Papo das 9 #158 Menos é mais! Jornada Cidades e Soluções #04
“A solidariedade humana é a primeira baixa causada pelo triunfo da sociedade de consumo”, escreveu o pensador polonês Zygmunt Bauman, autor de “Modernidade Líquida”. Previna-se da ilusão do consumismo, do hiperconsumo, da expectativa de que ao acumular bens e posses você está mais próximo da felicidade. Na verdade, a felicidade não se compra. E quanto mais cedo descobrirmos que precisamos investir tempo e energia na aquisição dos valores essenciais e imperecíveis, na conquista dos tesouros que “as traças não corroem”, maiores serão as chances de sermos realmente felizes. No Papo das 9 de hoje falamos de #consumo #consumismo #PegadaEcológica #MaquiagemVerde #EconomiaColaborativa entre outros assuntos que reuni no livro Cidades e Soluções, disponível no site www.candeia.com/andretrigueiro (100% dos direitos autorais para o @cvvoficial)
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oi bom dia oh alô bom dia acorda a vida a manhã de domingo trinta de agosto se for olha soluções a jornada de hoje no palco das nove domingo para que nos acompanha já aproximadamente cinco meses se acostumou a ver no domingo um papo das nove diferente a gente escolhe um tema faz uma imersão e transforma esses minutinhos do papo das 9 horas não em uma aula no seminário onde a gente possa se aprofundar em relação ao tema que seja a capital seja importante seja referencial e nos ajude a seguir em frente na vida já fizemos a jornada viver é melhor opção já fizemos a jornada a força de um e agora estamos na jornada cidades e soluções que o nome do programa que há mais de 13 anos eu tenho com vários colegas na globo news que resultou no livro que a gente aqui vai a escolher os capítulos mais interessantes já falamos sobre água a dois domingos na semana passada falamos sobre lixo bombou muita gente interessada em saber o que fazer no dia a dia com seus resíduos e hoje nós vamos falar de um tema gente que é me parece dos mais importantes da nossa o vidro da civilização e sociedade que eu entendimento que a gente deveria ter da força e cada um de nós enquanto consumidores têm para mudar o mundo eu não tô exagerando não é um clichê o ato banal do consumo de uma força que nós desconhecemos e por que estamos nos aproximando do setembro amarelo da prevenção do suicídio quem sabe né setembro amarelo é o mês em que se realiza no brasil e em boa parte do mundo a campanha de prevenção do suicídio inclusive dez de setembro que o dia mundial de prevenção do suicídio farei um papo das nove totalmente consagrado a isso mas eu vou pegar carona no setembro amarelo que está batendo na nossa porta agora para lembrar que no livro viver é melhor opção a um capítulo em que eu abordo como e o consumismo é diferente de consumo e em certa medida um fator que desestabiliza as criaturas as vulnerabiliza em relação ao sentido da vida porque quando a gente se deslumbra com consumo pelo consumo a gente se desconecta da natureza se desconecta do sentido da vida e a gente transfere para o que é descartável e perecível nossa razão de viver a condição para a gente ser feliz a tão sonhada felicidade estaria encerrada na acumulação de bens e posses esse é o mantra da sociedade de consumo mas é a grande ilusão essa é a grande armadilha o que é uma frase do pensador filósofo zygmunt bauman polonês que nos deixou fez a partida aos 2 anos atrás ele que autor de livros que explicam o que hoje a gente vai tentar resumir aqui também são vários autores muito inspiradores que abordam esse tema zygmunt bauman escreveu aquela série líquida modernidade líquida amor líquido líquido aquilo que se rico e faz muito rapidamente então nós vivemos num mundo em que certo hoje valores tem a longevidade de uma bolha de sabão é tudo muito rápido muito efêmero muito superficial e isso prato cheio da sociedade de consumo ao consumir por consumir oi e a gente não entendeu o consumo como ato político no ato que tem consequências importantes para nós para coletividade para o planeta então zygmunt bauman tem uma frase maravilhosa que diz a solidariedade humana é a primeira baixa causada pelo triunfo do mercado consumidor bom então quando você exalta a figura do consumidor você exalta por tabela o individualismo o hedonismo [Música] oi e essa dificuldade de perceber que quando a gente transforma consumo e lazer e entretenimento a gente não percebe as conexões do consumo pelo consumo com os recursos naturais do planeta que estão presentes em todos os produtos e a gente não percebe que ao acumular bens e posses em boa parte dos casos a gente não vai dizer que são necessários eu preciso de tudo que tem no meu guarda-roupa eu preciso de todos os sapatos todos os tênis eu preciso de todos os óculos eu preciso de tudo tudo tudo que eu tenho e gosto de comprar e consumir por uma questão de honestidade intelectual a maioria de nós haverá de reconhecer que a ilusão da sociedade de consumo pressupõe a aquisição de bens e posses sem que haja necessidade eu vou levar eu levo a mulher que eu tô levando e isso tem consequências bauma repara que a gente se dispersa a gente se distrai na aventura do consumo pelo consumo sem prestar atenção nas reais necessidades nossas e nas realidades essenciais da vida o e naquilo que compete a nós perceber a nossa volta porque os tentar a abundância de escassez no perímetro relativamente pequeno à nossa volta é o que revela uma certa dispersão distração alienação e portanto no livro vivendo a melhor opção a gente faz a ponte entre o pensamento que está presente no livro de emile durkhaim um dos pais da sociologia no século 19 ele escreveu um livro chamado o suicídio e ele fala que a cultura à nossa volta influencia muito daquilo que somos e que essa cultura pode sabotar a autoestima ou a vontade de viver aquela história do homem é o produto do meio então alguns estudiosos do fenômeno do suicídio é lembram do carai e é no sentido de que sim existem lugares do mundo o situações da vida em que a cultura nossa volta é o pensamento dominante ele pode determinar sobre nós uma sombra uma dificuldade da gente se encontrar uma dificuldade da gente se alto referenciar oi e a sociedade de consumo e ela de fato gera ruído na comunicação com essa verdade essencial o que é muito interessante até do ponto de vista arquitetônico shopping center em boa parte dos projetos de shopping center quando você entra no shopping repare e não há propriamente janelas boa parte dos shoppings do brasil para não para não dizer a maioria absoluta você entra no shopping uma caixa fechada você não sabe se tá chovendo se tá sol não há relógios no shopping para lembrar você que horas são quanto tempo você tá passando ali a trilha sonora música ambiente do shopping ela precisa ser é excitante para os sentidos ela não pode ser uma música de calmaria não pode ser uma música relaxante porque você tem que ser de alguma forma pelas ondas sonoras impulsionado a comprar é a muitos espelhos no shopping center para você ver como você tá feio descabelado mal vestido como você de fato não se parece com os manequins das vitrines como os manequins das vitrines parecem muito mais elegante o fecho na moda do que você que tá se vendo no espelho do shopping o tempo todo isso não é por acaso tem ciência tem método para você entrar no shopping center ele ver o trapo humano que você é e como você pode melhorar nem mesmo sua condição de casca ou de carcaça atendendo as demandas culturais da estética do que seja o belo o aceitável aquilo que carimbou seu passaporte para ser aceito no grupo a uma outra questão de shopping center interessante que é você não ter escadas rolantes sequenciais então você tá no térreo para o andar número um você tem escada rolante agora se você quiser ir para o segundo andar você vai ter que dar meia-volta no jovem para pegar a escada rolante seguinte depois de andar alguns metros olhando para lojas para as vitrines e as promoções para as liquidações então vamos lá nós estamos falando a dru mundo aonde a gente comete a imprudência de confundir consumo com consumismo favor não confundir uma coisa com a outra o consumo favorece a vida nós precisamos consumir para viver e nenhum de nós pode prescindir do consumo então a gente vai precisar consumir os itens básicos de sobrevivência como comida cama geladeira fogão é o kit de gamas básico para você se dizer uma pessoa que está apta a viver no mundo de hoje com o kit básico de sobrevivência o consumo favorece a vida a gente precisa consumir para viver ninguém discute isso eu sou um consumidor e eu consumo e graças a deus eu tô vivo porque o consumo e agora quando você fala de consumismo essa parte final da palavra o sufixo ismo alunos corresponde a excesso e desperdício então não confunde consumo com consumismo é um são sinônimos e quando a gente fala de consumismo ea gente portanto o remédio a excesso e desperdício e o desperdício é imoral em qualquer cultura nenhuma cultura no mundo eu tenha coragem de defender o desperdício qualquer desperdício o desperdício e moral o desperdício de água é imoral o desperdício de alimentos é imoral o desperdício de energia é imoral o desperdício de tempo o tempo que pensa tempo quando você tem eventualmente tarefas urgente para realizar você tá ali tudo e aí moral qual que é desperdício em moral e o excesso no mundo de atlanta escassez também é imoral ou seja quando a gente não critica não questiona não problematiza a desigualdade ou seja você tem uma o extrato da sociedade que tem muito mais do que preciso ah e você tem a maior parte do planeta da humanidade com dificuldades para subsistir para ter alimentação digna calórica suficiente para suportar a carcaça moradia digna condições dignas de habitabilidade quando você tem uma quantidade numerosa de pessoas que não tem o essencial no brasil 4 milhões de pessoas não tem banheiro gente 25 milhões de pessoas não têm acesso a água potável esse é o que eu tô dizendo e a gente tá na bóia quando você ver televisão rádio jornal e você se deslumbra com publicidade publicidade a publicidade é uma fábrica de sonhos ela trabalha com elementos arquétipos é muito curioso isso antigamente tv tupi década de virada da década de 50 para 60 né televisão começa aparecer no brasil como é que se fazia comercial de televisão ao vivo ao vivo não tinha um vídeo até lá é e como é que você vende um produto por exemplo e tem comercial no youtube se você procurar da regina duarte vendendo automóvel pela mostrava ao vivo na tv tupi o automóvel olha o automóvel motor v8 4 portas estofamento confortável faz não sei quantos quilômetros com 1 l você já repararam que hoje ninguém vende automóvel falando sobre essas coisas como é que você vende automóvel hoje na publicidade e você na verdade o uso de elementos arquetípicos os comerciais de automóvel em variavelmente associam o ato da direção de sentar no carro botar a mão no volante dirigir como um ato de poder o poder especialmente os comerciais de utilitarios 4 por 4 estão sempre beijo gravando passando por caminhos aparentemente intransponíveis atravessando riachos montanhas pedregosas levantando a poeira e seguindo em frente você não explica nada do automóvel automóvel tá vendendo um sonho é um sonho de poder o sonho de força é possuir um automóvel no nosso psiquismo significa e pela chave do sucesso com aquele carro vou longe com aquele carro nenhum obstáculo haverá de me deter nós estamos falando portanto do mundo vulnerável as campanhas publicitárias muito bem feitas publicitários brasileiros em particular são premiados internacionalmente nós somos muito criativos e a publicidade não desperdiça a chance de enfeitiçar o consumidor enfeitiçar o consumidor com aquilo que não é propriamente a objeto da consciência e é algo que remete ao inconsciente essa é a ilusão de que ao comprar aquele produto pode ser um carro pode ser um celular pode ser uma roupa você tá na verdade comprando algo mais e não é um carro não é um celular não é uma roupa é algo que fortalecerá você perante os outros é algo que o distinguirá perante os outros é algo que o projetar a acima dos outros voltando à signo bauman quando disse a solidariedade humana é a primeira baixa causada pelo triunfo do mercado consumidor e aonde você exalta os valores da sociedade de consumo você está exaltando o individualismo o egoísmo o hedonismo e é disso que estamos falando aqui tá então separar consumo de consumismo andré mas a sociedade a humanidade não foi sempre consumista a gente não ser sempre teve uma vulnerabilidade uma queda digamos assim pela acumulação de bens e posses não é algo que nos acompanha desde sempre bom em certa medida assim mas isso se agravou mais de 200 anos para cá por ocasião da revolução industrial você se lembra do período de escola a revolução industrial foi a descoberta de máquinas e equipamentos das fábricas das linhas de montagem a tecnologia permitiu a substituição do trabalho braçal e para a mecanização da atividade produtiva então você passa a ter recursos tecnológicos é inclusive no campo da robótica e soltar avançando muito rapidamente substituindo o trabalho braçal a mão de obra humano e por recursos de máquinas e equipamentos que aceleram processo então veja lá pelo século 18 você tinha não tinha automóvel tinha carroça aí você que brava a roda da carroça aí você procurava o camarada que ganhava dinheiro forjando é a rota das carroças e que fabricar sobre medida que carroça era fabricada de forma aleatória não tinha linha de montagem de fabricação de carroça no que a fábrica de carroça é no trabalho artesanal então se você quebrasse a roda da carroça você tinha que procurar alguém que fizesse esse serviço isso levaria algum tempo e você portanto esperaria o reparo para poder seguir viagem com a sua carroça ou sala o advento do automóvel trouxe para citar apenas um exemplo a possibilidade de você é a hora que furou o pneu e se o step não tiver legal você vai numa loja com centenas ou milhares de pneus com diferentes tamanhos de aro e cada carro tem uma roda maior ou menor com diferentes tipos de pneus com traçado lado da borracha para você escolher alguém haverá de dizer puxa que legal evoluímos muito bacana é isso unicordas mas eu quero que vocês entendam o que que é revolução industrial a gente passou a produzir muito tudo-ao-mesmo-tempo-agora como diz a música dos titãs tudo-ao-mesmo-tempo-agora uma coisa de cada vez ou se você quer comprar um batom e você vai numa loja que vai ter dezenas ou centenas de tipos de batom ou tonalidades de cor essa variedade essa amplitude da escolha o que determina um conforto má eu diria um luxo né um privilégio de você poder de alguma forma navegar diante de tantas possibilidades para encontrar aquela que pareça mais compatível o seu jeito de ser de sentir de se vestir mas estamos falando de uma revolução a revolução industrial significa eu vou produzir em escala que é engenheiro sabe o que que significa produzir em escala significa produzir de uma ordem de grandeza mega blaster você vai produzir em escala tudo ah e quem abre uma fábrica não tem hora para abrir e fechar não é a maior parte das fábricas de produtos consagrados que a gente compra purtas três turnos manhã tarde ea noite vai a madrugada para derramar no mercado consumidor e sem parar todos os produtos de todas as cores e tamanhos texturas e serventias e você possa imaginar não para não stop produção e ininterrupta produção ininterrupta produção ininterrupta a revolução industrial determinou portanto de um lado máquinas equipamentos produzidos em escala e para essa equação fechar adequadamente o que que você precisa ter do outro lado quê que você precisa ter consumismo eu preciso consumir muito mais do que eu preciso muito mais do que o necessário para que essa equação feche e no meio do caminho fazendo a interface entre produção em escala o e consumismo para dar conta de tanta coisa que se derrama no mercado consumidor mídia publicidade e fomentando desejos criando desejos aonde eles não existiam e você tá em casa vendo televisão no domingão como hoje o filme aí ver o intervalo comercial e você tá tranquilo tá olha de boa tá naquele dia assim ai que bom hoje é o dia que eu tava precisando tirar para descansar aí vem um comercial em apenas 30 segundos de intervalo comercial em 30 segundos e você tem o quê é o tempo necessário para despertar um novo desejo um novo desejo e esse novo desejo pode ser por exemplo de um sofá imóvel bom e algumas propagandas não me peçam para dar nomes vocês vão se lembrar são muito agressivas e assertivas é com gritaria é só amanhã não pode perder essa chance o melhor preço dividir em 12 vezes a primeira parcela só depois que lá eu do natal do ano que vem oi e aí você cria em que está assistindo a propaganda crie um desejo você vai olhar o seu face um sofá tá ótimo ele tá usável ele dá conta do recado mas você olha propaganda eventualmente vai dizer posto mas é uma promoção sensacional eu não vou ter outra chance é agora agora que tem que ser então veja o que que nós temos aqui como subproduto da publicidade o fomento ao consumo do que em boa parte dos casos não é necessário oi e o individamento principalmente dos estratos sociais com menor renda o que vão se endividar por vezes de forma muito arriscada para adquirir algo que eventualmente nem é necessário mas é algo que foi apresentado como é a única chance é amanhã só amanhã e você se desdobra e vai nessa vibe vai nessa direção e depois pesquisem qual é a taxa de inadimplência do brasil e vejam como essa taxa elevada de inadimplência de devedores não se deve apenas à desemprego a perda de renda por causa da pandemia mas tem a ver por uma um endividamento acima da capacidade do orçamento conseguir honrar e as parcelas e você por contrato assumiu o compromisso de pagar eu não sou contra publicidade quem paga o meu salário nas mídias é a publicidade mas eu sou a favor da educação para o consumo consciente e é isso que eu tô fazendo aqui e eu acho que temos que ter publicidades éticas o ou seja se eu vou vender o cartão de crédito eu preciso lembrar para o usuário do meu cartão de crédito se eu sou a empresa que está oferecendo o cartão de crédito para ele não perder de vista e o bom senso na capacidade de endividamento e seu comercial é ético você vai vender um produto e vai dizer agora se liga na história aqui e você pode piorar sua vida se usar errado o meu produto no brasil se tornou praticamente obrigatória a citação em comercial de cerveja e o beba com moderação né e eu me lembro de uma marca de cerveja que contratou o zeca pagodinho o que tenho direito de perder o que ele quiser a hora que ele quiser o zeca pagodinho sempre fez piada dele mesmo dizendo que não dá para passar um dia sem uma cervejinha gelada aí botaram o zeca pagodinho no final do comercial para dizer beba com moderação com todo o respeito que eu tenho e admiração pelo zeca pagodinho ele não comercial de cerveja dizer beba com moderação e talvez não seja eu diria a uma mensagem que as pessoas vão o olhar e dizer assim maravilha isso quando ele viu usa o artifício de falar pela moderação sabe aquela obrigação legal remédio você vai vender remédio na televisão qualquer a rádio também o internet aí tem um texto de um locutor que fala lentamente para todo mundo entender as vantagens do remédio como o remédio faz bem não se cancelar depois o trechinho que é obrigatório o que diz consulte seu médico é havendo qualquer problema consulte também valeu galera beleza valeu gente consumo consciente significa sim eu vou consumir e eu preciso consumir para viver eu não confundo consumo com o consumismo e eu preciso ter informações para saber o que eu levo para casa de que jeito olá eu sou a favor nas escolas da educação para o consumo consciente a garotada precisa saber o que que significa consumir e porque consumo é um ato político porque consumo não deve ser banalizado do gente vai entender por exemplo que tudo que se leva para casa livro o celular sapato que for tem pedacinho de planeta o livro tem pedacinho de planeta celular tem pedacinho de planeta quando eu falar pedacinho de planeta lembre-se água matéria-prima e energia é tudo o que a gente compra por aí tem por trás alto consumo de pedacinhos de planeta e quando você pega é isso aqui é reciclada tá cês tão vendo branquinha mas tem eh papel reciclado mas mesmo assim quando você pega o papel branco papel ofício branco pessoal só se lembra de árvore falei isso usar papel é árvore não uma simples folha de papel branca e tem árvore por trás celulose tem os produtos químicos usados por branqueamento do papel e se você imprimir qualquer coisa tem derivado de petróleo usado na impressora e na tintura da impressora então veja tudo rigorosamente tudo que a gente usa por trás tem o que a gente conversou não chamar de pegada ecológica anote e depois faço esse teste na internet procurando uma calculadora de pegada ecológica a calculadora de pegada ecológica verifica o quanto de matureza o quanto de recursos naturais há por trás dos nossos hábitos de consumo a um questionário que você responde nessa calculadora o e as perguntas invariavelmente tentam descobrir seus hábitos em relação à alimentação se você come carne ou não come carne se come carne comer com que frequência se não comer carne que o que alimentação você tem alimentação ela pode ter gerar um maior impacto ou menor impacto sobre o planeta comer carne significa elevar emissões de gases estufa e levar essa é a logística da carne ela tem uma complexidade que demanda é consumo de recursos naturais então comer carne tem uma pegada ecológica maior do que não comer aí vai perguntar como é que você se desloca por aí aí eu me desloca usando carro ou moto transporte individual motorizado só pegada ecológica que será maior do que quem usa transporte público ou anda de bicicleta skate ou vai a pé se o trabalho é perto essas coisas se resolvem pé eu tenho um estilo de vida que usa transporte individual ou transporte coletivo tem bicicleta na história isso vai determinar um nível de pegada ecológica e em relação a onde você mora qual o tamanho do seu imóvel e quantas pessoas moram com você isso também determina o tamanho da sua pegada ao responder a calculadora da pegada ecológica o softer e dessa calculadora faz uma conta para verificar a partir das suas respostas que área do planeta que área do planeta estão precisam estar as áreas disponíveis para você ser o consumidor que você é ou seja esse exercício metodológico da calculadora de pegada ecológica revela a partir das respostas que você poderá dar um questionar e se você quiser eu recomendo aplico isso para todas as turmas da puc ou a aula é que hora do planeta precisa estar disponível apenas e tão-somente para suprir o seu estilo de vida essa área é expressa em hectares é a quantidade de lixo que a gente gera também entra aí o e automaticamente esse software indica se todos no planeta foram iguais a você consumindo que você consome e pedindo essa área de planeta para atendê-lo quantos planetas serão necessários para suportar o seu estilo de vida aí é devastador aí a gente vê como a gente por vezes se descobre o refém eo estilo de vida nada nada sustentar nada sustentável e é a andréia mas o que seria na prática o consumo consciente no livro cidade de soluções é na página 310 e eu compartilho um trabalho feito pelo instituto akatu para o consumo consciente com sede em são paulo de um craque que tá frente dele que é o hélio mata que eu conheço meu amigo e aí temos essas recomendações do que seriam 12 princípios 12 regrinhas básicas para você tentar estimular na sua vida o que seria consumo consciente primeiro planeja suas compras não seja impulsivo e o que é sim possibilidade e elas a bota o consumo consciente eu vou dar uma dica aqui que não tá no livro e entre na loja que você quiser entra no shopping que você quiser faça da sua vida o que você quiser não tem que ter medo de fazer isso não agora entrou numa loja por exemplo que tem liquidação se sentiu tentado a comprar uma coisa apenas que ela é barata e pergunte-se ant e olha a pergunta simples eu preciso disso o produto o e pinte ser sincero uma resposta e eu preciso mesmo disso é uma pergunta simples quando a gente faz a pergunta a tendência é arrefecer o impulso à impulsividade segundo segunda dica tem que avaliar os impactos do seu consumo por exemplo isso vale para pessoas de quaisquer renda consumo consciente na sua para quem tem renda não gente por exemplo eu gosto de dar o exemplo dos ovos né da caixa de ovos que acompanha o papo das nove já ouviu falar disso eu todo dia fiz isso agora a pouco gosto de comer dois ovos quente qual cuidado que eu tenho não vou comprar ovo barato de granja esse é um cuidado o teu tem eu posso porque eu posso pagar por isso tá então vou tirar isso do exemplo de que até uma pessoa de baixa renda pode fazer o ovo que eu compro precisa para mim ser de lugares onde as galinhas não estão confirmadas não são de gaiola na galinha poedeira é galinha solta que significa portanto eu preciso de um selo de orgânico e de bem-estar animal esse carro mas eu não precisei por aí não pensa na embalagem aí vale para qualquer pessoa de qualquer renda e a embalagem e pode ser papelão caixa de papelão para uma dúzia de ovos ou menos pode ser o plástico ou pode ser isopor e você deveria discriminar o isopor o que é na cadeia da reciclagem o bicho mais execrável o papelão é melhor que mesmo que não reciclo ele vai se degradar na linha do tempo é melhor reciclar e o plástico é menos juninho plástico que tem mais mercado do que o isopor o consumo apenas o necessário ao exercício fantástico é um exercício de espiritualidade eu tenho um casal de amigos meus de santa catarina que realizou um movimento muito corajoso eles tem dinheiro mas eles decidiram se mudar da casa grande aqueles ocupavam para o apartamento menor eles são espíritas eles disseram nós estamos aqui neste imóvel menor que nos atende perfeitamente já trabalhando esse conceito do menos é mais eu não quero precisar de tanto espaço para ser feliz eu não preciso ter tanto lugar que eu nem vou usar no dia a dia só para dizer que eu tenho uma casa enorme não existe um documentário da netflix chamado minimalismo de dois jovens americanos que resolveram seguir na contramão dos valores da sociedade mais consumista do mundo que a sociedade americana e eles abrem espaço na pesquisa que eles fizeram por exemplo para casas minúsculas onde as pessoas conseguem ter qualidade de vida sem necessidade tanto espaço óbvio que sobra recurso para você gastar com algo que seja mais importante na vida outra dica de consumo consciente reutilize produtos embalagens reutilize antes de descartar na hora de comprar veja não já vou comprar aquela ali porque depois quando terminar o produto essa embalagem vai ser útil é né ah você vai comprar por exemplo hipoteticamente um copinho de requeijão você vai comprar um copo de plástico de vidro um pouco de vidro ele se ele é mais nobre ele pode ser usado como que tu acha que pode ser reutilizado também mas o indivíduo eu por exemplo se tem que fazer uma cobra dessa eu já penso se eu não quero jogar fora depois como é que eu ver utilizo se separa o seu resíduo falamos de semana passada separar o lixo seco separa o lixo o homem do seja como eu lixo zero a música crédito conscientemente o povo cai no rotativo aquilo vira areia movediça vira bola de neve depois a pessoa entra em desespero eu vou contar para vocês o incidente que teve lugar na minha sala de aula da puc quando eu dei uma das aulas do módulo de consumo sustentável e uma aluna lá de trás de um depoimento corajoso lindo porque ela se declarou uma pessoa compulsiva que eu tava explicando o que que é oniomania que a compulsão pelo consumo é uma doença a compulsão é doença ah e tem gente que tem como compulsão pelo consumo e não sabe bom então a compulsão pelo consumo é o nome de doença oniomania quando eu expliquei o que o que era oniomania o que segundo hospital das clínicas de são paulo acomete pelo menos três por cento da população brasileira gente e não é pouca gente não é essa menina disse professor e eu estou me tratando dessa doença que você tá falando aí eu tinha quatro cartões de crédito estava pendurada nos quatro quando eu vi que não tava conseguindo pagar me deu uma luz um lampejo eu falei para os meus pais e os meus pais tomaram as redes cancelar os cartões pagaram as minhas dívidas oi e eu hoje não uso o cartão de crédito porque eu estou em tratamento psicológico para descobrir como desarmar essa bomba-relógio da compulsão pelo consumo e aí eu conheço e valorize as práticas de responsabilidade social das empresas você vai procurar uma roupa o celular é um automóvel priorize as marcas éticas as marcas certificadas as marcas que têm boa reputação tanto em relação à legislação trabalhista quando legislação ambiental produza uma lista das empresas que você não vai consumir de jeito nenhum e o que você se lembra da notícia se lembra do relatório se lembra da denúncia e foi comprovado em relação à má práticas nefastas dessas empresas não compre produtos piratas ou contrabandeados eu que a gente mais vê nas ruas dos grandes centros do brasil você está depredando a indústria nacional você está depredando os empregos do brasil quando você compra produto contrabandeado e pirata que não recolhe impostos e concorre deslealmente com varejo com comércio e divulgue o consumo consciente seja você alguém que divulgue prático consumo consciente a cópia dos políticos e reflita sobre seus valores são as dicas do instituto akatu é particularmente importante a gente falar sobre a maquiagem verde maquiagem verde são produtos que usam o nome eco é verde ecológico e sustentável e não é nada disso não é nada dilson então você tem que fazer uma pesquisa e entre no site do proteste que é a maior associação de defesa dos consumidores da américa latina e verifique qual é a orientação deles para você se precaver do greenwashing maquiagem verde o meu absurdo por exemplo tem um carro por aí chamado ecosport aí a montadora desse carro pegou carona no eco eu tive o cuidado de passar o pente fino e na configuração desse carro por quê que ele é pouco não tem resposta não tem explicação ele se apropriou do eco e assim na mão grande é uma fatia crescente dos consumidores que não compra qualquer produto que comprar um produto que seja limpo reciclável um produto ético a maquiagem verde é abominável é abominável discriminam leve para casa aquilo que se diz ecológico verde se provar que é não vai sentido eu também queria falar da economia colaborativa a gente porque quando minha colaborativo é o que há de mais legal é para gente utilizar os recursos são várias formas de você promover economia colaborativa isso também aparece no livro vii as cidades e soluções é que eu tô falando aqui ó a economia colaborativo né então gente tá falando do que por exemplo você criar uma um site um aplicativo existe assim ó o que você faz escambo você troca uma coisa por outra você tem uma mesa de jantar linda colocar lhe dissesse olha eu tô trocando por uma máquina fotográfica o ou existem certos sites certos aplicativos tenho aqui o tem açúcar e o tem açúcar é dos mais antigos é um barato que o conceito básico da plataforma é estimular os empréstimos entre vizinhos olha que legal porque acontecer o nome tem açúcar é porque é muito comum entre vizinhos ou era se bater na pós é desculpa se tem açúcar aí que tá chovendo para burro tô sem açúcar tô fazendo um cafezinho pegar o carona não tem açúcar eles promovem se escambo essa troca livre ao mercado livre de trocas você vai ter trocas de serviços né eu sou jornalista para não morrer de fome eu tenho que escrever bem o meu texto tem que ser claro e objetivo aí eu posso colocar num site desses o teu bliss por exemplo uma rede colaborativa de troca de tempo objetivo é fazer com que as pessoas compartilham que elas têm de melhor suas habilidades e experiências então vou lá de você não sou jornalista quem quiser um texto legal aí para uma carta uma apresentação é de um livro que seja só um redator eu tô oferecendo meus préstimos agora eu tô precisando que alguém me ajude e é como a bicicleta nova eu não tô querendo comprar uma bicicleta eu sei que tem muita gente que compra a bicicleta e não usa a bicicleta você quer trocar sua bicicleta por uma hora de trabalho ou dez horas de trabalho mora é pouco 10 horas de trabalho minhas o consumo colaborativo a gente mostrou uma vez no programa cidades e soluções e é uma organização que existem vários países na verdade é um também o site frio está tipo assim liberte suas coisas né troque suas coisas que liberte as suas coisas a gente mostrou uma brasileira em berlim na alemanha que montou a casa dela dentro desse site free staff que que ela fez ela foi lá e falou assim vejo eu ir para um em uma loja comprar móveis equipar minha casa com sofá cadeira mesa eu vou entrar no site ver se tem alguém generosamente compartilhando não sai dizendo assim não preciso mais disso é isso não me tem mais utilidades o que que você faz se disponibiliza para quem queira e eu faço eu já fiz várias vezes isso com amigos eu não entro e saio eu tenho amigos eu falo assim o pessoal aqui de casa não quero mais isso não topa o movimento mais difícil que eu fiz foi me livrar da minha bateria eu era baterista que a bateria em casa a bateria tinha uma relação afetiva não era nenhuma bateria importada era super pinguim quero top né eu comprei de segunda mão já essa super pinguim uma bateria nacional mas era uma bateria que me trazia ótimas recordações eu não estava mais usando ela estava desmontada eu falei o quê que dar ela tá ocupando espaço tantos músicos por aí muito mais talentosos que não tenho um instrumento eu vou agora músico tem ciúme do instrumentos então para mim libertar a minha bateria do meu jugo tá e foi uma movimento duro mas eu fiz o certo eu tinha um amigo tem um amigo músico que tava é montado studio em casa e eu perguntei para ele você tem interesse em ter uma bateria de porque você quer vender eu falei não você vem buscar vem buscar bateria leva bom então o que não falta a gente mostrou também na holanda o rapper café e é existem mais de mil cafés como esse espalhados por países como canadá alemanha índia austrália e também brasil quem quiser pesquise ripper café são espaços que privilegiam o conserto de alguma coisa quebrada então quebrou o relógio a quebrou a celular quebrou um equipamento eletrônico que você tem e você não sabe o que você vai fazer com aquela vontade de jogar fora leva no hiper café são voluntários que consertam aparelhos elétricos e eletrônicos brinquedos roupas e até computadores dependendo do lugar até roupa se conserta o reparo de graça mas as doações são bem-vindas o quarto temos ainda já falamos isso aqui no papo das novas moedas e são criadas no brasil e que não são moedas para concorrer com o real mas são comunidades comunidades que resolvem criar uma moeda essa moeda pode ser virtual também e que você também promove a conversão do seu trabalho e moedas então se lembra daquilo que eu falei eu sou jornalista eu sei escrever bem então eu vou doar uma hora do meu trabalho custa 10 dinares o que ela de dar uma moeda famosa da antiguidade a chuva lá outra moeda eu vou bolar seu criar aqui o viva brasil né eu queria um viva brasil eu vou fazer a conversão do meu trabalho para 10 moedas vivas brasil ah e você tem o mercado o mercado a perna a partir das trocas e doces campos usando moedas moeda diz que não são reconhecidas pelo banco central elas não existem de fato você não consegue pegar na moeda mas existe na internet um espaço em que você comunica o que você tá oferecendo e ver se alguém tem interesse em trocar eu fiz essa reportagem no bairro do grajaú e mostrei por exemplo uma doceira que fazia bolos deliciosos eu comer uma fatia do bolo dela de laranja que ela dava bolo de laranja para pagar as aulas de yoga que ela tinha no bairro do grajaú e a professora de yoga claro que ela aceita dinheiro mas quem não pode pagar em dinheiro ela aceita a moeda do grajaú no bairro da zona norte do rio de janeiro e a gente precisa portanto se desencantar e desiludir dos valores da sociedade de consumo a gente precisa se desintoxicar do consumismo a gente precisa descobrir a felicidade onde as traças não correm esses tesouros que você acha que tá acumulando em casa e que são descartáveis e perecíveis e o andré trigueiro conheço muita gente abastada e rica que tem muito mais do que precisa aí você vai dizer nossa andré se conhece muita gente que se deu bem né muita gente privilegiada muita gente que não tem problema com falta de grana pois bem boa parte dessas pessoas têm depressão outras cinco patologias boa parte dessas pessoas não é feliz boa parte dessas pessoas não tem paz e por que que eu digo isso claro que eu não vou dar norte algumas delas vocês conhecem tem algumas dessas pessoas aparecem em capa de revi os caras e exalta olha fulana mostrando o novo guarda-roupa pulando mostra nova casa pulando mostra não sei o que você tá sempre reportando bens materiais acumulação de bens e posses eu tô olha como é que eu tô bem a partir das minhas posse isso é fake news on e é claro que o dinheiro ajuda pelo amor de deus eu não vou ser hipócrita o que eu tô falando é outra coisa eu tô falando de uma pessoa que ambiciona ter cada vez mais consumir cada vez mais é não ter às vezes nem passo dentro de casa por tanta quinquilharia sabe aquela folha de morar no rio de janeiro onde você tem sei lá 5 dias por ano frios frio mel o resto dos dias é tecnicamente quente e você não vai usar casaco você não vai dormir dia do leblon ou de cobertor aí você vai na casa da pessoa que mora no rio de janeiro que é chapa quente boa parte do ano e você vai encontrar no armário dela o que cinco edredons aí você vai olhar publicação de moro sozinho e ao lado ecochato que às vezes a gente tem né se você tem intimidade com a pessoa você joga logo por aí 5:10 você não mora sozinho a pessoa vai dar algumas desculpas né você já fez com o que que aconteceu ali ela vai dizer assim g1 não é que eu fui comprar para mim mas estava tão baratinho e eu tô que é isso fazer eu dividir em várias parcelas e comprei logo cinco porque vai que a minha família de repente aparece aqui não aparece nunca vai que o povo resolve dormir aqui no dia de frio pelo amor de deus são as histórias de você se sentir obrigado a comprar só porque é barato se sentir obrigado a levar para casa só porque a liquidação g1 e acorda acorda vai buscar a felicidade e alegria a onde as traças não corrompem a onde a ferrugem não destrói pelo amor de deus isso é efêmero isso é descartáveis e perecível esse encantamento por levar algo novo para casa para chamar de seu tem a durabilidade de uma bolha de sabão ó de repente foice e o brinquedinho fica ali ó pelo amor de deus ó e a gente precisa promover o consumo do necessário para ajudar quem não tem a ter porque o dinheiro que se gasta com excesso é aquele que poderia ser melhor aplicado ajudando quem não tem o necessário não existe dinheiro suficiente no mundo para gente não ter miséria não ter fome não tem gente na rua não tem tanta pobreza não é por falta de dinheiro não é por falta de recursos naturais é por uma péssima distribuição de bens e de recurso se você como eu que a gente tem aqui muita gente nessas redes e graças a deus não passa pelo suplício neste momento de ser um sem-teto roupas não ser população de rua não ter problemas graves assim de não ter o que comer então ser gente se insere nesse estrato social é muito importante de refletir sobre essas questões e é muito importante a gente não se iludir e esse possível se desiludir alegremente cantando a música do paulinho da viola e marisa monte desilusão desilusão canto eu cantar você na noite da solidão desiludida se desintoxicar e ser livre das amarras dessa maldição do consumismo a frase emblemática que eu gostaria de deixar aqui já nos finalmente desse papo das nove totalmente voltado para a desilusão do consumismo e para emergência do consumo consciente é de um filósofo oriental chamado jiddu krishnamurti que disse certa vez o seguinte e não é sinal de saúde já está bem adaptado a uma sociedade doente e não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente e eu no rio de janeiro ainda preciso usar carro e me envergonho o disco tem muito compromisso principalmente dias de chuva é mais difícil usar aplicativo de transporte táxi ainda preciso se você vira o meu carro você vai olhar para mim vai falar pô trilha que é isso esse é o 1000 cilindradas que eu tenho a 6 ou 7 anos eu não lavo esse carro ele tá amassadinho na porta tá amassadinho na frente não me incomodo com nada disso ele tem que estar limpo e asseado por dentro e quando chove a lavadora são pedro que dá uma guaribada nele quando eu entro na garagem da emissora de televisão onde eu trabalho dependendo de quem tiver na portaria e o camarada olha para mim é meu parceiro meu amigo já sei a piadinha que ele vai falar e eu por caridade baixo o vidro elétrico só para esperar ele falar piadinha sem graça de melhora para mim fala assim e aí doutor tirando onda de pó trem eu não tô tirando onda de pobre é uma brincadeira é certamente o carro mais pobrinho da garagem da emissora deu trabalho entretanto eu tenho muito orgulho dele porque para mim carro não é uma extensão da vaidade o carro na verdade ele tem que ser funcional ele tem que ser funcional ele tem que andar ele não pode me deixar na mão no meio da rua é isso ninguém precisa pensar como eu eu preciso pensar eu preciso pensar como eu preciso ser coerente o que eu defendo eu preciso ser coerente com as coisas que eu acho importante e a gente precisa fazer a nossa parte em favor de um mundo melhor e mais justo isso passa pelo entendimento do consumo em nossas vidas o consumo favorece a vida o consumismo degradê pré da devasta o meio ambiente portanto a vida seja um consumidor consciente não transfira para o que é descartável e perecível a sua felicidade a sua parte e veja aquilo que você precisa ter para ser alguém o pais alguém com mais conforto você merece alguém com mais mobilidade e você merece é mas não compre não leve para casa o que você não necessita não acumule bens e posses e e por que isso não vai te favorecer materialmente ou espiritualmente estamos aqui para evoluir e evolução passa pelo antigo do contra o black friday antigo do contra o natal pagão que se esquece do aniversariante mas está cheio de roupa de papai noel presente árvore de natal piscando muita comida muita bebida e o aniversariante foice o black friday eu falo no dia do black friday vai ser legal um ótimo domingo fique com deus agradeçam tudo que vocês têm mas agradeçam principalmente o que vocês não precisam ter até a próxima amanhã 9:00 amanhã se deus quiser e aí
