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SOS mulheres: quem ama não mata! | Papo das 9 #912

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Olá, minhas amigas, meus amigos. Muito, muito, muito bom dia. Sexta-feira tá começando mais uma edição especial, sempre especial, do Papo das Novo ao Vivaço, direto do meu Cafofes aqui em Laranjeiras. Eu espero onde você estiver. que esteja tudo bem por aí na medida do possível, apesar das questões de saúde, de trabalho, grana, questões amorosas, um dia mais melancólico, triste, meio soturno, mucumbuso, não importa. Eh, nós sempre temos em algum lugar dentro de nós a prerrogativa de resistir a uma onda nebulosa, assisada, que possa prejudicar a capacidade da gente perceber o que mesmo nos momentos difíceis significa luz. luz, porque tudo passa e os momentos difíceis, os momentos mais melancólicos, soturnos, depressivos, também passam e que a gente mantenha o promo.

É isso que se espera de nós. O que a vida pede da gente é coragem, né? Guimarães rosa. Vamos lá, vamos começar. Vamos começar o papo hoje tá com muita informação relevante, muita informação relevante. Eu tenho certeza que vai ser útil, como é a minha obsessão aqui, que o papo seja útil, que tenha utilidade e serventia das mais variadas maneiras. Então, o pessoal tá dizendo que eu tô imenso hoje no YouTube. É, eu tô vendo que mudou algo do enquadramento aqui, mas eu não sei mexer nisso. Se eu mexer pode dar ruim, então depois a gente ajeita, tá? Vamos aí. Se você tá incomodado com o enquadramento do YouTube, vai lá pro Instagram. Instagram está fluindo e vamos fluir juntos com ele.

Carlos Torres Pastorino, Minutos de sabedoria. Isso é muito rádio, né, cara? As vinhetas do rádio. Eu comecei no rádio, rádio MEC, lá na Praça da República, fundada por Roquete Pinto. Entrei como estagiário lá, ainda estudando. Depois fui pra Rádio Jornal do Brasil, depois fui pra CBN concomitantemente com televisão. Rádio para mim é o Nirvana na área da comunicação. Adoro rádio. Mas enfim, Pastorina era do rádio. Antes de escrever minuto de sabedoria, ele tinha um programa numa rádio do Rio de Janeiro em que ele resumia num tempo pequenininho que tinha na programação, na época de ouro do rádio, pílulas de sabedoria e guardava nos seus arquivos os escritos para ler no rádio. dos inscritos do programa de rádio Nasce Menutor de Sabedoria.

Ah, então vamos lá, pedindo sempre a ajuda dos amigos invisíveis, que sempre, sempre estão por perto. E quando a gente se despe de toda a nossa vaidade, orgulho, egoísmo, quando a gente de fato busca uma sinceridade de propósito na na direção da autoiluminação, quando a gente se percebe como a gente realmente é, tão necessitado de amparo, de proteção, de afeto, de carinho e de coragem para seguir em frente, né? Então, que eles agora se aproximem e me ajudem abrir o livrinho na página indicada para reflexão breve dessa manhã. Então, que eu seja um canal adequado, um meio fiel, uma ferramenta sintonizada com esses amigos invisíveis que são sempre bem-vindos aqui. Gratidão a eles.

Então, aonde vai? Aonde iremos? Aonde iremos? Opa. 242. A mensagem 242 diz o quê? O pensamento e a palavra tem poder curador. O corpo é o veículo através do qual se manifestam no plano terrestre o espírito e a alma da qual o corpo. É apenas o reflexo materializado. Por isso, espelha aquilo que pensamos na saúde e na enfermidade, porque recebemos de acordo com os nossos pensamentos e somos aquilo que pensamos. Pense sempre certo para ter a saúde perfeita. A função desse livro é justamente ajustar a nossa sintonia, é que a gente consiga pensar algo que não sabote a nossa energia vital, o nosso fluido vital, o nosso ânimo, a nossa vontade de fazer o melhor.

O pensamento, quando você diz, olha, nós somos aquilo que pensamos, isso guarda absoluta sinergia com inúmeros filósofos e alguns psicólogos ou estudiosos da saúde mental, que muito claramente estabelecem uma correlação entre a qualidade do nosso pensamento e a qualidade da nossa saúde. Portanto, ainda que a saúde esteja debilitada, nós temos o poder de determinar um quadro menos hostil na convalescência, na hora da dor física ou moral. que a gente consiga ter a clareza de que o pensamento ele pode ser uma força auxiliar da maior importância para que a gente faça essa travessia da melhor maneira possível. Então, pastorindo tá dizendo: "O pensamento e a palavra tem poder curador".

Quando se fala da palavra, eu me lembro do livro que escrevi chamado A força do um, em que a gente de fato inspirado numa mensagem de Paulo aos Coríntios, segunda carta de Paulo aos Coríntios, em que ele diz que um pouco de fermento leveda a massa toda. Manuel, no livro Fonte Viva, psicografado por Francisco Cândido Xavier, faz uma digressão belíssima que inspirou o livro A força do um. Como tudo que a gente pensa, sente, fala e faz, reverbera, repercute. Tem consequências que a gente nem imagina. Com pessoas próximas ou pessoas estranhas, com encarnados e desencarnados, nós somos díamos de energia vibrando numa determinada frequência o tempo todo. Isso não cessa, nem quando a gente dorme.

Quem precisa dormir é o corpo. Espírito imortal tá lá, ó, vibrando. E a gente precisa se dar conta do poder que a gente tem. A força do um é isso. A força do um é o reconhecimento que vem do autoconhecimento de como nós com pouco, com pouco temos o poder de realizar coisas que a gente nem imagina. Isso alude a passagem do Evangelho que fala do grão de mostarda, né? assim, eh, é algo muito interessante da gente refletir como é que uma palavra, por vezes uma palavra, tem um capítulo do livro A força do que eu falo disso, como é que nós podemos, se quisermos, nos lembrar dessa encarnação em que momentos?

Uma palavra foi fundamental para nos ajudar ou uma palavra foi fundamental para nos derrubar? Eh, portanto, nós temos um poder e a gente não deveria menusprezar esse poder. Pense sempre certo para ter saúde perfeita. É difícil pensar sempre certo, senão a gente fica aqui impondo um nível evolutivo que não é o nosso ainda, mas nós estamos aqui para evoluir. Nós estamos aqui para aprender diversos mestres, avatares, santos, diversos livros religiosos ou não, diversos pensadores e filósofos, alinhados ou não com o tema da espiritualidade, falaram a mesma coisa. Gente, pastorino tá fazendo aqui a síntese de um conhecimento que é revestido de muita sabedoria na direção do auto comando.

Seja um bom gestor de si mesmo. Permita-se canalizar seu pensamento numa direção que lhe favoreça. Evite o pensamento que lhe sabota, lhe derruba, lhe enfraquece. Faça por merecer a condição de humano. Porque quando a gente na escala evolutiva deixa o reino animal, adquire razão, consciência e a gente ingressa no reino ominal, nós temos um, eu diria, um poder que nós não tínhamos antes de refletir, raciocinar e realizar movimentos. Realizar movimentos. que faça a diferença. Agora a Rose Brita tá dizendo: "André, você tá achatado?" Alguém falou que eu tava assim, agora eu tô assim. Eu já não sei como eu tô. Mister Anderson, se você quiser depois me diz aí como eu tô no YouTube.

No Instagram tudo flui, mas o papo tá ficando estocado no YouTube. Então, vejamos depois como é que a gente resolve isso. Tá aqui, então, a mensagem 242 de hoje, muito inspiradora. muito apropriada. Recomendação de leitura na véspera do funeral do Papa Francisco. Eu vou recorrer a um franciscano que eu tenho a honra de conhecer pessoalmente, de considerar um amigo há mais de há quase 30 anos, pelas minhas contas, um prolífico teólogo brasileiro, precursor da síntese em suas obras. A síntese em textos que colocam na mesma panela com ingredientes saborosos, teologia, filosofia e ciência. Para falar de quê?

Da mãe terra, da ecologia, da necessidade da gente praticar o amor, não deixando de cuidar do planeta, porque quem ama cuida. Ame-se, cuide de você. Ame ao próximo, cuide do próximo. Ame ao planeta, que é a nossa casa comum no universo. Cuidar da casa comum. Pistas para protelar o fim do mundo. Esse subtítulo remete a um livro do Aíton Crenc, que fez muito sucesso, faz muito sucesso. Outro amigo que tem o prazer de conhecer e ter como amigo, Aíton Crenac. Ideias para adiar o fim do mundo. Aqui o Leonardo fala pistas para protelar o fim do mundo. Cuidar da casa comum. Papa Francisco tá aqui.

Agora eu preciso dizer as citações que Leonardo faz da vida e de algumas encíclicas, não apenas Laudatosi, mas também Fratelitute, que é uma encíclica sobre a qual não me debrucei com a devida atenção na comparação com Laudatosi, mas Leonardo lembra Fratelit tem conexões fortes com Laudatosi e fala também do cuidado com a casa comum. Então veja por que que eu tô recomendando? Porque o autor é pioneiro, é precursor no campo religioso, mais notadamente católico, mas Leonardo se comunica muito bem com diversas tradições e as respeita. Isso é muito interessante. No livro Espiritismo Ecologia, nos meus agradecimentos, eu o cito como o mais espírita dos católicos.

Eu quando presenteei o livro para ele, ele riu, achou graça, mas ele não disse: "Poxa, não faz, não faz isso que eu fico meio chamuscado, não." Aliás, Leonardo fez elogios públicos ao movimento espírita certa vez ele respeita todas as tradições indistintamente. Indistintamente. Ele reconhece valor em cada forma de sentir, perceber e descrever Deus. Mas eu já ouvi falar muito lindamente sobre o movimento espírita naquilo que tange ao compromisso com a caridade, ao compromisso com o exercício amoroso na direção do próximo, porque o movimento espírita traz essa condição.

É difícil você ver uma casa espírita baseada nos estudos de Kardec, pode ser uma creche, um asilo para idosos, pode ser um hospital, pode ser a distribuição de quentinhas refeições para população em situação de rua, né, escolas, é algo incrível. É algo incrível esse livro. É um apelo à consciência da humanidade por estarmos mergulhados numa catástrofe climática em decorrência da agressividade humana ao planeta. É preciso que mudemos radicalmente o nosso relacionamento para com ele se não quisermos apressar o nosso fim. Nesse sentido, faz-se necessário que o paradigma Senhor e dono ceda lugar ao paradigma irmão e irmã entre nós e com todos os seres.

Cremos na possibilidade dessa nova consciência, somada ao fato de que Deus é a o apaixonado amante da vida. Ele conhece, coloca isso entre aspas, fazendo uma citação. Não sei eh a origem da citação, mas Leonardo, que é uma pessoa que eu tenho uma um profundo respeito e estima, uma pessoa que, eh, na época em que o ex-Papa Bento X, quando ocupava a Sagrada Congregação da Fé, eu tô falando do papa alemão. Ele, a Sagrada Congregação para a fé é a moderna inquisição. E Francisco, Francisco Leonardo Bov foi chamado ao Vaticano para explicar certos posicionamentos eh em favor de uma igreja voltada para os pobres, como Francisco, nesse papado, deliberadamente orientou a igreja nessa direção.

E o cardeal Hatzinger à frente da Sagrada Congregação para a Fé, que é a Moderna Inquisição, determinou um inquérito conduzido por ele próprio Hatzinger. E essa história me foi contada por Leonardo, ele já contou para muita gente, porque é uma história incrível. Leonardo é poliglota, Hatzinger também. Chegando ao Vaticano, Hatzinger sugeriu que a conversa entre os dois se dese alemão, já que Leonardo fala fluentemente alemão. E Leonardo disse: "Eu não vou falar em alemão com o senhor porque é a sua língua materna e obviamente é uma condição de vantagem do senhor em relação a esse idioma." E aí travou-se o diálogo para escolher em que língua se daria o inquérito.

E se não me falha a memória, a língua acordada foi italiano, porque o Vaticano está é um enclave dentro da Itália, né? Dentro de Roma. é o menor país do mundo, o Vaticano. E lá se foi, então, os dois gastando, um alemão e um brasileiro, gastando o italianês para defender suas teses e ideias. O fato é que foi imposto pela igreja na época de João Paulo I, um silêncio obsequioso a Leonardo Bof, proibido de dar palestra, proibido de dar aula. E ele então decide formalmente abandonar a igreja, né? Não abandonar no seu coração, abandonar formalmente a ordem religiosa vinculada à igreja na forma como ele vinha atuando. Então, um beijo aqui, ó, Leonardo e Márcia, beijo, viu? Amo vocês.

Esse é um dos muitos livros que eu tenho do grande teólogo, pesquisador e que o Papa Francisco conhecia e admirava por essa capacidade de perceber o sagrado na natureza conjugado com a presença do sagrado no nosso semelhante. Os dois tinham lá suas confabulações. Isso é muito bonito. Qual é a sugestão que eu vou dar aqui, gente? É engraçado. Engraçado não. É mais uma coincidência. Vocês viram como eu abri o papo das 9 hoje falando: "Não importa como a gente esteja, que a gente busque dentro de nós uma luz". Aí eu abri ao acaso minutos de sabedoria. Deu aonde? Você é o que você pensa. Então, orienta teu pensamento na direção da tua resiliência, do teu equilíbrio, da tua serenidade.

Tinha a ver com o papo inicial aqui de improviso. Aí eu abro aqui, leio a quarta capa do Leonardo falando, se faz necessário que o irmã na nossa relação com a Terra, com as coisas do planeta, menos possessividade, mais noção do que é de uso comum em favor da vida. Pois bem, eu já tinha me programado, tá, no meu roteirinho, falar de algo que a gente vai aprofundar daqui a pouco, que é o seguinte, a minha dica, eu já tinha me programado para falar isso. Atenção pais, mães ou responsáveis, é uma uma sugestão. eduquem seus filhos, especialmente os filhos homens, para o respeito às mulheres para reduzirmos a violência escatológica e colossal que se verifica não apenas no Brasil, mas as estatísticas do Brasil são horrorosas de violência contra a mulher, não raro, resultando em casos de feminicídio, quando o companheiro ou ex-companheiro brutalmente elimina a mulher, quando a mulher exerce o sagrado direito de realizar as próprias escolhas, eventualmente não mais junta ou junto do homem, Então, o meu pedido foi esse, que a gente promova dentro de casa a educação antimachista.

Pratique isso. Não faça piada sexista. não estabelece uma diferença do menino com a menina em relação a à abordagens que não podem ser distintas no sentido de você já estabelecer dentro de casa o preconceito, você replicar dentro de casa o preconceito. Ele pode, ela não, ele pode ser o que ele quiser na vida. Ela vai ter que servir ao marido, por exemplo. Isso não faz sentido. Isso precipita aí ideia completamente equivocada e falsa de que o homem quando namora ou casa, se relaciona com uma mulher, ele é o dono, proprietário, o tutor, ou ele tem a palavra final sobre as questões envolvendo o casal. E quando não há acordo, baixa-se o ou faz-se o linchamento moral da mulher.

É a desvalorização da mulher perante os filhos. Você não sabe nada. Você é burra. Você é um zero esquerda, você é um fracasso. Você não tá em condições de conversar comigo, você é burra, você é maluca. Meus amigos, estamos vivendo tempos de extrema violência contra a mulher. Desarmar a bomba relógio da violência contra a mulher começa dentro de casa, com a exemplificação de pai e mãe. Por que que eu tô colocando a mãe aí? que tem mãe que educachista. Mas eu não quero me antecipar aqui que vocês fizeram várias perguntas muito legais, comentários excepcionais sobre esse tema, a gente vai ver daqui a pouco.

Então, educação antimachista dentro de casa, na escola, no dia a dia, desarmar a bomba relógio que tem explodido no colo das meninas, das adolescentes, das moças, das mulheres numa sociedade desigual. machista. Agora sim, vamos entrar. Papo das Novas tá todo encadeadinho hoje. Nossa Senhora. Eê, vamos que vamos. Eh, vamos lá. Mr. Anderson, primeiro fala do Mr. Anderson aqui. André, a sua imagem está achatada. Após o papo, podemos revisar as configurações para entender o que aconteceu. Obrigado, Anderson. Vamos lá. Eh, qual foi a pergunta que a gente colocou ontem no stories no Instagram? Por que há tantos casos de feminicídio?

Houve muitos comentários, porque eu tô aqui culpado, tô me sentindo culpado que a gente pede pergunta, mas às vezes o tema não é para perguntar, é para comentar. Eu leio os comentários de vocês. Eu tô muito feliz de ter me inspirado em boa parte dos comentários, invariavelmente de mulheres que t conhecimento de causa sobre esse olhar preconceituoso e desigual. Eu aprendo muito com isso. Papo das para mim é é nutriente para eu tentar ser uma pessoa melhor. E essa esse momento das perguntas ou dos comentários é riquíssimo. Então, Mr. Anderson fez a seleção de seis perguntas aqui que vocês enviaram. A primeira delas é de Naerline Swarovski.

Porque os homens têm tanta intolerância ao não, não quero, não dá mais. Olha, penso que essa é uma questão que vem de longe, cultural. O homem é educado para ser líder, o homem é educado para tomar decisão. E ele ouviu falar desde cedo que ele é o chefe da família, é o patriarca da família, né? E isso coloca o homem numa posição assertiva de poder e isso precipita os incidentes violentos, não apenas com as mulheres, tá? Porque aí os homens também brigam entre si na disputa por território, espaço e poder. Sociedade dos homens é a sociedade bélica do eterno conflito, da eterna disputa. E se a mulher tá por perto, sobra para ela. Então, quando você pergunta, isso é uma opinião, tá?

Por que os homens têm tanta intolerância ao não, não quero, não dá mais? é porque ele não aceita, em boa parte dos casos, que a mulher tenha autonomia de voo, que ela tenha direito às próprias escolhas, que ela seja respeitada nas suas decisões. Por isso que durante o carnaval replica-se no Brasil afora a expressão não é não. Por isso que nas empresas o compliance existe para policiar funcionários invariavelmente do sexo masculino que promovem assédio moral ou sexual contra funcionárias subordinadas. E aí você tem o desrespeito ao não. A funcionária vai dizer: "Olha, eu vamos sair hoje, não, eu sou casada. ou não sou casado, mas não, obrigado.

E de repente isso começa a ser reiteradas vezes, repetido, até que o camarada meio que olha assim você não vai progredir na empresa, a gente precisa ter um relacionamento social com todo mundo. Só que a funcionária já percebeu o alcance do assédio e vive o conflito. Aqui no papo das no a gente já recebeu mensagens, eu li com a autorização de quem mandou, por vezes sem citar o nome, quando eu acho que pode revelar algo que eventualmente justifica alguma represá do covarde que faz isso. Funcionárias do sexo feminino que precisam do emprego e tem receio, medo de dizer não. É uma situação muito difícil, muito difícil.

Então, eu não sei se me fiz entender, essa intolerância ou não tá revestida de uma cultura aonde o poder do macho, a autoimagem que muitos homens têm de que a última palavra tem que ser deles, que a decisão mais importante tem que ser deles e que qualquer eh rebeldia das subordinadas em relação à sua decisão será entendido como um afronta que pode determinar alguma violência. É um absurdo isso. Isso é um absurdo, mas acontece. Claro pergunta: "Após a violência, muitas mulheres são incentivadas a esperar justiça de Deus. Como você vê isso?" Olha, Clarice, a minha opinião é a seguinte.

Não vejo nenhum problema em você esperar a justiça de Deus, mas eu acho complicado quando a gente não aciona a justiça dos homens, porque por vezes o que tá colocado aí é que você pode se expor a uma violência mais brutal e eventualmente fatal quando você não aciona a polícia, quando você não pede medida protetiva, quando você não aciona a justiça, achando que Deus resolve. Dai a César o que é de César, a Deus o que é de Deus, disse Jesus. O que que eu dessa passagem evangélica? Existem assuntos desse planeta para serem resolvidos aqui agora. Não são assuntos de Deus. E existem os assuntos de Deus que eventualmente vão determinar alguma solução aqui na Terra. Ainda cada caso é um caso.

O fato é que pela lei dos homens no Brasil, por exemplo, tá tipificada. na lei Maria da Penha e na lei do feminicídio. Tem outra lei do stalking, que é quando há uma perseguição sistemática, eventualmente de um estranho, a um homem ou a uma mulher, né? Eh, isso tá na lei, não pode. Isso afronta direitos. Então, faça valer o seu direito agora. Por que que você vai esperar a justiça divina? Com todo respeito, isso não significa menorzar o poder de Deus. Eu creio que é do interesse, olha o que eu vou dizer, é da vontade de Deus que a gente, enquanto sociedade evolua e acione a polícia ou a justiça para desde já inibir, recriminar ou encarcerar.

Quem não está preparado para viver em sociedade, você não precisa esperar a lei de Deus, porque Deus delega, Deus terceiriza. Portanto, não vejo uma coisa em conflito com a outra. Chamar a polícia pode ser a vontade de Deus. Acionar a justiça pode ser a vontade de Deus. Por que não? Não é excludente a vontade de Deus quando você aciona o que a lei permite em favor dos seus direitos. Rosana Fraga, será que estamos errando na educação dos meninos? Onde estamos falhando?

Certamente tudo começa pela educação, porque educação significa forjar caráter, significa lapidar princípios e valores, significa o trabalho do jardineiro fiel, que vai fazer a pó da remoção das pragas invasoras, das ervas daninhas, para que a plantinha cresça saudável. Agora é possível, acontece, você tem a melhor educação do mundo, mas você já traz o ímpeto violento dentro de você. Os espíritas claramente associam isso a uma bagagem de vidas anteriores, vidas pregressas. Mas a educação funciona mesmo no caso de alguém que traga um ímpeto violento, a consciência reagirá de forma mais aflorada. Mas a regra costuma ser o quê? Eu aprendi desde cedo que isso é o certo e isso é errado.

Eu não vou usar de expedientes violentos para tentar impor a minha vontade frente à minha companheira. Agora, quando você fala, Rosana, educação dos meninos, mas também educação das meninas, vou repetir, boa parte dos covardes que comete toda a sorte de violências contra mulheres, por vezes viu a própria mãe não reagir nunca. Há nenhuma violência doméstica. E a a o aprendizado que por vezes fica é, se isso aconteceu dentro de casa e minha doce amada mãezinha nunca sinalizou para mim que o que o papai fazia com ela era errado, é porque aquilo era o certo. Não há problema em bater na mulher, humilhar a mulher, xingar a mulher dentro de casa na frente dos filhos. que minha mãe nunca reagiu, nunca sinalizou que era algo que ela registrava como ferimento, como uma dor.

Então, educar as meninas para serem mulheres que se respeitem e que não aceitem por perto qualquer pessoa, principalmente homens, que sejam arbitrários, violentos, carrascos domésticos. Percebe? É disso que estamos falando. Educar as meninas também. para elas se valorizarem, elas procurarem seus direitos, elas dizerem: "Não é, não, não me toque, não fale assim comigo. Você não pode fazer isso comigo, você não tem o direito. Isso é contra a lei e fazer valer os seus direitos. Esse negócio de educação é interessante. Aqui no Rio de Janeiro, o Ministério Público realiza um programa e não é de hoje.

Homens que são presos pelo cometimento de violências contra as mulheres, além de cumprir pena, são obrigados a fazer um curso. Esse curso é muito interessante porque é aquilo que os pais não ensinaram, é aquilo que a escola não ensinou na fase adulta, na condição de detento, quem cometeu algum alguma violência contra a mulher e foi pego, faz o curso para aprender porque que as mulheres não são subservientes por natureza, por que a mulher não não deve ser palmandado de homem? Por que que a mulher precisa ter luz própria, vontade própria, realizar o que ela quer? Porque ela tem os mesmos direitos que o homem de realizar as próprias escolhas na vida.

Então isso aqui no Rio de Janeiro, outros lugares do país, isso acontece. Homens presos pelo cometimento de violências contra as mulheres tem, além do cumprimento da pena, uma carga horária de aulas em que eles são obrigados a fazer prova. a participar de dinâmicas de grupo, a participar, digamos, de atividades pedagógicas que ensinem o que boa parte deles, isso é comovente, alguns deles disseram: "Mas eu não sabia, eu fui aprendi, eu aprendi de outro jeito. Eu não sabia que a gente tinha que ter esses cuidados todos. Para mim, o homem era o chefe da família, a mulher era o subserviente. Isso é muito sério, gente. Isso é muito sério.

Renata Évora pergunta: "Os casos de feminicídio realmente aumentaram ou antes eram normalizados?" Eu não tenho como responder essa pergunta de forma científica. Existem as duas correntes. Existem aqueles que dizem hoje com o advento do celular que fotografa, que filma, que grava, a gente passou a ter muito mais condição de registrar flagrantes de violência. Hoje com as campanhas, com o que a gente tá fazendo aqui no papo das compartilhando informação, direitos, leis, isso amplificou a reação das mulheres em algum caso, alguns casos. A forma como as mulheres reagem determina uma ira dos ex-companheiros ou companheiros que se transformam em homicidas. ediondos cometem crimes eddos.

Então, eu não sei dizer se antes era mais, mas não tinha registro, ou se hoje tem mais. E com registro, a gente tem a impressão de que aumentou. Agora, aumentou a consciência das mulheres, aumentou a quantidade de leis, aumentou a o cuidado na formação de juízes, procuradores, delegados, policiais em relação aos direitos da mulher. Então, a gente tá passando, eu diria, vou usar uma palavra forte aqui, uma revolução dos costumes. E é triste quando a gente vê religiosos citando trechos de escrituras. Isso tem até no movimento espírita. Tem gente que vai buscar lá em nosso lar, André Luiz dizendo qual é o papel da mulher na sociedade. Aquilo é de uma época que passou.

Você não vai querer que o que Chico psicografou há mais de 60 ou 70 anos continue vigorando no mundo moderno. O espiritismo, como disse Kardec, ele evolui, ele não é estático. No período em que houve a psicografia do Chico, havia fortemente introjetada na cultura da sociedade, especialmente no Brasil, mas não apenas, a ideia das mulheres que não podem trabalhar com qualquer coisa. Mulher que não. Mulher ser presidente da República, não, não pode. Mulher ser política, não, não pode. Mulher ser CEO de empresa? Não, não pode. Mulher ser policial? Não, não pode. Mulher para Forças Armadas, não, não pode. Isso há 60, 70 anos atrás era a ideia prevalente.

Você vai querer tomar o pé da letra que foi escrito 60, 70 anos atrás. Ah, mas é André Luiz. Queria eu. Se André Luiz pudesse se manifestar hoje, eu perguntaria para ele, André Luiz, diz aí, pseudônimo do médico, desencarnado na primeira metade do século passado e que teve permissão para se comunicar através de Chico Xavier, permissão dada por seu mentor Emanuel Xará. Eu ainda vou tirar a onda. Sou carioca. André Luiz também foi médico aqui no Rio. Vou falar. Chará. Diz aí, mantém aquela opinião. Existem profissões que as mulheres podem seguir e trilhar e outras que não. E ele tem o direito de dizer, se for o caso, eu continuo pensando assim, eu vou dizer de virge de você.

Porque como espírita, que é uma filosofia espiritualista, o espiritismo, o espiritismo preconiza o livre pensar enquanto filosofia espiritualista e a fé raciocinada. Eu já queimei a mufa pensando nesse assunto. Eu cheguei às minhas próprias conclusões. Não sou dono da verdade, mas eu eu a minha ruminância até chegar um ponto aonde para mim há coerência com o cristianismo, coerência com os princípios básicos da doutrina espírita. Sou sorry. Eu vou bancar aqui a minha ideia. Foi o próprio Kardec quem disse pelo aprendizado com a espiritualidade maior, nome de espírito não é posto. A qualidade moral da mensagem é que define a altivez e o nível evolutivo do espírito comunicante.

E cabe a nós sempre filtrar, pensar, elaborar. É disso que se trata. Pelo amor de Deus, Cristiane Souza, minha amiga do Rio Grande do Sul, que assiste o papo das milita na área da saúde pública e foi uma das pessoas que me chamaram atenção para aquela estatística horrorosa dos casos sucessivos de feminicídio naquele estado essa semana, né? A Cristiane pergunta: "Quais os prováveis motivos desse sentimento de posse, até raiva contra as mulheres?" Cristian, eu já comentei isso, mas eu vou dar outra resposta. Você sabe que nós que somos espíritas e reencarnacionistas, sabemos que a gente não reencarna sempre no mesmo sexo.

O espírito é assexuado, mas ele pode ter características mais masculinas ou femininas em relação a resquícios das encarnações anteriores. No projeto evolutivo da gente, nós vamos experimentar diferentes personas. A identidade espiritual é a mesma. Isso eu aprendi com o Geraldo Campete, amigo da FEB, editora. A identidade espiritual é a mesma. A personalidade é que muda de encarnação para encarnação. E a gente precisa ter esse combo de aprendizado para seguir a marcha evolutiva. Significa que eu vou encarnar branco, vou encarnar preto, vou encarnar indígena, vou encarnar amarelo, eu vou encarnar homem, vou encarnar mulher heterossexual ou com outra orientação sexual.

Vou encarnar rico, vou encarnar pobre ou classe média, vou encarnar isso em diversas oportunidades. Portanto, a tua pergunta, Cristiane, alude a uma questão também interessante da gente pensar. Boa parte, talvez, dos espíritos homens violentos ou já foram mulheres ou serão mulheres. A razão pela qual são violentos, nós já elencamos aqui várias possibilidades ou hipóteses, várias.

Agora, eu penso que nós vivemos num mundo violento e a violência do mundo tá fortemente escorada nos valores da sociedade patriarcal e no poder do macho, do falo, o poder do homem que é mais forte do que a mulher fisicamente e que faz uso da força para intimidar e para abrir caminhos no exercício do seu suposto poder. O que a gente vai chamar aqui de covardia. né? Dentro do cristianismo é inadmissível que se exalte essa valentia braba dos homens. Quando alguém que se diz cristão esquece dentre as bem-aventuranças o que Jesus falou: "Bem-aventurados os mansos e pacíficos, porque herdarão a terra". A liderança não é física. A liderança tem que ser moral.

Eu vou abrir um parêntese aqui para vocês. Se não estão acompanhando, eu como jornalista tenho que acompanhar e acompanho com gosto. Donald Trump está à frente do maior poder militar bélico do mundo, mas ele tá perdendo rapidamente popularidade. Ele perdeu qualidades morais perante seu eleitorado nesse iniciozinho de mandato. Não adianta ele falar grosso, não adianta ele falar o que ele vou vou fazer, vou invadir a Groenlândia, vou anexar o canal do Panamá, vou fazer acontecer. Repare como a credibilidade do chefe da única superpotência do planeta está sendo rapidamente dilapidada por conta da sua condição moral. É um exemplo que tá acontecendo agora.

Não é o poder bélico, o poder da força física, que deveria ser entendido como o única forma de você se posicionar no mundo. Não. O verdadeiro poder não vem daí. O verdadeiro poder é o poder moral, é a credibilidade que vem de quem fez bom uso da palavra e foi coerente com os atos. Não fica se desdizendo, não fica lá ao arrepio da lógica, da razão e do bom senso, tentando impor suas ideias estapafúrdias, depois se arrepende e volta atrás. Pronto, isso é algo devastador pra credibilidade de qualquer pessoa, principalmente de alguém com a exposição que o presidente dos Estados Unidos tem. ao passo que Papa Francisco, que não tem um stiling no Vaticano, não tem um stiling, eh, não tem o poder econômico, não tem o poder bélico, é uma pessoa que tá arrastando multidões no seu funeral, causou como fora da comunidade católica a sua passagem pro plano espiritual.

Por quê? Ah, porque ele é religioso, não é? Porque ele enquanto homem, a gente tá falando aqui da violência do macho na sociedade patriarcal, foi o primeiro papo a colocar na gerência do Vaticano uma mulher e mulher em posição de poder em várias vários cargos na cúria historicamente masculinizada. Foi ele que declarou dias antes de morrer. Se quer fazer com que alguma coisa, como é que é? Se se bota uma mulher à frente, as coisas funcionam. Foi o que ele falou. Para uma instituição longeva como a igreja, que existe há mais de 20 séculos, são declarações corajosas, porque a igreja é machista, ela tem esse perfil.

O homem, que haverá sempre quem diga, Jesus era homem, os 12 apóstolos era homem, eram homens. Sim, mas vai ver o contexto da época, a necessidade de Jesus se fazer judeu, cumprindo as profecias, se fazendo carne numa parte do mundo e dentro de uma cultura que aceitava o Deus único, eram as précondições para vir o Messias. Agora, a primeira a testemunhar o Cristo ressuscitado foi uma mulher. Isso não quer dizer nada. Ápice do messianato de Jesus, Cristo ressuscitado. Para quem ele aparece primeiro? Não foi para homem. Então, tem questões teológicas interessantíssimas sobre o espaço da mulher na sociedade. Enfim, opiniões despretenciosas.

Verônica Coelho pergunta: "Até quando os homens serão ensinados a resolver suas questões com violência matando mulheres?" Tem várias questões aí. Eu já falei da educação, eu acho que não pode prevalecer a impunidade. Errou, tem que pagar nos termos da justiça. Numa democracia, graças a Deus, com amplo direito de defesa, mas é prisão e penas pesadas. Você tem que inibir, você tem inibir dentro de casa, nas escolas, nas universidades, o bullying, o bullying virtual. E quando há claramente alguém da sua comunidade, da sua vizinhança, do seu local de trabalho, que você fica sabendo que é alvo de assédio, irmanize-se, solidarize-se, ajude esta mulher a se proteger do seu algós. coraja ou encoraje essa mulher respeitando essa situação difícil.

Não é fácil exigir direitos de quem dorme com você. Sabe aquele inimigo íntimo, né? Não é simples. Eventualmente tem filhos nessa família aí. Não é fácil paraa mulher romper. Não é fácil, mas a gente precisa se posicionar. É o que eu digo, não é uma questão só das mulheres, é uma questão dos homens. Não é uma luta só de quem é vítima da violência, é de quem conhece a vítima da violência e precisa dar suporte, apoio, hipotecar, solidariedade e ajudar. Se quiser ficar lá em casa. Olha, eu tenho primo policial. Ele disse que naquela delegacia ele pode ir junto e o delegado ouvir você com essa atenção que você merece. A gente precisa fazer algo agora, não dá para esperar.

Sabe aquela história de você ouvir o pau comer no teu prédio? Você sabe quem é que tá batendo e quem é que tá apanhando? É vizinho, é gente próxima. E a mulher não chama polícia porque tá intimidada. Chama [Música] você, chama você. Você pode até se reservar assim: "Não, eu não quero me expor porque eu eu moro aqui." Tudo bem, anonimato é uma condição da denúncia, mas não se omita. Briga de marido e mulher, a gente bota a colher, bota o garfo, bota a faca, bota o copo, bota o prato, a gente bota tudo que a gente tem direito, penso eu. É perturbadora, essa violência é perturbadora.

E é muito triste quando uma pessoa desencarna e a gente fica com aquela sensação, eu poderia ter feito algo, eu deveria ter chamado a polícia, eu deveria. Você não merece isso, muito menos a pessoa que perdeu a vida. Vamos lá. Ah, Alexandre Mendes. André, visitei na Itálica, Basílica de São Pedro, normal. Depois fui para Portugal, Fátima. Ao entrar na capela, do nada comecei a chorar. Nem católico sou. Que estranho. Seria a vibração. Olha, eu já contei aqui no papo das há uns três anos atrás e e vi e chorei de novo. Eu também já estive no Vaticano, fiquei muito impressionado com a ordem de grandeza, as proporções do Vaticano em todos os sentidos. É gigante aquilo, suntuoso.

Eh, fui à Fátima como turista, porque eu não sou devoto de Maria e não sou católico, mas eu achei interessante estar em Portugal. Tava inclusive fazendo um ciclo de palestras, eu fui duas vezes. A primeira eu tava fazendo um ciclo de palestras, na segunda eu fui como turista. Palestras espíritas. Meu anfitrião espírita me levou lá. E devo dizer, a Cláudia tava comigo, a Cláudia testemunha. nas duas vezes, não na capela de Fátima, mas num lugar onde há uma imagem, do lado de fora tem um toldo e cadeiras, simples cadeirinhas. Me disseram que aquele lugar é para receber os peregrinos que participam de marchas, que vem de longe, para eles se refazerem ali.

As duas vezes que eu visitei esse lugar, a primeira vez foi muito devastador e a segunda não menos. Eu me sentei, fiquei mirando aquela imagem. Eu já vi tanta imagem de Maria. Eu não vou dizer que é imagem, não é a imagem. Como espírita, eu vou atribuir isso à psicosfera. Eu chorei copiosamente. Copiosamente. Eu quando me lembro disso, eu fico emocionado. Eu não quero falar muito, senão vou chorar de novo. A Cláudia tava por perto, ela pergun, ela muito respeitosamente ficou em silêncio quando eu voltei e eu fui tentando explicar para ela o que eu tava sentindo. Eu falei, eu não sei o que que houve, mas eu nunca senti isso antes. E foi algo que eu atribuo a uma sensação de acolhimento.

É como se ali todas as minhas dores, de alguma maneira fossem delicadamente postas sobre uma mesa e recolhidas, removidas. Eu fiquei muito, muito comovido, muito comovido. Da segunda vez eu já fui assim, eu quero agora racionalmente, acautelado aqui da emoção que eu tive da outra vez, ir no mesmo lugar. Vou tirar limpo essa história e não sei nem se eu deveria estar contando essa história, porque o espírita, ele é um militante contra superstição, contra mistificação, contra, sabe, essa, eu diria, isso empobrece em certa medida uma relação que a gente precisa ter com a nossa fé. Só que a pergunta me foi feita, eu não vou fugir dela. Eu tive essa sensação assim muito forte de comoção.

E eu guardo como no lugar muito especial do meu coração essa essa esse sentimento, né? Não sei mais o que falar. Foi isso. Lê Rosa pergunta: "André, o filho que viu seu pai desrespeitar sua mãe? A tendência é que ele faça o mesmo com sua esposa e companheira. Não é que seja automático isso, pode não ser, eventualmente, na maioria dos casos nem é, mas que aquela informação fica guardada e que por mimetismo esta criança adulta, guardando esse registro, essa memória, replique essa violência, essa probabilidade, penso eu, não é pequena. nem desprezível. Aprendi com meu pai. Não é uma coisa que a gente escuta, porque a criança é uma esponja ambulante.

Ela assimila tudo e ela guarda tudo dentro dela. Se ela vai guardar na prateleira certa ou na gaveta errada, é de cada um. Há quem coloque essa informação na bússola. É assim que se faz quando a mulher não respeita a palavra do homem, porque quem manda é o homem. Se guardou aí, te prepara que lá vem pancada. E os homens covardemente quando estão flertando com a mulher, namorando, eventualmente ainda tem os que noivam, né, e casam. Ele dissimula, ele disfarça, ele é tão covarde que ele não sinaliza paraa mulher, nem sempre sinaliza o ímpeto violento. Quando consuma o casamento e vai morar junto, aí aparece o lado que você não gostaria de mostrar antes.

Do contrário, a mulher não cometeria imprudência de se juntar com você. Portanto, eu quero agradecer a Silvia Marcuso e a Cristiane Souza, minhas amigas gaúchas, elas não se conhecem e nessa semana as duas encaminharam para mim, assim, desesperadas, não, não é desesperadas, impressionadas com a recorrência dos casos de feminicídio essa semana no Rio Grande do Sul, salvo engano, 10 casos em 24 horas ou 48 horas. Amanda Bier. André, você acha que essa nova onda de conservadorismo dos jovens está associada a esse aumento de violência contra a mulher? Eu não tenho aqui condição de afirmar isso, mas eu acredito que isso tenha sim alguma influência.

Quando você vê uma pessoa que tem muita projeção, tem muita visibilidade, muitos seguidores dizendo que a mulher vai fazer o que ele quer que ela faça, ela vai fazer o que eu disser que ela faz. Isso é a propaganda dessa hierarquia de gênero. Lá em casa quem manda sou eu e eu sou homem. E isso não é bom, porque a mulher que tem autoestima, luz própria e pensa com a própria cabeça, quando se encaminha numa direção que o homem diz: "Mas eu, você não me perguntou se pode? Você já perguntou para mim o que que eu acho disso? Eu sou contra. Você não volta mais lá não.

Esse homem covarde, déspota, que pode abusar da violência num nível cruel e fatal, ele pode estar replicando o andar de cima, o influencer, o político, alguém que ele segue e admira. Para mim tá muito claro essa possibilidade. Gente, o tempo acabou, mas a realidade roubada que uma amiga minha de São Paulo pergunta aqui. André, o que diria uma pessoa que ainda é apaixonada e teve o fim do relacionamento, sendo que a pessoa amada ainda tem contato, acha que é bom investir energia na volta possível? Cada caso tem a sua singularidade. Eu não sei o que dizer. Não acho que tem uma receita de bolo para isso.

São muitas as variáveis aí que precisam ser consideradas de como você se sente e como esse eventual reatar de laços ocorre sem causar mágoa, milíndre ou ressentimento a terceiros. É uma questão de cada um. Você me desculpa, eu tô sendo muito franco. Não, não, não, não acho que eu devo aqui dar um fazer um comentário sobre esse tema. Acho que cada um tem que se perceber no processo com muito cuidado, muita delicadeza e fazendo o que lhe parece ser o adequado. Domingo, papo das especial.

No dia seguinte ao funeral do Papa Francisco, que é amanhã, sábado, vamos falar da figura de Francesco de Assiso, Poveréo, da Umbria, e do Francisco I, Papa argentino primeiro, a escolher o nome Francisco na história da igreja. A gente merece fazer essa reflexão. A gente merece se apropriar e se nutrir de legado. Não é de ideia e pensamento, é de prática, de quem teve a coragem, quando surgiu o ensejo de fazer a diferença. Viva Francisco. Assunto do papo das especialíssimo de domingo, dirigido a todos, religiosos ou não, católicos, espíritas ou ateus, agnósticos. Vamos fechar para balanço.

Vamos descobrir porque esse homem determinou essa comoção internacional além das fronteiras da comunidade católica. E vamos resgatar a memória do Poverelo de Aziz Francesco, filho de Bernardoni. Fiquem com Deus, tudo de bom. Vamos em frente. Ótimo fim de semana, ótima sexta.

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