Por Mundo Sustentável | maio 23, 2016 4:18 pm

 

Fonte: Prefeitura de Curitiba

 

Curitiba ganhou desde 2013 três vezes mais áreas de conservação do que nos 20 anos anteriores.  Enquanto de 1993 a 2013 foram implantados 2,5 milhões de metros quadrados de áreas preservadas, nos últimos três anos as novas unidades de conservação somam 8.969.000 metros quadrados. São sete novas unidades, entre parques e bosques, localizados principalmente na região sul da cidade, conforme compromisso assumido pela atual gestão municipal em seu plano de governo.

Das sete unidades de conservação criadas na gestão do prefeito Gustavo Fruet, três são parques: Mané Garrincha, Guairacá (ambos na CIC) e Vista Alegre. Também foram criados o Bosque dos Mundiais e dois Bosques de Conservação da Biodiversidade Urbana (BCBU): Mercúrio (no Cajuru) e Engenheiro Renato Ribeiro Cardoso (no Uberaba). Além disso, a Prefeitura implantou a Reserva do Bugio – a maior Unidade de Conservação Integral de Curitiba e a maior em ambiente urbano do Brasil na categoria Refúgio de Vida Silvestre.

Estão em execução o parque localizado na Rua Paulo Roberto Biscaia, no bairro Cidade Industrial de Curitiba, e outro próximo ao conjunto  habitacional Rio Bonito.

 

Funções dos parques

“Com essas novas áreas os curitibanos ganharam, além das vantagens da preservação ambiental, espaços que permitem a integração social e o convívio das famílias, por meio de práticas saudáveis de vida. Essas áreas cumprem também a importante função de absorver as águas das chuvas, auxiliando na prevenção de enchentes e cheias”, explica o secretário municipal de Meio Ambiente, Renato Lima.

O secretário lembra que há mais de um ano Curitiba não registra casos de famílias desabrigadas em razão do transbordamento de rios – mesmo tendo atravessado períodos de chuva bem acima da média. Isso se deve, em boa medida, à criação de novos parques – que, além de funcionarem como pontos de absorção de chuvas, também levaram à retirada de centenas de famílias de áreas de risco.

Para a criação dos parques Guairacá e Mané Garrincha, ambos na Cidade Industrial, foram reassentadas 743 famílias, o que representa mais de 2,5 mil pessoas retiradas de áreas de risco. Todas elas foram realocadas em empreendimentos da Companhia de Habitação do Paraná.

Da região onde hoje está o Parque Guairacá – inaugurado em 2014 –  foram retiradas 593 famílias que haviam construído suas casas na faixa de preservação permanente do rio, correndo risco e  prejudicando o meio ambiente. Agora, elas estão morando em casas de alvenaria em dois empreendimentos que foram implantados em bairros da Regional CIC especialmente para receber os reassentados: Moradias Corbélia, no São Miguel, onde foram reassentadas 555 famílias e Moradias Ibaiti, na CIC, que recebeu 38 famílias.

A implantação do Parque Mané Garrincha, entregue em setembro de 2014, tornou-se possível devido à atuação da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), que efetuou o reassentamento das 220 famílias que habitavam irregularmente o local, nas margens do Rio Barigui. Foram transferidas 150 famílias para o Moradias Aquarela, no bairro Augusta, e 70 para o Moradias Corbélia, no São Miguel – os dois conjuntos na abrangência da regional CIC.

As 743 famílias habitavam as vilas Nova Barigui, Alto Barigui, Recanto da Paz, Sandra, Eldorado, Morro da Esperança, Olinda, Nápoles, Malvina, Nova República, Rigone e Nossa Senhora da Paz.

 

Rede aprovada

Das sete novas áreas criadas desde 2013, cinco estão dentro da Bacia do Rio Barigui e integram o projeto Rio Parque de Conservação, financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). O projeto prevê a implantação de áreas de preservação e de lazer ao longo do Rio Barigui a partir da integração dos conjuntos dos parques para criar um corredor de biodiversidade entre as diversas unidades de conservação.

A integração dos parques promovida pelo projeto Rio Parque de Conservação ajudará na recuperação e preservação das margens do Rio Barigui, a partir de medidas de preservação de nascentes, conservação de ambientes naturais existentes, ordenamento das áreas de ocupação irregular às margens do rio, recomposição e preservação da vegetação nativa e mata ciliar, formando um parque linear.

Outro aspecto importante é que várias das novas áreas beneficiam a região sul de Curitiba, até recentemente esquecida nesse sentido. Juntos, os parques Guairacá e Mané Garrincha e o Bosque dos Mundiais somam 149 mil metros quadrados, que, além da função de preservação ambiental, representam novas alternativas de lazer para os moradores da parte sul da cidade.

No mês passado, o sistema de unidades de conservação de Curitiba foi avaliado pela organização não governamental SOS Mata Atlântica. O biólogo Luiz Paulo Pinto, coordenador do projeto de Rede de Unidades de Conservações Municipais da ONG, percorreu áreas de preservação na capital e ao final fez uma avaliação bastante positiva. “Posso afirmar que Curitiba está fazendo um ótimo trabalho. Está com uma estrutura muito boa, com uma rede que cobre diversas áreas dentro do município e traz benefícios para a cidade como um todo. A cidade tem um planejamento adequado, uma estrutura razoável para lidar com esses desafios e está conseguindo estabelecer uma rede sólida”, avaliou.

 

 

 

Postado por Daniela Kussama