotinas, adequar protocolos, experimentar inovações para que a casa espírita receba jovens. Esse é um desafio que tá colocado pro movimento espírita em alguns lugares de forma bem dramática. aonde a casa espírita é frequentada por pessoas com mais de 50 anos. Difícil encontrar alguém com menos de 50 ou menos de 40 anos.

E por vezes os trabalhos de mocidade, de juventude estão desinteressantes para esses jovens, porque eles são formatados com base no que se fazia 20, 30 anos atrás. Se você fizer na mocidade de hoje, o que se fazia no meu tempo de mocidade, que eu achava naquela época bem moderninha, tá? Era quase uma terapia de grupo, não tinha tabu, não tinha dogma, a gente fazia um monte de coisa, eh, sempre com a doutrina, sendo fiel da balança, mas sem tabu. Eh, por aí a gente vai ver o desinteresse do jovem, sabe aquele olho fosco? Eu tô aqui, mas eu preferia estar em casa, eu preferia estar em outro lugar. Esse é o desafio que nos move.

Como é que a gente gera atratividade, interesse e curiosidade nos jovens para descobrir porque vale a pena ele frequentar uma casa espírita? Agora, o dirigente mais velho tem que ter a humildade de fazer a enquete, perguntar, sondar, pesquisar, empoderar o jovem. jovem no século XX não pode ser só coadjuvante, ele tem que ser protagonista, ele tem que ter missão, responsabilidade. O dirigente deveria delegar ao jovem postos de responsabilidade, sempre medindo o resultado, aferindo performance, acompanhando de perto. É o que eu penso e não tô sozinho nessa não.

Saudades aqui do Adeíson Sales, que no movimento espírita, na minha opinião, é quem melhor articula, verbaliza seu conhecimento em relação ao que o jovem quer, deseja e almeja. E de que maneira a casa espírita pode acolher o jovem do século XX. Val_m SBC. Por que que vocês falam em código assim? que ô Mr. Anderson, também sempre que possível é que o pessoal às vezes não tem espaço, né? Eu gosto de saber de onde vocês são. Coloca as iniciais pelo menos do estado, duas letrinhas. Com a partida de Divaldo, há outros médiuns de destaque que farão a diferença? Não sei e não tô preocupado com isso. Vamos falar sobre esse assunto no próximo domingo.

Como disse, existem muitos médiuns confiáveis por aí que merecem respeito, merecem nosso cuidado e atenção. Agora os supermédiuns, vamos colocar assim, que no meu entender, vieram ao mundo com missão para chamar a atenção, para credibilizar o fenômeno, para popularizar os recados, as mensagens do plano espiritual. Portanto, eles fizeram a diferença no propósito que lhes foi confiado. Agora, se a gente sempre vai precisar de Chicos e Divaldos como lideranças do movimento espírita, é o assunto que eu quero refletir e compartilhar com vocês no domingo, 9 da manhã, no papo das 9 especial. A minha impressão é que não.

E eu vou lembrar de Kardec, repito, que na codificação não exaltou nenhum médium, não compartilhou nome de nenhum médium nas obras básicas. Para Kardec, médium é tarefeiro, é mensageiro, ele não tem mérito, ele é apenas o telefone. Como o Chico dizia, o telefone toca de lá para cá. André, mas é o Chico. Claro, o Chico, a gente vai ter aí é outra outro recorte, pessoas que a gente vai reconhecer muito valor pelo legado ético e moral. o nível de excelência da mediunidade. Mas o espiritismo, penso eu, a gente vai refletir sobre isso domingo, não depende de supermédiuns para existir. Eu tô sendo kardequiano ao dizer isso. Chico Divaldo era os primeiros a dizer: "Eu sou imperfeito.

Eu não sou digno dessa idolatria. Pensem nisso. Eu acho que a gente tá vivendo um tempo em que a passagem dos supermédiuns para o plano espiritual poderá ensejardequação de muitos de nós que nos dizemos espíritas e não estudamos a doutrina. Compramos o livro daquele médium só para entrar na fila e ficar pertinho na hora de pedir autógrafo e se possível bater uma foto para publicar uma selfie nas redes sociais. E com toda sinceridade aqui, não é difícil encontrar por aí quem se diz espírita não estuda a doutrina e se baseia, não porque Chico falou isso, não, porque Divaldo falou aquilo.

Divaldo e Chico foram pessoas físicas que tinham todo o direito, enquanto pessoas físicas de emitir suas opiniões sobre qualquer assunto. Quando eles dão opinião pessoal, você não vai dizer que o que eles acham, pensam e compartilharam como pessoa física se confunde com o que seus guias e mentores pensam e falam. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa e a vida segue. Então a gente tem que ter esse cuidado, tá? Penso eu. Ele nos livra de muitos embaraços, muitos problemas. E repito, eu estou sendo kardequiano. Isso é Kardec na veia. Neitaves, os médiuns são pessoas que têm que se melhorar mais que os outros. Essa é uma boa questão. O que que é ser médium? é ocupar ao longo de uma encarnação um corpo que tem um perespírito moldado, flexível, perceber o que ocorre no plano espiritual de forma mais ou menos ostensiva. sensitivo.

Ele é sensitivo porque naquela encarnação ele traz claramente a tarefa de usar essa sensibilidade para o bem. De que maneira? Realizando a comunicação com o plano espiritual, com o devido cuidado, orientação, proteção. Tem que estudar, tem que se proteger, tem que se acautelar. E para ser um bom mensageiro, ele tem que cuidar da própria vibração. Eu uma vez testemunhei há muitos anos numa reunião de desobsessão um médium inconsciente. O médium inconsciente no trabalho de incorporação, ele simplesmente não se lembra de nada do que aconteceu. Sabe o que que aconteceu nessa reunião eh mediúnica, num trabalho de desobsessão?

Esse médium inconsciente na hora da incorporação, antes do encerramento dos trabalhos, veio através dele o próprio guia, o guia dele. E o guia dele deu um puxão de orelhas no próprio tutelado, se dirigindo à pessoa que comandava os trabalhos de desobsessão, a doutrinadora, que era uma senhora de idade vidente, que percebia a movimentação do plano espiritual durante o trabalho de desobsessão. Veio o guia daquele médium e o guia passou um sabão falando assim: "A senhora precisa chamar a atenção do meu protegido, porque ele não está fazendo o que se comprometeu a fazer antes da encarnação. Ele não está estudando como deveria. Ele está construindo relacionamentos perigosos para ele.

Ele está tornando a nossa tarefa muito difícil na hora de trabalhos como esse. E o meu protegido precisa realizar esses trabalhos do ponto de vista expiatório. Ele precisa se doar, ele precisa usar a sensibilidade dele para ajudar outros desencarnados a se comunicar em benefício dos encarnados que estão sendo perseguidos por esses desencarnados. Então, em resumo, foi algo um tanto constrangedor. Eu era um jovem estudante de do espiritismo, estava ali com a autorização da casa acompanhando os trabalhos e fiquei assim surpreso por um médium inconsciente dar passagem a um espírito que puxou a orelha dele. Puxou a orelha dele.

Então veja, você pergunta se por ser médium a pessoa tem que se melhorar mais que as outras. Eu diria o seguinte, ser médium significa, para você ser um bom canal, para você ser um bom instrumento, você vai ter que se acautelar, você vai ter que cuidar com muito mais zelo da sua sintonia, da frequência, evitando o estresse de debates acalorados, brigas, disputas, porque vai atrapalhar tua vibração. É sempre bom se acautelar em relação à alimentação, evitar alimentação pesada, principalmente nos dias de trabalho mediúnico. Em relação, por exemplo, à vida sexual, médium pode fazer sexo? Pode. Que que se recomenda? que no dia do trabalho mediúnico se evite até o momento do trabalho, depois tudo bem, o relacionamento sexual, porque você vai determinar um rearranjo da sua energia vital, do seu fluido vital mais fortemente concentrado no seu aparelho genésico.

Isso não é o ideal pro médium que exercita essa tarefa. Nenhum problema em relação a fazer sexo. Há os cuidados devidos, recomendados. Agora veja como todos nós em maior ou menor grau somos sensitivos ou percebemos algo do plano espiritual, intuição, pressentimento, né? a gente, as nossas anteninhas quando bem buriladas e trabalhadas podem captar algo. Essas recomendações valem para todos nós. Agora, o sensitivo que é o trabalhador, claramente respondendo a sua pergunta, tem que tomar mais cuidado, tem que perceber as sutilezas envolvidas em certas escolhas que podem prejudicar o uso desse instrumento ou dessa ferramenta.

Ó lá, eu tô vendo aqui a Sônia Barçote dizendo: "Sou médium, é um sacerdócio, levo isso a risca há 40 anos, sem sexo dia antes e no dia do trabalho". Tá aí a confirmação. Vamos lá, Conceição Fernandes, os médiuns não são muito idolatrados, vejo muita vaidade. Isso é saudável? Somos seres humanos, somos imperfeitos. Tem médium vaidoso, sim. Tem médium que acha que talento, não é um talento. Tem médium que acha que tem um dom, não é um dom. A mediunidade, na verdade, é uma sensibilidade que, para nós espíritas sinaliza a necessidade de um trabalho. É a enchada que precisa ir lida, porque a enchada que fica encostada em ferruja.

Então, para nós, a mediunidade é um trabalho que precisa ser voluntário, sem nenhuma remuneração, sem nenhuma vaidade, sem buscar nenhum reconhecimento de doação de si próprio ou de si própria, a um trabalho conectado com o plano espiritual, em que através de você, com o recurso mediúnico que você possui, será possível estabelecer contato com outro plano e isso ajuda, isso precisa ser entendido como um benefício, como um apoio, uma ajuda dos dois lados da existência, quem se comunica e quem recebe a comunicação. Então, a vaidade existe. Agora, outra coisa que você coloca, eh, concordo com a vaidade, os médiuns são muito idolatrados por ignorância nossa que nos dizemos espíritas.

Nem vou falar de quem não é espírito. Vou fechar aqui entre aqueles que se dizem espíritas. Espíritas baseados na codificação de Allan Kardec. Me permitam aqui a franqueza, posso tá errado. Que que eu já percebi em alguns anos aí de ligado ao espiritismo, boa parte, senão a maioria daquelas pessoas que se dizem espíritas não estudam a doutrina. E boa parte, senão a maioria daqueles que se dizem espíritas estão suscetíveis à idolatria. Idolatram a pessoa por ser médium. achando que aquilo é um dom de Deus, é um santo, porque consegue falar com desencarnado. Não, não é santo. Nenhum médium é santo, encarnou, é imperfeito. Tá aqui em missão, tá aqui para ajudar.

Pode ser uma pessoa evoluída, pode ser uma pessoa, digamos, até acima da média, mas é imperfeito. Então, a idolatria em qualquer circunstância é nefasta, porque nos afasta do do olhar que a gente deveria dirigir para quem está naquela função. Você não ajuda o médium quando o idolatra. Você não ajuda o médium quando você exalta a figura dele. Você quer ajudar o médium? permita que ele se sinta como ele é apenas e tão somente um instrumento, apenas e tão somente o instrumento. Era isso que Chico Xavier cansou de dizer. Era isso que Divaldo Franco sempre dizia e outros. Sou apenas um instrumento. Eu fico imaginando os médiuns mais conhecidos como para eles é difícil quando eles têm noção.

Eu não sou outra coisa senão instrumento. Como é difícil para eles, por vezes, lidar com o assédio das pessoas que querem apenas tocar. Eu quero tocar em você. Deixa eu te tocar, por favor. Olha para mim, me cura com o teu olhar, sabe? É uma coisa constrangedora. é muito constrangedor. Eu me lembro uma vez num congresso espírita por aí, não vou dizer onde foi, mas esse isso é público porque tinham milhares de pessoas no Congresso. A organização do Congresso, com a melhor das intenções, resolveu contratar seguranças particulares para acompanhar os palestrantes convidados para que eles não fossem assediados indevidamente pelo público.

Eu fiquei tão chocado com aquilo que quando chegou a minha vez de falar, eu comecei por aí. Eu quero apenas fazer um registro. Eu acho que a gente se equivoca quando precisa contratar a segurança particular para escoltar os palestrantes, sejam eles quem forem, porque nós aqui somos os primeiros a ter que ouvir o que nós falamos. Oradores e médiuns são os primeiros a terem a necessidade de prestar atenção no que estão falando. Portanto, não somos dignos dessa condição de popstar com seguranças, segurança mesmo, palitosão. Alô, câmbio, sabe aquela coisa do circuito interno para eles se comunicarem entre eles.

Aí eu falei, isso não é bom pra gente, porque a gente não tá entendendo qual é a função do orador, qual é a função do médium, qual é a função do palestrante, qual é a função do escritor. Não cabe idolatria no espiritismo, não cabe essa coisa de fã clube, não cabe, não é cabível. E aqui com muito respeito, eu vou aproveitar o ensejo e dizer, eu li todas as mensagens, eu sempre leio de vocês. Eu quero dizer com toda a franqueza para quem nos comentários das mensag da live da última quarta-feira, eu vou pegar essa última. atribui a mim adjetivos os quais eu não sou digno, porque não expresso a verdade.

Evidentemente, eu me senti um tanto desfocado em alguns comentários que me colocavam numa prateleira onde eu não estou, num degrau que eu não ocupo, com adjetivos que eu não mereço e eu nem sou médium. ostensivo, todo mundo tem alguma sensibilidade. Então, vejam como é duro ser médium e ficar o tempo todo. Sabe aquela coisa do Ah, obrigado por você existir. Você é o máximo. Você é um santo, você é luz, você é Deus na terra. Você não, você é imperfeito. Se liga. Eu estou sendo absolutamente a Ana Teresa tá perguntando. Eu vou responder porque outras pessoas perguntaram se a minha filha está melhor. Graças a Deus. Está sim. Graças a Deus. o que justificou a internação breve dela no Hospital Pernoite.

Eh, a suspeita de algo mais grave não se confirmou. Ela está de licença se recuperando, graças a Deus. E agradeço, viu, de verdade, todas as manifestações de carinho, de apreço, as orações, certamente contribuíram muito pra gente passar. Todo mundo passa por um susto, todo mundo passa por momentos delicados de saúde e a gente aqui se irmana e eu quero ser assim muito, muito grato, grato e obrigado pela pergunta que eu não podia esquecer de falar sobre isso, tá bom? A todos e todas, foram muit muitas pessoas que se manifestaram assim, preocupadas. Eh, depois eu fiquei arrependido, eu falei: "Poxa, que era o dia das mães".

Eu lembrei da Cláudia, falei da internação, depois fiquei arrependido ter falado que eu falei, deixei um monte de gente preocupada porque eu não entrei em detalhes, mas tá tudo bem, graças a Deus. Deixa eu eh nessa retinha final aqui falar de uma notícia que saiu publicada hoje maravilhosa. Notícia boa a gente não vai deixar de dar. O Brasil é o país mais missigenado do planeta. Quem diz isso? São pesquisadores da USP que fizeram um amplo diagnóstico coletando DNA de 2723 brasileiros para verificar o nosso código genético enquanto brasileiro. E nós somos o país mais missigenado do mundo. Eu acho isso o máximo. Nós temos a ancestralidade global média, tem os significados de cada apuração.

Predominantemente, europeia, 58%, africana, 27%, indígena, 13%, assiática, 0,54. E é muito interessante, muito interessante. Dependendo do estado brasileiro, vai ter uma prevalência de uma raiz genética, em outro estado brasileiro de outra. O, e, e tem, olha que barato isso. Existem genes dos povos originais do Brasil que já foram dizimados, trucidados violentamente, o que é triste. Mas os genes desses brasileiros que não existem mais estão por aí no corpo dos novos brasileirinhos, a herança genética. Então, é lá atrás, é o português que transou com a indígena. É a indígena que transou com o escravizado negro.

É o escravizado negro que foi que transerar a violência sexual que fez parte dessas transações amorosas por aí. O fato é que o Brasil é um país missigenado, o mais missigenado do mundo. Que maravilha. Viva o povo brasileiro. Daci Ribeiro certa vez disse isso com todas as letras. O que define o Brasil é a nossa mistura. Isso nos distingue perante o mundo. Isso faz Brasil um país aonde geneticamente a gente sinaliza a nova humanidade que não é segregada. Não é isolada, cada um no seu grupinho étnico e você fica aí, eu fico aqui. Aqui, ó, deu essa miscelânia étnica, racial e genética. Viva o povo brasileiro. Você que é racista, você que diz: "Eu tenho sangue, não sei o quê". Tem nada.

Vai, vai fazer exame na USP para ver o teu sangue, cara. Você vai ver. Eu tô rindo porque eu queria est perto. O camarada quer dizer, eu quero ver qual é a minha ascendência europeia, de que lugar da Europa eu vim. Aí o cara vai dizer: "Camarada, tu tem sangue indígena, tu tem sangue negro? Tu tem sangue asiático, tu tá, ó, teu sangue tá misturadão aí". Ai, ai, ai. Se me perguntasse, André, qual seria a herança que mais te daria? Não vou dizer orgulho que é uma palavra feia, mas te deixaria feliz. Trigueiro, que é o meu sobrenome, dizem que é cristão novo vindo de Portugal, judeu que foi perseguido, mudou de sobrenome, aí virou, tem Trigueiro, tem Ferreira, tem Oliveira, tem, né?

Pessoal foi criando sobrenome para disfarçar. Então eu teria sim, pelo sobrenome alguma ascendência europeia. Agora, se você perguntar para mim qual seria a ascendência que você mais gostaria de ter. Palavra de honra indígena, com uma pitada saborosa de sangue negro. Eu quero ser mistura, eu quero essa mistureba no meu sangue em proporções, eh, eu diria, avantajadas. Aliás, eu quase fui baterista na vida. Tem sangue negro aí, ó. Pá, pá, pá, pá. Do batuque ancestral. Se Deus quiser, fiquem com Deus. Tudo de bom. Povo misturado do Papo das 9. Boa missigenação a todos. Domingão vamos debater o papel dos grandes médiuns no movimento espírita. Eles são imprescindíveis, eles são fundamentais.

O que será do movimento espírita sem Chico e agora sem Divaldo? Bora refletir sobre isso domingão. Valeu, tudo de bom.

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