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Olá, olá, olá. Muito bom dia para todas e todos que estão acompanhando por aqui via YouTube, Instagram e mais tarde pelo Spotify. Mais um papo das ao vivaço, direto do meu cafo em Laranjeira. São todos e todas muito bem-vindos. Olha, a conversa nossa de hoje aqui vai ser muito instigante, porque ela tá inspirada em duas ocorrências que me parecem gravíssimas, que tiveram lugar essa semana e que me chamaram particularmente a atenção. O mundo tá muito agitado, muito turbulento. Então a gente dizer que foram apenas duas ocorrências gravíssimas é uma ilusão de ótica, né?
São muitas ocorrências graves que estão ocorrendo por aí, acontecendo, mas eu preciso deixar claro aqui porque eu entendi que o tema de hoje do papo das especial de domingo deveria ser evolução espiritual versus. Vamos lá. Qual é o tema? Tirania, despotismo [Música] e ditadura. tirando os déspotas e ditadores prejudicam a evolução espiritual.
A gente vai tentar aqui compartilhar e fundamentar porque que isto me parece algo extremamente consistente e verdadeiro, os riscos que nós corremos no Brasil, em outros países, de perdermos a condição de coletivamente avançarmos como sociedade, os princípios e valores que regem o país e como quem exer exerce o poder não pode ficar apartado dos interesses coletivos e honrar o cargo público que passageiramente, transitoriamente ocupa. Quais foram os fatos ocorridos essa nos Estados Unidos? O presidente, mais uma vez ele, Donald Trump, declarou simpatia pela ideia. Ele recomendou, na verdade, ele não declarou simpatia. que as licenças das emissoras de TV que o criticassem forem fossem canceladas.
Ele disse abertamente isso, que as licenças das emissoras de televisão que o criticassem fossem canceladas. E isso no embalo de um episódio traumático lá nos Estados Unidos, quando um âncora de um programa típico dos Estados Unidos, que é um talk show, em que o Ancora também tem o momento em que ele dá uma opinião sobre um assunto que lhe pareça importante, levando convidados, tem música, é um formato consagrado há décadas nos Estados Unidos e o Jimmy Kimel da rede ABC é um dos mais importantes e ele emitiu uma opinião que foi considerada nefasta por republicanos mais radicalizados, mais ligados a Trump e o próprio presidente Donald Trump.
Eu não vou entrar em detalhes de como se deu a articulação para que Dimmiquem meel fosse afastado, afastado de suas funções na rede ABC. Todos os outros âncoras importantes, com muita visibilidade, muita audiência nos Estados Unidos, rapidamente se manifestaram contra o absurdo de nos Estados Unidos, onde a primeira emenda da Constituição deles assegura liberdade de opinião. Liberdade e opinião. Isso por lá é tão levado a sério do ponto de vista do que tá escrito é o que vale, que você pode nos Estados Unidos defender, por exemplo, o nazismo e não ser processado, não ser alvo de uma ação na justiça. Isso não vale no Brasil. No Brasil, a defesa do nazismo deixa você em apuros.
Bem como na Alemanha, onde o nazismo de Hitler, do terceiro Rich, da raça ariana, da do extermínio de judeus, de ciganos, de pessoas portadoras de deficiência, aquele pesadelo terrível humanitário, ele eh o nazismo não pode ser defendido publicamente na Alemanha, senão a pessoa fica em apuros. Eu tô falando isso para você ver a gravidade que é um presidente da República recomendar que as emissoras de televisão que o critiquem sejam tenham suas licenças canceladas e o afastamento do ar do âncora de Mickimel da rede ABC. Isso aconteceu essa semana nos Estados Unidos e no Brasil. Como vocês devem saber, foi aprovada a toque de caixa a proposta de emenda constitucional na Câmara dos Deputados. foi aprovada a toque de caixa a PEC da blindagem que foi rapidamente compreendida e ganhou seu nome popular que agora pegou o nome PEC da bandidagem.
Eu não vou entrar nos pormenores que são sorteidos, mas eu preciso deixar claro o que que resulta dessa PEC que vai agora ser apreciada no Senado e a maioria dos senadores já sentiu o calor da panela porque a resposta da opinião pública foi imediata e foi contundente, denunciando absurdo e expondo os nomes e os rostinhos de todos os parlamentares da Câmara que aprovaram essa escrescência. Inclusive alguns desses parlamentares depois da pressão, depois da pressão, vieram a público dizer: "Eu peço desculpas, eu não imaginava que a PEC falasse disso. Eu não tinha noção dos detalhes do texto. Ora, meu Deus, como é que você empresta teu nome e teu voto para algo desse porte?
Que que é a PEC da bandidagem? Os proponentes da PEC sugerem que os parlamentares em Brasília, ainda que flagrados, cometendo os mais ediondos crimes, como homicídio, estupro, pedofilia, tráfico de drogas, não poderão ser processados e muito menos presos. sem que seus pares parlamentares julguem numa votação secreta se aquele parlamentar pode ou não ser processado, julgado e eventualmente condenado. Na prática, o que que significa isso? Isso significa uma imunidade absoluta e absurda, tornando representantes nossos no parlamento intocáveis. Intocáveis. E por que que isso é muito preocupante? já é preocupante por conta da distorção absurda da figura da imunidade, porque a imunidade originalmente tem a função de preservar a liberdade de opinião e de voto dos parlamentares para que eles não percam mandato se o governo de ocasião botar pressão e ele é enchotado da do parlamento.
Não, a imunidade tem a sua função, direito do parlamentar eh apresentar a ideia que lhe pareça mais conveniente, por mais absurda que seja, ele não vai ser processado por isso. Agora cometeu homicídio, cometeu crime de pedofilia, estuprou a mulher, a filha, sei lá, eu quem, qualquer pessoa, tráfico de drogas, tráfico de armas, tráfico de animais, ele não pode ser processado, julgado e condenado sem que os pares em votação secreta autorizem. Isso é uma aberração, especialmente num país aonde tudo isso eu tô fazendo preâmbulo pra gente chegar no papo das 9 de hoje. Por que que tudo isso conspira contra a nossa evolução espiritual? Vou chegar lá.
Eh, o absurdo é ainda maior quando a gente já sabe que existe o crime organizado infiltrado na política. Eu sou do Rio de Janeiro há décadas. Isso acontece aqui há décadas. representantes de milicianos, representantes de traficantes. Um deles foi preso há pouco tempo atrás, DH Joias, um negócio desse. Se que joias parlamentar aí tudo enrolado, tudo errado. Eh, o crime organizado já se infiltrou na política. Se você oferece esse nível de imunidade a partir de Brasília, não apenas Brasília, mas as assembleias legislativas ficam autorizadas a replicar o que vale pro andar de cima, ou seja, o que vale paraa Brasília, pro deputado federal. E se passar pelo Senado? não vai passar se a gente fizer a nossa parte enquanto cidadão.
Eh, fica aberta a porteira para que as assembleias legislativas, o parlamento em nível estadual replique esse absurdo. Então você vai blindar bandido travestido de político. E isso tá acontecendo agora nessa semana em Brasília com mais de 30 políticos completamente enrolados com o Supremo Tribunal Federal porque desviaram verba emenda para interesses escusos. Numa palavra corrupção. Bom, isto posto, nós estamos falando aqui de dois movimentos. Um que teve lugar, já disse, nos Estados Unidos e que inspirou, isso tá hoje numa entrevista publicada e com destaque na primeira página do jornal Globo. Vocês se lembram de um enxadrista, ex-campeão mundial, que é o Gary Gasparov. é um russo.
Pois bem, esse russo resolveu se mudar para Nova York há uns 10 anos pro governo do Putin não ficar pegando no pé dele, que o Putin mata oponentes políticos, opositores. Ele mata, mata, mata. Ele mata dentro da Rússia e fora da Rússia. Ele foi o Casparov e foi para Nova York. Aí o que que é? Olha a declaração forte de um russo que conhece as artemanhas do ditador russo Vladimir Putin. Ele dá declaração assim: "Puinização dos Estados Unidos é uma ameaça existencial". Putinização, ele tá claramente falando do Trump. Putinização dos Estados Unidos é uma ameaça existencial. Bom, vamos lá. Aonde eu quero chegar?
Eu quero falar de como nós precisamos ter a noção do risco que os excessos cometidos por quem ocupa transitoriamente o poder, como esses excessos representam um risco para todos nós. Não adianta você dizer: "Eu não gosto da política. Eu quero que ele se dane, tá tudo errado mesmo, vou tocar minha vida". Você não vai conseguir tocar sua vida a contento. Você não vai ser uma pessoa que esteja, digamos, livre das amarras de um ditadorzinho, de um déspota de ocasião, que resolva arregaçar a manga e reinventar as regras, atropelar a Constituição, que no Brasil a Constituição de 88 diz claramente, primeiro artigo, soberano, cláusula pétria. Todo poder emana do povo e em seu nome será exercido.
Todo poder não é parte, é todo poder, emana do povo. E aí tem parlamentar querendo ser diferente dos outros e ter essa imunidade absurda, essa escrescência aprovada essa semana na Câmara. Então, quando isso acontece aqui, eu tô emitindo uma opinião, mas ela tá validada na corrente filosófica que eu sigo, que é o espiritismo. Eu vou tentar demonstrar isso com fonte. Quando os excessos acontecem, a gente precisa sair da toca. Quem cala consente. Todos somos células de um mesmo corpo. Uma célula doente representa risco para as demais. Nós precisamos reagir, nós precisamos responder, nós precisamos deixar claro qual é a parte da história que nos interessa proteger e preservar.
Eu vou pegar aqui num primeiro momento exemplos que me parecem interessantes de acessar quando a gente fala da importância do posicionamento diante de situações de poder. Eu vou começar num país de maioria cristã falando de Jesus. Jesus se opôs claramente e com muita energia contra o poder religioso de sua época, os doutores da lei que representavam a tradição judaica e que foram os diretamente responsáveis pelo julgamento que foi, em certa medida, manipulado para que Jesus fosse o escolhido para a crucificação, né?
Eh, então temos aí uma um posicionamento do mestre em relação àqueles que representavam o poder e que, na visão de Jesus sinalizavam pro povo um caminho equivocado do exercício da fé e da relação estabelecida com Deus. Eu vou resumir, não vou entrar em pormenores. Uma outra questão interessante envolvendo Jesus é que ele gerou muito desconforto e decepção entre aqueles próximos que na condição de judeus viam Jesus como Messias preconizado pelos profetas para libertar o povo judeu. Judas que traiu Jesus e permitiu que ele fosse preso, supliciado e crucificado. Judas era desse grupo que achava, mas vem cá, você é o mestre, você é o é o filho de Deus, você é o ungido pelo todo-eroso.
Você veio ao mundo para nos libertar, mas você não tá falando o que a gente quer ouvir. A gente gostaria de um líder guerreiro, que fosse aquele que organizasse forças militares para derrubar o poder constituído da época. Jesus não seguiu esse caminho. E esse, na avaliação de Judas e outros, desvirtuamento da função do Messias justificou a traição. A traição. E mais um movimento envolvendo Jesus, que ele foi humilhado por todos aqueles que diziam: "Mas você não é o filho do pai, você não é o filho de Deus. Por que que você tá aqui sofrendo? Por que que você tá aqui sendo preso, torturado, crucificado? Você não vai, você não é o rei dos reis, você não é o filho do pai.
Por que que você não então sai por livre e espontânea vontade dessa situação? Ele foi humilhado. E veja, Jesus precisava, é uma visão teológica, não vou dizer que é uma verdade absoluta, mas para mim faz sentido a ideia de que justamente o grande momento da passagem de Jesus entre nós só seria possível mediante o desencarne, que foi o reaparecimento dele. Cristo ressuscitou. Ele veio do plano espiritual. A morte não existe. Ele se deixou ver, tocar, inclusive nas suas chagas da crucificação, para comprovar o que ele sempre disse, que a morte não existe, que o reino do Pai existe, que o reino do céu está lá. Então, vamos lá.
Eu peguei alguns movimentos aqui que me parecem interessantes da visão do posicionamento de Jesus diante dos poderosos. diante dos poderosos. Eh, eu vou para Francisco de Assis, que igualmente 800 anos atrás, através da maneira como ele fez o voto de pobreza, andando em trajes farrapos, eu estive em Assis e vi de perto as relíquias de Francisco e dos franciscanos. sacas para colheita de trigo e de outros grãos daquela parte da umbria. Eles pegavam aquelas sacas velhas que armazenavam grãos, colocava aquela corda na altura da cintura, aquilo era roupa. E eles viviam pedindo ajuda para poder tocar a vida e o messianato deles, pregando o amor, o perdão, a tolerância.
Francisco ouviu o chamado do mestre para salvar o evangelho. Salvar o evangelho no ambiente aonde, olha o poder político aí desvirtuado. O poder da igreja à época era opulento, corrupto. Os papas tinham o poder político, também interferiam no rumo dos acontecimentos nos estados nacionais. E isso determinava um desvirtuamento do sentido mais profundo do Evangelho. Francisco de Assis veio ao mundo para constranger os poderosos também da igreja. Não se tem a devida comprovação histórica, mas supõe-se que Francisco tenha ido de Assis até Roma para um encontro com o Papa.
E o papa teria ficado absolutamente constrangido com a grandeza daquele homem simples, sujo, esfarrapado que adentrou no Vaticano para fazer um pedido que justamente sinalizava a necessidade dessa igreja estar mais coerente com os princípios evangélicos. E esse papa ficou atônito. É algo interessante. Portanto, mais uma reflexão sobre o poder, o poder que se desvirtua. Nem Jesus, nem Francisco pegaram em armas. Nem Jesus, nem Francisco fizeram uma oposição eh física de enfrentamento por luta, nesse sentido de vamos depor o poderoso de ocasião, não, mas causar constrangimento a partir de algo que imortalizou tanto Jesus quanto Francisco.
É, eu vou aqui fazer uma homenagem a John Rus, teco, teólogo, escritor e que foi um opositor da igreja numa época em que tinha inquisição. Eu tô falando de John Hus ou Russe porque ele foi uma das encarnações pregressas de Allan Kardec. Tem muita gente que não sabe. A gente referencia Kardecruida Gauleis lá de trás, onde depois surgiu a França na antiga Gália. Mas Kardec teve essa vivência como John Hus. E como John Hus teve a coragem de denunciar os abusos políticos e teológicos da igreja, e ele teve a chance de renunciar ao próprio pensamento, a própria opinião e não refugou, sabendo que isso lhe custaria vida. E ele foi queimado vivo na fogueira.
Eu quando estive com Cláudia na Suíça, em Iverdan, aonde o Instituto Pestalose serviu de ambiente preparatório para um aluno pequenininho chamado Hipólito em francês Hipolite, Allan Kardec. Allan Kardec estudou em Verdã, na Suíça, eh, com a Pestalose e por ali houve o suplício de John Hus na fogueira. A gente foi lá nesse monumento. Então, mais uma vez, o posicionamento contra o poder que se corrompe, o poder que tenta constranger, o poder que tenta impor outras visões e outras opiniões. Numa encarnação anterior, Kardecou por isso. E como Allan Kardec, é bom a gente lembrar a biografia do Kardec. Para quem espírita isso é importante.
Kardec incomodou para burro a igreja como educador proeminente do século XIX. Kardec foi, isso é interessante mesmo. Quem não é espírita, quando você vai pesquisar quem foram os grandes pedagogos da Europa, em particular na França no século XIX, você vai encontrar rapidamente o nome do professor Ipolit Leon Denizar Rivale. E aí a gente vai encontrar na história a razão pela qual Kardec incomodou a igreja, porque a igreja ela tinha uma ascensão importante sobre os conteúdos pedagógicos, as escolas com conteúdos confissionais, a escola com a educação confessionional. Quer dizer, você vai ensinar na escola o cristianismo na visão da igreja.
Kardec incomodou a igreja porque inspirado na dinâmica de Pestalose, ele achava que a educação deveria ser em favor da liberdade de consciência e não do dogmatismo. Ele defendia, portanto, um posicionamento dos mestres, dos professores em favor do desabrochar de cada pupilo, de cada aluno, que ele tivesse autonomia intelectual, que ele conseguisse pensar com a própria cabeça. E isso era algo que incomodava, em certo sentido, a igreja à época, que achava que tinha um código moral e ético rígido, que deveria seguir apenas e tão somente aquele caminho.
A igreja também tinha naquela época muita dificuldade de aceitar a ciência e a ciência discortinando novos fatos que eventualmente se opõe aos dogmas. Então, Kardec, mais uma vez fazendo na área da educação essa defesa muito consistente das descobertas da ciência, incomodava a fé mais dogmática. E Kardec foi um reformista. Kardec foi um progressista. Ele escrevia, ele falava da necessidade do espiritismo ser progressista. O que que é ser progressista? Ser progressista significa para espírita é um tanto óbvio. Cada encarnação significa oportunidade de você avançar, de você evoluir.
O ser progressista significa sair da casinha que você tá lá na zona de conforto dizendo: "Eu sou assim e assim permanecerei". Na verdade, o espiritismo preconiza o avanço, eh, ir à frente, vencer as próprias imperfeições, cultivar as poucas virtudes, ser uma pessoa mais amorosa, fraterna, generosa, compassiva. Isso significa mudança. Não é possível evoluir sem mudar. Mudar olhando paraa frente. Progredir. Progredir. Muito bem. Falei de Jesus, falei de Francisco de Assis, falei de John Hus, falei de Kardec.
Agora é muito rapidamente relembrar outros que se opuseram claramente a um poder que era tóxico, nefasto, que remetia a lideranças que eram ditadores, déspotas, que tentavam fazer do poder político algo que agradasse apenas a si próprio ou a elite em que estava inserido. Lembrando que o papo das nove, quem chegou depois, hoje a gente pegou carona em dois eventos. O primeiro deles, a declaração do presidente Trump nos Estados Unidos defendendo a perda da licença das emissoras de televisão que ousassem criticá-lo. Isso no país onde a primeira emenda da Constituição diz abertamente que a liberdade de expressão é inegociável.
E no Brasil a PEC da bandidagem que dá aos parlamentares, passou pela Câmara, vai pro Senado agora, uma imunidade imoral, não permitindo que uma pessoa, na condição de deputado ou senador, praticando homicídio, estupro, pedofilia, tráfego, de drogas possa ser investigado, julgado e processado e condenado sem a autorização prévia dos próprios pares em votação secreta. Isso é uma escrescência. Então, seguindo em frente, eu vou chegar aqui em Maratmand, cara. Maratma Gandhi. A gente tem que conhecer a vida desses caras para ver como eles se posicionaram em momentos como esse que a gente tá passando agora no Brasil. Os americanos nos Estados Unidos. tem que conhecer a história.
Gandogado formado na Inglaterra foi pra Índia dominada pelos colonizadores ingleses. Ele se notabilizou pelo quê? por conseguir expulsar os ingleses da Índia sem disparar um tiro sequer, inspirado no movimento que teve lugar a partir de um norte-americano mais antigo que Gand chamado Henry to Rot. A gente precisa conhecer a história. O Gand se inspirou em Henry to para fazer o que fez na Índia, expulsando sem violência, ele era a favor do princípio da não violência. Os ingleses fazendo greve, paralisando atividades como a exploração de sal, vários movimentos que os ingleses falaram. O formigueiro indiano não tá mais subserviente aos nossos interesses coloniais. Que que a gente faz agora?
Vamos sair daqui. Estamos perdendo tempo e dinheiro. Henri, gente, a gente tem que pesquisar isso que é legal a história. Eu tenho um livro dele aqui que foi justamente o texto que inspirou Gand a fazer o que fez na Índia. O texto se chama Desobediência Civil. Henri foi preso nos Estados Unidos porque se recusou a pagar impostos. E quem não paga imposto, não sei, hoje naquela época nos Estados Unidos, era preso e ele dizia abertamente: "Eu não posso dar meu dinheiro a título de imposto para um governo que defende a escravidão, para um governo que declarou guerra ao México e roubou do México. as terras originais daquele país.
É bom vocês saberem, aquela área da Califórnia ali, essa área de divisa entre México e Estados Unidos, mais do lado oeste, foi roubada essa terra pelos americanos. E Henri, americano raiz, falou: "Eu não vou dar meu dinheirinho de imposto para um governo que surrupia do país vizinho a terra que não é nossa. Isso é muito interessante. Então, Henry Turrou tá na nossa lista junto com Gand de pessoas que não se calaram, não ficaram na zona de conforto, não ficaram ali, ah, deixa para lá, não tem jeito não. Eles foram e falaram: "Isso tá Eu não posso deixar isso acontecer sem me manifestar". Tantos outros.
Martin Luther King, pastor na época em que os Estados Unidos viveram, ainda viviam um apartide diferente do da África do Sul, mas aquela coisa, tem o ônibus do negro, tem o ônibus do branco, ou dentro do ônibus tem o lugar do negro, lugar do branco, tem o banheiro do negro, banheiro do branco, tem o hotel que o branco pode ir e o hotel que o preto só pode ir naquele. os restaurantes, as áreas públicas, cara, os não faz tanto tempo assim. Não faz tanto tempo assim.
Então, esse racismo explícito institucionalizado levou Martin Luther King a se projetar como um grande líder que não era contra os brancos, ele era a favor dos direitos civis a todos nós, seres humanos, que não deveríamos nos medir pela cor de pele. Ele abriu caminhos, o assassinato dele o transformou num mártir e ele, portanto, é reconhecidamente uma pessoa que ajudou os negros dos Estados Unidos a poderem ter um dia um presidente da República chamado Barack Obama, que foi reeleito inclusive, É linda a história do Depois eu conto que me falhou o nome aqui, mas enfim, muitos além de Martin Luther King fizeram essa Ray Charles, gente, Ray Charles, aquele grande músico, pianista, né? pianista, cantor, enfim, compositor.
Ele foi proibido, né, de entrar na Georgia porque ele não aceitava as regras da segregação racial. E a Jorgia foi um estado segregacionista terrível. E ele compôs aquela mulha George on my mind que ele nunca esqueceu. Depois foi condecorado. É linda a imagem dele sendo recebido na Georgia como alguém que fez a diferença pra saúde cívica e espiritual daquele estado. quando ele superou o estado, né, o ranço que tinha, por quem ousa falar que pretos e brancos ou qualquer cor de pele somos todos iguais.
Eh, eu também queria falar muito rapidamente do Nelson Mandela, porque eu tive na África do Sul com a Cláudia, a gente viajou para lá certa vez, nós fomos na ilha aonde Mandela ficou preso durante 27 anos. Fomos à cela, onde Mandela permaneceu 27 anos. Não era trancafiado o tempo todo ali, mas a cela era muito desconfortável. Na ilha tinha uma pedreira que os detentos tinham que ficar lá batendo todo dia, né? Aquele martelão estilhaçando pedra que era usada na construção civil, no continente. O Nelson Mandela é outro. Ele chegou a pegar em armas antes de ser preso contra o Apartaide.
Apartaide significa a minoria branca determinar o rumo dos acontecimentos sobre a maioria negra da África do Sul durante décadas. Até que surge o movimento contra o Apartaide e Nelson Mandela se transformou no seu maior líder. foi preso, permaneceu 27 anos preso quando saiu da prisão. Ele, diante da pressão política sobre a minoria branca que fazia a regência dos assuntos na África do Sul, eh, teve mais liberdade de opinião sem ser preso.
Por isso houve eleições, ele foi eleito presidente e convidou pra cerimônia de posse dois de seus carcereiros que ficaram acuados dizendo: "Meu Deus do céu, será que a gente vai ser preso na cerimônia de posse depois de tudo que a gente fez esse homem passar na prisão?" Mandela os cumprimentou e disse que eles como Mandela eram sula-africanos vivendo uma nova era de paz. Então, Mandela foi outro que não se calou diante da opressão bárbara, cruel e violenta do apartide na África do Sul. Bom, o que que a gente pode falar sobre espiritismo?
Eu vou pegar aqui primeiro o inspirador, o inspirador ou um dos grandes inspiradores de Pestalose, que foi o professor de Kardec infância e adolescência, como eu já falei aqui. Jean Jaqu Rousse é considerado por muitos o pai da democracia moderna francês que inspirou Pestalose. E Roussea disse certa vez o homem nasce livre rejeitando toda a autoridade apoiada sobre privilégios naturais ou sobre o direito do mais forte. É linda a frase de Rousseau. E como ela é contemporânea, como ela nos diz muito nos dias de hoje, especialmente nessa semana. Vou repetir a frase. O homem nasce livre rejeitando privilégios naturais ou sobre o direito do mais forte. Isso é poderoso demais. pra gente pensar que que tá acontecendo.
Eu vou pegar aqui o meu parceiro, amigo, irmão de fé, César Braga Said, num livro espetacular psicografado por ele, Mulheres, segundo o Espiritismo, pelo espírito Francisca Clotildi, que foi uma pioneira no Ceará do século XIX, contemporânea de Kardec, ela, em favor da emancipação feminina, foi a primeira mulher a lecionar na Escola Normal de Fortaleza, 53 anos como professora. E ela, eu não vou contar toda a história dela, por que que eu tô garimpando aqui uma frase da Francisca Clotilde pela psicografia de César Saíd?
Porque a gente vê na disputa por poder a mulher preterida, a mulher que não é maioria, nem no Senado, nem na Câmara, nem nas Assembleias Legislativas, muito menos nas câmaras dos vereadores. Aqui no estado do Rio de Janeiro tem várias cidades onde não há uma mulher vereadora. e é a maioria da população. É importante quando a gente fala de democracia falar de representatividade. Então o que que diz Francisca Clotilde no capítulo A mulher e a política? Porque o César fez várias vários ouviu a opinião de Francisca Clotild sobre vários temas diferentes. Um deles é a política.
É lindo, eu não vou ler todo, mas diz assim: "Luta, minha filha, reúne forças, recursos, arregimenta pessoas e esclarece o povo. Auxilia o crescimento intelectual dos mais simples, ampliando o seu olhar sobre a cultura para que se vejam como seus construtores e reconstrutores. Caminha ao lado dos famintos, sedentos, desabrigados, desempregados, desorientados, enfermos e desnudos à semelhança do que fez Jesus, o mestre de todos nós. Veja, aqui não tem coloração política partidária. Francisca Clotilde diz com todas as letras mulher e política. Ela tá falando na política, as mulheres, como os homens, precisam se lembrar que quem mais precisa do poder político é quem tá na situação mais difícil.
Simples assim. Quem mais precisa do Estado é quem tem menos, é quem tá em situação mais deplorável do ponto de vista da escolaridade, da saúde, dos meios para se erguer e caminhar com as próprias pernas. alfabetiza adultos, jovens e crianças colaborando para que se tornem cidadãos críticos e aptos a votar com discernimento e responsabilidade. Não pode ter voto de cabresto, não pode ter coersão na hora do voto. Esses caras da Câmara dos Deputados que querem imunidade total e na hora que um coleguinha é preso em flagrante ou é flagrado cometendo algum crime, eles não querem que a justiça siga seu curso.
Eles querem eles aprovarem se vão ou não dar sinal verde para abertura de processo, julgamento e eventual condenação. Voto secreto o que eles querem. Voto secreto, quem tem direito somos nós no dia da eleição, para que o teu patrão não obrigue você a votar em quem ele quer, do contrário, você perde o emprego. Não, o segredo de voto te protege. Para que você que mora numa área dominada por miliciano, traficante, crime organizado, não vire voto de cabresto do bandido. No segredo da urna, você vai votar em quem você quiser. Ainda que você depois, por questão de sobrevivência, diga: "Tá bom, votei em quem você pediu". votou nada.
Você votou de acordo com a tua consciência, porque a inviolabilidade do voto te garantiu isso. Ainda diz Francisca Clotild: "Auxilia os analfabetos políticos a alcançar maior consciência de direitos e deveres, a fim de poderem minimamente colaborar para um país mais decente no tocante ao cumprimento de suas leis, na distribuição de renda, na geração de oportunidades com mais igualdade e na escolarização de todos. foge dos cantos de sereias que políticos hábeis, desonestos e maquiavélicos tentam utilizar para enredar e corromper. É um, olha, o espiritismo, eu vou te contar uma coisa.
A gente sempre volta a falar do livro O Espiritismo e a Política a Nova Sociedade, editado pela FEB, de autoria do meu amigo Aílton Paiva de São Paulo. Eu vou pegar uns trechos aqui que me parecem condizentes com o momento atual. Eh, nesse capítulo ele tá falando, vamos lá, cadê? Pera aí. Nesse capítulo, me parece, é importante a gente relembrar o que tá escrito aqui, porque algumas denominações religiosas cristãs, notadamente neopentecostais, tem projeto de poder e misturam política com religião o tempo todo. O que diz no livro Aton Paiva?
Há religiões que se constituem em instrumentos dos poderosos do mundo para a manipulação das massas, de conformidade com seus interesses pessoais ou dos grupos a que pertencem. A submissão é de suma importância para tais religiões e o maior pecado é a desobediência. Se você não vai na cabeça do sacerdote ou do pastor, se você não vibra na frequência dele, você fica em apuros naquela comunidade religiosa. Esse tipo de religião destaque e insiste na fraqueza e impotência do homem diante de seu criador. Ao mesmo tempo, revela a importância e a necessidade de seres intermediários, os sacerdotes, entre ele e o criador, fundamentando assim toda a força e o poder da classe sacerdotal. a religião como instrumento de poder político.
Esta, então, alegando poder divino, os sacerdotes, poderá manipular a massa como bem entender, a benefício de si própria ou dos poderosos a que geralmente se liga. O posicionamento de submissão cria no homem a dependência total à autoridade, renunciando à sua capacidade de amar e raciocinar. Que que disse o Aíton sobre o posicionamento do espiritismo? A adoração a Deus no conceito espírita tem uma ação política dentro da sociedade ou de forma mais ampla no planeta em que se vive. Para fazer o bem e evitar o mal, é necessário procurar extinguir o orgulho, a inveja, o egoísmo, a vaidade, a prepotência, não só de si mesmo, como também das instituições e dos grupos sociais.
Tal conceito de adoração a Deus leva não só à reforma íntima, ou seja, a autoeducação da pessoa, como a reforma da sociedade em seus padrões de egoísmo e orgulho, em nome dos quais se justificam as desigualdades e as injustiças. Tudo a ver com o que a gente tá falando aqui. A gente tá pensando em outro capítulo que é o a conceituação do progresso na doutrina espírita. Tá aqui, ó. Para o aprimoramento da sociedade, deve-se trabalhar a fim de aumentar o número das pessoas esclarecidas, justas e amorosas, de maneira a que suas ações preponderem sobre a dos maus.
Daí a reforma íntima não ser condição para isolamento, alienação, mas compromisso de união com os outros que tem o mesmo ideal de amor e justiça, agindo deliberadamente e responsavelmente a benefício de todos. Uma sociedade justa se reconhece por seu desenvolvimento moral. O progresso social não se mede apenas pelas invenções da ciência ou pelas comodidades materiais oferecidas em termos de vestuário, habitação, mas pelo desaparecimento dos vícios da exploração do próprio ser humano, do egoísmo e do orgulho. Vou para outro ponto aqui do livro que eu quero destacar para vocês. Espiritismo e liberdade.
Aí tem uma citação feita por Ailton Paiva de um trecho das obras básicas, na verdade aqui, obras póstumas, textos publicados de autoria de Kardec após o desencarne dele. A liberdade pressupõe confiança mútua. Ora, não pode haver confiança entre pessoas dominadas pelo sentimento exclusivista da personalidade, não podendo cada uma satisfazer-se a si própria senão à custa de outro, todas estarão constantemente em guarda umas contra as outras, sempre receosas de perderem o que chamam seus direitos. A dominação constitui a condição mesma da existência de todas, pelo que armarão continuamente ciladas a liberdade e a coartarão quanto puderem. aquela coisa, liberdade de aí você fala dos seus direitos, é o que tá acontecendo agora no Congresso.
Você fala de, eu tenho, eu tenho liberdade de expressão e de opinião. Aí você começa a defender uma de forma um tanto envieszada e torta o que lhe parece ser um direito que você possui, não percebendo que esse direito atropela o direito dos outros ou a decência. Mais à frente é o último trechinho que eu vou destacar aqui que tá na parte ação social espírita. Digamos isso aqui é um trecho também da de obras póstumas aspas para Kardec. Digamos antes de tudo que os bons na Terra não são absolutamente tão raros como se julga, que os maus são numerosos. Infelizmente verdade. O que, porém, faz eles parecerem ainda mais numerosos os maus, é que tem mais audácia.
E sentem que essa audácia lhes é indispensável ao bom êxito. De tal modo, entretanto, compreendem a preponderância do bem, que não podendo praticá-lo, com ele se mais caram. Os bons, ao contrário, não fazem alarde de suas boas qualidades, não se põe em evidência. de ou parecerem tão pouco numerosos. Pesquisai, no entanto, os atos íntimos praticados sem ostentação, e em todas as camadas sociais deparareis com criaturas de natureza boa e leal, em número bastante a vos tranquilizar o coração, de maneira a não desesperdes da humanidade.
Ocorre que há momentos, eu vou complementar aqui sem a pretensão de estar falando algo condizente com o pensamento de Kardec, mas é a minha opinião como espírita que respeita o pensamento de Kardec. Há momentos em que não basta você ter a percepção ou a compreensão de que a maioria das pessoas tem boa índole, bons propósitos, são pessoas de bem. Se aqueles que estão agindo em causa própria, legislando em causa própria, enriquecendo de forma ilícita, posando de bonzinhos e interessados no bem comum, mas se locupletando de recursos que não lhes pertencem, continuam agindo impunemente. Porque se a maioria silenciosa permanece silenciosa, eles continuarão agindo à sombra.
Então, a gente precisa pensar sobre Há momentos da vida em sociedade que aquele ditado popular é pleno de significado. Pleno. Nós precisamos ter a noção do que devemos fazer diante de algo que nos causa como do ponto de vista negativo, perplexidade, indignação, assim, com todo o respeito, petição online, abaixo assinado virtual, isso não muda o mundo não. Ah, André, mas tem alguma pressão? Ah, pode ser, mas não muda o mundo. O que muda o mundo são manifestações muito mais claras e assertivas de indignação. Isso é a história que ensina aí. Kardec, livro dos espíritos. Por que no mundo tão amiúde a influência dos maus sobrepuja dos bons? A resposta.
Por fraqueza destes, os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão. Meus amigos, não sei mais o que dizer a não ser. Pense, reflita e veja se não estaria na hora da gente dar vazão de forma clara e contundente aquilo que nos pareça indigno, desonesto, impróprio, escatológico, no mau sentido do termo, Eu como eu eu estive no comício das diretas já em 1984, era um molecote do colégio de aplicação da UFRJ.
Minha turma foi paraa Candelária, onde 1 milhão de pessoas, 1 milhão de pessoas aglomeradas, eu me lembro da gente lá olhando um pro outro, dizendo assim: "Um espirro de pulga aqui haverá de causar um uma tragédia, porque não tinha para onde correr, literalmente assim, não tô exagerando, aquela massa compacta". E eu me senti muito feliz de, naquele momento da história, me sentir uma célula ativa e saudável, defendendo um corpo ativo e saudável, né? Eu vou encerrar o papo das 9 de hoje falando de Mahatratma Gandhi que eu citei aqui hoje. Seja você a mudança que você deseja pro mundo. Eu acrescentaria, seja você a mudança que você deseja pro seu país. Tudo de bom. Fiquem com Deus.
Ótimo fim de semana. Força, coragem e fé. Isso também passa. Угу.


