28 de Fevereiro

Do Jesus/Oxalá da Mangueira (2017) ao Cristo mendigo da Beija-Flor (1989)

 

Jesus e Oxalá reunidos em um mesmo carro alegórico da Mangueira. Um e outro dividindo o mesmo espaço, o mesmo “corpo”, o mesmo sentido místico. O sincretismo religioso inspirou o enredo “Só com a ajuda do Santo’ que a verde e rosa levou para a Sapucaí na madrugada de hoje. Pude assistir ao desfile de perto e percebi extremo cuidado e respeito na abordagem do tema.

O uso de elementos religiosos em desfiles de escolas de samba já rendeu muita polêmica e confusão. Um dos casos mais conhecidos aconteceu em 1989 quando Joãosinho Trinta foi proibido pela Igreja de usar a imagem do Cristo retratado como mendigo no enredo “Ratos e urubus, larguem minha fantasia”. A imagem foi então coberta por um manto com a inscrição “Mesmo proibido olhai por nós!”. Isso deu o que falar…

É tênue a linha que separa o sagrado do profano. E não deixa de ser curiosa a maneira como os carnavalescos sentem a necessidade de transpor para a avenida o sentimento religioso dos brasileiros.

Se no Rio a Igreja não parece ter se incomodado com a mencionada alegoria de Jesus/Oxalá no desfile da Mangueira, em São Paulo a Unidos de Vila Maria contou com apoio explícito dos católicos para homenagear no enredo deste ano Nossa Senhora Aparecida. Os religiosos ajudaram o carnavalesco a construir em detalhes o enredo. Antes do desfile, a coroa e o manto da Padroeira do Brasil (que foram exibidos em plena avenida numa das alegorias da escola) chegaram a ser benzidas dentro do Santuário Nacional de Aparecida do Norte. Após a benção, um carro forte levou o manto e a coroa em segurança para o desfile da última sexta-feira no sambódromo paulistano.

É bonita a forma como religiosos e carnavalescos dialogam sem dogmas ou preconceitos, onde houver respeito e cuidado na forma como se retrata artisticamente o poder da fé. Se “Deus escreve certo por linhas tortas”, é possível que a Providência Divina – que nos alcança a todos, indistintamente – se manifeste ostensivamente também nos templos do carnaval.

 

André Trigueiro

 

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20 de Fevereiro

A CEDAE em números

 

Seja qual for a sua opinião sobre a privatização da CEDAE (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro), importa saber o que está sendo repassado para a iniciativa privada. Os dados abaixo foram passados pela própria CEDAE. Não temos aqui condição de checar essas informações (quem teria?). Mas dada a relevância da notícia (a Assembléia Legislativa do Rio aprovou hoje a privatização da CEDAE), vale conhecer:

– A rede de água da CEDAE tem cerca de 22.000 km de extensão, o que seria suficiente, em linha reta, para fazer o percurso Rio de Janeiro-Moscou, ida e volta.

– A empresa produz 5,25 bilhões de litros de água por dia. Para tornar essa água potável para 64 municípios, são utilizadas cerca de 300 toneladas de produtos químicos diariamente.

– A pressurização da rede da CEDAE consome muita energia elétrica. A companhia é a maior cliente da Light. Em 2016 o consumo de energia elétrica da CEDAE, somente através da Light, foi de 872.000 Mwh. Isto seria suficiente para abastecer de energia uma cidade com 1,350 milhão de habitantes.

– De acordo com a CEDAE (algumas entidades questionam esses números da companhia) as perdas de água potável no sistema são de aproximadamente 30%. Desse volume, 20% são perdas comerciais relativas a ligações clandestinas, hidrômetros defeituosos, imóveis cujo uso foi modificado, mas sem a correspondente alteração tarifária etc. Os outros 10% são perdas físicas (7% correspondentes a vazamentos ou liberação de água por meio de ventosas para regular a pressão na rede, e 3% de água produzida, mas não distribuída, empregada nas atividades operacionais internas das estações, como retrolavagem dos filtros).

– Para reduzir as perdas, a Cedae diz que está concluindo a substituição de cerca de 600 km de redes antigas por novas tubulações e realiza operação em conjunto com a Polícia Civil, batizada de “Água Legal”, para combater as ligações clandestinas.

– A companhia também acredita que o programa de obras em andamento na Baixada Fluminense (expansão da rede de água com investimento total de R$ 3,4 bilhões) reduzirá essas perdas.

– Ainda segundo a CEDAE, o valor da tarifa corresponde aos custos envolvidos no processo de produção, adução, distribuição, Controle de Qualidade, incluindo os processos internos, taxas, impostos e etc. A tarifa cobriria também todos os custos inerentes ao sistema de coleta, transporte e tratamento de esgoto.

– Não há qualquer subsídio do Governo do Estado do Rio de Janeiro para a manutenção da tarifa. A CEDAE informa que paga dividendos ao Governo estadual. Nos últimos 3 anos o volume total pago seria de aproximadamente 250 milhões de reais, em forma de dividendos. Há subsídio cruzado entre os municípios com maior arrecadação e os de menor arrecadação. De acordo com a companhia, isso permitiria promover “saneamento básico uniforme para todas as áreas atendidas pela CEDAE”.

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Em se confirmando o processo de privatização, esses e outros dados da companhia se tornarão extremamente relevantes para que se verifique em que termos, sob quais condições, com que metas e prazos, e principalmente com que cuidados para o atendimento dos serviços de água e esgoto à população mais pobre, a CEDAE passará a ser administrada.

Fato: o passivo sanitário deixado pela empresa é imenso e jamais foi priorizado. O esgoto não tratado é a marca indelével de que a CEDAE não cumpriu aquela que deveria ter sido a sua missão mais urgente e nobre. E agora? Confiar numa empresa privada – que visa apenas e tão somente o lucro – para tapar esse buraco? Depende do edital de licitação. Privatização não é uma panacéia. Em alguns lugares deu certo. Em outros, não.

O papel do cidadão é cobrar, exigir, denunciar.
Para isso, é preciso transparência e muita informação.

 

André Trigueiro

 

 

 

 

 

 

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15 de Fevereiro

Senado aprova a vaquejada

 

O Senado Federal aprovou hoje a vaquejada no Brasil. De nada adiantou a decisão do STF que em outubro do ano passado anulou uma lei do Ceará que regulamentava essa prática. Na época, a maioria dos juízes acompanhou o voto do relator, Ministro Marco Aurélio Mello, que denunciou a “crueldade intrínseca” da vaquejada, alegando, que os laudos técnicos contidos no processo demonstravam consequências nocivas à saúde dos animais como “fraturas nas patas e rabo, ruptura de ligamentos e vasos sanguíneos, eventual arrancamento do rabo e comprometimento da medula óssea”.

Um mês depois do veredito do STF, o Congresso – em resposta claramente desafiadora ao Supremo – aprovou uma lei tornando a vaquejada “manifestação cultural nacional e patrimônio cultural imaterial”. A lei foi sancionada pelo Presidente Michel Temer.

Hoje, os senadores aprovaram a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 50/2016) que torna a vaquejada uma prática legal. Na prática, a PEC muda o artigo 225 da Constituição, que trata do meio ambiente, para descaracterizar a prática de crueldade associada ao “esporte”. Pior que a aprovação em si, foi o argumento apresentado pelo relator, senador Otto Alencar (PSD/BA). Prestem atenção neste trecho polêmico e perturbador que aparece na Proposta: “Não são cruéis as práticas desportivas que utilizem animais, desde que sejam manifestações culturais”.

Como assim? Quer dizer que os senadores consideram legítimas quaisquer práticas desportivas que utilizem animais (qualquer uma, seja ela qual for) desde que seja considerada uma “manifestação cultural”? Valida-se qualquer crueldade sob o pretexto de ser uma “manifestação cultural”?

Lamentável, repugnante, infame.
O resultado da votação – 55 votos a favor, inclusive o do novo presidente do Senado, Eunício Oliveira, 9 votos contrários e 2 abstenções – é um retrocesso moral, mas atende aos interesses de uma indústria que movimenta aproximadamente 600 milhões de reais por ano. A PEC segue agora para a Câmara, onde a bancada ruralista deverá fazer barulho em favor da vaquejada.

Aguarda-se uma nova manifestação do STF.
Que seja definitiva e privilegie o bom senso.

 

André Trigueiro

 

 

 

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10 de Fevereiro

Se liga na missão!

 

Quando o rio se agita e o sedimento se espalha, a água fica turva. Perde-se a visibilidade. Sobrevém a incerteza.

O Brasil está sendo sacudido de baixo pra cima, de dentro pra fora. A sensação não é boa. Mas a resultante disso será. É como se um acelerador de partículas determinasse um ritmo avassalador nas mudanças que precisam acontecer. O que estava velado vem à tona, o que era dissimulado se escancara, e, de repente, tudo parece virado do avesso.

A intensidade desse movimento gera confusão e perplexidade. Tensão e angústia. Mas nada disso ocorre sem que haja sentido. Nem uma única folha se desprende da árvore sem que tenha chegado o seu momento.

Não se trata de castigo ou punição. Neste “Enem espiritual”, devemos assumir a condição de aprendizes e prestar mais atenção naquilo que nos convém. Perceber o que está em jogo em cada ação, palavra ou pensamento. Não há neutralidade no universo. O que importa agora é saber de que lado estamos. Nenhum de nós é santo ou livre de erros. A perfeição não é desse mundo. Mas esse mundo é o lugar perfeito para confirmarmos as nossas escolhas. Na verdade, estamos aqui para isso. Portanto, se liga na missão! O momento é agora. Paz e bem.

 

André Trigueiro

 

 

 

 

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04 de Fevereiro

A prevenção do suicídio em 5 pequenos vídeos

 

Nos cinco vídeos abaixo (com duração entre 8 e 14 minutos), André Trigueiro resume as principais informações sobre o fenômeno do suicídio, a prevenção do auto-extermínio e as consequências do suicídio no mundo espiritual

 

VÍDEO 1 – Por que o suicídio é prevenível em 90% dos casos?

VÍDEO 2 – A relação do suicídio com a depressão e as drogas

VÍDEO 3 – A influência do meio no risco suicida

VÍDEO 4 – Suicídio: problema social ou individual?

VÍDEO 5 – As consequências do suicídio no mundo espiritual

 

 

 

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25 de Janeiro

Uma obra inspirada na natureza

 

“Toda minha obra é inspirada na Mata Atlântica”, disse certa vez Tom Jobim, que se estivesse entre nós completaria hoje 90 anos. Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim – que rivaliza com Heitor Villa-Lobos a condição de maior músico brasileiro de todos os tempos – era um estudioso da natureza. Lia livros sobre a fauna e a flora, gostava de passar as férias refugiado em São José do Vale do Rio Preto, na região serrana do Rio, bem perto do verde e do canto dos pássaros. Foi lá que compôs um de seus grandes sucessos, “Águas de Março”.

É extensa a lista de músicas de Tom inspiradas na natureza, como Passarim, Sabiá, Bôto, Água de Beber, Estrada do sol, Pra Sempre Verde, Marita Perê, Pato Preto, Vida bela (praia branca) entre outras obras.

A maior de todas as árvores amazônicas do Jardim Botânico do Rio recebia sempre o abraço do saudoso maestro toda vez que ele passava por lá. Foram tantos e longos abraços, que a direção da instituição homenageou Tom Jobim fixando uma placa em frente a árvore preferida dele.

“Quando uma árvore é cortada ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer quero ir para esse lugar, onde as árvores vivem em paz”, disse ele.

Onde estiver, receba maestro a nossa gratidão.
E continue nos inspirando a proteger aquilo que você tão bem conhecia e exaltava em sua passagem pela Terra.

 

André Trigueiro

 

 

 

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24 de Janeiro

Canetadas fatais

 

Reproduzo, na íntegra, texto do jornalista Claudio Ângelo, do Observatório do Clima, postado hoje no link da organização.
http://www.observatoriodoclima.eco.br/trump-derruba-veto-a-oleodutos-polemicos/

André Trigueiro

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24/01/2017

Em menos de três minutos, no seu quarto dia de mandato, novo presidente dos Estados Unidos, assina decretos que prejudicam clima, terras indígenas e o licenciamento ambiental.

Nunca antes na história deste planeta tantos retrocessos ambientais aconteceram num intervalo de tempo tão curto. Nesta terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu três canetadas que prejudicam o clima, os povos indígenas e o licenciamento ambiental – tudo isso num intervalo de dois minutos e meio. Trump completou hoje quatro dias no cargo, o que faz imaginar o que ele será capaz de fazer em quatro anos.

Dois decretos (chamados nos EUA de “ordens executivas”) retiram o veto à construção de dois polêmicos oleodutos que permitirão o refino de petróleo extraído de fontes não-convencionais. O terceiro acelera o licenciamento ambiental para obras de infraestrutura de interesse do governo. É a versão americana do “licenciamento a jato” que o senador Romero Jucá (PMDB-RR) tentou aprovar no Brasil, até aqui sem sucesso.

A primeira ordem assinada pelo presidente diz respeito ao oleoduto Keystone XL. O nome certo seria “betumeduto”, já que o objetivo da tubulação de 2.700 quilômetros (pouco menos que a distância São Paulo-Belém) é trazer por dia 830 mil barris de betume do Canadá, para serem refinados e exportados em Houston, no Texas.

O betume é extraído das areias betuminosas de Athabasca, na Província de Alberta, e é considerado o combustível fóssil mais sujo do planeta. Sua produção envolve não apenas a destruição do ecossistema local, de antigas florestas boreais, mas também gastos enormes de energia para separar o petróleo superpesado da areia – o processo consiste basicamente em dar um banho de vapor nesta última até derreter o petróleo.

A abertura à exportação do petróleo canadense tem potencial de emitir 8,4 bilhões de toneladas de CO2 a mais durante o tempo de vida do projeto (mais de quatro vezes tudo o que o Brasil emite por ano), o que dificultaria o cumprimento da meta do Acordo de Paris de estabilizar o aquecimento global em menos de 2oC.

A Keystone XL foi objeto de diversos protestos de ambientalistas nos EUA. Um deles terminou com dezenas de presos, entre eles o a atriz Daryl Hannah e o climatologista James Hansen, que declarou que sua construção seria “fim de jogo para o clima”. Em 2015, 90 cientistas e economistas e dez vencedores do Prêmio Nobel da Paz mandaram cartas ao presidente Barack Obama pedindo que vetasse a obra – o que ele fez, no fim daquele ano.

Agora, Trump autoriza a empresa TransCanada, responsável pelo projeto, que submeta de novo o oleoduto ao exame do governo. “Vamos renegociar os termos. Se eles gostarem, vamos ver se fazemos esse oleoduto”, disse, ressaltando que quer que os tubos sejam fabricados nos EUA. “São muitos empregos, 28 mil empregos, grandes empregos na construção”, gabou-se Trump. O site Politico reportou em 2013, com base em um relatório do Departamento de Estado, que após a construção o duto manterá apenas 35 empregos permanentes. A aprovação do projeto estará nas mãos de Rex Tillerson, secretário de Estado, que até dezembro presidia a maior empresa de petróleo do mundo.

O segundo ato determina ao Batalhão de Engenharia do Exército que revise e aprove o quanto antes o plano de construção do oleoduto Dakota Access. Essa segunda rede de tubos levará petróleo extraído por “fracking” no folhelho Bakken, formação rochosa rica em óleo na Dakota do Norte, no noroeste do país, até Illinois, no Meio-Oeste, cruzando a terra indígena Standing Rock, dos sioux, e passando por baixo do rio Missouri, única fonte de água da tribo. O projeto foi alvo de empates de índios e ambientalistas, que acamparam na frente da obra para impedir a construção e foram violentamente reprimidos pela polícia. A construção foi suspensa em dezembro.

“Mais pessoas mandaram comentários ao governo contra o Dakota Access e o Keystone XL do que sobre qualquer outro projeto na história”, disse Bill McKibben, fundador da ONG 350.org, segundo o site Think Progress, ligado aos democratas. Ele prometeu mais protestos. “Os cientistas do clima e Prêmios Nobel explicaram seguidas vezes por que os projetos eram burros e imorais. Em um de seus primeiros atos como presidente, Donald Trump ignora tudo isso no afã de servir à indústria do petróleo.”

Mas a imprensa americana reportou nesta terça-feira que há mais alguém a quem Trump parece querer servir com as liberações: ao próprio bolso e ao alguns de seus auxiliares.

De acordo com prestações de contas da campanha presidencial, Trump já investiu pessoalmente entre US$ 500 mil e US$ 1 milhão em ações da ETP (Energy Transfer Partners), companhia responsável pela construção do oleoduto de Dakota, que foram vendidas no final de 2016, e possui entre US$ 250 mil e US$ 500 mil milhão na Phillips 66, que deve ter 25% do projeto completo. Ainda não se sabe se essas ações foram vendidas pelo atual presidente. Já o chefe-executivo da ETP, Kelcy Warren, doou mais de US$100 mil para a campanha de Trump e adicionais US$ 66.800 para o Partido Republicano depois que o Trump se tornou o candidato oficial do grupo.

O secretário de Energia de Trump, Rick Perry, esteve entre os acionistas diretores da ETP até o dia 31 de dezembro de 2016. No ano anterior, o atual secretário e ex-governador do Texas, teria recebido US$ 236.820 de acordo com registros da companhia. O presidente da petroleira Continental Resources, apelidado de “Rei do Fracking” Harold Hamm, é um dos conselheiros de Trump e teria seu produto transportado pela Dakota Access. John Paulson, outro conselheiro, e investidor pesado na indústria de gás e óleo, especialmente na extração no folhelho Bakken.

“O aprendiz do caos climático protagonizou um show de violação dos direitos indígenas, assassinato do licenciamento ambiental e o empurrão do planeta Terra ainda mais para perto das catástrofes ambientais”, disse a diretora para a América Latina da 350.org, Nicole Oliveira, em alusão ao antigo programa de TV de Trump, O Aprendiz. “O começo da temporada demonstra que os próximos episódios serão cada vez mais ‘fósseis’. É um sinal claro de uma mudança na política energética americana que enfatiza e perpetua a dependência dos hidrocarbonetos. Que esse reality show não seja replicado no Brasil e na América Latina.”

 

 

 

 

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18 de Janeiro

Ministro da Justiça altera demarcação de terras indígenas no país

 

Por que o Ministério da Justiça mudou o processo de demarcação das terras indígenas? Em favor de quem? Decisão obscura e temerária que esvazia ainda mais a Funai (dada de presente semana passada para o PSC, que apóia Temer). Governo realiza movimentos que parecem favorecer ruralistas incomodados com disputas fundiárias com indígenas. Cenário sombrio. Estamos de olho.

 

André Trigueiro

 

Leia mais:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/01/1851036-ministro-da-justica-altera-demarcacao-de-terras-indigenas-no-pais.shtml

 

 

 

 

 

 

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