Fanatismo e paixão
Esta foi uma pergunta respondida durante o Papo das 9, que acontece nas quartas, sextas e domingos, às 09h no meu canal no YouTube.
Transcrição do vídeo (gerada automaticamente)
Transcrição automática das legendas do YouTube, sem revisão humana. Pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.
Como todo amor, a paixão pode desvirtuar. No caso do país, transforma em fanatismo. Essa é uma comparação interessante, porque o amor não é a paixão, né? Como você bem disse, existe ali um, digamos, uma uma energia amorosa que ficou doente, né? Ela ela ela perdeu aquilo que em relação ao amor é mais importante, que é uma sensação muito boa.
Portanto, o amor não causa angústia ou ansiedade, a paixão causa. O amor não gera possessividade, a paixão gera possessividade. É meu, minha paixão. Eu quero isso para mim. Eu quero isso o tempo todo.
Isso remete ao risco de um desequilíbrio, né? Quando você fala, no caso do país transforma em fanatismo, sim, o amor à pátria, como dissemos, pode inspirar ações extremistas e inspira, inspira o tudo pela pátria. O que que é isso? Vamos destrinchar a ideia embutida no tudo pela pátria, né? Que que é tudo?
É perseguir quem não pensa como eu, é oprimir quem tem outra visão de como a pátria deve resolver seus interesses ou definir suas prioridades. Isso é muito complicado. Então, cuidado na hora da gente elaborar as ideias sobre o que seria o amor à pátria, o amor ao país e não produzir essa anomalia, né, assim, de você deturpar o sentido mais nobre, mais profundo e mais digno do que seria o amor à pátria, o amor ao seu país. F.
