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Cidades e Soluções - Canal Futura

Quais os benefícios e riscos do uso dos transgênicos?
Enquanto parte da comunidade científica afirma que os alimentos geneticamente modificados não são seguros, defensores citam vantagens para a economia. Será que os brasileiros sabem o que os transgênicos significam?

Canal Futura: Sexta, 30/7 às 20:00h

Reapresentação: Domingo, às 14:30h

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Cidades e Soluções - Globo News

O QUE MUDA COM A NOVA LEI DO LIXO ?

Saiba como recém-aprovada Política Nacional de Resíduos Sólidos vai mudar a rotina das pessoas, empresas e governos. Lixão agora é crime federal. Lançar resíduos perigosos na natureza pode dar cadeia. Haverá mais incentivos para a reciclagem e para o aproveitamento energético do lixo.

Globo News: Domingo, às 21:30h

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Ouça os comentários do André Trigueiro na CBN:

Tornados e vendavais estão sendo banalizados no Brasil

EUA devem se perguntar se valeu a pena gastar US$ 1 trilhão em defesa e guerras

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A sustentabilidade do debate eleitoral

Por Sérgio Besserman Vianna, presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura do Rio de Janeiro e Rodrigo Rosa, assessor especial da Prefeitura do Rio de Janeiro

(...) Vivemos um momento da História marcado pela descoberta e a consciência crescente de que as atuais formas de produzir e consumir são insustentáveis. A 15ª reunião da Conferência das Partes para o Clima (COP) da ONU, em Copenhague, em dezembro passado, foi um momento importante desse processo. (...) Os três principais candidatos a presidente da República, Marina Silva, José Serra e Dilma Roussef, estiveram em Copenhague, sensíveis à dimensão política e à relevância do tema.

Foi um gesto importante, mas é necessário aprofundá-lo. Sustentabilidade não pode ser apenas uma palavra simpática. O que se espera dos candidatos é que incorporem o discurso às práticas e aos compromissos de campanha e demonstrem a consistência de seu conteúdo com o programa de governo. (...)

Empresas líderes em seus mercados têm transformado seus processos produtivos incorporando práticas sustentáveis. As estratégias são as mais diversas e compreendem desde a redução do impacto ambiental de suas atividades à incorporação de conceito de sustentabilidade em seus produtos. E cresce o destaque dado ao tema nas escolas de negócios em todo o mundo.

Mundo afora, os debates eleitorais mostram essa tendência. As mudanças climáticas estiveram entre os temas mais destacados na última campanha presidencial dos EUA, mesmo em tempos de crise econômica e de agenda movimentada no front externo, com as guerras no Iraque e no Afeganistão.

Na Europa e na América Latina, o tema tem ganhado destaque. No Brasil, a candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, como alternativa eleitoral às principais forças políticas, coloca o tema, desde o primeiro momento, no centro do debate. (...)

A biodiversidade é um de nossos maiores patrimônios e esse é o campo mais propício à afirmação do protagonismo internacional do país.

Leia mais: Envolverde

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Educação na cidadania

O desafio de formar cidadãos para uma sociedade sustentável: as lições da Escola da Ponte, analisadas pelo seu idealizador, José Pacheco

São muitas as motivações que levam um professor a abraçar o magistério, mas a principal delas resulta de um desejo de transformação. Apesar de sempre ter transformado realidades por onde passou, a começar pela sua própria, José Pacheco nunca imaginou que se tornaria um educador. E os caminhos que o levaram a tal ofício foram bastante inusitados. (...)

A educação na cidadania é o eixo central dessa proposta, orientada por três valores fundamentais: solidariedade, autonomia e responsabilidade individual e social. Na Ponte, os alunos se organizam em grupos de interesse, independente de faixa etária ou anos de escolaridade. Esse modelo de ensino exige uma ruptura radical com as linhas de pensamento convencionais e a própria ideia concebida a respeito do processo educacional. (...)

Ele também defende a importância de educar pelo exemplo e, por isso, crê no papel das lideranças. “O líder precisa ter duas características principais. A primeira é saber escutar. A segunda decorre da primeira: ao escutar, deve estabelecer consensos e não maiorias. Se essas duas características forem atendidas, temos aí um líder de novo tipo, que não se impõe, nem é eleito. É consensualmente aceito”, ressalta. (...)

A ponte com a realidade
“Não temos turmas, não temos alunos separados por classes, nossos professores não dão aulas com giz e lousa, não temos campainhas separando o tempo, não temos provas e notas." Foi com essa descrição que Rubem Alves teve o seu primeiro contato com a Escola da Ponte. A explicação, que num primeiro momento chocou o escritor brasileiro, partiu de uma aluna de seis anos.

A desconfiança inicial se transformou em encantamento, assim que Alves pôde compreender a dimensão daquele trabalho. Não sem razão, tornou-se um de seus principais promotores, vindo inclusive a relatar essa sua experiência no livro A Escola com que Sempre Sonhei sem Imaginar que Pudesse Existir, publicado pela editora Papirus.

Leia a entrevista com seu idealizador, José Pacheco: Nosso Futuro Comum

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E os LEDs desembarcam na estação

Com um projeto luminotécnico inovador, o Sistema Integrado Mogimiano (SIM), terminal de integração de transporte público de Mogi das Cruzes, interior de São Paulo, teve todos os ambientes iluminados com a tecnologia LED

São Paulo - Pensando em uma solução para os dois problemas, facilitar a locomoção dos moradores de Mogi das Cruzes e revitalizar a região central da cidade, o atual prefeito de Mogi das Cruzes, Marco Aurélio Bertaioll, decidiu pela transferência de um dos terminais rodoviários. O local escolhido foi o prédio de uma antiga fábrica adquirido pela prefeitura em 2005, e estrategicamente localizado ao lado da estação de trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, fato que facilitou a transferência dos usuários de um transporte para outro.

O novo terminal foi inaugurado dia 1º de maio e apresentou uma inovação tecnológica em termos de iluminação. Graças aos rápidos avanços no desenvolvimento dos diodos emissores de luz (LEDs na sigla em inglês), todos os ambientes do novo terminal são iluminados com tal tecnologia, o que proporciona um projeto altamente eficiente energeticamente e com muita qualidade de iluminação. Um artigo publicado na revista Lumière Eletric, na edição de julho, expõe todos os benefícios da iluminação LED, bem como a economia que poderá ser feita neste terminal com o uso desta tecnologia.

Leia mais: Procel Info

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Brasileiro é premiado pelos NIH

neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, professor da Universidade Duke, foi anunciado como um dos ganhadores em 2010 do Director’s Pioneer Award, programa de apoio a pesquisas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), nos Estados Unidos.

O programa financia pesquisas consideradas de “criatividade excepcional e com propostas pioneiras” para desafios importantes na pesquisa médica e comportamental.

O auxílio de US$ 2,5 milhões em cinco anos possibilitará expandir o trabalho de pesquisa do grupo liderado por Nicolelis em interfaces cérebro-máquina.

Nicolelis, codiretor do Centro de Neuroengenharia de Duke, passa a integrar uma seleta lista de 81 pesquisadores premiados pelo Pioneer Award desde o início do programa, em 2004. É o primeiro brasileiro a receber a honraria, a principal concedida pelo governo norte-americano a cientistas na área de biomedicina. (...)

Nicolelis planeja usar o Pioneer Award para desenvolver o primeiro ambiente em realidade virtual controlado pelo cérebro e projetado para investigar as propriedades dinâmicas de atividades cerebrais em grande escala. Outra aplicação do auxílio será no desenvolvimento de alternativas para o tratamento de distúrbios neurológicos.

Leia mais: Mercado Ético

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Um recado do trabalhador do rio para o trabalhador presidente da república

Senhor presidente,

Também sou trabalhador como o senhor. Só que trabalho para mim e para minha família pescando nos rios da Amazônia. Tiro o peixe pra comer com farinha em casa e para vender. Pago gente pra me ajudar na roça, pra fazer minha casa de madeira boa, que dura quando a enchente é forte e alaga tudo, como o senhor já viu. Sou um autônomo, pode-se dizer, associado da Colônia, e recebo seguro-desemprego no período de defeso.

Mas o meu patrão é o rio. Estou à mercê dos caprichos dele, do seu temperamento e imprevisibilidade. E ainda, infelizmente, nós pescadores competimos entre nós, porque o recurso é finito e as bocas aumentam. As bocas das famílias dos pescadores e dos outros brasileiros.

O desmatamento do fazendeiro, a maior parte dele vindo de fora da minha região para destruir a floresta até a beira do rio para encher o bolso de dinheiro e não trazer benefício nenhum para a minha região. E tudo com subsídio do seu governo e dos governos anteriores. O senhor acha que ninguém está vendo? O Senhor mesmo disse que não precisa derrubar uma árvore, mas então por que qualquer um vem aqui com dinheiro do governo para colocar tudo no chão, as frutas dos animais e dos peixes, a mata que fixa o tal carbono?

Não sou um fóssil econômico nem entrave para o desenvolvimento. A maior parte do pescado consumido na Amazônia, e no Brasil, é produzida por pessoas como eu. Por nós, pescadores artesanais. Quase todo o pescado que abastece as cidades daqui sou eu que pesco. Por que agora me torno um empecilho?

O agrotóxico mata o peixe dos meus rios, já está comprovado, cheio de estudo aí, e por que o fazendeiro pega dinheiro do governo pra contaminar os todos rios com essa química toda? Não vai botar na balança o prejuízo para a minha família e todos os meus colegas trabalhadores do beiradão? Chame de externalidade, do que quiser, mais isso tem que ser considerado. Rios com peixes geram emprego, garantem o sustento das famílias ribeirinhas e abastecem pequenas, medias e até grandes cidades.

A barragem, seu presidente, é que é o pior mal de todos para o Rio, e isto está comprovado já tem décadas. A pesca no lago artificial não compensa os impactos negativos a montante e principalmente a jusante. Veja, Senhor Presidente, o que aconteceu com as comunidades do Baixo Tocantins.

Os estudos mais recentes comprovam isso, e que nós estamos sentindo na pele há décadas, e mostram também que escadas de peixe e outras geringonças de nada adiantam. Como pode o seu governo dizer que não vai afetar a pesca, com o que tem acontecido em todos os outros rios? O que o senhor acha que é o bagre? Um peixe meio feioso, de espinho, que a gente come na falta de peixe melhor? Tem idéia do tamanho da população ribeirinha que vive da pesca do bagre? Só no canal principal do Amazonas somos mais de 50 mil pessoas, afora os afluentes maiores como Madeira, Purus, Japurá, Juruá e dezenas de outros menores onde a pesca do bagre é das principais fontes de renda. Agora, e quantas bocas se alimentam dos rios, acha que não dá pra contar? Dá sim, é fácil e está sendo feito por um monte de gente que tem seriedade. Tem a sociedade civil representada e o estado, com o ministério público nas diferentes esferas, as universidades e outras instituições de pesquisa. Chamando atenção, brigando, mas, principalmente, contabilizando o massacre do modo de vida ribeirinho, da nossa vida, do nosso sustento e do nosso emprego.

Tem jeito não, Senhor Presidente, para todo o mal que as barragens causam a nós, tentando viver do pouco peixe que sobrou ou indo para as cidades tentar a sorte e, na maioria das vezes, levar uma vida miserável.

Vossa excelência também não assumiu compromissos com emissão de gases? Como, se praticamente todo o investimento em energia é com fábricas de metano, que é isso que as hidrelétricas são? Seu governo vai seguir ignorando o que os cientistas do mundo inteiro estão dizendo? Vai seguir apostando na falta de memória do povo brasileiro?

Presidente, o senhor ainda vai passar uma vergonha muito grande, porque em poucos anos esse mal que o seu governo está fazendo pra gente vai estar tão evidente e tão claro, que Vossa Excelência não vai ter nem sossego quando for dormir, se é que ainda se preocupa com a sorte dos seus companheiros que alimentam suas famílias com o peixe do rio, longe dos supermercados, e que trabalham de canoa, linha e anzol, rede e arpão.

*Juarez Brito Pezzuti é biólogo, doutor em ecologia e professor da Universidade Federal do Pará.

Fonte: Carbono Brasil

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Editado por Daniela Kussama