Atlas Human-Powered Helicopter – AHS Sikorsky Prize Flight
Fonte: Gente que coopera cresce
O Kickstarter, um dos maiores sites definanciamento coletivo do mundo, divulgou uma lista com os projetos que mais se destacaram em 2013. Entre muitas iniciativas originais, selecionamos cinco que valem a pena serem conhecidas.
1. Um helicóptero movido pela força humana
O que parecia uma engenhoca vinda dos filmes de ficção tornou-se realidade por meio do crowdfunding: um helicóptero que não utiliza combustível, propulsado por um sistema controlado somente por pessoas. A equipe AeroVelo queria mostrar ao mundo o que é possível fazer quando se buscam soluções simples e inovadoras para problemas antigos. Ao arrecadar 34 mil dólares, eles conseguiram fazer o helicóptero voar – e vencer o Prêmio Sikorksy, que desafia máquinas a voarem por um minuto e atingir uma altura de 3 metros. Até então, ninguém havia atingido o feito. Confira como funciona:
2. Um relógio conectado ao smartphone
O projeto de um relógio customizável, contectado ao smartphone, captou mais de 10 milhões de dólares no Kickstarter. Apesar do estilo minimalista, o Pebble tem várias utilidades: recebe notificações, mensagens e alertas das redes sociais, permite a leitura de SMS e disponibiliza aplicativos de fitness, música, jogos, entre outros. E, ao que parece, muito mais está por vir. O “smartwatch” já está a venda no site www.getpebble.com.
3. Uma sala de aula feita de contêiner
Na Califórnia, um grupo de estudantes e professores conseguiu 16 mil dólares para construir suas próprias salas de aula. Todos colocaram a mão na massa para bolar, projetar e construir uma área de estudo com cerca de 75 m² usando contêineres. Eles são uma alternativa mais barata a uma estrutura de concreto convencional. Batizado de Studio H, o espaço promove o pensamento crítico, a cidadania e a criatividade. Veja o site do projeto: www.projecthdesign.org.
4. Uma exposição fotográfica no Muro de Berlim
Kai Wiedenhöfer passou sete anos fotografando muros que separam as pessoas ao redor do mundo. Com o material em mãos, teve a ideia de fazer em uma exposição em um dos mais simbólicos monumentos da cidade onde vive: o muro de Berlim. 14 mil euros depois, viu seu sonho virar realidade com a ajuda do financiamento coletivo. WALLONWALL ficou aberta paravisitação gratuita 24 horas por dia, 7 dias por semana, durante 4 meses. A ideia foi mostrar as questões sociais e econômicas envolvidas com os muros de separação e passar uma mensagem: de que a paz nasce onde eles caem, não onde são erguidos. Saiba no site www.wallonwall.org.
5. Um documentário sobre uma fotógrafa esquecida no tempo
As fotografias de Vivian Maier pareciam destinadas a ficar na obscuridade, até que John Maloof trouxe a público os 100 mil negativos que ela colecionou durante sua vida. As imagens renderam fama à Maier, por retratarem de forma rica a vida nas ruas americanas nos anos 1950. A história da misteriosa fotógrafa, que na verdade trabalhava como babá, pôde ser revelada ao público no documentário Finding Vivian Maier, que arrecadou mais de 100 mil dólares por meio de crowdfunding. O filme será lançado oficialmente em março deste ano. Assista ao trailer:
Veja a lista completa de destaques do Kickstarter em 2013.
Postado por Daniela Kussama
Transcrição do vídeo (gerada automaticamente)
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A casa de leilões fica do outro lado da rua da minha casa. Encontrei esta caixa cheia de negativos e a arrematei por, acho, 380 dólares. A história da fotografia de rua está sendo reescrita. Vivien Maya, Vivien Meer, Vivian Maya, exposições em Nova York, Los Angeles, Londres e Chicago. Houve mais interesse neste trabalho do que talvez no de qualquer outro fotógrafo.
Há uma obra em particular que comprei e que adoro. A composição é um pouco estranha para mim, e acho que é por isso que gosto dela. Vivian era uma mulher muito reservada, incrivelmente única. Ela não era uma pessoa aberta, era fechada. Vivian era minha babá, sim, nossa babá.
Certamente não tínhamos ideia de que ela tirava fotos. Ela morava no terceiro andar, no nosso sótão. Essa era a zona proibida. Uma das primeiras coisas que ela me pediu foi para colocar uma fechadura. Ela disse: "Nunca abra esta porta".
Eles não sabiam que havia essa pessoa criativa lá. Ela tirou tantas fotos, cerca de 100.000 negativos, 700 rolos de filme colorido não revelado, filmes de 8 mm e 16 mm. Ela nos levava e nós simplesmente entrávamos. As piores partes da cidade... Acho que ela gostava disso, sabe?
Talvez a gente simplesmente não a entendesse. O que você diria para Vivian agora? O que te levou a se esconder? Eu me isolei. Ou por que...
por que... você nunca me mostrou tudo o que fazia? Eu pensei que fosse sua amiga. Na morte, ela está recebendo a fama que nunca teve em vida. Estou descobrindo uma artista.
Se eu deixar essa pedra gigante intocada, será um erro, é claro. Ela teria odiado cada minuto disso. Ela nunca teria deixado isso acontecer. Ela tinha alguns comportamentos compulsivos, era acumuladora. Eu perguntei o que ela fazia e a resposta foi: "Eu sou meio que uma...
um lugar". A gente dizia: "Qual é o seu nome, Srta. Smith?". Falta uma peça do quebra-cabeça. Enquanto fotografava, ela estava vendo o quão perto você pode chegar do espaço de alguém.
Isso me diz muito sobre ela. Ela conseguia fazer com que as pessoas a acomodassem sendo elas mesmas. Ela conseguia gerar esse momento e então... [Aplausos] ela se foi. Há algo que você gostaria de ter feito diferente?
Claro, eu gostaria de ter encontrado aqueles negativos em vez de você.
