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Lá. Olá, que saudade. Não teve papo das 9 domingo, porque eu tava fora do Rio a trabalho voluntário em Minas Gerais. Que saudade verdadeira, genuína, desse contato que pelo menos a mim faz tão bem e que me deixa assim afiado em relação àilo que meu espírito imortal nessa encarnação se comprometeu a fazer o foco que atravessa os tempos e que diz respeito a valores, princípios, aquilo que norteia ou deveria nortear a nossa existência. A César o que é de César, como disse Jesus, ou seja, existem as questões do mundo, as questões da matéria, as questões desse plano, mas a Deus o que é de Deus, isso não pode faltar.
Mesmo que você não tenha uma religião, eu penso que essa visão mística transcendental, ela nos alimenta. Nós precisamos, penso eu, eh seja pela religião, seja pela filosofia, seja pela sua intuição, a forma como você sente a sua presença no mundo, é muito importante a gente não se ater apenas e tão somente às questões da matéria, do imediatismo, da saciedade, do corpo, a como se a gente fosse apenas um mamífero de sangue quente que precisa comer, beber, se reproduzir. e descansar. Claro que a vida na Terra vai demandar de nós a compreensão de algo maior. Eu tô aqui por causa disso. O Papo das Novas existe por causa disso.
Entender a vida como algo precioso e que a gente precisa estar sempre atento ao que faz a diferença nesse sentido também. Razão pela qual vamos aqui começar o papo evocando a presença dos amigos invisíveis que possam, por gentileza, comparecer e ajudar este aqui, a abrir a mensagem de minutos de sabedoria mais indicada para a reflexão dessa manhã. que eu seja, portanto, uma ferramenta útil, um instrumento maleável, um meio adequado para esse propósito tão nobre da gente fazer aqui de improviso uma reflexão sobre algumas alguma dessas mensagens. 252. Não se exalte, não se irrite, não discuta. A mansidão e a serenidade conquistam os corações e representam a felicidade.
Ninguém resiste a uma pessoa calma e serena, e esta pode resistir a todos. Não há força que derrube a mansidão e nada é impecílio para ela. Os mansos e serenos conseguem tudo o que desejam na Terra com a vantagem de jamais estragarem sua saúde tão preciosa. Olha, essa é uma mensagem que tá vindo a reboque de um noticiário [Música] pesado a partir do tarifaço imposto pelo atual mandatário dos Estados Unidos a todos os países do mundo, inclusive países aliados dele dos Estados Unidos. E minutos atrás, após a inacreditável aplicação de taxas de 155% aos produtos chineses, a China retaliou e anunciou num percentual menor a aplicação de taxas da ordem de 84%.
Você e eu que não entendemos economia, precisamos pelo menos compreender do que se trata isso. O mundo é um lugar aonde há décadas as trocas comerciais elas obedecem uma lógica de maior competitividade e menor preço dos produtos a partir de uma cadeia de produção internacional. E isso leva o mundo a prosperar, inclusive os Estados Unidos. Os Estados Unidos não são a maior superpotência do planeta eh apenas por méritos próprios. Ele se beneficia exatamente do baixo custo de produção que empresas americanas encontram fora do país nessa cadeia interligada. Eh, o Trump tem todo o direito de dizer, não quero isso. a forma como ele tá procedendo, aplicando o tarifaço.
E me permitam dizer, a trampalhada causada pela maneira, eu diria, quase inocente, o maior aliado de Trump, que é o homem mais rico do mundo, Elon Musk, chamou de imbecil ontem, o principal assessor do presidente americano para definir as tarifas. Eles estão se degladiando internamente porque isso não tá funcionando e isso tá causando inúmeros estragos. E eu não vou entrar nos pormenores aqui, mas eu só queria lembrar que não se exalte, não se irrite, não discuta, não marca a trajetória deste atual mandatário dos Estados Unidos, que fez da Casa Branca um salum dos filmes de Fareste, em que o Cowubóy entra e fala: "Agora quem manda aqui sou eu".
A arrogância, prepotência, vaidade de Trump explica o terremoto que acontece hoje no mundo, quando um país movido pelo lema de campanha Americas First ignora, despreza, vilipendia outras nações. E isso tem um custo também para ele. Como já disse, a popularidade dele entre os seus eleitores que votaram nele para presidente vem despencando. E essa forma de governar, penso eu, são pouco mais de 70 dias no poder, já deu a a o o cartão de visita tá muito claro, de virar as costas pro planeta, pros outros países, repito, inclusive aliados. E isso tem um custo e a fatura está chegando. Eh, portanto, não se exalte, não se irrite, não discuta.
A mansidão e a serenidade conquistam os corações e representam a felicidade. Me fez lembrar o noticiário que tá acontecendo agora dessa briga de rua entre as duas maiores economias do mundo. E nós precisamos nos acautelar, nós precisamos fazer apenas a nossa parte. eh entendendo o que tá acontecendo, penso eu, isso é importante, e não se deixando levar, se me permitem, para a histeria, o alarmismo, o catastrofismo, a visão apocalíptica, porque igualmente é falsa a tese de que quem está de passagem pelo poder venha a determinar consequências que se prolonguem indefinidamente na linha do tempo.
As coisas vão, as peças vão se encaixar no tabuleiro em algum momento, mas é lamentável que em pleno século XX ainda existam eleitores que acreditam em políticos que prometem soluções simples para problemas complexos. Tudo seria mais fácil se a vida, o universo, a natureza respondesse com soluções pontuais simples para resolver problemas complexos. Não funciona assim. Quem é político precisa ter ser um bom ouvinte, precisa ser uma pessoa educada, precisa ser uma pessoa que tem abertura pro diálogo com quem pensa diferente e não pode ter a pretensão de impor de forma arrogante suas ideias, atropelando princípios e valores, como se fosse o rei da cocada, o dono do mundo, não é?
Não vou ter tempo aqui de entrar em pormenores. Eu tô sendo franco com vocês. Quando eu li essa mensagem, eu me lembrei dessa figura. Não há força que derrube a mansidão e nada empecílio para ela. Ou seja, aqueles que falam grosso, que berram, que eventualmente impõem suas vontades pelo uso da força, no primeiro momento eles podem ter a sensação de vitória em qualquer setor da vida, né? Um homem que de forma covarde humilha a mulher, violenta os direitos da mulher, agride física e moralmente a mulher. Ele durante um tempo pode se sentir o poderoso déspota do lar.
Só que se não for pela lei dos homens, pelas leis de Deus, ele estará encrencado, porque não temos o direito de fazer isso, nem pela lei dos homens, nem pelas leis de Deus. Portanto, quando Jesus disse, "E esses políticos aí extremistas gostam de falar da Bíblia, gostam de falar do cristianismo, gostam de falar de Deus, eu só não sei que Deus é esse que avaliza um comportamento que remete aos bárbaros, vizigodos, ostrogodos, sabe? um período da humanidade em que tudo se justificava a partir da violência. Isso no século XX é abominável. Isso está ainda acontecendo. São os extertores de um mundo que está desmoronando em favor de outro mundo que haverá de adotar novos valores e princípios.
Esse é o apocalipse de João na visão de alguns teólogos. Esta é a visão dos espíritas cristãos quando falam de transição planetária e mundo de regeneração. Bom, sigamos. Indicação de leitura, porque há consequências nas ações de Trump sobre os investimentos que se fazem necessários na transição energética. Ele está sabotando os esforços internacionais. em favor da substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis. Mas ele também consumou dias atrás eh autorização para transformar as florestas nacionais dos Estados Unidos protegidas por lei. Pelo menos metade das áreas dessas florestas numa canetada ou ordem executiva, como eles chamam, tornaram-se vulneráveis às madeireiras.
Trump quer estimular a indústria madeireira. abrindo o caminho para a devastação das florestas nacionais, inclusive árvores centenárias. Gente, assim, desculpa, esse homem, ele adota uma tática de sempre trazer alguma notícia que escandalize, que determine espaço na mídia com uma agenda de destruição e demolição. É inacreditável. Então, por que a situação climática e ambiental do mundo se tornaram ainda mais agudas em função das trampalhadas que vem dos Estados Unidos? Eu vou recomendar aqui a leitura da revista e de outras mídias ambientais.
Hoje é dia de homenagear as mídias ambientais, a Plural da minha amiga Sônia Arari, uma revista que vem de longe, existe há décadas a edição de março e abril, ó. Estudos de caso de ESG, educação polar e turismo na ilha de Páscoa, entrevista com Silvio Meira, que é craque sobre inteligência artificial. É uma mídia dita alternativa. A agenda dela tá principalmente focada nas questões socioambientais. Recomendamos quem quiser. A Plural está nas redes sociais, a Plural está na sua versão impressa para quem quiser. Você vai ter a disponibilização da Plural na versão virtual em PDF. Enfim, eh existem aqui vários meios de você alcançar. Eles vão estar como eu estarei na COP 30.
Agora, além da pluralha, anota aí. Você que é ambientalista, você que tem filho ou filha ambientalista, você que tá se interessado nos assuntos ambientais e climáticos, vamos lá. Vou recomendar aqui e peço desculpas que eu não vou conseguir lembrar de todas as mídias que eu admiro. O site o Eco, tudo junto. Vale a pena conferir. Vale a pena conferir. Eles estão com um foco muito interessante em notícias que pautam a mídia tradicional. Suma uma, que é uma mídia que vem do Pará organizada a partir da minha amiga, a jornalista mais premiada do Brasil. Em segundo lugar, vem a Mira Leitão, Eliane Brun. Suma uma, vai lá ver um só planeta. Clica lá. Um só planeta.
Você vai ver um pool de empresas de comunicação se unindo para produzir conteúdo relevante na área ambiental e climática. O site da Infoamazônia tudo junto. Vai lá ver o site da envolverde. Outra mídia ambiental que eu respeito muito, muito. Observatório do clima. Tem páginas no Instagram, por exemplo. Vai lá ver. Tá bom? Então, homenageamos hoje aqui, sugerimos leitura de mídias e claro, você é sempre bom, eu faço isso, consumir informação de diferentes fontes para você ter ali uma visão um pouco mais ampla com diferentes recortes, opiniões, leituras. Você não tem que ficar só lendo ou acessando a mídia que sempre fala o que você quer ouvir.
É interessante ver outras opiniões, diversidade, pluralidade de pontos de vista. A gente cresce com isso. É isso que os políticos deviam fazer e a maior parte deles, acho eu, não tá apta, não tá qualificada, tá fracassando na missão política a não educar a a escuta, não ouvir o outro. Péssimo exemplo, desperdício de tempo, energia e dinheiro, no caso, dinheiro público. Nosso dinheiro. Muito bem.
Seguir em frente, nós vamos chegar aqui na prestação de contas, na prestação de contas da campanha em favor dos uniformes que nós na vez passada pedimos ajuda, né, para a instituição espírita Jona de Angângeles, que tem uma escola em Japeri com 240 alunos, que ainda estão usando uniformes do ano passado, porque a escola realizou muitas campanhas. Eu participei também dessas campanhas para conseguir pagar o 13º salário dos professores. São 240 alunos, estudo de graça, professor com carteira assinada, refeições e lanches, todo santo dia, quatro eh momentos de repasto pra garotada, só que não tem dinheiro pro uniforme.
Eh, R$ 40.000 R para garantir duas blusas, uma calça e um par de tênis para 240 alunos. Graças a vocês, quem fez chegar essa informação a mim foi o diretor da escola que os espíritas conhecem, porque o César Said é palestrante, escritor, professor, médium, grande figura, conheço há muito tempo, fez chegar a prestação de contas dando a informação de que dos R.000 necessários para essa campanha, mais de R$ 20.000 R$ 1.000. Gente, vocês estão, eu, eu fico até constrangido, vocês estão fazendo a diferença nessas campanhas. O povo tá comparecendo. Mais de R$ 20.000 já foram arrecadados. Então, é algo fenomenal.
Ajuda bastante a essa campanha para comprar 480 camisas, 240 calças ou shorts e 240 pares de tênis. Quem ainda quiser ajudar, eu só vou dar uma última, eu diria, oportunidade aqui de quem queira ajudar o Pix, que é o CNPJ da Escola Espírita Jona deângeles, em era queimados. Aí teve a redivisão dos municípios, está situada em Japeri. Eu conheço essa escola desde 1987, é fantástico, numa área que precisa muito de educação de qualidade e embora seja uma escola espírita, abriga alunos filhos de católicos, evangélicos, agnósticos. Não é uma escola confessional.
Ela se apropria de valores e princípios do cristianismo, inspirado no espiritismo, mas isso respeitando a laicidade, né, de cada todas as escolas, exceto as confessionais, escolas católicas, escolas evangélicas, mas uma escola espírita como Joana de Angeles abriga alunos de diferentes credos ou de famílias que possuem diferentes créditos. Vai o Pix 2965 727 00199. Repetindo pela última vez. 29655727 00199. Muito obrigado a todos. Ah, André, mas eu queria fazer outra coisa. Então, deixa eu dar uma dica aqui. Presta atenção na situação das famílias de baixa renda. aonde a caristia, a inflação, a crise global que afeta o preço dos alimentos e preço de outras coisas, vamos estar ligados na oportunidade de socorrer e ajudar quem não tá conseguindo pagar as contas em dia.
Quem tem filho na escola e não comprou também material escolar, até agora a gente já tá em abril, já tá com aquela roupinha esfarrapada, não tem dinheiro. Por vezes o o menino ou a menina é um talento para aprender idiomas, tá se destacando. Aí os pais não têm recursos para pagar um cursinho de inglês ou outro idioma qualquer. Quando a gente pode ajudar, a gente não deve se furtar em fazer isso. A gente precisa ajudar, porque não é possível uma pessoa passar pelo mundo ignorando demandas urgentes próximas dela, que ela pode interceder positivamente, mas se acanha, fica ali, ah, não quero porque eu não sei depois a pessoa fica pedindo, né? Uma coisa horrorosa.
Eu vi uma colega minha jornalista postar no Instagram, não vou saber agora o nome, ou foi um colega, uma história bonita, botou a foto da mãe, da mãezinha, dizendo que a mãe costumava ajudar uma vizinha numa situação difícil, de penúria material. frequentemente percebendo a situação, mas ela de vez em quando ia na casa da vizinha para pedir sal. Perguntar: "Você tem sal? Você tem açúcar?" Aí voltava para casa, os filhos estraavam: "Mãe, por que que você foi pedir sal aqui ou açúcar? Se tem açúcar aqui?" E a mãezinha disse: "Porque eu não quero que ela fique se sentindo sempre na condição de pedinte ou de demandante de ajuda.
Eu queria que ela ficasse moralmente confortável de eu também precisar dela. Ela deve se sentir bem quando eu vou lá pedir alguma coisa. Você vê o que que é um coração generoso, né? Que que é a gente ser movido por um sentimento nobre desse que late? dessa altivez, né, desse altruísmo. Achei essa história muito bonita. Vamos lá, respondendo aqui as questões que vocês mandaram endereçadas a mim por Mr. Anderson. Eu leio todas as perguntas ou questionamentos que vocês fazem nas redes. Eu não posso parar para responder, senão não faço outra coisa. Mas eu leio, é o mínimo que eu devo fazer. Mas eu conto com a ajuda de Mr.
Anderson para fazer a seleção das questões pontuais em resposta ao que colocamos ontem no stories no Instagram, que foi até onde você vai em favor do bem comum. Olha a questão que tá colocada aqui. Até onde você vai em favor do bem comum? Roberto Porto pergunta: "Existe felicidade plena sem o bem comum? Uma não está diretamente ligada à outra." "Olha, a felicidade não é desse mundo," dizem os espíritas, pela categorização dos mundos habitados. Nós temos, sim, momentos de felicidade, nós temos lampejos de paz. Agora, o estado que você chama de felicidade plena, a felicidade verdadeira e profunda, concordo totalmente com você, não é possível sem o bem comum.
Resumindo isso, se não tiver bom para todo mundo, não tá bom para ninguém. Ou seja, enquanto houver fome, miséria, exclusão, doenças sem remédio, pessoas sem casa ou moradia digna, enquanto houver situações que inspirem ou determinem estados de dor e sofrimento, nós não podemos na nossa humanidade achar que, ah, isso é problema do outro, eu não tenho nada com isso. Isso. Vou viver a minha vida feliz plenamente. Não é que a gente deva todo dia acordar triste, porque não existe felicidade plena no mundo. Mas a felicidade plena, ela não é possível onde não houver o bem comum, onde as pessoas estiverem minimamente saciadas naquilo que é fundamental do ponto de vista material, emocional. espiritual.
Concordo totalmente, Roberto. Fechamos. João de Belém do Pará. Ajudar o próximo tem como propósito a busca da nossa evolução. Olha, João, do jeito que você colocou parece algo. Toma lá da cá, né? Eu vou ser bonzinho, porque sendo bonzinho, ah, Deus tá vendo que eu tô sendo bonzinho e vai me ajudar com as coisas que eu tô precisando. Sabe aquele menino levado que finge que é obediente para ganhar afeto, carinho e atenção dos pais, mas ele por dentro é um capetinha? Desculpa, eu sei que não foi o que você quis dizer, mas eu tô me apropriando da sua pergunta para fazer essa correlação. Não deveríamos fazer o bem pensando na nossa evolução. Ponto.
O ideal é que a gente sinta o prazer, porque fazer o bem dá prazer. Fazer o bem é bom pra nossa saúde, nosso metabolismo, nossa fisiologia, nossa pressão arterial. Fazer o bem eleva o nosso padrão, a nossa frequência, a nossa sintonia. Então veja, eu acho que a gente deveria no exercício da compaixão, se colocar no lugar do outro e ver que dá para fazer alguma coisa pelo outro, a gente se sentir bem por isso e não ficar projetando assim, não, eu devo fazer o bem. Ajudar o próximo tem como propósito a busca da nossa evolução. Não. Ajudar o próximo tem o propósito de ajudar o próximo. Ajudar o próximo tem o propósito de ajudar o próximo. Aí o que vem depois disso?
Não é assunto teu, deixa fluir, deixa rolar. Tem que ser algo espontâneo. É o ideal. Tem que fazer sentido para você sem essa conta de chegada. Toma lá da cá, eu faço isso. Aí vai ter ação e reação, vou me dar bem também. Não, porque aí fica uma coisa, eu diria um tanto interesseira, mercantilista. Eu tô fazendo isso para me dar bem. Eu tô fazendo isso para ter um retorno. E aí você macula o princípio desse amor, que a palavra é essa, o exercício amoroso. A gente dá amor quando dá atenção. A gente dá amor quando a gente ouve com atenção quem tá em sofrimento. a gente dá amor quando a gente se presta a investigar como seria possível reduzir o sofrimento do outro.
É isso que eu penso, é a minha opinião. Marcos de Palmares em Pernambuco. Como superar as limitações humanas e alcançar o bem comum para todos. Cada dia é sua tarefa. Isso não vem por decreto, isso não vem por medida provisória, isso não é automático. Uma vida é pouco pra gente alcançar, digamos, todas as conquistas necessárias no plano ético e moral para harmonizarmos a vida em sociedade, sabendo conviver com quem pensa diferente. A gente tá nessa ruminância evolutiva há séculos. E é um processo. E apesar a despeito de quem pensa diferente, eu acho que a gente evoluiu em vários campos. Precisamos evoluir mais em outros, mas evoluímos em vários campos.
Nunca houve tanta gente no mundo se dedicando ao próximo. Nunca houve tantas redes assistenciais que focam as pessoas desassistidas de baixa renda. Nunca houve tantas políticas públicas voltadas para inclusão social. Então, o conhecimento mínimo da história confirma que nós estamos avançando agora, não na velocidade que gostaríamos. E isso é processo, entende? É minha opinião, Marcos. A gente precisa ter a noção do tempo das coisas. Você planta um pé de abacate, aí amanhã você já tá querendo fazer uma vitamina, não vai dar certo. Aí a o abacateiro cresce e a fruta tá verde, você, ah, agora tem fruta, pega a vitamina não vai tá gostosa. O uso do abacate na salada não vai tá legal, né?
Porque tem o povo que gosta do abacate salgado. A Cláudia que que morou em Cuba como jornalista muitos anos atrás, ela conhece o Caribe, conhece aquela região. Ela fala que os naquela região do mundo as pessoas estranham doce de abacate, vitamina de abacate. Ah, porque lá é salgado. O avocato, né? Avocato. O aqui a gente gosta mais do abacate. É mais comum, né? O abacate docinho, doce de abacate, vitamina de abacate para você ter o resultado do sabor vigoroso. Aliás, ontem eu tomei uma vitamina de abacate. Ontem não, segunda-feira. Aqui pertinho de casa. Adoro. Tem muita caloria, mas abacate tem uma vitamina boa que eu esqueci qual é. Qual é a vitamina? fazer a nossa enquete.
Sempre que eu pergunto aqui, vocês respondem: "Qual é a vitamina boa que tem no abacate?" Gente, quem vai responder primeiro? YouTube. Guaca, cabrão. É guacamole. Abacate, qual é a vitamina boa do abacate? Quem vai responder primeiro? É o YouTube. Ó lá. Vitamina de abacate com limão. Não, tô falando qual é a vitamina que tá dentro. É, vitamina E. Fernanda, comoace C. Tu respondeu primeiro aqui. É isso aí. É uma gordura boa. Bem lembrado. Então, vamos lá. Eh, tem que esperar o abacate amadurecer, cara. Senão você vai comer uma uma coisa que não vai pode até dar piriri. Tudo tem seu tempo, a sua hora, o seu jeito certo de se resolver com a nossa colaboração.
A gente não vai ficar esperando Deus resolver. A gente faz a nossa parte e aí o destino vai pavimentando os caminhos. Valériamp, será que pequenos exemplos farão as pessoas pensarem mais no bem comum? Pequenos em que sentido, né? Eu entendi o que você falou, mas um pequeno exemplo pode ser de grande valor ou importância para quem é favorecido pela por aquela ação. Eu tenho uma dificuldade de falar assim: "É algo pequeno, é uma é uma coisa, eu só sorri para aquela pessoa, mas o seu sorriso foi entendido por aquela pessoa como um sinal de acolhimento. Eu gosto sempre de lembrar aqui do funcionário terceirizado que limpa banheiro de empresas públicas ou privadas.
Eles são invisíveis pra maioria das pessoas que entram nos sanitários. Quando você cruza o caminho dessa pessoa e você fala bom dia, só falar bom dia já é para essa pessoa diante de tanto desprezo de quem circula na frente dela. Um alento. Ela é reconhecida. Nossa, alguém percebeu que eu existo. Quando você, além de dar bom dia, cumprimenta a pessoa e diz assim: "Parabéns pelo seu trabalho. O banheiro tá limpíssimo e tá cheiroso. Muito obrigado. É bom a gente chegar aqui e encontrar o banheiro nessa situação. Essa pessoa vai ficar e e não é falsear o elogio, é você reconhecer, cara. Banheiro limpo é tudo. Banheiro sujo é uma desgraça. É um momento que você vai lamentar existir.
Agora, o banheiro limpo faz a diferença. Você dizer pra pessoa que limpa o banheiro, olha, parabéns pelo seu trabalho não parece, mas aquilo é um reforço importante na autoestima dela. É um nutriente vigoroso para ela seguir em frente. O nutriente emocional, psíquico, emocional, psíquico e espiritual é pouco. Aí você vai dizer pequeno exemplo. Não sei se é pequeno, eu entendi a sua pergunta, mas eu acho que o que você tá falando tem razão. A evolução da gente e a evolução do planeta dependem de iniciativas que alguém pode se dar o trabalho de classificar como pequenas, médias ou grandes. Mas eu não me sinto confortável em categorizar porque tudo tem valor. Tudo na vida tem valor.
Tudo que se faça na direção do bem tem valor. E não é pouco mesmo. Mr. Anderson segue mandando perguntas de vocês. Antes disso, deixa eu fazer vários agradecimentos aqui. Eu tenho que agradecer a Regina que fez chegar aqui até mim kit para melhorar a dor de garganta que semana passada eu tava sentido sentindo. Aí ela melhoras mandou só um bilhetinho. Melhoras Regina, obrigado, viu? Recebido. Quero agradecer ao povo da terra de Chico Xavier, Pedro Leopoldo, onde estive sábado para falar de semear a paz. num evento organizado por uma pessoa que conviveu por mais de 20 anos com Chico, chamado John Harley, que me convidou. Foi uma experiência incrível.
Eu e Cláudio adoramos a passagem por Pedro Leopoldo. Já estive lá antes. Eh, é interessante, né? Porque a história do Chico tá muito bem biografada. Tem vários biógrafos do Chico e todos eles falam aonde Chico estava, onde trabalhou, onde conheceu Emanuel pela primeira vez, onde era a casa, onde era o centro espírita, tá tudo lá, né? Tá tudo lá. Então, um lugar interessante de resgatar a memória desse grande médium e semana passada foi o aniversário de nascimento do Chico, tá? E também agradecer aos amigos de Belo Horizonte, da capital mineira, Casa de Bezerra.
Estive lá, foi uma experiência incrível, falando também sobre esse tema da cultura de paz, com trabalhadores de casas espíritas de várias partes de Minas Gerais. Me senti muito, muito bem acolhido, uma, uma recepção calorosa e uma troca de ideias que me enriqueceu. Eu espero ter de alguma forma contribuído pros debates que tiveram lugar na manhã de domingo. E aí fomos convidados e adoramos, Claud e eu a almoçar na casa no dia em que foram servidas as refeições, casa de Bezerra, numa alusão Bezerra de Menezes, para quem não é espírita, eh, pra população em situação de rua, eu já tive algumas experiências de jantar ou almoçar com população em situação de rua. É uma realidade que eu conheço.
É uma situação que me causa, eu diria, uma sensação interessante assim de como uma refeição saborosa faz toda a diferença para quem não tem certeza da próxima refeição, né? E um prato gostoso, viu? Vou te contar. E e não é um pfzinho, não. É um prato calórico, saboroso, nutritivo, gostoso. Perguntas que vocês mandam. Necackler, por que com tanto conhecimento, tantas informações, os humanos continuam fazendo tudo errado? Porque conhecimento e informação não basta pra gente alcançar patamares evolutivos maiores. Conhecimento e informação ajudam, mas não determinam evolução. Evolução do ponto de vista espírita significa você progredir ética, moralmente e intelectualmente.
O conhecimento é uma asa, mas não é a única. Só uma asa para voar você fica dando pirueta. O conhecimento, portanto, ele é fundamental, mas ele não completa a demanda que precisamos ter de robustecer o coração. Musculatura pro cérebro ajuda, mas não define. Você vai ter pessoas fantásticas do ponto de vista do intelecto, que são cruéis, são violentas, são pessoas que você não quer ter por perto, tem muito conhecimento, tem muita informação, mas são egoístas, são orgulhosas, vaidosas, têm muita cobiça, ganância, desejo de acumular bens e posses, fazem uso do conhecimento para esse fim, para se locompletar. Essa é uma questão, tá bom?
Vera Sol_line pergunta: "Devemos nos sentir culpados quando uma causa ou uma pessoa não nos toca? A gente não deve se sentir culpado nunca. Agora, o desconforto na consciência, que seria uma sensação ruim, deveria despertar em nós a necessidade do arrependimento ou a urgência da compensação. Como é que eu compenso aquilo que eu percebo que eu errei a não dar a devida atenção a este projeto a essa pessoa? Cada caso é um caso. Ninguém é obrigado a ter afinidade com o mesmo gênero de projeto humanitário, de iniciativa do bem. Por exemplo, dá de comer pra população de rua, que eu acho fantástico. Pode ter gente que diz: "Não, não quero trabalhar com isso.
Eu preferia organizar o bazar de roupa pra instituição. Eu preferia trabalhar como voluntária na biblioteca ou na livraria". Então, a gente precisa se descobrir dentro de alguma atividade que você esqueça um pouco do próprio umbigo e supere as suas inclinações egoístas. Para isso, há um repertório de atividades beneficentes, voluntárias na área da caridade, que é a expressão que os espíritas gostam de usar. É um repertório infinito que vai de A a Z. Faça o que te apraz, faça o que te dá vontade de fazer. Agora existe aqueles voluntários que já estão num outro gradiente de compreensão da realidade espiritual que não escolhem o que fazer, se apresentam aonde houver necessidade.
Já é, ó, hashtag outra coisa. Chega na instituição, espírito ou não, religioso ou não, se envolvem com o projeto dizendo assim: "Eu ouvi dizer que vocês estão precisando de ajuda aqui. Em que posso ajudar? Você se habilita paraa tarefa". Tem uma frase atribuída à mentora de Divaldo Franco, Jona de Angeles, que diz assim: "Quando o servidor está pronto, o serviço aparece e o serviço é qualquer coisa que você se sinta útil, que você seja útil para alguém ou alguma instituição. Aí você não tá escolhendo. É um outro nível. Pessoa diz assim: "Tão precisando o quê? Limpar a privada. É isso que tá faltando? Me dá aí. Tem os materiais para eu fazer aí o aceio da privada? Eu faço.
Tá precisando limpar chão, me dá aí vassoura detergente. Vamos que vamos. Tá precisando lavar louça, chá comigo. É obra física. Tá precisando pintar a parede, recolocar telha. Ah, por acaso eu tenho conhecimento da parte hidráulica ou da parte elétrica. Tá precisando de alguma coisa? Eu acho isso fantástico. Adriana Correia de Porto Alegre, Buenos André, no teu sentir, a busca pelo equilíbrio emocional, espiritual passa necessariamente pela desilusão? Não. Não passa necessariamente pela desilusão. Cada um de nós haverá de ter uma rota evolutiva muito singular, muito particular. A desilusão não é uma demanda de todas as pessoas para o despertar espiritual, penso eu.
Aliás, tá chegando aí a data do primeiro ano da maior tragédia ambiental do Rio Grande do Sul. Eu tava lá, a gente cobriu, não esqueço não. Porto Alegre continua vulnerável, episódios iguais a de um ano atrás. É bom ficar ligado, tá bom, querida Adriana, minha amiga. Adelante, cabrão. Onde vamos? Onde estamos? Mister Anderson. Mr. Anderson. Maria Lúcia pergunta: André, como se manter mansa com o homem que acaba com o homem que acha que a mulher apanhou porque fez por onde? Olha, vamos lá. Vamos separar aqui raiva de indignação, que foi um estudo que fizemos domingos domingo há alguns domingos atrás.
Maria Lúcia, se você quiser ver o estudo, eu recomendo para ver se ali a sua resposta estaria colocada ou não. Eu não acho que uma pessoa caracterizada pela mansuetude não tenha direito à indignação e eventualmente a colocações feitas de forma mais incisiva. Agora, quando surge o ensejo de você ser mais incisivo na defesa de alguma ideia, penso que isso não lhe dá direito de se faltar com respeito, xingar, hostilizar, gritar, porque aí, como foi dito na mensagem de abertura do papo hoje por pastorino, a gente vai perder a razão. Quem grita perde a razão, quem agride perde a razão, quem xinga perde a razão.
E quem pensa desse jeito em relação às mulheres já perdeu a razão e eventualmente não sabe. Você pode até lembrar se você achar que é o caso. Faça isso do jeito certo, porque se você grita com a pessoa, ela já fechou, se blindou pro que você tá falando. Esse é o ponto. Se você quer que a mensagem chegue na pessoa, use a inteligência. Como é que eu consigo desconstruir a forma como essa pessoa banaliza a violência contra a mulher de uma forma que ela não perceba no primeiro momento, mas eu tô dando uma espinafrada na legitimação da violência, que quando ela perceber isso, ela já me escutou até onde eu queria falar. É apenas uma opinião. Tá bom, José?
Rosa mandando um cheiro de Caruaru, Pernambuco. Conheço o Caruaru. Ela diz assim: "André, fazemos o bem a todas as criaturas quando cuidamos da nossa casa comum. Concorda? Reforça aí essa importância. Eu reforço toda todo o papo das novas. Eu tô aqui na condição de ecochato biodesagradável. Lembrando que nós precisamos cuidar bem da gente, precisamos cuidar bem dos outros à nossa volta e precisamos cuidar bem da nossa casa planetária, que é o nosso lar. universal. Esta é a nossa casa. Você cuida bem da tua casa? Então cuida bem da tua casa da porta para fora, porque da porta para fora também é tua casa.
Eu gosto de dizer especialmente pros espíritas que quando alguém joga lixo na rua, rua quando alguém joga lixo na quando alguém considera que não é problema jogar lixo na rua, porque rua não é lugar de ninguém. Rua não é lugar de ninguém. É um pensamento de mundo de provas e expiações. Agora, quando você inverte e diz: "Não é que a rua seja lugar de ninguém, rua é lugar de todos. A rua é o lugar de todos. Esse é um pensamento de mundo de regeneração. É disso que estamos falando. Pegando carona na que a Maria Lúcia falou. Como é que eu fico mansa quando alguém defende agressão contra a mulher? Deixa eu dizer que não é mansa, é inteligência.
Eh, eu aprendi certa vez com ex-professor de história que virou ministro do meio ambiente, Carlos Mink, que eu conheço há muito tempo. Isso já tem uns 30 anos que ele falou o seguinte: "Eu aprendi que não adianta ficar chateado, ficar irritado com uma pessoa que jogou lixo no chão, muito menos xingar essa pessoa, humilhar essa pessoa." E ele recomendou o seguinte: "A pessoa tá andando na sua frente, na calçada e joga lixo no chão." Aí você fica irado, né? Como é que pode? a rua limpinha, ele vai lá e displicentemente joga esse resíduo no chão. Aí o MK sugeriu, e eu já fiz isso umas duas ou três vezes, e dá certo.
Em vez de xingar a pessoa, humilhar a pessoa, pega o lixo que ela jogou no chão, acelera o passo, chega do lado da pessoa e diz assim: "Com licença, você deixou cair isso no chão". A pessoa fica completamente desconcertada, porque ela haverá de perceber a ironia. Você deixou cair isso no chão, vai pousar de civilizada dizendo muito obrigado, não havia percebido e vai ter a oportunidade de refletir sobre o gesto de desconsideração com o coletivo, né, que é o que estamos falando. Eh, Luís Eustaque, o nosso amigo de Lavras, Minas Gerais. André, é preciso criar um novo modelo econômico, já que esse se mostrou frágil, quando um governante pode gerar o caos nesse sistema? Essa é uma boa pergunta.
Não sei se eu teria tempo suficiente para discorrer sobre essa questão, mas penso que não apenas o sistema econômico, mas o sistema político também estão ultrapassados. Em que sentido? Nós estamos testemunhando o fracasso do modelo de desenvolvimento prevalente e das regras políticas estabelecidas, né? Muitas brechas para você, em nome do povo, sabotar o povo. Então, nós estamos testemunhando a decreptitude das regras que definem política e economia e temos certeza de que isso não nos convém. no futuro, mas a gente ainda não tem a clareza de de como faremos a substituição. Qual seria esse novo sistema econômico?
Qual seria esse novo jeito de pensar a política sem abrir espaço para regimes autoritários, mas também não permitindo que a democracia seja uma ratoeira. Como é que a gente organiza rotinas que permitam mais justiça social, uma política que seja efetivamente provedora de boas soluções, uma economia que não agrave a desigualdade e a destruição do meio ambiente. Como é que a gente organiza um novo sistema? É, a gente tá vivendo exatamente o período da transição, que é muito desconfortável, porque a gente sabe o que não nos convém, mas a gente não sabe ainda qual é o caminho então que haverá de ser a substituição para aquilo que a gente não quer mais. Essa é a grande questão.
Carl Hidalgo pergunta: "André, alguns espiritualistas defendem que o mundo vive o karma de uma terceira guerra mundial. Qual a sua ótica a respeito? Não gosto de ficar especulando. Eu respeito essas especulações, divagações, elucubrações. Tem gente preocupada quando é que começa o mundo de regeneração? É 2057, 2063. Pelo amor de Deus, me inclua fora dessa. Eu tô fora. Eu não tô preocupado com isso. Ô Carla, não quero ser desrespeitoso. Já disse aqui que eu respeito quem acha importante fazer divagações sobre esse e outros temas associados ao futuro, mas eu não gosto muito dessa. Para mim é perda de tempo, energia. Eu não perco meu tempo. Aí a vida passa rápido.
Eu não tenho todo o tempo do mundo para fazer tudo que eu preciso nessa encarnação. Então eu vou consagrar meu tempo naquilo que está ao meu alcance fazer para dar algum resultado. OK? Eu posso até ter acesso a informações como você teve e agradeço você ter compartilhado comigo, mas eu tô sendo muito franco, eu não vou fingir. Não é um tema que me paute, não é um tema que defina em mim a curiosidade de ficar me aprofundando no que os mestres asionados, como chamam alguns Jesus e seus engenheiros fiderais, eu tô em outro patamar, eu tô aqui no andar de baixo. Sou um soldado raso.
Eu tento fazer a minha parte com muita dificuldade porque eu sou um espírito imperfeito, limitado, mas eu tento fazer a minha parte. Portanto, sinceramente, eu penso que por aí seria a melhor forma, a melhor forma da gente lidar com essas e outras questões. Regiane Barbosa pergunta: "Ela é de Sorocaba. Querido, bom dia. Como não se irritar nesse mundo assustador? Sou motorista. Pensa quantas situações me fazem ficar pistola. Ajuda aí. Kaká. Deixa eu confidenciar você uma coisa. Você vai achar que é piada, mas não é não. Eu entendo perfeitamente você. O trânsito ele é a porta aberta para obsessores. Tô falando sério. A tentação de você se transformar numa pessoa violenta no trânsito é enorme.
Se lembra daquele desenho do Walt Disney que o personagem do Pateta, ele era dócil como pedestre. Ele entrava no carro, ele virava um monstro no melhor estilo Jack e e como é que é? Jackel e Hides, né? Ele se transformava num monstro. Então, a regra é virar pistola no trânsito. Agora, se você tá preocupada com isso, significa que você tem algum alguma luz dentro de você. Lembrando, ó, virar pistola você só vai perder. Você vai perder patrimônio que podem bater no seu carro, podem arranhar a sua lataria, podem amassar o seu veículo ou pode perder a saúde porque você pode ser agredida ou pode perder a vida. Tem gente que mata por levar uma fechada no trânsito.
Então eu tô falando porque eu também me sinto vulnerável no trânsito. Eu rezo, eu passei a rezar antes de pegar o carro. Eu falo assim, que eu seja um bom motorista, que eu respeite rigorosamente todas as leis do trânsito e que eu tenha compaixão pelo próximo que já tá neurotizado no trânsito. A gente vê o tempo todo as pessoas neurotizadas, impacientes, violentas ao volante. Por isso que eu digo que o trânsito é porta aberta para ação de obsessores. A neurose no trânsito facilita o assédio de quem não quer ver a gente em estado de equilíbrio, serenidade, centrado. Alguém fez alguma traquenagem com você no trânsito? Bota uma musiquinha.
Mais de uma vez eu peguei motorista colocando, ouvindo música clássica. Isso me chama atenção. Pergunto se eu gosto. Ele falou: "Ass minha terapia". Por quê? Porque ajuda ele a estabelecer uma sintonia boa, cara. Cada um com o seu, cada um como é que eu me livro, né, da tentação de ser mais um neurotizado no trânsito que vira, usando a sua expressão, pistola, né? Vira o motorista pistola. Essa pistola se volta contra você, é disso que se trata. Você vai ficar uma pessoa adoecida psíquica e emocionalmente. Você vai chegar em casa levando essa neurose pro teu filho, pro teu marido, pro teu pai, pra tua mãe, pros seus amigos. É, o negócio é difícil, gente. É difícil. Vene.
Ah, ainda tem outro bloco de perguntas. Maria Helena pergunta: "Como reagir a tantos pedidos de ajuda na internet? Se você não consegue ajudar, acaba ficando com remorço. Não fique com remorço. A gente precisa ter o discernimento de entender o que nos parece viável e interessante fazer a partir de um pedido de ajuda. Se não dá para ajudar todo mundo, a vida segue. Você não tem que ter remorço de nada. Essa inclinação paraa culpa não nos favorece. Pelo contrário, ela pode indicar uma propensão à depressão. E do ponto de vista espírita, a depressão, em boa parte dos casos, ela tem as suas matrizes, eu vou repetir, Joana aqui, insculpidas no passado delituoso que promove culpa.
A culpa do passado é a depressão do presente, do ponto de vista espírita, à luz da série psicológica de Joana de Angeles. Então, não tem que ter remorço, não. A gente não vai conseguir ajudar todo mundo o tempo todo, né? A gente vai fazer o que tá ao nosso alcance quando a gente achar que deve, pelas razões que forem. Verônica Coelho do Recife. Você acredita que o ser humano vai conseguir sobreviver a tragédia climática? Sim, eu acredito e eu luto por isso. O meu tempo de vida nesse planeta, nessa encarnação, Deus me fez aqui jornalista e ambientalista e professor interessado nos assuntos, principalmente do clima e do meio ambiente. Então eu eu não poderia responder de outra forma para você.
Do meu ponto de vista, tá muito claro que a nossa geração de viventes, não é a mesma geração de faixa etária, mesma geração de encarnados, quem tá vivo no planeta hoje precisa perceber o senso de urgência para cuidar da nossa casa comum. Expressão usada pelo Papa Francisco na encíclica ambiental Laudatosi que está completando 10 anos. Daqui a pouco mais de um mês, estará completando 10 anos. Cuidar da nossa casa comum é a bola da vez. A gente precisa fazer isso por nós e pelos outros.
Quem é reencarnacionista não não pode desprezar o risco de reencarnar num planeta aonde a crise climática esteja mais aguda, aonde a obtenção por água doce e saudável seja mais difícil, aonde o lixo que não se decompõe rapidamente como o lixo plástico esteja amplamente disseminado. Sabe aquela coisa do problema que você não resolveu hoje? Vai deixar para amanhã? é uma opção. Livre arbítrio é soberano, vai deixar para amanhã, tem certeza? Porque os problemas às vezes, e no caso ambiental, com certeza é isso que ocorre, eles são cumulativos. Não resolveu hoje, vai render juros e correção. Você vai inflacionar o problema. Você vai inflacionar o problema. Então, a gente precisa ter esse cuidado.
Não adie o encontro com a ação contundente, afirmativa em favor do planeta como consumidor, como eleitor, como participante da reunião do condomínio, como pertencente a alguma organização que você acha importante apoiar e participar de ações. O mundo tá reclamando ação em favor da vida, da saúde e da resiliência dos biomas e ecossistemas. E com este apelo me despeço de todos os teres. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. em todas as igrejas, templos, terreiros, centros espíritas, sinagogas, mesquitas, em todas as universidades, institutos de pesquisa, escolas, em todos os ambientes familiares, em todos os lugares aonde você possa interceder em favor da vida, do equilíbrio, da serenidade, da temperança.
Que assim seja. Até sexta-feira, se Deus quiser. Fiquem com Deus. Valeu. Força, coragem e fé. Vai passar. Vai passar. Enquanto não passa, mantenha-se firme no prumo. Valeu. Tudo de bom.

