A realidade espiritual de quem desistiu de viver | Papo das 9 #1081
Qual é a realidade espiritual de quem desistiu de viver? No último domingo do Setembro Amarelo, André Trigueiro fecha a série de especiais sobre valorização da vida com a leitura espírita do tema, sem proselitismo e com respeito a quem pensa diferente. O ponto de partida consola familiares e amigos: a doutrina espírita não admite penas eternas. Na visão apresentada por André, a vida continua e há possibilidade de amparo e recomeço. Na compreensão que André compartilha, quem chega a esse ponto não quer morrer, quer calar uma dor, e ninguém deveria julgar a dor do outro.
O percurso passa por Santo Agostinho, em A Cidade de Deus; por Kardec, em O Céu e o Inferno; por Léon Denis; por Joanna de Ângelis, em Plenitude, psicografia de Divaldo Franco; e pelo capítulo espírita de Viver é a Melhor Opção, livro do próprio André. Ele critica a linguagem de crime e castigo que ainda aparece em textos antigos e em algumas palestras: Deus não castiga, e o Evangelho pede compaixão. Na visão espírita apresentada, a vida continua depois do desencarne, problemas que parecem sem saída podem se resolver com o tempo, e a impulsividade é um fator de risco. Sobre o Vale dos Suicidas, de Memórias de um Suicida, psicografado por Yvonne Pereira, o alerta é claro: a ideia não está nas obras básicas e não é regra, porque cada caso é um caso. E, na leitura espírita, ninguém fica abandonado: há sempre amparo e resgate.
Na parte final, o recado é prático. André recomenda a quem está em sofrimento procurar ajuda em saúde mental, com psicólogo ou psiquiatra, e cultivar cuidados cotidianos: ouvir boa música, aproximar-se de pessoas que fazem bem, movimentar o corpo e se proteger da avalanche de conteúdo tóxico da reta final da campanha eleitoral, ficando com propostas e biografias. Não é humilhante pedir ajuda, e um tratamento pode levar tempo até encontrar o caminho certo. Além da medicina, André lembra o amparo da espiritualidade, na igreja, no templo, no terreiro ou no centro espírita. O encontro termina com a lembrança de que viver é a melhor opção.
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Capítulos do episódio
- 0:00 — Abertura: o fechamento do Setembro Amarelo
- 2:44 — Sem penas eternas: uma visão que consola quem fica
- 4:02 — O recorte cristão: os mártires e uma confusão histórica
- 5:45 — Santo Agostinho e A Cidade de Deus
- 8:19 — Espiritismo e ciência: nem crime, nem castigo
- 9:55 — Não se julga a dor do outro: misericórdia e compaixão
- 12:15 — O livro Viver é a Melhor Opção e seu capítulo espírita
- 13:59 — Kardec em O Céu e o Inferno: livre-arbítrio e consequências
- 17:06 — Léon Denis e o sentido da dor
- 18:46 — Plenitude, de Joanna de Ângelis: enfrentar o sofrimento
- 21:00 — Eclesiastes, Krishnamurti e a sociedade doente
- 24:30 — Ação e reação: aprender com cada dificuldade
- 26:37 — Marcelo Ribeiro e a lei de causa e efeito
- 28:09 — Tudo passa: o suicídio não é solução
- 28:57 — Palestras que condenam: o Evangelho pede amor
- 31:32 — O que acontece depois? Na visão espírita, a vida continua
- 32:46 — Problemas que se resolveriam e o risco da impulsividade
- 33:54 — O pensamento de quem fica, na visão espírita
- 35:02 — O desligamento do corpo e o planejamento de vida
- 36:16 — Memórias de um Suicida, de Yvonne Pereira
- 38:43 — Apego à matéria e a lição budista do desapego
- 41:27 — Perispírito e reencarnação: uma entrevista de Chico Xavier
- 44:27 — Não funciona assim: o cuidado de não generalizar
- 45:19 — Para onde vai quem partiu? Os nove relatos de Kardec
- 47:01 — Cada caso é um caso: o Vale dos Suicidas não é regra
- 50:07 — O que define a vida logo após o desencarne
- 52:55 — Nunca estamos sós: amparo e resgate no plano espiritual
- 54:36 — Em sofrimento? Procure psicólogo ou psiquiatra
- 55:07 — Cuidados cotidianos: música, afetos e exercício físico
- 58:09 — Não é humilhante pedir ajuda: paciência no tratamento
- 59:33 — O amparo da espiritualidade, em qualquer tradição
- 1:00:13 — Encerramento: viver é a melhor opção
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[aplausos] É o povo chegando. É o povo chegando. Vamos dar um tempo. É o povo chegando. É o povo chegando.
É o povo chegando. Povo chegando. Povo chegando. Sejam todos bem-vindos. Mais um domingo de papo das Novas, especial ao vivaço, direto do meu CAFOF em Laranjeiras, no último domingo de setembro desse ano, 27 de setembro.
E conforme combinado com vocês, eu sempre fazendo consultas, gostaria de selar o fechamento da abordagem sobre a valorização da vida no dia de hoje, trazendo informações que remetem à crença espiritual, religiosa, especialmente aquela focada na percepção espírita. posto que a maioria absoluta das grandes tradições religiosas ou filosofias espiritualistas do Oriente ou do Ocidente, elas têm uma posição muito crítica em relação ao autoestermínio, né, ao suicídio, cada um explicando a seu modo por que é assim e o que aconteceria depois do desencarne deste desta forma. Entretanto, eh, é interessante como a doutrina espírita ela entra em detalhes e pormenores. Isso não faz da doutrina espírita melhor ou pior. São fatos que nenhuma outra tradição religião tem.
O a realidade do plano espiritual é descrita dentro da filosofia espiritualista denominada espiritismo numa riqueza de detalhes que [roncando] nós eh hoje vamos acessar. E eu sempre digo isso com muito cuidado e muito respeito. Aqui não há proselitismo religioso. A gente não tá aqui querendo convencer ninguém, mas é muito bonita a forma como o espiritismo aborda o tema. Primeiro, porque nós não temos a visão das penas eternas.
Nós não temos essa visão de uma irreversibilidade do estado em que o suicida se encontra no plano espiritual. E isso é muito consolador, especialmente para parentes, amigos, colegas de trabalho, daqueles que partiram desse mundo dessa forma. É muito interessante a visão dos espíritas sobre esse tema. E eu vou começar trazendo algumas questões que aludem a visão religiosa. Vamos colocar nesses temas.
Muito antes do espiritismo acontecer no século XIX. Eu não vou me vai demorandar muito tempo que eu vou dizer. Não vou entrar nesses detalhes históricos. Mas o extermínio vem de longe, né? Desde que a humanidade aqui está, existem essas situações.
Em algumas culturas, ao longo da história, isso foi mais ou menos tolerado, né? E é interessante aí eu vou fazer o recorte cristão, porque o cristianismo primitivo, vamos chamar assim, ele tinha, ele foi perseguido. E os mártires do cristianismo, assim denominados, eram aqueles que, a despeito do risco de morte pelo poder político, que não aceitava o cristianismo e obrigava o o cristão a renunciar à própria fé, se o cristão não renunciasse à própria fé, pagava com a vida. Então, interessante, houve, em certa medida, eu vou chamar isso de confusão, com muito respeito, de mártires do cristianismo inspirarem depois, bem depois, eh, alguns suicidas a entenderem que precipitar o retorno à pátria espiritual para experimentar as delícias do reino de meu pai, do reino dos céus, seria algo trivial ou eh bem fundamentado? Não, eu eu tô querendo ir logo pro mundo do o mundo eh espiritual que Jesus nos Evangelhos afirmou a existência.
Eu vou encontrar logo a salvação. Cansei desse mundo, vou para lá. Então é interessante como se sistematizou. É interessante isso, isso é história, a prática do autoestermínio dentro de uma perspectiva religiosa de incurtar a vida na terra e deixa ir logo pro reino de Deus. E aí nós vamos encontrar, principalmente em Santo Agostinho, no livro A cidade de Deus, o que terá sido o texto mais contundente, mais bem fundamentado no universo cristão, mas com recorte católico, sobre este assunto, eh, negando totalmente qualquer vínculo entre a vivência cristã e a possibilidade de você então ficar muito à vontade, de precipitar o retorno à pátria espiritual, eh, e isso ser trivial pelo viés do autoestermínio.
Então, em a cidade de Deus, dentre outros argumentos, Santo Agostinho evoca os o os os 10 mandamentos lá de Moisés. Não matarás. Não matarás é um mandamento que faz sentido para judeus e cristãos com base na lei mosaica. E não matarás, não é só não matarás alguém, não matarás você também. Então, Santo Agostinho encaixa tudo junto e fala: "Esse é um princípio que a gente deveria prestar atenção".
O segundo princípio é que a vida não pertence a nós de maneira absoluta, mas sim a Deus que é o criador. Então essa é uma visão realmente religiosa, como se nós, através dessa violência cometida contra nós mesmos, estivéssemos usurpando um direito, porque não teríamos eh o direito suposto de arbitrar sobre nossas existências, posto que somos criaturas e pelas leis de Deus isso não deveria ter lugar. Eh, são muitos os argumentos, mas Santa Agostinho é particularmente duro quando questiona a suposta bravura, a valentia ou a coragem de alguém eh eliminar a existência nesse plano. Nossa, fulano foi corajoso. Você viu o que ele fez?
Não, o que que ele fez? Ele se matou. Não, Santo Agostinho é muito muito crítico, não chama isso de coragem, se chama de covardia moral, covardia moral, né? Eu já vou aqui abrir um espaço pro entendimento moderno do tema do suicídio, à luz do conhecimento e da ciência, aonde o espiritismo deixou uma janela aberta lá no século XIX, afirmando aonde a ciência avançar bem fundamentada, o espiritismo haverá de se posicionar junto com a ciência. Eu tô dizendo isso porque no século XIX a gente vai ver em algumas obras espíritas, inclusive as obras básicas que Kardecou, os conteúdos egressos das comunicações com espíritos, muitas mensagens falando que o suicida era um criminoso ou que ele haveria de sofrer um castigo.
Isso não faz o menor sentido. Eu digo isso como espírita. A compreensão do destino espiritual do suicida conflita com o entendimento que a gente precisa ter, não usando essa nomenclatura que vem de muito longe, que Deus não castiga ninguém. E a gente usar a palavra criminoso é algo duro a partir da questão de que todos somos imperfeitos. suscetíveis ao erro.
E sim, o espiritismo afirma que o suicídio é um erro, mas como disse, o entendimento hoje que prevalece é de que a pessoa que realiza esse movimento é uma pessoa que não quer, na verdade, se matar, ela quer calar uma dor. E não seria correto a gente julgar a dor do outro que a gente não tá na pele do outro. Esse é um exercício de misericórdia e compaixão. Então, o espiritismo não fica em cima do muro. Ele se posiciona.
Somos contra o suicídio. Dizemos que é um erro e que haverá consequências. Mas nós não acreditamos em penas eternas. Do contrário, aquilo que nós chamamos de Deus não seria soberanamente justo e bom. Aquilo que nós chamamos de Deus não seria a expressão sublime do amor.
Porque Deus ama indistintamente todas as suas criaturas. E uma vida na Terra é um intervalo de tempo muito pequenininho pra gente evoluir tudo que a gente precisa. Então, a imperfeição é a regra. Não há a perfeição não é desse mundo. Isso aparece inclusive numa mensagem eh nas obras básicas.
A gente precisa ter o cuidado, portanto, de mesmo se posicionando contra o suicídio, ter ah a humildade de reconhecer que a gente não tá na pele do outro, a gente não tá sentindo a dor do outro e que nós precisamos ter essa compaixão e essa misericórdia que são legados do evangelho. E deixar claro, não existe castigo, não existe punição, existem consequências. Existem consequências. E a gente, portanto, haverá de compartilhar agora informações que para nós espíritas fazem sentido. Eu já compartilhei Santo Agostinho que sacramentou no universo católico cristão um paradigma.
Até hoje esse livro A cidade de Deus, até onde me foi possível compreender a visão dos católicos sobre o suicídio, tá fortemente influenciada. por Santo Agostinho. No livro Viver é a melhor opção, a prevenção do suicídio no Brasil e no mundo. Nós deixamos o último capítulo porque tem muita ciência aqui na área da psiquiatria, da psicologia, da suicidologia, pra gente compreender esse fenômeno. Mas aqui eu me ative apenas no capítulo final a entrar bem forte o que diz o espiritismo sobre isso.
Vamos lá. Eh, há um livro em que Kardec se deteve mais tempo na abordagem desse tema chamado O céu e o inferno, que eu vou falar dele já já. E foi desse livro que eu tirei um trechinho que abre o sétimo capítulo do meu livro aqui. Então, aspas para Kardec. Pessoal do YouTube tá dizendo que há um problema no áudio do YouTube.
Aqui o áudio tá no máximo e nem todo mundo que tá no YouTube tá se queixando do áudio. Eu já vi aqui, tem gente dizendo: "O som tá ótimo aqui, eu não sei explicar o que tá acontecendo." Então, quem quiser vai no Instagram porque o Instagram tá bombando, tá bombando, tá indo bem. É, eu tenho visto aqui, ó, tem gente dizendo: "O som aqui tá normal, aí o outro tá oscilando, abaixa e aumenta." Eu não sei explicar isso, tá gente? Então, no eh Instagram tá lá olimpicamente bom o som, OK? Me perdoem, mas eu não tenho controle sobre essa oscilação do áudio.
O que diz Kardec no livro Céu e Inferno? Isso é a visão dos espíritas, tá? Portanto, é uma questão de fé, de crença e e não precisa ser a sua, mas é a nossa. Em regra, o homem não tem o direito de dispor da vida, por isso que esta lhe foi dada, visando deveres a cumprir na terra, razão bastante para que não a abrevi voluntariamente sob pretexto algum, mas ao homem, visto que tem livre arbítrio, ninguém pede a infração a esta lei. Sujeita-se, porém, à suas consequências.
Gente, imagina isso no século XIX. É espetacular, porque em outras palavras o que Kardec tá assinalando aqui é que Deus de fato é, né, esse poder supremo, essa causa primária de tudo, de todas as coisas. Agora, o livre arbítrio é soberano, significa dizer que cada um de nós tem autonomia para realizar as próprias escolhas e haverá consequências. Repito, no caso dos espíritas, nós acreditamos e temos algumas evidências do ponto de vista do teorica e da credibilidade das informações apuradas a partir dessas consultas, dessas evocações, né? O conjunto de dados que veio e continua vendo do plano espiritual.
Essas não há apenas eternas. Não há penas eternas. Então, há um erro, esse erro será reparado e a vida vai continuar. Inclusive, é interessante que eh a nossa convicção é de que boa parte das pessoas que milit em favor da prevenção do ou foi suicida numa vida passada ou flertou com a ideia suicida. seria uma forma da gente se redimir ou tentar reforçar o estoque de convicção de que, seja qual for a dificuldade, seja qual for a conjuntura hostil, a gente não deveria abreviar a existência por julgarmo-nos impossibilitados de lidar com aquela situação.
Quando isto acontece, a gente tem que procurar ajuda. E a ajuda funciona. É um privilégio a gente estar no século XX com tantas ferramentas terapêuticas extremamente sofisticadas e eficientes que dão suporte à saúde mental. É muito interessante isso e é muito urgente que a gente circule. Por isso que eu tô aqui fazendo uma live domingo, meu domingo de folga, que a gente tenha a clareza de que informação salva vidas e as informações que aludem a prevenção do suicídio tem esse poder também.
Bom, isso foi o que Kardec falou. Aí tem Leão Deni, que foi um filósofo espírita muito, muito conceituado importante, refletindo sobre a dor. Vocês sabem que existe um livro dele chamado O problema do Ser, do destino e da dor, que é muito interessante. Eu destaquei um trecho desse livro em que ele diz: "Já que o que move a ideia do autoesttermínio é uma dor, um desconforto brutal, a gente precisa entender o fenômeno da dor. A gente precisa entender." E aí vem ele dizendo: "Fundamentalmente, considerando a dor é uma lei de equilíbrio e educação.
O sofrimento deveria ser entendido como uma necessidade de ordem geral, como agente de desenvolvimento, condição de progresso. Então veja, e isso também resvala em alguns posicionamentos de Santo Agostinho no livro A cidade de Deus, que dá essa fundamentação teológica para que no universo cristão, com ênfase ao catolicismo, não haja em nenhum momento a ideia que o escapismo da vida no momento em que o bicho pega faça algum sentido, né, que a gente tenha outra compreensão dessa dor e motivação para resistir a ela, se for preciso, com ajuda. E aí vou pegar aqui outro trecho que me parece bem interessante do livro Aí eu vou para o livro Plenitude de Joana de Angeles pela psicografia de Divaldo Pereira Franco. fugir, escamotear, anestesiar o sofrimento são métodos ineficazes, mecanismos de alienação que postergam a realidade, somando-se sempre com a sobrecarga de complicações decorrentes do tempo perdido. Pelo contrário, uma atitude corajosa de examiná-lo e enfrentá-lo representa valioso recurso de lucidez.
com efeito terapêutico propiciador de pais. Cara, a Joana de Angeles, ela tem a competência, né, o talento de resumir em um parágrafo tantas informações que eu vou me pedir licença a vocês para repetir o parágrafo, porque me parece importante a gente ter essa essa visão. fugir, escamotear, anestesiar o sofrimento são métodos ineficazes, mecanismos de alienação que postergam a realidade, somando-se sempre com a sobrecarga das complicações decorrentes do tempo perdido. examiná-lo, examinar o sofrimento e enfrentá-lo, enfrentar o sofrimento, representa valioso recurso de lucidez com efeito terapêutico propiciador de paz. Isso é muito profundo.
Eh, a Joana, a gente tem que ler, parar, sublinhar algumas palavras, algumas frases e fazer essa reflexão. Ela, num parágrafo nos sugere outra estratégia de enfrentamento diante de um quadro de dor e sofrimento. Em resumo, me parece seria isso. Eh, em Eclesiastes, no Velho Testamento, aparece explicitada a informação de que a felicidade não é desse mundo. Então, veja, a gente tá bebendo aqui de diferentes fontes para mostrar o seguinte.
E aí eu vou beber de outra fonte do Cristina morte, quando diz: "Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente". Trazendo pro nosso papo aqui, o que que tá bem adaptado a uma sociedade doente nos termos que o setembro amarelo nos inspiram? a utopia de uma felicidade perene. Quem busca nesse mundo estado de alegria interminável, de um êxtase, de um prazer que sejam, seão constantes, diários e que a gente não permita espaço paraa dor e pro sofrimento. Eu não sei se vocês concordam, mas eu percebo que a nossa cultura ela está adoecida quando preconiza exatamente a urgência da felicidade, da alegria e um certo preconceito com quem sofre ou quem não tá tendo a disposição de vida para ser feliz e ter alegria.
Não. A existência marcada por sucessivos episódios de dor e sofrimento e eles não cessam. A razão pela qual o espiritismo, o que que o espiritismo diz sobre isso? Se somos espíritos imperfeitos, essa imperfeição vem da numerosa quantidade de questões morais mal resolvidas dentro de nós. Se eu ainda tenho egoísmo, se eu ainda sou portador de orgulho e vaidade, se eu ainda me percebo sentindo inveja, se eu tenho eh a ganância, a possessividade como traços da minha personalidade, se eu descobrir prazer no sexo e faço do sexo algo que norteia toda a minha existência, resvalando na luxúria ou na sexolatria, né?
Eu quero prazer, prazer, prazer, prazer, prazer, prazer, prazer até me exaurir. E as pessoas que eu conheço, que já seguiram nesse caminho se frustraram enormemente, porque tem uma hora que você percebe claramente que a troca de energias no campo da sexualidade é muito poderosa, mas ela quando se detém apenas no campo das sensações físicas, sem a correspondência do emocional, nós temos um déficit. Nós estamos operando vermelho. Aí vou pegar a carona aqui no título do livro da Joana da plenitude dessas sensações, né? Então vamos lá.
O que que eu quero dizer? Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente significa é mau negócio não prestar atenção nos ensinamentos que estão embutidos nos momentos difíceis. Nós não estamos experimentando dor e sofrimento por obra do acaso, porque existe um Deus que tem características humanas, que se diverte ou se locomupleta, vendo seus filhos e filhas, suas criaturas em sofrimento. Não. A visão espírita, ela é bem complexa nesse sentido.
Existe uma lei da física que é a lei de ação e reação. Então, nós estamos aprendendo algo ou deveríamos estar aprendendo algo em cada dissabor, em cada obstáculo, em cada circunstância da vida em que não estamos bem, nem que seja o exercício da paciência, espera que vai melhorar. Você consegue ter algum autocontrole para lidar com situações que não lhe pareçam as melhores e vendo que não há o que fazer diante das circunstâncias? Aguarda, espera, vai melhorar. Esse é o exercício espiritual.
O exercício da paciência é um exercício espiritual, mas não é só paciência, é persistência, é disciplina, é essa predisposição de não entregar os pontos, porque se hoje não vai bem, amanhã melhora e a vida segue. E isso é de do ponto de vista do que seria uma visão espiritualizada, nós estamos tonificando, nós estamos fortalecendo a musculatura de engrenagens poderosas no campo da espiritualidade. É disso que se trata. Em resumo, é isso. Então, vamos lá, seguindo em frente, eh, eu vou pegar outros trechos aqui.
Por exemplo, também pela psicografia de Divaldo Franco, o espírito meu irmão em outras vidas, Marcelo Ribeiro, deixou assinalada a seguinte frase, que é uma frase forte. É uma frase forte. Na época da publicação do livro, nós tivemos dúvidas se publicaríamos ou não essa frase, mas eu fiz um plebiscito com a equipe diretamente envolvida com a publicação, com o projeto editorial e consultei o próprio Divaldo. E o entendimento foi de que deveríamos sim publicar a frase que diz: "Não somos outros espíritos. Somos os algozes do passado travestidos de vítimas do presente." É uma frase muito forte do meu ponto de vista e é uma frase também que reporta o que eu tô querendo dizer em relação a nós herdamos tudo de bom que já fizemos e tudo de não bom que nós fizemos.
Porque as consequências são inevitáveis. A lei de causa efeito, ela é uma lei da natureza, ela tá presente no software inteligente do universo. Então, a gente precisa também aprender a lidar com esse legado. Esse legado pode ser maravilhoso em vários momentos e esse legado pode ser doloroso em tantos outros momentos. Seguir em frente é o que importa, porque tudo passa.
Ai o Chico quando falou isso também passa. Que frase curta e alentadora e consoladora, porque tudo, tudo, tudo passa. Tem uma frase que eu não gosto que fala sobre por que as pessoas deveriam resistir a ao flirte com autoestermínio, que é uma solução definitiva para um problema que pode ser resolvido, alguma coisa assim. O suicídio não é solução. É isso que a gente tá dizendo.
Seguindo em frente. Eh, eu já disse aqui, tornei pública a minha contrariedade assistindo palestras espíritas. Graças a Deus não tenho mais visto isso, mas já vi algumas no plural. oradores espíritas sendo muito duros na abordagem eh de quem comete o autoestermínio, chamando de criminoso aos olhos de Deus, que vai arcar com as consequências, etc, etc. Deixa eu trazer para vocês aqui uma visão que me parece a mais adequada.
Eh, não é cristão essa abordagem. Ela não inspiraria, do meu ponto de vista, a melhor terapêutica cristã, né? Jesus antes de acusar, admoestar alguém para com os que erram, para com os imperfeitos, que a gente vai chamar aqui pecadores, é uma palavra que tem outra conotação, mas no evangelho, os que erram, os imperfeitos, ele estendia a mão, ele não condenava, ele estendia a mão e quando ajudava a pessoa de alguma uma forma quando aquela pessoa tava pronta para ser ajudada, ele normalmente dizia: "Vá e não erres mais" ou "Vá e não peques mais, continua fazendo o melhor ao teu alcance". Isso é amor. Então, quem se diz cristão tem que praticar o amor e não a perseguição e não a condenação.
A gente traz na história do cristianismo essa predisposição de condenar, perseguir e matar. Quando você fala das cruzadas, quando você fala do período da inquisição, quando você fala da maneira como em nome de Deus e de Jesus se matou, se torturou e se prendeu tanta gente, isso não tem nada a ver com o evangelho. A gente errou muito. E me permitam dizer, continuo errando muito no entendimento que me parece seria o mais profundo, mais inspirador e mais sublime do que seria. a luminosidade desse legado de Jesus.
Mas enfim, seguindo em frente, o que acontece? Vamos, vamos ao que interessa. O que acontece quando uma pessoa se mata? Então, é disso que se trata o papo de hoje. Vamos lá.
Eh, eu vou pegar aqui os tópicos que são muitos pra gente ter essa informação, tá? Primeira consequência do autoestermínio, uma profunda decepção em relação ao não, a não sensação da dor. Porque a morte não existe, meus amigos, a morte não existe. O colapso orgânico, o fim da vida no corpo físico não significa que aquele que animava o corpo deixou de existir. Ele apenas fez a passagem.
ele se desacoplou, nesse caso, de forma muito violenta do próprio corpo e ele continua em algum lugar. Então, a primeira decepção do suicída é perceber-se vivo e, portanto, da mesma forma com que pensava e sentia quando estava aqui na matéria, entende? Primeira impressão, portanto, é essa. Eh, a segunda questão, alguns dos problemas que motivaram essa decisão tão violenta horas, dias, semanas ou meses depois pode se resolver. É interessante isso.
A impulsividade ela é um fator de risco terrível. Porque você se precipita, você não sabe esperar. A pessoa se vê angustiada, ela se vê perturbada. Existe uma questão aí de uma fratura exposta da razão, né? Um colapso do bom senso, o eclipse da lucidez.
Aí a pessoa resolve resolver do jeito que ela acha que deve e se precipita. E o problema que motivou aquilo seria solucionado, sendo uma dívida, sendo um mal entendido envolvendo uma pessoa amada, o que seja. Então tem isso. Uma outra questão, quando a gente desencarna, a gente haverá de sofrer em maior ou menor grau a irradiação dos sentimentos que o nosso ato causou a outras pessoas próximas, familiares, pai, mãe, irmão, filho, neto, sei lá, eh, amigos, colegas de trabalho, vizinhos, as pessoas Pessoas que vão registrar essa dor da notícia, que que aconteceu? Meu Deus, o pensamento tem força e direção e alcançam aquele que fez a passagem dessa maneira.
Então essa pessoa, ela é alvo dessa carga de sentimentos assim muito pesados e dolorosos que são inevitavelmente irradiados por aqueles que gostavam e gostam de você, né? Portanto, não não é prazeroso, não é algo interessante. Existe uma outra questão que é a dificuldade de se livrar rapidamente do corpo. E quando a gente estuda o fenômeno do desencarne, existem várias formas de desencarnar. Todas elas implicam na desacoplagem célula a célula do corpo material, do corpo espiritual, vamos dizer assim.
Eh, ah, não está no planejamento de vida de ninguém ou autoestermínio. Ninguém vem ao mundo para se matar. Tudo isso tá na visão espírita, tá? Que eu tô compartilhando com vocês. Repito, vocês não precisam necessariamente concordar.
E aí temos uma questão. Quando eu desencarno antes da hora, vamos colocar nesses termos, por esse meio, eu ainda estou repleto de combustível. O tanque ainda tem combustível para suportar a vida nesse plano. Isso foi maravilhosamente resumido no livro de Ivone Pereira, Memórias de um suicida. Eu vou tentar achar aqui que eu acho bem interessante a maneira, olha só com que ela resume, ó.
Será preciso que se desagreguem do suicida as poderosas camadas de fluidos vitais que ele revestiam à organização física, adaptadas por afinidades especiais da grande mãe natureza à organização astral, ou seja, ao perespírito, as quais nele se aglomeram em reservas suficientes para o compromisso da existência completa. Significa dizer que não era o momento ainda. É como você tirar uma fruta verde da árvore. Ela não tá pronta para ser degustada. Ela traz um sabor que não é o melhor, porque a gente precipitou o momento certo da desacoplagem daquela fruta do galho onde ela tava.
Então, no nosso entendimento, a vida ela é uma oportunidade maravilhosa da gente dar sequência a um projeto evolutivo, adquirindo conteúdos importantes, intelecto, morais, que vão robustecendo essa jornada espiritual. E o tempo certo do retorno à pátria espiritual. É com o jardineiro que plantou a árvore, não somos nós. É uma forma poeticamente pobre de reportar o que eu tô aqui tentando expressar. Há o momento certo do desencarne e não seríamos nós aqueles que determinariam isso.
Portanto, isso tá para nós. E essa dificuldade de se desacoplar do corpo, ela não é exclusividade apenas dos que se matam. A gente tá falando aqui das pessoas muito materialistas, muitos apegadas a esse plano, que ao longo de uma existência inteira não se interessaram em nenhum momento em investigar, se informar, procurar ter alguma perspectiva do que seria uma vida após a morte do corpo, após o colapso orgânico. são pessoas muito apaixonadas pelo próprio corpo e por esse mundo, pelas coisas da matéria. Isso pode determinar algum embaraço, algum problema na hora de você se ver livre desse corpo, né?
É interessante, os budistas, eles falam muito de desapego. Os budistas têm uma visão muito do exercício espiritual do desapego. A gente pode ter proximidade em se envolver com tudo, com pessoas, com lugares, com objetos, tem problema, mas mantenha sempre acesa a informação de que nós estamos aqui de passagem. Nós estamos aqui de passagem, o que hoje é muito importante para mim, amanhã até continuará sendo, mas eventualmente eu não estarei mais aqui. Como lidarei com essa nova realidade?
É um exercício. É um exercício. O exercício do desapego não é o exercício do desamor. O exercício do desapego é o exercício da sabedoria no amor. Sabedoria do amor, né?
penso eu. Então, eh, deixa eu pegar minha roteira. Aí temos a dificuldade de se livrar do corpo. Obviamente não é interessante você ficar tendo os registros de um corpo inerte. Isso começa pelas leis da natureza a virar outra coisa.
A gente não tem mais por ficar perto desse corpo. Essa carcaça não nos serve mais. É como uma roupa velha. Ela ainda dava para usar, mas você resolveu arrebentar com a roupa. A roupa tá lá, então, esgarçada.
E aí o que que se faz? Eh, não é algo prazeroso, como vocês devem imaginar. Bom, eh, numa entrevista a EB Camargo, Francisco Cândido Xavier reportou dificuldades adicionais para aquele que precipitou o retorno à pátria espiritual, porque o gênero de ferimento, o gênero de dano causado no corpo físico, obviamente causa o colapso do corpo. se tem a morte física, mas ele alcança o perespírito, ele alcança o seu corpo energético. quando o assunto é suicídio, você tem as consequências do ato sobre o corpo [roncando] energético.
Significa o quê? Eh, uma pessoa, por exemplo, que resolva desferir um ferimento letal na cabeça, no centro do sistema nervoso com uma bala, ela tem o colapso orgânico e para nós espíritas haverá alguma repercussão, é o nosso entendimento também no corpo astral. André, significa o quê? Esse ferimento, ele também gerou um dano nesse corpo astral, no sentido de que você eh a sua consciência vai determinar exatamente a prorrogação dessa sensação horrorosa de um ferimento letal, mas que no plano espiritual não existe a morte, mas esse ferimento prossegue e altera a forma do bolo, a matriz Criz espiritual do corpo físico. Nós somos reencarnacionistas.
Em alguma encarnação futura haverá a consequência dessa, desse ferimento sobre as capacidades do corpo exatamente na área que foi lesada. Então, se foi no centro do sistema nervoso, casos de idiotia ou loucura graves podem estar associados, não seria a única causa, podem estar associados a Eh, uma pessoa que numa vida anterior tenha procurado através do afogamento em águas doces de rio ou salgadas no mar, ela satura os alvéos pulmonares de água, se afoga. O corpo perece, mas o corpo espiritual não. Entretanto, essa saturação da água no sistema respiratório causa um abalo no corpo energético e alguma repercussão na tua capacidade respiratória numa vida futura. por exemplo, uma enfizema não associada a tabagismo, por exemplo.
Não necessariamente seja essa causa, não vai sair por aí dizendo: "Ah, toda vez que acontece isso, foi alguém que se matou". Não funciona Então, veja aonde a gente quer chegar, as consequências são muitas e por isso a gente se posiciona enquanto espírita e enquanto humanista. Não precisava ser espírita. Nos últimos três domingos a gente abordou esse tema dentro de uma perspectiva do que motiva psicólogos, psiquiatras, suicidólogos, inclusive ateus e materialistas na direção da vida. Hoje eu tô falando dessa questão espiritual à luz do espiritismo.
Seguindo em frente, para onde vai o suicida? Kardec, na parte cinco do livro Céu e Inferno, que é uma das cinco obras básicas, faz a publicação das conversas feitas com base em evocações e os os suicidas que se apresentaram, obviamente, a todo um contexto de eh um trabalho que é organizado no plano material e no plano espiritual. tem ordem no galinheiro. No plano espiritual não é qualquer um que aparece por ali para poder dar o seu depoimento. Existe uma, existe uma triagem, existe uma situação.
Quando a gente fala da codificação, né, a gente tá falando de método. E aí temos nove evocações escrevendo nove casos distintos de pessoas que resolveram, apareceram por ali para contar essa experiência. Eu sugiro a vocês que leiam esse capítulo que é breve. Aqueles que estão mais à vontade para fazer, tem gente que fica muito impressionada, aí eu não recomendo. Mas assim, o que que é interessante?
Todas essas pessoas registravam algum desconforto porque elas perceberam que não ajudou, não melhorou a condição em que se encontravam na Terra. Mas são diferentes gradientes, níveis de desconforto e de desalento. Uns mais graves, outros menos graves. E por que se dá assim? O que eu vou dizer agora é muito importante.
Cada caso é um caso. Por favor, não repliquem por aí, porque isso é de uma pobreza doutrinária, vamos chamar assim, enorme, que todo suicida vai pro vale dos suicidas porque apareceu o personagem lá de no Ivone Pereira em memórias de um suicida. Kardec não usa em nenhum livro. Não há qualquer informação sobre um tal Vale Suicidas. Isso não foi mencionado nas obras básicas.
Nenhum nenhuma das nove evocações menciona o vale dos suicidas. Aí você vai me perguntar, André, então não existe o Vale dos Suicidas? Bom, a gente vai aqui considerar que existe sim a possibilidade de você ter aglomerações de de espíritos que estão afinizados, estão sintonizados com uma mesma culpa, uma mesma dor e eles coletivamente então se aproximam. Mas essa não é uma regra geral e absoluta. Essa não é uma regra geral e absoluta.
Se você leva em conta as obras básicas, temos questões. Ah, vai todo mundo por um brau. Bom, eh, o que que a gente deveria entender? Sim, existem lugares no plano espiritual com a vibração mais pesada, onde espíritos que estão sintonizados com essa frequência vão transitar por ali, mas eles não são todos que vão transitar por ali. Nós temos no, algumas pessoas ficam impressionadas com isso, mas enfim, aqui na nossa vida, na nossa cidade, no nosso trabalho, na nossa rua, na sua casa, se você não prestar muita atenção, nós teremos boas e mais companhias.
As más companhias também, elas podem ser pessoas que estão num nível de perturbação grande pelo fato de terem precipitado o retorno à pátria espiritual. Isso pode acontecer só pra gente não dizer, é tudo igual. Quando acontece é igualzinho. Não, não é. Porque a condição de desencarnado pós suicídio varia de pessoa para pessoa e varia de circunstância para circunstância.
Mais uma vez, uma pessoa saudável que de forma fria e calculista decide não continuar vivendo. É uma situação. ao passo que outra pessoa, com muitas questões difíceis de diferentes matizes e ordens de grandeza, inclusive alguma psicopatologia grave, aquela combinação de fatores extremamente hostis e num momento de fraqueza, ela resolve realizar esse gesto. Eu eu reportei aqui apenas para ilustrar meu pensamento, dois casos completamente distintos. Não terão o mesmo destino no plano espiritual.
é diferente, até porque o desencarne de cada um de nós, a qualidade devida logo após o desencarne de cada um de nós é definido por uma um conjunto de fatores, mas são muitos fatores. Primeiro deles é a tua consciência mais ou menos tranquila. Tudo de bom que você fez na tua passagem pela terra, tudo de não bom que você fez na sua passagem pela terra, todos os amigos que você fez na sua passagem pela terra e nos dois planos da existência, amigos encarnados e desencarnados, todos os eventuais inimigos que você colecionou na sua passagem pela Terra, nos dois planos de existência encarnados e desencarnados, Então, nós temos aqui, veja, é, é, como é que eu vou dizer? É completamente improvável que uma pessoa consiga de maneira assertiva determinar o que vai encontrar no plano espiritual, porque nem nós temos muita consciência de como será essa experiência. O evangelho de Jesus, a boa nova nos traz uma rota de conduta.
Os cristãos, portanto, os cristãos que eu boto entre aspas, o que tem de gente falando em nome de Jesus por aí, especialmente no ano eleitoral, que deixa a gente meio chocado e e fica assim: "Meu Deus, mas pera aí, deixa a religião para cá e vamos falar de propostas pro país. Qual é a sua meta? Como você pretende realizar o seu plano como deputado federal ou estadual, governador, senador, presidente? Joga nesse lado do campo. Não é porque você se diz cristão que você é melhor ou pior do que alguém.
ter ou não religião é apenas uma um aspecto da sua personalidade, porque tem muita gente que se diz religiosa por aí que não tem, eu diria, essa condição moral para ser um bom político. Mas deixa para lá, vamos em frente. O o que eu quero dizer é que do ponto de vista, estamos encerrando o setembro amarelo, o papo das 9 hoje, profundamente inspirado exatamente nessa. O que será o pós desencarne de uma pessoa que precipitou o retorno à pátria espiritual? Depende.
Invariavelmente há uma perturbação, haverá consequências, mas isso é lindo. No espiritismo. É maravilhoso que é nunca estamos sós, não somos jamais abandonados. Somos sempre, sempre assistidos e objetos. Nós somos alvo dos cuidados daqueles que se desdobram, especialmente no plano espiritual, para nos socorrer, nos ajudar, nos amparar.
E, óbvio, a gente precisa est pronto para receber essa ajuda. A gente precisa tá, portanto, aptos a receber essa assistência. Tem uma parte do livro da Ivone Pereira, Memória de um Suicida, que fala da legião dos servos de Maria. É muito emocionante como se dá o resgate em zonas umbralinas de pessoas que, de fato, no somatório de todas as variáveis estão literalmente no fundo do poço e são resgatadas quando chega o momento. Sempre chega o momento.
Mais uma vez recorrendo a Eclesiastes, né? Tem a hora de rir, a hora de chorar, a hora da do sol, a hora da chuva, a hora da semeadura, a hora da colheita. Tudo passa, tudo tem o seu momento. É muito importante a gente ter a noção dessa dinâmica da vida. Muito importante.
deixa eu pegar outro trechinho aqui, ó. A parte final do livro. Quando a gente fala assim, André, eu tô em sofrimento, eu não tô conseguindo lidar sozinho ou sozinha com essa situação, o que que eu faço? Procure ajuda. Ajuda na área da saúde mental.
Leia-se psicólogo ou psiquiatra, fundamental. E se puder os dois, porque cada um deles utiliza uma ferramenta, uma rota terapêutica distinta para cuidar da gente. Eh, só isso, André. Não ocupe-se. Faça algo em favor de você.
A gente por vezes joga no colo do médico ou do especialista o ônus de uma cura ou de um tratamento eficaz e a gente não faz a nossa parte. Que que é fazer a nossa parte? Hoje é domingo. Boa parte das pessoas não trabalha hoje, vamos colocar assim. que que você vai fazer na sua hora vaga?
vai cuidar de você. Porque o que que é cuidar de você? Vamos lá. É você ouvir uma boa música, se inspirar através da melodia ou do ritmo. A música opera milagres.
Música é vibração. Nós também somos. Por isso existe músicoterapia. Os músicoterapeutas conhecem essa forma de ajudar os outros a partir da música. Essa música tem poder.
Ouça boas músicas hoje. Ah, não, não. Eu vou, eu tô, eu tô querendo me animar de outro jeito. pessoas que fazem bem para você, amigos ou parentes ou algum colega de trabalho, faça contato pelo WhatsApp ou ligue ou marque um encontro, almoce junto, vai ao cinema, faça o movimento trazendo essa pessoa para perto de você, uma pessoa que te faz bem, como elas são preciosas. Movimente seu corpo, exercício físico, corpo são, mente sana.
A gente precisa liberar as substâncias da felicidade, as serotoninas. A gente precisa trabalhar o corpo. Você acha que as academias de musculação tão cheias só por vaidade das pessoas que querem os musculinhos a mais? Não tem muita gente que tá encontrando ali na hora que você concentra para fazer o exercício, a tua mente tá focada no esforço, já é um alívio pro fardo que eventualmente nos acompanha. E a caminhada, a corrida, a musculação liberam substâncias que podem fazer bem para você.
invariavelmente fazem, não consumo informação tóxica. A gente tá aí na última semana da campanha eleitoral, antes das eleições, no primeiro turno, preserve-se da avalanche de conteúdos muito tóxicos. se fie nas informações relevantes para a escolha do candidato, que são as propostas, checar biografia e toca o barco. Não se mistura na lama das denúncias, dos escândalos, das fake news. Não vai por aí.
Se você tá se sentindo fragilizada psíquicoemocionalmente, o primeiro passo é o que eu posso fazer por mim. Segundo passo, se tiver difícil, ainda assim, eu não fracassei. Eu não sou uma pessoa menor porque tô em sofrimento. Não é feio sofrer. Não é humilhante pedir ajuda.
Deixa esse orgulho de lado. Procura ajuda. Faz a sua parte e tenha paciência. Certos, certas questões, uma depressão diagnosticada, por exemplo, ela pode levar algum tempo até que o especialista consiga ajustar essas rotas terapêuticas e você reporte um bem-estar. Não, eu tô melhor.
Nós não somos uma ciência exata. As psicopatologias não são iguais para todos. Os especialistas, os profissionais que eu respeito mais são aqueles que reconhecem que cada um tem a sua singularidade e, portanto, cada um deverá inspirar uma estratégia diferenciada. Por último, mais menos importante, além da medicina da terra, o amparo da espiritualidade. Vá à sua igreja, vá ao seu templo, vá ao seu terreiro, vá ao seu centro espírita.
Receba um passe, um aché, uma bênção. Faça dessa proximidade. Mesmo que você não tenha fé, mal. Entregue-se a essa energia positiva. Interaja com ela, mas não seja passivo.
Participe. Faça o movimento de abrir o teu coração e a tua mente diz: "Eu tô aqui. Eu tô fazendo a minha parte. E eu conto com a ajuda de todos que estão à minha volta nos dois planos da existência para ver como eu posso desembaraçar minha vida, abrir os meus caminhos, sentir novamente a leveza, o humor, a autoestima, a graça de est vivo e entender que viver é a melhor opção. Ótimo domingo a todos.
Até quarta-feira, se Deus quiser. Tudo de bom.
