Por Andre Dessandes | janeiro 23, 2017 4:16 pm

 

Por Bruno Calixto

Fonte: Blog do Planeta – Época

 

Desde segunda-feira (16), o Distrito Federal passa por racionamento e rodízio de água nas cidades que são atendidas pela represa do Descoberto, que está com menos de 20% de água. ÉPOCA já discutiu as causas da crise. Ela foi deflagrada pela escassez de chuvas em 2016, mas suas causas estão na falta de planejamento no abastecimento.

Um dado que exemplifica essa falta de planejamento é o alto índice de perdas de água. Essa água é perdida em vazamentos, falhas de tubulações, fraudes e até roubo. Segundo diagnóstico do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades, o Distrito Federal desperdiça 35,1% da água que distribui. Ou seja, mais de um terço da água que sai das represas se perde no meio do caminho.

O problema é nacional. O Distrito Federal tem um índice melhor do que a média do país (36%), mas isso acontece porque as perdas na Região Norte são altíssimas. O Amapá, por exemplo, desperdiça 72% da água distribuída. O estado brasileiro com menor índice de perdas é Goiás, que desperdiça 30% da água. São Paulo, que passou por forte crise hídrica, perde 33% da água, uma pequena melhora em relação ao auge da crise, quando o índice estava em 34,3%.

Os dados do SNIS serão publicados no próximo dia 30 de janeiro, mas já estão disponíveis em tabelas e planilhas on-line.

 

 

Postado por Daniela Kussama