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Para você que perdeu o seu amor | Papo das 9 #906

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Amigas, meus amigos, tudo bem? Tá começando mais um papo das 9 ao vivaço direto do meu cafo em Laranjeiras, Rio de Janeiro, num dia de sol, num dia de calor, num dia em que a gente vai aqui falar de muitos assuntos que eu espero sejam do seu interesse, porque são do meu como jornalista, é minha obrigação fazer sempre uma boa filtragem, uma boa edição do universo de temas associados a mística transcendência. espiritualidade e o noticiário do dia a dia naquilo que a gente acha pertinente reportar. Tá tudo bem por aí? Páscoa chegando, né? Sem ser esse domingo outro, não é isso? Eu já vou telegrafar aqui um posicionamento meu que eu acho relevante do ponto de vista do resgate da tradição.

Coelho que bota ovo já é uma aberração. Ovo de Páscoa. Uau! E tudo isso coincidindo com a Páscoa cristã, sem nenhum prejuízo de se celebrar a Páscoa com ovo de chocolate. Eu já curti isso muito na minha infância, depois presentear algumas pessoas com ovinho de Páscoa. Portanto, o ovo de Páscoa não é a questão. A questão é que o ovo de Páscoa não roube a cena no sentido da gente se esquecer do que estamos efetivamente celebrando enquanto cristãos. Páscoa é o momento mais sublime, é o ápice, penso eu, da trajetória de Jesus na Terra.

A Páscoa celebra a ressurreição de Jesus, como o Mestre perante seus apóstolos demonstrou que a morte não existe, pediu que o tocassem, tocassem suas feridas da crucificação para ver que ele estava ali. Então, temos aqui a celebração da vida que venceu a morte, né? E isso não é pouca coisa. Quando você percebe que quanto mais materializada for a sua perspectiva, quanto mais vinculado você tiver a esse plano material, mais difícil será entender que nós estamos aqui de passagem. para outro plano. Esse outro plano não tá contemplado, ele não tá colocado em perspectiva.

E na minha opinião, a Páscoa celebra exatamente a vida após a morte, o sentido da existência aqui e o que devemos ter como expectativa do lado de lá. Seria uma síntese, só um toque. Aê, chegou a hora de evocar os amigos. invisíveis, espirituais, para que eles estejam presentes e ajudem a abrir a página do livrinho Menutor de Sabedoria. Para onde vamos hoje?

Eu peço aqui essa assistência, apesar das minhas muitas imperfeições, limitações, erros, falhas, que eu seja digno de nesse momento ser um bom filtro, um bom medianeiro, que eu seja um instrumento maleável, uma ferramenta útil, um meio adequado para esse propósito de abrir uma mensagem de sabedoria para a nossa reflexão nessa manhã de sexta-feira. Para onde vamos? Vamos para onde? Para onde? Cheguei aqui, ó. Ih, mensagem 202. E o que diz? A riqueza não depende do dinheiro que você haja acumulado. Quem tem riquezas e não sabe ajudar o próximo é pobre. Quem guarda com avareza os dons que recebeu de Deus é pobre.

Quem não sabe dar de si mesmo uma palavra de conforto, um sorriso de encorajamento, é pobre. Mas aquele que, mesmo pouco nada tendo, sabe doar-se em ajudar o próximo, esse é rico, imensamente rico. Eu devo dizer que na hora que me veio a apologia da riqueza do atual mandatário dos Estados Unidos, que resume tudo que ele vem fazendo e que você deve estar acompanhando e que é algo extremamente controverso e dizendo isso, estou sendo educado. Tô falando de Donald Trump. A riqueza, a riqueza que justifica dilapidar metade das florestas nacionais que eram protegidas nos Estados Unidos para estimular madeireira, né? A riqueza que leva ele a sobretaxar o mundo, incluindo a China.

E agora de manhã, meu colega de Nova York, Jorge Pontual, no Bom Dia Brasil, deu a lista de produtos fundamentais pra economia americana e pro consumo, estimula o consumo nos Estados Unidos, que vem majoritariamente da China. Mais de 80% dos smartphones, dos tablets, dos games, é uma lista interminável. Vem tudo da China. Ah, mas a China faz tudo muito baratinho e no taxa e não sei o quê. Eh, eu não vou entrar no mérito aqui do Econom, mas aliados importantes de Trump, o principal dele chama-se Elon Musk, o homem mais rico do mundo, chamou de imbecil, o principal assessor do presidente Trump para assuntos de tarifaço, porque é insano. É insano e isso terá consequências de longo prazo.

Por que que eu tô falando disso na página do Pastorino? Porque Trump é um apologista da riqueza material. O tempo todo é riqueza material, riqueza, riqueza, riqueza. Rich. E isso tá levando, me perdoem a franqueza, eu tô e e não é metáfora. Isso está levando os Estados Unidos pro buraco. Pode cobrar de mim. Se ele não recuar, ele terá sido o único caso da história de um grande debacle econômico em escala internacional, que não foi causado por uma guerra, que não foi causado por uma pandemia, foi causado por alguém que age, segundo ele próprio disse, por instinto. Foi a primeira reflexão que fiz. Me lembrei disso.

Eh, também me lembrei da passagem do Evangelho Segundo o Espiritismo, que fala da utilidade providencial da riqueza. A riqueza não te define como a pobreza material, não te define. A riqueza ou a pobreza são circunstâncias de uma encarnação que são voláteis. Uma pessoa que nasce rica pode morrer pobre e vice-versa. Cada caso é um caso e tá inserido na visão dos espiritualistas, espíritas incluindo, num contexto cármico, numa demanda de aprendizagem que envolve abundância ou escassez e que uso você faz daquilo que você tem. Seja isso abundante, seja isso escasso. Isso é um aprendizado espiritual que você levará pro resto da sua existência, porque somos espíritos imortais.

Então, a utilidade providencial da riqueza significa: "Ela não me pertence, ela não é minha, ela me foi confiada por empréstimo. Quando eu desencarnar, não poderei levar para o outro plano rigorosamente nada vinculado à matéria, nem meu próprio corpo físico ou meus utensílios domésticos, objetos de veneração e coleção e apreço, afeto. Eu tenho uma relação muito importante com esse relógio que foi dado pelo meu pai, essa casa onde eu sempre morei. Esquece, desapega. Impermanência e imortalidade. A gente precisa refletir sobre impermanência. Portanto, o apego à matéria, a riqueza como objeto, por vezes obsessivo de sonho, né? um sonho obsessivo.

E a ideia de que a riqueza te define, se você é rico, você passa a ser uma pessoa assim ou assado. Gente, é muito triste você pautar ou se apresentar perante os outros a partir do poder aquisitivo que tem, das roupas de marca que possua, do carro que você comprou. Isso. Se seus amigos gostam de você porque você é assim, você não tem amigos de verdade. Não são pessoas confiáveis, são pessoas que vão chegar junto porque tem interesses igualmente materiais, querem favores de você porque você é uma pessoa supostamente é bem fornida de bens. Bens. Isso é uma armadilha terrível, eu já falei aqui, vou repetir.

Melhor seria que a gente reconhecesse a importância de viver com dignidade, tendo um lugar, um refúgio, um cafofo, que você possa ter a segurança de se sentir acolhido, protegido, confortável, viver com dignidade, moradia digna, sem passar pelo flagelo da fome, tendo como recorrer a um serviço médico, público ou privado, Mas ser assistido no momento de fragilidade física ou psíquica, saúde física ou saúde mental, é tudo saúde. Portanto, não sendo uma pessoa, essa é uma boa meta. Eu quero viver com dignidade, porque no mundo da matéria, o dinheiro é importante no sentido de prover você daquilo que vai lhe garantir qualidade de vida.

A questão é, como diz a música da Ritalina, aquele refrão, quanto mais tem, mais quer. Quanto mais tem, mais quer. Quanto mais tem, mais quer. Quanto mais tem, mas quer. Ei, pé de chinelo. Até parece que o sangue é azul. É, não se luda, né? É um recado tão importante que atravessa os tempos, né? E é incrível como existem denominações cristãs que acreditam e pregam que você só será bem-sucedido espiritualmente em vida se for uma pessoa próspera do ponto de vista material. E prosperidade é sinônimo de riqueza. Quando no evangelho de Jesus a gente não vê a apologia da riqueza material. A salvação não está na riqueza material.

A qualidade de vida no plano espiritual não depende do poder aquisitivo que você tenha na Terra. Pelo contrário, isso é é legado do evangelho. Mais fácil é um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus. Há questões. A matéria, ela, o deslumbramento com esse mundo e com as coisas que o dinheiro lhe oferece precipitam você na direção de um labirinto, onde as escolhas vão estar muito pautadas pelo imediatismo, do aqui, do agora, da saciedade, do corpo, dos instintos. não dos instintos daquilo que são condições inerentes de percepção material do teu corpo, os sentidos do corpo, né? Isso é muito sério, gente. Isso é muito sério.

E não são poucos os que se desviam do caminho pelo deslumbramento com a matéria, mesmo sem ser rico, né? Bom, são apenas elocubrações minhas. Não tenho jeito certo de fazer reflexão. Há 5 anos fazemos essa reflexão matinal no intuito de estimular vocês a fazerem um exercício diário, se possível for. Qualquer livrinho de sabedoria ligado a qualquer corrente filosófica, religiosa, que leve você a pensar. Pense, reflita. Exercite o seu raciocínio e a sua intuição. Isso é isso aí mesmo, Rosângela. Camelo não é camelo bicho não. Camelo é a tradução para o original no idioma de Jesus. Foi pro grego e chegou a nós camelo. É uma corda grossa, né? Até onde eu me lembro de ter aprendido.

Então vamos lá. Sugestão de leitura para hoje, um livro que eu ganhei de presente e que eu acho muito importante para quem tenha perdido o seu amor a partir do desencarne, né, do parceiro ou da parceira. as pessoas que estão enutadas pela viuvez, né? o viúvo ou a viúva. Por vezes uma parceria de muito tempo fica faltando um pedaço, a pessoa fica despedaçada ou um amor que não teve tanto tempo de maturação, mas foi suficiente para demandar uma um vínculo emocional poderoso para você que perdeu o seu amor, caminhos para lidar com o luto por viuvez. É uma dor importante. Ela precisa ser refletida, maturada.

O luto precisa ser compreendido como algo fundamental para a retomada no momento certo e do jeito certo da sua rotina, se sentindo minimamente pronto para encetar novamente a marcha. Letícia Carneiro, Maria Lívia de Abreu, Mariane Branquinho, Luciana Mazorra. Uma obra pensada para todos os tipos de relacionamento amoroso e escrita com linguagem descomplicada que oferece atividades e conceitos básicos para ajudar a pessoa enlutada a compreender melhor seus sentimentos e lidar com os aspectos práticos da vivez. Cada capítulo pode ser lido de forma independente, não é ordem sequencial e inclui espaços para registrar memórias e sentimentos, facilitando a elaboração do luto.

Além disso, as autoras abordam temas como: "O que fazer com a aliança e como criar rituais e práticas de bem-estar e equilíbrio." Trata-se de uma leitura leve para um momento difícil, comprometida em ser uma referência útil e acessível. Eu já recomendei aqui pelo menos dois outros livros que falam, acho que três livros até diferentes e falam sobre a importância do luto. O que que é luto? luto é reconhecer a dor da perda de um ente querido e você não ter a pretensão de encontrar um atalho para driblar aquela dor.

Aquela dor, ela precisa ser sentida, ela precisa ser elaborada, compreendida e você no seu ritmo, do seu jeito, eventualmente você pode até, se quiser, procurar ajuda, um terapeuta, né, para lidar com a dor da perda. Se a pessoa eventualmente tá passando por uma, eu ia chamar de crise de abstinência, mas não é do que se trata, é a dor do luto mesmo. E aí perde o apetite totalmente, perde a vontade de perde o sono. Aí tem que ter, aí sim você vai ter a necessidade, talvez cada caso é um caso, se isso for recorrente e prejudicar muito a sua saúde, eh, a ajuda de um psiquiatra para ministrar alguma substância que ajude você pelo menos a restaurar sua energia.

O que eu tô falando da elaboração do luto é: não vamos fingir que não tá doendo, não vamos fingir que a gente não tá abalado. Vamos encarar de frente. Vamos passar por esse momento que é difícil na convicção e na certeza de que tudo passa e que no momento oportuno essa poeira vai baixar e aquela dor terrível vai se transformar numa saudade ainda doída e depois isso vira uma lembrança gostosa. Eu tô falando das etapas que eu passei nos lutos que eu já encarei pela perda do meu papai, pela perda da minha mamãe. Foi exatamente assim que se deu comigo. Aí alguém vai dizer: "André, mas você não é espírita. O espírita não acredita na morte. É, não acreditamos na morte.

E daí a resolução física do meu pai e da minha mãe, eu não vou conseguir mais. Eu tenho que lidar com isso. Tudo na vida é de tem o seu tempo. Eu não vou ter mais o abraço no corpo físico. Eu não vou ter mais a chance de conversar nessa resolução, sentir o cheiro da pessoa, o carinho físico da pessoa, a presença. Então, lidar com a impossibilidade de ter novamente na resolução física aquela pessoa por perto é o aprendizado do luto. Ah, André, mas tem jeito? Tem jeito, claro que tem jeito, mas tudo tem o seu tempo. Não existe atalho. Você não vai fingir que não tá doendo. Você não vai fingir que aquilo não bate. André, mas você chorou na morte do seu pai e da sua mãe, sendo espírita?

Chorei muito. É uma incompreensão completa da dimensão humana que nós temos. Achar que a tua fé raciocinada, que você construir a convicção de que a morte não existe, isso não lhe dá o direito de sofrer com a perda do ente querido. Isso é uma bobagem. Desculpa, a expressão é forte. É uma bobagem. Então, façamos a nossa parte, compreendendo no caso de o amor, né, um parceiro, uma parceira íntima que se foi, como é que a gente eh lida e elabora no tempo necessário a perda de uma pessoa tão pertinho, tão próxima de nós? Sugestão para hoje. Hoje eu não vou pedir recursos hoje para nenhum projeto. Eu vou pedir licença para sugerir, já que é sexta-feira, que você tente se programar, se possível.

É a dica que eu vou dar, uma ecodica. Faça contato com a natureza, aproxime-se da natureza. Faça um movimento no sábado ou no domingo e se possível hoje, mas uma imersão num lugar aprasível, aonde a natureza deslumbre os teus sentidos e você possa estabelecer, se possível, alguma conexão. Pode ser uma praia, um rio, uma lagoa, uma floresta. Pode ser uma região mais distante, aonde haja uma montanha, aonde haja um lugar. Pode ser até um parque aonde tem uma árvore daquelas grandes assim que você percebe a majestade no reino vegetal daquele ser que se impõe pelo tamanho e pela magnitude e abraçar uma árvore. Você já abraçou uma árvore? Tô falando sério. Isso é sério.

Faça um movimento que aproxime você da natureza e se beneficie dessa irradiação magnética que vem exatamente dos lugares aonde essa natureza encontra-se numa resolução encantadora. São muitos os trabalhos. Não que os trabalhos científicos publicados sejam a referência para provar que isso funciona. Porque muito antes de existir ciência, a humanidade já tinha essa informação. A gente já sabia que era assim. Mas a ciência confirmou que a proximidade da natureza nos apazía, nos tranquiliza, traz para nós serenidade, quietude, temperança, alívio, gratidão, embecimento. É disso que eu tô falando.

Então, até para quem tá passando por algum probleminha de saúde, esse contato ele reforça uma rota terapêutica. Não tô exagerando, é fato. Estudos na área médica confirmam isso também. Então, façamos a nossa parte cuidando melhor de nós e daqueles que estão por perto de nós, que a gente ama. tempo de tela, seu filho, sua filha, criança, adolescente tá lá grudadão. Ih, não desgruda das redes digitais, estabelece essa trégua. Estabelece essa trégua. Vamos procurar aqui um lugar aonde a gente consiga em família ou entre amigos ter uma outra experiência. Eu me lembro ontem, eu tava dando aula na PU, sempre tem a garotada que no meio da aula, opa, fica ali entretida com alguma coisa na internet.

Eu parei a aula, falei assim: "Gente, deixa eu fazer uma proposta, aproveitem o tempo da aula para fazer um detox digital. Depois mergulha nisso aí e fica o tempo que você quiser. Aqui estabelece uma trégua pro teu bem. Claro, tem alguma coisa urgente ou você tá achando aula chata, sei lá, qualquer coisa assim, é melhor sair da sala de aula. Vai fazer isso lá fora. Agora, ali dentro, eu sou o fiscal da natureza. Eu tô ali, ó. Vamos aproveitar a chance, a oportunidade. Se há algo aqui na sala de aula que tá trazendo uma informação que possa ser útil, relevante, desgruda do celular e vamos que vamos. Então fica a dica, tá? Fim de semana. Fim de semana pode começar agora para quem pode, né?

Sexta-feira. Contato com a natureza. Abrace uma árvore. Mergulhe rio. Mergulhe no mar. Aprecie a paisagem. Procure um lugar que te inspire. Procure um lugar que te eleve. Faça [Música] percebendo as benéces dessa experiência. Vamos lá. Simborites. Mr. Anderson entrando no circuito com as perguntas selecionadas por ele direto de Campina Grande, Paraíba, no Planalto da Borborema. Lá está Mr. Anderson fazendo o quê? Ele está trazendo para nós o bloco de perguntas selecionadas por ele para que nós aqui façamos de improviso a nossa digressão. Qual foi a pergunta que lançamos ontem no story? Stories do Instagram. Tem que falar inglês, né, para falar das descobertas do Vale do Silício. Aí tá lá.

Onde você guarda a sua mágoa? Foi a pergunta que nós fizemos. Francine Fernandes pergunta: "Quando esquecemos que alguém nos magoou, é um sinal de evolução ou autocuidado?" Os dois é sinal de evolução que você conseguiu não parar naquela dor da mágoa. Alguém que causou um sentimento negativo em você, você não ficou parado ali, você seguiu em frente. Sinal de evolução. E é autocuidado também, porque quem fica parado, sofrendo, retroalimentando o sentimento mágoa, tá se castigando. é uma autoflagela e isso depalera a sua saúde, isso enfraquece. É um é um desperdício monumental de energia que a mágoa consome energia, gente. A mágoa consome energia e não tem energia sobrando por aí, né?

Energia a gente tem que saber usar o que tem. Então, penso eu, viu, Francine? A tua pergunta traz as respostas. E eu acho que você já sabia disso, que você colocou sabiamente que a gente não se fixar na mágoa, tanto é um sinal de evolução quanto, assim me parece é um autocuidado. Parabéns quem já praticou, porque é um exercício, tudo na vida é exercício. Então não vem pronto, não tem almoço grátis, vai demandar um movimento. Eventualmente não é simples na largada, mas quando você sai da inércia é só fluir. Sigue em frente e boa viagem. Ricardo Gembarovski. É melhor explodir ou guardar uma ofensa que pode magoar? Como proceder? Olha, e o Vamos lá.

Não sei se tem uma resposta certa, então eu vou dar a minha já sabendo que ela não é uma resposta definitiva. Eu acho que pessoas que têm propensão a explosão, eventualmente num primeiro momento, se isso ocorrer, porque é uma forma no nível evolutivo em que aquela pessoa está inserida. Ela já criou esse condicionamento da né? Haverá um tempo para ela descobrir que não é a forma mais evoluída de lidar com uma mágoa. Agora, quanto tempo leva pra pessoa descobrir isso? O que eu tô querendo dizer é que se a explosão faz parte do processo e do momento daquela pessoa e a explosão determina para a própria pessoa uma espécie de pacto, já explodi, agora eu não vou ficar explodindo o tempo todo, né?

Porque vamos combinar, explosão em série, você vai ficar explodindo o tempo todo por causa da mágoa? Não faz sentido. Então, esse primeiro movimento, sendo condizente com o nível evolutivo da pessoa e ela naquele momento tendo consciência de que, pronto, já tive aqui o meu escape, minha válvula de escape, agora eu vou proceder de outro modo. Eu particularmente não acho que isso seja algo condenável. Agora, o ideal é que a gente reaja de forma mais madura, até porque a explosão não vai mudar a mágoa. A mágoa continuará existindo, não vai consertar o problema. O problema continuará existindo. Qual é a solução pra mágua e pro problema?

Eu segui em frente e de alguma maneira trabalhar dentro de mim a ideia de que a mágoa daqui paraa frente será o que eu desejar que ela seja. Eu quero que essa mágoa seja devastadora. Vai ser. Eu quero que essa mágoa a cada dia se dilua. Assim será até o momento que você perceber que a mágoa já não faz diferença e que você resolveu bem dentro de você o espaço que ela haverá de ocupar. Sabe aquela cômoda gigante que você bota uma gaveta mais longe, que não é a gaveta que você vai botar algo importante para pegar todo dia, alguma coisa ou aquela prateleira mais alta que você vai botar ali algum algo que você vai dizer: "Se um dia precisar pegar isso, eu pego o mescado e vou lá.

Coloca a mágoa naquela prateleira lá em cima, difícil de chegar sem escada, já determinando para você. Eu não quero que ela seja algo tão acessível, eu não quero que ela esteja tão próxima de mim. Então eu vou botar ela lá para cima, já que não é possível pulverizá-la totalmente até segunda ordem, eu deixo naquela prateleira lá em cima e quando tiver que pegar eu pego. Você não vai pegar. O ato de colocar na prateleheira lá de cima significa um primeiro movimento de que você já não quer estabelecer vínculo, não quer que ela esteja presente, não quer que ela tenha o poder de atrapalhar os seus movimentos. Então acho que é por aí, viu, Ricardo? Renata Évora.

É possível nos livrarmos de uma mágoa ou transformá-la? Mais uma vez, cada um tem a sua experiência. Você pode se livrar de uma mágoa. Você pode tê-la fora do seu radar. Em algum momento ela deixa de ter qualquer importância. Ou você pode fazer algum exercício para transformar a mágoa em algo inerte, algo inofensivo. É uma rota terapêutica. Por exemplo, eu já fiz algumas vezes terapia e a habilidade do profissional da psicologia em saber o que te machuca e às vezes te cutucar com aquela dor que você tá escondendo na gaveta. Ele vai lá e pergunta: "Mas me diz, eu quero que você fale sobre isso. Eu nunca te ouvi falar sobre isso. Você mencionou e eu percebi dor. Eu quero ouvir você.

Aí você chora e diz: "Mas eu não quero falar sobre isso". Às vezes até o fio o psicólogo, a psicólogo diz assim: "Eu tô pagando para sofrer aqui, pô. Você quer abrir uma gaveta com uma dor que eu tô, eu não quero ter contato". E sabiamente o profissional de psicologia percebe, e me perdoem os profissionais de psicologia se não for assim, mas é assim que eu percebi do lado de cá, que existirá o momento certo e o jeito certo de você determinar que a pessoa que é portadora de uma determinada dor fale, pense e sinta novamente essa dor como um processo de libertação. E isso é poderoso. E isso de fato muda a qualidade de vida da gente.

É quando a gente começa a falar naturalmente de algo que antigamente você não conseguia abrir a boca que chorava sem parar. Agora já tá dando para conversar. Ótimo sinal. Psicologia funciona, dá certo. Quem vos fala experimentou, dá certo, porque tem aí uma técnica para você descobrir o momento certo e o jeito certo, de diluir o peso que aquela dor tem dentro da gente. É muito bonito o trabalho dos psicólogos, muito necessário o trabalho dos psicólogos. Marcos de Palmares, Pernambuco. Como transformar uma mágoa em impulso para um novo momento na vida? Olha, Marcos, eu já falei um pouco sobre isso, mas eu vou abordar de outra forma.

Não existe um botão mágico, uma varinha de condão, uma solução imediata. para uma mágoa. A mágoa tem o seu tempo de e o seu potencial de estrago que causa em nós. Agora, cada um de nós haverá de descobrir, porque eu não vou aqui dar fórmula nem receita. Apenas recomendo que a gente não finja que não existe um problema com a nossa mágoa, que a gente reconheça que precisa encarar esse problema e que a gente busque os meios mais adequados para seguir em frente. Ou seja, o que que tá ao nosso alcance fazer? Não procurar a lembrança da mágoa. Não, eu vou tocar a vida. Eu não quero ficar referenciando isso o tempo todo.

Depois descobrir de que maneira falar sobre isso com uma pessoa confiável, que sabe guardar sigilo, que de alguma forma é um bom ouvinte, porque desabafar opera milagres. Você poder falar sobre algo que te machuca é terapêutico. Eventualmente você pode fazer isso com o terapeuta mesmo. Prece meditação, exercício físico e tocar a vida sabendo que a vida é assim. Existem momentos melhores, momentos piores e isso nunca deixará de acontecer enquanto estivermos no nível evolutivo em que estamos transitando. Então, a mágoa ela vem e vai, ou deveria vir e ir a vida segue como deve ser. Van Ribeiro, quando é inevitável, como não deixar a energia deletéria desta mágoa afetar nossa psicosfera?

Olha, a psicosfera da gente é o que é. Ela é reflexo da soma dos nossos pensamentos, sentimentos, estado fisiológico, estoque espiritual acumulado em outras existências. A psicosfera é a soma de várias, vários fatores inúmeras variáveis que compõem o teu ser. E isso resulta num campo eletromagnético à sua volta que aqueles dotados de vidência conseguem perceber. Então, a psicosfera é o que é o importante. Eu acho que a gente não devia ficar preocupado, ih a minha psicosfera não se preocupa com você. A origem da qualidade da psicosfera é você. É você, né? Deixa eu falar um caso que talvez seja bem doloroso assim, mas que eu acho importante.

Um casal que se ama, um casal que tem lá o seu vínculo, de repente uma das partes se descobre traída pela outra parte. Houve uma traição, um flirte de uma das partes com outra pessoa. Só que esse casal se gosta tanto, se ama tanto, que decide continuar em frente juntos. A memória da mágoa ou a maneira como a mágoa haverá de interferir na saúde dessa relação dali paraa frente, vai exigir de ambos, os cônjuges, os parceiros, um trabalho para que aquilo não macule uma história bonita que ainda não acabou. É um processo, não é assim? E a vida segue como deve ser. Vamos lá. Última pergunta da Bárbara Pires sobre esse assunto.

O que fazer quando é você quem magoa e não tem mais como pedir perdão, seja encarnado ou não? Eu não entendi. Não tem mais como pedir perdão. Sempre dá para pedir perdão. Sempre dá para pedir perdão. André, mas a pessoa já morreu, já desencarnou, já tá em outro plano. Peça perdão pela prece, enderece essa pessoa. Converse com ela pedindo perdão. Eu não tive tempo enquanto você tava por aqui. É sempre interessante no meio espírita a gente não desperdiçar a oportunidade de pedir perdão quando a pessoa em questão está encarnada. Faz diferença nessa vida. Estamos aqui para acertar os ponteiros. Ah, mas a pessoa desencarnou. peça perdão nessa condição da prece, mas provavelmente esta questão mal resolvida terá que ser trabalhada numa outra encarnação, porque a na atual não deu met, não deu liga.

Mas o perdão pode ser pedido, deve ser pedido. A gente deve entender que há sempre tempo, há sempre a oportunidade. Melhor nessa vida, se não foi possível, a morte não existe. A pessoa magoada, ela merece a tua vibração. Olha, eu não tive tempo, eu não consegui me programar para isso, eu não procurei você, mas onde você estiver, por favor, receba aqui a minha mais verdadeira e genuína intenção de lhe pedir perdão. É o que eu penso, é minha opinião. Mr. Anderson seguindo em frente a Vamos lá. Bloco dois de perguntas. Marilene Dalto, André, é saudável para os envolvidos guardar as cinzas resultantes da cremação dentro de casa? Não cabe a mim julgar.

Cada um faça com os despojos carnais dos seus entes queridos que partiram o que achar que deve, enterrar ou cremar. Se cremar, o que fazer com as cinzas? Se você perguntar a minha opinião, eu jamais vou trazer as cinzas dos entes queridos paraa minha casa por várias razões. A primeira delas é que eu não quero cultuar cinza de matéria orgânica que foi calcinada. Aquilo é nada. Meu ente querido não tá ali. Ah, mas é uma lembrancinha. Não, não, não preciso dessa lembrancinha para cultivar a memória do meu ente querido. Ou simbolicamente você pode pegar as cinzas, isso é muito comum e eu acho particularmente bonito.

Leva as cinzas para um lugar especial aonde essa pessoa que desencarnou tinha uma relação afetiva, espiritual muito forte. joga oo vento e toca o barco. Porque gente, assim, quando você pergunta isso para um espírita, né, para nós no espiritismo, nem o cemitério é o lugar aonde a gente haverá de referenciar a memória dos que partiram. Meus pais que já fizeram a passagem estão enterrados no cemitério que eu nunca fui lá para ver a lápide deles. Ah, André, por quê? Porque eles não estão lá. É um buraco que tem no cemitério aonde colocaram os despojos carnais que serviram a meu pai e a minha mãe quando eles estiveram em vida. E hoje o que que é aquilo? Me perdoe a franqueza, é lixo orgânico.

Desculpa, perguntou, eu tô respondendo. Você não precisa pensar como eu. Aquilo não tem valor. Teve valor quando animou o espírito, quando serviu de veículo do espírito do meu pai e da minha mãe. o velório, a despedida daquele corpo na sua eh no no valor afetivo, né? Um corpo que a gente se acostumou a construir uma relação, fechou o caixão, enterrou, a vida segue. Aonde estiver papai e mamãe, eles não precisam, zero necessidade de qualquer reverência a um buraco onde foram enterrados os despojos. Ah, e se eu guardar as cinzas deles em casa? É assunto teu, é um assunto seu. Agora, cinza de cadáver e nada é a mesma coisa. Agora coloca uma foto. Eu eu acho fotografia uma moldurinha bonita.

Eu tenho aqui do meu pai e da minha mãe. É uma forma assim de a gente olhar e falar, sabe, sensorialmente, né? Eu vislumbrar a aparência física deles numa foto. Agora eu vou olhar um pote com cinza dentro para mim, com todo respeito, porque cada um tem a sua forma de lidar ou a autoridade de determinar o que fazer com os despojos carnais. Para mim não tem importância nenhuma. Zero zero. Tá bom. Ana Figueiredo pergunta se quando a gente sonha com aqueles que já foram, isso seria um encontro. Ela pergunta: "Como é que o Espiritismo vê isso?" Eu já comentei isso aqui, a luz do Espiritismo, isso pode ser um encontro em desdobramento e você retém na memória algo porque é outra dimensão.

Então, trazer de outra dimensão pro nosso cérebro a experiência de um desdobramento, para alguns é o sonho nítido, para outros não. Fica algo meio confuso. E pode ser uma um animismo, né? Pode ser um sonho arquitetado pelo seu psiquismo. Não houve um encontro. Houve a idealização do encontro. É uma saudade que levou você a ter a projeção amorosa, carinhosa, que você deseja dessa conexão. Também pode ser isso. Tá bom? Valéria Souza faz a seguinte pergunta: "Você não acha que temos muito forte a cultura do sentimento de perda e dor arraigados? Isso poderia ser diferente?" Eu acho totalmente. Acho que isso tem um motivo.

O cristianismo, via Igreja Católica, sempre cultuou muito a dor, estabelecendo regras assim muito eh específicas para o luto, usar preto, não come isso, tem que fazer assim e tal. eh estabelecendo por vezes restrições a uma mulher ou um homem viúva ou viúvo, para retomar a vida amorosa, né? Ah, não. Tem que dar mais um tempo pra gente aparecer em público, que a gente já tá aqui junto, mas eu perdi o o a minha mulher ou o meu marido. As pessoas podem falar que podem pensar que entende, a gente vive num mundo que de fato o dia de finados é o exemplo disso. Eu adoro a tradição mexicana nos povos originais do México de celebração da vida no dia da dos mortos.

Eu acho muito bonita também a celebração no Japão, quando levam lá pro cemitério o prato preferido do desencarnado, tocam a música que ele mais gosta. É alegria. É alegria. A gente chega lá inevitavelmente porque a compreensão de que a morte não existe vai descortinando possibilidades de você no dia definados primeiro mudar o nome, porque se a vida continua, não tem fim, por que que é dia de finados? Se a morte não existe, por que que é dia dos mortos? Olha só, a Regiane tá falando uma coisa interessante. Tem o pavor da imagem de Jesus na cruz. Ela tá dizendo aqui, deixa ela triste. Eu também penso assim.

E isso é um reflexo de como, por vezes, a sistematização da lembrança do Jesus crucificado na agonia da cruz, que tem lá teologicamente a sua importância. Não é a gente ignorar isso, mas é o culto a esse sofrimento. Eu sinceramente, cada um com seu cada um, a minha forma de cultuar, digamos assim, quando acho importante referenciar a imagem de Jesus, não é o Jesus em sofrimento, é o Jesus exuberante, como espírito perfeito, sorrindo Jesus numa outra circunstância. Não endossando a até a minha máxima culpa pela crucificação de Jesus.

Aí tem toda uma tradição que eu respeito, mas que em certa medida acho que há um processo em curso pra gente ressignificar a relação com a morte e para os cristãos a relação com Jesus. né? É só, por favor, aqui não tem proselitismo aqui. Cada um é livre, né? A Regiene Barbosa, que é a mesma Regiane Barbosa que eu li há pouco. Como ajudar quem perderu o amor e não tem forças para continuar? Abraços de Sorocaba, São Paulo. Não há como ajudar quem acaba de perder o ente querido. Você vai hipotecar apoio, solidariedade, vai dar um abraço, vai chorar junto, mas não existe uma receita, uma fórmula mágica. Para de sofrer. Ou você que não tem força para continuar, eu vou te dar força agora. vapo não tem tempo.

Essa dor, como disse, a importância do luto. O luto tem o seu tempo. O luto é o período de entender o tamanho dessa perda, elaborar essa dor da melhor maneira possível, no tempo que você precisar, eventualmente com ajuda terapêutica e tocar a vida. Aliás, um beijo aqui pro meu amigo com voz de rouchinol, Evandro Oliva, que perdeu a mãezinha dias atrás e espírita. Aí você vai dizer: "Ah, então ele tá bem?" Não, a perda dos entes queridos machuca muito e a gente vai precisar de um tempo para ressignificar e elaborar aquilo, principalmente quando é uma relação tão próxima assim de afeto, de carinho, de amor. Amor de mãe faz parte, mas tem o seu tempo. Não existe fórmula mágica, gente.

É que a gente vive numa sociedade onde é feio sofrer. As pessoas querem distância de quem tá triste. É a apologia da eterna alegria, da eterna felicidade, do sorriso que não sai do teu rosto, né? Rede social é muito isso, assim, você só mostra o teu lado bem resolvido. Olha como eu tô bem, olha com quem eu tô hoje. Olha o que que eu vou comer agora. Olha o que que eu vou fazer fim de semana. As pessoas só gostam de mostrar o lado aparentemente luminoso do conto de fadas, né? Mas a gente todo dia tem problema, embaraço, dor, sofrimento e a gente perde pessoas queridas na vida da gente. E isso faz parte. Como lidar com isso é processo pessoal, individual.

E o recado importante é o luto aponta um caminho. E o caminho apontado pelo luto é o do refazimento, da cicatrização dessa ferida aberta, da contenção desse sangramento emocional causado pela perda de alguém tão estimado, valioso, importante na tua vida. E a vida vai seguir. Não tenha pressa, não procure atalhos. Quando eu falo atalhos, é droga entorpescente, é tentar driblar a dor de uma forma agressiva que não dá certo.

Aliás, nessa área da ciência psicológica e médica, o que se diz com todas as letras é: "Quem tenta passar por um episódio muito doloroso, sem o luto, tocando a vida como se não houvesse um problema ali da dor, tentando atropelar a dor, acha que tá sendo inteligente, mas aquela dor ela existe ainda que sufocada, ainda que asfixiada. e ela vai descobrir um caminho para eclodir em boa parte dos casos de uma maneira muito violenta. Esse é o ponto. Por isso que tem tanta gente estudando o luto. E quem estuda o luto defende o luto. Não é o luto ah ritualístico, por exemplo, da Igreja Católica.

A gente tá falando do luto como processo de saúde, o luto como processo de refazimento, o tempo que eu preciso para lidar melhor com essa dor e tocar a minha vida do jeito que for possível. É disso que estamos falando. Elane Reis pergunta aqui, André, pela luz do Espiritismo, fale um pouco sobre o surgimento de Adão e Eva no planeta que aparece na Bíblia. O espiritismo é relativista, ele não leva, ele não interpreta a Bíblia literalmente. Adão e Eva são aspectos arquetípicos, simbólicos do aparecimento da raça humana na Terra. Portanto, existe existem aqueles que vão fazer uma leitura da Bíblia, não apenas do Novo Testamento, mas também do Antigo Testamento, literalmente.

É o criacionismo que se chama. O que tá escrito é o que o que aconteceu. Deus fez o mundo em seis dias o universo e descansou no sétimo. Aí vem estudo geológico mostrando com teste de carbono a idade da terra. Deus não criou o mundo em seis dias. Não, não é isso. E não descansou no sétimo. O descansar no sétimo significaria, na interpretação não literal, mas relativista de alguns teólogos, a importância da pausa, do descanso, do intervalo, da trégua no universo pra vida seguir em frente. O universo não é stop. O universo não é assim. Como slogan da Globo News, não desliga nunca. A gente precisa do recesso, do descanso, da trégua. Esse é o sentido do descansou no sétimo dia, né?

Ou do sábado sagrado pros judeus, que é o dia do não movimento, da interferência na dinâmica da natureza. Então nós respondendo objetivamente a sua pergunta, não temos a crença de que houve um cara chamado Adão e que da costela desse cara chamado Adão surgiu uma moça chamada Eva. A gente não vai nessa, a gente vai tentar entender os elementos simbólicos, arquetípicos, metafóricos presentes na narrativa. Agora você vai dizer: "Ah, André, e quem acredita nisso?" Eu vou dizer: "Ótimo, seja feliz. Não tem certo e errado. Cada um acredita naquilo que lhe parece ser conveniente, porque faz sentido, porque para mim é assim, tá ótimo. Não tem problema nenhum. Não tem problema nenhum, penso eu.

A Ângela Sampaio tá falando aqui essa história do da da mulher da costela do Adão. Isso é machismo. Você vê, a Bíblia foi escrita por homens, né? Tem uma questão aí que eu não vou entrar agora, até porque o papo das tá terminando, mas assim, a Sociedade Patriarcal dos Valores Machistas é a história da humanidade, né? É a história da humanidade. E aonde deu isso? Muitos avanços, muitas conquistas, mas experimentamos hoje uma crise ambiental e climática sem precedentes. Estamos num mundo com várias guerras, guerras de homens, guerras determinadas por homens. Nós temos um mundo onde ainda fome, miséria, exclusão. É um mundo onde majoritariamente homens definem o que é e o que não é por aí vai.

Mas eu não vou falar disso agora. Não vou falar disso agora. Não vou falar disso agora porque chegou a hora. Porque chegou a hora. Não vou falar disso agora. Não vou falar disso agora porque chegou a hora. Porque chegou a hora. Vai. Ó, se tudo der certo, eu vou deixar um papo das 9 especialíssimo para domingo no YouTube, porque este fim de semana estarei em missão num lugar muito aprasível, que eu não vou dizer aonde, depois eu conto para vocês, se Deus quiser. É, mas papo das 9 de domingo eu não posso deixar dois domingos seguidos sem papo. Então a ideia é deixar no YouTube, porque o Instagram não estoca conversas da forma como a gente faz aqui.

E eu espero que vocês tenham um fim de semana abençoado, com muita saúde, alegria, paz, tá? Cuidem-se bem, força, coragem e fé. Vai dar certo. Tudo de bom. Até a próxima.

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