Por Daniela Kussama | junho 1, 2017 1:30 pm

Por Annelize Demani, estagiária sob supervisão de Ana Beatriz Marin

Fonte: O Globo | Zona Sul

 

É difícil falar sobre meio ambiente e não lembrar de André Trigueiro. Ele uniu a profissão de jornalista às experiências que podem melhorar a qualidade de vida de quem vive na cidade, mostrando como utilizar os recursos naturais de forma sustentável e inteligente.

Além de estar à frente do programa “Cidades e soluções”, exibido na GloboNews, Trigueiro é professor e escritor. Na próxima segunda-feira, Dia Mundial do Meio Ambiente, ele lançará seu quinto livro, “Cidades e soluções: como construir uma sociedade sustentável”, na Livraria da Travessa do Leblon.

— O programa está no ar há dez anos mostrando soluções ambientais no Brasil e no mundo. Mas o livro não é uma versão impressa do que se vê na TV, é apenas uma inspiração. A gente fez um garimpo, atualizou, incorporou dados e ouviu especialistas de diversas áreas — diz ele sobre a publicação, que também traz dicas sustentáveis para serem aplicadas no dia a dia.

Trigueiro diz que seu interesse pelo tema se tornou mais forte quando cobriu a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92. A partir daí, especializou-se ainda mais e tornou-se professor:

— Posso dizer que a educação ambiental melhorou muito ao longo dos anos. Eu percebia que as pessoas saíam do colégio, e até da faculdade, sem saber a importância da coleta seletiva de lixo e dos recursos hídricos.

Tentando mostrar que as cidades podem, sim, ser mais sustentáveis, o jornalista ainda comenta que há muitos desafios pela frente, mas que o mundo como um todo tem evoluído nesse quesito:

— Não existe cidade 100% sustentável, mas vejo prefeitos que vêm adequando suas políticas públicas. Em Niterói, por exemplo, novos prédios só podem ser construídos com hidrômetros individuais e com coleta de água de chuva e de água cinza, que são aquelas ensaboadas de máquina de lavar, de chuveiro e de pia — diz ele, elogiando a ação como um trunfo contra o desperdício.

Ainda falando sobre o Rio de Janeiro, Trigueiro expõe o que pensa sobre a Baía de Guanabara:

— Com certeza tem jeito! Existem vários exemplos no mundo que deram certo. O governo só precisa entender que despoluir a baía é um projeto muito mais econômico do que ecológico. Ninguém quer ter comércio em volta de água suja e malcheirosa. Se a Baía for limpa, pode haver ali restaurantes, bares, remo, vela e até mergulho! O turismo vai bombar e ainda gerar emprego. Todos vão querer interagir, e a relação custo-benefício valerá a pena — finaliza o jornalista.