Por Andre Dessandes | setembro 16, 2016 12:39 pm

 

Foi assim com Ayrton Senna…
Foi assim com os Mamonas Assassinas…
Está sendo agora com Domingos Montagner.

Quando pessoas famosas, queridas do público, no auge das respectivas carreiras, com um futuro auspicioso pela frente, partem subitamente de forma violenta e inesperada, sobrevêm a dor e a perplexidade.

Mesmo sendo a única certeza que temos em vida, a morte por vezes parece desprovida de qualquer sentido.

Parece que Deus nos testa não apenas a fé, mas a capacidade de entender que nossa partida desse mundo pode acontecer a qualquer momento, de forma inusitada, inesperada, surpreendente, pelo menos para nós.

Por linhas tortas, inscreve-se nessas tragédias a mensagem divina de que o tempo é precioso demais.

De todos os instantes da vida, qual será o derradeiro?

Até quando teremos a condição de realizar nossos sonhos e projetos, curtir as pessoas amadas, nos desculparmos com quem errou conosco e pedirmos desculpas àqueles a quem fizemos sofrer?

Mergulhados na existência, a distração parece ser a regra, e a dispersão nos conduz pelas correntezas da vida.
Melhor lembrar que estamos aqui de passagem, e que cada segundo tem o seu valor.
Feliz daqueles que, como Domingos Montagner, preencheram a vida de amor, alegria e talento.

 

André Trigueiro