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O fim do mundo está próximo? | Papo das 9 #933

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Olá, muito bom dia a todas e todos que estão ligadaços aqui no papo das 9, especial de domingo ao vivaço, direto do meu cafof aqui em Laranjeiras. O papo de domingo, você sabe, a gente escolhe um tema que nos pareça o mais importante, relevante, pertinente, para fazer uma análise um pouco mais cuidadosa, eh, espiritualizada, filosófica. E obviamente acho que vocês vão concordar comigo se tivéssemos que escolher um tema hoje preponderante que tá aí incomodando vocês, provavelmente como incomoda a mim se a gente estiver acompanhando o que tá acontecendo pelo mundo, é a mais nova guerra do planeta a partir de um ataque unilateral de Israel contra o Irã. irã retaliando Israel e essa troca de foguetes, mísseis, ataques com drones, parece, nesse momento que eu tô falando com vocês, ainda fora de controle.

Aquela região do mundo, o Oriente Médio, é considerada pelos analistas internacionais e não é de agora um bail de pólvora. Por quê? Porque ali há antigas disputas e litígios envolvendo não apenas não apenas, mas principalmente as duas nações mais fortemente militarizadas da região, que são justamente Israel e Irã. e o risco daquilo escalar a partir da do posicionamento de outras nações do mundo que tem suas redes de alianças geopolíticas presentes no Oriente Médio.

Então existe, portanto, o risco existe de você transbordar uma disputa armada, que já seria gravíssimo entre Israel e Irã, que é o que tá acontecendo agora, e isso de alguma forma afetar o equilíbrio já bastante frágil, se é que a gente pode falar isso, da geopolítica internacional, descambando para uma guerra mundial. Eu não tô sendo pessimista ou otimista, eu tô sendo realista. E aí, num cenário como esse, lembrando que as guerras outras já estão colocadas aí, principalmente da Rússia contra a Ucrânia, mas não apenas.

Lembrando que nós temos no poder, e essa obviamente é uma opinião minha, mas tá fundamentada em dados e fatos, em nações importantes, muito qualificadas do ponto de vista armamentista. Nós temos as atuais lideranças de Estados Unidos, Rússia e Israel, eu diria pouco afeitas. a construir a agenda da paz, muito, muito predispostas a fomentar guerras e tensões. Portanto, quando a gente fala de Donald Trump, Vladimir Putin e Benjamin Netaniarro, que neste momento estão em posição de poder e realizam, como disse, movimentos constantes de instabilidade internacional, nós temos sim motivos para preocupação.

Aí os apologistas do fim do mundo, do final dos tempos, de uma interpretação, a meu ver, equivocada do apocalipse de João. Ih, chegou o momento. Agora não tem mais jeito. Nós fizemos aqui já um estudo meses atrás sobre esses apologistas do final dos tempos. Hoje minha proposta aqui do Papo das é pegar a carona nessa justa tensão, porque ela é é justificada, que nós aqui também no Brasil, parece um lugar muito distante de lá, mas o mundo é pequeno. Os efeitos de uma guerra por lá se fazem presente também aqui e não apenas na variação do preço internacional do petróleo, que já foi o primeiro reflexo, mas outras questões. O mundo vai acabar? Essa é a pergunta matricial que a gente faz aqui.

Poxa, mas você tá falando de guerra no mundo que já tem artefatos nucleares, guerra no mundo onde os estragos causados por um conflito sem controle são importantes, bem devastadores. Quando a gente fala de artefato nuclear, eu queria aqui lembrar o seguinte. Há um precedente na história da humanidade do uso de bomba atômica contra a população civil. Isso aconteceu em duas cidades do Japão durante a Segunda Guerra Mundial, Hiroshima e Nagasak. Eu visitei Hiroshima. Eu estive lá, eu vi de perto os vestígios de assim assombrosos do derretimento de uma cidade inteira e de aproximadamente 100.000 pessoas, salvo engano meu, num primeiro momento, depois teve os efeitos da radiação.

Eh, é, é algo que você não esquece. Eu fui a Hiroshima. Hiroshim e Nagasak foram tão assombrosos e devastadores que desde então o mundo só fez proliferar armas nucleares, mas nunca mais usou. As armas nucleares funcionam, portanto, como um trunfo para você dizer: "Não mexe comigo porque eu tô aqui com bomba atômica". Há quem diga que o equilíbrio frágil da paz internacional, por exemplo, duas nações que não se bicam, que são índia e Paquistão, as duas têm arma atômica. E as duas, em certa medida, se respeitam porque sabem que quando disparar o primeiro foguetinho com arma nuclear e o outro responder, acabou, babal.

É nesse sentido que há quem defenda a tese de que ter muitas armas nucleares por caminhos tortos funcionaria como um elemento inibidor do ímpeto de uma guerra sem controle. é uma corrente de pensamento. Mas o que eu queria destacar aqui é que houve tanto constrangimento da comunidade internacional e dos Estados Unidos em relação ao uso de armas nucleares sobre população civil, da forma como a gente testemunhou, que criou-se esse impedimento ético e moral. você vai usar armas, são armas que vão matar, que vão causar perdas de infraestrutura, perdas patrimoniais, mas não vai usar armas nucleares. Portanto, isso vinha ocorrendo nos últimos aproximadamente 70 anos. Não é para usar arma nuclear.

Bom, ah, então não vão usar, não sei. Eu tô dizendo que temos um lacre moral assim. Já vimos no que dá isso, não é para usar de novo. Muito bem, esse é um ponto. Aliás, quando eu tive em Hiroshima e a trabalho fazendo matéria, eu entrevistei um americano que tava lá visitando o Museu da Paz. Tem o Museu da Paz com as relíquias, né? e uma chama que fica no museu que só se apagará quando o último artefato nuclear for inutilizado. É bonito isso, simbolicamente. Eu perguntei para esse camarada, eh, quem é você? Ele falou, não, sou professor de história, vim dos Estados Unidos, sou- americano. Eu perguntei para ele, porque foi o país dele que causou aquele desastre monumental.

Eu falei, como é que você se sente aqui? Ele falou: "Olha, para mim como professor de história, é importante ver de perto o que o meu país fez. Em certa medida, o fato de eu ser americano, eu tô aqui também me solidarizando. É como se fosse uma penitência. Eu reconheço o erro que foi cometido e eu tô aqui, eu pessoalmente, reconhecendo que houve um crime de guerra ou um, ele não usou a palavra crime de guerra. que é algo que nunca mais deverá se repetir. Isso não pode acontecer de novo. Ele fez esse tipo de de reflexão. Então, vamos lá. Que que eu vou falar hoje aqui?

Quando a gente sente que o termômetro de um conflito internacional com graves possíveis sequelas tá escalando, quer dizer, o termômetro tá subindo, eu recorro como espírita. Então, já vai aqui um spoiler. Você que é espírita, tudo bem? Você que é simpatizante do Espiritismo, vai se interessar. Você que não conhece e não sabe o que a doutrina dos espíritos tem a dizer sobre fim do mundo, o que significa final dos tempos, você poderá aqui rapidamente pelo menos ficar com a informação do que é a nossa crença. Esse é o livro dos das cinco obras básicas.

A gênese talvez seja a que mais detalha o que seria a transição planetária do ponto de vista de uma mudança de status do planeta e uma mudança de status da humanidade. São dois processos que ocorrem em paralelo, mas se retroalimentam. Eh, a mudança de status do planeta significa sairmos do chamado mundo de provas e expiações, que é uma forma de você categorizar o planeta. Como tudo no universo evolui, o planeta também evolui e vai subindo, vai ascendendo na escala dos mundos. "No reino de meu pai há muitas moradas", disse Jesus. Para nós espíritas, isso tá colocado na diversidade de lares, casas que abrigam humanidades. E essas humanidades têm diferentes níveis evolutivos.

O nosso aqui no condomínio universal de bilhões de lares espalhados por aí, o nosso é o de mundo de provas e inspiações. O planeta ascende, muda a vibração, muda a frequência. Nós que aqui estamos, estamos sendo sacolejados ou vivemos um período de turbulência que é descrito na Gênese como típico dos períodos de transição, em que não é apenas o planeta que muda, a qualidade moral dos habitantes do planeta precisam mudar. O planeta também ascenderá na escala ética e moral do ponto de vista da humanidade que ali está abrigada ou hospedada. Então, o que diz a Gênes? Quem puder leia e pode baixar a Gênese em casa sem precisar comprar o livro. Você acessa na internet.

Os dois últimos capítulos da Gênese são esses que falam abertamente sobre qual é a partir dos estudos de Kardec? [Música] Então, pegando carona muito rapidamente no apocalipse de João, a interpretação ao pé da letra não é a mais adequada para nós. Ela simbolicamente expressa o final de uma era, o final de um período em que a humanidade estava sendo pautada ou estava fortemente inclinada por certos valores e princípios. E isso mudaria o eixo desses valores e princípios. deixaria de ser o que atualmente ainda rege boa parte da humanidade e de suas lideranças e passaria a ter outra direção. Muito bem. Então, o que aparece aqui na Gênes?

Eu vou colocar algumas, apenas alguns, porque é muita página, não vou ler tudo, óbvio. Vamos lá. Eh, o que seria, portanto, esse momento? Capítulo 18, sinais dos tempos. Já não é somente de desenvolver a inteligência, o de que os homens necessitam, mas de elevar o sentimento. E para isso faz-se preciso destruir tudo o que supercite neles o egoísmo e o orgulho. Olha, olha como é que isso é forte, destruir tudo o quecite neles o egoísmo e o orgulho. A gente tá falando de uma repaginação. é um período de demolição de valores e princípios que não nos servem mais, de lideranças, formas de fazer política, formas de pensar economia, formas da gente se comportar enquanto espécie coletivamente, tal o período em que duravante vão entrar e que marcará uma das fases principais da vida da humanidade.

Isso foi escrito no século XIX. Você vai dizendo, André, são quase 200 anos. Cadê aí a transição? A transição não se opera com a velocidade que a gente gostaria no tempo da nossa vida na Terra. Quando você fala 200 anos parecendo que é muito tempo, é um período longo. Do ponto de vista de uma transição planetária, isso não é nada. E essas mudanças já estariam em curso. Então vamos lá. No outro trecho do capítulo 18, sinais dos tempos. Eu tô falando aqui com com base ou inspirado. A gente tá fazendo o papo das 9 hoje. A reboque de um conflito muito muito perigoso entre as duas nações mais fortemente militarizadas no Oriente Médio, que é um barril de pólvora.

Assim, os analistas internacionais costumam se referir àquela parte do mundo. Eu tô falando de Mas uma mudança tão radical como a que se está elaborando não pode se realizar sem comoções. H inevitavelmente luta de ideias. Desse conflito, forçosamente se originarão passageiras perturbações até que o terreno se ache aplanado e restabelecido equilíbrio. É, pois, da luta de ideias que surgirão os graves acontecimentos preditos e não de cataclismos ou catástrofes puramente materiais. Os cataclismos gerais foram consequência do estado da formação da Terra. Hoje não são mais as entranhas do planeta que se agitam, são as da humanidade. Então, estamos falando aqui a luz do Espiritismo.

A Gênese, nos dois últimos capítulos, fala exatamente dessa transição, do sinal dos tempos, que que tá acontecendo e que que tá predito pra humanidade. Um brutal entrechoque de ideias, uma violenta batalha de ideias, de ideias. São posições distintas. é o novo em detrimento do velho. É um conjunto de valores e princípios que remetem de maneira mais, eu diria, sensível ao bem-estar coletivo, ao diálogo, a construção da cultura de paz, a necessidade da solidariedade da gente se perceber enquanto eh ser social. Não pode ter uma nação próspera e outra famélica, destroçada, como a gente vê na proximidade geográfica gritante entre Estados Unidos e Haiti. É uma coisa assim, salta os olhos.

Esse senso comum de que a desigualdade brutal que se verifica hoje no planeta não é tolerável. Essa é uma corrente de ideias. A outra preconiza a manutenção das coisas como elas sempre foram. Portanto, e isso como sempre foram, aí vai o recorte meu. Isso não tá na gênese. Ah, a nós estamos inseridos, mergulhados, imersos na sociedade dos homens. Patriarcal, valores machistas, a guerra dos homens. Não por acaso quem tá envolvido nessa guerra, mandando pro campo de batalha majoritariamente homens, são homens. Vladimir Putin, Benjamin Netaniarro, Donald Trump, fazendo lá os os discursos muito frágeis para quem tem a condição de presidente da maior superpotência do planeta.

Ele não, ao contrário do que prometeu, ele disse: "Primeiro dia de governo, vai acabar a guerra da Rússia com a Ucrânia, vai acabar o conflito no Oriente Médio". Não, não aconteceu assim. Aliás, não aconteceu. Eu não quero nem fazer comentários a respeito dele que ontem fez aniversário. Olha o que que é a sociedade patriarcal com espírito bélico. Ontem foi aniversário de Donald Trump. Que que ele achou por bem fazer? consumiu aproximadamente 50 milhões de dólares do dinheiro de impostos para fazer uma parada militar em Washington, capital dos Estados Unidos. Como costumam fazer grandes ditadores e autocratas por aí com aquele orgulho do macho alfa, né?

Aquela coisa desfilem e rendam homenagens a mim, que sou o comandante em chefe dessa bagaça. Aí vai. Os Estados Unidos não faziam isso há pelo menos 45 anos. Trump no dia do aniversário dele ressuscitou. Olha, a gente não tá atinando pra qualidade, do meu ponto de vista muito baixa, de lideranças importantes do planeta que estão à frente de arsenais monumentais de guerra. É o momento. É passageiro. É passageiro, como diz a Gênese. Agora, enquanto estamos sujeitos a essa ordem política internacional, a turbulência chega e chega forte. Então, vamos lá. O que mais diz a Gênese no que eu destaquei?

Uma coisa que vos parecerá estranhável, mas que, por isso não deixa de ser rigorosa verdade, é que o mundo dos espíritos, mundo que vos rodeia, experimenta o contra-choque de todas as comoções que abalam o mundo dos encarnados. Digo mesmo que aquele toma parte ativa nessas comoções. Nada tem isso de surpreendente para quem sabe que os espíritos fazem corpo com a humanidade, que eles saem dela e a ela tem de voltar. Sendo, pois natural se interessem pelos movimentos que se operam entre os homens. Ficai, portanto, certos de que quando uma revolução social se produz na Terra, abala igualmente o mundo invisível, onde todas as paixões boas e mais se exacerbam como entre vós.

Indisível evescência entra a reinar na coletividade dos espíritos que ainda pertencem ao vosso mundo e que aguardam o momento de a ele volver. O que tá sendo dito aqui pra gente contextualizar, isso tá em obras psicografadas por Chico, ditadas de salvo engano por André Luiz. A população de encarnados é inferior à população de desencarnados. a população de desencarnados na Terra seria de quase o triplo. E essa população de desencarnados, ela também interage ou sofre a influência das ocorrências na Terra. Que que eu tô querendo dizer com isso? Você vai encontrar de tudo no plano espiritual, como encontra de tudo no plano dos encarnados.

Para nós espíritas, desencarnar é apenas não ter mais um corpo físico. Você continua sendo quem você é. com suas ideias, suas inclinações, boas ou más, seu estoque de imperfeições, tá lá. Então, veja, quando a gente fala dessa turbulência de um período de transição, a gente tá falando de uma turbulência que não ocorre só entre encarnados, ela reverbera, ela tem ressonância entre os desencarnados no chamado plano invisível. prossegue aqui no capítulo 18 da Gênese, Sinais dos Tempos, que eu recomendo a leitura dos dois últimos capítulos da Gênese. Para quem tá meio apreensivo com a escalada de guerra no Oriente Médio e possível envolvimento de outros países, será que isso vai dar ruim?

Será que isso vai virar uma nova guerra mundial? Leiam. Eu tô fazendo aqui o destaque do que me parece relevante, das ideias mais bem sintetizadas do espírito desse capítulo paraa gente ter a devida serenidade, a devida tranquilidade de bons observadores de um processo que é passageiro. Prossegue aqui no livro a agitação dos encarnados e desencarnados. se juntam às vezes e frequentemente, já que tudo se conjuga na natureza, as perturbações dos elementos físicos.

Dá-se então durante algum tempo verdadeira confusão geral, mas que passa como um furacão após o qual o seu volta a estar sereno e a humanidade reconstituída sobre novas bases, embuída de novas ideias, começa a percorrer nova etapa de progresso. Alguém já disse, a evolução não é um processo contínuo em linha reta, né? É como se fosse assim, você dá dois passos pra frente, um passo para trás, três passos pra frente, dois passos para trás. A gente vai tendo assim os altos e baixos da humanidade. E a gente precisa ter essa noção, porque às vezes as pessoas se frustram dizendo assim: "Como é que isso tá acontecendo desse jeito? Já era pra gente ter aprendido a lição.

Não é para repetir genocídio, não é para repetir barbárie, não é pra gente votar em pessoas que chegam ao poder com a gente já sabendo das inclinações delas para esse ímpeto autoritário, eu diria, belicista, achando que a banalização dos conflitos é algo normal. Bom, seguindo em frente, eu tô fazendo, peço desculpas, porque eu tô fazendo a minha edição aqui dos dois últimos capítulos da Gênesis, tá? Portanto, o que tá embutida na ideia da transição planetária é como se fosse os momentos derradeiros de um intensivão, de um curso que tá ensinando a gente a se comportar, a realizar as escolhas certas, a ter a noção e a consciência do que nos convém. É como se fosse assim um aprendizado.

É claro que ele é muito duro, é claro que é muito difícil. Não é banal para nós testemunharmos imagens como as que a gente tem visto dos bombardeios ao vivo sobre Teran ou sobre Teliv ou de crianças famélicas ou despedaçadas por bombas em Gaza. Isso tudo é muito difícil, muito doloroso. Em alguns de nós desperta sentimentos de dúvida em relação a Deus. Dentro da perspectiva espírita reencarnacionista, a gente vai ter sempre leituras mais cuidadosas sobre que Deus é esse que permite que aconteça isso ou aquilo, como se fosse a vontade de Deus que as desgraças acontecessem. Não, as desgraças operam pela mão do homem ou da humanidade. E o livre arbítrio é soberano.

Então, a gente arca com as consequências das escolhas que fazemos até um determinado ponto. É disso que fala a gênese. Há um ponto de inflexão, há um ponto de saturação, há um ponto de guinada, né? que a gente vai aqui abordar também. Capítulo 18 da Gênese. Tornada adulta, a humanidade tem novas necessidades, aspirações mais vastas e mais elevadas. Compreende o vazio em que foi embalada. Isso é muito importante. Compreende o vazio em que foi embalada, a insuficiência de suas instituições para lhe dar felicidade. Isso é perfeito. A perda da credibilidade da política tradicional, do sistema político, muito fortemente contaminado dos interesses pequenos e privados.

Sabe aquela coisa assim do eu vou usar a o o poder temporal que tenho aqui para locomupletar o meu projeto pessoal? é uma possível interpretação dessa desconfiança generalizada e não é só no Brasil, em boa parte do mundo. O sistema político não tá respondendo às expectativas de segmentos numerosos das populações. O sistema econômico, por sua vez, também parece defasado em relação às prioridades verdadeiras que deveriam ser contempladas na distribuição dos recursos. Nós não estamos conseguindo transformar as ferramentas ao nosso alcance hoje em instrumentos transformadores de uma realidade hostil que a gente já percebeu que não nos convém.

Então, tá aqui Kardec, a insuficiência de suas instituições para lhe dar felicidade, já não encontra no estado das coisas as satisfações legítimas a que se sente com direito, despoja-se em consequência das faixas infantis e se lança à humanidade impelida por irresistível força para as margens. desconhecidas em busca de novos horizontes menos limitados. Quer ver uma coisa que não tem a ver com guerra, conflito armado, mas tem a ver com isso quando fala despoja-se das faixas infantis e se lança para margens horizontes menos limitados. Quando falou menos limitados, eu me lembrei do tempo de tela, que é outro problema em escala global. a hipnose coletiva causada pelos algoritmos e como nós somos reféns de um tempo cada vez maior de o consumo de tempo e energia na direção daquilo que parece interessante e é porque é é algo que os provedores de conteúdo, as bigtechs, elaboram com muita sofisticação, que é descobrir qual é o seu perfil.

Ah, o André gosta de imagens que ele já fez essa pesquisa de bebês com cachorrinhos. O cachorrinho que fica junto com bebê e os dois ficam interagindo. Pronto. Uma vez que você clica isso, o algoritmo registra e fala: "Já sei o que ele gosta". e vai despejar os melhores vídeos da galáxia que aludem a uma situação que você já manifestou curiosidade ou interesse. Pronto, babal, porque aquilo te apetece, você gosta de ver essas imagens, você fica recorrentemente acessando o que te deslumbra, o que te encanta, o que te faz bem. Só que percebam, tudo em excesso faz mal. Até água fluidificada de centro espírita em excesso, água faz mal. Não bebam muita água. Bebam o suficiente para se hidratar.

Pelo amor de Deus, tudo em excesso faz mal. E quando você se lambuza de tempo de tela, você tá desperdiçando vida, fluido vital, tempo nesse planeta para fazer o que precisa ser feito em seu benefício. Muito bem. Prossegue em a Gênesis, capítulo 28, Kardec.

Kardec, com base nas informações que recebeu da espiritualidade maior e como pedagogo renomado da França consegue redigir uma síntese muito interessante para nós espíritas que acreditamos no cuidado que Kardec teve no sentido de acessar mensagens de médiuns confiáveis que traziam conteúdos convergentes e que sinalizavam ali uma um conjunto de ideias e informações referenciais para quem quer compreender o que é a vida, o que é a morte, o que é Deus, o que é o universo, para onde vamos e de que jeito. Segue a Gênese. É a um desses períodos de transformação, ou se preferirem, de crescimento moral, que hora chega à humanidade? da adolescência chega ao estado viril.

O passado já não pode bastar as suas novas aspirações, as suas novas necessidades. Ela já não pode ser conduzida pelos mesmos métodos, não mais se deixa levar por ilusões, nem fantasmagorias. Sua razão amadurecida reclama alimentos mais substanciosos. É demasiado efêmero o presente. Essa humanidade sente que mais amplo é o seu destino e que a vida corpórea é excessivamente restrita para encerrá-lo inteiramente. Por isso, mergulhe o olhar no passado e no futuro, a fim de descobrir num ou noutro o mistério da sua existência e de adquirir uma consoladora certeza.

Gente, é muito impressionante como essa visão explica a melancolia de muita gente ou a sensação de vazio de muitos jovens, não apenas jovens, mas de muitas pessoas que se sentem descoladas desse tempo. Elas não se identificam com nada do que tá aí. Elas realmente se sentem não não não tem uma sensação de pertencimento. Esse mundo não me atrai. Isso que tá aí não não toca o meu coração. As coisas do jeito que estão não estão boas para mim. Eu não tô me sentindo bem aqui. Vejam como essa sensação é recorrente. Vejam como não por acaso a depressão, o transtorno de humor se transformou em algo epidêmico no mundo. Um dos principais fatores de incapacitação profissional, a depressão.

E isso, se você quiser ir além, o suicídio, reconhecidamente um caso de saúde pública no Brasil e no mundo. Essa dissintonia, essa dificuldade de você se sentir bem num mundo aonde tudo isso tá acontecendo. Só que o que tá colocado aqui, se eu bem entendi o que tá colocado na Gênese e já li aqui os trechos que abordam isso, isso é indicador do período de transição. Já sabemos o que não nos convém, já sabemos o que não nos satisfaz, já entendemos que tem um mundo velho, arcaico, cujas ferramentas não são mais efetivas de transformação da realidade.

E a gente agora tem o desafio, é isso que a gente tem que destacar aqui, de formatar o novo, descobrir novas rotas, novas formas de fazer, elencar novas prioridades, abrir espaço para novas lideranças, construir outros cenários que sejam de maior justiça social. prosperidade, que a esperança faça sentido, que a gente não ache que a única solução pro mundo é massacrar quem pensa diferente de mim, que é a tônica das guerras. As guerras nascem disso. Eu vou oprimir quem vai na direção contrária a mim. Eu vou destruir, massacrar. Isso não tem mais lugar no mundo. Isso não faz mais parte. do que se espera de um mundo de regeneração que está a caminho. Então, tem um calendário evolutivo.

Sabe quando você tem o calendário em casa e vai mudando a folhinha? Você tá dizendo janeiro, fevereiro, março, abril, maio, já virou junho. Não, mas a gente já tá no mês de junho, já tá começando a virar a folhinha de junho. Na natureza tudo tem um tempo certo. Ellastes, Velho Testamento, linda aquela passagem. Eu sempre gosto de lembrar. Tempo de rir, tempo de chorar, tempo de paz, tempo de guerra, tempo de semear, tempo de colher. Tudo na natureza tem o tempo certo de acontecer. E nos períodos de transição planetária, é o tempo da virada, é o tempo da mudança, é o tempo de construir o novo. Essa é a questão que tá colocada aqui no outro trecho do capítulo 18, sinais dos tempos.

Olha que barato, século XIX. Aqui o progresso intelectual realizado até o presente nas mais largas proporções constitui um grande passo e marca uma primeira fase no avanço geral da humanidade. Impotente, porém, ele, o progresso intelectual é para regenerar a Enquanto o orgulho e o egoísmo o dominarem, a humanidade se servirá da sua inteligência, do seu conhecimento, para satisfazer as próprias paixões e aos seus interesses pessoais. Azão porque os aplica em aperfeiçoar os meios de prejudicar os seus semelhantes e de os destruir. Vamos pegar o exemplo aqui. Progresso.

Eh, quando a gente fala de inteligência artificial, eu fiz um programa na Globo News há duas semanas atrás com a nossa equipe, óbvio, trabalho coletivo sobre inteligência artificial. é boa, é boa. Já é usada para melhorar várias rotinas como interpretação de dados de satélite, acelerar a produção de diagnósticos na área da saúde, da medicina. Inteligência artificial tem muitas coisas legais. Agora, inteligência artificial é uma baita armadilha numa civilização que não é evoluída ética e moralmente. Por quê?

Porque essa ferramenta se presta a ludibriar as pessoas, por exemplo, usando imagens que parecem a pessoa, a voz igualzinho, o mesmo timbre, o mesmo jeito de falar da pessoa, só que não é a pessoa. É um exemplo. Ano que vem tem eleição no Brasil, tem muita gente preocupada. Aliás, essa é uma matéria de um jornal hoje que fala exatamente disso, a apreensão no meio político do uso da inteligência artificial para você fazer uma versão turbinada tecnologicamente de fake news, botando um determinado candidato lá que não é ele, mas é igualzinho, com a voz dele, mas não é ele falando, reproduzindo um discurso que não é o dele e que sabota a credibilidade dele. Isso é um uma nos dá uma pálida ideia.

Eu tô dando um exemplo dentre muitos de como o que tá escrito no livro do século XIX diz: "Enquanto o orgulho e o egoísmo dominarem o progresso intelectual, o homem se servirá da sua inteligência e dos seus conhecimentos para satisfazer as suas paixões e os seus interesses pessoais, razão pela qual os apliquem aperfeiçoar os meios de prejudicar seus semelhantes e os destruir. Da mesma forma, a gente vai falar a guerra entre Irã, perdão, eel, que atacou primeiro Irã, já Irã. Você vai ver a tecnologia espetacular para se defender da chuva de míssil ou de bomba. Domo de ferro, que se chama a tecnologia empregada em Israel.

Você consegue, não, não é 100%, mas você consegue antes que o míssil caia, você vai disparar o antídoto, né, para explodir antes. Você vai pensar assim: "Nossa, quantos anos, quantos recursos preciosos de tempo, energia e dinheiro foram usados para isso?" E se você não canaliza recurso para a indústria armamentista e usa esse tutano aqui, esses miolos, para novas vacinas, para novas formas de energia que não agravem o aquecimento global, longe do combustível fóssil, se você descobre tecnologias em favor do coletivo, a gente tem esse potencial. a gente tem que usar do jeito certo. E aí vem aqui no item 19 do capítulo 18 de a Gênese.

Somente o progresso moral pode assegurar aos homens a felicidade na terra, refreando as paixões mais. Somente esse progresso pode fazer que entre os homens reinem a concórdia, a paz e a fraternidade. Seguindo a Gênese. Vamos lá. Aí você vai dizer assim: "Mas a transição planetária com esse povo que tá aí aprontando todas das mais diferentes maneiras, eu fico chocado ou chocada vendo como ainda há tanta guerra, tanta barbárie, tanta covardia, tanta crueldade." OK, vamos lá que diz a Gênese. Grande por certo é ainda o número de retardatários. Ou seja, a Terra tá evoluindo, a humanidade tem que progredir, mas há aqueles remitentes no erro.

Mas que podem eles contra a onda que se alteia se não atirar-lhe algumas pedras? Essa onda é a geração que surge, ao passo que eles se somem com a geração que vai desaparecendo todos os dias a passos largos. Haverá, portanto, uma luta inevitável, mas luta desigual, porque a do passado decrépito a cair em frangalhos contra o futuro juvenil. Será a luta da estagnação contra o progresso, da criatura contra a vontade do criador, uma vez que chegados são os tempos por ele determinados. Seguindo aqui e tem o último capítulo que é a geração nova na Gênese. A Terra, no dizer dos espíritos, não terá de transformar-se por meio de um cataclismo que aniquile de súbito uma geração inteira.

A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas. Tudo se processará exteriormente, como só deve acontecer com a única, mas capital diferença de que uma parte dos espíritos que encarnavam na terra aí não mais tornarão a encarnar. Esse é um ponto crucial, eu diria estratégico da compreensão de como se opera a transição planetária. Somos reencarnacionistas.

Aquelas criaturas como nós, renites no erro, no cometimento de crimes bárbaros, na incompreensão da necessidade de você construir pontes e não muros, a necessidade de você ter a predisposição do diálogo, de não querer asfixiar vozes discordantes, esses não terão mais a condição de reencarnar nesse planeta. Esse é um ponto para mim como espírita crucial no entendimento de como se processa, como se opera essa evolução ética e moral da Aquilo que Jesus falou do joio e do trigo, a separação do joio e do trigo vai por aí. É isso. Em cada criança que nascer, em vez de um espírito atrasado e inclinado ao mal, que antes nela encarnaria, virá um espírito mais adiantado e propenso ao bem.

A gente não tá falando de espírito perfeito, não tá? A gente tá falando da predisposição de fazer o bem. Não é pouca coisa essa mudança. Essa mudança já está em curso. A época atual é de transição. Confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados no ponto intermediário, assistimos a partida de uma e a chegada de outra, já se assinalando cada uma no mundo pelos caracteres que lhe são peculiares. tem ideias e pontos de vista opostos às duas gerações que se sucedem. Pela natureza das disposições morais, porém sobretudo das disposições intuitivas e inatas, torna-se fácil distinguir a qual das duas pertence cada indivíduo.

Cabendo-lhe fundar a era do progresso moral, a nova geração se nova, gente, não é só quem tá nascendo agora, é isso também, mas é quem já tá no mundo com essa visão mais inclinada à construção da cultura de paz, a deposição das armas, ao fortalecimento da diplomacia, a uma agenda de solidariedade ao combate frontal, à desigualdade ade que é tão vechatória, especialmente no Brasil, ao combate sistemático à corrupção, a exigência dos poderosos praticarem a transparência, a não searem com dinheiro que não lhes pertence. Só que isso não acontece por geração espontânea. A gente tem que se posicionar. É disso que o livrinho tá falando. Não é um passe de mágica.

Ah, de repente as coisas começam a acontecer. Não, de repente, se cada um fizer a sua parte, se cada um se embuir do espírito que lhe move, porque você pode saber para você assim, ah, eu sou contra tudo isso que tá aí, eu concordo, tem que ter espaço pro novo, não, a gente tem que fazer diferente. Só que a gente fala, a gente se manifesta nas redes sociais com frases bonitas, mas o que cada um de nós está efetivamente fazendo? Esse é o ponto crucial. E aí segue aqui, ó, tem uma outra parte que é muito clara, que é o capítulo 17. Tendo que reinar na terra o bem, necessário é sejam dela excluídos os espíritos endurecidos no mal e que possam lhe acarretar perturbações.

Deus permitiu que eles aí permanecessem o tempo de que precisavam para se melhorarem. Mas chegado o momento em que pelo progresso moral de seus habitantes, o globo terráqueo tende a ascender na hierarquia dos mundos, interditado será ele como morada a encarnados e desencarnados que não hajam aproveitado os ensinamentos que uns e outros se achavam em condições de aí receber. serão exilados para mundos inferiores, vindo substituí-los espíritos melhores. Essa separação a que Jesus presidirá é que se acha figurada por estas palavras sobre o juízo final. Os bons passarão à minha direita e os maus à minha esquerda. Essa é a visão do espiritismo.

Então, quando você se angustiar vendo o noticiário sobre guerras, sobre o conflito inaugurado anteontem por Israel atacando o Irã e agora eles estão o tempo todo se ameaçando e fazendo anúncios de ataques ainda mais violentos, etc., Quando você se deparar com o eventual pessimismo em relação ao rumo dos acontecimentos, a minha sugestão é a seguinte: lembre-se que isso é passageiro, que nós já estamos embicados na direção de um outro mundo com outros valores e princípios que aqueles espíritos encarnados e desencarnados, remitentes no erro, que se aprasem com conflito, guerra, morte, banho de sangue. Eles não têm mais credenciais para permanecer nesse mundo. É a crença dos espíritas.

É a minha crença. Você pode não concordar, mas saiba que quando você souber um dia assim, alguém fala: "E espíritas? Você já sabe o que a gente pensa sobre isso. Vai passar enquanto não passa, que a gente realize a parte que nos cabe em favor de um mundo diferente. Não é possível construir um mundo diferente com pessoas indiferentes. Esse é o ponto. Vou repetir. A frase não é minha. Eu não vou procurar agora o autor, mas é linda a frase. Então que a gente faça a nossa parte. Se cada um tivesse cuidado de ver naquilo que me diz respeito, o que está ao meu alcance fazer para semear um mundo de paz, de acolhimento, de fraternidade, de respeito pelo outro, seja o outro quem for.

O apaziguamento do espírito belicista que nós trazemos de outras encarnações, que a gente faça a nossa parte, que a gente tá aqui para isso, cara. A gente tá no meio da transição, no lugar certo. Eu acho isso fantástico. A gente tá no lugar que a gente precisa tá, que aqui a gente consegue fazer alguma diferença. Aqui o nosso trabalho tem alguma relevância. Não perca tempo com blá blá blá, com nhem nhem nhem. Vai, faz o teu da melhor maneira que você puder, na certeza de que cada pequeno gesto, cada pequena intervenção que a gente faça em favor de um mundo melhor e mais justo, a gente tá se contrapondo com tudo isso que já deu o que tinha que dar.

Já não deve ter lugar ou espaço no nosso planeta. Obrigado pela atenção. E lembrando, pô, como é que eu vou esquecer? Tô até com uma camisa que combina com a cor do livro, não é? Por acaso eu adoro essa cor tijolo. Hoje tem lançamento na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, Rio Centro, pavilhão azul. A partir das 2 da tarde estarei lá. A arte de seguir em frente, que é um nome que tem tudo a ver com o que a gente falou aqui. Olha, a arte de seguir em frente. 100% dos direitos autorais cedidos pra Escola Espírita Joana de Angeles em Japeri na Baixada Fluminense. Estarei eu hoje no pavilhão azul a partir das 2 horas da tarde no Rio Centro no estande da editora Boa Nova. Paz e bem. Tudo de bom.

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