Por Daniela Kussama | dezembro 29, 2016 1:06 pm

Em 2017, o mundo acompanhará com atenção as consequências do governo Trump (que promete investir pesado em combustíveis fósseis) sobre os esforços internacionais para reduzir as emissões de gases estufa, a desaceleração dos investimentos em fontes limpas e renováveis de energia nos Estados Unidos e a possível ascensão da China como novo líder mundial nas negociações do clima. Apesar de Trump, parte das empresas americanas e dos governos locais (estaduais e municipais) está fortemente comprometida com o Acordo do Clima de Paris e não deve modificar rigorosamente nada em seus respectivos planejamentos estratégicos.

No Brasil, o governo Temer (e parte do Congresso) será fortemente pressionado a não levar adiante o plano de flexibilizar o licenciamento ambiental nem mudar a Constituição para que o Poder Legislativo substitua o Poder Executivo na definição das novas reservas indígenas (podendo também rever antigas demarcações).

Será, portanto, um ano de embates e enfrentamentos importantíssimos e definidores de rumo na área ambiental.

 

André Trigueiro

 

 

Fonte: G1 – Blog Mundo Sustentável