Sem noção, sem nação | Papo das 9 #1083
Sem noção, sem nação: o que faz de um país uma nação, e o que isso pede de cada eleitor? Na antevéspera do primeiro turno, André Trigueiro parte dessa provocação para falar de voto consciente, cidadania e vida coletiva. Nação, lembra ele, não é sinônimo de país: é pertencimento, construído na diversidade de povos originários, imigrantes e da população negra. O estudo O Brasil no Espelho, de Felipe Nunes, da Quaest, citado no encontro, aponta a baixíssima confiança dos brasileiros uns nos outros.
A mensagem lida no início, sobre verdade e autoconhecimento, ganha uma leitura eleitoral: não existem soluções simples para problemas complexos, ninguém governa sozinho e proposta não é dogma. André pede atenção à biografia de quem pede o voto, sem cobrar uma perfeição que ninguém tem. Nas respostas de vocês, defende votar com consciência, seja qual for a corrente política, pensando no coletivo, e cita a coluna de Martha Medeiros sobre votar por quem não tem os direitos básicos respeitados. Prefere mudanças dentro das instituições a “implodir tudo”, chama a utopia de nutrição para a alma e explica por que, como jornalista, não indica candidatos. Política, resume, é a arte de construir pontes em vez de muros.
Na abertura, André testa um novo equipamento de áudio e lembra o aniversário de Allan Kardec, em 3 de outubro, e o dia de São Francisco de Assis, no domingo da eleição. Depois da prece por serenidade, vem a mensagem 265 de Minutos de Sabedoria, de Carlos Torres Pastorino. O livro indicado é Espiritismo e Política: contribuições para a evolução do ser e da sociedade, de Aylton Paiva (FEB): na leitura espírita, política é vida em sociedade, não partido, e a reforma íntima passa pelo outro. A dica é lembrar da natureza na hora de votar, a partir de uma reportagem sobre garimpo e mercúrio em terras indígenas. Há ainda uma homenagem a Lito Sousa, divulgador da aviação civil que morreu na véspera, e o convite para o Papo das 9 especial de domingo.
Capítulos do episódio
- 0:00 — Abertura: áudio novo, dia de Kardec e dia de São Francisco
- 2:06 — Prece: serenidade, temperança e equilíbrio
- 3:35 — Minutos de Sabedoria 265: cultivar a verdade
- 4:16 — A verdade na campanha: sem soluções simples
- 7:14 — Ninguém é perfeito: proposta não é dogma
- 8:53 — Biografia e passado de quem pede o voto
- 11:55 — Autoconhecimento e verdade: a síntese da mensagem
- 14:28 — Livro: Espiritismo e Política, de Aylton Paiva
- 15:34 — Política não é só partido: somos seres sociais
- 18:12 — A reunião de condomínio: quem não vai, não decide
- 19:27 — Reforma íntima, caridade e vida em sociedade
- 21:21 — Se não estiver bom para todos, não está para ninguém
- 21:59 — Para quem não é espírita: fé, voto e Estado laico
- 23:02 — A dica: lembre da natureza na hora de votar
- 24:20 — Garimpo, mercúrio e terras indígenas em debate
- 27:56 — EUA: a suspensão dos serviços consulares no Brasil
- 32:08 — Homenagem a Lito Sousa e a lição da finitude
- 37:02 — Sem noção, sem nação: a provocação da semana
- 37:53 — Nação: pertencimento e diversidade brasileira
- 40:38 — O Brasil no Espelho: a baixa confiança mútua
- 42:35 — As respostas de vocês: votar com consciência
- 44:01 — Coletivo e nação: votar pensando no outro
- 45:19 — Como encontrar candidatos ligados ao meio ambiente
- 46:30 — Por que André não indica candidatos
- 48:36 — Implodir tudo e começar do zero? Mudar sem destruir
- 52:00 — Quando alguém querido não quer votar
- 52:54 — Sonho ou utopia? A bússola que nutre a alma
- 54:32 — Debates na TV: regras de participação
- 55:09 — Nosso leme é o voto: pontes em vez de muros
- 57:33 — Extremismos e soluções simples para problemas complexos
- 58:45 — País ou nação? Uma nação em construção
- 59:34 — Encerramento: domingo de eleição e Papo das 9 especial
Transcrição do vídeo (gerada automaticamente)
Transcrição automática das legendas do YouTube, sem revisão humana. Pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.
Bom dia, bom dia, bom dia a todos vocês, onde vocês estiverem, com quem vocês estiverem. Tá começando mais um papo das 9 al vivaço, direto do meu CAFOFs, aqui em Laranjeiras. E hoje eu tô testando aqui, tô aguardando a resposta de vocês em relação ao áudio do YouTube. Vai ser muito importante, portanto, o povo do YouTube se manifestar dando retorno sobre se nossas inovações. Com a ajuda do meu irmão de sangue, Daniel Trigueiro, nós conseguimos um outro aparelho para resolver, se possível, de vez, o problema do áudio, que não seja oscilante.
E colocamos o microfone acessório aqui também para não dar xabu na qualidade do áudio. Então, se vocês, meus amigos do YouTube, puderem dar um retorno para ver se tá estável e se a qualidade do áudio está OK. Sexta-feira com muito assunto pra gente tratar aqui. Vamos falar de eleições, vamos falar de debate que não aconteceu, vamos falar da 3 de outubro, amanhã, dia de Kardec, né, do aniversário do pai do Espiritismo. e 4 de outubro, dia de São Francisco, que será dia de eleição.
Então vamos, vamos combinar dia de eleição, seu dia de São Francisco, é para você não esquecer na hora de votar [risadas] da natureza. Se liga, se liga. Vamos começar então, meus amigos. Vamos começar pedindo. Vamos começar pedindo [suspirando] como a gente tá precisando.
Vocês não acham no Brasil de serenidade, temperança, equilíbrio. Então, vamos recorrer às ferramentas que a gente tem à mão. A mais acessível e simples é a gente abrir qualquer livrinho com mensagens de sabedoria e fazer uma breve reflexão sobre esse conteúdo. Eu tenho fazendo isso desde o início do papo das há quase 7 anos. Vou fazer de novo, pedindo aqui que os amigos invisíveis, esses nossos companheiros de jornada se compadeçam de nós e nesse momento se aproximem inspirando, intercedendo, para que a gente consiga nesses breves minutinhos fazer uma reflexão que nos ajude a seguir em frente com o equilíbrio necessário, o discernimento benfazo, a serenidade que é sempre aliada em momentos como esse que a gente tá enfrentando.
Não é nem só no Brasil, é no mundo. Então vamos lá, que esses amigos invisíveis estejam por perto e que eu possa de alguma forma realizar esse movimento, sendo um instrumento maleável, uma ferramenta útil, um meio adequado para esse propósito. Abrimos aonde? Abrimos aonde o 265. Procure cultivar a verdade em relação aos outros e também em relação a você mesmo.
Sua verdade nos fará chegar à perfeição, porque ela nos faz conhecer o que real e verdadeiramente somos. E só chegaremos a ser perfeitos quando nos conhecermos, a fim de podermos corrigir-nos de nossos defeitos e lançar-nos à conquista das virtudes que nos faltam. Nossa, que mensagem profunda e pertinente pro dia de hoje, sexta-feira, pré-eleições que acontecem no domingo. O apelo em favor da verdade. Eu tô inebriado aqui de informações sobre eleições, então eu vou tentar aqui manifestar apenas a minha opinião.
Eu acho que é muito complicado você, enquanto candidato a qualquer eleição, se colocar num pedestal dizendo que não há salvação enquanto as suas ideias não forem levadas a sério e que as ideias dos outros não são nenhuma das ideias tão boas quanto as suas. Então, eu sei que faz parte do jogo político você se colocar na disputa eleitoral como sendo aquele que tem as melhores ideias. Até aí tudo bem. A questão é a gente ter minimamente o cuidado primeiro de não trazer soluções simples para problemas complexos. Isso é mentir paraa população.
Não existem soluções simples. Dois, ninguém governa sozinho. É muito importante que os candidatos, principalmente à presidência da República e a governador, de alguma forma deixem claro que estão comprometidos com a montagem de uma equipe, de um time, se possível até antecipando alguns nomes, para mostrar as credenciais de que tá pronto para jogar o jogo como deve ser. Ninguém sozinho resolve nada, nada. Você pode ter as melhores ideias, segundo você mesmo acha, mas para executá-las você vai precisar de grupo, equipe, time e você vai escalar as cabeças desse time.
Então é uma questão relativamente simples. Da mesma forma, quando você for às urnas votar, são seis votos, né? Deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente. Os parlamentos, leia-se, Câmara Federal, Senado Federal e Assembleia Legislativa fazem parte do time. Então, é importante ter a noção de como se governa, como que um país se organiza institucionalmente, eh, não deixando claro a necessidade de ter um time minimamente harmonioso.
Não é que todo mundo pensa igualzinho, mas você precisa organizar uma equipe para entrar em campo com chance de vitória. Essa vitória não é de um ou da equipe, é de todos. Eh, só a verdade nos faz conhecer o que real e verdadeiramente somos. Me irrita profundamente candidatos ou candidatas que se colocam como seres que são ou perfeitos ou seres que estão acima do bem ou do mal, ou seres que estão do único lado possível que é o seu lado. Isso me irrita, porque isso é mentira.
Todos temos altos e baixos, todos temos virtudes e imperfeições. Então, de alguma forma, um discurso que não seja eh radical na defesa das próprias ideias e tenha o bom senso de se colocar como um proponente, eu tô propondo, é o melhor que eu consegui bolar para resolver esse problema. Se você joga o jogo limpo, você vai ter essa humildade de reconhecer. Olha, nós nos debruçamos sobre esse problema e nós chegamos a essa conclusão. Nos parece que essa é a melhor forma de resolver, porque já investigamos os exemplos do passado nesta ou naquela administração, já vimos os resultados que não foram legais e estamos chegando aqui.
Proposta, proposta não pode ser dogma, não pode ser uma coisa, eu diria, messiânica. Tem que ser uma proposta bem fundamentada, bem basada para que o eleitorado entenda porque que você pode vir a ser ou não um bom candidato. nos conhecermos a fim de podermos nos corrigir de nossos defeitos e nos lançar à conquista das virtudes que nos faltam. Aqui eu preciso dizer uma coisa que também tá inspirada apenas em um ponto de vista. Não tem importância, valor nenhum, a não ser a sinceridade de compartilhar em público uma opinião.
Para ocupar cargos públicos, penso eu, qualquer cargo público é preciso ter sim boa vontade, é importante, sim, disponibilidade para fazer o que precisa ser feito, mas é importante ter biografia e ter um passado que seja o mais inspirador possível. Com todo o respeito, eu preciso dar perfeição, porque eu não sou perfeito na minha família, nas minhas redes de amigos, nos meus colegas de trabalho. E começa por mim isso. A perfeição não existe. Não vou cobrar perfeição, mas eu preciso ter um passado que não me condenas e atos.
A gente tá, eu diria, acuado por vezes com uma saraivada de ataques mais ou menos baseados em fatos, muitas fake news. As pessoas estão perturbadas assim, dizendo: "Ninguém presta, ninguém serve para nada". Mas a gente precisa ter algum discernimento no sentido de perceber qual é o estoque de realizações, de soluções, de, eu diria, protagonismo que este ou aquele candidato trazem para as eleições. Eu preciso ter uma base, senão eu fico muito livre, leve e solto. Vocês entendem o que eu digo?
Quer dizer, eu peço o voto de vocês, eu não, que eu não sou candidato. Vocês vão olhar para mim, vocês não podem me julgar pela aparência, vocês não podem me julgar pela minha voz. Eh, ah, a voz dele é gostosa de ouvir, isso não define nada. Eu posso ser um crápula. Ah, ele é bonitinho, ele é não sei o quê.
Isso não define chongas de pitibiriba. tem que olhar pro meu passado. Ser político não é fácil não. Você fica exposto publicamente e nenhum de nós é perfeito. Você vai se revelar uma pessoa imperfeita.
Aí que tá certas imperfeições a gente poderá considerar, eu diria, razoáveis. Bom, pisou na bola ali, aqui. OK. Outras imperfeições talvez não estejam à altura do sarrafo mínimo que a gente deva colocar como parâmetro para dizer esta pessoa merece ocupar o cargo público qualquer. É apenas uma opinião e ela tá o a mensagem 265 só fala de autoconhecimento e verdade.
As duas palavras síntese dessa mensagem que eu abri ao acaso fala de autoconhecimento e verdade. Autoconhecimento, a gente vai concluir, é, eu não posso ter a expectativa de votar em ninguém sob o pretexto de ser uma pessoa perfeita. Não existe autoconhecimento. A verdade, portanto, é essa. Agora, isso não é um salvo conduto para você pegar, escolher candidatos que na sua biografia ou no seu passado trazem questões extremamente delicadas e complexas do ponto de vista ético e moral.
Aí temos um problema. Temos um problema. OK. Então, opa, se liga. Tá sem som.
Como assim tá sem som? Instagram tá sem som, gente. Cortaram o som dele. Meu Deus, que que houve? Vou reiniciar então no Instagram, gente.
Vou reiniciar. Vou reiniciar. OK. Pera aí. Vamos simbora.
Eu tô agora é assim. Quando não é o YouTube, é o Instagram e fico eu aqui falando sem ninguém me ouvir. Será possível isso? Pode isso, Arnaldo? Não pode.
Vamos ver agora. Me perdoem aqui o povo do YouTube. Tão me ouvindo? Alô? Tá OK?
Vocês estão me ouvindo? Me dê retorno aí. Tá dando para ouvir? Povo chegando de novo. [risadas] Vamos lá.
Aí começa. Tão te boicotando, André. Tão te cortando do árbitro. Calma, calma, vai dar certo. Opa, tão me ouvindo agora?
Tão, né? Tão conseguindo me ouvir agora? Sim, sim, sim. Então vamos nessa. Bom, então eu tô dando aqui o meu recado da mensagem 265, que se resume a duas palavras muito importantes: autoconhecimento e verdade, né?
que a gente reflita sobre isso. Isso é uma coisa que, independentemente de ser um período eleitoral, são duas palavras inspiradoras que podem instigar e encorajar ações que a gente tá se devendo. Autoconhecimento e verdade é a minha reflexão para hoje. Seguindo em frente, eu vou recomendar um livro que já foi matériapra de estudos no papo das especial de domingo chamado Espiritismo e Política do meu amigo Aíton Paiva. contribuições para a evolução do ser e da sociedade nada mais é do que uma orientação, não orientação, esclarecimento, não é orientação, é esclarecimento sobre o que a doutrina espírita fala ou reporta como sendo importante quando a gente fala de política, quando a gente entende o papel da política na vida da gente.
Eu tô sugerindo esse livro porque, especialmente pra comunidade dos espíritas, mas não apenas, nos coloca diante de eh fatos doutrinários, informações que estão nas obras básicas de Kardec e que trazem a nossa percepção como não é possível viver fora da política, não é política partidária, mas é o entendimento de que nós somos seres sociais, vivemos coletivamente, somos interdependentes. E a gente precisa entender que, ah, viver no coletivo significa todo dia estar posicionado politicamente, quando você reclama do preço da passagem, do ônibus, do trem, do metrô, da balsa, do que seja, você tá fazendo política. Quando você vai no supermercado e repara que os preços estão mais caro ou subindo acima da tua do teu salário, do reajuste do salário, você tá quando você tem ciência disso e se posiciona aonde for em família, o que seja, você tá fazendo política. Quando você, diante do debate sobre a escala 6 por1, que eu sou completamente a favor dessa escala ser modificada, completamente a favor, eh, esse é um debate político. Esquece partido, é um posicionamento seu diante de questões que envolvem o coletivo, o grupo em que você tá inserido.
Então, a política, estrito senso, entendimento do significado da política é viver em sociedade. Somos seres sociais que estamos inseridos numa rotina onde somos interdependentes, onde interagimos o tempo todo e precisamos definir regras de convivência. A política é isso. A política é a construção de rotinas, de regras, de convivência. E como nós precisamos coletivamente pensar na no bem-estar social, na prosperidade, numa economia que o dinheiro circule, gerando emprego e renda, produzindo riqueza.
em a gente tenha uma sociedade em equilíbrio, é preciso ter o que se convencionou chamar de políticas públicas. Mais uma vez estamos aqui, seja você alguém que se entusiasma ou não na eleição, na hora de votar, valorize ou não a oportunidade de votar. Eu valorizo para burro que a gente perceba que não é possível viver fora da política. É como ir numa reunião, não ir numa reunião de condomínio. Tem a reunião de condomínio, data, hora e local, decisões importantes que serão tomadas no lugar onde você mora, no seu prédio, no seu condomínio, e você não vai.
Aí depois você fica sabendo por terceiros quais foram os resultados e fica na bronca dizendo: "Poxa, vão tirar o canteiro lá bonitinho de plantas ornamentais e árvores para transformar em estacionamento? Isso é um absurdo. Aí a pessoa vai perguntar ao teu vizinho, mas você foi na reunião? Não. Então não reclama, [risadas] porque a hora de você fazer a diferença era a hora de est lá presente, de ver uma voz de dizer: "Opa, sou contra, opa, sou a favor".
Então isso é política, é você participar. E aí o livro do Ailton P, Espiritismo e Política como a doutrina espírita estimula para o objetivo da evolução, do progresso moral, da reforma íntima, né? Que a gente se dê conta de que sozinho você não resolve essa parada. André, mas é a reforma íntima, é um processo pessoal intransferível, OK? Visando o quê?
A sua melhoria ética e moral, certo? Como é que você vai melhorar ética e moralmente se você não trabalhar ou não consagrar tempo e energia para os outros? Cadê aquela frase fora da caridade não há salvação? A gente precisa entender ligação telefônica e aí dá um back na transmissão. Aí eu tenho que apertar o botãozinho.
Tão ouvindo ainda direitinho pessoal da do Instagram? OK. Se der problema, apita. Então, estamos falando aqui, você pode gostar ou não gostar da política, mas ela está presente na sua vida. É melhor você saber e é melhor você participar.
É melhor você saber e é melhor você participar. Não acredito que tá sem som de novo. Toca o telefone e sai o som. Eu vou ter que blindar o telefone desse. E é no Instagram.
Pera aí. De novo. De novo. Vamos lá. Que coisa isso?
Não sei. Eh, vamos lá de novo. Pera aí, Trigiro. Você está hoje trazendo questões que por alguma razão estão sendo interrompidas, mas eu não caio nessa. O Instagram tá sem som.
Não sei se é. A Nádia tá avisando que tá sem som. Instagram retomei lá. Nadia, ver se voltou o som. Dona Naddia é minha assistente de áudio aqui.
Voltamos again. Tudo bem? Alô. Quem tá no Instagram incomodado com essa situação que eu vou resolver que deve ser uma vulnerabilidade a ligações telefônicas que bloqueiam. Voltou o som.
Dona Nádia tá falando. Obrigado. Então, recomendo. Voltando, espiritismo e que traz a importância da cidadania, da gente ter a consciência coletiva, da gente participar de soluções que envolvem todos, não apenas você, que você tenha interesses nobres na hora de votar, não pensando apenas no próprio umbigo, que você participe das soluções coletivas. Se não tiver bom para todo mundo, não tá bom para ninguém.
Vamos pensar nisso. Vamos fazer a diferença, gente. Vamos fazer o que nos cabe. É disso que se trata, tá? Ah, André, mas eu não sou espírita.
OK. Então, veja de que maneira a sua tradição se posiciona em relação a esse tema. Se só interessa votar de acordo com os seus. A gente vai votar porque a minha religião precisa colocar lá alguém que só cuide dos interesses da minha religião. Cada um com seu cada um.
Eu respeito quem pensa assim. pode ter até motivos para isso, mas eu acho que a gente tá sendo reducionista e por vezes até não se dá conta da armadilha, que é privilegiar apenas eh, eu diria, aspectos de um problema que não existe tecnicamente quando você defende a Constituição colocando que o Brasil é um país laico, que todos têm o direito de professar as suas respectivas fé plural de fé. Eu tô até com medo de chutar aqui que pode sair palavrão. Então vamos pensar nisso, tá bom? Vamos pensar nisso.
Seguindo em frente. Dia 4 de outubro, domingo, dia de eleição e dia de São Francisco. Minha dica, esse é o momento da dica do papo das minha dica é que você se lembre da natureza na hora de votar e você sintonize também. Não é só pensar na natureza, tem um conjunto de variáveis que vão justificar o voto. Mas não descarte, não ignore, não despreze como cada vez mais, eleição após eleição, torna-se muito importante a gente ter um voto que tenha essa capacidade de colocar pessoas em situação de poder, que se lembre que nós experimentamos no Brasil e no mundo uma crise ambiental e climática sem precedentes na história da humanidade.
Vou repetir porque não há controvérsia. Isso não é achismo. Isso é baseado em dados e evidências. Nós experimentamos hoje no Brasil e no mundo uma crise ambiental sem precedentes na história da humanidade. Aí, olha só, realidade do Brasil.
Não [roncando] precisa ter essa clareza. Eu separei aqui, ó, página 15 do jornal Globo. Candidatos de estado, isso aqui, ó, garimpo de votos. Candidatos de estados amazônicos ao Senado defendem a mineração em terras indígenas. É impressionante os nove estados amazônicos em sua maioria, quem está no poder executivo como governador e quem está no poder no legislativo, assembleias legislativas, a maior parte dos parlamentares, na maioria absoluta dos nove estados amazônicos, não tá nem aí para o uso sustentável, equilibrado e ético dos das riquezas da Amazônia.
Então, vamos lá. Vou repetir o texto aqui no início do Lucas Altino, excelente repórter do Globo. Primeiro colocado na pesquisa Quest para o Senado em Rondônia, Dr. Fernando Máximo do PL afirmou que a contaminação por mercúrio associada ao garimpo de ouro é uma falácia. Isso é negacionismo.
Garimpo de ouro tem Mercúrio. Mercúrio é usado para fazer a segregação do das impurezas. da argila, das coisinhas que não tem valor do ouro. Emoraima, aí ele tá saindo de Rondônia, o o repórter foi para Roraima. Os quatro primeiros colocados na corrida ao Senado defendem a regulamentação da mineração em terras indígenas.
O mesmo posicionamento aparece entre candidatos no Acre, no Pará, no Amapá, Amazonas e Mato Grosso. Levantamento do jornal identificou 19 candidatos que defendem o garimpo, seja em discursos, seja por autoria ou apoio a projetos de lei sobre o tema. A maioria de partidos da direita, mas há também nomes do MDB, PSD e PSB. Esses candidatos apresentam a mineração como atividade capaz de impulsionar a economia dos estados em diferentes graus e defendem sua regulamentação em terras indígenas. Bom, a reportagem de hoje traz uma fotografia do momento.
O garimpor em terras indígenas é algo que já acontece de forma ilegal, abusiva, determinando o uso de dragas e de balças, muito mercúrio e o domínio de facções criminosas. Aí você vem com esse discurso bonitinho dizendo: "Pera aí, mas regulamentar é a solução. Eh, regulamentar é a solução. E aí temos um problema da regulamentação que é você pode até reduzir o risco de ter o que é ilegal ali, OK? Mas o problema continua quando você faz isso de forma assodada, quando a regulamentação é frouxa, como é a regra no Brasil, quando o licenciamento é frouxo, como o Congresso tornou o licenciamento ambiental no Brasil, a porteira fica aberta.
Domingo, dia 4 de outubro, é dia de São Francisco de Assiso, o padroeiro da ecologia, o padroeiro dos animais. Na hora de votar, lembre da natureza. Lembre da natureza. Vamos lá, deixa eu seguir em frente. Isso aqui é notícia, hein?
Vou compartilhar a notícia que me deixou preocupado. Sem explicar o porquê, a embaixada dos Estados Unidos no Brasil suspendeu por tempo indeterminado os serviços consulares em todo o território brasileiro. Todo o território brasileiro. Isso é estranho, isso é anômmalo, isso só costuma ser tomada essa decisão. em períodos extremos de guerra, de conflito armado, de ameaça a estadunidenses num determinado país.
Nada disso tá acontecendo no Brasil. O governo Trump determinou a suspensão dos serviços consulares em todo o território nacional no início da manhã de hoje. Bom, outro outra questão que essa também me causa, eu diria, preocupação e desrespeito a decisão do governo Trump, isso tá no G1, de destinar 1 milhão de dólares a um projeto que contesta a atuação do STF e diz combater censura no Brasil. Verba de pacote de 176 milhões de dólares do Departamento de Estado para projetos que incluem iniciativas de direito e conservadoras em vários países. Governo Trump, usando verba pública do contribuinte estadunidense para influenciar a política em outros países, o Brasil não tá fora do mapa.
Esse projeto aqui, mais de R$ 5 milhões deais dos Estados Unidos aplicados no Brasil para financiar grupos da sociedade civil contrários ao que o governo norte-americano descreve como excesso de poder judicial e censura por parte do Supremo Tribunal Federal. Bom, isso é grave. Primeiro porque vai contra a Constituição, fere a nossa soberania. Nossos problemas somos nós que devemos responder. Imagina se os Estados Unidos, imagina o contrário, o governo atual do Brasil destina 1 milhão de dólares para influenciar organizações dos Estados Unidos a terem um posicionamento mais claro contra o que nós aqui no Brasil consideramos arbitrário, injusto e ilegal.
Nos Estados Unidos, a gente tá botando a colher no angu dos outros. A gente tá fazendo algo que não é legal do ponto de vista do direito internacional. É uma medida invasiva, arbitrária de um país estrangeiro sobre o Brasil. É disso que se trata, na minha opinião. É muito sério, tá?
Duas medidas que estão mais ou menos relacionadas. Suspensão dos serviços consulares a partir de hoje, por tempo indeterminado em todo o território nacional, anúncio da embaixada dos Estados Unidos no Brasil. É uma medida extrema do ponto de vista da diplomacia. E outra, 1 milhão de dólares destinados a financiar organizações da sociedade brasileira que estejam claramente posicionadas contra medidas arbitrárias da justiça. Repito, o fato, e eu concordo que existem medidas arbitrárias da justiça.
Eu não vou nem discutir isso do meu ponto de vista. Eu não vou entrar no mérito da questão. O que eu tô denunciando aqui como absurdo é um país estrangeiro, no caso dos Estados Unidos de Trump, meter o bed dele onde não é chamado. Isso fere constituição. Tô falando sério.
Constituição assegura o direito à soberania. O Brasil é soberano. Significa que certas medidas de outros países não são toleradas por significarem prejuízo à nossa soberania. Bom, eu quero aqui ah homenagear alguém que eu não conhecia, eu não era seguidor, eu não tinha muita informação sobre o trabalho do Lito Souza. Ele entrou no meu radar a partir da constatação de uma doença degenerativa raríssima, grave.
Ele que conhece muito de pilotagem de avião, mecânico de aviação, fez nas redes sociais um trabalho muito interessante, popularizando os temas na área da aviação civil e encorajando as pessoas. é um dos aspectos do trabalho dele a não terem medo de viajar de avião. Ele falava da segurança da das aeronaves. Eh, ele ajudava quem tinha a predisposição a fobias, pânico. Ele ajudou muita gente.
A aviação de fato, se não for o meio de transporte mais seguro do mundo, é 1 do E o Lito ajudou de out de outras formas também, mas principalmente ele ficou muito marcado positivamente por essa contribuição. E foram muito comoventes as lives que ele fez ao lado da mulher, procurando reverter uma situação muito agressiva do avanço rápido dessa doença. Ele conseguiu, com a ajuda de muita gente que se sensibilizou com essa situação, servir de cobaia para medicações oportunistas, assim que tentaram reverter o cenário de degeneração, né? Perda dos movimentos. perda da capacidade de articular as palavras.
É uma coisa, sabe quando a pessoa, o corpo começa a colapsar com a pessoa lúcida, viva ali. Então, eu gostaria de abrir esse espaço no papo das para prestar a minha solidariedade, enviar a família do Lito, sua mulher, seu filho, aos amigos, a nossa vibração genuinamente positiva, de gratidão e que o exemplo dele seja um dos seus legados nesta passagem. pelo planeta, né? E e do meu ponto de vista, há algo interessante do ponto de vista da compreensão da morte quando esse tipo de situação tem lugar. é a gente lembrar da nossa finitude, é a gente lembrar que a gente não vai ficar o tempo todo nesse plano.
E a gente lembrar que subitamente eu imaginava que fosse viver muito mais tempo, que eu fosse ter muito mais oportunidades nessa vida para fazer um monte de coisa que eu acho importante. A gente vai adiando, postergando, protelando, a gente vai empurrando com a barriga até que a vida muda, até que não teremos o tempo todo que a gente imaginava de vida por aqui. E as coisas se tornam, portanto, eh, mais dramáticas do ponto de vista de tentar, no tempo que eu tenho, fazer o que eu acho que eu preciso fazer. Eu tô dizendo isso, que essa é uma forma que eu eu eh entendo para mim essa situação. Cada um tira do drama pessoal do lito algum ensinamento.
Para mim foi isso. Não temos todo o tempo do mundo que a gente gostaria para fazer tudo de importante que a gente quer fazer. Então, que a gente aproveite ao máximo cada minuto dessa existência, que a gente aproveite todas as oportunidades que a gente não sabe se estarão amanhã ou daqui a 1 hora ou daqui a 1 minuto eh colocadas pra gente. É, é, é muito profundo e muito inspirador também, penso eu. É isso, Lito.
força aí onde você tiver e que a sua família se orgulhe muito do teu legado e que e que ela possa seguir em frente, passada da dor do luto. Ele ele falou coisas bonitas. Eu não tenho medo da morte. Eu só quero que a minha família siga em frente, né? Bom, sigamos nós aqui.
Vamos lá. Fizemos aqui uma enquete inspirada sem noção, sem nação. Eu coloquei isso no stories para ver o que que vocês iam dizer. Sem noção, sem nação. Aí catatal de gente mandou aqui impressões.
Eu vou reproduzi-las todas. Eu não quero deixar ninguém de fora, mas antes eu preciso trazer o significado da palavra nação. Indignação indigna. Indigna Vai. Se lembra do Scanque?
Indignação. Indigna. Vai. Uma possível definição de nação. Nação é um grupo de pessoas que compartilham uma mesma identidade coletiva baseada em cultura, língua, história ou território em comum.
Uma comunidade unida por laços culturais, étnicos ou históricos que geram um forte sentimento de pertencimento. Nação não é sinônimo de país. Nação traz algo que remete a essa sensação de pertencimento. Eu sou brasileiro. Por quê?
Por que que que significa ser brasileiro? Essa é a pergunta filosófica embutida no sentimento de nação. O que é a nação brasileira? O que faz parte do Brasil? E o Brasil tem uma singularidade maravilhosa.
Nós somos um país de diversidade étnica, cultural e religiosa. A nossa força tá, penso eu, exatamente nesse mosaico que empresta um colorido único que quem não é brasileiro valoriza. Você fala assim: "Nosso Brasil é espetacular, porque lá tem um pouco de tudo". Eu me lembro do presidente Lula no outro mandato olhar pro Obama e dizer: "Você tem cara de baiano". Tem cara de baiano e tem mesmo no Brasil tem de tudo.
A gente tem eh os povos originários, os indígenas, para mim, os verdadeiros brasileiros, eles são raiz. Aí temos portugueses e outros europeus principalmente, mas temos também japoneses. Temos uma diversidade étnica que encontrou no Brasil o seu CEP, o seu lar. Nós temos os negros e os negros constituem a maior parte da população brasileira, negros egressos da África da forma mais violenta possível. Assim, a história da escravidão é a história da barbárie num nível que poucas vezes na na voltando o filme da história da humanidade, poucas vezes se viu algo parecido.
Não tô exagerando. Bom, você junta isso tudo. Temos uma nação. Temos uma nação. E aí a minha provocação foi sem noção, sem nação.
Qual foi o ponto de partida do da minha provocação? Eu já falei aqui do estudo O Brasil no Espelho, capitaneado pelo Felipe Nunes, que tá à frente do Instituto de Pesquisa Quest, um estudo caro que levou tempo para ser feito, uma amragem numerosa de mais de 10.000 brasileiros, uma pesquisa de opinião simples tem que ter no mínimo 2.000. Você pegou 10.000 brasileiros e passou o pente fino para ver o que que é, que que pensa, que que sente, quais são as expectativas brasileiros. E aí ali nessa pesquisa se revelou o quê? Isso é importante a gente refletir antes da eleição.
O Brasil tem um dos menores indicadores do mundo de confiança mútua. Ou seja, eu sou brasileiro, mas eu não confio em ninguém. Eu confio muito pouco nos outros brasileiros. E aí o Felipe Nunes numa palestra que deu sobre esta pesquisa que eu estava presente disse: "Esse é um dos dados mais preocupantes da pesquisa, porque outras nações que alcançaram prosperidade econômica, equilíbrio social, harmonia, paz, nos termos possíveis, não existe perfeição. O índice de confiança mútua era muito, mas muito acima do do Brasil.
Olha só, então, sem noção, sem nação. Noção do quê? Disso, do que é ser uma nação. Não é homogeneizar. Todo mundo tem que ser igual, todo mundo tem que pensar do mesmo jeito, todo mundo tem que ter a mesma afinidade com relação à música, com relação a cinema, com relação a projeto de escola, com relação à religião, credo, não.
Diversidade faz parte. Então, vamos lá. O Márcio Santiago Baeta, parabeniza o Papo das, um canal que chama Reflexão e o Pensamento Crítico. [roncando] Baita elogio. Obrigado.
Aprovados IBAMA 2025. É o que temos para hoje? Apagar incêndios. Como podemos sair dessa escolha infernal? Olha, essa é uma boa pergunta.
Eu diria, nós somos parte do problema e nós precisamos ser parte da solução. Não acho que seja uma solução rápida nem indolor. Acho que é processo. E ele envolve votar certo. Votar certo significa com consciência.
seja qual for a sua corrente política, partidária, ideológica, enfim, votar com consciência, sabendo o que que tá o o que que tá colocado no teu voto, porque voto não é só um número, um nome. Voto é perspectiva mais ou menos próxima do teu ideal de país. Se você chuta o balde e você tá querendo ver o circo pegar fogo, você vai ter candidatos que estão interessados nisso. Agora, é uma responsabilidade enorme, inclusive espiritual, torcer pro circo pegar fogo. Expressão popular que define exatamente essa minha reflexão.
Carla Sorondo, sem noção de coletivo, podemos falar em nação. Nossa, a Carla foi no cerne desse debate aqui. Ela quando faz essa pergunta, ela já traz uma resposta. Sem noção de coletivo, podemos falar em nação? A minha opinião, Carla, é que não.
Esse é o ponto. Eu eu reproduzi aqui um texto da Marta Medeiros, colunista do Globo, aos domingos, lindo, quando ela fala que ela não vai votar de acordo com os próprios interesses, porque ela, como mulher branca, heterossexual, aposentada, materialmente bem resolvida, ela não tem mais interesses que ela ache que precisa votar para ver saciados. Ela se considera uma cidadã privilegiada, então ela vota de acordo não com os interesses dela. A Marta falou: "Eu voto nos interesses de quem não tem os seus direitos básicos respeitados". Eu achei isso genial, a lógica do voto.
Você vota para quê? Que mudanças você defende pro teu país se a gente não pensa no coletivo, a gente tá pensando no quê? É uma pergunta. Célia Borba, preciso saber quais candidatos envolvidos com meio ambiente. Onde acho, ô Célia?
Vamos lá, Célia. Primeira dica é, você certamente tem alguém no seu grupo de amigos ou familiares que tá mais antenada com perfil de candidatos. Então, converse com algumas pessoas e veja quais seriam as dicas, considerando a sua preocupação. Dois, faça essa pesquisa porque com a o advento da internet e eu diria até da inteligência artificial, você pode ter bons filtros, mas sempre checando. Inteligência artificial quando dá mastigadinho pra gente, nem sempre eu já constatei isso.
A resposta é certeira, que ela se baseia em fontes que podem não ser muito confiáveis. Então você tem como rastrear, OK? Mas manifeste interesse, converse com mais pessoas, faça pesquisas, consultas eh presenciais e virtuais. Eu acho que você vai conseguir nomes. Eu, como jornalista profissional me reservo o direito de não usar o espaço que eu tenho aqui.
Eh, André, mas você não tá na televisão, então você tá no Não, não, não. Eu sou jornalista profissional e aí eu não posso usar a condição de jornalista profissional que eu sou para induzir pessoas a votar no candidato A, B ou C. Outros podem porque não estão vinculados a essa regra que permite que eu tenha opinião, mas que eu não seja diretivo na hora de induzir o voto, dando nome e número de candidato. Eu perco a condição de ser um repórter que possa cobrir os assuntos que eu cubro da forma como eu faço. Não sei se me expliquei bem, mas é isso.
É, Slandra, André, meu queridíssimo, precisamos de você em uma bancada política. Que tal nas próximas eleições? Não, eu faço política pelas razões que eu expliquei há pouco. Ter posicionamento, ter opiniões, manifestar preocupações, sugerir encaminhamentos para problemas, é fazer política. sem tá vinculado à política partidária, mas eu defendo que as pessoas que tenham eh interesses legítimos, sejam pessoas de bom senso, pessoas bem informadas, pessoas que tenham alguma articulação, elas se habilitem paraa política.
Muita gente tá fazendo isso. Eu tô, eu tenho dificuldades por vezes de definir alguns votos. Não é por falta, é por excesso. Tem muita gente boa, quem procura acha. Buscar e achareis.
Assunta Maria Basile, visto o falso patriotismo disseminado por certos grupos no nosso país, ela tá fazendo esse comentário com base no sem noção, sem nação. Sônia Fajar do Reis, é preciso implodir o modelo atual e começar do zero para termos gente que vise o bem do país? onde a gente chegou, a gente já foi, tem várias coisas que funcionam institucionalmente no Brasil. Implodir tudo do zero é uma expressão retórica muito forte. Eu não acho que esse seja o caminho.
Eu acho que a gente tem que mudar muita coisa. Eu vou dar dois exemplos para não ficar em cima do muro. Acho justa ou bem fundamentada a tese de que juízes do Supremo Tribunal Federal tem um mandato e possam de alguma forma ser instigados a dar explicações sobre certas decisões quando elas são entendidas como polêmicas. Isso é perigoso porque a gente precisa no exercício de uma função no magistrado, o magistrado ele é o poder supremo, suprema corte. Agora, um juiz do Supremo envolvido em Falcatrua não pode ser blindado das punições que alcançariam o cidadão comum.
Essa é a minha opinião. Outra, não dá pra gente tolerar emenda parlamentar, a soma das emendas do Brasil. aferir aos parlamentares do Congresso o manejo de verbas. Cada um deles tem R 40 milhões de reais do nosso dinheiro para investir. Isso foi esse ano.
Ano que vem deve subir. Isso não tem nenhum lugar do mundo. Vou repetir. Nenhum lugar do mundo é assim. Vou repetir de novo.
Em nenhum lugar do mundo o parlamento tem deputados federais ou senadores com tanto dinheiro na mão para fazer o que quiser. Não sou a favor disso definitivamente. Aí é implodido do zero emenda parlamentar, é implodir de zero o sistema judiciário, no que tange a intocabilidade de um magistrado flagrado com alguma falcatrua. Bom, não é para implodir implodir do zero. É, não precisa.
A Constituição brasileira, ela é foi maravilhosamente constituída. Constituída, elaborada. Não é para fazer uma nova constituição, pô. Cristina Matias 21. Sem noção, sem nação, só sobra mesmo indignação.
Fez um jogo de palavras aqui. [risadas] A Juliana Mota pergunta minha opinião sobre um candidato. Eu não vou dar minha opinião porque se eu der a minha opinião, eu estou me manifestando de forma política partidária. Não seria ético da minha parte, sendo fazendo o que eu faço no jornalismo e nem com vocês, porque aqui eu não tô muito preocupado em agradar todo mundo. Eu não tô nada preocupado em agradar todo mundo, mas eu respeito todo mundo.
É diferente. Uma coisa é eu querer agradar todo mundo, não tem essa pretensão. Outra coisa é eu respeitar todo mundo. Eu tenho essa pretensão. [roncando] Natu reciclo.
Vem Guapimirim Barreira. Obrigado. Natu. Miriam Dareso, como fazer alguém amado e sem noção perceber que seu voto é muito importante? Fico triste.
Eu também fico triste. A gente não pode obrigar ninguém a fazer nada, mas você vai fazer o que você acha que deve, respeitando o direito da pessoa não votar ou anular o voto ou votar em branco. A gente tem que respeitar o outro. Agora a gente pode se posicionar. Eu me posiciono, eu sempre que tem alguma conversa nessa direção, eu falo: "Gente, não dá para virar as costas pro voto.
O voto é a nossa arma contra a corrupção. Ah, mas não tem um candidato que eu acho que seja 100% imune? Então vota no menos pior. Faça voto útil. Regina Capela Silva pergunta: "Será em quem não votar nessa eleição?
Aí é é algo de cada um. Adriana Correa de Porto Alegre. No teu sentir, almejar uma nação que espele dignidade e equanimidade é um sonho? Não é um sonho, é uma utopia. A gente precisa da utopia para seguir em frente.
Eu preciso ter uma bússola apontando o norte magnético para saber para que lado eu vou. Eu gosto de saber para que lado eu vou. E quando eu não sei para que lado eu vou, é um exercício espiritual de paciência. resignação, esperando o momento em que agora clareou de novo. Vou seguir pelo caminho que me parece o correto.
Portanto, a utopia não é algo para ser desprezada. A utopia é nutrição paraa alma. Eu tenho a minha utopia. Eu quero um mundo melhor e mais justo. Eu quero um Brasil menos desigual.
É a minha utopia. E aí ela me move, ela me alimenta, ela me nutre, ela me encoraja. As pessoas falam assim: "Isso é sonho, pô. Graças a Deus eu tenho sonho, mas eu não gosto de confundir sonho com utopia". Utopia para mim é mais precisa a palavra.
Gato Veludinho faz uma pergunta inserindo o nome de um político. [roncando] E aí eu não vou reproduzir, tá? aqui, eh, Estela Macorra, sem noção, não há nação. Espírita nem deveria votar em candidatos aí. Ela dar aqui a senha pra gente descobrir que gênero de candidato é esse.
Eu vou deixar isso para trás. Tem que ter cuidados. A Estefânia tá fazendo uma crítica a uma emissora de televisão. A crítica é bem-vinda. Eu divirjo, se você tiver falando da da questão do debate, é bom a gente se informar e ver que tem regra pro debate, tem, eu diria, regras que estão definidas por lei e regras que estabelecem quem pode e quem não pode participar.
Aí começou a ter um monte de juiz do TSE, do Supremo Tribunal Federal, todo mundo dizendo quem que deveria estar dentro e fora do debate. Isso nunca houve. E aí é uma insegurança jurídica, assim, penso eu. Cláudia Aguiar, 311. Uma nação tem que ter rumo.
Nosso leme é o voto. Não dá para ficar a deriva. O barco afunda. Rafinha Teixeraro. O que consiste uma nação todos por um ideal?
Não precisa ser todos por um ideal. Pode ser todos por vários ideais. Mas a política é a harmonização dos temperos. É você construir pontes em vez de muros. É a arte do diálogo.
Eu não concordo com você, mas eu te respeito. Bora conversar. Temos o mesmo objetivo. Um país melhor. Você acha que é por esse caminho?
Eu acho que é por aquele. Vamos buscar um caminho do meio. Pelo amor de Deus. Verônica Coelho Galvão. Tá difícil, André.
Quero que as eleições terminem e a democracia vença. Gerváio Neto, meu amigo, a eleição para deputado federal e senador é muito importante, mais do que se pensa. Tô tenso. Estamos. As pessoas precisam, olha, hoje é sexta, amanhã é sábado, domingo, já chega com a tua colinha.
Faça essa pesquisa. Não vota em qualquer um, não. Vale a pena. Não é perda de tempo, não. Pelo contrário.
Mari Zerael. Bom, a noção que em Vieza, se o pirão é pouco, não é? Se a farinha é pouca, meu pirão primeiro ditado, uma nação é comunidade de seres em colaboração. É isso, Luís Eustáquio Silva, interesses pessoais podem destruir uma nação? Podem, não destróem quando interesse pessoal não leva em conta o interesse coletivo, penso eu.
Eu vou acelerar um pouquinho para dar tempo de todo mundo perguntar, tá? Dani Maranhelo, como saber se o lado que apoiamos e nos identificamos é o certo? Ora, pelas evidências de que seja o certo. Depois, se você se decepcionar, não vota mais nessa pessoa, denuncia essa pessoa nas redes sociais. Democracia é isso.
As pessoas mudam, mudam para pior, na sua opinião. Bota a boca no trombone e não vota mais nela. Olga blau sem noção de classe, sem compromisso com quem mais necessita. Pois é, uma Marieta. Ela fala o nome de um candidato, eu não posso reproduzir aqui.
Por que as pessoas estão nesse surto também? Fala aqui uma coisa que eu não quero. Bom, posso falar? Porque as pessoas estão nesse surto pró extrema direita com tantas denúncias. Eu vou falar porque extrema direita não é direita.
A direita tem legitimidade, a direita merece respeito. Qualquer movimento extremista, de direita ou esquerda, do meu ponto de vista, perde credibilidade na largada. O extremismo não pode ser considerado um caminho, porque ele atropela, ele elimina, ele dizima quem não pensa igual. É uma coisa meio complicada. O extremismo é complicado, é indefensável, do meu ponto de vista, em qualquer modalidade.
Agora, eh, por que que tem esse surto? Falta de cultura política, falta de conhecimento da história. As pessoas querem soluções rápidas para problemas complexos, que são soluções simples. Isso não existe. Vai ver a popularidade do Trump nos Estados Unidos, vai ver a popularidade do Milei aqui do lado na Argentina.
Vai ver pesquisa aonde o extremismo de direita tá levando Estados Unidos e Argentina. Depois você me conta, tá bom? Eh, Vinícius Reis 81. Brasil é uma nação ou é apenas um país? Há uma enorme diferença entre ambos.
O Brasil é um país, óbvio, e o Brasil é uma nação em construção. É a minha opinião. Olha o tempo. Cíntia Lopes. O sem noção com poder não deveria pertencer a uma nação.
Muita responsabilidade coletiva. Edana Vieira Gonçalves. Querido, quando você vai ver palestras em São Paulo, quero me programar. Tem duas a caminho aí, três. Mais para frente eu falo.
Malu, Malu, Maricato, como pode um jornalismo ser tão imparcial e somente ver só um candidato? É uma crítica que ela faz ao jornalismo. Crítica tá feita, nós respeitamos. Meus amigos, minhas amigas, domingo é dia de eleição. Domingo tem papo das 9 especial, imperdível.
Povo do YouTube, me dá um retorno no áudio se ficou legal. que a gente fez mudanças aqui com a ajuda do meu irmão Daniel, mudança de aparelho e mudança com microfonezinho. Microfone deu, deu, deu certo. Povo do Instagram, desculpa as interrupções por conta das ligações. Eu vou tomar providências.
Eu acho que eu tenho que fazer o comando de não aceitar a ligação. Tá bom? Beijo. Ótimo fim de semana. Domingo, 4 de outubro, dia de eleição e dia de São Francisco de Assis.
Vote pensando na natureza.
