Por Daniela Kussama | setembro 11, 2017 9:24 am

Sim e não. Que o brasileiro é criativo, não resta dúvida. Mas quando chega no quesito inovação, que pode ser uma invenção ou um melhoramento do que já existe, capaz de mudar um processo industrial, um modo de produção, aí o Brasil fica mal na foto. Ou no ranking: de acordo com o Índice Global de Inovação 2017, o Brasil ocupa a posição de número 69, entre 127 países, que representam 92,5% da população mundial. Estamos atrás do México, da África do Sul, e até dos nossos vizinhos Colômbia e Uruguai.

Esse atraso que desafia nosso futuro instigou a curadoria do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, a apresentar inovações brasileiras que pudessem inspirar o público a criar também – e a pensar sobre as barreiras que acompanham esse tema. Das 39 inovações escolhidas para a exposição, 21 são consideradas tecnologias sustentáveis, que vieram de universidades, centros de pesquisa ou do fundo do quintal. Do tijolo feito de lixo à lâmpada de garrafa pet; da máquina que produz água à espoja que absorve óleo de rios e oceanos, o Cidades e Soluções mostra porque essas tecnologias são inovadoras e porque ainda estamos tão distantes de atingir a excelência como país inovador. Apesar dos bons indicadores em pesquisa e desenvolvimento nas universidades, da capacidade de gerar conhecimento, temos muita dificuldade em fazer os resultados virarem negócios e chegarem ao mercado.

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