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travado de hoje tá sendo feito no final da madrugada. Eu acordei um pouquinho mais cedo para honrar o compromisso de estar com vocês num papo das 9 especial de domingo em que eu vou me apropriar de conteúdos que foram compartilhados no final de semana passada em palestras que fiz em Minas Gerais, Pedro Leopoldo e Belo Horizonte, a pedido dos meus amigos mineiros e que o resultado foi muito interessante, foi muito bom. do ponto de vista do momento que a gente tá vivendo e a discussão da paz sendo algo que a gente deveria prestar mais atenção no exercício íntimo do desarmamento do espírito, do desarmamento de bombas relógio que podem ecludir a qualquer momento e enervar os ânimos, acirrando relacionamentos eventualmente já tensos no universo familiar, no ambiente de trabalho, com vizinhos ou mesmo com estranhos, quando a nossa sintonia não é das melhores.
E nós vamos infortunadamente dando a nossa parcela de contribuição para um mundo conflituoso, aonde a bananização da violência, violência aqui não é só agressão física, como as pessoas costumam num primeiro momento referenciar, mas a violência dos gestos, das palavras, de eventuais silêncios, eventuais omissões, a violência de certas atitudes. que vão depredando a urgência, né, a urgência de um mundo melhor e mais justo. Porque eu construí a convicção no meu estudo, que vou compartilhar aqui com vocês hoje, mas não sou dono da verdade, de que não é possível um mundo melhor e mais justo, sem paz. E é sobre isso que a gente vai falar. E por que que é importante falar sobre isso?
Agora é porque por vezes não temos consciência do quanto a cultura da violência nas suas múltiplas manifestações está amplamente disseminada entre nós. Então, reparar, observar, constatar, penso eu, é o primeiro passo pra gente novamente executar um projeto que me parece da maior relevância e urgência. É um projeto espiritual, mas é um projeto que tem desdobramentos na área da saúde física e mental. É um projeto que tem desdobramentos profissionais do ponto de vista da sua performance, do seu desempenho, evitando impulsividade, explosões, sabe? um comportamento que não lhe favorece e ajudando através do exemplo filhos, netos, pessoas próximas que de alguma maneira estão lhe observando, estão percebendo como você reage a certas situações, eventualmente de pressão, pode responder a isso com mais sabedoria e mais discernimento.
Portanto, o que estamos hoje nos propondo aqui a compartilhar são algumas ideias, alguns exemplos de como nós sim estamos imersos, penso eu, numa sociedade aonde a cultura da violência, como disse, está amplamente disseminada e, portanto, somos uma sociedade adoecida. E nós sempre transferimos para outras instâncias a necessidade da cura paraa doença da violência. Nós sempre esperamos algo que venha de fora para mudar esse estado de coisas. Vou referenciar aqui uma frase que é a minha preferida do filósofo da Índia, Krishna Murti, quando diz que não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente.
Eu realmente penso que nós ou muitos de nós estamos muito adaptados a valores e princípios, práticas, costumes que remetem a violência. Eu vou dar aqui exemplos apenas com o propósito de mais uma vez o diagnóstico pressupõe o primeiro passo para uma rota terapêutica de tratamento e cura. Eu vou começar e veja se você concorda, porque me parece evidente isso no audiovisual. Então, eu tô falando de filme, minissérie, novela. Eu tô falando de conteúdos compartilhados também na internet, como este daqui, enfim, audiovisual, imagem e som, a indústria audiovisual, os filmes de Hollywood, tudo é impressionante. A recorrência de enredos violentos é impressionante. às vezes disfarçados de filmes de ação.
A gente fala filme de ação, a gente não se dá conta. O que tá embutido num filme de ação, invariavelmente são histórias extremamente violentas e isso se amplifica em outros produtos do audiovisual, roteiros que tem o componente da violência. tem maior facilidade de financiamento, porque a expectativa é de que você tenha ali o retorno do capital investido, dado que as pessoas querem elas consumir isso. Existe um apelo para isso. Então, sejam obras de ficção, sejam histórias baseadas em fatos reais, eu vou dar aqui um exemplo para não ficar só no genérico da violência. Os filmes, minisséries, novelas baseados numa num enredo de vingança, a o herói ou a heroína, injustiçados, né? foram atropelados por alguém, foram sabotados, foram roubados, foram machucados, né?
E aí a história ela vai ganhando caloria à medida que aquele personagem que foi ultrajado nos seus direitos, teve a vida esfacelada, vai buscar justiça por meios próprios e vai fazer tudo que estiver ao seu alcance para vingar no seu juízo aquilo que lhe é de direito. me tiraram isso, eu vou agora à luta, né? Eu fico muito impressionado porque eu passei a prestar atenção nisso. É impressionante a quantidade de histórias baseadas exatamente na vingança, né? E aí não falta ketchup, né? ou sangue cenográfico, efeitos especiais que mostram, eu diria, situações horrorosas de eliminação sumária do inimigo. É ou costuma ser o mote para boa parte da produção audiovisual mais consumida no mundo, né?
Os chamados blockbusters, né? É algo que me chama atenção e isso, como disse, tem financiamento mais facilitado e rápido, porque o retorno do capital investido no produto audiovisual vai por aí. O audiovisual também contempla o jornalismo ou que se chama de jornalismo. E aí a minha área, minha sea, eu preciso aqui eh fazer a minha observação enquanto profissional de comunicação. Tem sido muito recorrente jornalísticos sensacionalistas e apelativos que se esmeram em mostrar de forma, por vezes, escatológica a violência. né?
Eh, quando você usa a palavra sensacionalista ou apelativo, isso não deveria caber na mesma frase de jornalismo, porque o jornalismo profissional cuidadoso ético, ele haverá de ter extremo cuidado na abordagem dos temas violentos. Que que é extremo cuidado? Você, por exemplo, haverá de poupar quem tá consumindo pela mídia digital, televisiva, impressa, radiofônica, por onde for, você vai tá poupando quem consome aquela informação dos detalhes mais violentos. O que que eu tô querendo dizer? Eu tô querendo dizer que o jornalismo ele não é poliano, ele não vai fingir que o mundo é cor de rosa.
O jornalismo num mundo onde a violência está presente vai reportar a Entretanto, sem conteúdos apelativos, sensacionalismo. Como é essa abordagem? Eu, porços de ofício, por dever de ofício, eu se guerra acontecendo, eu vou falar que a guerra acontece. Eu não vou fingir, não vou omitir essa informação público. Há uma guerra, há uma guerra. Essa guerra, como toda guerra, tem muita violência. Agora, como contar essa história? Haverá de demandar cuidados, porque eu não tô ali num show de entretenimento em que eu vou prender a atenção do público a qualquer preço, na suposição de que quanto mais barbárie eu mostrar, mais audiência terei.
Você pode reportar uma guerra eh afirmando que é uma guerra onde há cenas muito duras, situações muito comoventes, mas em certa medida prevenindo o choque desnecessário que haverá de traumatizar a audiência. Portanto, essa é a diferença básica. Eu poderia fazer uma longa digressão sobre isso, porque é um assunto que tá no meu radar há muito tempo. E devo dizer que eu, como profissional na área da comunicação, entre colegas, eh, jornalistas, sempre que surge o ensejo, eu faço esse essa colocação. Eu procuro de fato sensibilizar colegas para aquilo que me toca o coração, que é o dever de ofício não banalizar a violência. Eu moro numa cidade extremamente violenta, que é o Rio de Janeiro.
E eu acho que a gente deve ter aqui sempre a busca pelo ponto de equilíbrio entre a necessidade de reportar essa violência. a gente não vai fingir que não tá acontecendo. E o lado escatológico, apelativo e sensacionalista que resvala, como disse, em algo que não é ou não merece ser chamado de jornalismo. Isso me parece extremamente importante, né? e a formação de novos jornalistas compreender esse cuidado é a ética do cuidado. Então eu tô falando aqui de como a violência de forma muito capilarizada está presente no nosso dia a dia. Falei do dos conteúdos audiovisuais, falei do jornalismo. Vou aqui reportar no mundo esportivo. Não sei se o Brasil ainda é o país do futebol.
Tenho minhas dúvidas. Já fomos. A autoestima do brasileiro tá meio nesse campo para baixo, porque talvez não sejamos, e não é de hoje, o país do futebol, mas o futebol ainda é uma paixão nacional. Entretanto, é lamentável que a gente esteja testemunhando algo novo, que é em lugares importantes do país, onde o futebol é muito popular, é popular no Brasil todo. Tô falando de lugares aonde existem grandes torcidas de clubes tradicionais e que em função do agravamento da violência clássicos, ou seja, uma partida de futebol entre dois grandes clubes que reúnem duas grandes torcidas, agora é torcida única.
Então, em Minas Gerais, Atlético Mineiro e Cruzeiro já não tem a divisão do estado entre do estádio entre duas torcidas, né? Em São Paulo, na cidade mais a maior cidade do Brasil, a mais populosa, né? Você não tem mais no estádio jogos com espetáculo, porque é um espetáculo de duas torcidas com suas bandeiras, seus cânticos, né? Os cânticos viraram gritos de guerra, né? E isso alcançou o nível Rio Grande Sul, né? Um Grenal, Grêmio Internacional. dividir o estádio, como sempre se fez, se tornou uma operação de altíssimo risco, porque o segmento minoritário, é importante dizer, dois torcedores, normalmente torcida organizada, agenda na internet o horário e o local da pancadaria antes ou depois do jogo.
Isso quando não acontece durante eu sou do tempo. É feio isso. Parece que eu tô velho. Eu tô velho mesmo. Quando você diz assim, eu sou do tempo. Eu sou do tempo porque eu gosto de futebol. Eu vou ao Maracanã, né? Sempre que posso, eu vou ao Maracanã. E eu sou do tempo que as duas torcidas no Rio de Janeiro ainda tem jogos com torcida e tem violência. Mas ainda tem o espetáculo de dividir a arquibancada. Lá de cá, torcida A, do lado de lá, torcida B. E aí eu sou do tempo que você tinha na saída do estádio, pela mesma rampa majestosa do estádio Mário Filho, os torcedores juntos, o que ganhou, o que perdeu, se foi empate, todo mundo ali descendo a rampa junto, sem briga.
Você tinha lá as provocações sadias. Se o outro time perde, o torcedor do clube que venceu vai lá dizer: "Aê, perdedor, vocês são como é que é? fregueses, um outro palavrão que se ouve, mas a vida segue. Ninguém vai se engalfinar ali por causa disso. Futebol tem rivalidade. Rivalidade não é sinônimo de você não vai considerar o adversário um inimigo. Hoje mudou. Então veja, a violência tá presente num espetáculo esportivo, num país que já foi o do futebol. Essa semana nós tivemos pela Taça Libertadores Colocolo e Fortaleza, não foi? Um jogo fora do Brasil, mas que teve dois mortos. Dois mortos, torcedores, um jovem e um adolescente, dois mortos. Vocês entendem o que eu digo?
A sociedade doente denunciada por Crist, por que que tem morte em jogo de futebol? Por que o torcedor, eventualmente até apaixonado com a derrota, fica com a cabeça inchada, mas aquilo não é um fator de risco para ele se transformar num brucutu e querer bater, querer ofender de forma muito ostensiva. Quem torce pro time adversário que naquele dia se deu bem contra o seu clube. Não faz sentido isso, mas isso está acontecendo. Não é só no Brasil, mas está acontecendo. Eu não posso deixar de falar do fenômeno da internet. A gente já falou muito sobre isso aqui no papo das ve, mas há uma novidade tecnológica com o advento da internet, a facilidade de comunicação entre as pessoas.
Surgem as redes sociais que mereceram ser chamadas assim até algum tempo atrás. E do meu ponto de vista, algumas delas, não quero generalizar, mas claramente merecem ser chamadas de redes antisociais. Antissociais. E aí, para resumir o enredo, porque isso vai longe, nós precisamos entender o significado da palavra algoritmo, porque o algoritmo está por trás exatamente da O algoritmo é a programação da rede social que sabe exatamente quem é você. Porque tudo que você posta numa rede social e todos os que você seguem na rede social defino, ele vai saber quais são os seus pendores, suas inclinações, o que você mais gosta, o que você não gosta. Creia.
Eu vou dizer algo forte aqui, mas é a minha convicção. Se você fizesse uma pesquisa qualitativa para ver todas as pessoas que estão em alguma rede social no mundo, as redes sociais conhecem mais essas pessoas do que essas pessoas conhecem a si próprias. É sério isso? E o segredo para você manter uma rede social com uma performance considerada adequada e positiva do ponto de vista de quem administra, que são as Bigcs, as grandes empresas da área da tecnologia, a maior parte delas sediadas no Vale do Silício, na Califórnia, essas redes para se manterem atraentes comercialmente para aquilo dar dinheiro. ter anunciante para você conseguir monetizar o negócio.
A rede social através do algoritmo precisa fazer com que as pessoas passem mais tempo navegando, consumindo aquelas páginas. E essa rede social através do algoritmo vai vai dar mais visibilidade às páginas aonde os violentos que promovam o antagonismo, a beligerância, a toxicidade estejam postados. Por quê? Porque eles descobriram exatamente que esses conteúdos geram mais engajamento. A pessoa passa mais tempo naquela página, vai dar likes e curtidas. Quanto maior o engajamento, maior a atratividade comercial. Significa que tem mais tempo, tem gente passando mais tempo ali consumindo aquela informação. Opa, pro anunciante é bom. Não tá passando ali de passagem aquela coisa.
Uh, já fui porque é rápido mesmo, especialmente a garotada. Estudos que não são novos. da última vez que eu vi isso, segundos, 3 a 5 segundos é o tempo que você para numa página para ver se aquilo te interessa ou não. Quando você para mais tempo, o algoritmo registra e fala: "Esta página, aonde tem mais gente passando mais tempo, é a página que eu vou abrir para quem não é teu seguidor." Que que eu tô querendo dizer?
Um conteúdo que por alguma razão, a partir do que o algoritmo tá registrando, tá fervilhando mais rápido, tá gerando mais engajamento, o algoritmo automaticamente libera o acesso quando você tá passeando por algum, alguma rede social, Instagram, Facebook, X, quem arruma as páginas para você ler é o algoritmo e ele vai colocar perto de você aquilo que no entendimento do algoritmo tá gerando mais engajamento. Então veja, em algumas redes sociais, e o maior exemplo disso hoje é a rede administrada pelo Elon Musk, que já foi o Twitter e é o X.
Eu entrei no Twitter em 2009 e não posto mais nada por lá há 4 ou 5 meses, eh, porque aquilo virou outra coisa, claramente uma rede antisocial e o algoritmo turbinando o antagonismo e a beligerância. é o melhor estudo de casos do que eu tô falando. Só que não é exclusividade da rede X procurar estimular sensorialmente os seguidores a partir exatamente desses conteúdos mais picantes, né? E isso é muito sério e isso tem consequências. Isso gera sequelas, especialmente medidas no segmento mais jovem. Esse é o assunto do livro que eu já recomendei aqui no papo das chamado A Geração Ansiosa do Jonathan Heide.
Quem quiser fazer uma imersão no universo dos impactos causados no processo de desenvolvimento da criança e da educação dos jovens e do equilíbrio psíquico emocional de crianças e jovens a partir da recorrência com que vai consumir páginas e páginas e muito tempo nas redes sociais. Leia a geração ansiosa de Jonathan Heide, porque ele realmente se debruçou sobre vários estudos, vários estudos, mostrando exatamente um impacto devastador disso, sobre a autoestima da garotada, sobre a dificuldade dessa garotada fazer outra coisa em boa parte do dia que não seja ficar ali com aquele tempo de tela claramente exagerado. E o pior de tudo, a não socialização da criança ou do adolescente.
Que que é isso? Eu vou fazer esse ano 59. Ano que vem eu já tô pegando o ônibus de graça, entrando na frente, na fila do avião, quando eu fizer alguma viagem de avião. Opa, olha o 60 chegando aí, gente. Muito bem. Eu sou de uma geração em que criança de qualquer lugar do mundo, em qualquer nível de renda, família mais ou menos abastada, escola pública privada, o que seja, você tinha o tempo da brincadeira. Claro, haveria aqui ali as situações que são lamentáveis ainda hoje ocorrem de crianças exploradas por pais ou responsáveis que são irresponsáveis que não dá chance criança brincar porque é obrigada a trabalhar, eventualmente trabalham até análogo à escravidão.
Ou pais e mães que acham que estão ajudando o filho, matriculando em um monte de coisa. É curso de eh tô fazendo natação em inglês, informática, não sei o quê. Papai, a criança não tem tempo de brincar. O Jonathan Heid fala, a criança tem que brincar e ela tem que ter esse pensamento lúdico da fantasia. Ela tem que ter o tempo em que a criatividade dela se expande a partir das brincadeiras e a brincadeira com os outros, que é a socialização. Eu vou aprender a ser gente convivendo com gente. Eu vou aprender a fazer amigos convivendo com gente. Eu vou aprender a me defender de pessoas que possam ser hostis a mim. convivendo com essas pessoas.
Quem aqui não tem a lembrança não chamavam naquela época de bullying, né? Mas tinha na escola situações meio sombrias assim que nos inquietavam porque pessoas ameaçadoras, coleguinhas de sala que infernizavam você ou que perseguiam você ou que escolhiam eventualmente você para ser eh boi de piranha, né? como se diz. Então, gente, a violência ela tá presente na forma como nós respondemos a certos estímulos gerados pela internet. Isso pode desencadear inclusive o cometimento de crimes. Esse é um enredo da minissérie adolescência que tá fazendo um sucesso estrondoso num canal de streaming, aonde um adolescente mata uma coleguinha da escola.
Esse adolescente, o personagem principal na história tem 13 anos. é um ator muito bom esse garoto que fez esse personagem, me passou credibilidade, assim, não é não é simples encontrar talento juvenis e ele comete um crime. E a internet, eu não quero dar spoiler, quem quiser ver depois veja, tem tudo a ver com a predisposição que acabou resultando no assassinato desse garoto nessa direção. É óbvio que esse não, essa não é uma história fantástica assim, nossa, eles viajaram, que roteiro mais, eu diria, fora da realidade. Não, esse roteiro expressa realidade mensurável, [Música] aferível. A gente precisa ter essa clareza.
Muitos pais ignoram que tipo de percurso seus filhos estão realizando nas redes sociais e muitos pais dão celular, smartphone para criança, ainda precocemente, sem o discernimento de como usar aquilo ali. E os pais dão aquilo como se fosse uma babá eletrônica. Quando é que ele fica quietinho comportado? Quando ele tá entretido com tempo de tela. E isso é a senha, digamos assim, para muitos problemas, com uma alta probabilidade desses problemas acontecerem. Então, estamos falando de transtorno de ansiedade, estamos falando depressão, estamos falando de ideiação suicida.
Estamos falando de desafios, que é uma é um ambiente mórbido que na internet alguns, principalmente adolescentes, acessam na deep web, principalmente em que ah outro dia prenderam, não me lembro se foi no Rio de Janeiro, acho que não, um bombeiro, um policial da prestigiada e honrada corporação dos bom bombeiros, porque isso poderia ter acontecido em qualquer outro meio profissional. Não é porque ele é bombeiro que ele fez isso. Por favor, existem jornalistas que devem tá fazendo isso, médicos que devem estar fazendo isso, que é você se infiltrar numa rede dessa adulto e se divertir manipulando crianças e adolescentes, ameaçando crianças e adolescentes e dizendo: "Agora você vai fazer isso".
E é algo assim ridículo, tipo enfia a cabeça na privada depois de fazer xixi. Eu tô sendo aqui bem suave e doce porque tem desafios, como eles chamam, que são muito violentos e bárbaros e que implicam por vezes até em risco de vida. Há desafios no sentido de incendiar a população de rua. Se informem. O menino, normalmente são os meninos que estão mais suscetíveis a isso, filmam em tempo real, eles transmitem ao vivo, encapuzados para não dar a bandeira, usando lá os códigos para não identificar rapidamente qual é a origem da transmissão. Você vai até fogo em alguém em situação de rua.
Por isso que eu tô dizendo o que essa série que tá fazendo sucesso chamada adolescência traz à tona, é uma realidade que não é nem de agora, já vem vindo há alguns anos, que inspirou, entre outras obras de referência o livro A geração ansiosa do Jonathan Heyde. Temos um problema civilizatório aqui e ele está inserido na sociedade doente do Crist. Não é sinal de saúde está bem adaptado a uma sociedade doente e é uma sociedade doente que predispõe a violência. Portanto, meus amigos, encerrando o capítulo aqui do Papo das Noves, a primeira parte, depois eu vou pra segunda que a gente vai ver que que eu faço no mundo que tem tudo isso.
Nós temos a fame gerada de Edionda, a repelível polarização política. Eu estava na Casa de Bezerra em Belo Horizonte falando sobre esse assunto da cultura de paz, de semear a paz. E eu falei: "Eu tô na casa de Bezerra. A maioria dos espíritas referencia o médico cearense Bezerra de Menezes como um profissional de saúde, o médico dos pobres. Bezerra foi político. As pessoas não costumam referenciar na biografia de Adolfo Bezerra de Menezes que ele foi político e não foi assim político por pouco tempo, não. Por mais de um mandato ele exerceu o cargo público como político. E a política nos termos aristotélicos, né?
300 anos antes de Crist, os filósofos gregos, Aristóteles, foi talvez o mais preeminente, a definir a política exatamente como essa arte do diálogo em favor do bem comum. As pessoas precisam acessar essa informação. A política não é um campo de guerra como a gente tem visto. A política não é um lugar aonde você não quer conversar com quem pensa diferente. A política não pode ser, como vimos outro dia, um determinado parlamentar em Brasília dizer em alto em bom som que deseja a morte do atual presidente da República.
Veja, não é para desejar a morte de nenhum presidente da República, por mais que você se oponha a linha, a forma como aquele político atua, não é para desejar a morte de ninguém, principalmente publicamente, ocupando um cargo dessa relevância. Claro que esse político teve que se retratar, pegou muito mal para ele. Isso pode dar até ou daria um processo na comissão de ética para ele perder o mandato. Você não pode publicamente dizer que deseja morte. Parece que você tá de fato comprometido com esse projeto. Tipo assim, o que eu o que eu puder fazer, porque eu quero tanto a eliminação dessa criatura, gente, que que é isso?
Então, a polarização ela não pode existir nos termos em que nós estamos testemunhando, não apenas no Brasil. Ah, mas como é que eu faço? É difícil convencer alguém da minha família, alguém do meu círculo de amizades, alguém do meu ambiente de trabalho, que o lado que ele tá seguindo é o lado que não presta e o lado que eu tô seguindo é o lado que presta. Eu vou dar uma dica. simples. As pessoas que a gente estima, que a gente quer bem, que a gente construiu laços de afeto, carinho, amor, amizade. Se você tem a clareza de que essa relação ela precisa ser cultivada, mas temos o impecílio, o obstáculo de não termos a mesma eh afinidade do campo político ideológico.
A minha sugestão é a seguinte: negocia com essa pessoa que o assunto política não será mais tratado quando vocês estiverem juntos, porque está colocada a divergência, ela já tá configurada. Não faz sentido uma disputa pela primazia da razão. Quem é que tá aí falando a verdade? Quem tá mais próximo da verdade? Se se é água e óleo, polarização nasce da incompatibilidade de gênio, de visão de mundo, nesse nível mais eh alérgico. Então, você tem que evitar o assunto.
Não perca o laço de confiança, carinho, amizade, amor com alguém que você respeita, aprendeu a respeitar e você fica em estado deplorável, assim quando diz: "Como é que uma pessoa que eu julgava conhecer tão bem, que queria tão bem, segue esta ou aquela liderança política?" Não, olha, vamos vamos fazer o seguinte. Eu gosto tanto de você, eu aprendi a a ter tanto prazer assim, para mim é tão fluídica a relação. E eu gostaria tanto de continuar tendo esse privilégio da gente tá junto sempre que possível, conversando como a gente sempre conversou sobre vários assuntos, mas esse vamos deixar de lado, esse não nos merece. Nós estamos acima das nossas divergências políticas. Isso seria o ideal.
Isso seria o ideal. E aqui um breve parêntese. O respeito à sua religião ou a tradição espiritualista que você eventualmente tenha pressupõe o cuidado de não confundir o espaço religioso, o espaço dos estudos. da transcendência, o espaço em que você vai cultivar sua fé, ele não deveria ser maculado pela questão política partidária.
Isso já causou muitos estragos e eu sou testemunho porque recebi no papo das ve nesses últimos 5 anos, inúmeros, eu perdi a conta, inúmeros relatos de várias partes do Brasil, onde especialmente no movimento espírita, espíritas se manifestaram com muito, muita decepção, muita, eh, muito desgosto de ver que alguns dirigentes usaram o espaço do centro espírita para fazer proselitismo político partidário. Quem vai à casa espírita não tá procurando esse essa informação. Tá ali por muitos outros motivos. em respeito a quem procura a casa espírita, em respeito à psicosfera da casa espírita, onde não deveria haver o conflito desse nível de disputa ideológica, política, entre médiuns, entre frequentadores, entre os obreiros da casa.
Você tá sabotando inclusive o amparo da espiritualidade maior pela lei de sintonia. Você precisa ter ali o resguardo, o resguardo daquele ambiente. em Belo Horizonte, na Casa de Bezerra, eu reportei um fato real que alguns anos atrás, antes desse conflito horroroso na faixa de Gaza, muito antes, havia um centro de saúde, um um posto de saúde, não era um hospital, era um posto de saúde que recebia naturalmente em Israel judeus, árabes israelenses, que eventualmente ente até podem ser judeus palestinos. Portanto, era um posto aberto a diferentes, eu diria, segmentos sociais daquela parte do mundo, OK? Judeus, árabes israelenses, que eram ou não judeus e palestinos.
O diretor do posto começou a perceber o seguinte, havia um grupo de médicos e enfermeiros pequeno, que deixava claro que tinha muita dificuldade de dar assistência e trabalhar quando o paciente ali não era judeu, os não judeus. O que é uma afronta ao juramento de Hipócrates? O médico, o enfermeiro, mas o médico, o juramento de Hipócrates é muito claro quando diz sobre a necessidade da pessoa que tem o conhecimento da cura, do tratamento, da produção de diagnóstico. Quem é médico deve dar assistência a quem quer que seja. Você não vai condicionar a assistência médica a quem torce pro seu time, a quem tem a sua religião, a quem vota no seu candidato.
Você vai atender igualmente a todos que adentrem o o posto, o hospital. Muito bem. Esse diretor teve a ideia genial de reunir na hora do almoço a todo mundo lá, vamos conversar. E o diretor disse assim: "Eu tenho percebido que há uma maior dificuldade de alguns de vocês para atender quem não seja compatível com quem vocês acham que seja digno do atendimento que vocês prestam, o que é de fato um problema, considerando a nossa profissão.
Então, eu quero sugerir o seguinte, eu vou instalar uma caixa do lado de fora do posto, onde vocês vão colocar por escrito todas as Não precisa assinar, fica anônimo, mas a a coloquem dentro da caixa toda a dificuldade que vocês estão tendo de dar assistência a uma pessoa com tais ou quais características. Coloquem lá dentro da caixa e deixa isso fora do posto dentro da caixa. Deixou na caixa, fica na caixa, entra no posto. O que você escreveu ficou para trás dentro da caixa. Faça o seu trabalho da melhor maneira possível, que é isso que eu vou cobrar de vocês. A gente tá aqui para servir. A gente tá aqui para atender as pessoas. os seus preconceitos, as suas animosidades, as suas idioscrasias não podem entrar no posto, deixa do lado de fora por escrito na caixa.
Foi a solução que o diretor encontrou para tentar sinalizar para aquela comunidade médica ali que ele não tava brincando quando disse o óbvio, enquanto médicos, nós não podemos discriminar nenhum paciente. Quem entra aqui é digno dos nossos cuidados, seja quem for no estado que estiver. Muito bem, vamos agora chegar na parte das soluções. Qual é a solução para isso? Como é que os espíritas, porque domingo a gente sempre contextualiza isso à luz de conhecimentos que remetem a outra visão de mundo, menos materialista, mais espiritualizada. E eu bebo da fonte do espiritismo. Você não precisa acreditar, mas é onde a gente vai buscar alguma referência.
Mas não é só o espiritismo que embarca nessa. Eu acho interessante. O fenômeno da violência nos dias atuais guarda alguma relação, não explica tudo, mas guarda alguma relação com a visão de que nós somos egressos do reino animal e ainda temos resquícios do instinto que no reino animal é prevalente. Que que é isso? O extinto, ele é um mecanismo da natureza, fundamental para a longevidade e a resiliência dos animais. Então, por exemplo, um animal que se depara com seu predador pela frente, o instinto rapidamente mobiliza engrenagens de autodefesa, disparando adrenalina na corrente sanguínea, fazendo disparar o coração mais rápido para dar o quê? as melhores condições de defesa.
Eu vou correr mais rápido, eu vou pensar mais rápido, eu tô aqui turbinado por substâncias químicas que foram pelo instinto inoculadas no meu metabolismo para eu poder me safar aqui, porque eu tô acuado com predador querendo me comer. Eu sou a janta dele. Eu tô trazendo aqui elementos de humor, mas para você entender, o instinto nos capacita a responder a certas situações de estresse, mas há uma diferença, óbvio, entre nós, que somos dotados de razão, pensamento lógico, pensamento abstrato, compreensão mais acurada. Temos esse potencial, não que todo mundo use, de uma realidade que remete a uma visão espiritual, crença religiosa, ideia de Deus e por aí vai. Os animais não têm isso.
Os animais ditos, irracionais. Beijo paraa Hervênia Prada, que no seu livro Os animais têm alma, que explica que os animais, alguns deles têm uma eh rudimentos de inteligência muito interessantes e sofisticados. Mas eu não vou entrar nesse mérito agora. O fato é que o instinto é prevalente. Nós somos egressos do reino animal. O espiritismo afirma isso. Charles Darwin na teoria do evolucionismo afirma isso. Existem muitas evidências que nós somos egressos do reino animal e o instinto tá pesando aqui na hora de você se comportar invigilantemente. Você baixa a guarda, o instinto tá lá e você abdica de usar a cachola, de ter um pensamento mais cuidadoso, racional, lógico.
Convém responder isso da forma bruta. Recorrer ao meu passado longinco. Quando o instinto era prevalente. O instinto, gente, ele não pode ser dominante, porque ele mais atrapalha do que ajuda. Nesse contexto que eu tô tentando aqui explicar. Então, temos sim a questão do instinto. Nós temos o desafio da reforma íntima, que é uma expressão muito cara no meio espírita, que é justamente a autoobservação, no melhor sentido crítico do vigiai e orai. Eu me colocar em perspectiva e ser soberanamente o meu julgador. Eu consigo me avaliar. e tirar as melhores conclusões possíveis, visando o melhor ao meu alcance para mim.
É isso que propôs, eu disse isso dias atrás, dos exercícios espirituais de Santo Inácio de Loiola, que escreveu no século X, dentro de uma caverna, nos arredores de Barcelona, um livro chamado Exercícios Espirituais, que é o resultado dessa imersão que ele fez dentro dele mesmo, observando momentos bons, momentos ruins e como é que a gente lida com um e com o outro, sempre numa perspectiva de autoconhecimento e, digamos, maior recorrência das boas práticas, dos bons pensamentos, você tendo o cuidado de ser lapidar uma pessoa melhor.
No Evangelho Segundo Espiritismo, Santo Agostinho também fala da necessidade de, ao final de cada dia a gente ter a memória do que foi bom, do que não foi bom e a gente ir fazendo essa reflexão, porque o que foi bom merece repeteco. Opa, tô acertando aqui. Tô tô sentindo que é um lado que eu posso fluir melhor, é um lado que eu conquistei. É um lado que com trabalho, esforço, burilamento tá se resolvendo melhor. Que bom. Eu consegui perdoar aquela pessoa e ela virou uma aliada no meu ambiente de trabalho. Eu consegui de alguma forma eh superar um preconceito que eu tinha com uma pessoa com tais ou quais características. o meu machismo, eh, eu eu não conseguia eh trabalhar com a mesma relação de confiança com uma mulher em relação a homem.
Eh, eu não achava, como fui educado, que sem elevar o meu tom de voz, sem bater na mesa, não ia ter voz de comando. Eu só conseguiria minha autoridade assim. Aí eu tô percebendo, eu tô falando aqui não por acaso, de questões muito caras ao universo masculino, porque a gente ainda tem a regência da sociedade patriarcal e do machismo. Boa parte da violência que a gente vê no cotidiano, do meu ponto de vista, não apenas, mas boa parte da violência é egressa de uma cultura aonde há a prevalência dos interesses do macho, né? É uma outra forma de pensar o problema. Não é colocar no colo só dos homens, mas é entender.
A gente tem o domínio do sexo masculino na regência da política, das forças armadas, da economia e das lideranças religiosas. E existe o domínio desse mundo há pelo menos 4.000 anos dos coletivos por homens. E eu penso que a gente deveria ter uma maior repartição de tarefas e responsabilidades para equilibrar, porque há nuances interessantes na gestão das mulheres. Um outro jeito de pensar e fazer. Não é melhor nem pior, é outro jeito. E equilíbrio deveria tá presente aqui. O equilíbrio deveria estar presente aqui. É só um toque. Mas estamos falando, portanto, da reforma íntima. A reforma íntima pressupõe uma determinação, uma disciplina, porque não é simples e não é fácil.
Eu diria, é quase como remar contra maré, porque você sai da sua zona de conforto, você sai da sua bolha e você começa a se, e eu acho isso muito saudável, mas as pessoas reclamam do desconforto. Ai, mas isso por que que eu a vida já é tão difícil, eu já tenho tantos problemas, eu vou ficar agora reparando nas coisas em que eu não sou bom. Veja qual é a perspectiva aqui. Esse aprendizado vai trazer conforto, vai trazer luz, vai trazer recompensa. Esse aprendizado, ele melhora a tua qualidade de vida, melhora a tua saúde. Esse aprendizado tem repercussão na tua vida espiritual após o colapso orgânico.
Então, também os espíritas resumem, mas na exclusividade do espiritismo, toda a religião, por princípio religar esse exercício de conexão com Deus pressupõe fazer de você uma pessoa melhor. A visão espírita disso se dá a partir da do exercício amoroso. Não basta você se declarar publicamente um crente em Deus, independentemente da religião, eu sou isso, eu sou aquilo, né? Não basta socialmente você se identificar como alguém que tem muita identificação com aquela linha religiosa ou espiritualista. Isso não basta. Então, os espíritas são muito assertivos quando falam, repetem Kardec, na verdade, fora da caridade não há salvação. Caridade não é esmola.
Caridade é o exercício do amor renúncia, do amor sacrifício, né? desse amor que agrega, desse amor desinteressado, esse amor que não é instagramável. Sabe aquela coisa de dizer: "Olha aqui, eu tô dando prato de comida para quem tem fome, olha aqui, eu tô eh fazendo eh o bem para essa família de baixa renda. Olha, eu tô comprando remédio aqui pro doente". Gente, a ideia, sabe aquela história de uma mão não sabe o que a outra tá fazendo, que é um alegoria muito inspirada de Jesus. Faz porque você sabe ser o certo. Faça porque você aprendeu que aquela é a forma mais inteligente, sábia, de manifestar esse amor, reparar no outro. Compaixão é isso.
Compaixão é se colocar no lugar do outro, que é um exercício que não fazemos na maior parte das vezes por conta do nosso egoísmo. Por que que eu vou me colocar no lugar do outro? Principalmente se o outro tá em dificuldade, eu tenho mais o que fazer. Eu vou cuidar de mim. Eu quero o melhor para mim. Fora da caridade, não a salvação tem um princípio muito bem, eu diria, construído na doutrina espírita, que é a caridade livra você da chaga do egoísmo e por tabela torna você uma pessoa mais pacificada intimamente, uma pessoa mais integrada com você e com o mundo. uma pessoa que tem a consciência mais tranquila de dizer: "Eu sou um só.
Eu não consigo mudar o estado de coisas desse mundo tão violento, tão, eu diria, tóxico ainda, com tantas questões mal resolvidas. Mas eu tô fazendo a minha parte. A minha parte passa por aqui. Pelo quê? pelo exercício caridade, que me faz lembrar que eu não posso viver apenas e tão somente calcado nos meus objetivos em favor de mim mesmo, porque isso, do ponto de vista espiritual, é de uma pobreza, é um estado de mendicância. É interessante os relatos espíritas que vem do outro lado da vida, das pessoas que acumularam riqueza na terra sem perceber a dor alheia, sem perceber as dificuldades de várias ordens de grandeza à sua volta. Portanto, viveram apenas para se locupetar o tempo todo.
Eu, eu, eu, eu, eu de fato, quando eu falo aqui de estado de mendicância, é exatamente assim que muitos relatos espíritas reportam a situação de quem tinha condições de ajudar, de quem tinha, de alguma forma, não é só materialmente estava bem fornido de recursos, mas tinha meios ao seu alcance de fazer a diferença em favor de quem precisa e renunciou. se omitiu, não não se comprometeu com isso, achou que isso não valia a pena. Eh, a consciência já foi apresentada como a partícula Deus dentro de nós. Quando se fala de juízo final, o juízo final tá aqui dentro. E a consciência, ela é o o o é é a forma como a gente se percebe, sem nenhuma concessão ou favor no mundo.
A caridade ela determina uma mudança na sua vibração, na sua frequência, na sua sintonia. Repito, na sua consciência tranquila. Você tá fazendo o que tá ao teu alcance. Nem mais nem menos. Você tá conseguindo realizar algo que mina o seu instinto mais agressivo em situações estressantes. Desarma o espírito belicoso que vem à tona nos momentos em que você se sente desafiado, ultrajado, vilipendiado e emerge, portanto, brucutu, né? brutalidade.
Então, quando a gente tem consciência disso, e o propósito do papo das hoje foi esse, a gente tentar de alguma forma construir, vai ter prece aí, prece, o exercício da prece, vai ter a meditação, vai ter o exercício da meditação, mas é o dia a dia, a gente sabendo de alguma forma lidar com as nossas muitas limitações, reconhecendo, porque isso é, esse é o X da questão. Todos nós somos imperfeitos, lugar comum. Agora, nem todos nós estamos dispostos a observar as nossas imperfeições e, principalmente, eleger metas, se disponibilizar a realizar novas ações que asfixiem essas imperfeições, projetando um cenário psíquico, emocional, que tem a ver também com autoestima. eh, exaltada, que é bom quando você se respeita e se admira dizendo assim: "Eu tô conseguindo fazer a minha parte.
Que bom! Ai, que bom! Vou deitar minha cabeça no travesseiro. Não é para contar pros outros, é para você conversar com você. Cara, hoje eu consegui dar um passo à frente. Hoje eu consegui fazer uma coisa que eu achava difícil, mas graças a Deus eu consegui fazer. Hoje eu consegui não sentir raiva. Hoje eu consegui não repetir palavras de baixo calão. Hoje eu consegui não entrar numa discussão infrutífera, na disputa por quem tem a razão, porque aí vira briga de rua, aquilo não não funciona. Hoje eu consegui me calar, portanto, diante de uma situação que eu poderia retroalimentar com uma discussão estéril, inerte, que não vai levar a lugar nenhum.
Hoje eu consegui prestar atenção em alguém que eu percebi que tava numa situação aflitiva e com o que tava ao meu alcance, eu consegui naquele momento melhorar a qualidade de vida daquela pessoa, reduzir o estresse dela, reduzir o desespero dela, reduzir a angústia, a ansiedade, a desesperança dela. Semear a paz começa dentro da gente, a semeadura e se desdobra a nossa volta quando a gente tem o firme propósito de fazer muita coisa diferente. É um aprendizado contínuo. Eu espero ter aqui minimamente dado a minha contribuição pra gente se sentir desafiado a construir uma rotina. em favor da cultura de paz. Fiquem com Deus, tudo de bom. Até a próxima. Ah.
