Por Mundo Sustentável | junho 23, 2016 2:56 pm

 

Após anos de muita luta, denúncias e alertas sobre os riscos da ingestão indiscriminada de refrigerantes – especialmente entre crianças – as grandes indústrias do setor recuaram. Ambev, Coca-Cola Brasil e Pepsico Brasil anunciaram que a partir de agosto deixarão de vender seus refrigerantes às cantinas das escolas com crianças até 12 anos (ou com maioria de crianças até essa idade).

Não deixarão de auferir lucros nesse segmento, já que continuarão vendendo água mineral, suco com 100% de fruta (que já foram denunciados pela propaganda enganosa de “100%”de fruta), água de coco e bebidas lácteas (que também são muito açucaradas). Em nota conjunta, essas empresas justificam a medida alegando que “o novo portfólio tem como referência diretrizes de associações internacionais de bebidas”. Poderiam mencionar as inúmeras campanhas de diferentes organizações médicas e da sociedade civil, que já resultaram em regras restritivas Brasil afora.

No último dia 13/6, a Comissão de Seguridade Social e Família aprovou projeto que proíbe a venda de refrigerantes nas escolas de educação básica (do primeiro ao nono ano), públicas ou privadas. A PL 1755/07 segue tramitando na Câmara com poderosos argumentos que confirmam a relação direta entre o consumo de refrigerantes e a epidemia de obesidade, que também se verifica entre crianças.

A quantidade de açúcar contida em uma lata de 355 ml de refrigerante, em torno de 36 gramas, extrapola a quantidade máxima diária recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 25 gramas. Para piorar a situação, os defensores da nova Lei denunciam que todo esse conteúdo calórico é praticamente nulo de conteúdo nutricional. Um desastre completo!

Lenta e progressivamente, a cultura do consumo consciente avança. Quem apostar contra, vai perder.

 

André Trigueiro

 

 

 

 

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