Por Andre Dessandes | janeiro 9, 2017 1:46 pm

 

Fonte: Terra

 

Em reunião com moradores de Pequim e jornalistas, Qi explicou que há vários “atos de descumprimento das normas como resultado de uma supervisão frouxa e uma vigilância frágil”, segundo declarações recolhidas pela agência oficial “Xinhua”.

O anúncio aconteceu pouco antes que hoje (7) tenha sido registrado um episódio de poluição que deixou a capital em alerta laranja (o segundo mais grave de uma escala de quatro) durante mais de uma semana, perante o crescente alarme dos cidadãos.

Cerca de 100 cidades chinesas, sobretudo do centro e do nordeste, viveram esta semana em diferentes níveis de alerta por grave contaminação do ar.

O Ministério de Proteção Ambiental reconheceu em um relatório divulgado também esta semana que várias empresas poluentes de todo o país não reduzem ou paralisam suas atividades quando lhes é ordenado devido a um alerta ambiental.

O prefeito adjunto de Pequim não deu mais detalhes sobre a criação da polícia ambiental, mas disse que se ocupará de atividades como a incineração de lixo, a queima de biomassa e das grelhas de assar carne ao ar livre.

Também afirmou que a última central energética alimentada por carvão da cidade fechará quando acabar o inverno, uma promessa que as autoridades estão anunciando há muito tempo.

Qi ainda destacou outra promessa que se repete ciclicamente, o fechamento de centenas das empresas mais poluentes da região da capital e que mais de 2.500 serão renovadas para cumprir as normas ambientais.

Uma novidade é que finalmente no próximo mês de fevereiro começarão a ser comercializados em Pequim gasolina e diesel reformulados para que suas emissões sejam mais limpas.

Perante as queixas dos cidadãos pelo último episódio de contaminação, as autoridades municipais anunciaram que financiarão a instalação de aparatos purificadores de ar em algumas escolas e creches.

 

 

Postado por Daniela Kussama