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Se tanta gente diz amar a natureza, como explicar a crise ambiental? | Papo das 9 #929

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Sexta-feira. Como é que estão as coisas por aí? Aqui no Rio de Janeiro, calor. Amanheceu com sol, tempo tá virando. Tão dizendo que vai chover e fazer frio. Uma massa polar tá chegando. E eu tô aqui numa lombeira que eu tô pegando um trabalho. A semana do meio ambiente. É uma semana muito demandante de um trabalho que eu faço com muito gosto, mas eu já não sou um menino, já não sou um garoto. E aí a fatura vem, mas eu tô aqui, ó, firme e forte, seguindo na utopia, seguindo na força, na coragem, na fé, que a gente vai buscar onde acha que não tem e sempre tem. É impressionante quando a gente por vezes se depara numa situação que nos parece, nos parece limite, né? você fala: "Ih, agora como é que fica?" E a gente procura essa centralidade, esse eixo e vai evocar a força de quem nos protege, no sentido de que a gente, mesmo respeitando os nossos limites, mantém o promo.

A serenidade, que é uma palavra que eu gosto, serenidade, sensatez, lucidez, não embarca na canoa furada dos outros. Cada um com a sua canoa furada. O furo da canoa é assunto de cada um. Então, que a gente faça a nossa travessia da melhor maneira possível, lembrando que nós somos mais resilientes do que a gente imagina, que a gente mobiliza, se quiser, mais recursos do que a gente supõe e que, obviamente, aprenda a respeitar esses limites. Isso é fundamental. Vamos lá. Vamos lá com minutos de sabedoria que Porino tem para hablar para nosotros. Oi.

Então, vamos aqui evocar a presença e a assistência dos amigos invisíveis, que eles estejam por perto, que eles possam nesse momento interceder, ajudando a escolher a mensagem mais apropriada para a nossa reflexão dessa manhã de sexta-feira, 6 de junho, do ano da graça de 2025, no único país do mundo com nome de árvore chamado Brasil. Eita, né? O Líbano tem uma árvore na bandeira, o Canadá tem uma folha na bandeira, mas até onde eu sei, único país com nome de árvore é Brasil. Então vamos lá. Onde vamos abrir? Onde vamos abrir? Abrir aqui. 240. Gente, agora bateu aqui uma uma constatação de que não estamos só os mesmos. Não ponha limites à sua vida.

Olha só, eu tava falando o quê agora a pouco? Caramba. Não ponha limites à sua vida. Procure ouvir as notas harmoniosas e sublimes do canto maravilhoso que se evola da natureza. Viva sorridente e alegre para espantar as preocupações, para aliviar as lutas. Mergulhe sua alma na alma da natureza. Absorva a luz do sol. Goze a suavidade da lua, contemple o esplendor das estrelas. Aspire o perfume das flores. A vida é bela, apesar das dores e dos contratempos. Eu tô muito feliz de ter aberto essa mensagem, pelo menos por duas razões.

Primeiro, a constatação de que o que ela diz, em certa medida, prossegue numa linha espontânea de pensamento do que eu falei antes, da de como a gente se surpreende com a nossa resiliência. Quando a gente se julga numa situação limite e a gente pede, a gente evoca, a gente procura sintonizar numa faixa, numa sintonia que nos leva a descobrir, por vezes, forças que a gente achava não dispor. Então, tá aqui a primeira frase, não ponha limites à sua vida. Claro, isso não deve ser entendido no sentido absoluto. Nós não somos ilimitados. Nós não dispomos de forças ilimitadas. Muito pelo contrário. Agora, nós costumamos ter uma autoimagem muito reducionista daquilo que nós realmente somos.

Nós nos rotulamos, nos enquadramos em uma autoimagem que não corresponde à realidade do que somos. Nós somos mais, nós podemos mais. Então, a primeira frase é: "Não ponha limites à sua vida". E aí depois começa de forma poética a falar sobre como a gente pode se apropriar dos recursos da natureza. A gente tá no dia seguinte, é o Dia Mundial do Meio Ambiente, que foi criado em 1972 em Estocolmo, na Suécia, na primeira conferência internacional da ONU sobre meio ambiente. Já havia há 53 anos atrás um alerta dizendo: "Olha, do jeito que tá indo a coisa, vai dar ruim. Vamos nos reunir e falar de desenvolvimento, mas não a qualquer preço, não de qualquer jeito. 1972. 1972.

Ontem foi o dia do meio ambiente. Aí vem o pastorino. Procure ouvir as notas harmoniosas e sublimes do canto maravilhoso que se evola da natureza e fala do sol e fala da lua, o perfume das flores e encerra dizendo: "A vida é bela apesar das dores e dos contratempos". Bom, mas como é que a gente transforma as dores e contratempos em algo que não seja tão aflitivo, tão angustiante? Pastorino tá dando a dica aqui do que a moderna ciência já descobriu. É importante dizer isso. É outra conexão que eu tô fazendo. Esse livro foi escrito, como eu gosto de dizer, há aproximadamente seis décadas atrás.

Naquele período não se sabia com base científica, já se sabia intuitivamente que a proximidade da natureza nos faz bem. Hoje a ciência diz claramente que nós perecemos, nós nos ressentimos. fisiologicamente, psiquicamente, quando estamos distantes da natureza, quando você tem na sua rotina a circulação, você circula, você se movimenta por lugares, ambientes, endereços, trajetos desprovidos de natureza. E daí, André, e daí que você haverá de se ressentir? é algo que vai impactar de alguma forma o seu psiquismo e o seu metabolismo. A gente precisa do contato da natureza para produzir, eu diria, verve, ânimo, vontade, desejo de prosseguir. É um nutriente pra alma.

É algo que te empurra pra frente e para cima. É disso que estamos falando. Só que hoje a ciência mede isso. Quem é que tem contato com a natureza? Quem é que não tem um grupo de estudo que vai ser monitorado e você vai aferir ou inferir conclusões a partir exatamente da diferença que faz viver próximo ou viver distante de natureza. Eu já falei aqui, a gente já fez reportagem sobre isso. Um hospital grande do Rio Grande do Sul, situado na região metropolitana de Porto Alegre, hospital privado, resolveu rasgar as paredes da UTI para que os pacientes lá internados tivessem a experiência de desfrutar da paisagem do lado de fora do hospital. Em vez de ter aquela paredona, você botar o vidro, tá?

Vai ter um janelão e quem tá deitado lá se convalecendo, coisa e tal, vai ter a interação com o lado de fora onde há uma paisagem. E eles começaram a medir taxa de o tempo de permanência na UTI antes e depois de rasgar o buraco na parede. É impressionante. São dados, não é achismo. São dados. Vocês acham que eu tenho esse jardinzinho aqui atrás que a gente gosta de ter planta? Eu moro em apartamento. Eh, por qual motivo eu me nutro delas? Elas alimentam a minha alma. Eu saio de casa, eu acordo, eu volto para casa. Elas estão no meu radar. Olhar para elas me faz bem. Conversar com elas me faz bem. Regál-las me faz bem.

Ajeitar, tirar da linha do sol mais quente, abrir, fechar a janela pensando nelas. Eu estabeleço uma comunicação com seres vivos do reino vegetal. Isso me faz bem. Isso me dá alento. Isso me dá alento. Não é por acaso. Esse é o terceiro lugar do Papo das nesse apartamento. Em mais de 5 anos. A gente começou na mesa da sala com um Wi-Fi de quinta categoria, com a imagem não muito boa. Depois a gente foi pro meu escritório, ficamos ali um bom tempo. Ali o sinal melhorou, demos uma um upgrade no plano de banda larga para dar conta. Aí eu falei, quer saber? Eu vou é pra sala e vou pra sala pegando uma fonte de energia.

Então, temos aqui o jardim que eu batizei, jardim do Senhor Jesus, com o mestre exposto numa tela pintada mediúnicamente, que me foi presenteada por uma juventude espírita de Camaçari, na Bahia, quando fiz lá um trabalho sobre espiritismo e ecologia. E o médium, antes de eu chegar lá, eles fizeram uma reunião de trabalho para organizar o seminário sobre esse tema e havia um médium que faz a pintura de olhos fechados, lambuzando as mãos com tinta na tela. E eles fizeram uma prece e pediram que a pintura expressasse o sentido daquele trabalho que ele estava organizando e que contaria também com a minha presença falando sobre esse tema. Espiritismo, ecologia.

Missai Jesus Cristo, Jesus de Nazaré, pintado por Velasques. Tá aqui na minha parede, jardim do Senhor Jesus. Estamos aqui, ó. Então, a natureza nos preenche, a natureza nos alimenta. Nós somos parte da natureza, a natureza não nos é estranha. Nós somos feitos de elementos que estão presentes no planeta Terra. Nós somos parte do planeta e isso nos diz muito muito bem, seguindo em frente, eu vou aqui, olha, eu tô muito tocado porque ontem foi o dia mundial do meio ambiente em 5 de junho, e ontem celebrou-se uma data muito triste, exatos 3 anos, 3 anos dos assassinatos de Dom Philips.

Dom Philips e Bruno Pereira, no Vale do Javari, na região norte do Brasil, uma área de tríplice fronteira Brasil, Colômb e Peru, riquíssima em biodiversidade e recursos naturais, dominada por bandidos. Bruno Pereira, indigenista da FUNAI, abandonado pela FUNAI no governo passado, ameaçado de morte, organizou patrulhas entre os indígenas da região que tinham suas áreas invadidas sistematicamente por caçadores, pescadores, madeireiras, garimpeiros. Se o estado não dava cobertura, os indígenas resolveram se mobilizar e o Bruno deu assistência. Bruno estava ameaçado de morte.

Dom Philips, jornalista inglês, apaixonado pelo Brasil e casado com uma brasileira, acompanhando o Bruno para escrever um livro chamado Como salvar Amazônia. Era o projeto editorial de Dom Philips. Eles foram há exatos 3 anos barbaramente assassinados. Eu não vou entrar em detalhes da crueldade imposta pelos assassinos quando eliminaram no plano físico Bruno Pereira e Dom Philips. Aonde eu quero chegar? Eu vou indicar aqui um livro. É um livro que Dom Philips não chegou a concluir. Dom Philips e colaboradores. Como salvar a Amazônia? tá saindo do forno. Eu ganhei de presente uma busca mortal por respostas. Qual é o sentido do livro?

Dom Philips não conseguiu concluir porque ele foi para lá ouvir as pessoas, foi entrevistar as pessoas. É o jornalismo que vai servir de antena da realidade das pessoas e vai reportar isso numa obra. Na apresentação do livro se conta a história dessa obra. Colaboradores, amigos de Dom Philips entenderam que deveriam finalizar o livro. Olha que coisa linda. Eles se dividiram por capítulos com base nos escritos deixados pelo jornalista. Ele tinha um projeto. Eu quero ir naquele local, eu quero falar sobre esse assunto. Então, o que que aparece aqui? Quando Dom morreu, o livro não tinha chegado nem à metade.

Depois de escrever a minuciosa proposta editorial, ele rascunhou a introdução, os primeiros três capítulos e meio, e deixou anotações, transcrições e planos, algumas partes mais bem detalhadas do que outras, para os seis capítulos restantes. Então, o que foi o desafio do livro? Vamos em memória de Dom Philips concluir o projeto dele com base no plano que ele desenhou, respeitando obviamente as singularidades de cada colaborador, jornalista que se embrenhou na MAT para contar essa história e arriscou-se porque certos lugares do Brasil e principalmente da Amazônia, nós temos milícias armadas tomando conta onde o estado não está presente.

Aliás, 3 anos depois da barbárie cometida contra Bruno Pereira e Dom Philips, aquela região do Vale do Javari continua sem a presença forte do estado, uma base robusta operacional da FUNAI ou da Polícia Federal. apenas ontem, 3 anos depois, os o mandante do crime, eh, conhecido como Colômbia, eh, que está preso, mas teve a denúncia do Ministério Público Federal oferecida à justiça para dar celeridade ao julgamento, né? Um atraso esquisito. Mas vamos lá. Os colaboradores foram instruídos a seguir os planos de Dom Philips o mais próximo possível, refazer alguns de seus passos, entrevistar pessoas com quem ele havia conversado e tentar encontrar e avaliar as soluções que ele buscava.

Pedimos que fizessem de cada capítulo um diálogo com Dom Philips por meio de suas anotações e conversas. E aí, no final da apresentação do livro diz: "Procuramos nos manter o mais perto possível do espírito e das intenções de dom. Não resta menor dúvida de que estas páginas estão manchadas de sangue. Os assassinos abriram neste livro uma ferida profunda, grande demais para ser curada com a infusão de solidariedade. Esperamos que o que se perde na clareza de uma única voz seja compensado pela diversidade de perspectivas e estilos. Os escritores podem ter opiniões diferentes, mas estão empenhados em garantir que o trabalho de dom seja concluído e sobreviva por muito tempo depois de sua morte.

Este livro ainda é o livro dele, de Dom, de Bruno e da Amazônia. Espetacular, gente. Isso aqui é um, primeiro é uma demonstração de fidelidade a uma amizade. Amigos que terminaram a obra de um colega bárbaramente assassinado há exatos 3 anos. Segundo, essa é a pergunta que precisa ser feita com cada vez mais ênfase. Como salvar a Amazônia? É óbvio que como salvar a Amazônia pressupõe salvar o povo da Amazônia. oferecer condições dignas de trabalho, infraestrutura adequada. O projeto que está em curso ainda na Amazônia não converge com esse ideal de você gerar emprego e renda, produzir riqueza, prosperidade, sem destruir um bioma que é único no mundo.

É a maior floresta tropical úmida do mundo. E não faz sentido destruir floresta para plantar capim e criagado, que é a lógica absurda. prevalente da Amazônia. A maior parte do desmatamento da Amazônia é para criar gado. Olha que, eu diria, absurdo. Até do ponto de vista econômico, você destrói uma floresta, aí você tem uma média de 1.2, 1.3 cabeça de gado por hectare, é a pior forma de você monetizar, rentabilizar aquela área. Bom, Dom Philips e colaboradores, como salvar a Amazônia, uma busca mortal por respostas. Recomendamos uma obra interessante, uma obra tocante, uma obra que resgata o trabalho de um jornalista reconhecido internacionalmente.

Ele teve um período freelancer, mas ele trabalhou muito pro Guardian, jornalão britânico. Tanto que o desencarne dele de forma violenta 3 anos atrás teve ampla repercussão internacional, porque eh o Bruno um indigenista top no Brasil. Top. Todos os grandes indigenistas do Brasil reportam que Bruno Pereira alcançou aquele Olimpo dos grandes na área do indigenismo. Dos grandes. Casado com outra grande indigenista, Beatriz, dois filhos pequenos para criar. Essa semana ela escreveu um artigo no jornal Globo falando dessa dor da perda que não passou um luto de 3 anos.

Apenas há alguns dias atrás ela conseguiu ir à região aonde o corpo do marido ou os os vestígios dele, do Bruno foram encontrados para fazer ali uma, né, enfim, uma reverência. Então é impressionante, gente. A, a gente tá na semana do meio ambiente e a gente precisa refletir sobre isso. Que quer ser brasileiro, que é um país que tem uma configuração muito especial no planeta. O Brasil é o quinto país em dimensões de área, território em tamanho de território. É uma imensidão, mas é um país mais rico de biodiversidade, de água doce, eh de biomas com espécies endêmicas, né, que só ocorrem no Brasil.

Então, a gente tem uma imensa riqueza que a gente não explora com inteligência, a gente não utiliza, eu não gosto da palavra explora, a gente não usa com inteligência. a gente destrói e isso não é inteligente. Seguindo em frente. Opa, vamos dar aqui agenda. Os próximos dois finais de semana serão intensos de movimento. Espalhe entre os amigos por aí, porque tem livro novo chegando, porque tem duas grandes feiras literárias que estarei presente neste fim de semana e no outro. Estarei presente em quatro eventos distintos nos próximos dois fins de semana.

A partir de amanhã, sábado, estarei em Campos dos Goitacazes, no Norte Fluminense, aonde amanhã, sábado, Bienal do Livro de Campos das, Faltou checar o horário, tá na programação da Bienal do Livro de Campos, salvo engano, é das 5 às 7 da noite. É fácil de ver. Bienal do livro de Campos. Estarei lá fazendo, participando de um debate com o professor Artur Sofiate, que eu conheço, admiro sobre na semana do meio ambiente, que que a gente vai falar? Vamos falar dessa questão. E campus é a unidade produtora de petróleo e gás. A gente vai tá, eu diria, com muitos assuntos interessantes para debater. Domingo, depois de amanhã, estarei também em Campos às 10 da manhã.

Convite aberto a toda a comunidade espírita. Curiosos, interessados, quem não é espírita e quiser chegar lá na escola Jesus Cristo, na rua dos Goitacazes 177, no bairro da Lapa, uma das instituições mais longevas de campos. Então você que tá pelo norte fluminense ou tá no sul do Espírito Santo, é só chegar, falaremos. O tema sugerido por mim foi alerta vermelho no planeta azul. O que nos cabe fazer para proteger a nossa casa planetária? Tem que fazer alguma coisa. não pode deixar só as coisas acontecerem ao sabor da destruição imposta pelos tomadores de decisão do setor público e privado.

Aí no fim de semana seguinte, sem ser esse o outro, sábado estarei no céu de Centro Espírita Leon Den Bento Ribeiro às 10 da manhã, lançando o livro novo, A arte de seguir em frente, que também estará presente em Campos, esqueci de dizer. Tem a Bienal do Celd. Então, o povo que conhece o céu, céude, é aquele, eu gosto de chamar de formigueiro humano. lá pros lados, a Caminha de Marechal, Hermes, Bento Ribeiro, antes Celd 10 da manhã, estaremos lá lançando o livro e no domingo aí sim o lançamento, digamos oficial na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no Rio Centro, domingo, sem ser este o outro, lançando a arte de seguir em frente, que terá 100% dos direitos autorais cedidos pra Escola Espírita Joana de Ângeles em Japeri na Baixada Fluminense.

Escola que eu conheço bem há muito tempo, mantém 400 alunos em regime integral de graça, refeições, aulas uniformes, precisa de ajuda. Vamos lá. Então, no domingo, sem ser esse o outro, 2 às 4 da tarde, programa esse Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no Rio Centro. Estarei no pavilhão azul, no stand da editora Boa Nova. Quem quiser é só chegar, estaremos por lá. Tá dado o recado. Tá dado o recado. Aí Mr. Anderson nos traz as perguntas, as questões levantadas a partir do que nós propusemos na no stories do Instagram ontem. Ontem foi dia mundial do meio ambiente, já falei. Óbvio que a pergunta teria que ter algo a ver com isso. Qual foi a pergunta?

Se tanta gente des amar a natureza, como explicar a crise ambiental? É uma pergunta direta. Você conhece alguém que fala mal da natureza? Ah, a natureza é horrorosa. Ah, a natureza tem que ser destruída. Ah, a gente tem que destruir a natureza porque não tem solução se não for por aí. Eu não conheço ninguém. E aqueles que eu sei que não demonstram apreço, respeito à natureza, dizem gostar da natureza. Então, se tanta gente diz gostar da natureza, por que que a gente experimenta uma crise ambiental e climática desse tamanho? Seis perguntas. selecionadas por Mr. Anderson. Mr. Anderson, depois você me diz porque que às vezes você seleciona cinco, às vezes você seleciona seis. Curiosidade aqui.

Vamos lá. Por que o negacionismo dos atuais políticos com a saúde do meio ambiente? Olha, vamos lá. Primeiro entender que que é negacionismo, é negar algo. O presidente da Colômbia, Petros, na cúpula da Amazônia realizada no ano retrasado em Belém, eu estive presente cobrindo, ele disse que há dois tipos de negacionismo. O negacionismo científico, você nega a ciência, então você toca a vida a revelia do do estado da arte do conhecimento baseado em ciência. O que é uma temeridade? é retroceder à época da Idade Média, quando a igreja ignorava que a Terra gira em torno do Sol, quando a ciência da época já mostrava e a igreja, tu vai preso, tu vai ser torturado se você não disser que tudo do universo gira em torno da Terra.

É retrocesso. Negar ciência é retrocesso. Acho que eu não preciso explicar porquê. E Petros falou de outro negacionismo que seria não de negar a ciência, mas negar a urgência da mudança. A ciência traz um problema, a gente precisa corrigir o rumo. É, mas vamos esperar um pouquinho, vamos deixar passar um tempo agora, não. Vamos tentar resolver isso mais paraa frente. O que vem a calhar para políticos que gostam de adiar pro próximo mandato ou pro mandato do seu sucessor, o abacaxi que tem que ser descascado agora. Então, eu não diria que todo o negacionismo é igual, nem que todos os políticos são negacionistas, mas eu posso dizer o quê?

Na política, os interesses de curtíssimo prazo costumam ser exaltados. Então você diz assim: "A terra tá aquecendo, a Terra já tá 1,5 acima do período pré-revolução industrial, os eventos climáticos extremos estão aí". Aí o cara diz assim: "Mas vem cá, o que eu fizer no tempo do meu mandato, eu consigo ver o resultado do retorno do clima como era antes?" Não, não vai conseguir, mas você vai fazer a sua parte, seu projeto, é um esforço de longo prazo para evitar o agravamento. Basicamente isso. Aí a pessoa diz: "Mas eu sou um grau de areia, não faz diferença.

Você vai atrapalhar minha administração se eu tiver que canalizar recursos para pensar em resolver esse problema naquilo que me compete." Então isso sim me parece muito frequente e comum para governos de direita e de esquerda, quero dizer, e governos extremistas são os piores, porque eles, digamos, dão publicidade ao negacionismo de uma forma absolutamente inconsequente e mentirosa para atender a seus próprios interesses imediatistas. Então, Carlos Alberto, é o desafio do nosso tempo exigir dos governantes que façam aquilo que lhes compete, representando nossos interesses mais importantes, quais sejam, que nós tenhamos saúde, longevidade e prosperidade.

Isso não é possível no mundo que tá sendo destroçado ambientalmente e tem o clima agravando. Silvana Perez, por que é tão difícil se perceber como parte integrada desse sistema que constitui a vida? Olha, Silvana, vamos lá. Algumas pessoas percebem isso intuitivamente, não precisam de escola, não precisam de estudo. Agora, é bem mais fácil que eu tô te dizendo, é demonstrado por pesquisa. Quanto maior o nível de escolaridade, maior a probabilidade de você entender o sistema em que nós estamos inseridos. Isso que você tá falando, essa visão holística integradora, essa totalidade integrada, né?

Alguns vão chamar de efeito borboleta, mas o que eu tô querendo dizer é que tudo que acontece reverbera de alguma forma no todo. Portanto, quando a gente fala dos cuidados que cada um deve ter com o meio ambiente, esses cuidados eles se revelam interessantes, eles reverberam no coletivo. Então, a dificuldade me parece maior, de uma forma geral, não apenas na área ambiental, na área da educação. a gente não tá conseguindo por várias razões, penso eu, se preocupar com uma boa formação da garotada, porque se o papel da educação, eu disse isso no evento do Senac, do Sesc dias atrás na área da educação, se o papel da educação é preparar a garotada para o mundo, dando-lhes competências, habilidades para realizar as melhores escolhas quando se tornarem adultos.

Isso passa pela questão ambiental e climática, porque o mundo está experimentando o que a gente tá testemunhando. Uma crise climática ambiental sem precedente na história da humanidade. Como é que a educação finge que não tá acontecendo? Como é que você menospreza o papel do educador, do pedagogo, de pais ou responsáveis na educação que dá esse amparo? Diz assim: "Filho, filha, o mundo é isso aqui. O mundo é isso aqui." Então, presta atenção para não agravar uma situação que você que vai viver mais do que a gente, pela lei da natureza, os filhos deveriam viver mais do que os pais sempre. Nem sempre é assim, mas a gente se programa assim.

Então que vocês saibam o que a gente sabe e a gente toca o barco. Então a gente precisa, penso eu, a resposta mais simples aqui, porque isso poderia merecer uma reflexão mais ampla. Atentar para a urgência da educação ambiental e climática. Filhos e filhas, netos e netas não podem sair da escola ou da universidade. Analfabetos ambientais. Eles vão perder. O mundo vai perder. Romina Lopes. Crise ou projeto ambiental. Os donos do poder não são burros. Isso é proposital na minha opinião. Olha, Rumina, pode até ser.

Eu até acredito que existam dirigentes políticos que não são negacionistas em relação à crise climática ou a crise ambiental, mas a ganância deles, eu diria a sanha de lucro pessoal deles se sobrepõe à racionalidade dos fatos e eles vão tornando o drama de consciência que existe, porque é um claro drama de consciência. Eu sei que isso tá acontecendo, mas eu vou fingir que não tá. Eu sei que essa questão é relevante, mas eu eu vou tocar o meu barco pro lado de cá que aí eu me dou bem.

Então, de fato, é possível, eu admito, eu acho que o que você tá falando tem coerência, que nem sempre a gente poderá escorar decisões equivocadas pela ignorância, pelo negacionismo com base numa convicção que vem, sabe lá Deus. de que buraco dessa criatura agora tem um custo, né? Porque a história haverá de cobrar dos atuais tomadores de decisão pelas omissões, pela irresponsabilidade deles, porque isso fica marcado no tempo e no espaço. Você nome, você enterra a tua biografia na vala comum dos políticos desprezíveis e execráveis que passaram pelo poder.

Eu só discordo do da expressão, embora eu tenha sentido compreendido o sentido que você deu, os donos do poder, porque eles não são donos do poder. O poder é temporal, o poder lhes foi conferido por um prazo. Quem hoje tá no poder, amanhã não tá. Então eles são os atuais mandatários, mas eles não são os poderosos que dominam aquilo porque eles querem. O poder lhes foi conferido, né? Não é o primeiro artigo da nossa Constituição, salvo engano, o poder emana do povo e em seu nome será constituído. Enfim, então democracia é isso. Votar errado ou votar de forma displicente custa caro. Depois fica difícil você dizer assim: "Ah, eu não sabia que ele ia fazer isso, né?

No mínimo escolheu o menos pior, no mínimo. Vamos lá. Benerito Possamai. Bonito o nome. Benerito Possamai. Quais os mecanismos que temos para enfrentar as gigantes da mineração e do setor químico? Muitos caminhos. Você pode, baseado em fatos, dar publicidade aos fatos nas redes sociais, organizar campanhas, dando visibilidade a aos equívocos equívocos cometidos por esses setores da economia. Você pode se mobilizar e acionar com a sua comunidade.

É melhor uma ação coletiva do que uma ação individual, mas pode ser uma ação individual contra uma empresa que esteja na sua visão baseada em fatos, repito, afrontando a legislação ou direitos constituídos em favor da natureza, das águas, das comunidades. Você pode procurar no meio político, Câmara dos Vereadores, Assembleia Legislativa, Congresso Nacional, os parlamentares da região onde você tá percebendo que é um problema. E creiam no que eu vou dizer, só não me peçam nomes. Existem políticos bons, existem representantes do povo que honram o cargo que ocupam.

Eles podem, municiados de informação relevante, como a que eventualmente você disponha, que mostre que um gigante do setor de mineração ou do setor químico tá pisando na bola, ele pode causar um estrago, ele pode abrir uma CPI, ele pode promover uma audiência pública e convocar o representante dessa empresa a dar explicações. Ele pode ele, deputado ou vereador ou senador unir forças com a comunidade para acionar o Ministério Público. Olha, isso só é possível em democracias, tá? Só para lembrar. Eu tô tão chateado, eu não tenho por não dizer isso. Chateado não, eu tô perplexo.

Tem políticos importantes no Brasil, um deles é um governador de um estado importante como Minas Gerais entrevista Folha de São Paulo. Eu vi o vídeo, o atual governador de Minas Gerais disse que alguns chamam de ditadura militar. Aí os repórteres afiados falam: "O senhor, o senhor não chama de ditadura?" Não, eu tenho dúvida. Eu tenho dúvida, gente, assim, não tem, a gente não pode ter dúvida do significado da palavra ditadura. Quando você tem a interrupção das eleições diretas, a interrupção do trabalho do Supremo Tribunal Federal e a nomeação compulsória de magistrados, reorganizando o papel da justiça. A justiça que não vai julgar livremente. Aqui tem o Estado que manda.

Inexistência de Ministério Público, inexistência de imprensa livre, prisão, tortura e execução de quem seja contra o regime ou se manifeste contra o regime. Isso não é ditadura. Governador de Minas Gerais, pelo amor de Deus. Pelo amor de Deus. Vamos lá. Luana de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, pergunta: "É mais cômodo, mais confortável não se preocupar com o meio ambiente?" Eu acho que não por várias razões. Primeiro, se você está minimamente atenta ao que acontece à sua volta, você pode calar a sua consciência, mas ela costuma ser tão persistente, a consciência em algum momento vai latejar, vai bater.

E essa indiferença nos custa caro do ponto de vista de uma serenidade, uma consciência tranquila. Segundo ponto, você decide. Eu não quero me preocupar com isso, não quero ser feliz, não quero me preocupar com crise ambiental e climática. Aí você vai vivendo num planeta aonde no intervalo de um ano, por exemplo, no seu país, o nosso país, nós vamos ver mais uma seca brutal dos rios amazônicos que só ocorria de 100 em 100 anos, agora é todo ano. Você vai testemunhar mais uma um incêndio devastador que não costumava ocorrer com nessa intensidade e agora virou rotina no Pantanal. Você vai testemunhar o maior desastre da história do Rio Grande do Sul.

A maioria absoluta dos municípios gaúchos sofreu de forma muito impactante e dura um dilúvio fora da série histórica, uma coisa completamente acima da média pro período. E você vai achar que tudo isso não te toca ou não te incomoda. Tem gente que não tá nem aí pro clima, mas ficou chorando na televisão vendo mais de 10.000 animais de estimação abandonados no Rio Grande do Sul, porque a água chegou primeiro do que a capacidade dos donos dos pets recolherem os bichinhos. Eu fui lá ver isso de perto. Então, tem gente que não tá nem aí pro meio ambiente, clima, eu não quero me apoquetar com isso, mas chora na televisão quando vê os animais abandonados, eh, feridos, mortos.

Porque a água subiu rápido. Então, de alguma forma isso vai chegar a você. É melhor você tá preparado ou preparada para lidar com a realidade do que fugir dela. É uma dica. É melhor encarar a realidade do que fugir dela, que a realidade haverá sempre de descobrir um caminho, de aparecer na tua frente. Quanto mais você tiver psicologicamente, emocionalmente, racionalmente, preparada para lidar com a realidade, penso eu, a minha opinião, melhor, fingir que não é um problema, fingir que não tá acontecendo, penso eu, não é a melhor estratégia. Nunca foi por várias razões. Tá bom, Luana. Priscila Farias. André, como você acredita que será a Terra, a mãe natureza no mundo de regeneração?

Olha, é uma pergunta bem interessante que justificou o capítulo que eu escrevi no livro Espiritismo e que é mundo de regeneração para os espíritas? é um mundo mais evoluído ético e moralmente, como a humanidade, segundo Kardec nos capítulos finais da Gênese, uma humanidade com maior boa vontade em relação ao próximo, em relação às virtudes, em relação ao que é moralmente aceitável. Mas o espiritismo não explicita o que será o mundo de regeneração do ponto de vista ambiental, do ponto de vista climático, das condições físicas, químicas, biológicas do ambiente.

Eu entendo a partir da lei de causa efeito, a partir do que seria o livre arbítrio, que é soberano, que o mundo de regeneração será no futuro o que nós hoje determinarmos nas escolhas que fazemos no dia a dia. É a minha convicção, eu posso mudar de ideia. Eu tô há muitos anos por aí conversando, fazendo palestra, escrevendo no meio espírita sobre o que seria um mundo de regeneração no embalo dessa crise ambiental e climática.

A minha percepção é de que se a gente não fizer agora o dever de casa mudando o curso da história, reduzindo drasticamente as emissões de gases e estufa pela queima de petróleo, carvão e gás, agora, agora, reduzindo drasticamente, zerando o desmatamento de florestas primárias virgens. Reconfigurando a sociedade de consumo que compra e joga fora, usa e joga fora. A gente não pode ter plástico descartável de uso único, copinho de café, copinho plástico de água, garrafinha, pratinho, talherzinho, canudinho. Não dá. Não precisamos emporcalhar o planeta com materiais que vão levar mais de 400 anos para desaparecer.

E até desaparecer vai virar uma farofinha invisível, que é um microplástico que já tá entranhado dentro da gente, no líquido aminiótico, na corrente sanguínea, no tecido pulmonar. Leiam, estudem, deiem lá um, faça uma pesquisa na internet, bota lá microplástico, saúde, só isso. Vê o que que vai aparecer. Eu já entrevistei pesquisadores do Brasil e do exterior sobre vem cá, microplástico é um problema ambiental. Aí o pessoal não é um problema de saúde pública porque nós estamos plastificando o organismo. Por isso que eu faço essa defesa do banimento do copinho plástico descartável na casa espírita, especialmente para servir água fluidificada. Eu tô falando isso há tempo.

Para mim não faz sentido. O mundo de regeneração será o que nós hoje determinarmos. A gente tem que desmontar essa bomba relógio. Ela tá lá tic tac, tic tac tic tac. Aí você vai dizer: "André, mas poxa, mas Deus vai deixar que isso aconteça?" Porque tem gente que pergunta isso. Eu entendo. Mas vamos por coerência, porque o espiritismo ele é uma filosofia espiritualista. Ele permite esse pensamento, ele estimula, não permite. Um pensamento lógico, racional. A gente fala de livre arbítrio, livre arbítrio é soberano. Aí você diz: "O suicídio vai contra as leis de Deus, mas o suicídio continua acontecendo por aí." Aí você vai dizer o quê? O livre arbítrio é soberano.

A pessoa, ainda que em perturbação, escolheu aquilo. Haverá consequências? é algo que vai determinar um retardo importante no processo evolutivo. Nós espíritas não acreditamos em penas eternas, mas há um atraso aí, um delay nesse processo de busca da paz, da saúde, da alegria e da felicidade possíveis. Então vamos lá. Se Deus é contra o suicídio, por que que ele continua acontecendo? Porque o livre arbítrio é soberano. Aí você vai perguntar: mundo de regeneração, vai ter crise ambiental e climática? Se o livre arbítrio é soberano?

Se nós continuarmos muito comportadinhos, achando que governantes e responsáveis empresas inidôneas que não se comprometem nem um nem outro com um modelo de desenvolvimento mais ético, limpo e sustentável. E a gente vai dizer: "Ah, eles têm o poder. Ah, eles que sabem, gente. Gente, a gente precisa fazer a nossa parte. É o que eu posso dizer aqui. E quando a gente faz a nossa parte, a gente desperta um gigante. Quando você incomoda pelas razões certas, da forma correta, baseado em evidências. Quem está exposto a essa contestação, nós nos percebemos numa condição excepcionalmente interessante de impedir ou coibir excessos. contar uma história aqui, bateu agora, não sei se alguém intuiu aqui.

Há uns anos atrás, o governador de São Paulo era, se não me engano, o Geraldo Alkmin. Um grupo de ambientalistas ativistas em favor do direito dos animais invadiu um laboratório no interior de São Paulo, retirando de lá cães da raça beagle, coelhos, ratos, acho que tinha até porquinho da Índia, todos eles usados como cobaias em experiências extremamente dolorosas, que o Brasil até então não havia aprovado legislação impedindo a realização de experiências em cobaias desnecessárias para indústria de cosméticos, para produção de remédios. Já existem tecnologias capazes de você substituir cobaia, viva, animaizinhos, por outros gêneros de experiência para testar substâncias.

O que fizeram esses ativistas? Cometeram vários crimes tipificados no Código Penal. Invasão de propriedade, furto de patrimônio que os animais têm dono, depredação do patrimônio porque teve quebrar gaiola, quebrar porta. Que que aconteceu? Esses ativistas, eles ficaram expostos a processos criminais. Alguns deles foram presos. A reação da sociedade brasileira a essa operação foi tão fragorosamente favorável à ação dos criminosos. Eles me representam. Eles foram lá tirar os animais que não precisam mais ser torturados desse jeito. O Brasil precisa atualizar a legislação. Não condenem esses ativistas. Você se lembra qual foi o resultado dessa história? mudar a legislação.

A legislação foi mudada. Como diria minha avó, não se faz omelete sem quebrar os ovos. Então, para cada situação, para cada caso, o que me parece aqui, que que eu tô querendo dizer? Não é rezando para Deus. Não permita o aquecimento global. Não permita o plástico descartável de uso único, poluindo os oceanos, os rios. Não permita a destruição das florestas. Claro que você pode rezar. Eu rezo e peço um monte de coisa. A pergunta é: basta rezar? Basta ir pras redes sociais falar o que você pensa a respeito dos problemas? Não. Algo mais. no sentido de gerar pressão, no sentido de incomodar quem vocês estão chamando aqui de poderosos do setor público ou privado, que muito provavelmente em várias de suas ações estão sendo irresponsáveis e flertando até com o cometimento eventual de certos crimes tipificados como crimes ambientais.

Então a gente tem, olha, é o dever de casa na área da cidadania. E mais uma vez, André, Espiritismo fala disso, fala o Espiritismo fala da importância das instituições. Como é que a gente precisa est ali, digamos, fazendo com que as instituições, que são as estruturas que embas regras de convivência na sociedade, o Espiritismo fala disso, a importância das instituições, a importância da instrução e da educação, a importância da igualdade, a lei da igualdade. Não se combate desigualdade rezando só. O combate à desigualdade é uma premissa fundamental do ponto de vista ético e moral.

A perpetuação da fome, da miséria, da pobreza extrema não se coadunam nem com cristianismo, nem com o espiritismo, que é cristão. Então, tem muita, muita coisa aí para ser feita. Nossa Senhora. A pessoa quer evoluir. Fora da caridade não há salvação. Eu preciso me disponibilizar para o bem. Você reencarna no Brasil ou mora no Brasil, cara, você tá no país certo, porque aqui tem tudo a ser feito. Tudo por ser feito. Precisamos avançar muito. Como é que se explica um país que é celeiro do mundo, produz alimento pro mundo inteiro e tem fome? Só tô s tô pegando um aspecto de uma questão perturbadora do Brasil.

Um lugar que não é não falta dinheiro, falta transparência, prestação de contas e o devido combate à corrupção. Hoje se completam 20 anos do escândalo do mensalão. Agora a gente já tá na era das emendas secretas, né? emenda PX, você não consegue rastrear quem mandou esse dinheiro para aquele lugar, que que foi feito daquele din aquele dinheiro é nosso. Então veja como a sociedade brasileira pode avançar na direção da cobrança por transparência, por punição exemplar aos corruptos. Precisa ter. Os governos precisam ter filtros. Não pode ficar nomeando mulher para Tribunal de Contas.

Tribunal de Contas de Estado e de município não é para você botar parente, para você botar o teu cupincha do teu partido. Isso é uma coisa que ainda acontece no Brasil. É uma coisa inacreditável. Tribunal de Contas é, você tem que ter quadros técnicos que vão passar o pente fino nas contas administrativas do governante de ocasião. O que que faz o governante de ocasião? Vou botar um dos meus lá para não me encher o saco. Isso acontece hoje no Brasil e ninguém presta atenção nisso. Não pode ser assim, não deve ser assim. André, que que a gente faz? A gente denuncia, a gente se mobiliza, a gente exige a mudança. É assim que se joga.

Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mais aprendendo a jogar. A gente precisa jogar pra frente, pra frente que se anda. Então, deixa eu relembrar aqui antes do papo das 9 de hoje chegar ao fim. Quatro encontros nos próximos dois finais de semana. Amanhã e domingo estarei em Campos dos Goitacazes. Amanhã no final da tarde estarei na feira feira não, na Bienal do livro de Campos Norte Fluminense. Domingo 10 da manhã estarei na escola Jesus Cristo, rua dos Goitacases 177, na semana do meio ambiente. Alerta vermelho no planeta azul. É só chegar. Fim de semana que vem, sem ser esse o outro.

Sábado, 10 da manhã, Centro Espírita Leão Deni, Bienal do Livro do Celdivo, na mão, A arte de Seguir em frente. E no domingo, sei se é esse o outro, das 2 às 4 da tarde, Bienal do Estarei lá durante 2 horas. Quem quiser chegar, conversar, selfie, bater eh autógrafo, o que quiser, duas às 4 da tarde, com livrinho novo na mão, a arte de seguir em frente e com muito prazer. É a chance que eu tenho de encontrar as pessoas, de trocar com as pessoas no tempo que for possível. Todos convidados e convidadas, fiquem com Deus, se cuidem. Sigamos em frente sempre, que é o que viemos fazer aqui. Força, coragem e fé. Gratidão. E a gente vai se falando.

Se der certo, eu vou deixar no YouTube gravadinho um papo especial de domingo, pois que no mesmo horário domingo do Papo das Novas, estarei em Campos em movimento. Então a gente se fala, a gente se vê. Valeu,

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