Após a tempestade | Papo das 9 #1095
A paciência em tempos de turbulência, a esperança e a possibilidade de seguir em frente dão unidade às reflexões de André. Ao comentar a derrota eleitoral de Donald Trump, ele associa o resultado à rejeição do antagonismo e do preconceito, defende a representatividade e afirma, em sua leitura espírita, que orientação sexual não determina caráter ou competência.
Após a prece, André lê uma mensagem de Minutos de Sabedoria, de Carlos Torres Pastorino, e a relaciona à cultura de paz. Questiona o sofrimento ligado ao desejo de controle, ao autoritarismo e à intolerância; propõe flexibilidade diante de situações hostis, sem abrir mão de princípios. A partir daí, reflete sobre resiliência, paciência, luto e esperança, e indica o livro Após a Tempestade.
Entre os assuntos do programa estão a defesa de cursinhos comunitários gratuitos como caminho de inclusão e a discussão sobre as bets. André apoia a medida de banimento, mas ressalva que contratos em vigor deveriam ter prazo de adaptação e questiona o calendário. Também critica a comparação entre o desemprego no futebol e o sofrimento de famílias afetadas pelo vício em apostas e questiona a dependência dos clubes desse dinheiro.
Nas mensagens do público, André comenta a reconstrução de um centro espírita atingido por enchente, defende respeito à pluralidade e vigilância diante de ameaças à democracia e reflete sobre aprender a amar. Em outros momentos, fala de cidadania ativa, distingue compreender as escolhas de um parente de aceitá-las e questiona promessas de soluções simples para problemas complexos. Ao se despedir, critica o tratamento violento dado a imigrantes pelo ICE.
Neste vídeo
- Abertura
- A leitura de André sobre a derrota de Trump
- Representatividade e orientação sexual na visão espírita de André
- Minutos de Sabedoria: a mensagem de Carlos Torres Pastorino
- A mensagem aplicada à política e à cultura de paz
- O sofrimento associado ao desejo de controle
- A leitura espiritual da rigidez e da intolerância
- Flexibilidade diante de situações hostis
- Indicação do livro Após a Tempestade
- Resiliência quando não se pode mudar a situação
- Paciência e esperança diante das dificuldades
- Luto, movimento e continuidade da vida
- O aprendizado dos ciclos da natureza
- Cursinhos comunitários como inclusão social
- Doações materiais não bastam para abrir oportunidades
- André comenta a audiência sobre as bets
- Apoio ao banimento, com prazo para adaptação
- André contesta a comparação com o desemprego no futebol
- A dependência do futebol em relação às bets
- A reconstrução do centro espírita após a enchente
- Pluralidade e vigilância diante de ameaças à democracia
- A reflexão de André sobre aprender a amar
- Turbulências, ciclos e aprendizado
- Compreender as escolhas de um parente
- Cidadania ativa e vigilância democrática
- A crítica de André à ira dos perdedores
- Promessas de soluções simples sob questionamento
- A despedida e a crítica ao tratamento dos imigrantes
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Assuviando o hino dos Estados Unidos num dia histórico para aquele país, um dia importante, a maior economia do mundo, a maior superpotência militar do planeta determinou uma vitória acachapante, humilhante sobre os interesses políticos nefastos, predatórios, maléficos, de um tirano negacionista. chamado Donald Trump. O que eu quero dizer é que mesmo continuando o presidente por mais anos, Donald Trump será o que se convencionou chamar de pato manco. Terá poder, terá caneta. mas levou uma surra das urnas com os democratas, formando maioria, tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado.
E algo sem precedente na história. Por isso o papo das nove, porque a gente aqui é democrata. A gente democrata, que eu digo, a gente é pródemocracia, não é pró partido democrata, não tem santo na política, principalmente na política estadunidense. Agora, é preciso reconhecer, o mundo estava sofrendo uma influência extremamente perversa de um líder, repito, de uma nação que não é um país qualquer, é a maior economia do planeta. e é a maior superpotência militar.
Então, temos aqui questões. Muitos republicanos votaram na oposição. É bom dizer, estados tradicionalmente liderados por políticos republicanos e conservadores. Eu vou dar exemplo de um, o Texas. O Texas do agro norte-americano, depois de 36 anos, votou numa governadora do Partido Democrata.
O Texas aí num período um pouco menor, depois de 33 anos, votou num senador que eu venho acompanhando já quase 2 anos, um pastor, salvo engano, presbiteriano, mas uma pessoa muito qualificada e ética no exercício da política, James Talarico, fizeram barba, cabelo e bigode. que de quebra os Estados Unidos elegeram nessa onda azul, porque lá o partido democrata é da cor azul, então já estão chamando por lá de onda azul. É interessante isso, gente. Pela primeira vez elegeu-se uma governadora indígena. Pela primeira vez também se elegeu uma governadora negra.
Pela primeira vez se elegeu um senador muçulmano que antes de se eleger foi duramente perseguido, com palavras pesadas pela cúpula do governo Trump, incluindo o próprio, dizendo que ele era pró Irã, pró inimigos da pátria, etc. estigmatizando, rotulando, gerando preconceito intolerância, como o Trump sabe fazer, não adiantou e foi eleito com voto, repito, de republicanos. É interessante a gente reconhecer isso. O primeiro senador da história dos Estados Unidos, assumidamente gay, o que eu acho importante porque aqui no Papo das Novas, vocês já ouviram várias vezes, é uma posição inclusive do Espiritismo enquanto doutrina. Os espíritos na nossa crença reencarnam várias vezes assumindo diferentes personalidades, papéis num projeto evolutivo.
Isso inclui também gêneros. Você não vai julgar ética e moralmente alguém pela orientação sexual, porque não é uma opção, é uma orientação. E essa orientação sexual, ela não define caráter, não define honestidade, não define competência, não define a capacidade dessa pessoa ser uma pessoa boa. Os Estados Unidos só agora conseguiram eleger um senador assumidamente gay. Então, do meu ponto de vista, houve avanços muito importantes para a democracia, não só dos Estados Unidos, mas do mundo.
Quem é democrata entende a importância da representatividade, você ter representantes de diferentes setores da sociedade na arquitetura do poder legislativo, judiciário e executivo. a roda da humanidade gira ou deveria girar nessa direção? Então, é uma opinião, você não precisa concordar comigo. Eu apenas gostaria de fazer uma primeira digressão sobre esse tema, depois voltarei a tocar nesse assunto. Vamos falar também da audiência ontem no Supremo Tribunal Federal sobre a medida provisória que tornou as apostas online, as BETs ilegais.
Temos um debate interessante. Eu fiquei muito incomodado com a declaração dada pelo presidente do meu clube do coração, que é o Fluminense, sobre as bets, mas não vou falar sobre isso agora. E vamos falar sobre após a tempestade. Aliás, o livro que eu vou indicar ficou para trás. Dona Naddia, por favor, dona Nad, por gentileza, desculpa aqui ao vivo as coisas acontecem, por gentileza, para eu não cometer agafe de levantar no meio da live, tem um livro em cima da mesa ali, ó, que tá debaixo do bloquinho.
Não vou falar o nome do livro para não dar spoiler aqui. Se quiser pode entregar por aqui, se não quiser aparecer, eu respeito aqui, né? Procuro respeitar o desejo das pessoas. Obrigado, querida. Vamos simbora.
Obrigado. Vamos simbora. Vamos se mensagem abriremos hoje com o apoio dos amigos invisíveis. Eu peço a eles que tenham piedade, misericórdia das nossas imperfeições, das nossas da nossa falta de fé em tantos momentos e que possamos ter a graça de fazer aqui uma breve meditação sobre uma das mensagens do livrinho. Então, que eu seja uma ferramenta útil, um instrumento maleável, um meio adequado para esse propósito, fazendo a abertura e a leitura de uma página que eu não sei qual é, mas esses amigos deverão me ajudar, se Deus quiser, a fazer a melhor inspiração.
43. Se suas palavras forem ásperas e duras, se em todas as criaturas você descobrir um adversário, a vida se tornará uma tortura. No entanto, repare que a Terra é uma escola sagrada e você poderá ser feliz se conseguir ver em todos a boa vontade que os anima. Atraia para sua convivência amigos devotados por meio de suas palavras, mas sobretudo de seus pensamentos voltados sempre para o amor e o serviço do próximo. Eu preciso ser franco com vocês.
Na hora me veio o papel da política na construção de um mundo melhor e mais justo e da cultura de paz. E na hora me veio a cabeça a punição imposta pelas urnas nos Estados Unidos. Alguém que chegou ao poder na contramão do que tá sendo dito aqui. Se suas palavras forem ásperas e duras, se em todas as criaturas você descobrir um adversário, a vida se tornará uma tortura. Esse homem que já é alguém de uma idade avançada, 80 anos, né, 81 por aí, eh ele fez da política uma ferramenta que eleva o antagonismo, a beligerância, o preconceito, o estigma, a humilhação.
E isso numa democracia, uma eleição determina se este é o caminho ou não é o caminho. Então, temos para mim uma associação, uma ligação que eu faço da mensagem de hoje, não apenas com resultado das eleições nos Estados Unidos, mas do sofrimento que toda pessoa que tem um perfil déspota, ditatorial, impositivo, imperialista, alguém que tenha aquela síndrome do controle de tudo, que é algo psicanaliticamente ou pelo viés da psicologia, você vai ver muito sofrimento associado ao desejo de controle e a desconfiança de tudo e de todos. Quer dizer, se não for do meu jeito, eu não quero. Se não for de acordo com a minha vontade, não tem graça, né? Imagina alguém com poder, alguém institucionalmente ocupando um cargo de poder com essa característica.
Tem que ser do meu jeito, tem que ser da forma como eu determino. Se não for assim, não é para ser. Não acontece só nos Estados Unidos, o Brasil e vários, para não dizer todos os países do mundo, encontrarão lideranças com o perfil déspota, imperialista, ditatorial. E se é numa democracia, tudo isso converge na direção do golpismo, da rasteira que se dá nas regras do jogo, na tentativa de melar. aquilo que estava consolidado como sendo a regra.
Então, o que espiritualmente me parece tá sendo colocado aqui num patamar mais elevado, espiritualizado, é as pessoas que têm um perfil autoritário ou que distratam com muita facilidade os outros, principalmente os que pensam diferente, estão determinando um estado emocional e psíquico de extremos sofrimento. Pastorino fala que a vida se tornará uma tortura. Tem algo que tem uma uma frase que eu acho muito inspiradora, que é não é uma frase nem um ditado, mas é a ideia de que a gente quando fala de resiliência, que é capacidade de suportar situações hostis, a gente não deve ter rigidez, a gente deve ter flexibilidade. do evolucionismo de Darwin. Os que estudam o evolucionismo, a evolução das espécies, afirmam categoricamente de que as espécies que não se extinguiram, aquelas que conseguiram se seguir, não são necessariamente as mais inteligentes, são aquelas que se adaptaram mais facilmente a realidades hostis.
Se adaptar não é se vender, se prostituir, entregar a rapadura, abdicar de princípios e valores. Se adaptar é entender os ciclos da vida, da natureza, ou, se preferir, da política, porque nada é, tudo está. Então, estamos falando aqui que a rigidez numa tempestade é contraproducente, porque se a ventania for muito forte, essa rigidez compromete a estrutura. você vai quebrar numa tempestade. O que se espera como resposta inteligente a um vento monumental que sopra na direção dessa estrutura, ela, em vez de tentar medir forças com a tempestade, ela enverga, mas não quebra.
Ela enverga, mas não quebra. Então, mais uma vez, eu faço aqui na mensagem 43 uma associação entre um estilo de vida, um modo de pensar e de agir inspirado na rigidez e na estigmatização de quem pensa diferente, que, segundo o pastoro, traz a sensação de uma tortura para quem é portador desse sentimento. Vamos virar essa página e vamos aprender que sem você deixar de ser quem é naquilo que te parece o correto do ponto de vista de princípios e valores, se as circunstâncias lhe parecem hostis, vamos lembrar aqui, Francisco Cândido Xavier, isso também passa. A história reserva um lugar muito triste. As pessoas com esse perfil, elas não terminam bem.
Elas vivem mal e não terminam bem. Elas sofrem. Tal qual crianças mimadas que querem ter tudo, querem ter a atenção de todo mundo o tempo todo, quer todos os brinquedinhos do parquinho. Aí a criança fica lá: "Eu quero brincar com isso". Não, filho, mas esse brinquedo é do teu coleguinha e ele tá brincando.
Deixa. Não, mas eu quero. Eu quero. Ah, mas eu quero. Eu quero.
Ah, mas eu quero agora isso. Ah, eu quero agora aquilo. Tal qual crianças mimadas, as pessoas com esse perfil vão desenvolvendo uma egolatria insuportável para ela e para os outros. Já que eu citei as eleições americanas e Donald Trump após a derrota cachapante nas urnas para os democratas que formaram maioria no Senado e na Câmara e elegeram governadores em estados historicamente governados pelo partido dele, o republicano. Ele disse que se o nome dele tivesse na urna, olha o que ele disse, gente, depois das eleições, se o meu nome tivesse na urna, a gente não perdia a eleição.
Quer dizer, é algo é uma uma é uma cegueira opcional, né? É algo, o pior cego é aquele que não quer enxergar, não tem um ditado assim. Enfim, temos aqui, portanto, uma possível digressão para o dia de hoje da mensagem 43. Você não precisa concordar comigo. Evidentemente não é a única forma de interpretar ou de fazer uma meditação, que esse é o propósito desse momento do Papo das Novas sobre esse assunto.
Foi a nossa meditação de hoje. Seguindo nessa toada, vou indicar um livro que o povo das antigas aqui do Papo das Nov que celebrará no início do ano que vem 7 anos de existência. Uh, 7 anos, cabrão, que passa. Eu já falei desse livro. Esse livro foi escrito graças à mediunidade de Divaldo Pereira Franco, ditado pelo espírito Jonas deângeles e se chama Após a Tempestade.
Ele de 1974, 2 anos depois da primeira conferência internacional da ONU sobre ambiente em Estocolmo, na Suécia. E o capítulo três desse livro inspirou uma abordagem que fiz no meu livro Espiritismo Ecologia, editado pela FEB, mas ele não fala só de meio ambiente. Joana nessa obra, editora Leal, Joana nessa obra fala de tudo aquilo que a gente considera ruim ou desafiador. Então fala de grandes calamidades, da poluição, que é o capítulo três, poluição em psicosfera, das paixões avaçaladoras, dos filhos ingratos, da sexualidade da gente que às vezes pode causar algum tipo de desconforto ou de sintonia, quando a pessoa, do meu ponto de vista, tenta negar o que é para atender a outras expectativas que não as suas. Por mais difícil e complicado que seja, assumir a sua sexualidade, é o único caminho possível para você encontrar alguma paz e tranquilidade, porque senão você vai ser um simulacro de si mesmo.
Fala da delinquência, da perversidade, da violência, das drogas, da eutanásia, da pena de morte, do suicídio, das guerras. da desencarnação. Então, Joana pega através desses capítulos temas indigestos e você já imagina com um livro chamado Após a Tempestade, que que você acha que o título do livro sugere? Que para todas as questões desafiadoras há uma saída, há uma solução, há uma forma de lidar com isso que é mais inteligente e sábia. É tão bom a gente acessar páginas que trazem luz, esperança, que deixam a gente, eu diria, dentro de uma perspectiva mais espiritualizada, ciente de que, por mais difícil que seja o momento, por mais desafiadoras que sejam as circunstâncias, isso passa.
E se eu não posso fazer nada nesse momento, me contrapondo a fatores hostis, a minha resiliência física, mental, emocional, psíquica, espiritual, se eu tô sob ataque, se eu tô numa situação de muita vulnerabilidade, o que nos parece importante destacar numa circunstância como essa são duas coisas. Primeiro lembrando o grande escritor brasileiro já desencarnado, Fernando Sabino. Não é exatamente essa frase. Se o espírito da coisa é o que não tem solução, solucionado está. Ou seja, não se frustre se a partir das suas ações não for possível desatar um nó.
Esse nó será desatado no momento oportuno e do jeito certo. Se não foi do jeito que você queria, no momento que você desejava, há uma força superior agindo e há uma sinalização, isso é maravilhoso no espiritismo, de que isso não é propriamente uma punição, castigo para você, se você acredita numa força superior, Deus, o que seja. Isso é uma prova, isso é algo que coloca em cheque ou testa a sua capacidade de ser eventualmente paciente, de ter perseverança, de ter esperança, de ter mais coragem de lidar com uma determinada situação. Não existe ponto sem nó na natureza. Nada acontece por acaso.
Tudo tem um sentido e um significado. Eu particularmente acho que essa é uma das questões mais consoladoras da doutrina espírita, não apenas outras tradições também explicam cada uma a seu modo a dor e o sofrimento na natureza, entende? Então eu recomendo para quem é espírita e quem não é espírita, mas tem interesse nessa abordagem ética, moral e filosófica sobre como cada tempestade da vida da gente, como toda tempestade, passa. Não existe um lugar no universo onde uma tempestade seja perene. Toda a tempestade é passageira.
Toda a dor que a gente sente tem prazo de validade, só que a gente esquece disso e isso nos castiga. É um uma autopunição, é uma autoflagelação. A gente não consegue se desvencilhar das amarras de uma dor e a gente sofre ainda mais não vendo luz no fim do túnel. Em última instância, eu acho que é isso que eu queria dizer. Essa é a razão pela qual a gente sugere o livro.
Alguém aqui, eu não peguei o nome. Ah, não vou conseguir pegar disse nem tudo passa. Vamos colocar nos seguintes termos. Foi dia de finados na última segunda-feira. Eu fiz um papo das 9 de domingo falando exatamente sobre quem seriam os mortos vivos.
Se a morte não existe e não existe, quem seriam os mortos vivos? Os mortos vivos são aqueles que sepultam a esperança e não se permitem tocar a vida a partir da das novas perspectivas que estão colocadas. Quando a pessoa se encapsula na própria dor, quando ela não consegue e não tem, na verdade, não realiza nenhum movimento ou ensejo para tentar de alguma forma lidar com aquela situação. Tá aqui, luto por filha não passa. É verdade, não passa.
Mas eu tô esperando um livro de uma amiga psicóloga aqui do Rio de Janeiro, um novo livro dela que fala sobre luto. Ela perdeu a filha. Ela é psicóloga e perdeu a filha. em função dessa perda que não passa, ela resolveu dar assistência gratuita, voluntária a mães de baixa renda, que também perderam filhos e filhas. E esse trabalho a sustenta.
Num livro anterior, ela disse que essa dor não passa e tem dias que aflora a dor da perda, como o aniversário da filha, o Natal, mas que os outros dias do ano você consegue de alguma forma, é preciso ter, eu diria, a noção de que há uma demanda de movimento da gente em sofrimento para tentar tocar a vida. A gente não pode estagnar na dor. Eu tô sofrendo, mas eu vou fazer o que eu tenho que fazer hoje. Eu tô em sofrimento, mas eu vou trabalhar. Eu tô em sofrimento, mas eu vou arrumar a casa.
Eu tô em sofrimento, mas eu vou ao cinema. E o tempo é o Senhor da razão. O tempo tudo cura, tudo alivia, tudo transforma, tudo modifica. E essa dor lenta e progressivamente vai se transformando em algo que não passa, mas vai se tornando mais suportável. ou não traz travas, obstáculos irremediáveis para que você se permita momentos que sejam de alegria, de prazer, de achar graça numa piada, num filme de humor.
É processo, gente. No país que tem a maior quantidade de farmácias por metro quadrado, uma das possíveis explicações, eu não vou dizer que é isso, mas eu vou dizer que na minha opinião faz parte isso, a crença de que na farmácia haverei de encontrar uma solução pra dor que eu sinto. E essa solução é imediata. Se eu tô com dor de cabeça, vai ter remédio. Se eu tô com coceira, vai ter remédio.
Se eu tô com eh a vista irritada, vai ter remédio. E o remédio de uso tópico para alívio imediato. Alívio imediato é um binômio, né? São duas palavrinhas mágicas. Todo mundo quer alívio imediato.
Não. Por acaso um dos maiores fatores do risco suicida chama-se impulsividade. Que que é impulsividade? Eu não penso que o tempo traz no momento certo, do jeito certo, perspectivas para que eu lide de uma forma diferente com essa situação. Eu não consigo contar até 10.
Eu alcanço o ponto de fervura muito rapidamente e nesse momento eu perco a razão e represento o risco para mim, para quem tá perto. Faço e falo o que depois muito rapidamente me arrependo. Isso é impulsividade. Eh, tudo que a gente quer resolver no nosso tempo abre uma gigantesca probabilidade da gente se frustrar. A natureza é sábia porque nenhuma folha do alto do lugar mais alto de uma árvore frondosa se desprende do galho antes que tenha chegado o momento certo.
Eu sou ambientalista. Os últimos 40 anos da minha vida, eu tenho procurado junto do jornalismo, eu me formei jornalista, mas eu já tinha essa paquera com a área ambiental. É linda a visão dos ecologistas, baseada em ciência de que a natureza tem os seus ciclos e a natureza tem a sua dinâmica que nos ensina muito do ponto de vista de que tudo tem uma razão de ser. As pessoas aqui no Rio de Janeiro adoram sol e calor. Ah, o Rio de Janeiro é sol e calor.
Eu aprendi que não é só sol e calor. Eu gosto dos dias mais frios. Eu gosto, por vezes, de uma chuvinha. Eu gosto de um dia nublado. Eu acho que tudo tem a sua beleza, o seu lugar, sua forma, a sua forma de nos ensinar algo e nos inspirar alguma coisa.
é só uma forma de fazer a leitura da importância dessa obra após a tempestade. Dica de hoje, vocês sabem quem tem menino, menina em casa que tá fazendo vestibular, estamos aqui na temporada do Enem, Exame Nacional do Ensino Médio. O Enem é o que na minha época era o vestibular que eu tinha que fazer, tinha unificado. Na época aqui no Rio era o seis Gran Rio. Ih, isso é velho.
Ou vestibular de isolado de uma outra instituição pública ou privada de ensino. Agora nós temos o exame nacional do ensino médio. Qual é a minha sugestão? F veste foi no último final de semana, tá Eliana falando aqui. Portanto, a temporada, alguns já aconteceram, outros vão acontecer, os exames.
O que que eu gostaria de sugerir? Considerem isso como algo para ficar guardado na gavetinha quando surgir um ensejo ou se você se animar, já procura. Você que entende o tamanho e a gravidade da desigualdade brasileira, procure apoiar cursos gratuitos comunitários de preparação para o Enem, que dão suporte a meninos e meninas de baixa renda, normalmente das periferias, normalmente passaram por escolas que não garantiram um conteúdo pedagógico compatível com a exigência do Enem para pleitear o ingresso numa universidade pública. Porque na universidade pública, invariavelmente, as maiores chances são de quem teve acesso às melhores escolas, os melhores professores ou família que banca, professor particular reforço, ou cursinho preparatório particular. Repare se você acha, eu acho, você pode não achar, mas se você acha como eu acho que a desigualdade brasileira tem na sua gênese um projeto de país que filho ou filha de pobre não merece.
Essa essa é a tese que eu discordo. Eu vou falar do que eu acho. Filho ou filha de pobre não merece. Paraa universidade tem que trabalhar em profissões que não demandam diploma ou ensino superior. Tem que me servir eu que pertenço a uma elite.
Se você discorda disso, como eu discordo, e se você percebe como no mundo inteiro as pesquisas mostram quem tem diploma tem melhores chances de conseguir no mercado. salários mais interessantes e oportunidades de trabalho mais interessantes. Isso são os dados. Se você entende a urgência da inclusão social associada ao nível de escolaridade, informe-se e apoie cursos comunitários gratuitos que preparam a garotada para pleitear uma vaga na universidade pública. Ajude essa garotada a fazer essa transição do universo da exclusão, carimbando o passaporte pro nível superior.
Pensa nisso. É possível que existam cursinhos preparatórios para o Enem com esse perfil na sua cidade ou até perto de onde você mora. E isso para mim é o que há de mais nobre no esforço que deveria ser de todos nós, especialmente daqueles mais abastados, para promover a inclusão social. Dá de comer para quem tem fome, fundamental. Dá agasalho para quem tem frio, fundamental.
Permitir que a pessoa tenha asseio, higiene. Vamos dar banho, vamos dar uma escova de dente, vamos dar um sabonete e uma toalha. Fundamental. Mas a pobreza e a exclusão continuam. A pessoa vai estar com a barriga cheia, agasalhada, asseada, perfumada.
vai ter de repente até onde dormir fundamental, um alojamento. agora vai continuar com imensas dificuldades de realizar seus sonhos, projetos pelo caminho da inserção no mercado de trabalho, se apresentando como formado em arquitetura, engenharia, economia, direito, jornalismo, geografia, história, relações internacionais. Por que não? Se você diz: "Ah, não, André, isso é demais, não acho que seja por aí, eu sugiro que você reflita de onde vem essa aversão, essa negação a direitos que deveriam ser universais". Tô me lembrando de padre Júlio Lancelote, que por ele eu aprendi uma palavra dois anos atrás ou três anos atrás chamada aporofobia, que é a versão a pobre.
Lembra aquele personagem do Chico Anísio, justo Veríssimo? Odeio o pobre. Odeio o pobre. Bom, vamos em frente. Deixa eu falar de uma coisa que me deixou muito triste ontem.
numa audiência pública organizada pelo ministro Fux do Supremo Tribunal Federal para debater a medida provisória que baniu as bets, as apostas online. Nós tivemos representantes de alguns segmentos da sociedade, incluindo clubes de futebol. o futebol, principalmente na primeira divisão do campeonato brasileiro, os times grandes, os clubes tradicionais, boa parte deles, os clubes mais importantes do ponto de vista de eh torcida ou do ponto de vista de expressão nacional de títulos, etc., tem patrocinadores fortes e boa parte desses clubes, os patrocinadores são as Bets. Esses clubes ficaram muito preocupados com a medida provisória, que por motivo de saúde pública, detectando a ruína de dezenas ou centenas de milhares de famílias pela ludopatia, que é o vício em apostas, determinou-se o fim das bets. Você pode alegar duas coisas pelo menos eu vou concordar com você.
Por que que as vésperas da eleição se fez isso? O calendário da decisão me pareceu equivocado. Essa percepção do problema talvez devesse ter sido anterior. Só para não dizerem que foi uma medida eleitoral. A outra questão, os contratos de patrocínio firmados são juridicamente perfeitos porque foram assinados numa época em que as regras eram outras.
você subitamente rasgar o contrato deixando na mão investimentos que já foram feitos contando com a receita das bets, mereceria, minha opinião, alguma abordagem ou tratamento que não resgatasse as bets. Eu sou completamente a favor do banimento das bets, mas que desse, vamos supor aqui, um um prazo de adaptação ao banimento, o respeito a um período do contrato até que se arrume outro patrocinador, sei lá. Eu essa questão do ponto de vista jurídico também tá colocada. A audiência pública foi feita ontem. Repito, eu sou a favor do banimento das bets e eu sou torcedor do Fluminense.
Eu moro em Laranjeiras. Eu tenho uma ligação, digamos, afetiva, amorosa e geográfica com o Fluminense Futebol Club, que ontem teve na figura do presidente atual da instituição. O desprazer eu como torcedor tive, eu fiquei com uma vergonha, fiquei realmente muito contrariado de ver o presidente do meu clube de coração proferir a seguinte frase: "O drama de uma família endividada pelas Bets não pode ser maior que o drama de uma família que vai ter que sofrer com os efeitos do desemprego, que é o que vai acontecer na cadeia do futebol. Tem duas questões básicas aí que eu eh de cara rebato sobre a minha ótica essa declaração. Primeiro, de ordem proporcional, o eventual desemprego que seja causado pela pelo banimento das betes jamais chegará em números absolutos ou relativos perto do número de pessoas que estão em situação deplorável por causa do vício na jogatina.
Então, não é comparável, não tá na mesma prateleira o nível de impacto social. O segundo ponto é que o Fluminense, como os outros grandes times do Brasil, na maior parte, maior parte é 99% do período de existência desses clubes, eles acumularam títulos, glórias, momentos épicos, campeonatos inesquecíveis, sem bet. Por que que agora alguém sugere que sem as bets vai acabar tudo, não tem jeito, não vai ter solução pro futebol brasileiro. Tem gente falando isso, como se os únicos patrocinadores no mercado fossem as casas de aposta. Eu já mais de uma vez fui na lojinha do Fluminense, no clube que fica relativamente perto da minha casa, gostando de uma camisa do novo da nova marca que serve de uniformes.
O Fluminense falava pergun quanto é que é caro para burro, quanto é que é X? Aí eu digo, pessoal da loja acho que já até, se não mudaram lá, os vendedores já até me conhecem, porque eu fui duas ou três vezes lá dizendo assim, tem 100 a logomarca do patrocinador, porque eu não quero sair por aí fazendo propaganda de bet, eu não quero. A informação foi não, não, não tenho. Sem a logomarca não tem. Eu tô com as minhas camisas aqui, tô usando com gosto, não preciso ficar comprando camisa nova.
Daí eu tenho as camisas que me servem sem patrocinador. Vamos à luta agora com toda a franqueza, jamais me sentirei tranquilo torcendo por um clube que depende do sofrimento alheio na escala que a gente viu as bets no Brasil, sustentando o staff do futebol. Ah, não vai dar para pagar o salário. O presidente do Flamengo falou: "O que que eu faço agora com a minha folha?" Cara, a maior torcida do Brasil só tem patrocinador bet o Flamengo para dar sustentação. Essa torcida gigantesca que é do Flamengo, apaixonada, será que acha também que sem bet não há solução pro Flamengo?
tem uma retórica, uma uma uma forma de defender as bets que não entra assim, eu falo: "Não, não, não, não, não, não tá fazendo sentido. O meu software entende isso como um vírus no sistema do meu raciocínio. Não, não faz sentido isto posto. Para terminar, eu comecei o papo das vei uma leitura muito breve do resultado das eleições nos Estados Unidos. Eu quero ler para você, o povo do Instagram, se quiser, a postagem que eu fiz hoje de manhã, eu coloquei, o meu irmão Daniel mandou para mim e eu ratilei um videozinho curtinho que mostra uma onda e e a, né?
Uma onda do mar passando por cima de um monte de boné vermelho com slogan maga make America Great Again, do Trump. E eu escrevi o seguinte: derrota um milhante de Trump nas eleições dos Estados Unidos, a onda azul, porque lá o Partido Democrata tem a cor azul, por isso azul do mar e o boné vermelho, que é a cor dos republicanos. A onda azul dos democratas garantiu maioria na Câmara e no Senado. De quebra, a oposição a Trump fez história, elegendo primeira governadora indígena da história dos Estados Unidos, primeira governadora negra da história dos Estados Unidos, primeiro senador muçulmano da história dos Estados Unidos, primeiro senador gay, assumidamente gay, nos Estados Unidos. Aí eu digo, as urnas foram implacáveis na derrota imposta a um tirano negacionista.
Aí eu tô vendo aqui a hora e tô me deslumbrando aqui com minha falácia e tô esquecendo que vocês mandaram um monte de de questões que eu vou abortar a minha mensagem. Quem quiser vai lá no no Instagram v outras digressões feitas por mim. Vamos ao que interessa, que é o que vocês falaram, mandaram para mim seguramente antes do resultado das eleições nos Estados Unidos, a partir de uma eh, digamos, de uma forma que eu instiguei vocês a refletirem sobre o título Após a Tempestade. Esse foi o título da minha O assunto em destaque deixei em aberto após a tempestade. Que que vocês mandaram?
Alfredo Real State Agent. Ameia. Democracia venceu. Viva a democracia. Deve est se referindo à eleição americana.
Ticiana Letícia. E o amor e a união que ficaram são ainda mais são ainda maiores. Ah, ela escreveu uma coisa gigantesca aqui. Tem vários tijolinhos. Ela tá dizendo assim: "Tisiciana, Letícia Ticiana, aqui em Francisco Beltrão, Paraná, nosso Centro Espírita Mensageiros da Paz enfrentou um grande desafio com a enchente.
Foi doloroso ver nossa casa assim, mas emocionante testemunhar tanto amor e dedicação dos trabalhadores. Cada gesto de cuidado ajudou a reergê-la. Hoje ela parece ainda mais limpa, iluminada e com as energias renovadas. A água passou e o amor e a união ficaram ainda maiores. Beijo aos confrades paranaenses de Francisco Beltrão.
Que exemplo, que atitude. Parabéns. A União faz a força. Gisele Gentil pergunta: "Como os clubes sobreviveram antes das bets?" sobreviveram com patrocinadores, master, como eles chamam, tem um patrocinador principal, depois vai adesivando no calção, na camiseta. Outros patrocinadores que não são o master.
É que Bet ganha tanto dinheiro, mas tanto dinheiro, mas tanto dinheiro, que eles têm recursos para botar muito dinheiro no futebol. Aí o dirigente fala: "Ganhei na loto, ganhei na loto." É, é, é, é, é, é, é uma renda. Excepcional. A questão é as custas do quê? De onde tá vindo o dinheiro?
Essa é a pergunta dolorosa. Marl Oggawara. Brasil e Estados Unidos. Tempestades de emoções e conscientizações. Caminhamos para calmaria.
Não existe calmaria. A democracia é panela de pressão. E a gente não vai aqui deixar de considerar a necessidade da do respeito à pluralidade, respeito à diversidade, né? E vigilância em relação a quem implode por dentro a democracia. Tem um livro fantástico, o nome do autor eu não me lembro, são dois, como as democracias morrem, que é como você dentro da democracia fazendo uso das regras da democracia.
Olha que absurdo. A democracia americana ela não foi projetada para pessoas como Trump. Ele ofereceu, se você não sabe disso, isso não é cascata, não. Pesquisa, 5.000 de recompensa para cada eleitor que fosse as urnas dos Estados Unidos se os republicanos ganhassem. Isso no Brasil da cadeia, pô.
Ou invalida o pleito, a participação desse candidato. Eh, quem também se ferrou foi o Elon Musk. maior patrocinador do Trump nessas eleições, salvo engano, 450 milhões de dólares que ele tirou do bolso e diz: "Toma ai 480 milhões de dólares para combater a fome na África porque o Trump saiu da USID, que é é o programa do dos Estados Unidos, que tem várias finalidades junto com países mais pobres, inclusive financiar vacina, remédio, alimento." O Trump cancelou essa verba. Nosso amigo Wagner Moura do Fraternidade Sem Fronteiras gravou um vídeo dias atrás na África falando: "Olha o resultado da política do atual governo dos Estados Unidos. A fome aumentou onde ela já era algo acachapante.
Imagina 480 milhões de dólares socorrendo quem tá morrendo de fome ou por doenças evitáveis onde haja vacina, asseio, eh vermifugação. Pelo amor de Deus, socorro. E e Adriana Acunha, por que o ser humano tem inobservância e resistência em aprender pelo amor? Bom, você perguntou para mim, eu vou dar minha opinião. Eu acho que eh amar se aprende amando, como diria Carlos Dumão de Andrade, o nosso poeta.
Esse aprendizado, por vezes, é lento. E se você é reencarnacionista, coloca aí na tua conta muitas vidas. Em perspectiva, olhando para trás, a história da humanidade, avançamos e muito na lei do amor, tá? Avançamos e muito na lei do amor. Sério, quando você pega assim, como é que o mundo passou a incluir no budget, no orçamento dos países, assistência social.
O SUS é resultado da lei do amor. O SUS é referência pro mundo, sabe? ONGs voluntárias, trabalhos humanitários e filantrópicos. Isso é lei do amor. Nunca teve tanta organização da da sociedade civil interessada em ajudar o próximo, com ou sem religião por trás?
Eli Castro, TPM: É preciso acreditar que venha a calmaria, mas se não vier, vamos de força, coragem e fé. Eu não acredito em calmaria. O mar nos ensina o momento da calmaria e o momento da turbulência. Eles são cíclicos. O importante é que a cada nova turbulência a gente aprenda com a anterior e que a gente saiba lidar com a turbulência com aprendizado anterior.
Democracia é panela de pressão e sem cidadania ativa. Cidadania ativa não é só no dia do voto. Cidadania ativa é acompanhar a votação na Câmara dos Vereadores. É pressionar deputado estadual na votação na Assembleia Legislativa. É mandar e-mail, é fazer campanha virtual.
É, é ligar pro gabinete do deputado federal, do senador diante de uma votação importante. Ué, tem calmaria não. Tem calmaria não. Na minha infância tinha um um ditado assim: "Quer moleza, senta no pudim". Quer moleza, senta no pudim.
No mundo ainda de provas e inspirações, tudo que você não verá é calmaria. Você vai ter períodos de trégua, arrefecimento e outras ondas que surgem, né? Sônia Fajar do Reis, vem a bonança. Podemos esperar tempos melhores com pessoas mais altruístas se fizermos por merecer isso, porque isso não acontece por milagre assim, ah, de repente aconteceu. Isso é processo, isso tem que trabalhar, tem que se habilitar para isso, tem que se voluntariar para isso, tem que se engajar, tem que fazer militância e ativismo em favor do mundo que você deseja.
Ele não vai acontecer por obra do destino, assim, magia, porque Deus quer, Deus delega, Deus terceiriza. Eliana 20, Steven, como aceitar um parente nosso ir contra a democracia? Eh, sabe por que que você tem que aceitar? Porque você não tem o que fazer. O livre arbítrio é soberano, é o teu parente.
Você não disse qual nível de parentesco, seja qual fosse, ele tá fazendo o que ele acha que é certo, ainda que lhe pareça errado. Essa é uma questão dele, não é tua. Ah, como é que eu aceito isso? Você não tem que aceitar, você tem que entender o processo. Cada um responderá pelos seus atos perante a lei dos homens e a lei de Deus.
Eu só quero lembrar a partir da sua pergunta que muitos republicanos frustrados e decepcionados com Donald Trump votaram contra ele ou deixaram de ir às urnas para votar nos republicanos. Só para te dizer que quem vai contra a democracia, por vezes, se frustra porque percebe a encrenca que é dar crédito a déspotas negacionistas com inclinações golpistas. Isso tem um custo, cara. Isso é muito pesado. Olinda da Silva Machado, o que podemos fazer para diminuir esses eventos efetivamente?
Já falei aqui a minha opinião, a hábitos e comportamentos que remetam uma cidadania ativa, plena, vigilância cívica, mobilização, engajamento. Eu não tô falando de exército do fulano, exército de cicrano, eu tô falando do mundo real. Eu tô falando de você ter olhos de lince, você saber quem tá exercendo um papel importante na depuração da democracia, na oxigenação da democracia. Viviane Almeida, 77312, acho que a tempestade vai continuar. Qual a sua opinião?
Se você tivesse se referindo aos Estados Unidos, Trump seguirá por mais do anos com o poder da caneta das ordens executivas ou equivalente a decretos. já disse que quer vetar tudo que v parlamento, que agora tanto no Senado quanto na Câmara tem maioria democrata. Disse que vai vetar tudo. A questão é e o desgaste crescente, né? Porque quem está agora na Câmara e no Senado expressa a vontade popular da maioria absoluta.
Foi uma vitória acachapante. O Trump detesta a expressão porque ele chama todo mundo de loser. Quem ele não gosta, ele fala: "Você é um loser, um perdedor." O grande loser dessa eleição foi ele. Trump é um loser com L maiúsculo e fez por merecer esse carimbo, porque foi uma derrota de, repito, histórica, tá? Estados tradicionalmente dominados pelo republicano conservador.
Eleeram o governador e senador, por exemplo, do Texas, eu abri o papo das nova, primeira governadora, mulher, mas mesmo que fosse homem, governador democrata. em 36 anos no Texas conservador e o primeiro senador em 32 anos, democratas os dois no Texas. Loser. Grande desafio agora é encontrar formas para minimizar a ira dos perdedores. Alguma ideia?
Olha, eh, quem se diz democrata respeita as regras do jogo. Ganhar ou perder faz parte. A ira não é justificável. Quem tem ira não é democrata, é extremista com inclinação golpista. Esse se consome no próprio ódio, na minha opinião, e o ódio custa caro pra saúde, tá?
A ira não é um sentimento que gere saúde. A ira consome preciosas energias que deveriam estar com outra polaridade, outro viés que não é de consumir as próprias células. Ana Bigatom, aprendemos o poder da união e ver reverberar essa onda no mundo é de dar orgulho. Flávio Carvalho, 405. Haverá bonança, mas com vigilância permanente.
Fechamos, fechamos nessa. Concordo contigo, Cláudio Rinco. Vem a bonança? Sabemos aproveitá-la ou nos perderemos no egoísmo e ela nos escapa? O tempo dirá que a gente aprenda as lições da democracia com seus movimentos.
A vida não é, ela está e é feita de ciclos que a gente aprenda com os ciclos que a gente considera nefastos para no momento em que uma outra onda na direção daquilo que você abomina ou não acredita vier, você ter mais, eu diria, melhores condições de lidar com isso. Inecule, a tempestade do ódio está passando. Bom, as urnas em países democráticos, ao que parece, sinalizam um certo cansaço ou uma frustração enorme com promessas de soluções simples para problemas complexos que o discurso extremista traz. Eu tenho a solução paraa segurança, eu tenho a solução paraa economia. O Trump então verb verbor ai gente verborragia.
Não é verbalizar, é outra coisa. Ia falar verborrô, não faz sentido. O Trump várias vezes diz assim: "Vou acabar com essa guerra na Ucrânia com a Rússia em dias ou semanas. Vou acabar com a guerra do Irã hoje. Vou acabar com a crise no Oriente Médio hoje.
Gente, as pessoas vou te contar, é uma coisa. Vou resolver o problema da economia. Nós estamos ricos. Quem tá enriquecendo na presidência é o Trump, hein? escreve o que eu tô dizendo.
Ele deixando a presidência, ele vai encarar problemas. Nem tô falando só do Epstein Fils, os arquivos secretos do período que ele gostava de participar de certas festas com um amigo chamado Jeffrey Epstein, aonde haviam crianças, menores de idade, festinhas para adultos. Não, não, não ouso avançar no que existem aí ah nos arquivos. Não, não, não, não vou por aí. aqui no Papo das Nas para não estragar no fim o que eu gostaria de falar, mas ele ganha dinheiro de forma desonesta.
Ele ganha dinheiro. Veja isso, ele oferece, ele abre espaço para que paguem a ele como presidente da República para acessarem as postagens dele na rede social antes das postagens vir a público. Ele cobra. Você quer saber antes de postar o que que eu vou dizer? Pague.
Você acredita que isso tá acontecendo hoje nos Estados Unidos? Pelo amor de Deus, poupe-me. Vamos lá, gente. Eu tô aqui nos meu meu tempo regulamentar esgotado. Faltam 30 segundos.
30 segundos. Tem muita pergunta aqui. Dona Ariane. Alô. Campina Grande, Planalto da Borborema.
Alô, Rente. Ariane, pega a última pergunta que eu fiz aqui, por gentileza. Daí pra frente, daí pra frente, quer ver? Ó, foi da INECOLi. Inc o O L.
Daí paraa frente vem Gervázio Neto, meu amigo. Lopes Soninha, Druide Paula, Cam Lopes, Ângela Luz, Ednilson, Rogério, Bruna Pozeb, Stefânia, Tripo, Sol, Kátia Façano, Lupassos, Terezinha Márcia, nem um monte de gente. Por gentileza, segura essas perguntas pra gente trazer na sexta-feira. Pode ser? Fechou?
O hino de um país construído por imigrantes. imigrantes que foram escorraçados da forma mais indigna, desumana e violenta por esse governo através de uma força secreta chamada ICE. Sigamos com força, coragem e fé. Valeu, até sexta-feira. Tudo de bom.
Valeu,
