Por Daniela Kussama | setembro 25, 2017 9:38 am

Setembro já é o mês com maior número de queimadas desde o início da série histórica do INPE em 1999. Até agora (e o mês ainda nem acabou) foram registrados 95 mil focos de incêndio em todo o Brasil. Para piorar a situação, o último boletim do Banco de Dados de Queimadas (do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registra 107 queimadas em Unidades de Conservação e 97 em Territórios Indígenas (mapa abaixo).

Faltam fiscalização e punição exemplar para quem descumpre a lei e põe fogo na vegetação sob o pretexto de “limpar”o pasto, preparar o solo para o plantio, promover o desmatamento, etc. O fato é que as queimadas reduzem a fertilidade do solo, agravam a poluição do ar (causando problemas de saúde e atrapalhando o tráfego aéreo), destroem a biodiversidade (fauna e flora) e elevam exponencialmente as emissões de gases estufa que agravam o aquecimento global.

Todo ano tem queimada. Todo ano testemunhamos a repetição desse problema. E as autoridades o que fazem? E as entidades que representam os ruralistas? Quem afinal de contas parece incomodado com isso? O Brasil está debaixo de fumaça, com cheiro de queimado, transformando o verde de sua bandeira em cinzas.

 

André Trigueiro