Programa Visão Espírita – Parte 2

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Segunda parte da entrevista dada por André Trigueiro em Ribeirão Preto (SP) a André Zolla sobre assuntos relevantes na área da espiritualidade.

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E eu te fiz uma pergunta. Se nós estávamos esquecendo da caridade, também estamos esquecendo da caridade para com o nosso meio ambiente. E será que o nosso meio ambiente chegou naquele ponto que precisa de caridade? Bom, o meio ambiente começa no meio da gente. Nós somos profundamente dependentes da qualidade da água, da qualidade do ar, da qualidade do solo para produzir alimentos.

E nós estamos eh determinando uma situação muito sombria que já está em curso de depredação das condições que sustentam a vida. Quando Jesus disse: "Ama Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo". Deus está presente na natureza também. O sagrado está presente na natureza e está presente em nós. Nós somos constituídos, é o espiritismo que afirma isso, dos mesmos elementos constitutivos de cada morada no universo.

Nós somos feitos de pedacinhos de planeta. O planeta está dentro de nós. Eh, é interessante na literatura espírita a gente ver reuniões que espíritos de luz realizam próximo a lugares ermos, aonde há uma avalanche positiva de fluidos que emanam exatamente dessa natureza. É interessante a gente ver a tradição mística dos povos originais, dos indígenas, que fazem a conexão com essas energias poderosas da floresta. Carlos Torres, Pastorino de Minutos de Sabedoria, falava, ele se debruçou sobre um assunto que Kardec não se omitiu, que é dos elementais da natureza.

Então, veja aonde eu quero chegar. Não dá para fazer essa distinção. Nós estamos aqui, o meio ambiente tá lá e nós somos, como disse, profundamente dependentes da qualidade do meio ambiente para termos saúde, longevidade e resiliência. Eh, isto posto é perturbador quando a gente identifica que a maior crise ambiental e climática da história da humanidade tem a nossa digital, tem o nosso DNA. Ela só existe em função de escolhas que nós estamos fazendo.

Isso é muito perturbador, né? Então, impõe-se como algo que pede passagem, a atenção para com os efeitos dessas escolhas que estamos fazendo, porque não é mais opcional ensinar ou não ensinar ou promover programas de educação ambiental nas escolas. Não é mais opcional a gente realizar ou não o devido processo de licenciamento de grandes empreendimentos, visando a qualificação dos projetos para que eles deem o retorno que o empreendedor espera, sem danificar, como a gente já viu tantas e tantas vezes no Brasil, esse meio ambiente que suporta os negócios, a resiliência dos negócios. Então, eh, eu diria que nós chegamos num patamar, e digo isso com muito cuidado, porque eu sei a responsabilidade que a minhas palavras t, mas eu preciso, eu não posso falciar a realidade que eu acesso como jornalista. Nós não temos opção.

Não é um capricho, uma alternativa a gente realizar, eu diria, escolhas assertivas como pessoa física ou jurídica. Tô falando de você no seu ambiente de trabalho, você na sua vizinhança, com seus eh no seu condomínio, eh você sendo membro de uma instituição espírita, aonde você tiver, com quem você tiver. É o nome do livro que eu lancei com com Adeilson Sales, o grito da Terra. A terra grita. A gente precisa aprender a escutar esse grito, porque em última instância é um grito que brota de dentro de nós.

E aí temos o agravante, se me permite. Veja, no momento que a gente mais precisa fazer uma correção de rumo, uma um uma guinada eh no na caminhada, na jornada que a gente tem para conciliar nossos interesses com a disponibilidade de recursos do planeta, né? Tem uma questão d capítulo da lei de conservação que Kardec pergunta: "Por que a Terra não oferece ao homem sempre o necessário?" E a resposta da espiritualidade é: a terra ofereceria ao homem sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se? A gente tem que, isso é do século XIX. Bom, e aí nós estamos deslumbrados, perdoem, parece um clichê.

Já ouvi isso antes, mas tem que ouvir deslumbrados com a matéria, com a sociedade de consumo, com o projeto de ser bem-sucedido a partir da acumulação de bens e posses, os tesouros que as traças corroem, aquilo que você tem excesso e aquilo que não te define, não explica, não garante paz de espírito e felicidade. Não é por aí. Estamos na matéria, precisamos da matéria, mas nos deslumbrarmos com a matéria. Aí você vai pegar as definições de Santo Agostinho paraas diferentes categorias de mundos habitados lá do evangelho. Característica do mundo primitivo.

Tá lá apego à matéria. A gente tá aqui ainda no mundo de provas e expiações, rumando pro mundo de regeneração de uma forma, eu diria, tão eh constrangedora. Eu digo isso também sempre com muito respeito, mas às vezes eu vejo mesmo no meu espírito um deslumbramento com Natal. O Natal para ser um Natal de verdade tem que ter todos os adereços lá. Preciso ter uma árvore top com piscando gigantesca, muitos presentes.

Eu preciso ter uma ceia deslumbrante, muita comida, muita. Você pode até fazer, vejo, não tô aqui sou eu. Cada um faz o Natal do teu jeito. Agora conseguem realizar isso esquecendo do aniversariante que nasceu numa manjedoura, cercado de animais, porque não tinha lugar para ele, era um refugiado. Assim, é é um tanto perturbador a contradição.

Quer dizer, nós no espiritismo, me permita dizer, você não perguntou, mas eu vou aproveitar esse gancho. Por vezes, alguns de nós espíritas nos encontramos com o lado consolador da doutrina, dizendo: "Ainda bem que eu encontrei isso ai, eu já não sou uma pessoa tão angustiada, tão ansiosa. Ai, como é bom o culto do evangelho no lar. Ah, como é bom ir na instituição, ouvir uma palestra bacana, tomar uma aguinha flada, tomar um passe e acha que ser espírita é isso. Espiritismo, pelo amor de Deus, ele traz o aspecto consolador evidente, mas ele faz um convite explícito na direção da reforma íntima.

E ela só ocorre de fato quando a gente consegue produzir, digamos assim, essa mudança de dentro para fora na sublimação das nossas imperfeições, no exercício das virtudes e no exercício desse amor desinteressado, amordoação, sacrifício, esse amor que é o amor que Cristo nos ensinou. É muito trabalho. É muito trabalho. Então, a caridade vai na direção desse trabalho que alcança o nosso planeta e estabelece uma relação de equilíbrio, de harmonia, do uso inteligente e sustentável desses recursos. Produzir alimentos, sim, sem exaurir o solo e as águas, sem pestear o ambiente com eh substâncias.

que eventualmente estão sendo usadas de forma inadequada. Vou encerrar com uma notícia desse ano. Eu conheci a pesquisadora, ela viralizou com a informação é aqui da Unicamp de que está chovendo agrotóxico em São Paulo, Campinas e Brotas. E ela levou pro laboratório da Unicamp e descobriu que tem 14 agrotóxicos presentes na água da chuva. Um deles proibido pela Anvisa.

Aí nós perguntamos: "Chovê agrotóxico em São Paulo, Campinas e Brotas?" Porque foram as cidades que eles fizeram a medição. >> É um problema para nós. Se a gente tiver na chuva, não tá muito diluído. O problema são os rios. Porque nos rios, algumas espécies, nos rios que ainda há vida, elas podem ser ressentidas à carga de substâncias.

E essa interação com essas substâncias pode determinar anomalias que tenham consequências nefastas, inclusive para nós. Notícia desse ano da graça de 2025, daqui do estado de São Paulo, de uma das mais prestigiadas instituições acadêmicas do Brasil e me permito dizer do mundo. Nós somos do tempo em que aquilo que o escritor produzia no livro, né, vinha para a mídia, vinha para a tela, vinha para o cinema. Hoje parece que caminhamos de um jeito diferente. Aquilo que se produz na tela, na rede social, no streaming, vai para o livro.

Lendo um pouco sobre, né, o release sobre esse livro, aconteceu isso com ele? Eu quero dizer que livros com esse perfil, livros com mensagens curtas, textos breves, que trazem ideias que podem funcionar como insites, como uma boa reflexão, princípio de uma boa reflexão, eles jamais terão a amplitude, eu diria, o estofo, de compartilhar um conhecimento profundo e necessário que remeta a compreensão das leis que regem a vida, o universo, que é Deus, etc. Isso é preciso ficar claro. Quer dizer, esses livros com esse perfil, eles não têm essa pretensão. A literatura que permite esse essa imersão numa área do conhecimento ou várias áreas do conhecimento continua sendo condição com a não pra gente dar, eu diria, passos largos na direção e de um conhecimento mais amplo.

Agora, Zola, com toda a franqueza, que que eu quero dizer? Livros como esse que jamais estarão à altura, quero frisar isso, da qualidade do trabalho e do exercício de síntese de Carlos Torres Pastorino, que na década de 60, com minutos de sabedoria, sintetizou o trabalho que ele tinha no rádio com pílulas de sabedoria. Ele tinha 5 ou se numa rádio no Rio de Janeiro. A filha dele que eu conheço, a Cristiana Pastorini, conheci no Papo das 9. A gente se aproximou, somos amigos, a casa do dos pastorinos, pilhas de livros com marcadores.

Ele para fazer 5 ou 6 minutos no rádio ao vivo com as pílulas de sabedoria, eram horas tentando ali fazer essa eh fagocitação do conhecimento complexo e amplo, em poucas palavras, inteligíveis e objetivas. Depois isso virou um livro. O livro é espetacular. É espetacular. Assim, cada página do livro.

E detalhe, é um espírita que escreveu para uma editora católica que sabe que existe ali conteúdos, algumas páginas são claramente espíritas. Tudo bem, você não vai abrir mão de um livro que é bestsceller há 60 anos, tá tudo ótimo. É um é um espiritualismo universal. Mas vamos lá, aonde eu quero chegar. Por que que eu acho que esses livros têm uma função?

É uma opinião. Nós estamos vivendo um momento grave e desafiador da humanidade, que é uma epidemia de distração, dispersão e alienação, conduzida hoje principalmente pelas redes sociais e seus algoritmos nefastos caprichosamente concebidos pelas Bigtechs. para hipnotizar. Você vai perder horas por dia de tempo de tela enredado naquele território lodacento que te dá pronto para consumo o que você mais gosta. É algo impressionante.

A gente fica falando das crianças e adolescentes. Nós no algoritmo, se você não tiver ali um senso cr, você fala: "Chega, eu não quero mais ficar vendo isso porque o algoritmo já descobriu o que eu gosto. E quando eu abro a rede social já vem cascatas de vídeos ou informações ou mensagens condizentes com que eu gosto, com que me dá prazer, com que o algoritmo já me decifrou". É sério isso? Muito bem.

O Brasil, isso é pesquisa, tá lendo cada vez menos, cada vez menos. Aonde eu quero chegar com a função dos livrinhos com mensagens rápidas. Pode não ser assim, mas é como eu vejo. Eles funcionam como algo que no pouco tempo que a gente ainda dedica muitos de nós a alguma leitura, ele vai dar um break. É uma, é um curto circuito.

Como o mercado gosta de falar, um circuit breaker, a bolsa tá despencando. Aí tem um recurso lá, aperta o botão, que que aperta? Interrompa os negócios. Pum. Por quê?

Porque senão você quebra, vai ter um crack de 29, uma bolsa de Nova York. >> Sim. >> Eu acho que esses livros têm um poder que é o seguinte: primeiro você bota no bolso, leva para qualquer lugar, tá com uma vibe esquisita, tá com uma sintonia ruim, tá vibrando numa frequência baixa, não tem magia, tem sintonia. pouco tempo, breve consumo de tempo e energia, estabeleci uma conexão no que deu. E aí tem algo que o espiritismo não se debruça.

Eu vou pedir vene aqui, que são as chamadas artes divinatórias. Isso vem de longe do 5000 anos atrás. Dizem o povo do tarô quando joga uma carta também tem uma questão de você é como se você culto do evangelho no lar. Abra o acaso. Evangelho.

Arte divinatória é isso. É transferir para um livro como evangelho uma energia e você vai abrir a página que na nossa crença, no espiritismo, hein, entendemos que não era para abrir outro. Aquela página, em certa medida, é a página adequada para mim hoje. Abra ao acaso uma página com mensagens curtas e vendo no que vai dar. Isso pode ser algo interessante, especialmente no momento que eu tentei, em poucas palavras, descrever a turbulência psicosférica, as emanações de baixíssimo teor vibratório em função dessa, de, eu diria, dessas ideias ou sensações que no final de uma encarnação somadas, é possível que boa parte de nós, ao desencar encarnar o nosso guia.

Quando tivermos permissão de encontrá-lo e perguntarmos como foi, ele vai olhar assim: "Poderia ter sido melhor." Deixa eu te mostrar o extrato aqui do tempo que você desperdiçou e a sua energia fluido vital que você consumiu aqui. E isso não ajudou você a se conhecer, a promover a sua reforma íntima, a entender melhor o mundo que você tava vivendo e a contribuição que você poderia dar para você e para esse mundo. >> Papo das tem quanto tempo? >> 1 hora. >> 1 hora.

Há quantos anos? >> Já temos 5 anos e meio. >> 5 anos e meio. Exige de você uma disciplina >> total. >> Total.

e pontualidade. E você vai entender, olha, eu sei que vai, Centro Espírita não tem que ter hora certa paraa palestra pública. Por quê? Porque a gente sincroniza com plano espiritual, que também tem o que fazer. >> Claro.

>> Então, quando eu marco o papo das Novas, eu peço pelo amor de Deus, apesar das minhas muitas imperfeições, limitações, tudo que eu tenho de ruim, tô marcando uma hora certa aqui, torcendo pelo menos pra pontualidade de ajudar. Pode chegar. Como é? Porque parte dessa desse livro nasce do que você considera, explica no papo das >> também. >> Nasce lá também.

>> Isso. >> Qual é a fonte para esse papo da das nove? A inspiração, a intuição dos temas. >> Boa pergunta. Eu vou direto na resposta.

Promoção da saúde psíquica emocional. Ele nasce no auge da pandemia, quando a gente vivia em isolamento social, sem vacina, alta taxa de mortalidade pela COVID, medo e sem poder ter contato com amigos ou familiares. Eu tive que me apartar da minha mulher e das minhas filhas, porque eu como jornalista, eu estava inserido na categoria de serviço essencial. Eu continuei indo trabalhar na rua, continuei tendo com máscaras, precauções todas, fazendo o meu o meu trabalho. A minha mulher tava inserida no grupo que teria complicações, comorbidades.

Minhas filhas, a mesma coisa. A gente então se separou. Eu já tinha escrito em 2015 um livro sobre prevenção do suicídio, conversando com muita gente da área, psiquiatras, psicólogos, descobri a categoria da suicidologia, lendo relatórios da Organização Mundial da Saúde, da Organização Pan-Americana de Saúde. Nossa, fizemos essa imersão. Eu tive a clareza, Zola, que nesse momento o isolamento social, a alta taxa de mortalidade, sem previsão de vacina, a gente tava numa, eu diria, encruzilhada e que ia agravar, eu diria, os estados de psicopatologia.

Jonas de Angeles, pela psicografia de Divaldo, tem uma ideia que eu acho maravilhosa, assim, todos nós, sem exceção, oscilamos ao longo de um dia estados de sanidade e insanidade. É interessante. Nessa época, a você falou de intuição, a minha percepção clara era a gente vai promover um estrago no psiquismo das essa situação, ela ela é muito deletéria. Surgiu a ideia muito rapidamente de ocupar esse espaço. Quem entende de rede social falou: "Mais de 3 minutos de rede social ninguém vai te ouvir.

Não tem paciência para ouvir alguém mais de 3 minutos. Tá todo mundo rapidinho." Eu falei: "OK, eu vou falar uma hora. Quem quiser que acompanhe". Eu preciso ocupar esse espaço porque a gente tá desidratado de contato, abraço. Nós somos latinos.

A gente conhece um estranho, já tá abraçando, especialmente nós de sangue latino, a gente sofreu muito com isolamento social. Então, nasce o papo das 9 com hora certa, abrindo no início dos trabalhos minutos de sabedoria ao acaso para fazer uma reflexão, indicando literatura que me parecia adequada pra gente ler. Olha, você não tá podendo trabalhar, você tá dentro de casa, tá esperando vacina, o noticiário tá pesado, leia, leia, liberte-se, instrua-se. vai buscar inspiração através de outras possibilidades que o livro oferece, indicando projetos, campanhas, eh, que estão vinculadas a entidades respeitadas pelo serviço de caridade, que ficaram também apuros e depois a interação com o público mandando perguntas ou questões pra gente fazer esse bate-papo. Terminou a pandemia, a vacina nos salvou, tivemos a chance de fazer a retomada da rotina, mas a necessidade, penso eu, da promoção da saúde psíquica e emocional continua na prateleira de cima.

E a gente continua >> por falar na necessidade e você, eu quero lincar com uma situação que você colocou de forma muito viemente, né, e muito crítica às redes sociais, >> né, >> dentro disto e caminhando para o encerramento desses desse desse programa Visão Espírita, já te agradecendo, que sugestão você nos dá que nos ajude, porque nós vamos ter que viver no mundo. >> Uhum. >> Sem ser do mundo. Mas como sem ser do mundo se eu faço parte deste mundo e para este mundo vim, porque deste mundo dependo para evoluir. >> Todos nós sofremos.

Todos nós estamos sentindo na pele o desconforto dessas turbulências em escala planetária nesse momento. Eu particularmente como espírita, como me considero realmente um privilegiado de ter acessado a doutrina espírita. Eh, os dois últimos capítulos da Gênese para mim são muito consoladores no sentido de de fazer Kardec ali faz exatamente uma digressão sobre a nova era sobre o que seria a humanidade em tempos de regeneração e reporta exatamente uma série de situações que estaríamos vivenciando já há algum tempo, mas que agora parecem estar alcançando um ponto, se não de culminância, mas um ponto de fervura. que muitos de nós sentimos. Isto posto, sinceramente, eu acho importante que as pessoas busquem alguma explicação que lhes faça sentido no território da espiritualidade.

Se não é no espiritismo, não tem problema. Se você encontrou em outra tradição as respostas que você procura, siga esse caminho. Pobre daquele que tá só escorado nos nas questões que aludem ao que os sentidos humanos materiais reportam, porque aí realmente a gente fica exposto de uma forma mais aguda aos efeitos dessa turbulência. Eu tenho isso também. você, eu gosto da forma como você instigando de intuição.

A passagem do evangelho que mais vem à minha cabeça e não é de agora muito tempo, é o vigiai e orai. Ou seja, quando a gente lembra Paulo escrevendo aos hebreus falando que estamos cercados de nuvem de testemunhas, né? Quando a gente lembra Jesus chegando na comunidade onde havia uma pessoa que a as a cidade a cidade não, aquele agrupamento humano tinha prevenções porque alguém endemoniado. E Jesus perguntou: "Qual é o seu nome?" "Meu nome é Legião." A gente tá eh a gente precisa estar atento à maneira como a gente emana formas, pensamento, aonde está a nossa sintonia. aonde a nossa mente nos leva.

E a gente precisa ser o condutor desse processo, assumir as rédias desse processo. Vigiai e orai. Presta atenção no que você pensa, se resguarda, se refugia, procura. Eu pelo menos tenho essa necessidade com toda a franqueza, Zola. Eu trabalho muito, eu tenho muitas demandas, mas eu preciso do meu cantinho, eu preciso ter o meu silêncio, eu preciso do meu momento de meditação e prece, é o meu refúgio, é o lugar onde eu busco energia, proteção, sintonia positiva e eu peço ajuda.

Não é feio pedir ajuda. E é digno quando a gente pede ajuda, não fugindo do mundo. e ajuda aparece. Quer dizer, penso que faz parte da nossa jornada nessa encarnação, nesse planeta, que a gente não se omita, que a gente se posicione sempre com respeito, sempre com a ética do cuidado, mas a gente não se esconda e sermos protagonistas da nossa própria história, tendo a coragem de ser quem você é. Deus nos fez cada um com a sua singularidade.

Não tenha vergonha de ser quem você é. Não tenha vergonha do que você acha que é conveniente para você. Se você lá na frente errar, é o seu erro. E isso é maravilhoso, porque será o seu acerto em função do seu erro. Eu já sei o que não me convém.

Vou então por aqui. Isso é uma descoberta evolutiva. Isso vigorará paraa sua eternidade, a sua imortalidade para todo sempre. Então não é fácil não. Não tem receita pronta não, né?

A gente reencarna sem manual de instrução e o aprendizado faz parte. Tem um texto do livro novo a arte de seguir em frente que é a gente assumir que a gente é imperfeito. Não ter vergonha nem medo de dizer não, você imperfeito. Sou imperfeito. Você é todo dia muito.

Nossa. E você fala assim? falo porque essa é a verdade e a verdade haverá de ser o fiel da balança pra gente seguir em frente descobrindo qual é o caminho certo. E o salmo de Davi para fechar que essa eh quando a gente lembra assim: "O Senhor é meu pastor e não me faltará". A tradução correta, muitos linguistas dizem, não é nada me faltará.

O Senhor não me faltará. Refugia-te no coração do Pai. Yeah.