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Tudo começa pelo respeito | Papo das 9 #925

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Todos onde vocês estiverem neste planeta azul, imerso na imensidão infinita do universo, em qualquer lugar da terra com quem você estiver. Se estiver ao vivo, estamos junto. 9 horas em Porto Horário de Brasília. Se for assistir depois gravado no meu canal no YouTube, igualmente, seja muito bem-vinda ou bem-vindo. Tá começando mais um papo das ao vivaço, direto do meu cafof em Laranjeiras. muitos temas instigantes importantes hoje pra gente debater em favor da nossa cidadania, da nossa resiliência psíquica, emocional, em favor de posicionamentos que a gente precisa ter na vida e de resguardos que a gente também precisa calibrar bem na nossa existência efêmera, mas fundamental neste plano material, neste cadinho do universo.

Vamos nessa. Vamos começar por onde? Roda vinheta. Menor de sabedoria. aonde vamos abrir nesse dia que vem no embalo. Já vou fazer aqui um, né, um teaser, um spoiler do que virá depois, em que a gente vai falar muito sobre a importância do respeito com quem pensa diferente. Você não precisa concordar, mas você teria, penso eu, que ter o cuidado de não ofender quem pensa diferente, principalmente em se tratando de uma mulher, em sendo você homem e com a cautela moral protocolar que se espera de que ocupa um cargo público.

Acho que você entendeu onde eu quero chegar, mas por hora vamos ficar aqui de forma muito aberta e plural, pedindo ajuda aos amigos invisíveis, que eles possam estar por perto, atendendo ao nosso chamado, para que a gente possa abrir numa mensagem que diga respeito a alguma demanda, algum alguma questão que a espiritualidade maior observa no grupo que se reúne virtualmente aqui. e nos atenda, que seja algo que faça sentido para nós aqui nesse momento. Então, que eu seja um instrumento maleável, uma ferramenta útil, um meio adequado para esse propósito. Vamos lá.Onde abrimos? Onde abrimos? 249. Não seja cruel. Aprenda a ter compaixão daqueles que estão em pior situação que você.

Lembre-se daquela máxima do maior dos filósofos. Felizes os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia. Seja compassivo com os que erram, porque você não sabe quando poderá cometer erro semelhante e gostará que o compreendam e lhe relevem. Releve também e seja misericordioso com quem erra. Eu estaria faltando com a verdade se dissesse para vocês outra coisa que não o que eu vou dizer agora. A primeira frase da mensagem dizendo: "Não seja cruel", me remete ao episódio lamentável que teve lugar ontem no no Senado Federal, na Comissão de Infraestrutura, quando tivemos uma mulher com 60 anos, com corpo franzino, que vem a ser uma gigante. na defesa do meio ambiente e do clima no Brasil, exerce o Ministério do Meio Ambiente, está à frente do Ministério pela segunda vez, eh, e que foi profundamente desrespeitada na condição de convidada a responder a perguntas dos senadores da República sobre o tema que deveria ser criação de unidades de conservação no norte do país, mais precisamente na área da margem equatorial.

Mariana Silva foi bombardeada com gestos explícitos de desrespeito, deselegância, ofensas, por parte dos senadores Marcos Rogério, que presidia a sessão, Plíniio Valério e Omar Azis, Plío Valério, que meses atrás, esse ano, havia dito que ouvi vir Marina por 6 ou 7 horas dava vontade de esganá-la e que ontem disse que não respeita a ministra, respeita a mulher. A ministra disse: "Eu sou as duas coisas e vim aqui não por ser mulher, vim aqui por ser ministra. Se você não me respeita, eu não tenho o que fazer aqui. Se levantou e foi embora". Então, só pra gente deixar claro, a mensagem diz: "Não seja cruel".

Porque quando a gente quando a gente, principalmente no exercício de uma função que lhe afere algum poder, pai ou mãe em relação ao filho, professor ou professora em relação ao aluno, um militar de uma patente maior em relação ao subordinado, o chefe de uma repartição pública em relação aos seus funcionários. Em qualquer circunstância da vida, onde haja uma relação de poder, não apenas nessas circunstâncias, mas essas, claramente há quem exerça o poder de forma cruel, afrontando direitos, desrespeitando o outro, se colocando num pedestal e dizendo: "Eu vou dizer o que é e o que não é. Você, se não concorda comigo, tá contra mim".

Então eu me lembrei, me perdoem, isso me marcou muito o que houve ontem. Eu fiquei muito indignado com o que houve ontem. Não seja cruel significa você não precisa concordar com a pessoa. Você pode até debater com a pessoa. Esse debate pode até se dar num tom um pouco mais acalorado. Por vezes acontece. Isso faz parte. A questão é o desrespeito. A questão é você afrontar o outro. gratuitamente, porque você pode divergir totalmente do outro, mas colocar a divergência de uma forma educada.

Quando você levanta a voz, começa a bradar em alto e bom som, palavras duras, eh, e não dialoga, não ouve, não troca com a pessoa que tá ali, penso eu, há aí um gesto que resvala na crueldade, se não for mesmo crueldade. Foi o que eu me lembrei, eh, para quem não tá sabendo, porque é difícil imaginar que alguém nessa altura do campeonato não esteja sabendo o que houve ontem durante a visita como convidada da comissão de infraestrutura do Senado. Marina Silva se depara com, eu diria, uma trinca de senadores, todos da região norte. E quem tava presidindo a sessão, Marcos Rogério, chegou a dizer: "Ponha-se no seu lugar. que é uma frase que para nós homens soa despretenciosa.

Qualquer mulher minimamente antenada com o machismo estrutural, com os valores da sociedade patriarcal, sabe que quando um homem diz para uma mulher, "Ponha-se no seu lugar", tá colocando aí, enfatizando que esse lugar não é igual ao dele, homem. Põha-se no seu lugar. Quando o homem diz isso para uma mulher, tá fazendo, ó, isso daqui. Então, foi muito feio, né? Foi, eu diria, abominável. E pior do que isso é você ter uma um conselho de ética, tanto na Câmara quanto no Senado, que faz vista grossa para esse tipo de grosseria, esse tipo de ofensa. Repito, não precisa concordar com quem tá lá.

Você pode discordar e pode debater em tom eventualmente um pouco mais a colorado, mas ouve o que outro tá dizendo, depois fala, respeita a vez do outro, não fica cortando o microfone o tempo todo e não fica dando exposição explícita, penso eu, de misogenia, racismo e aversão à proteção do meio ambiente, como se deu. Foi uma coisa muito, muito feia, muito, muito feia. A repercussão ela é proporcional ao nível de, eu diria, me falta a palavra exata, educação, respeito, tolerância mínima com quem pensa diferente. Era um paredão. Era um paredão.

Então, com todo respeito, quando eu abro a mensagem número 249, que diz: "Não seja cruel", eu tô me lembrando de uma postura nada democrática, nada republicana e que não deveria estar presente no Senado da República. O Senado sempre se distinguiu por ser um ambiente do legislativo, onde há mais cordialidade, mais respeito, mais eh sinergia com o que se espera de alguém que ocupa um cargo público tão importante. é o rito processual, é aquilo que se espera de um representante do povo nessa é o Olimpo do Legislativo. O ponto mais alto que se pode alcançar no legislativo é o Senado. E a representatividade da gente tá péssima, péssima.

Portanto, presta atenção em quem você vai votar no que vem, porque tem eleição pro Senado. Veja se o senador que ou a senadora que você vai colocar lá é alguém desse nível, desse nível num país que a maioria de mulheres, né? Interessante como mulher, por vezes tem dificuldade em votar em mulher. Boas candidatas, não é qualquer mulher. É interessante isso, né? a gente fala do machismo estrutural, por vezes existem mulheres, mães que educam seus filhos, reproduzindo posturas, comportamentos, ideias machistas. Existem mulheres que se dobram a cultura do patriarcado. Isso é muito, muito complicado. Existem homens que acham que esse debate a mulher que vai buscar os seus direitos.

Eu não tenho nada a ver com isso, não. A luta pela igualdade de oportunidades, de direitos, é uma luta quando você fala de gênero que deveria alcançar o homem. Eu tô completamente dentro, completamente dentro dessa luta. Eu apoio essa luta e não apenas em relação aos direitos da mulher, mas da comunidade gay, da comunidade LGBT, que a mais. Eu defendo o direito da pessoa ser o que ela é, sem patrulhamento externo, sem outras pessoas meterem o bedelho. Cuida da tua vida. Cada um cuida da sua. A sexualidade de cada um é assunto de cada um. Ponto. Ah, mas eu jamais faria isso. OK, faz o que você quiser. Deixa o outro fazer então o que ele apraz no exercício do que se é.

Não faltando com respeito em relação aos outros, não desrespeitando o código penal, vamos dizer assim. Você é cidadão ou cidadã que merece o mesmo respeito, o que para mim é muito simples, para outras pessoas talvez não seja. Agora, quando isso resvala na crueldade, na violência, no desrespeito, o desrespeito é a base do ódio, da intolerância e do preconceito. Por isso, eu já vou recomendando aqui um livro que eu já falei dele no papo das. Não é um livro novo, mas é um livro que me chamou muito atenção quando foi lançado pelo meu parceiro e amigo César Braga Saí, educador, pedagogo, palestrante, espírita, escritor, diretor da escola espírita Joana deângeles em Japeri, médium.

Ele escreveu um livro, ou melhor, emprestou a mão para o espírito Francisca Clotilde. Mulheres segundo o Espiritismo. Eu já falei desse livro aqui, é muito bem bolado o livro. Primeiro, deixa eu falar aqui a Francisca Clotilde, cearense do século XIX, desencarnou no início do século XX, educadora, poetiza, romancista, jornalista no Ceará. participou ativamente da campanha abolicionista do século XIX, defensora naquela época da emancipação feminina. Impressionante. A mulher não votava, a mulher era bibelô de homem. Nas famílias as mulheres cresciam pro pai arranjar casamento. Não tinha amor, você vai casar com fulano. Em muitos lares era assim. foi a primeira mulher a lecionar na Escola Normal de Fortaleza, aprovada por concurso público.

Foi nomeada professora, portanto, primeira professora em 1884, aos 22 anos, por 53 anos, foi professora. É algo fabuloso. Depois de desencarnada, ditou ao médium Francisco Cândido Xavier Poesias e dois livros em linguagem poética. Os livros são Natal de Sabina, o outro Tintino, o espetáculo continua. Olha os capítulos que falam por si. Eu adoro nominar os capítulos que eles dão o rumo da prosa. Todos os capítulos, Francisca Clotilde, pela mediunidade do César Saí aborda diferentes espaços da mulher na sociedade nos dias de hoje. A mulher, a família e o casamento. Mulher e maternidade, profissão, mulher em seu corpo.

Todo capítulo começa a mulher e a mulher e a mulher em reencarnação, sexualidade, religião, feminismo, redes sociais, violência, liberdade, o cansaço doméstico, a política. Deixa eu ver aqui a política que que ela diz, já que esse assunto tá relacionado capítulo, eu não vou ler tudo. Primeiro, é óbvio que ela não só apoia, mas endossa a necessidade da mulher ter participação política. Aí diz assim: "Luta, minha filha, reúne forças, recursos, arregimenta pessoas e esclarece o povo. Auxilia o crescimento intelectual dos mais simples, ampliando o seu olhar sobre a cultura para que se vejam como seus construtores e reconstrutores.

Caminha ao lado dos famintos, sedentos, desabrigados, desempregados, desorientados, enfermos e desnudos à semelhança do que fez Jesus. alfabetiza adultos, jovens e crianças colaborando para que se tornem cidadãos críticos, aptos a votar com discernimento e responsabilidade. Foge dos cantos de sereias que políticos hábeis, desonestos e maquiavélicos tentam utilizar para enredar e corromper várias recomendações para a mulher na política. Lindo, lindo, lindo. Parabéns, César. Não é a primeira vez que eu falo de mulher em segundo espiritismo hoje, porque nós somos no Brasil um país majoritariamente habitado por mulheres e as mulheres estão ausentes de cargos importantes de poder.

A maior parte do ministério do atual presidente e do presidente anterior e do presidente anterior e da única presidente e mulher Brasil. Nunca houve um ministério ocupado no mínimo com o mesmo número de homens e mulheres. Nunca. Igual nunca. Sempre homens predominando. Supremo Tribunal Federal hoje como é que tá? Só tem uma mulher juíza do Supremo. Uma Carmen Lúcia. Só sobrou uma e ela tá saindo. Congresso Brasileiro, Câmara dos Deputados, a maioria homem. Senado Federal, a maioria homem. Homem. Então, a gente tá vendo nos três poderes da República a predominância do homem.

E aí o que houve ontem com Marina Silva na comissão de infraestrutura do Senado para mim foi um espetáculo de misogenia, racismo e aversão a meio ambiente. É muito importante a gente ter a leitura correta do que houve. Homens que se sentem moralmente ofendidos quando uma mulher em posição de poder discorda deles. Pelo amor de Deus, é importante. Você, repito, você pode não concordar com o que diz a senadora, ex-senadora, atual ministra do meio ambiente, convidada para falar na comissão de infraestrutura. Você pode questionar, você pode dizer: "Não concordo com a senhora". É do jogo. Esse não é o ponto. O ponto é como se faz isso.

Faltaram com respeito, como uma mulher que tem história, biografia, reconhecimento internacional. Foi eleita pela revista Time, já foi eleita uma das 100 pessoas mais influentes do planeta. Vocês não sabem o que é Marina Silva em viagem internacional, aonde ela vai? É impressionante. Pesquisem, vejam o que é uma reputação que tentaram desconstruir da forma mais cruel, vil, violenta, desrespeitosa. Mulheres segundo o espiritismo. César Braga Saí pelo espírito Francisca Clotilde. Francisco, onde você tiver, parabéns pelo seu trabalho, tá bom? Sugestão hoje pra gente refletir e pensar. Eu presto atenção aqui quem me segue ou quem acompanha o papo das salvo engano, a maioria de mulheres.

Então o recado é para vocês. Agora os homens que tiverem aí, por favor, vale para nós homens, nosso sindicato, mas o recado é para as mulheres. Nós precisamos acelerar o passo na direção da promoção dos direitos assegurados pela Constituição brasileira e para quem é espírita no capítulo das leis morais que fala da lei da igualdade é do século XIX. Então a gente, o que não falta aqui é argumento pro papo que eu vou ter rapidinho com vocês. Igualdade não é concedida, igualdade é conquistada. Então o movimento precisa ter lugar na direção da igualdade. Não normizar a violência imposta pelo homem.

Ponha-se no seu lugar, como disse ontem o senador Marcos Rogério, que coisa feia, cortando o microfone da ministra Marina. O que a gente ouviu depois na televisão, nas redes sociais da voz da Marina, era o microfone dele que capturava, ele cortava o microfone. Ponha-se no seu lugar. Que que é isso? Então, quando alguém falar para você, ponha-se no seu lugar, atenda o pedido, coloque-se no seu lugar, que é no nível de quem falou isso. É no nível de quem falou isso, não é abaixo, é no nível, porque a conquista não é dado. As mulheres não podem ficar só, penso eu, uma opinião, me perdoem, eu tô sendo franco aqui, rezando.

Deus protege as mulheres que são massacradas, ofendidas, alvos de feminicídio, são esbofeteadas, são estupradas, são desrespeitadas, ridicularizadas, vandalizadas. Você pode pedir a Deus tudo isso, eu peço. Mas a gente não pode ficar nisso. A gente tem que fazer a nossa parte. Mesmo quem não é mulher, a gente precisa fazer a diferença em favor de um mundo melhor e mais justo. Esse mundo melhor e mais justo não é um mundo onde o homem tem a palavra final, vale a mais do que a mulher e tem a voz de comando sobre a mulher. É interessante, as pessoas às vezes são educadas num lar, onde tudo isso que eu tô falando já tá colocado desde cedo.

Aí olha pra gente aqui e fala assim: "Pô, André, você tem que dizer isso em pleno século XX, cara, as pessoas já compreenderam. Compreenderam? Não. O jornalismo é abençoado porque a gente toda hora sai da bolha da gente para ver o que que é o mundo real nos grotões, no Brasil profundo e mesmo na periferia ou nos lugares mais nobres das cidades. a gente vai ver diferentes gêneros de violência cometidas por homens em relação às mulheres, não reconhecendo o lugar que a mulher tem, precisa ter na sociedade. Isso é muito sério. O que houve ontem no Congresso Nacional, penso eu, não aconteceria se fosse um ministro homem. Não aconteceria se fosse ponha-se no seu lugar.

Marcos Jogério não diria isso pro ministro do meio ambiente homem. Outro Lapí Valério, que eu preciso falar o nome deles, que disse esse ano passar seis ou 7 horas ao lado da ministra Mariana Silva dá vontade de desganar ela. Esse homem falou isso, não foi admoestado pelo Conselho de Ética do Senado. Ontem esse Plío Valério do Amazonas, senador, disse: "Eu não respeito a ministra, eu respeito a mulher". Foi a deixa pra ministra falar, eu não posso vir na condição de convidada numa comissão em que parlamentar não me respeita. Que que eu tô fazendo aqui? Eu respeito o senhor. O senhor tem que me respeitar. Se o senhor não me respeita, eu não tenho o que fazer aqui. Foi o que ela fez.

Bom, só para lembrar assim, eu conheço a Marina Silva quase 30 anos. Meu primeiro livro foi esse aqui. Ele tá fora de catálogo, tá? Já vendeu, já foi. Toda a renda foi pro Instituto Socioambiental. Eu convidei 20 autores, eu era o 21º e coordenador editorial para discorrer sobre diversos temas associados a meio ambiente. Então tem meio ambiente e energia, meio ambiente e cidade, meio ambiente e poder executivo, meio ambiente e poder legislativo, poder judiciário. Então, convidei para participar dessa obra o José Goldenberg, grande físico da USP, o Sérgio Bsema Viana que foi presidente do IBG hoje da frente do Jad Botânico, meu mestre do jornalismo ambiental Washington Novais, o Dr.

Frit of Capra, físico austríaco para fazer o capítulo sobre educação, Fernando Gabeira, Fábio Feld, Alfredo Cirquis, Carlos M. Chamei. Ó, explica aí. Quem topou em 2003, já tem 22 anos fazer o prefácio. Eu convidei ministra, porque ela era ministra do primeiro governo. Lula ministra, topa prefácio Marina Silva. Eu conheço há muito tempo. Eu fiquei muito triste com essa forma com que ela foi destratada assintosamente. Eu eu devo vou confidenciar vocês aqui. Vou confidenciar vocês. Eh, não é apenas a Marina Silva. Eu tenho acesso a diferentes autoridades em diferentes governos, porque no jornalismo você tem que ter fonte.

Eu nunca vi, mesmo numa conversa reservada, aonde há o a proteção do sigilo. Marina Silva, vocês precisam acreditar no que eu tô falando, porque é a expressão da verdade mais genuína. Nunca falou mal de ninguém, mesmo daqueles que a sacaneiam, desculpa a expressão chula, explicitamente a sabotam. Eu nunca vi na minha, olha, eu tenho, eu tô dizendo aqui há pelo menos 30 anos, ela como asendo lá no Acre, como deputada, senadora, depois ministra, né? Eu nunca vi ela falar mal de ninguém. Ela pode ficar indignada, falar assim: "Pois é, isso não deveria ter acontecido assim, acho que foi um erro".

Mas, eu nunca vi ela falar qualquer adjetivo de baixo calão, qualquer palavra mais chula para descrever alguém que merecesse eventualmente alguma numa conversa reservada, uma abordagem mais eh apimentada. Não, como se sabe, Mariana Silva é cristã, é evangélica, ela tem uma ética pessoal muito clara, assim, ela se posiciona com muita clareza em relação ao que é e o que não é. Isso eu devo fazer, isso eu não posso fazer. Tô dando um testemunho, tá bom? Repito, o que não significa que ela seja imune à crítica, o que não significa que não ninguém possa criticá-la neste ou naquele aspecto. Esse não é o ponto. Eu não tô discutindo aqui se ela deve ou não ser apoiada.

Você pode não concordar com o que ela diz ou que ela faz. Tudo bem. Esse não é o ponto. O ponto é uma forma com que você, enquanto crítico, representando o seu eleitorado no Senado da República, se posiciona. Esse é o ponto. Faltaram com respeito. Foi deselegante, foi feio. Foi, como diz a mensagem 249, cruel. Foi cruel, desnecessariamente cruel na minha opinião. E Mr. Anderson, esqueci aqui o tablet, minutinho. O tablet ui, que permite que eu acesse as mensagens de vocês. Vamos lá. Tablet em mãos. Vamos agora receber, vamos receber. Quem é o o apresentador de programa de auditório que falava isso? Vamos receber.

Ontem nós colocamos no stories do Instagram a pergunta: "Onde você guarda a sua indignação?" Que tal colocamos isso no stories. Veio uma avalanche de perguntas, todas elas interessantíssimas e também de reflexões que eu leio. Acompanho. Vamos lá. Mr. Anderson selecionou aqui cinco questões levantadas por vocês. A primeira delas vem de Edina Vieira. Ela coloca assim: "Guardo a minha indignação comigo mesma, por isso estou fazendo o tratamento psiquiátrico". Eu achei interessante ela fazer essa essa questão formular dessa maneira. Não diria que você tá fazendo tratamento psiquiátrico por guardar consigo a sua indignação. Eu eu não teria essa opinião.

O que cada um faz com a sua indignação é assunto de cada um. Por vezes é melhor pelas razões que forem. E cada indignação tem uma causa, um motivo, uma circunstância. Não dá para generalizar. Penso que a indignação eventualmente deve ser eh guardada de uma forma sábia, consciente dentro. A sua indignação tá ali, mas as circunstâncias talvez não sejam favoráveis de você manifestá-la como gostaria ou desejaria. Pode acontecer isso? Pode eventualmente, sim. Agora, quando a gente percebe que precisa dar expansividade à nossa indignação, sendo a nossa indignação claramente bem fundamentada, embasada, sendo a nossa indignação algo que tá bem elaborado.

Sei porque eu tô indignado e isto me deixa muito predisposto a publicamente manifestar que eu não estou aceitando essa situação, estou indignado ou indignada. Isso também por vezes precisa ter lugar até por uma questão, e aí eu vou fazer a ponte também com sanidade, né? com a questão da nossa saúde mental, de você não se boicotar, de você não se sabotar, é uma questão de posicionamento. Aquilo tá aqui, ó, e você tá precisando expor, sem agredir, sem faltar com respeito, mas dando o recado. Portanto, entenda o que eu quero dizer. A gente não vai generalizar aqui que toda pessoa indignada deve dar expansividade, publicidade ao motivo pelo qual está indignado.

Tem hora, tem lugar e tem o jeito certo. Ou até segunda ordem. Vou guardar comigo isso daqui. Tá sem som. Oi. Aonde, Naddia? Instagram. Instagram sem som. Agora voltou o som. Dona Nadia é minha assistente para assuntos aleatórios. Voltou o som, Naddia? Deixa eu ver. Alô. Instagram ficou sem som porque eu ligaram para mim, eu apertei não, não fala, hein. Som tá indo aí, Nadia? Não, as pessoas estão comentando aqui. As pessoas estão comentando que não tem som. Mr. Anderson, me diga o que fazer que tá sem som no Instagram. Ah, já sei, já sei. Opa. Ah, eu desativei esse troço. Pera aí. Todo mundo aqui falando. Todo mundo aqui falando. Falando que tá todo mundo falando.

Como é que eu boto o som nessa bagaça? Ah, tá aqui. Pera aí. Opa, foi agora. Foi? Não, não, não foi. Pera aí. Foi agora. Alô. Sumiu o microfone com o negocinho. Acho que foi. Voltou o som aí, gente. Alô, Instagram. Diz aí. Sem som ainda? Não voltou não. Não voltou. Não voltou. Que loucura. Eu tô clicando em cima, Mr. Anderson, o seguinte, tem o sinalzinho do sino e o traço. Tá sem som mesmo. Vou pegar aqui na frente de vocês, ó. Pera aí. Vamos ver aqui que que eu faço. Como é que eu ligo novamente isso aqui? Pera aí. Alô. Não, não é aqui. Pausado não. Não quero pausado. Cadê o som dessa bagaça? Mr. Anderson, diga-me por fiquei sem som, cara.

Gente, desculpa, eu acho que eu vou pedir pro povo do Instagram se eu não resolver isso em um minuto. Tá pedindo para eu sair. Eu vou sair e vou entrar novamente. OK, saindo. Vamos de novo. Que passa, cabrão? Que passa, cabrão? Arelante caba, mas não tem som aqui, cara. Da sessão. Senador Marcos Rogério. Eu tô sem som, que loucura, né? Eu fui tirar o som do telefone, alguém ligou para mim. Mr. Anderson, diga lá. Deixa eu ver se Mr. Anderson fez contato, senão a gente segue no YouTube. É chato, né? A incompetência minha aqui para lidar com essas coisas. Nossa Senhora. Mr. Anderson, helpesk. Mr. Anderson. Como é que eu faço aqui, filho? Tá sem som mesmo. Que loucura. Opa, com som.

Epa, agora acho que foi. Vamos tentar. Segura meu bho. Sim. Alô. Vamos lá. Dona dona Nádia virou minha operadora de áudio. Cara, sem som. Diz aí, Nádia. Bem, agora voltamos lá ao vivaço, direto do meu cafo em laranjairas. Tá sem som. Então gente, desisto. Se tá sem som de novo, já não é culpa minha porque sumiu o ícone do microfone. Vê lá, Nadia. Diz aí. Você tá ouvindo aonde, filha? No Instagram. No Instagram é no Instagram. Vejo entrando e saindo. Não, pessoal. tá dizendo voltou, voltou, voltou. Para mim não voltou não. Pessoal do Instagram, o som voltou? Diz para mim. Aqui está normal, ó. Tá ok, voltou. Então, vamos lá. Deus é pai. Esse assunto já eu já tô aqui até suado de tensão.

Por que que o som sumiu, meu pai? Aí o povo, Vamos lá, segura. Que que eu tava falando? H perguntas sobre onde você guarda a sua indignação. Gláuscia Vegas. Em tempos como que estamos vivendo, guardar a indignação não seria consentir com a misogenia, o racismo, a homofobia, a degradação ambiental. Gláuscia, eu penso como você. Eu acho e tenho defendido que nós tenhamos posicionamento na vida, porque o mundo ele tem muita injustiça, muita violência, muita crueldade e a gente não deveria eh deixar de participar de movimentos, porque você sozinho da cara tapa, às vezes, dependendo de onde você estiver e sobre qual assunto você tá falando, isso pode se voltar contra você de uma forma muito ruim.

Então, a gente tem que ter inteligência do processo. A indignação, ela precisa ser um movimento que tenha lugar nas circunstâncias, como disse anteriormente, adequadas, mas você não deixando de se manifestar em relação à justiça, defender as causas e os interesses em favor do bem-estar coletivo. Sabe aquela história muito conhecida da Alemanha quando Hitler ascendeu com as ideias de raça ariana, terceiro rais, nazismo? Pois bem, Hitler quando ascendeu ao poder na Alemanha começou a perseguir deliberadamente judeus, ciganos, pessoas portadoras de alguma deficiência física ou mental.

Houve no primeiro momento um grupo de alemães que não concordava com Hitler, mas ficou na moita dizendo assim: "Não é comigo, porque eu não sou judeu, não sou cigano, não tenho problema em relação à saúde mental ou física, então deixa rolar, não tá me não tá me incomodando." Bom, é questão de tempo que isso lhe alcance e mesmo que não lhe alcançasse, não é ético você não se mexer porque não tá tocando na tua ferida. Se é injusto, precisamos nos posicionar. Isso é o ideal. Mas eu preciso lembrar, porque eu entendo que é uma responsabilidade enorme minha dizer assim: "Seja qual for a situação, manifeste sua indignação".

A gente não sabe, mas existem lugares do Brasil, existem lugares do mundo, existem circunstâncias em que a sua indignação ela pode justificar barbares, cometimento de violências excepcionalmente indefensáveis. Então, faça com inteligência, mas faça. Não se omita. Não se omita. Renata Évora. A falta de indignação diante de situações absurdas reflete uma falta de empatia crescente. Olha, Renata, essa é uma questão profunda, filosófica, comportamental. Eu penso que pode justificar sim. Quer dizer, por trás da falta de indignação pode est um ponto morto, sabe? um zumbi, uma pessoa que não tem qualquer envolvimento com qualquer causa, uma pessoa que passa pela vida sem sentir, eu diria, o sabor da existência, que não é só o gosto bom.

Por vezes a vida é muito amarga, mas a amargura da vida nos ensina a reagir. Protocolos de resposta. Não vou fingir que não tá doendo, não vou fingir que não tá me incomodando, não vou fingir que não é comigo, não vou fingir que essa violência imposta a outra pessoa de outra nacionalidade, de outra religião, de outra cor, de outro gênero, de outra orientação sexual, não me atinge. Atinge. E se atinge, você tem o direito de ficar indignada ou indignado. E a indignação é o combustível da mudança. Jesus se indignou.

Kardec, não vou dizer que se indignou, mas ele claramente reagiu à perseguição imposta pela Inquisição e pelos por alguns sacerdotes muito reacionários da época que entendiam que o espiritismo era bruxaria e tentaram intimidá-lo. Ele não se curvou diante disso. Martin Luther King, Chico Mendes, Maratma Gandhi, cada um com seu cada um. não se curvou diante das dificuldades, obstáculos, limitações, se posicionou claramente, se posicionou claramente em relação à aquilo que precisava ter voz, a voz que dissonante. E é interessante, às vezes a primeira voz que se levanta vira referência pras outras que tá todo mundo ali. Será que será que alguém vai?

Eu me lembro aquele filme A Sociedade dos Poetas Mortos, com Rob Williams, né, que ele era um professor que ensinava as coisas de um jeito que a universidade à época considerava impróprio. E numa das aulas dele de poética, né, eh ele ensinava os alunos a se rebelar diante do establishment e todos os alunos subiam em cima da carteira escolar. Aí ia passando filme, coisa e tal, até que esse professor foi expulso da escola. Você lembra desse filme? A Sociedade dos Poetas Mortos. E no final os alunos que se solidarizassem com o professor que estava sendo expulso corriam risco de serem igualmente expulsos.

Aí ficou todo mundo vendo o professor se despedir com medo do que vai ser dito, que que vai falar. Aí o primeiro vai lá e levanta e fica em cima da carteira e fala uma palavra de ordem lá deles. Aí outro vai lá e sobe na carteira também. E o o primeiro que levanta a voz por vezes é referência para outros que estão inibidos, estão com medo, tão tão achando que não dá para será que eu eu vou ser punido? Será que eu vou ser estigmatizado? Venho primeiro. Os outros seguem. Achei esse esse filme muito libertador do ponto de vista da defesa da autonomia do pensamento. Tudo começa pelo respeito. Se eu não faltar com respeito perante o com o outro, eu tô no meu direito.

Meu direito termina onde começa o direito do outro. Eu posso discordar, eu posso divergir, eu posso debater. Aliás, é muito saudável o debate. Falo e escuto. Falo e escuto. Vamos trocar agora impor a ditadura das ideias monolíticas. Não. D. Souza 2778. A participação em movimentos sociais pode diminuir a sensação de indignação? Não, a participação em movimentos sociais pode diminuir a indignação. Pelo contrário, o movimento social, até onde eu entendo a expressão, é um movimento da sociedade civil articulado, um coletivo que vai defender uma causa. E aí você se retroalimenta dessa causa, né?

Essa causa vira uma inspiração, a menos que você seja um burocrata do movimento social, uma pessoa que não tá lá de corpo e alma, só tá de corpo, tá fazendo cena, figuração. Movimento social é movimento em favor da justiça. Até onde eu entendo, movimento social é um grupo de cidadãos e cidadãs que tá reivindicando algo. Então, o movimento social ele é movido, ele ocorre a partir de uma indignação. O movimento social não existiria se não houvesse uma causa para lutar. Se tivesse tudo bem, não haveria movimento social. Se tá todo mundo se sentindo confortável eh em relação à sua condição, em relação à vida em sociedade, em relação à leis, não haveria movimento social.

Momento social, ele surge de um caldo, de uma cultura de indignação, penso eu. Verônica Coelho, evitar discutir minha indignação com contrários às minhas convicções é omissão ou cuidado comigo? Verônica, como disse, eu tô tendo um cuidado monumental de não generalizar. Cada caso é um caso. Às vezes essa é inteligente que você não dê publicidade ao que te causa profunda indignação, porque fazer isso por fazer não leva nada. você tem que ter, ou seria interessante que tenha a inteligência da canalização dessa empregando-a a indignação em algo que tenha efetividade. Eu vou me ligar a um determinado grupo de pessoas que pensa como eu.

Vamos definir aqui uma agenda de trabalho, de movimento, de protesto, de articulação e procurar pessoas que possam lutar junto conosco em favor, em prol da questão dos animais abandonados, da coleta seletiva de lixo, das pessoas abandonadas, a própria sorte nas ruas, população em situação de rua, combate à fome, combate bate a misogenia, perseguição sistemática das mulheres que são toleradas até chegar num determinado gradiente de status e prestígio. A partir dali, mulher não é bem-vinda. Se discordar de homem, coloque-se no seu lugar, ponha-se no seu lugar. Não é isso? Não é isso?

Então, a indignação ela pode e deve ser um combustível em favor da mudança das boas causas, das causas justas, das causas que mobilizam tua alma e que fazem você se sentir plena quando emprega parte do teu tempo, da tua saúde, da tua disposição, em favor de algo que precisa ter movimento. precisa avançar. Essa agenda precisa avançar. Conte comigo. Tô dentro agora. Não é tô dentro com petição online, não é tô dentro com abaixo assinado virtual, não é tô dentro gravando um vídeo e postando nas redes sociais. Isso tem o seu valor, mas isso não muda o mundo. A gente precisa descobrir meios de alcançar aqueles que estão no poder. Tem a caneta. ou aqueles que podem influenciar o poder na direção de um tratado de paz, do ar mistício, de projetos que não sejam dispensados de licenciamento, de melhor distribuição de renda ou de oportunidades de maior constrangimento de parlamentares que abusam do direito de desrespeitar os outros.

E por aí vai. O que não falta, gente, no mundo de provas e expiações, o que não falta é causas. Não faltam causas nobres. Não faltam causas nobres. Aliás, em se tratando de movimento espírita, quem se diz espírita não é movimento espírita, não. Esquece, retira o que disse. Não é movimento espírita. Quem se diz espírita, não precisa fazer parte de movimento espírita. Você é espírita. É isso. Espírita fala de fora da caridade não há salvação. Então a gente tá sendo convidado pela doutrina arregaçar a manga em favor do projeto evolutivo nosso e de quem vai à volta. Isso aí não é propriamente algo que o espiritismo coloca como uma opção, uma alternativa, né?

O espiritismo estimula, encoraja a gente a fazer o bem. das mais diversas maneiras. Faça algo que melhore você mesma, o meio em que você está inserida ou inserido, as ferramentas institucionais, ou seja, como é que a gente vivendo em sociedade pode ter melhores representantes no poder executivo, legislativo, judiciário, como é que a gente pode ter um sistema econômico mais justo, inclusivo, como é que a gente pode ter leis adequadas ao nosso tempo. Como é que a gente pode promover adversidade? Que ninguém fique culpado por não pensar igual a fulano, beltrano? Pense com a própria cabeça. Be yourself. Eu lembro sempre da música do Yes, cara. Lonely of the owner of the lonely heart.

Dono do coração solitário. Aí fala: "Be yourself". Seja você mesmo. É uma música linda. Eu gosto daquela, aquele rif de guitarra que ficou eternizado na história do rock and roll. [Música] T move. You are you are the move you make. Você é o movimento que você faz e vai embora. Tá bom? Esse tema é bom para burro. Esse tema pode inspirar algum papo especial de domingo. Muito bom esse tema. Eita Deus. Seguindo em frente. Sônia Fátima pergunta: "Por que os governos não começam a agir e proíbem as sacolas plásticas de lojas e supermercados?" Em alguns lugares do Brasil isso é proibido ou é determinado um limite de sacolas por consumidor? o resto você pagaria alguns centavos de real, mas a gente tá muito atrasado.

O Brasil já deveria ter dado passos consistentes na direção de sacolas retornáveis ou de materiais biodegradáveis. Madura_line semente, como podemos nos colocar, nos fazer ouvir diante dessa PL da destruição? Ela tá falando, ou ele não sei, tá falando madura, deve ser mulher, mas pode não ser. Eh, presta atenção no que tá saindo por aí. Eu tô prestando atenção no que tá sendo. Sabe o galo quando canta e você, opa, o galo cantou. Ao que parece, haverá manifestações em boa parte das cidades brasileiras nos próximos finais de semana, contra o projeto de lei que flexibiliza o licenciamento ambiental.

Então fica ligado aí, vê se no teu feed, vê se no teu radar nas redes sociais não vai piscar alguma coisa falando de manifestações de rua. Vinícius Reis pergunta: "Não seria ilusão até mesmo ingenuidade pensar que os bons são maioria?" Eu acho difícil conceituar o que é bom. Que que é bom? Porque isso é uma pergunta boa, viu Vinícius? Pergunta boa, definir o que é bom. Sabe aquela coisa? Até algum tempo atrás tinha muita gente por aí dizendo: "Eu sou um homem de bem, eu sou pessoa de bem". E defendia publicamente coisas que eu não concordo mesmo. E me surpreende alguém que seja do bem defender certas teses. Então eu eu tenho uma dificuldade dos rótulos. Assim, eu entendi a tua pergunta.

Esse é o mundo de provas e inspeções. A maioria de nós, provavelmente não se disponibiliza com tanta vontade em favor de quem mais precisa. Se você quiser usar dados objetivos e mensuráveis sobre isso, voluntários no Brasil, quem realiza mão de obra voluntária? Esse poderia ser um termômetro de quem se diz do bem. O Brasil não é dos países que aparecem com um número expressivo de pessoas que se prontificam a realizar mão de obra voluntária. Para citar apenas um parâmetro, tá? Não é simples, não é fácil.

Todos nós temos no fundo do coração algum aspecto do nosso ser que poderia ser dito que sim, eu sou uma pessoa que é do bem, eu eu amo, eu respeito, eu sou cuidadoso, eu tenho afeto, eu tenho carinho. Agora, a proporção com que isso se resolve dentro de cada um e a maneira como isso se expande para fora de você, aí começa uma subjetividade. Eu não tenho condição de dizer: "Este é do bem, este não é". Com toda a clareza. Cada um tem o seu cada um. Eu tenho impressões, mas eu eu acho ruim você ficar julgando os outros só pelas aparências, né? tantas surpresas às vezes que as pessoas que aparentam ser uma coisa depois se revelam outra.

Então, não é uma pergunta simples, mas eu acho que a maioria de nós tá muito distraída, a maioria de nós muito, não vou dizer insensível, mas talvez um tanto nem um pouco predisposta a maioria nós a fazer de fato um movimento contínuo, persistente, em busca de valores e princípios. do bem, sem que isso justifique práticas violentas, porque aí você vai impor ao outro que seja do bem de acordo com tua régua. Isso é outra violência. Tem que acreditar no meu Deus. O jeito certo de família é esse aqui. É homem, mulher e criança. Aí você não aceita um casal do mesmo sexo. Aí é do diabo. Você começa a confusão. Começa a confusão. Cada um tem o seu conceito do que seja do bem.

Eu tenho o meu, mas eu tenho muito cuidado de não dizer a régua que eu uso para mim se aplica perfeitamente a todos os outros. Não. Por quê? Porque o Andrezinho é imperfeito também. Todos somos bem-vindos ao clube. Mas a gente vai, por exemplo, na linha do evangelho de Jesus, amar, perdoar, ser compassivo, ser paciente. Ali a gente tem os princípios morais do evangelho são muito claros. É inacreditável que tanta gente que se diz sacerdote, pastor, o que seja, encontre nas palavras de Jesus inspiração para pregar o ódio, a intolerância. Eu não entendo isso. Não consigo entender mesmo. Eh, Braga. Flá, olha, porque somos irmãos em humanidade. Eu vou ler você que é Flá. Tô brincando. Flá. Flu.

O flá nasceu do flu, você sabe, a nossa costela de Adão Flamengo. Então, valeu, Braga. Vamos lá. Como lidar com a sensação de impotência? Como em Gaza assistimos sem poder ajudar. Olha, gasa de tanto, tantas imagens de óbitos violentíssimos de crianças, mulheres e civis na faixa de Gaza. E hoje no jornal, olha que interessante a tua pergunta, Braga. Eh, hoje no jornal, militares israelenses em carta aberta criticando o governo pelos bombardeios sobre civis. Hoje no jornal repercussão do que houve ontem, lideranças políticas importantes, inclusive de direita em Israel, que são mais duros em relação aos direitos palestinos, defendendo o fim da dos bombardeios.

Então, olha, com muita lentidão, tarde demais, milhares de mortos já lá em casa, a situação do Netaniarro lá tá ficando cada vez mais. Ah, Bragaf é santista, mas se fosse flamenguista não tinha problema não, Braga. Valeu, Braga. Presta atenção no noticiário que tá vindo de Israel. Eh, há uma uma pressão que tá se tornando progressivamente insustentável. para esse governo horroroso, genocida, criminoso de guerra de Netaniar. O caldo tá entornando por lá. Tá entornando tarde, mas tá entornando. Eh, meus amigos, faltam 1 minuto e meio aqui. 1 minuto e meio falta. Eu vou então me despedir agradecendo a companhia de vocês e pedindo encarecidamente que estejamos atentos aos sinais.

Ficamos indignados e horrorizados com certas situações. A pergunta é: o que você está disposto a fazer a partir disso? Foi o que tentamos refletir hoje aqui. Eu espero que tenhamos compartilhado algumas ideias que façam sentido minimamente para vocês, tá bom? Fiquem com Deus, tudo de bom. até sexta-feira. Sexta-feira, ah, eu vou ter que dizer isso. Nem o Mr. Anderson sabe. Sexta-feira eu vou ter que sair cedo. Eu vou tentar fazer um papo das 9 relâmpago cedinho. Se não der, a gente se vê domingo, juste. Vamos ver aqui se eu consigo deixar algo. Tá bom. Tudo de bom. Valeu,

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