Por Andre Dessandes | outubro 6, 2016 8:10 pm

 

É gigantesco o desafio dos prefeitos eleitos que administram municípios com lixões. Na maioria das cidades brasileiras, os resíduos ainda são abandonados em vazadouros a céu aberto, com impactos importantes sobre a saúde e o meio ambiente. Segue o link do VT em que mostramos o problema na edição de ontem Jornal Nacional. Mais abaixo,outras informações relevantes apuradas pela ABRELPE )Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública)

– A geração de resíduos sólidos urbanos (RSU) cresceu 1,7% no Brasil, mesmo com a crise econômica (de 78,6 milhões de toneladas, em 2014, para 79,9 milhões de toneladas em 2015);

– Considerando os resíduos de serviços de saúde (RSS) e de construção civil (RCD) abandonados em vias públicas que muitas vezes acabam ficando a cargo das prefeituras, o volume total gerado, em 2015, chega a 125 milhões de toneladas o que daria para encher 1.450 estádios do Maracanã;

– 76, 5 milhões de pessoas ainda sofrem com a destinação inadequada, pois cerca de 30 milhões de toneladas de resíduos foram dispostas em lixões ou aterros controlados, número 0,3% melhor em termos de porcentagem, mas quantidade 1% maior do que a registrada em 2014.

– São necessários investimentos de R$ 7,5 bilhões até 2023 para universalizar a destinação adequada dos resíduos sólidos no Brasil. Esse valor representa pouco mais da metade dos US$ 4 bilhões ou, aproximadamente, R$ 13,2 bilhões (câmbio 3,30), que o País deve gastar nos próximos cinco anos com manutenção dos lixões existentes, tratamentos de saúde e recuperação ambiental;

– Em 2015 cada brasileiro gerou 391 kg de resíduos sólidos urbanos, o que representa um volume similar e, em alguns casos, até maior do que aquele constatado em países mais desenvolvidos e com renda (PIB per capita) mais alta do que a do Brasil;

– Outro ponto que merece destaque é o aumento paulatino das iniciativas municipais de coleta seletiva. Em 2015, cerca de 70% dos municípios registraram tais atividades, que são cada vez mais demandadas pela sociedade. O aumento das iniciativas em municípios do Norte, Nordeste e Centro-Oeste foi bastante considerável, enquanto que no Sul e Sudeste mais de 85% dos municípios implementaram ações nesse sentido, um índice superior à média nacional.

– Apesar desse aumento na abrangência das iniciativas de coleta seletiva, os índices de reciclagem no Brasil não apresentaram o mesmo avanço e, em alguns setores, houve até mesmo redução do total efetivamente reciclado, em comparação com índices registrados anteriormente.

(Fonte: ABRELPE/Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública)

 

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André Trigueiro