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O sentido espiritual do ativismo | Papo das 9 #927

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Olá, minhas amigas, meus amigos. Perdão. Não quero que isso seja a nova regra, mas hoje também, tal qual se deu na sexta-feira, eu estou começando o papo das 9 mais cedo porque tenho compromisso agora de manhã importante, inadiável. Achei que não deveria deixar de fazer o papo. Antecipei em meia hora. Espero que não seja um infortúnio. Para vocês que gostam de acompanhar ao vivo. Há sempre a opção de acompanhar depois. Gravado o papo no canal no YouTube. Vamos lá. Vamos. Olha, o tema hoje é literalmente quente. É um tema instigante e é um tema para mim muito interessante de pesquisar e refletir sobre. Espero que seja também para você.

Você já deve ter ouvido falar na palavra ativismo ou ativista. Normalmente atribui-se um valor negativo ao ativismo ou ao ativista. É interessante isso, não é sempre, mas com alguma recorrência atribui-se ao ativista a pesta de ser um revolucionário, alguém que atrapalha o establishment, alguém que atrapalha a rotina, né? E o ativismo propriamente seria algo indesejado por atrapalhar a suposta harmonia até então vigente. Será que essa é a melhor definição de ativismo? Eu vou pegar aqui uma definição que eu tô agora me divertindo vendo, além da definição dos dicionários, a definição da inteligência artificial.

Você sabe que a inteligência artificial, como tudo na vida, é uma faca de dois legumes, né? Porque a inteligência artificial pode ser uma poderosa e tem sido ferramenta de pesquisa de maior precisão e rapidez na obtenção de dados pela enorme capacidade e rapidez de processamento de informações e dados. Já falamos aqui, foi até assunto lucdades e soluções da semana passada, os problemas também causados pela inteligência artificial e a ameaça do domínio dessa tecnologia por elites econômicas, políticas, eh, num mundo tão desigual. A, a inteligência artificial também pode agravar desigualdade. E suposto a definição de ativismo, qual seria? é um conjunto de ações e práticas realizadas por indivíduos ou grupos com objetivo de promover mudanças sociais, políticas, culturais ou ambientais.

Os ativistas se engajam em causas específicas, lutando por direitos, igualdade, justiça social, preservação do meio ambiente, entre outros temas. Bom, por essa definição, não sei a opinião de vocês, ativismo é algo interessante do ponto de vista da promoção de mudanças que precisam ter lugar em favor de um mundo melhor e mais justo. Há uma outra definição, essa eu já conheci há alguns anos, embora venha de um político que, de quem eu não sou propriamente admirador ou fã, acho até que ele já desencarnou.

Eh, mas o Ross Peroll, empresário e político norte-americano, certa vez definiu, e eu achei essa definição muito interessante, ele diz o seguinte: "O ativista não é aquele que diz que o rio está sujo. O ativista é aquele que vai lá e limpa o rio." Eu achei essa definição bem sintética e muito feliz, muito cirúrgica, porque todos nós adoramos emitir opiniões sobre quase tudo e sempre com viés ou quase sempre com viés muito crítico. esse governo. Ah, porque essa guerra, ah, porque este ou aquele, aquilo, aquilo outro, a gente sempre tem uma predisposição a fazer uma análise crítica a respeito de alguma coisa ou alguém. Isso não é propriamente um problema.

Agora veja o déficit brutal de atitude. Nós temos uma enorme capacidade de discorrer horas, se for o caso, sobre algum problema que nos aflige, nos incomoda, nos inquieta. Agora, daí não se vai além. Então, o ativista, e eu trouxe essas duas definições pra gente começar a construir um conceito aqui juntos. O ativista, portanto, é aquele que arregaça a manga e faz acontecer. Ele não fica apenas na retórica, na narrativa, no discursinho, sabe? Ele se mobiliza, ele se prontifica a fazer algo diferente. E vamos combinar aí, eu tô daqui a pouco entrando na seara espírita que fala muito de evolução, né? Ah, evolução. A gente precisa evoluir. Como é possível evoluir sem mudar?

É uma pergunta que eu deixo no ar aqui. Quer dizer, a mudança é a condição cinequan para que a evolução ocorra. Porque se você é uma pessoa que tem uma postura extremamente conservadora, dizendo: "Não vamos mexer nisso, não vamos mudar aquilo, não vamos alterar essa rotina que há décadas vem acontecendo, não vamos mudar estatuto, não vamos mudar a regra, não vamos mudar as leis, não vamos mudar isso ou aquilo." Se você senta em cima do conjunto de informações, regras, posturas, hábitos, cultura, dizendo melhor não mexer, deixa do jeito que tá, penso eu, por lógica, você tá dizendo: "Tá bom assim, não mexe aí".

Evidente que aquilo que a gente vai considerar uma um avanço, uma conquista, não há porque mexer. Agora, se o mundo é tão desigual, injusto, violento, se ainda há tanta fome, guerra, se ainda há tanta, tantas evidências de que a gente não conseguiu até o momento construir um projeto civilizatório minimamente equilibrado, decente, harmonioso, tem que mudar alguma coisa. Aliás, tem que mudar muita coisa. E o ativista não é aquele que é capaz de formular uma crítica. Esse não é o ativista. Ativista não é aquele que faz petição online, eu tô assinando. Ou que faz assim uma assume uma posição nas redes sociais, eu sou contra isso, eu sou a favor daquilo. Ativista para mim.

Aí a gente já tá entrando aqui num território de ideias, sem ninguém ter a pretensão absoluta de um conceito fechado, hermético, assim, não. Não basta você dar a sua opinião, não basta você, digamos, virtualmente no mundo com tanto tempo de tela, tá todo mundo na tela o tempo todo se manifestando, se posicionando, isso muda o mundo. Isso consegue determinar constrangimento nos agentes, nos responsáveis pela manutenção daquilo que a gente identifica como nefasto, como impróprio, como eticamente condenável ou discutível, porque se não incomoda, se não realiza o nosso movimento, nada que confronte uma realidade hostil, Isso permanecerá sendo o que já é.

Eu vou aqui pedir licença porque vocês podem não concordar com a minha listinha. Eu fiz uma listinha de algumas pessoas mais ou menos conhecidas, mais ou menos importantes do ponto de vista da repercussão global dos seus respectivos ativismos. Só pra gente imaginar o conceito aplicado à prática, quem poderia ser chamado de ativista? Eu sou espírita, sou cristão. Para mim, e não se ofenda se você achar que o que eu vou dizer não combina com a tua visão do que seja o ativismo. Jesus de Nazaré foi um Jesus não seria quem foi, não divria, dividiria o calendário ao meio antes de Cristo, depois de Cristo. Jesus não teria a importância histórica que tem se fosse apenas um palestrante.

Vamos ouvir o sermão da montanha. Vamos lá, todo mundo, a multidão. Olha lá, Jesus. Aí Jesus fala. E aí você começa a ter eventualmente, se fosse apenas um bom orador, defensor de boas ideias, lindas ideias, maravilhosas ideias. Se Jesus fosse apenas alguém com a capacidade fantástica de compartilhar boas ideias ou recomendações, não teria a força histórica que teve. Não teria. Jesus foi um ativista no sentido pleno do termo que no início do papo das eu trouxe aqui. E por que ele foi ativista? Porque ele praticou o que ensinou. Ele defendeu mudanças profundas e não apenas nos hábitos, nos comportamentos, nas expectativas de quem o ouvia sobre o que seria o reino dos céus, o que seria Deus.

Não, Jesus incomodou interesses, interesses também políticos, considerando o poder do clero, dos doutores da lei na intercorrência com Roma. A gente quando estuda a história de Jesus, a gente vai ver o poder da casta religiosa hebraica, né? eh na política, na política a ponto de que poderiam os doutores da lei ter evitado o suplício de Jesus, que seria uma decisão do poder político, não religioso. Mas a influência do poder religioso sobre o poder político poderia determinar uma eh um perdão sobre um crime que Jesus não cometeu.

Se Jesus foi preso, torturado e crucificado, isso se devu a uma decisão política influenciada pelos doutores da lei, profundamente incomodados, com um homem que, ao praticar o que ensinava, afrontava valores e princípios dessa casta religiosa. Portanto, basicamente no entendimento que não é só meu, mas evidentemente esse essa opinião não é unânime e eu não tô aqui para fomentar de senso, apenas uma reflexão. É uma proposta de reflexão. Quando a gente discute o que é ser ativista e quando a gente pensa no que é o ativismo, a gente vai entender que são eh conceitos atrelados a quem faz acontecer. Não fica apenas no campo da retórica, da narrativa, das palestras, dos discursos.

É alguém que pratica o que ensina. E quando a gente fala de Jesus aqui, Cláudia, viu o pãozinho? Show. Então, quando a gente fala de Jesus, a gente tá falando de alguém que basicamente se esmera, se esmerou em ter a coragem de não recuar diante das manifestações de intimidação na sustentação prática das ideias que ele defendia. Claro que ele pagou um preço alto por isso, enquanto Messias, enquanto Rabi, mestre dos mestres, professor.

E a, por exemplo, a gente ser bem objetivo em relação ao que incomodava os doutores da lei, Jesus deixou muito claro, não é preciso haver intermediários para falar com Deus e não é preciso seguir a risca certos rituais que eram eh objeto de um os dogmas e os comportamentos e os o teatro da fé, né? Como é que você deve comer, sentar? Como é que você deve se dirigir ao altar, ler um texto sagrado? Havia sempre uma maneira de você se comportar para ser compreendido e para ser conectar, para se conectar com Deus. Jesus quebrou isso. Pensa no que eu tô falando. Isso foi uma eh é um raio que caiu no lugar aonde os doutores da lei formulavam as regras.

Portanto, Jesus, nesse sentido, não seria exagero dizer Jesus de Nazaré foi um ativista, como foram seus seguidores, os apóstolos. Eles igualmente, ao propagar as ideias do evangelho em diferentes lugares, foram todos supliciados e mortos, perseguidos, condenados. O cristianismo era uma ameaça ao establishment e eles pagaram com a vida, exceto um. João evangelista, o mais jovem que cuidou da mãe de Jesus Maria até seus últimos dias por aqui entre nós. Muitos espíritas, eu me incluo nesse grupo, acreditam. Há algumas obras mediúnicas reportando essa situação. Mira é autor de uma biografia espírita sobre a figura de Francisco de Assis, que seria a reencarnação de João Evangelista.

João Evangelista seria o discípulo dileto de Jesus. E na condição de Francisco, reencarnou nabria, na Itália, no momento que achou que deveria, filho do pai e da mãe que ele, pela envergadura espiritual que tinha escolheu. Portanto, quem conhece a história de Francisco de Assis sabe que ele é filho de um comerciante rico, o senor Bernadoni, que tinha uma enorme expectativa de que seu filho seguiria seus passos assumindo os negócios. Isso não aconteceu, isso causou uma revolta por parte do pai e o filho se despiu em frente à casa da família, dizendo: "Agora nem a roupa que você eh comprou para mim, que eu que eu uso porque você me sustenta, eu tenho agora eu tô por minha conta". Ele ficou nu.

Isso foi um escândalo, né? Na época. Isso tudo tá lá, tá na em Azize. Todos os lugares mencionados na biografia de Francisco de Assis pararam no tempo durante oito séculos. Então, quem quiser conhecer essa história em loco, vai fazer um turismo bem interessante, porque tem a casa do Bernadone, tem a imagem que Francisco, ao olhar teria ouvido uma voz: "Salva o evangelho, salva minha igreja". Ele teve uma, né, uma assim, uma uma visão. Na verdade, ele escutou uma voz, mas aquilo teve um significado místico muito tocante, que determinou uma mudança radical de rumo. E Francisco Francesco praticou o que ensinava. Ele fez voto de pobreza, castidade.

Ele começou a exercitar a espiritualidade que tocava tão fundo o seu coração. Ele reconhecia a presença do sagrado na natureza e em que pese o preconceito de muitos à época, dizendo que ele tava lelé da cuca, que ele não regulava bem, ele de fato se transformou na história, né? É o patrono da ecologia. As criaturas que se espalham nos reinos animal e vegetal são igualmente criaturas de Deus, então merecem respeito, né? Interessante assim a a cosmovisão de Francisco. Então ele constrangeu a época, esse é um ponto importante, né? Na mística de Francisco, ele constrangeu uma igreja opulenta e corrupta, que era uma igreja com poder político quase absoluto. Os estados nacionais, né?

Quer dizer, o poder político, ele é ele tinha uma forte influência da igreja e essa igreja foi contestada. Essa estrutura da igreja, essa imagem da igreja que corrompia os princípios mais caros ao evangelho de Jesus, sofreu com a passagem de Francisco por esse mundo, né? Porque ele praticou, mais uma vez, ativista, Francisco praticou a mudança que ele desejava pro mundo. O evangelho é a atitude. E a atitude que eu estou aqui vivificando, não por palavras apenas, mas por atos. Ela reproduz a essência do evangelho de Jesus. Portanto, eu estou aqui para isso. E obviamente isso incomodou muito, isso gerou muito constrangimento.

Ser ativista significa ter uma, eu diria aqui eu tô fazendo uma divagação, mas você precisa ter uma autoconfiança de que você abraçou uma causa que faz tanto sentido para você que não importa o que os outros digam, pensem, falem ou façam, importa o que você entende que precisa ser feito. feito, não dito apenas, feito a prática, a atitude de Jesus para Francisco. Francisco, eu vou para Mahatmagand, indiano, formou-se em direito e foi o responsável, assim dizem historiadores, o grande responsável, o grande eixo inspirador do movimento emancipatório da Índia em relação à colonização britânica, com dois princípios fundamentais de Gandis.

O primeiro, o princípio da não violência, expulsar os ingleses do meu país sem um tiro, sem nenhum ato que implique em violência contra os colonizadores. Nós vamos tornar o projeto da Índia Colônia insuportável para eles e eles haverão de sair em algum momento. Poderia ser uma boa descrição da estratégia. O primeiro princípio foi o da não violência. O segundo princípio foi o da desobediência civil. Gand foi um dos grandes, eu diria, ativistas que se inspiraram num livro e no exemplo dado por um americano da época chamado Henri Turr. Henri Turr, ele se tornou uma celebridade na linha do tempo. Não esquecemos de Turrô. Turrô, quem foi? foi o autor de um texto chamado Desobediência Civil.

E o que ele preconizava no texto: "É injusto pagar impostos para um governo que usa os recursos da população para aquilo que eu não acredito. Nos Estados Unidos não pagar impostos, a pena aplicada era cadeia. Turro poderia pagar impostos, ele impostos, ele tinha recursos para pagar impostos. Ele preferiu não pagar. indignado com a forma como o governo americano de então avançou da forma mais vi, violenta, indigna, injusta sobre o território do México. Essa história da conquista do velho oeste, o lugar onde onde fica ali Califórnia e outros estados americanos. Nós tínhamos ali o domínio territorial do México. Isso foi tomado na mão grande e Turrou ficou indignado. Isso não é justo.

Isso não é justo. Isso não deveria acontecer. Mas ao sul ali da fronteira com o México, você tinha um território que não era dos Estados Unidos e passaram a ser. Turro se indignou, falou: "Eu não quero pagar impostos". E no texto ele também fala para um governo que de forma muito violenta e injusta tomou o território do país vizinho México. e da mesma forma, eh, não respeita os direitos indígenas, porque os indígenas norte-americanos foram dizimados, massacrados da forma mais horrível e de onda possível.

Então, os colonizadores americanos e os o governo dos Estados Unidos quando foi instituído, ele avançou para o oeste e tomou na mão grande terras do México, que levou Turrô a se indignar e na qualidade de ativista escrever na prisão, porque ele se recusou a pagar imposto para um governo que ele não confiava, não confiava, achava que eu não quero contribuir com esse governo. Qual é a forma que eu vou fazer isso? Eu não vou pagar imposto. Foi pra cadeia. Na cadeia escreveu o texto que inspirou Gand, desobediência civil. Esse texto, só para abrir um parênteses aqui, ele ainda é estudado na academia hoje.

Historiadores gostam de referenciar esse texto porque ele foi inspirador para muitos ativistas mundo afora que não ficaram só na, sabe, na crítica verbal assim, ai que violência, ai que injustiça, ai que coisa feia que tá acontecendo, não. o que é possível fazer de fato para mudar esse estado de coisas. Turrou foi um inspirador nesse sentido. Outro que eu gostaria de referenciar como ativista dentro do conceito que a gente aqui no início do Papo das Novas em moldurou, eh, muito fiel à fontes que eu dei aqui.

Martin Luther King, pastor batista negro, americano num período terrível de segregação racial, terrível, porque os negros não poderiam, não usavam os mesmos banheiros que os brancos, não podiam usar os mesmos assentos que os brancos nos ônibus. Não podiam frequentar os mesmos clubes, os mesmos restaurantes, os mesmos hotéis. Gente, Estados Unidos, eu tô falando de 60, 50, 60, 70 anos atrás, talvez menos. Portanto, um racismo institucionalizado. A gente fala do apartide como se fosse exclusividade da África do Sul. Nos Estados Unidos havia um apartide explícito nas leis, né?

E aí, assim, abrindo um parêntente, só para você ter uma noção, Elvis Presley na sua história como roqueiro, músico, talentoso, inovador, traz na história do rock and roll o mérito de pegar carona num ritmo que era marginalizado. O blues, o rock era algo que mobilizava entretia a comunidade negra. Então era algo que fazia sentido pro geteto. Olha vocês aí, porque tem muito menos negro nos Estados Unidos do que no Brasil, tá? Percentualmente em relação à população geral. E o que que o Elves fez?

O Elvis, desde muito jovem, se entreteve, deslumbrou-se, apaixonou-se pelos ritmos dos negros e fez a transposição, sem negar as origens dessa música, para as rádios que não tocavam negros, mas tocavam brancos. Então aquele ritmo alucinante que hipnotizou os jovens americanos aqui, a Regina Santana tá falando da Rosa Parks, que tá na lista das grandes ativistas que beberam da fonte de Henri, desobediência civil. Você tem razão, a lista é grande, senão eu fico aqui o papo das 9 todo falando apenas e tão somente dos grandes ativistas do mundo. Mas então o o Elvis fez a transposição, cara, não era fácil não. Eh, sem desconsiderar a fonte.

A Cláudia, minha mulher que adora jazz, gosta de citar casos. Cláudia, qual é a qual é o o músico que se fala que se cercou de músicos negros mesmo com todo o apartade racial nos Estados Unidos? Ah, Benny Goodman. Benny Goodman. Benny Goodman. Tá ela aqui lembrando numa época que você para você subir no palco com o negro você corria o risco de ser muito estigmatizado, perseguido. Benny Goodman, a Cláudia que adora JZ, fala assim: "Poxa, ele era branco, mas ele não abria a mão dos melhores músicos e a banda dele tinha negro, muitos. E ele não abria a mão, falava assim: "Eu sou músico, eles são os melhores, eu não tô nem aí para cor de pele, eu quero que isto aconteça".

Então veja, uma coisa é você dizer: "Eu não sou, eu sou contra o racismo. Eu acho o racismo uma aberração." Aí tá tudo contra o movimento antirracista. E você vai lá, cara, enquanto músico e sobe no palco cercado de negros, né? que são os melhores para o o Benny Goodman não abrir a mão de tocar com os melhores. É disso que eu tô falando. Ativismo, ativismo, né? A gente vai aqui colocar por quando eu falo de Martin Luther King na luta contra a segregação racial, a gente vai lembrar de um homem que foi igualmente assim como Jesus, assim como eh se deu com Gand. Martin Luther King também pagou um preço caro por fazer o que achava que devia. se sem violência, né, sem violência, princípio da não violência, protestar abertamente, abertamente contra a segregação.

Eh, a Rosa Parques entra nessa lista por ter se recusado a sentar no ônibus no lugar que era dos brancos. Ela sabia o que vinha pela frente. Ela sabia que ia incomodar os poderosos. Ela sabia que ia, eu diria, sofrer na própria pele, literalmente, o estigma de quem definiu as regras da segregação. Então, a gente tá falando aqui de um mundo que não tá maravilhoso, não é um mundo onde a gente tem equacionado a questão do racismo, da misoginia, da perseguição a estrangeiros, movimento contra imigração, né? A gente tá falando de um mundo aonde os interesses privados ainda se sobrepõe aos interesses públicos. da destruição do meio ambiente ainda interessa a este ou aquele grupo privado que consegue gerar algum tipo de pressão ou influência sobre nossos representantes no parlamento ou no executivo ou no judiciário.

Gente, é um mundo, eu já tô me antecipando aqui, mas é um mundo que clama por ativismo, por pessoas que tm a coragem de abraçar causas saindo do gogó e saindo dos das petições online que faça a coisa acontecer. Eu quero citar ainda, se me permitem, eu tô falando só de estrangeiros. Eu vou abrir aqui espaço para alguns brasileiros. Chico Mendes, que a garotada não sabe quem é, e um ex-ministro do meio ambiente que já passou por aí pelo governo, saiu acoçado por dois processos abertos pelo STF. também não sabia quem era Chico Mendes, mas tem a ver com a biografia desse ex-ministro, que ele não era ligado a meio ambiente, mas foi para lá, não por acaso.

Eh, quando a gente fala de Chico Mendes, eu vou resumir aqui, é importante você saber isso, desrespeito ao teu país. Chico Mendes é um foi um seringueiro do Acre que testemunhou a destruição sistemática dos seringais por latifundiários pecuaristas que avançavam sobre terras públicas para expandir área de pastagem. Enquanto o líder seringueiro, Chico Mendes, sem violência, criou o método do empate, que era sentar na floresta onde estavam os seringais, chamando os seringueiros, suas famílias, todo mundo sentava. Aí o tratorista pago pelo pecuarista lá sobre a floresta não tinha coragem de matar as pessoas atropelando com trator quem tava na frente sentado.

Esse método simples se revelou muito funcional, tão funcional que dois fazendeiros, Darl e Dar Darc, se não me engano, o sobrenome era Alves de Souza, eh contrataram um pistoleiro para matar Chico Mendes, que já tava ameaçado de morte há um tempão, antes de ser assassinado na véspera de Natal em Chapuri, no Acre, Ele teve tempo de ser convidado pela ONU para fazer um discurso e no discurso na ONU como grande líder no mundo, portanto, um ativista em favor do meio ambiente que foi convidado pela ONU, ninguém do Brasil conhecia ele. Ele se tornou mais famoso lá fora do que aqui até morrer. Ele disse na ONU, na sede da ONU em Nova York, "Eu sei que vou morrer, eu sei que vão me matar".

Ele disse isso. Colocaram escolta, mas a escolta não deu conta da proteção de Chico Mend, que foi assassinado na varanda de casa. Depois de tomar banho, pendurou a toalha na corda, acendeu um cigarrinho e vapo, dois tiros de escopeta. Pois bem, Chico Mendes eternizou-se pela luta em favor do desenvolvimento sustentável da floresta de leis que protegessem florestas nativas ou não determinassem a derrubada sumária de floresta pública para virar pastagem, como a gente viu que se transformou em algo avacalador na Amazônia, né? A maior parte da proteína animal do Brasil tá vindo mais da região norte.

Eh, quero lembrar aqui do Betinho, o sociólogo Herbert de Souza, que eu tive o prazer de conhecer, irmão do enfio. O Betinho era hemofílico, portanto, desde a infância não podia se expor a cortes, acidentes, porque o sangue não coagulava. Ele podia morrer de hemorragia em qualquer lugar, só que ele contraiu aides fazendo transfusão de sangue dentro de um processo de algo rotineiro na vida dele enquanto hemofílico, que era fazer essas trocas de plaqueta, etc. Ele contraiu Aides. Aí que que ele fez? Lamentou ter contraído o Aides, ficou escrevendo cartas indignadas? Não, ele transformou-se num gigantesco ativista em favor do quê? da moralidade, da transparência dos bancos de sangue no Brasil, que ninguém se contaminasse com nenhum tipo de doença transmitida a partir de uma transfusão.

Se hoje você doa sangue, tranquilo. Se você diz assim, não é tranquilo, eu vou lá aqui no Rio, já fui no Emorrio, já fui aqui no Instituto de Cardiologia, é top, super aceio, condições sanitárias top, todo mundo com luva, seringa descartável, tudo funcionando como deve ser, maravilhosamente. Por que que é assim? Eu não teria nenhum receio de dizer, porque houve um ativista chamado Herbert de Souza, o Betinho, que emprestou enorme visibilidade a causa justa, que ninguém viesse a pegar uma doença evitável por transfusão ou contato com o sangue de alguém que não havia tecnologia disseminado suficiente, né? para você rastrear esse sangue não tá bom.

Porque hoje só para você, se você nunca do sangue, primeiro faça esse gesto porque os bancos de sangue invariavelmente estão operando no limite. É um gesto de amor doar teu sangue para quem precisa. Segundo, teu sangue não vai direto para uma transfusão, paraa produção de plaqueta, não. Eles fazem o rastreamento. Esse sangue tá bom. Se esse sangue passar pelos exames, a gente encaminha para quem de direito. E se o sangue não tiver legal, houver um mínimo de suspeita, eles reportam a você hoje. Senor André, Senor André, seu sangue não será utilizado. Pedimos que o senhor compareça aqui. Por quê? Porque descobriram alguma coisa que não tá 100% para você se tratar.

Ah, como é que isso aconteceu no Brasil? Graças a um ativista chamado Herbert de Souza, Betinho. Quero aqui também render as mais lindas homenagens a Maria da Penha, para quem conhece, quase morreu espancada, baleada pelo marido. uma cena tragicamente recorrente no Brasil da violência imposta contra a mulher, ameaça contra a mulher, a mulher que é agredida fisicamente, a mulher que é torturada, por vezes até passa por episódios horrorosos de cárcere privado. Isso tá aí, gente. Assim, ser mulher no mundo ainda é uma questão delicada para burro. E mulheres ativistas fazem toda a diferença. Não que dependa delas a mudança. Nós homens, se tiver homem aí me assistindo, essa causa é nossa.

Você quer um mundo melhor e mais justo, isso passa pelo respeito à mulher, a comunidade LGBTQ a mais, etc. Respeito. Tudo começa pelo respeito. Que que fez Maria da Penha? ficou se lamentando. Ela foi parar numa cadeira de rodas por causa do marido. Ai que triste ser mulher nesse mundo. Coisa não. Ela foi lá e começou a arquitetar um movimento que resultou na Lei Maria da Penha. Informe-se sobre o que é a Lei Maria da Penha, que depois inspirou uma outra lei ainda mais rígida chamada lei do feminicídio.

Ou seja, o Brasil começou a acordar pro fato da violência contra a mulher determinar ou que deveria determinar respostas mais duras da legislação a partir do ativismo, a partir da ativista Maria da Penha. É importante a gente conhecer a história. A história avança, ela dá um passo à frente, ela torna o mundo, um ambiente menos tóxico, menos injusto, menos perverso. A partir dos ativistas, eles deixam de ser apenas os defensores das boas causas no gogó, arregaçam a manga e fazem acontecer. Eles assustam, eles intimidam, eles são mal vistos por um por quem acha que não, mas isso vai dar trabalho. Nossa, são agitadores.

Nossa, ainda tem quem faça a conotação política ideológica dizendo: "Ah, isso aí é coisa de comunista, é coisa de esquerdista". Não, isso é coisa de quem defende a ética, o bom senso, os direitos básicos dos cidadãos e cidadãs. Porque se você não deseja mudança, se você acha que o mundo tá legal, você tá avalizando a barbárie. Preste atenção à sua volta, tudo que acontece por perto. Não precisa ir longe, não precisa ir a Gaza, que é um absurdo completo, genocídio absurdo, inominável, inqualificável.

Não tenho palavras para dizer o que que é um governo de um estado soberano que é Israel, que tem todo o direito de eleger o Ramás, inimigo público número um do Estado israelense, mas não tem o direito de matar, como vem matando crianças, milhares e milhares de inanição, fome e bomba. Hoje no jornal eu cessei um dado, a faixa de gás que é pequenininha, é um lugar pequeno, concentra o maior número de crianças mutiladas por bombas do planeta por quilômetro quad. O lugar do mundo que tem a maior quantidade de crianças mutiladas por quilômet quad gás. Eu nem tô falando daquelas assassinadas. Então, não dá pra gente achar que tá legal, tem muita coisa que precisa mudar.

E o que eu tô querendo trazer aqui é motivos pra gente sair um pouquinho do gogó da retórica e botar o bloco na rua, fazer acontecer, independentemente da tua formação profissional, nível de escolaridade, eh nível de renda, religião, se tem ou não tem, o que seja, a gente precisa fazer mais e melhor, cara. Mas eu vou chegar lá ainda. Eu queria também fazer uma breve homenagem a Sebastião Salgado, fotógrafo, que um gênio da fotografia que partiu há relativamente pouco tempo e ele se enquadra categoricamente na definição de ativista. Sabe por quê? E ele não negou isso. Ele falou: "Eu tô fotografando o que eu tô fotografando. Eu sou testemunha do que eu tô na linha de frente vendo.

Não é possível para mim manter uma distância estratégica do que eu tô registrando e documentando." Então, quando ele fez a série Êxodos, mostrando o grave problema das migrações, gente que não tem pátria, que não tem condição de ficar onde tá e não não é bem recebido para onde vai e viram pária, escória da humanidade. Sebastião Salgado se posicionou, aliás, como o Papa Francisco também se posicionou claramente em favor de um mundo mais compassivo, misericordioso e generoso em relação à situação de famílias inteiras que não tm nenhum prazer de deixar o lugar de onde nasceram. A história daquela família tá num determinado lugar, só que aquele lugar se tornou absolutamente inóspo, intragável.

É impossível viver com dignidade nesse lugar. Ela vai procurar um lugar no mundo. Vai procurar um lugar no mundo. Então, antes de você levantar o dedo e dizer: "Ah, mas você não é daqui, saia daqui". Que é a história da humanidade é marcada exatamente por esse dedinho levantado, dizendo: "Você não é daqui, você não é bem-vindo, saia daqui." As guerras invariavelmente começam por aí. A atual invasão da Rússia Ucrânia é o dedinho levantado. A invasão de Gaza por Israel se deve num primeiro momento para retaliar o ataque criminoso e covarde do Ramás contra cidadãos israelenses. Só que isso extrapolou e atendeu interesses da ultradireita fascista e tóxica de Israel que está no poder.

O um dos ministros do Netaniarro disse com todas as letras. Gente, procure essa informação. Nossos inimigos não são apenas os terroristas no do Ramais. Nossos inimigos são as crianças palestinas. Ele disse isso com todas as letras. Isso tem vídeo, não é reprodução, entre aspas. Que criatura é essa que diz isso em público ocupando um cargo importante no primeiro escalão do governo? Não faz sentido para quem tem valores, princípios que não se coadunam com a o genocídio, a perseguição sistemática de criança, como a gente tá vendo. Então, tudo começa pelo você não é bem-vindo aqui.

O ponha-se no seu lugar, como disse o senador Marcos Rogério, presidente da comissão de infraestrutura do Senado, num ataque promovido e com método por três senadores contra Marina Silva naquela comissão. Vocês viram, teve ampla repercussão. Num dado momento é o dedinho levantado. ponha-se no seu lugar, o que gerou uma, né, um desconforto enorme entre, inclusive entre quem não é ligado à causa ambiental, quem não apoia o atual governo federal, mas tava lá, ó. Isso não. Isso não. Até porque quando se levanta um dedo um homem em relação a uma mulher para dizer, ponha-se no seu lugar, você vai falar que lugar? Ela é ministra, ele é senador na hierarquia política. Ela está acima dele.

Qual é o lugar dela? Essa é a frase clássica dos homens machistas que não reconhecem a mulher aqui, ó, no mesmo nível. Vamos lá. Portanto, posto o que eu falei sobre o ativismo e o que decorre da ideia de que o ativismo ajuda a humanidade a seguir em frente com menos falação e mais ação. Eu preciso ler aqui pro livro dos espíritos. Nós somos reencarnacionistas, vocês sabem. E no livro dos espíritos, que é a obra fundamental, básica aqui do estudo da doutrina dos espíritos, espiritismo, portanto, tá resumido aqui. Questão 132. Qual o objetivo da encarnação dos espíritos? Por que que a gente existe nesse planeta?

Então, na resposta, a espiritualidade maior fala que o objetivo é alcançar a perfeição, ou seja, nos livrarmos de todas as nossas imperfeições morais. A gente tá aqui para se tornar, nos tornarmos pessoas melhores. Isso é possível através, para uns é expiação, para outros missão. é a maneira de você organizar as ideias, lembrando que a evolução ética e moral, a evolução intelectual apontam na direção de um caminho aonde quanto mais a gente evolui, menos demandantes de experiências, eu diria, amargas, duras, difíceis, seremos Portanto, o contexto da busca pela perfeição a partir da expiação se dá no entendimento de que a dor ela ela tem um componente, essa é a visão dos espíritas, nem todo mundo concorda, didático e pedagógico.

A gente pode aprender eh muito sabendo lidar com experiências adversas. Isso fortalece a nossa musculatura espiritual. E a parte da missão é o seguinte: você já tá pronto para realizar algum trabalho, que exceda apenas seus próprios interesses, extrapolhe o perímetro do teu umbigo, que você seja alguém proativo, que você seja alguém que faça algo que não tenha por motivação apenas o próprio benefício particular, certo? Quer dizer, quando você avança na direção daquilo que é a máxima do espiritismo, fora da caridade, não há salvação. A caridade não é esmola. A caridade é autoestima. Ame-se.

Preste atenção no outro que vai estimular você a esquecer um pouco de si próprio e tentar minimizar, mitigar a dor e o sofrimento alheios. Então é um exercício evolutivo, ajudar o próximo. Coloca você num patamar diferenciado do ponto de vista das gradações de espíritos em evolução. Se você consegue realizar esse movimento, você tá progredindo. Se você consegue ser menos egoísta, menos orgulhoso, você tá progredindo. Se você consegue ter menos inveja, menos ambição e cobiça, menos vaidade, você tá progredindo porque você tá transcendendo valores ainda muito presentes no mundo que ainda é de provas e expiações. Então, vamos lá. Tem a questão da missão e tem a questão da expiação.

Missão é fácil o que tá ao teu alcance. Isso é muito interessante. A doutrina espírita não diz: "Seja santo". Seja perfeito. O s de perfeitos é um projeto de longo prazo. Que que dá para fazer nessa encarnação? O que tiver ao teu alcance, o passo do tamanho da perna. A pergunta é: estamos eu e vocês fazendo isso? Eu eu eu de uns anos para cá, aqui vai uma confidência nas minhas preces matinais, eu sempre encaixo uma palavra que para mim pode não fazer sentido para você, para mim faz. Porque é uma lembrança que eu preciso fazer para mim mesmo todo santo dia, que eu possa fazer tudo o que esteja ao meu alcance, porque fazer o que tá ao seu alcance não é pouca coisa.

Ah, e se eu fizer o que não tá no meu alcance, há um risco brutal de você ao extrapolar os próprios limites, colapsar. A gente faz o que dá, a gente faz o que a gente pode, a gente dá o passo do tamanho da perna. Então, penso a partir da literatura espírita, dos estudos do espiritismo, que o que nosso anjo da guarda espera de nós, o que Deus espera de nós, é que a gente faça o que está ao nosso alcance, nem mais, nem menos. Ao desencarnarmos, esse dia vai chegar.

Se a gente conseguir ter a partir da noção do que foi a nossa existência, que a gente procurou em boa parte dos momentos fazer o que estava ao nosso alcance, isso haverá de determinar uma consciência muito, muito favorável, muito tranquila. Eu fiz o que deu, eu fiz o que era possível. Bom, aí tem uma parte aqui da resposta à questão 132. Qual o objetivo da encarnação dos espíritos? que é a seguinte: a ação dos seres corpóreos é necessária a marcha do universo. Deus, porém, na sua sabedoria, quis que nessa mesma ação eles encontrassem um meio de progredir e de se aproximar dele. Deste modo, por uma admirável lei da providência, tudo sem cadeia, tudo é solidário na natureza.

Gente, aqui vou emprestando as palavras finais da reflexão de hoje. O papo começou mais cedo, 8:30, vai terminar mais cedo 9:30, que temos algo importante a ser feito hoje, nesse horário. O que eu tô querendo dizer é o seguinte, não basta a gente se perceber se essa for a autoimagem que você tem de você. como pessoas de bem. Ah, eu sou uma pessoa de bem. Ah, eu não desejo mal a ninguém. Sim, eu acredito em Deus e rezo todo dia por um mundo melhor. Desculpe a franqueza. Com o estudo de hoje, eu tô tentando aqui demonstrar o seguinte. Todos nós, em maior ou menor grau, precisamos refletir sobre a palavra ativismo ou a palavra ativista, que significa praticar o que você acredita.

Gand imortalizou uma frase monumental. Seja você a mudança que você quer para o mundo. Vou repetir a frase lapidar de um ativista da paz chamado Mahatma Magand. você a mudança que você deseja para o mundo. Nós precisamos fazer acontecer. Nós precisamos realizar a utopia que abraçamos. Ah, eu quero a paz. Então, pensa que que você tá fazendo pela paz. Ah, eu quero uma sociedade mais justa. Pensa o que que tá dando para você fazer em favor desse lindo objetivo. Ah, eu quero um meio ambiente protegido. Eu não posso permitir a destruição sistemática do patrimônio natural do Brasil, das suas florestas, das suas águas, do seu solo, da sua biodiversidade. Não posso permitir isso.

Que que tá ao meu alcance fazer? Que tipo de movimento? Que tipo de atitude? Que tipo de realização eu posso fazer além do desejo? O que me cabe, o que é possível? O que está ao meu alcance fazer? Hoje é dia 1eo de junho, vai começar a semana do meio ambiente, dia 5 é o dia mundial do meio ambiente. O meio ambiente começa no meio da gente. Nós estamos no país mais fartamente provido de vida. A maior parte da biodiversidade do planeta, espécies animais, vegetais, macroscópicas, microscópicas, está aqui no único país do mundo com o nome de árvore.

Então, se o meio ambiente no Brasil tá sendo destruído e essa destruição pode ser retroalimentada, eu eu tô pegando isso como exemplo que foi o assunto da semana, o que nós podemos fazer em relação a isso? Há algo que possa ser feito em relação a isso. Você concorda com isso? Então tudo bem. Fique aí na poltrona achando que tá tudo ótimo. Se você acha isso muito ruim, o que é possível fazer? Fazer mais e melhor. Reflita. ativismo é uma forma de você transformar indignação em atitude em favor do coletivo. Não é uma causa. Todos os que eu citei aqui comativistas não realizaram movimentos apenas pensando apenas em si próprios. É interessante isso.

São gestos corajosos que incomodaram interesses que foi foi duro encarar o mal olhado, encalhar eh encarar infâmias, encarar injúrias, encarar difamações para alcançar um objetivo nobre, justo, urgente. Cada um de nós, portanto, tem algo que poderia ser feito em favor desse mundo que a gente deseja. que seja um lugar melhor. A questão é quando a gente vai deixar o gogó trabalhar sozinho e vai transformar isso em algo que de alguma forma contribui efetivamente para a mudança. Fiquem com Deus, tudo de bom. Papo das 9 terminando mais cedo porque começou mais cedo, vai ficar estocado no YouTube. Eu espero que seja útil. Valeu,

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