Por Mundo Sustentável | junho 30, 2016 11:16 am

 

Estive hoje na Brasil Solar Power – evento que reúne no Rio empresas, investidores, gestores públicos e especialistas em energia fotovoltaica – e resumirei em tópicos o que foi divulgado por lá:

– O potencial técnico de energia fotovoltaica no Brasil pode chegar a 30 mil GW. Isso é 200 vezes mais que a capacidade instalada da atual matriz elétrica brasileira – com todas as fontes juntas – que é de 143 GW. (Fonte: EPE/Empresa de Pesquisa Energética).

– O potencial dos telhados solares (principalmente em casas e edifícios) é de 164 GW em todo o país. Isso equivale a quase 12 vezes a energia gerada por Itaipu.

– Hoje a energia solar responde por apenas 0,02% da matriz elétrica do país. Mas avança rápido. Em 2015 o crescimento foi de 300%. Esse ano deve ser de 800%. (Fonte: ANEEL)

– A previsão é a de que a energia solar responda por mais de 4% da matriz elétrica do país até 2024, e mais de 8% até 2030. (Fonte: Absolar)

– O setor deve investir aproximadamente R$ 2,5 bilhões na economia brasileira até 2018, considerando apenas projetos já contratados em leilões. (Fonte: Absolar)

– Apesar de ser a fonte de energia que mais cresce no mundo – e a que registra a mais acentuada queda de preços ano a ano – o custo da energia solar no Brasil ainda é alto, e inviável para a maioria da população. Os equipamentos são importados, os impostos altos e não há ainda linhas de crédito disponíveis para pessoas físicas (embora sejam grandes as chances disso ser anunciado nos próximos meses pelo Governo).

– A China ultrapassou a Alemanha esse ano na liderança mundial em energia solar. O país instalou em 2015 o equivalente a uma hidrelétrica de Itaipu (14GW) em placas fotovoltaicas.

Para muitos analistas do setor elétrico – entre eles o ex-diretor do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp – é certo que o solar repita a impressionante performance da energia eólica, que não para de crescer no país.

Basta que o governo não atrapalhe.

 

André Trigueiro