Você se considera um ser coletivo? | Papo das 9 #1088

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A pergunta “Você se considera um ser coletivo?” abre a reflexão sobre a interdependência que permeia a vida humana e natural. André destaca que o gambá (saruê) cumpre um papel ecológico essencial, ajudando a equilibrar o ambiente, e que reconhecer funções semelhantes em nós mesmos é fundamental para superar o individualismo que gera injustiça e isolamento.

A mensagem 169 de Minutos de Sabedoria, de Carlos Torres Pastorino, define o amor como doação e não como exigência. André ilustra essa ideia com a história de André Luiz, que atendeu a um paciente por urgência e recebeu a gratidão espontânea da esposa do falecido, mostrando que o amor desinteressado gera reconhecimento. Ele ainda lembra a lei de ação e reação, citando: “O bem que fizeres em algum lugar será teu advogado em toda parte”, como princípio que orienta a prática coletiva.

No âmbito social, André alerta para o viés algorítmico que favorece conteúdos de ódio nas plataformas eleitorais e relaciona a ansiedade exacerbada pelas redes sociais ao livro *A geração ansiosa* (Jonathan Heyde). Critica a meritocracia que ignora desigualdades e as promessas políticas vazias, incentivando a leitura diária de mensagens de sabedoria e mencionando o livro infantojuvenil *Gente também é semente*, que propõe responsabilidade coletiva entre natureza e tecnologia.

Para encerrar, André declara seus valores ao apoiar os menos favorecidos, a ciência e a ecologia, explica que o Congresso Espírita de São José dos Campos cobra taxa para cobrir custos e anuncia uma palestra beneficente em Jacaré Paguai, no Rio. Finaliza com um apelo à proteção dos gambazinhos e saruês, reforçando que cuidar da fauna faz parte do exercício espiritual de quem busca evoluir em comunidade, e pergunta novamente: somos realmente seres coletivos?

Neste vídeo

  1. Abertura
  2. Abertura
  3. Reflexão sobre o gambá (saruê) e seu respeito
  4. Minutos de Sabedoria – mensagem 169
  5. Amor como doação, não exigência
  6. Exemplo de gratidão de André Luiz
  7. Lei de ação e reação – o bem como advogado
  8. O bem como advogado espiritual
  9. Expectativa versus realidade no amor
  10. Indicação de leitura após reflexão
  11. Visão futura de máquinas e vida
  12. Alerta sobre algoritmos eleitorais
  13. Algoritmos e viés nas eleições
  14. A maldição do incumbente segundo estrategista
  15. Indicação de livro: A geração ansiosa (Jonathan Heyde)
  16. Reflexão sobre promessas políticas sem fundamento
  17. Crítica a promessas políticas sem fundamento
  18. Ansiedade como problema social contemporâneo
  19. Espiritismo e política: reflexão sobre extremismo
  20. Pergunta ao público: somos seres coletivos?
  21. Exemplos de coletividade na natureza e culturas indígenas
  22. Ser coletivo e o bem comum
  23. Dependência mútua e interdependência
  24. Ego, humanismo e definição de sucesso
  25. Crítica à meritocracia e desigualdade
  26. Meritocracia e desigualdade
  27. Natureza coletiva do ser humano
  28. Evolução e bem-estar coletivo
  29. Etapas da evolução coletiva
  30. Declaração de valores e encerramento da edição
  31. Explicação sobre financiamento do Congresso Espírita
  32. Convite à palestra beneficente no Rio

Transcrição do vídeo (gerada automaticamente)

Transcrição automática das legendas do YouTube, sem revisão humana. Pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

thinks of him and so she dresses in black and you never come back she dressing black oh dear what can i do babies in black and i'm feeling blu tell me oh what can i do i think of her but is holy of him and though it's only a whim she thinks of him oh how longer will take till she sees the mistake she has made dear what can I do baby in black and I'm feeling blue. E essa música na voz dos bitos num álbum de 1964, eu nem era nascido, mas depois eu virei bitomaníaco. Bem bem bem bem bem depois. Beatles for Sale, o nome do álbum, Babies in Black, que é uma história assim, um rapaz atraído por uma moça que está de luto e veste preto. É, é uma historinha, uma historinha de amor.

Vamos chegando, vamos chegando que o papo das ve hoje para variar traz informação, traz harmonia, as almas aflitam. É. É, e traz o apelo nessa época da primavera em que os gambis, os saruéis, que são meus amigos aqui, eles na minha camiseta, não devem ser confundidos com ratazanas. E os gambáis estão se multiplicando rápido, é fácil ver gambá por aí. Não mate, não confunda com ratazana, não afugente, não maltrate, não torture e não mate.

O gambá ou saruê, tem vários nomes por aí, tem inúmeras funções importantíssimas nos ecossistemas, eu diria, para seu consolo, ele come barata, come escorpião, come lacraia. Se aparecer cobra no caminho, cobra peçonhenta, ele encara. É interessante que o gambá saruê tem um antídoto contra veneno de cobra. Você sabia disso? A cobra vai lá e e ele, o gambá faz assim: "É comigo?

É comigo isso?" E dá o troco na cobra. E importante dizer, o gambá é um importante polinizador, ele espalha semente. Então, aonde tem o saruê ou gambá circulando por aí, deixe o gambá o saruê circular, porque ele presta um benefício para você, presta um benefício pras matas. Eles são nossos amiguinhos. Mexeu com gambá, mexeu comigo, hein?

Ó, ó. Tá bom, tô de olho em vocês. Se liga na missão. Vamos proteger, vamos cuidar. O gambá é nosso.

Vamos lá. É nosso. O gambá é do nosso time. O gambá protege a vida. Vamos que vamos.

Quem protege a vida tá aqui também. Então, a gente vai começar mais um papo das 9 ao vivaço, direto do meu cafofes em Laranjeiras, abrindo ao acaso com a ajuda dos amigos invisíveis. Aqueles que se compadecem de nós estão por perto quando percebem que há interesse legítimo, genuíno, uma sinceridade de propósito, de pegar uma dessas mensagens do livrinho do Carlos Torres Pastorino, Minutos de Sabedoria, pra gente buscar ali um um foco naquilo que diga respeito a princípios, valores, condutas, que a gente precisa estar mais atento no dia a dia, longe do ruído, do burburinho, da agitação, ih, dessa psicosfera, desse campo eletromagnético que tá bem bem alteradão nesses dias. Então, vamos lá, que eu seja uma ferramenta útil, um instrumento maleável, um meio adequado para esse fim. Para onde vamos hoje?

Aonde vamos hoje? 169. O amor é uma doação e não uma exigência. Quem realmente ama dá tudo e nada pede. Quem pede e exige da pessoa que diz amar, demonstra que verdadeiramente não ama.

Ao contrário, revela o egoísmo em alto grau. Amar não é receber, é dar. Não é pedir, mas proporcionar felicidade desinteressadamente. Melhor exemplo do amor verdadeiro é o das mães que sabem amar com renúncia. Alguém já disse que amor de mãe é o segundo mais sublime que nós conhecemos depois do amor de Deus.

Para nós nesse país onde a maioria se diz cristã, pegamos o Jesus dos evangelhos. Jesus ensinou a gente um exercício amoroso que até hoje a gente tem muita dificuldade de praticar por aí, que é o amor desinteressado a quem quer que seja, sem exigir qualquer reciprocidade. E o amor se torna ainda mais especial quando você sabe que a pessoa que foi merecedora, pela razão que for, da sua atenção amorosa, do seu gesto, da sua palavra, da sua acolhida, da sua intervenção, não tem como retribuir. Não tem como retribuir, né? E isso do ponto de vista, vamos colocar assim, da economia espiritual, você diz que ela não tem como retribuir, mas a gratidão dela é uma moeda valiosíssima na espiritualidade, né?

Quando você pega, por exemplo, eu já citei esse caso aqui de uma obra de André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier, André Luiz, pseudônimo de um médico que foi irresponsável na primeira metade do século passado. É um cara que tinha família, mas ia pra night e gostava de beber, gostava de fumar, gostava dessa vida boia com eh companhias íntimas que ele buscava o prazer sexual com pessoas ocasionais assim, né? Então ele, digamos, na condição de médico, ele acelerou muito o desgaste da função orgânica, desencarnou antes do previsto para ele, antes da programação. Ele não tinha nenhuma inclinação religiosa, tinha salvo engano, puxando pela memória, até uma certa aversão assim a qualquer ah linha. eh, espiritualista que implicasse em alguma conduta que não fosse aquele que seguia.

E aí que que aconteceu? A secretária dele no consultório conseguiu abrir uma vaga nos atendimentos dados pelo Dr. André Luiz por uma pessoa que não tinha como pagar a consulta, não tinha como retribuir. André Luiz meia contra agosto atendeu porque a secretária era alguém que ele tinha uma relação profissional e não era legal ficar contrariando a secretária que entendeu que aquele caso era urgente e resolveu atender. Atendeu.

Pois bem, a mulher desse cara, esse paciente que foi atendido pelo André Luiz, em algum momento desencarnou. André Luiz, quando estava já em nosso lar, depois de passar, segundo a obra de dele próprio, psicografada pelo Chico, 8 anos de transitando por zonas umbralinas, ele descobriu que as pessoas da terra encarnadas, quando endereçavam uma prece ou tinha uma lembrança muito legal daquele que partiu. Esse que partiu recebia essa vibração, essa irradiação. E era algo muito prazeroso para os desencarnados ser alvo dessa lembrança, dessa saudade, dessa gratidão. André Luiz só recebia essa vibração, não era de ninguém da família dele.

Olha que coisa. Nenhum dos amigos. parceiros de noitada, ninguém, mas da esposa desse cara que foi atendido por ele graças à intervenção da secretária. Essa história é interessante, né? Porque veja, quando você consagra parte do seu tempo para esse exercício amoroso, amoroso desinteressado, você tá movimentando poderosas engrenagens do universo que vão na direção da lei de ação e reação.

Não é de Emanuel ou é de André Luiz? Quem souber me corrige a frase que diz: "O bem que fizeres em algum lugar será teu advogado em toda parte. O bem que fizeres em algum lugar será teu advogado em toda parte." Eu acho isso lindo, acho isso inspirador e acho que isso explica porque alguns religiosos, místicos, espiritualistas dizem que Deus é amor. Porque esse amor quando encontra espaço na nossa vida e a gente generosamente compartilha esse sentimento, essa energia com alguém sem esperar nada em troca, na verdade você já recebeu e não sabe. Você pode não receber de imediato, mas isso já tá, eu diria, inserido.

Obrigado, Maria Ramos, dizendo que essa frase é de Emanuel: "O bem que fizeres em algum lugar será teu advogado em toda parte". Eu acho isso lindo, é o que me dá vontade de falar e aqui mostra o nível evolutivo em que nos encontramos. Porque na mensagem 169, pastorino fala dessa relação toma lá da cá. Eu amo você, mas você não me ama. Eu faço isso por você e você não tá fazendo nada por mim.

A pessoa em sofrimento porque percebe-se doando, dando amor para alguém, mas não registra que esse alguém lhe devolva aquilo que você esperava. Essa história das expectativas, né? expectativa e realidade. Expectativa e realidade. Quer dizer, às vezes a gente quer que as pessoas façam por nós o máximo sem que a gente ofereça às pessoas o mínimo.

E mesmo quando você se esforça por agradar alguém, fazer o melhor ao teu alcance por alguém, o que é o sábio conselho dessa mensagem é não espere retribuição. Faça porque você entendeu ser o certo. Faça porque você se sente bem assim. Faça porque você aprendeu que assim é melhor do que não fazer assim. E a vida segue.

OK, pessoal, eu vou ficando por aqui. Eu poderia falar um monte, mas veja qual é a intenção, mais uma vez da gente abrir ao acaso essas páginas. qualquer livrinho com qualquer mensagem de sabedoria, uma vez por dia, que você possa fazer alguma reflexão, uma breve meditação sobre qual é o conceito, qual é a ideia que tá ali explicitada, é algo fundamental pra gente buscar essa centralidade, essa serenidade, essa o assentamento das ideias, fortalecendo a nossa serenidade. O nosso equilíbrio, que é uma palavra fundamental, o nosso eixo, como alguns preferem dizer. Mensagem 169 foi a nossa reflexão de hoje.

Seguindo em frente, recomendarei um livro, um livro que tem um título maravilhoso, inspirador. Gente também é semente. É um livro, eu ia dizer infantil, mas eu acho que é infanto juvenil, tá? Vou colocar nesses termos. Eh, veio com uma dedicatória das autoras.

Quem são? Pétala, olha que nome lindo, e Isa Souza. Ilustrações de Isabela Santos. Como é que as autoras se eh apresentam no final do livro? Pétala e Isa Souza são irmãs afrofuturistas.

Você já tinha ouvido falar essa expressão? Eu nunca tinha ouvido falar. Adorei esse neologismo. Pétala e Isa Souza são irmãs afrofuturistas que cresceram no lugar conhecido como meio do mato ou lugar de pé de barro, mas o nome mesmo é Cabuçu, periferia de Guarulhos, São Paulo. Foi lá que descobriram que é preciso imaginar outros mundos e que gente, mato e barro são uma mistura boa, mesmo quando dizem o contrário.

Desde 2014, Pétala e Isa fazem do @afrofuturas um espaço para mover a imaginação e construir amanhãs mais justos através dos livros. Além de Gente também é semente. As irmãs têm contos publicados nas obras Vozes Negras e Raízes do Amanhã voltados para leitores jovens e adultos. A Isabela Santos, que é ilustradora, tem crédito, formada em design gráfico pela Universidade Estadual de Minas Gerais, ilustradora que já participou de diversos projetos editoriais, finalista do Nami Concur, Prêmio Internacional de Ilustração e vencedora do prêmio Ages com o livro Mundo Robô. Pela Palace ilustrou também o livro Nosso Sol.

O que diz esse livro encantador? Num futuro não muito distante, máquinas serão consideradas mais importantes que a vida que brota da terra. O acesso a alimentos é escasso e a fome é companheira frequente de crianças e adultos. Quando encontra no chão da feira sementes que lembram os pingos nos is de seu nome, a menina tem dois. Niila temis pontinhos.

Então, no is junto de sua mãe, entra numa jornada ancestral para tentar criar novos futuros possíveis. Então, o livro ele traz o historinha bacana, maravilhosamente ilustrada. Faça os seus filhos lerem, seus sobrinhos, seus netos, seus afiliados, as crianças que orbitam na sua, no seu perímetro, no seu ecossistema, faça com que elas tenham um tempo longe da tela digital, leiam para elas, façam a diferença nesse sentido. Então, o livro fala de uma coisa que tem um uma pegada forte na realidade, que é o cultivo das sementes crioulas ou sementes nativas, as sementes que não têm, num primeiro momento, interesse comercial da grande indústria, mas são muito importantes e nutritivas. Ter repertório, por exemplo, de milho, repertório de arroz.

A gente aqui no Brasil vai no supermercado, vai no num lugar para comprar comida, você acha que só tem arroz branco ou arroz integral? Você vai comprar milho? Tem um milho assim, um milho assado. Gente, tem dezenas, para não dizer centenas de espécies diferentes de milho, de arroz. Só que com o valor comercial você restringe.

Aí a indústria começa a massacrar. Massacrar é uma palavra forte, mas é que a gente usa mesmo. Eu diria o espaço no mercado para as sementes nativas. E isso é fundamental, entre outras razões, para a nossa saúde, para a saúde dos ecossistemas, para a saúde dos povos tradicionais. Para fazer um resumo, então, gente também é semente de Pétala e Isa Souza, com ilustração de Isabela Santos.

É o livro que nós já recomendamos da editora Palas com dois Ls. Fechou? Deixa eu dizer aqui qual é. O livro tá falando de um mundo no futuro onde as máquinas dominam, coisa e tal. Então se liga na dica que eu vou passar hoje.

Pô, o sol abriu aqui, eu já tô suando, cara. Rio de Janeiro tá abafado, tá mormaço. Eu já vou me proteger. Tem cortina para quê, né, filho? Vou ficar mais sombrio aqui, mas a máquina compensa.

Vamos lá. Qual é a dica de hoje? suspeite dos algoritmos nessas eleições. Vou repetir porque isso é sério. É muito sério.

E eu só tô falando isso com base em três de muitas evidências. Algoritmo é a programação das redes sociais e de alguns aplicativos. As bigtechs da Califórnia se aliaram a Donald Trump e sabemos que as redes sociais em períodos eleitorais, isso já aconteceu fora do Brasil, tem inclinações político-partidárias. Ontem eu conversei com um especialista em inteligência artificial, que inclusive dá cursos por aí dessa área. Perguntei para ele, vem cá, esse burburinho de que as redes sociais estão dirigindo na disponibilização de conteúdos informações privilegiando uma linha político-partidária em detrimento de outra?

Faz sentido isso? A resposta que eu tive foi: "Faz sentido não está acontecendo". E o pior é que a gente não tem ferramentas claras para monitorar o quanto certos conteúdos vão ter mais engajamento e certos conteúdos vão ter menos engajamento. Apenas porque um tá falando de um determinado candidato e o outro tá falando de outro candidato. E de ontem para hoje, eu presto muito atenção aos sinais.

Vocês sabem, eu não acredito no acaso. Chegaram a mim, por pessoas que não se conhecem, denúncias de que a inteligência artificial ligada à meta ou ligada ao Google estariam respondendo de forma distinta à mesma demanda de informação. Por exemplo, você diz: "Eu não tenho por disfarçar nome ou aqui eu vou dar nome". Porque as duas denúncias foram na mesma direção, dizendo o que se você quer bolar um cartaz ou uma camisa verde amarela com o nome do candidato da situação que tenta a reeleição, que é o Lula, isso eu vi, isso eu testei e deu isso. A inteligência artificial diz: "Não é possível.

Aí você tenta com o candidato da oposição que vai disputar o segundo turno, que é o Flávio. Aí você consegue. Isso é sério. Isso precisa ser investigado. duas denúncias que eu recebi por vias distintas e isso nos causa perplexidade, posto que do jeito que o mundo, não apenas o Brasil, está inserido, digamos assim, em rede social e usando o aplicativo, etc., Significa que os interesses políticos de Washington, onde hoje está Donald Trump e seus aliados do Vale do Silício da Califórnia, esses interesses estariam direcionando os conteúdos disponibilizados nas redes, não apenas no Brasil, mas no mundo.

Isso é muito, muito, muito sério. Isso deveria ser objeto de muita atenção. razão pela qual eu tô sugerindo que vocês suspeitem dos algoritmos nessas eleições. Suspeitem, suspeitem, tenham essa prudência, tenham esse cuidado. Isso é muito sério.

Eh, aliás, hoje no jornal O Globo tem uma entrevista que eu recomendo. Se você não é assinante, que que você faz? Você pode tentar comprar o jornal na banca ou acessar esse conteúdo por outra forma. Eu, que sou assinante, fotografei a página inteira de uma entrevista com um cara que é incensado no meio publicitário, ele não é brasileiro, chama-se Anthony Gutierres Ruby. Ele é estrategista de campanhas eleitorais e é contratado para trabalhar em diferentes países quando tem eleições.

O título da reportagem com ele da entrevista é: O imediatismo tem causado frustração e castigado governos. Presta atenção nisso. É um estrategista de campanha que acessa dados que a gente não costuma prestar atenção, não apenas no Brasil, mas no mundo. Ele tá afirmando o seguinte: "Um fenômeno contemporâneo conhecido como, abre aspas, a maldição do incumbente. Que que é incumbente?

é quem tá no poder. Então, se eu sou prefeito, se eu sou governador, se eu sou presidente, eu sou um incumbente. Ele tá dizendo que existe agora um fenômeno chamado a maldição do incumbente. Aí o estrategista espanhol Anthony Gutierrez Ruby fala que essa maldição ela é explicada pela ansiedade e o imediatismo que hoje dominam as sociedades em diferentes países. Aí a reportagem diz: "Os eleitores estão exigentes, diz ele, e a frustração com a falta de resultados rápidos castiga governantes que tentam se reeleger ou implacar aliados.

Contribui para isso a lógica acelerada das redes sociais com algoritmos que estimulam a indignação. Que que é estimular indignação? A gente precisa explicar melhor isso. Vocês sabem os conteúdos eh de ódio ou que alimentam antagonismo, alimentam eh a verborragia tóxica, geram mais engajamento. As pessoas ficam mais interessadas em ver alguém que em vez de manhã de manhã cedo postar uma mensagem dizendo: "Bom dia para todos, ótima quarta-feira, engajamento baixo." Aí você vem com outra proposta dizendo assim: "Atenção, chegou a hora de dar um basta." Aí você fala um palavrão nesse e essa informação vai ajudar você a entender porque que ele é um o engajamento faz isso.

Então vamos lá. existe uma, digamos, um eixo gravitacional que pressiona a maior parte das pessoas que estão nas redes sociais na direção de páginas ou influencers que produzem conteúdos que geram raiva, ódio, indignação. Então, o que esse influenciador espanhol tá dizendo é que isto também colabora para o que ele tá chamando de a maldição do incumbente. Aí diz ele aspasó a pandemia, o que estamos vendo é que os governistas têm perdido e os opositores ganhado. Há sociedades mais ansiosas, agitadas e exigentes que usam o voto para castigar.

O algoritmo favorece mensagens de reação e estimula a indignação. É um ecossistema favorável à rejeição. É claro que a gente vai observar aqui outras nuances dessa análise. O incumbente pode estar fazendo um governo ruim. O incumbente pode de fato ter passado 4 anos por essa função de governo, ser um governador, um prefeito, um presidente, desperdiçando oportunidades de fazer a coisa certa.

A gente não vai botar toda a culpa no algoritmo. A gente tá falando aqui o seguinte, ele tá falando: "No mundo aumentou a impaciência com os incumbentes. E do meu ponto de vista, opa, do meu ponto de vista aí você, eu tô falando agora da a minha opinião que não vale nada. Eu não sou especialista, não sou estrategista, mas eu sou da área da comunicação e eu tenho algo a dizer. Você se lembra que eu já recomendei aqui um livro de um psicólogo social chamado Jonathan Heyde?

A geração ansiosa, virou um bestseller que inspirou em várias partes do mundo governos como da Austrália, da França, do Reino Unido, do Canadá a proibirem o acesso de adolescentes a partir de 15 ou 16 anos, dependendo dos países, as redes sociais. E por quê? porque elas geram ansiedade, por vezes depressão e por vezes estimulam a ideiação suicida. Vejam aonde eu quero chegar e bate com o que esse estrategista espanhol tá falando. Ele tá falando que a ansiedade das redes sociais predispõe eleitores a se indignarem com muito mais virulência contra quem tá lá.

contra quem tá lá. ele tinha que resolver isso. E isso bate com a ansiedade dos jovens expostos as redes sociais que justificou o livro A geração ansiosa do Jonathan Heyde. O que eu tô tentando explicar aqui o mundo tá mais ansioso e quem na política promete com medidas simples resolver problemas complexos, cacifa fatura. consegue lidar com essa ansiedade de uma forma interessante do ponto de vista estratégico.

Você diz assim: "Eu não preciso explicar nada. Eu não preciso fundamentar nada. Eu não preciso argumentar. Eu vou dizer que eu vou acabar com a violência. Eu vou, eu vou dizer que eu vou acabar com a fome.

Eu vou dizer que eu vou acabar com isso ou com aquilo, sem me preocupar em explicar os fundamentos, porque você tem todo o direito de dizer: "Eu quero acabar com a violência ou quero acabar com a fome". Esse não é o problema. O problema é, você explicou como é que você vai fazer isso. Você no teu passado, na tua biografia, realizou algum movimento que confirme que o que você tá falando tem fundamento, tem lastro, tem uma história, tem um comprometimento baseado em evidências, fatos, posicionamentos. Então é muito interessante.

Eu achei isso muito interessante. Talvez isso inspire um papo das 9 especial de domingo. Como é que a ansiedade se tornou um problema gravíssimo da sociedade moderna, estimulado pelas redes sociais e determinando, entre outras sequelas, a maldição dos incumbentes, a maldição de quem tá no poder. Porque não tá resolvendo. Eu tô com pressa.

É mais ou menos o seguinte: cuida, não se alimenta bem, não faz exercício, eh vai dormir todo dia tarde, dorme mal, aí ela começa a ter sequelas, sintomas de que tem algo errado. O que que ela faz? Ela vai na farmácia, que é uma solução rápida. Ela não faz nenhuma consulta médica, ela procura não corrigir hábitos que agravam esse estado mórbido de saúde. Não, ela quer uma solução rápida.

As soluções rápidas não deveriam ser dignas de confiança do eleitorado. Deixa eu falar uma coisa aqui, vou mudar de assunto, mas não vou mudar totalmente. Eu fiquei muito impressionado com a repercussão da live de domingo que fiz sobre eh como o Espiritismo vê o momento político, eleições. Eu me preocupei em fazer uma live que mostrou didaticamente qual é o significado de ser direita, de ser esquerda e do extremismo. Busquei como fontes o dicionário, perdão, a enciclopédia britânica e Norberto Bóbio, um filósofo político muito conceituado, que já escreveu uma obra referencial chamada Direita e Esquerda.

Já teve mais de 60.000 1000 visualizações no YouTube, é, em pouco tempo. Então, eu queria dizer isso. Se você não viu a live, eu acho que vale a pena, porque ali eu procurei eh através da explicação dos termos do que é ser direito, o que é ser esquerdo, o que é o extremismo e como o movimento espírita não é sinônimo de doutrina espírita. E qual é o posicionamento da doutrina dos espíritos em relação a proselitismo político partidário dentro das instituições, que é uma coisa gravíssima e que tá acontecendo de novo. Tá lá, tá no YouTube, quem quiser dar um confere.

Eu fiquei muito satisfeito com o resultado e ao que parece eh são informações que estão chegando bem, né? Eu não quero dar spoiler para quem não viu, mas basicamente o problema não é ser de direita ou de esquerda, porque existe a direita e existe a esquerda civilizada que dialoga, que conversa, embora tenham visões distintas. Eu explico na live quais são as visões prevalentes da direita, quais são as visões prevalentes da esquerda. Isso não é um problema. O problema é o extremismo.

a gente no Brasil não tá entendendo o que que é o extremismo, que tá muito fortemente lastreado no negacionismo e em discursos que precisam ser eh devidamente analisados, porque remetem ao autoritarismo e a, eu diria, ao risco que a democracia corre quando você subverte a ordem das coisas. inspirada na Constituição. Eu não vou dar spoiler do que é. Vamos em frente. Seguindo em frente, portanto, eu pergunto para vocês, deixei ontem no stories do Instagram uma pergunta, cabron.

Qual foi a pergunta? Deixa eu ir lá pro meu stories, que é ali que eu abro o posicionamento de vocês. Eh, eu me interessei em perguntar se você aí se considera um ser social. Aí você vai me perguntar, André, o que é perdão, um ser coletivo? Eu perguntei, você se considera um ser coletivo?

Primeiro, deixa eu pegar a definição do que é ser coletivo. É a condição de agir, pensar e existir em função do grupo colocando o bem-estar comum à cooperação e a identidade compartilhada acima do individualismo. É disso que a gente tá falando. Então, existem diferentes autores, diferentes textos que falam do que é ser coletivo. Há aqueles que dizem, por exemplo, uma visão filosófica e sociológica.

O indivíduo social significa entender que as decisões individuais geram impactos no ecossistema e na sociedade. Então, eh, como diz Paulo, tudo posso, mas nem tudo me convém. Eu eu tenho autonomia, eu tenho livre arbítrio, mas eu não posso fazer tudo o que eu acho que é certo, sem considerar o direito dos outros terem outras opiniões. Vou dar o exemplo aqui da da festona que eu vou dar hoje aqui em casa depois de Fluminense e Palmeiras no Maracanã, que eu vou hoje no Maraca, torcer pro meu Fluzão. Aí vai lá, o Fluminense ganha, eu chego em casa eufórico e l, boto o hino do Fluminense pra rua inteiro ouvir tarde da noite.

Deixa eu ser feliz, deixa eu curtir. Tudo posso, mas nem tudo me convém. Eu tô ferindo direitos de outras pessoas que não são mais nem menos do que eu, são iguais a mim. em direito, não é para eu fazer isso. Aí tem o aspecto prático aqui que é dado.

Culturas indígenas servem de grande exemplo de ser coletivo, pois nelas o planejamento, o trabalho e a gestão da terra são feitos integralmente de forma comunitária. O Paulo Vieira fez um programa na TV Globo que foi exibido esses dias na GNT. salvo engano, que é exibido também na Globo, em que ele foi no Xingu. E no Xingu ele começou a conversar com as pessoas, os indígenas, os povos originários, que deram uma aula pro Paulo aqui. Ninguém passa fome porque quem tem fome vai no Rio, pesca, vai aqui, cultiva coisa e tal.

O filho dos outros, a gente tá prestando atenção. Se o pai ou a mãe não estão por perto, tem algum adulto ali que tá, tá ligado? Então ele foi explicando algo que remete a essa definição. Aí tem o aspecto da biológico do ser coletivo. Formigas, abelhas e cupins, por exemplo, operam como um ser coletivo.

Um indivíduo isolado não sobrevive e não tem função. O ser real é a colônia. Isso é muito interessante. A resiliência de espécies aparentemente vulneráveis viria exatamente desse entendimento de como todos, cada um, com a sua função em favor do coletivo, promovem segurança, alimento, saúde, a prosperidade do grupo. É, ecossistemas interconectados.

Tem a questão do ser coletivo. Biomas complexos como Amazônia funcionam sob uma dinâmica coletiva na qual plantas, animais e seres humanos dependem diretamente do equilíbrio uns dos outros para a sobrevivência do todo. Aí nos movimentos sociais, o que que é o ser coletivo? Coletivo de artistas urbanos, coletivos feministas, grupos de ajuda mútua, associações de bairro. São grupos que se articulam e se organizam.

Eh, vai embora. Aqui tem um monte de Então eu perguntei para vocês de bate pronto se vocês se consideram ser coletivo. Ah, olha, gente, o acaso não existe. O acaso não existe. Acabei de abrir na página que fala do programa que eu falei do Vieira no Xingu.

Enfim, mas eu não vou mostrar agora. Tem nem como mostrar aqui como eu gostaria. Vamos lá, então. Se você, vocês se considera um ser coletivo. Então, vamos lá.

Vamos a vocês. É hora de vocês no papo das Lupa SOSM. Sim, atuo como voluntária na área de assistência e promoção social. Mino Costa 10. Por que fala-se pouco do bem comum nas escolas e nas famílias brasileiras?

Provavelmente porque a gente vive numa sociedade individualista, hedonista, uma sociedade consumista, em que as pessoas estão mais preocupadas em cuidar do próprio umbigo do que do grupo, da espécie, do coletivo. É uma explicação. A gente tem uma cultura que se você tá distraído, ela te puxa pro lado do consumo, pelo consumo. Trabalho para ganhar dinheiro e consumir. Vou consumir para mim, para me locompletar.

Vou acumular bens e posses e vou ser feliz desse jeito é assunto meu. Vinícius Reis 81 diz assim: "Não, cada vez mais tem uma versão ao coletivo. É interessante vir a público e se declarar uma pessoa que tem a versão ao coletivo." Eu digo isso sem faltar com respeito ao Vinícius, mas Vinícius, o que seria de você sem o coletivo? O café da manhã que você come dependeu do trabalho de muita gente que tornou possível o pão, o queijo, o café, o leite, o açúcar, o ovo, a fruta, eh tudo que você tem na sua casa, os móveis, os eletroeletrônicos, os eletrodomésticos, a roupa que você veste, só se tornou possível e tangível a partir do trabalho de outras pessoas. Quando você vai pra rua, você quer a rua limpinha, eu também quero.

Você depende do trabalho, não apenas dos garis, mas daqueles que promovem a reciclagem, a compostagem, a destinação inteligente dos resíduos. Nós somos seres completamente interdependentes. Nós dependemos totalmente uns dos outros. ser coletivo. Veja bem, no século XIX, quando surgiu a sociologia, Emil Dheim, um dos pais da sociologia, todos os sociólogos dizem o quê?

O ser humano é um ser social, por definição. Ele está inserido na sociedade e obviamente a sociedade é um corpo aonde cada um de nós é uma célula. Se a gente vira as costas pro corpo, é direito seu, de qualquer pessoa, terá versão ao coletivo. Só que você não existe, você não resiste, você não terá longevidade, saúde e resiliência sem o coletivo. O coletivo nos sustenta, penso eu.

É uma opinião. Ninguém aqui é o dono da verdade. Sônia Fajard do Reis. André, por que é difícil vencer o egoísmo e ver que o caminho é o bem e evolução de todos? Já foi pior.

Eu acho que a gente tem, se você pegar, vamos pegar a assistência social, que é a Lupa é voluntária na área da assistência social. Essa expressão é recente até início, vamos colocar século XIX, aí me falta conhecimento, mas não vai lá de trás não. Assistência social é uma coisa nova na história da humanidade. Cola século XIX para cá, a o cuidado com a educação, os direitos da criança é coisa nova na história da humanidade. Até o início do século passado, criança era adulto pequeno, trabalhava.

Então, veja, já foi mais difícil. A gente não evolui ah na carreira. Evolução é um processo contínuo, mas lento, né? É minha opinião. Tá bom.

Só tô falando que você perguntou. Tô aqui para responder no meu ponto de vista. Risque rabisque, vou ter pensando na proteção ambiental e perdi, mas isso deve mostrar que sou sim. Acho que sim. Antonela Flávia Catinari, como diferenciar um candidato a presidente que pensa no coletivo de um que pensa no individual.

Não é difícil se você fizer uma boa pesquisa, se você observar o passado do candidato, se você checar o que ele de fato fez, não o que ele falou, porque falar é fácil, a gente fala, eu falo aqui o que eu quiser e eu posso estar descumprindo na minha vida pessoal tudo que eu tô falando e a vida segue. Falar é fácil. Agora você tem que checar, cruzar os dados, seguir os rastros, verificar o que essa pessoa já fez e de que jeito, em favor de quem. Democracia permite isso. Mesmo com os algoritmos viciados, a gente ainda consegue fazer pesquisa.

Gaia, Gaiaour, me sinto evoluindo quando penso e ajo pelos mais vulneráveis. ego ou humanismo. A gente estigmatiza o ego, né? Quando você faz terapia, eu faço, a gente aprende que o ego é importante no quebra-cabeça do nosso ser. Agora, a egolatria ou o egoísmo é esse ego avantajado que coloca a gente numa rota de desequilíbrio nas relações interpessoais, nas nossas relações com o mundo, etc.

Isto posto, o humanismo é uma palavra linda, porque o humanismo lembra que nós somos pertencentes a uma mesma espécie e deveríamos ter atenção, compaixão, misericórdia, ajudar quem mais precisa, não deixar de prestar atenção em quem sofre, não achar que ser vitorioso na vida é você cuidar apenas de você como alguém que ganhou dinheiro, tem saúde e consegue ah realizar sonhos materiais. Isso não é sucesso. Se você eleva o sarrafa e diz assim: "O que que é sucesso? Uma pessoa bem-sucedida na vida, como é que você mede isso? Eu acho que é consciência tranquila, se sentindo útil para você, os seus e pra sociedade e ser um bom gestor da tua vida, agir com consciência, agir com responsabilidade na medida do possível, apesar das nossas imperfeições.

Esse para mim, essa para mim é uma boa definição de sucesso, sucesso pessoal. Simone Casas respondeu: "Sim" e botou uma folhinha verde bonitinha. Eu perguntei, você é um ser social? Ela: "Sim, Cristina, Matias 21, vivemos coletivamente. Portanto, ser um ser coletivo não é uma redundância.

Olha que questão. Deveria ser uma redundância, mas não é. A gente acabou de ver aqui, eu não vou nem repetir o nome do nosso amigo que falou: "Não, não sou um ser social e cada vez mais tem uma versão ao coletivo". Ele deu a resposta para você, eh, Cristina, não são poucas as pessoas que pensam assim e falam de meritocracia. Cada um que realize o máximo para ser digno do que haverá de receber.

Na live de domingo passado, que eu tô pedindo para vocês que não viram, acessem no YouTube, vale a pena. uma pesquisa bem feitinha. A gente traz aqui uma opinião bem fundamentada sobre meritocracia. Meritocracia é papo furado aonde haja desigualdade. Porque você não pode falar de mérito pessoal aonde há uma disputa por vaga no mercado de trabalho, disputa por vaga numa universidade pública no Enem, sendo que as pessoas não largam do mesmo degrau.

Alguém branco da zona sul, de classe média, que teve boas escolas, médico, alimentação, larga de um patamar o outro, que é pobre, preto, de comunidade de baixa renda na periferia, não teve ao longo da vida as melhores oportunidades de escolaridade, não teve as melhores oportunidades para cacifar do ponto de vista intelectual e ter uma condição de disputar uma vaga. Na universidade você vai falar de meritocracia? Sim, jura. Você vai dizer: "Não, cada um por si, porque cada um tem que ser merecedor do esforço que realize." Ora, meu Deus, mas se esse esforço não é no ponto de largada suficiente para atenuar a gigantesca, a absal desigualdade? Onde é que fica a meritocracia?

Pelo amor de Deus. Não faz sentido para mim, pelo menos. Eh, Enedina Silveira fala: "Com certeza sou um ser coletivo". Dani Pontes de Menezes, ainda estou aprendendo, porém cada vez melhor. Cláudia Aguiar, 311.

O ser humano é coletivo por natureza. A quem interessa deixarmos de ser? Há muita gente se liga, é, nas ditaduras, nos governos eh autoritários, né, aonde as liberdades individuais são suprimidas, o que a gente chama aqui de ser coletivo, direitos coletivos, é subversivo. Você passa a ser perseguido quando fala isso, porque isso sou ameaçador para andar de cima, que quer ter a mão forte do estado dizendo o que é e o que não é. É, as coisas não são tão óbvias, não.

Miriam Blain.nutrire. Sim, porque não consigo viver sem pensar no bem-estar de todos que habitam o meu planeta. Bom, isso que você falou me lembra ou remete uma frase que não é minha, mas eu gosto de repetir, que diz assim: "Se não tiver bom para todo mundo, não tá bom para ninguém. Isso é muito espírita, tá? Porque o desafio que tá colocado em cada encarnação para nós, eu vou falar aqui da minha fé, não precisa ser a tua.

Quando a gente fala evolução, não é só a evolução que vem da reforma íntima e eu vou me esforçar para eu, André, ser uma pessoa melhor. Isso é fundamental. Começa por aí. é o que você pode fazer por você e você tá aqui para isso, mas não apenas para isso. Esse esforço evolutivo passa impreterivelmente pelo cuidado de prestar atenção no que você pode fazer em favor do outro, seja o outro quem for.

Esse é um pequeno detalhe que não deveria estar de fora da equação. Debook ainda falta, mas estou no caminho para ser um ser coletivo. E underline lenices tento. Podemos ser coletivos de várias maneiras, reciclando, gastando menos água. Do Furlan.

Sim, com certeza. O ser humano precisa pertencer. É uma necessidade. Tashima Eduardo. O que é pior?

Uma pessoa coletiva que não olha para si ou uma pessoa egoísta? Eu não gosto dessa coisa aqui que é pior. Cada um com seu cada um. E e eu não sei o que é pior, mas eu quero entender que a evolução ela se resolve por etapas. E é possível, é possível que os aprendizados sejam distintos.

Quer dizer, você pode ter uma pessoa muito engajada nas causas sociais, ser coletivo nota 10, que ainda não aprendeu a cuidar de si própria. E você tem uma pessoa que só consegue cuidar de si próprio e não tá nem aí. O que que é pior? Assim, estamos todos em diferentes degraus da escada evolutiva ou às vezes estamos no mesmo degrau por motivos distintos. Acho que é por aí.

Adriana Marmori, quem é coletivo se posiciona claramente. Olha, tá uma onda aí de exigir das pessoas posicionamento, uma perseguição a pessoas famosas, artistas, coisa e tal. Eu quero dizer, eu defendo o posicionamento, mas eu respeito quem não queira se posicionar. Eu acho que é uma arrogância a gente ficar exigindo, exigindo e expondo publicamente que alguém não quer. Por exemplo, Tony Ramos foi entrevistado nessa segunda-feira do programa Roda Viva da TV Cultura, o Ernesto Palha, que é o anâncora do Roda Viva, perguntou: "Poxa, você nunca se posicionou, né, politicamente, coisa e tal?" Ele deu uma resposta que eu achei interessante.

Ele falou: "Olha, eu sou uma pessoa muito conhecida para vir aqui pro teu programa. Eu peguei o avião, um monte de gente quis bater foto comigo. Depois eu desci no aeroporto, um monte de gente chegou perto para conversar, pegar autógrafo. Depois eu entrei no carro, o motorista também queria fazer uma selfie comigo. E ele, Tony Ramos, se eu bem entendi o que ele falou, ele disse assim: "Eu tenho minha visão de mundo, eu defendo ideias, princípios e valores, mas eu me reservo o direito de não me posicionar, porque eu acho que não, não, não, eu não vou aqui, se eu não consigo reproduzir o que ele falou, eu não vou chutar, mas é o é o jeito, não é o direito dele.

Não, não sejamos arrogantes. É que nem eu sou ambientalista, mas eu ainda como carne. Aí vem o patrulhamento em cima de mim. Como carne, menos carne, é bom dizer. Reduzir drasticamente o consumo de proteína animal e louvo a existência de veganistas ou veganos e eh vegetarianos.

Acho que eles ajudam muito o planeta. Agora veio com patrulhamento para dizer, tem que comer isso e não tem que comer aquilo. Aí o tempo fecha de graça. Porque eu acho que a gente tem que respeitar o tempo de cada um, fazer os ajustes eventualmente na dieta, certo? Quer dizer, salvo se uma questão de vida ou morte, eu tô lá com minha taxa de gordura no sangue ou glicose lá em cima, diabetes escalando, né?

É um uma pandemia de diabetes, todo mundo descuidando da ingestão de açúcar. Aí você vai lá e tem que parar de comer açúcar. O médico falou que você tá na bola sete, prestes entrar na caçapa. Aí você tem um contexto emergencial de saúde. Aí é um patrulhamento que eu acho que tem o seu seu lugar, né?

Luís Elustaquio Silva diz: "Ser verdadeiramente, verdadeiramente cristão é pensar no coletivismo, negar a si mesmo." O cristianismo é isso, você definiu muito bem, é isso. Você pode não gostar e continuar dizendo que é cristão, mas se você for na essência do evangelho, é isso. Karine Chaves Neuman. Sim, sou um ser coletivo. Tati Melinho, deixa eu ver o horário aqui que eu não quero deixar ninguém sem Melinho, tenho sentido necessidade de me isolar cada vez mais com este mundo louco.

Olha, os momentos de reclusão fazem parte. Eu não acho ruim. Agora, a vida do Hermitão, pelo menos para nós espíritas, não é compatível com projeto evolutivo. A gente evolui em grupo na na interação com outras pessoas que são diferentes da gente. Isso é um exercício evolutivo.

Tati Édna Vieira Gonçalves. Sou um ser sociável. Eu tento. Andrezinho, você gostou da fragrância do presente? A Edna me presenteou na Bienal de São Paulo.

Muito obrigado, viu, Edna? Gostei sim, querida. Obrigado. Gervéio, meu irmão, lá de Campos dos Goitacazes. Bota aspas aqui na letra de Ronaldo Bastos.

1 mais 1 é sempre mais que dois. Será que temos abraçado essa ideia de Ronaldo Bastos? André, nossa, me lembrei agora do Beto Guedes cantando. Um é um um mais um é sempre mais que dois. para do planeta o sal da terra, amor.

É, a gente deveria abraçar mais essa ideia. Ronaldo Bastos cravou, Beto Guedes eternizou e a gente tá aqui lembrando dessa música linda que é um hino de amor a um projeto coletivo na nossa casa planetária. Bem lembrado. Verônica Coelho Galvão. Sim, com certeza.

Meu voto é pelos menos favorecidos, pela natureza, pela ciência. FC Almeida 77. Sim. E assim, terminamos a edição de hoje do Papo Nuev Cabron. Lembrando que sábado estarei no Congresso Espírita de São José dos Campos, até onde eu sei já sold out, né?

O Congresso ele, esses congressos espíritas cobram para financiar o aluguel do espaço, a passagem dos congressistas. a gente não cobra nada, é óbvio. Então, tem um custo. Eh, falarei de espiritismo, ecologia, que Deus me abençoe, que tem muita coisa para falar em pouco tempo. E tá chegando no Rio de Janeiro, será em Jacaré Paguai, em novembro, uma palestra espírita beneficente em favor da Escola Espírita Joana de Ângeles.

Se liga, povo do Rio de Janeiro e adjacências, se liga na missão que estaremos lá, tá bom? Fiquem com Deus. Força, coragem e fé. Cuidem do saruê. Ó o saruezinho.

Ó o gambazinho aí, gente. Vamos cuidar do gambá. Não mate gambá. Ele tá no período reprodutivo. Tem um monte de gambazinho andando por aí.

Vamos cuidar dos gambazinhos, dos saruezinhos. Eles comem barata, comem escorpião, comem lacraia. Eles afastam cobra e eles espalham sementes.