Apoio familiar na velhice

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Esta foi uma pergunta respondida durante o Papo das 9, que acontece nas quartas, sextas e domingos, às 09h no meu canal no YouTube.

Transcrição do vídeo (gerada automaticamente)

Transcrição automática das legendas do YouTube, sem revisão humana. Pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Família é bom ter por perto, mas por vezes alguns de nós não têm esse privilégio. Por razões geográficas ou porque a família se dissolveu, tem embates, não há um elo de amor entre as pessoas da família e elas vão tocar a vida, cada uma em outros lugares ou porque já desencarnaram, né, os nossos familiares mais próximos. Quando você fala assim, como envelhecer bem sem sua família próxima? Claro que é bom ter uma família próxima, mas isso não é uma condição para envelhecer bem, na minha opinião, porque você pode ter aliados, seu cônjuge ou seu namorado ou sua namorada, ou você pode eventualmente estar numa instituição que acolhe você já idoso ou já idosa e cuida de você. Ah, não é o ideal, não é o que eu sonhei para mim, não é o que eu queria.

Bom, mas é o que temos para hoje. E aí temos uma questão que eu acho que também é pertinente. Eh, se o acaso não existe essa etapa da vida que, como todas as outras anteriores, tem a sua função pedagógica do ponto de vista espiritual, a gente aprende quando tá no ventre da mãe enquanto espírito imortal. A gente aprende quando é bebê, a gente aprende quando é uma criança miúda, a gente aprende na pré-adolescência e inadolescência, na juventude, na vida adulta. E quando a gente tá já dobrou metade da ponte e tá caminhando na direção desse momento em que regressaremos à pátria espiritual.

Cada etapa da vida traz o seu ensinamento e em cada etapa da vida há circunstâncias mais ou menos favoráveis que a gente não deveria, portanto, se rebelar ou se revoltar, mas tentar entender de que maneira, posto que as coisas estão assentadas na minha vida dessa forma, nessa resolução, o que me cabe fazer é tentar transformar limão em limonada. Eu vou lidar com isso. Dentro da perspectiva espírita. É exatamente o que você precisa vivenciar. E eu não entendo que o envelhecer bem passe inexoravelmente por uma família próxima.

Tem gente com família próxima que não envelhece bem. E tem gente que vai construir laços de afeto, carinho, amor, amizade fora do círculo familiar que são essenciais. pra qualidade de vida nesse momento que a faixa etária tá mais elevada.