Toda paixão cega, inclusive a paixão política | Papo das 9 #1082

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Toda paixão cega, inclusive a paixão política: é a reflexão que André Trigueiro propõe a quatro dias do primeiro turno. Ele lembra que o Papo das 9 nasceu na pandemia para cuidar da saúde psíquica e emocional e convida a atravessar a semana da eleição com serenidade e lucidez. Sem campanha nem opinião partidária, o encontro defende pesquisar a biografia e as propostas de quem pede o voto, sem deixar que o arrebatamento frature as relações em família, no trabalho e entre amigos.

A dica do dia é prevenir-se da paixão política: não se contaminar pelo ódio, pela intolerância, pelo uso irresponsável da religião nem por palavras que não correspondem aos fatos. André fala do desalento diante de denúncias de corrupção e da crise institucional e lembra que a democracia é um trabalho diário. Defende a laicidade do Estado e o respeito à fé de cada um. Nas perguntas e reflexões de vocês, a paixão cega aparece ligada ao fanatismo, ao extremismo e à idolatria; a política bem entendida, como exercício amoroso do bem-estar coletivo; e a desinformação, como risco de banalizar o que nunca se viveu. Na leitura espírita, este é um mundo de provas e expiações, e quem desperdiça a chance de servir na vida pública leva esse peso na consciência.

Depois do pedido de amparo aos amigos espirituais, a mensagem 218 de Minutos de Sabedoria, de Carlos Torres Pastorino, lembra que Deus está dentro de você, apesar das imperfeições. A reflexão passa pela primeira pergunta de O Livro dos Espíritos, Que é Deus?, e por Se Eu Quiser Falar com Deus, de Gilberto Gil: o que tem mais valor não tem preço e se encontra dentro. O livro indicado é Tem Espíritos no Banheiro?, de Tatiana Benites, uma visão bem-humorada do espiritismo. A quem diz estar no fundo do poço por causa de uma paixão, André responde com acolhimento: sem culpa, com apoio dos amigos e com terapia. No encerramento, cabeça no lugar, coração protegido e o voto como exercício de cidadania.

💛 Precisa conversar? Ligue 188 (CVV): apoio emocional gratuito e sigiloso, 24 horas. Para acompanhamento em saúde mental, procure uma UBS ou um CAPS. Em situação de urgência ou risco imediato, ligue 192 (SAMU) ou procure um pronto-socorro.

Capítulos do episódio

Transcrição do vídeo (gerada automaticamente)

Transcrição automática das legendas do YouTube, sem revisão humana. Pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

[aplausos] Vamos chegando, vamos chegando, vamos chegando, vamos chegando, vamos chegando, vamos chegando, [aplausos] vamos chegando, vamos chegando, vamos [aplausos] chegando, vamos chegando, chegando, vamos chegando, vamos chegando, vamos chegando. Sejam todos muito bem-vindos. Tá começando mais um papo das 9 ao vivaço, direto do meu cafofes em Laranjeiras. Na largada, eu vou pedir aos amigos do YouTube que reportem se o áudio está chegando bem ou se está oscilando, porque estamos fazendo uma auditoria técnica para saber se o problema é do aparelho ou é do YouTube. OK?

Então, por favor, reportem. Eu digo isso porque tem gente que diz: "O áudio tá ótimo aqui". Outros dizem: "Tá oscilando o tempo todo". Se tiver incomodando você de novo no YouTube, vai lá para o meu Instagram, onde não há esse problema. Certo, povo do Instagram?

A gente tá aqui com dois aparelhos de celular. Este vai pro YouTube, este tá indo pro Instagram simultaneamente. Começando o papo das 9 numa quarta-feira que me dá vontade de dizer com todas as letras o seguinte: este nosso espaço virtual teve origem há quase 7 anos, motivado pelo desejo, no auge da pandemia, de promover a saúde psíquica emocional. Nós estávamos, portanto, acuados diante de um vírus letal, sem vacina, sem isolamento social, com importantes lideranças políticas negligenciando o risco e desestimulando as devidas precauções. A soma disso fez com que a gente tivesse mais de 700.000 1 óbitos.

Muita gente se manifestando à época nessas conversas nossas, desconsolada porque estava aflita com risco de ter que parar no hospital superlotado, sem respiradores, etc. de perder um ente querido por conta da pandemia. De lá para cá, o que houve? Salvos pela vacina e pelo SUS. Retomamos a rotina.

Mas não nos livramos totalmente, eh, óbvio, [risadas] de eventuais problemas no território do equilíbrio mental, psíquico e emocional. E essa semana, é aí que eu queria chegar, eu dei uma volta ao mundo para chegar aqui, ó. Agora, qualquer observador um pouco mais atento vai notar que nós estamos passando por um momento, curiosamente de turbulências conjugadas no Brasil que trazem para alguns, penso eu, de forma precipitada, uma enorme desesperança. que você tá vendo a bateção de cabeça no meio político, uma campanha muito dura, as redes sociais mais uma vez espalhando rápido fatos é do jogo ou fake news complica com a ajuda da inteligência artificial. Nós estamos no dia seguinte aos debates na TV Globo em praticamente todo o Brasil.

aos dos candidatos ao governo dos estados. Eh, eu vi o do Rio ontem, terminou no início da madrugada. Claro que a gente vai ter motivos de preocupação em relação ao nível de alguns candidatos e as expectativas eventualmente não plenamente correspondidas nos candidatos que você deseja votar, mas você reconhece ainda alguma limitação. Não é eleição para MIS, não é eleição para Santo. muita gente extremamente exigente abdicou da expectativa de que algum político possa mudar para melhor o país em que a gente vive, o que é lamentável, porque a gente precisa fazer a nossa parte e a minha opinião pode não ser a sua.

Comitantemente a esse essa turbulência inerente ao processo eleitoral, pesadas e graves denúncias envolvendo conflito de interesses. É impressionante como isso acontece mundo afora, mas no Brasil existe uma profusão de casos de pessoas envolvidas com falcatrua pilantragem a partir de suborno, né? Alguém paga. O Daniel Vorcaro é o caso emblemático. O Banco Master comprou todo mundo que tava à venda em Brasília.

E não foram poucas as pessoas que se venderam. E temos um desalento causado pela exposição visceral, a exposição das víceras, dos conflitos de interesse, pessoas que estão representando o interesse público como servidores qualificados e aceitam, aceitam a responsabilidade é deles. Tem o corruptor e tem eh quem se deixou levar pela corrupção, o corruptível. Ambos são criminosos. Quem paga e quem recebe?

Eu não me lembro assim de tanta gente envolvida com coisas, eu diria, situações evitáveis que por invigilância, por ganância se deixaram levar. Mas vamos além da concomitantemente à eleição, o problema da crise no judiciário, a maior crise do Supremo Tribunal Federal, igualmente, suspeitas graves de conflitos de interesse embaralhando o jogo no sentido de que o vírus da corrupção chegou onde a gente imaginava que houvesse maiores cuidados, uma maior blindagem. Um juiz da Suprema Corte não pode ser vulnerável, não pode estar sob suspeição, ele não pode ser alguém que as pessoas, por princípio, por evidências, não por princípio, desconfiem. E isso, infelizmente, tá acontecendo com alguns no plural magistrados. Isso é complicado.

Eu tô reportando fatos. Nós estamos igualmente testemunhando a maneira nada ética de muitos parlamentares em nível local, nas assembleias legislativas, em nível federal, Câmara e Senado, que nós ficamos perplexos imaginando como é que essa pessoa chegou lá, né? Como é que essa pessoa virou um representante do povo, alguém desqualificado, alguém que faz arranjos para gastar, como se tivesse realizando um serviço de utilidade pública, mas tá viajando, fazendo viagem particular e vai reivindicar lá o reembolso com o nosso dinheiro, aquelas coisas todas. No meio dessa confusão toda, nós temos o escândalo das bets. Quer dizer, o Brasil se mostra vulnerável à ação medonha das casas de apostas online.

E aqui não me interessa, com todo o respeito, ah, André, mas é melhor ter casas de apostas online legais do que ilegais. Vejam a linha de raciocínio que eu tenho. Não sei se vocês estão acompanhando. Tem gente dizendo assim: "Ah, pegou pesado porque as casas de apostas legais elas têm mais cuidados em relação à propaganda, em relação ao assédio de novos apostadores. Como assim?

É uma é um é um crime de lesanidade. Esses joguinhos instigando as pessoas a acreditar que vale a pena apostar mais um pouquinho. Eu vi ontem uma notícia na Globo Newil, gente, após, olha o que eu vou dizer para você ver o tamanho da encrenca. Após a proibição das BETs no Brasil, nós tivemos uma redução de 10% nas transações via Pix. Eu vou repetir o que eu vi na Globo News, o especialista dizendo: "Nós tivemos uma redução de 10% 10% nas movimentações financeiras via PIC após e que é uma coisa colossal no Brasil.

A gente tá movimentando recursos abiçais todos os dias via Pix. O Pix é uma solução maravilhosa para facilitar as transações financeiras. Tirou apostas online, uma redução de 10% na movimentação via Pix. Isso é coisa para burro. Então assim, vamos vamos voltar aqui à nossa Domingo tem eleição e a minha o meu trabalho hoje aqui é no sentido da gente sem prejuízo do envolvimento que eu não acho ruim, pelo contrário, cívico, da gente se interessar pela eleição, da gente pesquisar biografia e proposta dos candidatos, escolher os melhores, ao nosso juízo e votar que a paixão política não abra o flanco para o veneno tóxico desse arrebatamento que pode fraturar, esgarçar as relações interpessoais, a forma como a gente transita em família.

Círculo de amigos, ambiente de trabalho. Vamos, cada um de nós pode ser um agente de saúde ou um agente de doença. Então, que a gente se paute por esse cuidado. É o que eu desejo e vou agora, como sempre, vamos recorrer ao livrinho e ver o que que hoje nosso doutor pastorino nos reserva. Eu peço ajuda dos amigos invisíveis para que devidamente acompanhado desses irmãozinhos que estão no plano astral e se compadecem de nós, reconhecem as nossas limitações, as nossas imperfeições, as minhas limitações e imperfeições, e ainda assim se aproximam e generosamente, amorosamente permitem que a gente faça uso desse ambiente.

tanta gente ao vivo e depois tanta gente assiste depois gravado no YouTube, eu possa abrir a página mais indicada para a reflexão dessa manhã. Uma mensagem edificante, inspiradora. Eu seja um instrumento maleável, uma ferramenta útil, um meio adequado para esse propósito. Aonde vamos 218. Vamos lá.

Viva sua vida interior com mais intensidade, porque Deus está permanentemente dentro de você. Apesar de suas imperfeições e defeitos. O Pai habita em todas as coisas criadas, chamando todas as criaturas para o caminho da justiça, da virtude e do amor. Ninguém pode destruir essa verdade. Deus está dentro de você.

saiba descobri-lo e terá conquistado a felicidade. Nossa, eu vou resumir o que me parece ser mais instigante nessa reflexão. Primeiro, a coincidência de eu ter falado que nós somos imperfeitos limitados à mensagem 218 que eu abri ao acaso fala: "Apesar das nossas imperfeições e defeitos, vocês são muito engraçadinhos". E aí fala de Deus. Deus é um desafio semântico.

Algumas tradições religiosas não nominam Deus, porque Deus é inominável. Como diz o tal tequing do tauísmo de Laudsé, o que se nomina, o inominável é aquilo que a gente não consegue encarcerar, enquadrar num nome. O insondável que se pode sondar não é o insondável. O inominável que se pode nominar não é o inominável. Isso foi escrito há 5000 anos.

Eh, nós temos na civilização judaico-cristã um ranço, me permitam dizer assim, de imaginar Deus como uma figura de um idoso de barbas brancas, uma túnica branca, de cabelos longos, encanecidos, que tem essa manifestação, essa expressão humana. Isso atrapalha demais. Eu vou dar uma opinião. Você não precisa concordar. Deus não cabe nessa representação.

Deus não cabe numa palavra. Deus está em tudo. Deus está dentro de nós. Então, entendo Deus como uma energia imanente do universo que não é compreensível intelectualmente. Você tem uma pálida ideia de Deus tentando buscar uma resposta racional.

Isso não é possível. Primeira pergunta de Kardec no livro dos espíritos foi: que é Deus? E a resposta, a melhor resposta que a espiritualidade podia dar foi: Deus é inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Ah, então já entendi o que é Deus? Não.

Você tem uma noção. Eu para comigo, nessa fase da minha vida, entendo Deus como uma experiência. uma experiência que independe corrente religiosa. Não é necessário, do meu ponto de vista, quero dizer isso, não tô afirmando uma verdade inquestionável, cada um com a sua. O entendimento de Deus não passa impreterivelmente por pelo filtro de uma religião.

A religião, por princípio, deveria ser uma força auxiliar de compreensão. Mas há aqueles, e não são poucos, que tem a noção de Deus, a experiência de Deus, a percepção de Deus, sem seguir uma trilha filosófica, doutrinária ou religiosa. Então, a música do Gilberto Gil, que resume uma das lições de Jesus no Evangelho quando sugere que façamos essa esse exercício da prece em recolhimento, procurando não estar no meio da algazar, da balbúrdia, das dos ruídos e das situações que possam roubar a tensão, que o teu foco possa estar melhor dirigido aonde não haja estímulos externos. Então, Gil traz lá, se eu quiser falar com Deus, tenho que ficar a só. É a primeira, a primeira informação inspirada, do meu ponto de vista, no evangelho.

A gente quando fez uma live com Gil durante a pandemia, falamos dessa música. Então, temos aqui na mensagem do pastorino o desafio de colocar Deus em outra perspectiva. É algo curioso quando você fala assim: "Meu Deus", aí você olha para cima, né? Meu Deus, Deus não tá acima abaixo, ele tá em tudo. Quando a gente reza, não é para Deus prestar atenção na gente.

Quando a gente reza, é pra gente perceber essa irradiação divina que jamais deixa de estar atravessando [limpando a garganta] cada célula, cada poro da gente. Deus está presente o tempo todo. Não é só de vez em quando. Nós é que não percebemos Deus por questões, penso eu, de sintonia, prioridade ou interesse. É fácil esquecer essa ideia de Deus.

Então, eu tô compartilhando impressões baseadas na mensagem 218 num dia em que eu abri falando minha preocupação hoje aqui no papo das 9 é ter a clareza da razão pela qual esse espaço virtual existe. Ele foi criado para promover a saúde psíquica emocional. Nós estamos na semana da eleição com uma crise institucional alcançando os três poderes. Nós temos uma crise ambiental e climática com a o aquecimento global escalando turbinado pelo superel Ninho. Nós temos questões de segurança pública muito angustiantes das facções criminosas e a necessidade de responder com inteligência e método a isso.

Essa demanda tá muito clara, entre outras questões. E nós precisamos estar minimamente serenos, lúcidos, sem nos deixar levar pelo arrastamento dos discursos tóxicos que prometem soluções simples para problemas complexos. É a minha opinião, o Pai habita em todas as coisas criadas. Chamando todas as criaturas para o Ninguém pode destruir essa verdade. Deus está dentro de você.

Saiba descobri-lo e terá conquistado a felicidade. Aí eu vou encerrar com aquela, eu diria, aquele clichê que a gente repete como mantra, mas não consegue vivenciar. O que é de mais importante, você não deveria buscar fora, você deveria encontrar dentro. As coisas que têm mais valor na vida não tem preço. As coisas mais importantes essenciais da existência não tem preço.

Você não vai encontrar na farmácia, você não vai encontrar com algum serviço prestado no plano de saúde ou no hospital público. Você não vai encontrar no shopping, você não vai encontrar na China com aquelas comprinhas viciante para muita gente. Você vai ter que encontrar dentro. Estamos aqui para aprender a olhar para dentro, a perceber o que acontece dentro, porque dentro de nós a gente haverá de encontrar, prepare-se para isso, a experiência de Deus. Isso é muito bonito, muito profundo.

Esse foi o meu pensamento do dia inspirado em minutos de sabedoria, mensagem 218. no embalo da mensagem 218, que eu não sabia que ia abrir, falando que a gente não deveria deixar de considerar aquilo que não é visível, não é tangível, mas existe a transmissão do Papo das Novas se dá por ondas eletromagnéticas que eu não consigo ver, não consigo apalpar, talvez eu nem consiga explicar direito, mas se vocês estão recebendo aí áudio e vídeo dessa transmissão. É importante reconhecer que isso existe, apesar de eu não conseguir tocar nem ver. Aí vem um livro que não é novo, eh, mas eu acho ele o máximo. Lá atrás, no papo das eu já recomendei, tem espíritos no banheiro e a cara da menina aqui com olhão arregalado abrindo a porta do banheiro.

Gente, claro que isso é talento. é o talento de comunicar. A Tatiana Benites é publicitária de São Paulo. Ela tinha 15 anos quando começou a trabalhar de palhaço em festas infantis, fez isso por 10 anos. Depois recebeu convite para entreter crianças com brincadeiras logo logo depois das aulas de educação espírita.

E aí descobriu que era possível educar divertindo teatro, música, dança, jogos e outros outras atividades. E aí ela virou uma divulgadora espírita com formação e comunicação social e professora da Fundação Casper Líbero, sofisticando essas ferramentas de comunicação de forma inovadora. Não tem espíritos no banheiro. [risadas] É um título sensacional. E aqui na, ó, a dedicatória dela.

Dedico este livro a todos os espíritos que conseguem sorrir ao ver a natureza, lir quando está com a criança e se sentir feliz com a felicidade alheia. Dedico também aqueles que não podem fazê-lo porque têm esperança de fazer nascer o sorriso no mais triste dos seres. Pois creio que não há dia na vida que não tenhamos muitos motivos para dar ao menos um sorriso apertado no canto dos lábios. Celso Pedros e Filho faz uma nota, entre aspas, apresentando o livro, dizendo: "A maior de todas as artes é aquela que nos leva a realizar a felicidade no espírito, pois essa felicidade dá força e intensidade a toda a nossa vida. tem o dom de propagar-se aos que amamos e iluminar quem caminha ao nosso lado.

Cara, é uma coletânia de histórias divertidas que beira a ousadia editorial. Quarta capa aqui do livro. Tem espíritos no banheiro. É o nome do livro. Eh, como eu vou falar sobre Deus se ele é tudo?

Olha como tá encaixada a recomendação desse livro com a mensagem 218, gente. E a mensagem 218 tá encaixada com o que eu falei no início sobre nossa fragilidade, nossas imperfeições e limitações. Papo das veu só tô reproduzindo aqui um enredo que já tá escrito. De vez em quando eu tenho essa sensação muito clara. Então vamos lá.

Na quarta capa do livro diz assim: Como eu vou falar sobre Deus se ele é todo? Como eu vou fazer um trabalho sobre ele, Deus? Se eu nem sei o que ele Deus é, nem sei aquelas palavras difíceis. Eu estava pesquisando umas coisas para minha aula na internet, mas seria bem mais legal perguntar tudo direto ao meu mentor. Se ele tivesse e-mail, seria bem mais fácil.

Será que lá não tem tecnologia? Então, ela brinca, ela brinca. A o capítulo do que empresta nome ao livro Tem Espíritos no banheiro, é particularmente deliciosos. A a menina pergunta pra professora: "Os espíritos estão em toda parte?" Resposta: estão sim. Por quê?

Eles estão aqui na escola vendo o que a gente faz. Assim, poxa, eu tava pensando, então eles me vêm tomando banho? Ah, essa é sua preocupação? Claro, eu tenho vergonha. E ontem minha mãe disse para eu não esquecer de lavar minhas orelhas, mas eu nem tomei banho direito porque achei os brinquedos para brincar na água que minha mãe já tinha escondido e fiquei brincando de novo no banheiro.

Quer dizer, a além de algum espírito me ver tomando banho, ainda pode contar tudo pra minha mãe. Ela faz uma troça, uma brincadeira. E aí a professora diz paraa Laurinha: "Não se preocupe, os espíritos que podem entrar em nossa casa não estão preocupados em nos verpídos. E sabe o que mais? Ainda é tempo.

Vamos lavar essas orelhas. Quem sabe algum espírito também vai ver você fazer a coisa certa." O livro trabalha com uma informação que assusta muita gente quando a gente fala que os espíritos estão por toda parte. Inclusive os momentos íntimos da gente, quando há amor, você vai ter um relacionamento sexual, sua intimidade e amor a respeito, a uma troca poderosa de energias. Os espíritos protetores não apenas não estão interessados em ver isso, mas eles protegem esse ambiente para que ele não seja objeto de qualquer curiosidade mórbida. Agora é preciso dizer relações íntimas, por exemplo, que são inspiradas ou baseadas em interesses mais grosseiros e que envolvem desrespeito, imposições, violência, você fica, de fato, em certa medida, desguarnecido em relação à presença de quem está se comprazendo, está eventualmente fomentando esse tipo de energia de baixo teor vibratório.

Fica a dica. Tem espíritos no banheiro da Tatiana Benites, uma visão bem humorada do Espiritismo, editora Correio Fraterno. Tá dado o recado. A minha dica para hoje, a minha dica, minha sugestão para hoje, a Ana Teresa Gomes tá aqui falando. Difícil prestar atenção com no que o André tá falando com esse som.

Tem alguma questão novamente no YouTube? A gente tá tentando resolver isso para entender que algumas pessoas reclamam, outras não. O que tiraria do aparelho o ônus do problema. Alguém no YouTube tá me ouvindo alto e claro? O áudio tá chegando ou só tá dando ruim na transmissão do áudio?

OK? A gente vai tomar providências, eventualmente trocar o aparelho. Não se angustiem, vai no Instagram ou vejam depois a reprodução da gravação aonde esse problema não ocorre. lá. Claz tá dizendo que o som tá perfeito.

Rose Mary Pacheco dizendo que tá claro, alto e claro para Elise. Mas ainda assim a gente vai dar um jeito. Eu vou trocar esse aparelho, tá bom? Ou chamar alguém para dar um jeito nesse aparelho que eu tô falando. Qual é a minha sugestão para hoje?

é que você de alguma forma previna-se da paixão política. Procure de alguma forma não se deixar contagiar ou contaminar. contaminar pela forma tóxica, com destilação de ódio e de intolerância, com o uso irresponsável da religião, com tentativas de burlar a própria biografia, apresentando-se como alguém que vai fazer algo, mas você no passado mais ou menos distante. Suas palavras não correspondem aos fatos. O tempo não para.

Sua piscina cheia de ratos. Aí por aí vai. Casusa quando fala do tempo não para. Nós temos, eu diria, a oportunidade bemfazja, sagrada, valorosa de interferir nos rumos do Brasil. Cada um com seu voto.

É assim que se constrói a democracia. E a democracia é um trabalho diário, não só nas eleições. A falta de cultura política no Brasil explica muito dessa crise. A falta de interesse, a aquela forma de dizer me o político presta, todos eles são ladrões. Aí você abre a porteira do galinheiro paraas raposas que adoram a descrença generalizada na política.

adoram. Então, a minha sugestão, com toda a franqueza, é que você se previna. Hoje é quarta-feira, até domingo, muita água vai passar debaixo da ponte. previna-se da do desequilíbrio, da intolerância, da vibração tóxica que deixa rastros, marca a nossa psicosfera, o nosso campo eletromagnético, pode interferir na nossa saúde, pode alterar sua pressão arterial, pode determinar alguma sequela eh a sua saúde, não tô exagerando. E nós fazemos o que é possível.

Eu eu acho o espiritismo muito consolador quando diz assim: "Esse é o mundo de provas e expiações". Significa que que é prova? Nós estamos aqui como se fosse uma sala de aula, sendo testados em situações que nos desafiam também psíquica e emocionalmente. Tente reagir a isso com a cautela e a prudência que deveriam de alguma forma nortear as nossas vidas, especialmente em momentos como esse. Só um pouquinho.

Tem um alerta de tempestade aqui no Rio que não se confirmou de ontem para hoje. Só um vento muito forte. Aí eu deixei a janela aberta que tava só. O tempo já tá virando, começou a ventar mais forte. Então vamos lá.

[roncando] Eh, previna-se. Cuide bem. Cuide bem da tua cachola, as pessoas exaltadas. E você tentando. A gente precisa tentar.

Eu não tô me excluindo desse esforço. A gente precisa se acautelar. Eu fico pensando, nós que somos cristãos sabemos que a mãe de Jesus se chamou Maria e que Maria é para um segmento cristão alvo de uma profunda devoção. Eu fico pensando no espírito de Mariaonde ela estiver. que que ela tá achando dessa disputa de narrativas envolvendo uma figura religiosa importante na cultura mística do Brasil?

Porque imagino que Maria tá tão acima disso. E aqui nós estamos vendo as consequências da irresponsabilidade de tentar impor a quem quer que seja uma visão de Deus, de espiritualidade ou de misticismo. Cada um tenha a liberdade, a autonomia de acreditar no que bem quiser, do jeito que lhe conviar em rigorosamente nada. É o que eu já disse aqui, a laicidade do estado, ou seja, um estado que não é um estado que tem uma religião oficial, é uma conquista civilizatória que a gente deveria valorizar demais, porque é um estado que garante direitos de você ser quem você é, acreditando em Deus ou não, sendo cristão ou não, achando a figura de é csaça relevante ou não? E ninguém tem que brigar por isso.

Ninguém tem que impor a quem quer que seja. Qualquer visão a esse respeito. Pai, afasta de mim esse cálice. Afasta de mim esse cálice. Divinho tinto de sangue, pai.

Nossa. Chico Boarque, Milton Nascimento nos anos de chumbo cantando essa música. Eita! Eh, Senhor, perdoa o que que estão fazendo em teu nome, né? Que é assim, religião e política, já falamos sobre isso exaustivamente dias atrás aqui no Papo das Novas.

Eu não quero me repetir. Respeitem o direito de cada um ser quem é. Respeitem a corrente de fé de cada um, sem blasfemar, usando o nome de Deus ou de Jesus para perseguir, impor perseguições, construir discursos de ódio e intolerância a quem quer que seja. Deus não está presente nessa energia porque ela não é positiva, é uma responsabilidade sua. Não use Deus para alimentar ressentimento, mágoa, rancor, promover violências.

Não faça isso. Eita, pelo amor de Deus, né? E aí, gente, fizemos uma enquete, abrimos espaço para a reflexão de vocês. Onde não houver proselitismo político, campanha eleitoral disfarçada aqui na forma do comentário, eu de bom grado vou reproduzir, tá? A gente não tá aqui para fazer propagação de campanha política.

O papo das ve não existe para isso. Então eu coloquei lá, né, toda a paixão cega, inclusive a paixão política. É uma opinião, você pode não concordar. Esse foi o chamariz para o compartilhamento de opiniões por parte de vocês. Adriana_line Sampaio Silveira.

André, por que você não fala sobre a insuficiência do governo sobre o ecossistema? Eh, Adriana, eu não sei se eu entendi bem a pergunta. Minha vida há mais de 30 anos, quase 40 anos como jornalista, tem sido justamente falar também, não apenas sobre a ecossistema. Ah, como você faz isso? reportagens na TV aberta, reportagens na TV a cabo, palestras, eh aulas na PUC, livros que eu escrevi, papo das vecula, eu não sei se eu entendi a pergunta.

Por que você não fala sobre a A minha vida tem sido, essa é uma das minhas missões, pelo menos eu gosto de entender assim nessa vida, olha, muito tempo energia debruçados nessa direção. Se você quiser no privado, se você quiser conhecer o meu trabalho, eu te dou algumas pistas, algumas rotas de investigação. Vou ficar muito feliz de você se interessar em ver o que já fiz e tenho feito. Inclusive, esse ano muito trabalho. A gente tá há 20 anos no ar com programa chamado Cidades e Soluções.

Agora em outubro, celebraremos duas décadas. esse ano quatro quatro reportagens, algumas delas de 8 e 9 minutos em horário nobre do Jornal Nacional falando sobre temas como terras raras, data center, adaptação ao novo normal do clima, ponto de não retorno, temas muito espinhos para governos. Vamos lá, Verônica Coelho Galvão. A gente tá falando aqui da paixão que cega também na política. Sim, com certeza.

Temos que usar a razão para votar, mas o que vemos hoje é irracional. Não vou generalizar, né? Acho que a Verônica também não generaliza, mas a gente tem visto aí. irracionalidade, sim, em lugares aonde ela não estava ocorrendo com a intensidade e frequência com que a gente tem visto, né, Verônica? Estrela Esquiavo, posso te mandar uma denúncia de crime ambiental?

Pode. Muita gente manda para mim. Agora, cada caso haverá de ter uma estratégia de cobertura. Outro dia eu recebi uma denúncia do interior de São Paulo. Era uma notícia importante, mas em nível local, porque no jornalismo a gente faz essa gradação, o que seria relevante do ponto de vista nacional e o que seria relevante do ponto de vista local.

E aí tem que falar com os coleguinhas de São Paulo, né? No caso, Ktia Anderline Tassano, será paixão cega ou identificação com o mal? Olha, uma coisa em certa medida se relaciona com a outra. Uma pessoa que se permite ou é arrebatada por uma paixão cega, ela provavelmente se revela com essa inclinação ou vulnerabilidade, vamos colocar assim. Ela se vê enredada numa energia em que há uma participação dela nesse processo.

Ah, foi uma paixão arrebatadora, não tinha como me desvencilhar. Você pode dizer isso, eu vou entender. Todos nós, no nível evolutivo em que estamos podemos nos considerar mais ou menos vulneráveis a uma paixão arrebatadora, mas a paixão tem um consentimento do nosso lado racional. Ele tem algum nível de atuação aí. Então, identificação com o mal, a paixão pode não parecer a expressão do mal.

Tem isso também. Quando eu falo que a paixão cega, é que ela também não permite a percepção do risco ou a banalização do risco. Você até percebe o risco, mas diz: "Não, não há de ser nada". Eu estou aqui filosofando sobre a questão profunda trazida pela CAT. Obrigado, Kat.

Assunta Maria Basí. É assustador com a paixão cega, levando ao risco do fanatismo, ao perigo do fanatismo. Ela diz. chegando a desconstruir uma vida. É assustador, mas é compatível com o nosso nível evolutivo.

Não existe surpresa. Ah, mas eu nunca fiz isso até agora. Se você fez agora, é porque existia dentro de você o germe ou a perspectiva de que surgindo o ensejo, se as circunstâncias favorecessem, haveria a eclosão da oportunidade. Da oportunidade. Sônia Fajar do Reis.

Sim. A paixão política distorce nossa visão e faz agir sem razão e até com fanatismo, levando a muitos erros. Quando a gente fala de extremismo, a gente tá falando de algo irracional. Vou repetir. Qualquer posição extremista, ela tá calcada em visões que se descolam da melhor análise, das melhores fundamentações, dos devidos discernimentos, da maneira cuidadosa na abordagem daquele tema, na não beatificação de alguém.

que passa a ser um ídolo. A idolatria, ela flerta com o extremismo que flerta com a irracionalidade. Na minha opinião, idolatria remete a fanatismo, remete a extremismo. Então você pode até colocar de uma maneira, ah, Airton Sena é um ídolo. Para mim você tá colocando a palavra ídolo num contexto que tá colocado assim: "Eu tenho uma profunda admiração pela maneira como ele construiu a sua carreira sendo reconhecido dentro e fora do Brasil." OK?

A gente tá falando de idolatria no sentido mais estrito senso. Aí temos questões, me perdoem. Isso vale paraas religiões. Jesus não veio ao mundo para promover a idolatria dele. Essa é uma visão de muitos teólogos.

Jesus não veio ao mundo sequer para fundar uma religião. É bom dizer, segundo muitas boas fundamentações teológicas. Jesus veio trazer a boa nova. E lembrar que a gente pode conectar com Deus sem intermediários, entre outras visões revolucionárias, como só o amor salva. E pessoas em nome de Jesus hoje não promovem o amor com quem pensa diferente, com quem sente diferente, com quem crê de uma forma diferente.

Recouting underline é justamente porque acreditamos em algo que vale a pena examiná-lo com honestidade. Sim, palavras sensatas. Renata Pedro. A paixão restringe a percepção crítica e isso não é bom. Concordo.

Lua_line Metal 14. Infelizmente a paixão me lançou ao fundo do poço e agora está difícil sair dele. Estou na luta. Ela bota um emoji de braço fazendo mu. minha amiga, quem nunca, né?

Então, o poço sempre tem uma profundidade maior do que a gente imagina. Ponto um, o fundo do poço, eu creio que talvez você não tenha alcançado, o que é um bom, uma boa notícia. Dois, estou na luta é uma expressão bonita de força que decredencia para compreender essa situação progressivamente, com maior lucidez, maior serenidade, reunindo força e coragem e por não dizer fé para mudança de chave. Força aí e ame-se, respeite-se. Não, não tenha, não empodere o sentimento de culpa.

Ele não vai te ajudar. Mas a necessidade de buscar o teu caminho sem estar atavicamente ligada a quem quer que seja. Só é feliz de verdade quem consegue, mesmo numa situação envolvendo amor, que não é paixão, construir a própria autonomia sem ser refém de jogos emocionais. sem se considerar vinculada ou vinculado à outra pessoa num nível patológico, que é o problema da paixão cega, né? Força aí, Rafinha Teixeiraro.

A paixão política pode se transformar em amor político? Olha, a política bem entendida é um gesto de amor, que a política bem entendida é um ofício, é uma área de atuação que deveria promover o bem-estar coletivo. A política bem entendida é o exercício amoroso. A política bem entendida é um exercício de doação do que você tem de melhor em favor dos seus, dos colet dos seus, não vou entender errado, da sua espécie e das outras espécies também. Deixa eu reconfigurar.

Um exercício amoroso estendido ao bem-estar coletivo. Interespécie. [risadas] Política é amor. A política deveria ser entendida como o ofício mais nobre e necessário. A política não é do mal.

Nós transformamos a política no exercício egoísta do autobeneficiamento às custas dos interesses dos outros, o que é algo com terríveis consequências espirituais na nossa crença enquanto espíritos. Você passou pelo mundo, foi preparado para ajudar o próximo no exercício de uma função pública, desperdiçou essa oportunidade, enriqueceu, se locupletou, foi envolvido em escândalos, se corrompeu, desencarnou. O que vem no bojo da consciência? É algo, é conhecida a visão de Chico Xavier no plano astral sobre o lugar reservado aos maus políticos em zonas sombrias, carpindo uma culpa e uma dor moral tão dolorosos, tão percantes, que Chico sugeriu que nós rezássemos pelos políticos corruptos. que já desencarnaram, porque eles têm uma situação, vivem uma situação terrível.

Miriamezo, por que as pessoas não informam com mais profundidade para a a opção que vai beneficiar o coletivo? Olha, Mir, eu não sei se eu entendi bem a sua questão, mas hoje nada está oculto. Se a gente se predispõe a investigar, procurar informações de boas fontes, tentar descobrir quem seriam os melhores candidatos na tua visão, de acordo com os teus interesses, sua visão de mundo e de país, você vai encontrar. Se lembra daquele provérbio, buscai e achareis. Vale para rastrear os bons políticos.

Eles existem. Eu tô com muita dificuldade para encontrar definir nomes para certos cargos, especialmente no poder legislativo. Aqui no meu Rio de Janeiro, graças ao bom pai, tem muito candidato bom, muito candidato bom que me atende. E olha que eu sou jornalista, eu rastreio, eu quero saber informações. Existem muitos candidatos dignos, muitos candidatos com biografia exemplar, serviços prestados.

E é para mim é difícil na hora de votar. Ih, rapaz, e agora? Vamos lá. [roncando] Marta Titoto fala que em situação de paixão política, ela deixa de questionar, não tem senso crítico, aceita tudo cegamente. Pois é, é isso.

Cristina, Matias 21. Podemos dizer que a razão faz a capacidade cegar, enxergar e olhar, ouvir e escutar. Não é difícil. Só que ficou dif, não sei se é diferente ou difícil. A razão é uma aliada importante nesse aspecto.

É muito importante razão. A razão combina com serenidade, com temperança, com sem a pressa. Pelo amor de Deus, tem eleição a cada 4 anos para os cargos que nós estamos vendo aqui. Domingo, se você só pensou em política agora, ainda assim é tempo de fazer a pesquisa. Se você só tá acompanhando política agora, ainda assim dá tempo de fazer uma boa pesquisa, né?

[roncando] Minha opinião. Cláudia Aguiar, 311. Política serve para direcionar recursos. Sem cegueira, por favor. Sim.

Eh, o governo federal, os governos estaduais, as prefeituras não têm dinheiro. O poder judiciário, o poder legislativo não tem dinheiro. O dinheiro é nosso. Eles estão lá para cuidar do que é nosso. É isso que ela tá dizendo.

Andrea Elisa Zen, somos apenas 7% de democracias no mundo. O amor acabou, só sobrou o dinheiro. Olha, é interessante. A história da humanidade não é uma história de democracias. O avanço é lento, é progressivo.

Por isso que a gente precisa lutar pelas conquistas já realizadas. Qual é a opção para a democracia? São regimes totalitários. Alguém aqui já teve num país, já visitou um país de regime totalitário? Eu já.

Alguém aqui já viveu num país como nósões, já pegou a fase dos anos de chumbo no Brasil? A a vamos reprisar mais uma vez Roque Santiro agora no horário da tarde, né, da TV Globo. Roque Santero de Dias Gomes. A novela foi censurada, não foi ao ar no primeiro momento, depois conseguiu espaço na redemocratização para ir ao ar. Aí tem um sensor, cara, uma pessoa que invariavelmente não tem cultura, não tem conhecimento, mas tem a caneta e o poder de dizer isso.

Não vai ao ar. Isso é um regime totalitário. Eu acho que acontece a partir da desinformação, especialmente dos jovens que não experimentaram a ditadura, nem foram num país onde tem ditadura. Eles não sabem o que é isso. E aí flertam com o risco de não achar um problema certos candidatos flertarem com regimes totalitários.

É quase a mesma coisa da ignorância que remete a campanha antivacina. A pessoa nunca teve sarampo, não sabe o que é isso. Por quê? Porque tem vacinação, graças a Deus não tem sarão. Ela não vê, ela não reconhece o risco, ela não leva a sério vacinação contra poliomelite.

Porque nunca viu alguém com pólio, porque não é de uma geração que isso tem acontecido porque tem vacina. Aí ela não vacina porque não sabe o que é isso. Aí despreza o risco. É disso que eu tô falando. Cuidado para não se pautar por aquilo que você banaliza por não conhecer.

Isso é muito sério. Isso é muito sério. O que você não experimentou não significa que não exista. Isso é muito sério mesmo. A ignorância, a desinformação, a falta de cultura são a maior tragédia que a gente tem.

É muito sério isso. Para onde vamos numa sociedade analfabeta politicamente? É muito sério Eh, olha, Adriana Correia aí, Rio Grande do Sul tá sempre nos meus pensamentos nessa sucessão de tempestades, viu? Não tá brincadeira. Ela diz assim: "No teu sentir, qual a cura para essa cegueira da paixão?" A paixão política mata o bom senso.

Cura é uma palavra que eu evito. Eu acho que a gente tem que ter a noção de que, como foi dito há pouco por outra amiga aqui do Papo das Nove, que declarou-se no fundo do poço porque tá enredada numa paixão, mas ela falou: "Mas eu tô lutando". É isso. Lute. Lute com as armas ao seu alcance.

Lute com o apoio dos amigos, dos colegas. Lute fazendo terapia. Fundamental, fundamental. Terapia ajuda bastante e lute assumindo as redes, porque é fácil você dizer assim: "Ah, a paixão me controla". Aí você se desonera de responsabilidade para pelo menos tentar todo santo dia oferecer alguma resistência.

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Aninha. MR, na minha humilde opinião, sim, a paixão política cega. Ana Lúcia Lambiazi, talvez essa seja a que mais cega de todas as paixões, a mais nefasta e trágica. É o que ela tá dizendo.

Ih, gente, bateu 10 horas. Faltou falar aqui, olha, Givogt, Olga Blau, Lu, Espatacama, Naddia Rodrigues, Edna Vieira Gonçalves, Emily Lopes, M, Simon Lopes, Renata Évora, Professor Frederico da UF, Tati Melinho, desculpa, eu dei os nomes em consideração ao trabalho que vocês tiveram de enviar as questões. Eu vou ler, mas não vou poder extrapolar meu tempo aqui. Portanto, o áudio do YouTube que está oscilando para muita gente será corrigido. A versão gravada do YouTube não tem oscilação, pode checar.

Então vai ficar lá se você quiser depois ouvir sem o atrapalho, a apurreação da oscilação. Amigos do Instagram, esta mensagem se autodestruirá em alguns segundos porque só ficará salva a live. no YouTube. OK. Ó, cabeça no lugar, coração protegido, amor pelo Brasil, pelo coletivo do povo brasileiro, que através do voto a gente possa exercitar a democracia na veia.

Exaltando o que não é a regra no mundo ainda, o direito do cidadão participar. Fiquem com Deus, tudo de bom. É sexta. Valeu,