Por Daniela Kussama | julho 14, 2017 8:30 pm

Nos últimos sete anos, o fotógrafo ambientalista James Balog vem, por meio de seu projeto Extreme Ice Survey (EIS), documentando os sinais visíveis do derretimento de geleiras.

Ao viajar para locais remotos do planeta, a equipe, composta por exploradores, artistas e cientistas, registra como o gelo vem sendo transformado pela ação do Sol, da água do mar e do tempo

Por entender que o retrato em imagem de eventos isolados – sintomas de uma causa maior – tem maior impacto sobre a opinião pública do que intermináveis coletas de dados ou gráficos, o fotógrafo James Balog empreendeu uma jornada de 4 anos no Ártico, instalando câmeras nas geleiras para comprovar a considerável diminuição delas ao longo dos anos.

O resultado final dessa jornada, registrada com considerável habilidade pelo diretor Jeff Orlowski no documentário Chasing Ice, é impactante e assustador.  Chasing Ice permite que o espectador tenha contato direto e factual com imagens incontestáveis, quase como que num flagrante inquestionável dos efeitos do aquecimento global.

Após semanas de espera, ele conseguiu capturar o maior degelo já registrado de um iceberg. Foi na geleira (glaciar) Ilulissat, na Groelândia. A cena do rompimento de 7,4 km³ está no filme Chasing Ice (Perseguindo gelo, em tradução livre).

Em NY, Sandra Coutinho conversou com Balog para conhecer mais sobre o trabalho do ambientalista e saber dos bastidores do filme.

Programa exibido em 22/10/2014

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